18 de jul de 2009

Instituto de FHC embolsou R$ 5,7 milhões para digitalizar 9 fotos, valor cinco vezes maior do que usado pela Fundação de José Sarney

Por Humberto Amadeu - 15.07.09

O Instituto Fernando Henrique Cardoso – iFHC – recebeu R$ 5,7 milhões, por meio de projeto da Lei Rouanet, aprovado pelo Ministério da Cultura em 2004, para digitalizar o acervo do ex-presidente com dinheiro de impostos que o poder público deixou de arrecadar das empresas patrocinadoras. O valor é quase cinco vezes maior do que usado pela Fundação José Sarney para fazer trabalho semelhante, segundo mostra o blog Os Amigos do Presidente Lula.
Segundo o projeto do iFHC, a digitalização do acervo tem prazo para ser concluída até dezembro desse ano. Mas, passados quatro anos e meio, a digitalização disponibilizou na internet apenas nove fotos e o site informa que o portal do acervo encontra-se em construção.
A prestação de contas do instituto no Ministério da Cultura também está irregular, constando como pendentes informações sobre as metas a serem realizadas, as metas já realizadas e o tempo necessário para a conclusão do projeto. Apesar disso, há um novo projeto, pedindo R$ 7 milhões para a conclusão do trabalho. Se aprovado, o valor total chegará a R$ 12,7 milhões.
Entre as empresas que patrocinaram o projeto até agora está a Sabesp, na época do governo de Geraldo Alckmin, além de outras empresas beneficiadas pelas privatizações dos governos tucanos. Todas elas abateram as doações do imposto de renda, que deixou de ser arrecadado para engordar as contas do iFHC. Para piorar, a operação Satiagraha identificou aplicações financeiras do instituto no Opportunity Fund, de Daniel Dantas.
HORA DO POVO, ed. 2782
15.07.09

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