22 de mar de 2010

Televisão para quê?!


Por DolphinDiluna - Blog She-NSN - 22.03.10

Girls_Can_Game__Too_by_xXPrettyWhenUCry crédito da imagem

Já faz tempo que abri mão de ter uma televisão em casa, não sinto falta mesmo. Muita gente me critica por meu radicalismo, afinal, meu discurso é velho conhecido – tv só serve para alienar – e alegam que ao menos eu deveria ter tv a cabo que tem uma programação mais vasta, deixando de ser refém das novelas e BBBs da vida. Besteira, não há nada nos canais a cabo que me interesse que eu não encontre na internet, seria, a meu ver, dinheiro jogado fora.

Por outro lado eu assumo meu vício à internet, ela não só provém o meu sustento como me mantém em contato com a família e os amigos que deixei na cidade calorenta em que nasci, fora me proporcionar lazer, diversão e a possibilidade de ampliar minha rede de amizades.

Eu iniciei esse texto dizendo que não sinto falta da tv? A sentença não é de toda verdadeira, ou melhor, foi mal desenvolvida. Eu deveria ter dito que não sinto falta da programação das emissoras de televisão, mas do aparelho de tv já é outra história. Quando penso no console que tanto quero, meus olhos brilham só de imaginar aquela tela de LCD gigante enquanto pratico a minha habilidade em extirpar seres mitológicos me fazendo sentir uma autêntica Deusa da Guerra!

Pois bem, dei essa volta toda para falar de algo muito legal que li no blog Nas Retinas do sempre gentil e simpático Emerson Luis.

Com o título “TV perde para DVD e jogos eletrônicos” ele nos revela dados e números interessantes retirados de três fontes: Da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Ibope e do IDC Brasil.

Com o PNAD vem a constatação do aumento da renda do brasileiro, quanto mais se ganha, mais se consome (e viva o “Capetalismo”!) e um dos itens que mais cresce na lista do consumidor são exatamente os eletro-eletrônicos como é possível constatar nesse boletim da Fundação Instituto de Administração – FIA.

Já o Ibope nos mostra dados realmente reveladores, de acordo com matéria no jornal Folha de São Paulo, do ano de 2005 pra cá aumentou o número de televisores sintonizadas em games, junto aos aparelhos de DVD esse crescimento chegou a 125%.

E para complementar segundo o IDC Brasil:

“O mercado de PCs fechou 2009 com cerca de 11 milhões de unidades vendidas. O trimestre que mais comercializou notebooks e desktops no ano passado foi o último, com 3,1 milhões de computadores vendidos, e o trimestre menos expressivo foi o primeiro, com 2,1 milhões. Esses dados fazem parte da pesquisa Brasil Quarterly PC Tracker da IDC, líder em inteligência de mercado, consultoria e eventos nos mercados de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. A previsão é que em 2010 o mercado de PCs deva crescer aproximadamente 16%, atingindo cerca de 12,8 milhões de unidades comercializadas, com destaque para o aumento nas vendas de computadores portáteis, tanto notebooks, como netbooks.”

Como todos puderam ver, a verdade dos dados não deixa mentir, a televisão como geradora de conteúdo está começando a perder espaço e isso é pra lá de esclarecedor.

Aqui entra a sacada genial do Emerson em levar os seus leitores a pensar na possibilidade - hoje totalmente viável - de criar seu próprio conteúdo, e o melhor de tudo, utilizando-se da interação de tecnologias como por exemplo o uso do Playstation 3 com uma rede doméstica.

Como ele mesmo descreve:

“Além de rodar jogos, o sistema operacional do PS3 permite navegar na rede e integrar toda uma rede doméstica ao equipamento, formando uma central de entretenimento que susbtitui completamente a TV tradicional. Operando o videogame, o usuário acessa seu computador e roda um filme no momento que desejar.”

Pois é, penso que no final das contas meu radicalismo não estava de todo errado. Livrar-me do que considero lixo televisivo não só é benéfico, como deixa espaço para algo muito melhor, a verdadeira liberdade de escolha do que eu quero assistir no meu aparelho de tv.

Abaixo, deixo o vídeo que o Emerson Luis indicou aos seus leitores, vídeo produzido pelo analista de TI José Pissin, que nos mostra o quanto é fácil e rápido criar a interação entre PS3 e rede doméstica.

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