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5 de out. de 2010

Marina, Chico Mendes está olhando para voce.


Por Eduardo Almeida - do Mobilização Br - 04.10.2010

Os verdes estão felizes agora não tem o problema maior, qual ele? Marina vencer. Se ela vencesse, aí é que os verdes estariam perdidos.
Teriam de fazer acordo com o demonio, diabo, satanaz e outros bichos ruins. Perderiam a pureza verde das matas para o esgoto sujo das grandes cidades.
E para isso os verdes são ainda muito ingenuos, ainda bem, VERDES QUE TE QUEREMOS VERDES. A historia de voces é muito bonita para que o olhograndismo eleitoral manche esta pagina verde. Fiquem conosco, fiquem na familia, fiquem com Dilma.
Como conciliar Marina do Acre com MotoSerra que nunca saiu de Sao Paulo. Marina lembre-se de Chico Mendes e veja quem ele indicaria para voce apoiar.
Marina teu lugar é aqui, faz de conta que voce nunca saíu.

4 de out. de 2010

Segundo turno é o momento de comparação entre eras Lula e FHC, diz ministro

Padilha disse ainda que presidente Lula está “feliz” com o resultado das eleições

Priscilla Mendes, do R7, em Brasília

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (4) que o segundo turno vai “propiciar o debate” entre os projetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato adversário, José Serra (PSDB), cuja referência de governo é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

- O segundo turno vai propiciar o debate entre esse governo [do presidente Lula] que ajudou a mudar o país contra os adversários deste governo, que governaram o país por muitos anos. [...] Vamos confrontar dois projetos: o projeto do presidente Lula, que sai vitorioso das eleições de 3 de outubro com a ampliação da maior parte dos partidos da base aliada, dos governadores, e o projeto defendido pelo adversário em oposição ao presidente Lula.

Padilha negou que haja decepção dentro do governo. A candidata Dilma Rousseff (PT), segundo o ministro, “vai ao segundo turno com a força de senadores e governadores eleitos ou reeleitos”.

- Ela [Dilma] vai com um patamar de votos que é um patamar que o presidente Lula sempre teve quando foi vitorioso, tanto em 2002 quanto em 2006.

O ministro comemorou ainda a diferença sobre o segundo colocado, José Serra. Dilma obteve nas urnas 46,91% dos votos válidos, contra 32,61% do tucano.

- O presidente está muito feliz com a vitória de seus aliados nos Estados, na Câmara e no Senado. Nós achamos que nós colhemos o que plantamos nesses oito anos. Tivemos um presidente que ajudou e contribuiu para que fizéssemos uma grande maioria no Senado, um aumento na participação das bancadas de todos os partidos da base aliada da Câmara e a reeleição de vários senadores e governadores aliados.

Apoio verde

A coordenação da campanha petista vai discutir a busca pelo apoio de Marina Silva (PV) à candidatura de Dilma. Segundo Padilha, o governo “vai atrás de todos os aliados ao projeto de Lula para o país”. A verde conseguiu quase 20% dos votos dos brasileiros.

- A candidata Marina Silva trouxe para a campanha alguns temas que são importantes e que certamente a candidatura da Dilma e toda a coordenação de campanha vão trabalhar não só os temas, mas também as pessoas que trabalharam na campanha dela, buscando neste momento [...] compor aliados.

Popularidade

Alexandre Padilha acredita que o governo transferiu a alta popularidade do governo Lula “não só para a Dilma, mas também para os seus aliados”.

- O país que saiu das urnas nas eleições de ontem expressa o sentimento do povo brasileiro, na sua maioria, de aprovação do governo do presidente Lula, como também dos aliados do presidente Lula. E é com esse patamar que nós vamos para a disputa do segundo turno.

Vamos para o segundo turno com a mesma disposição de sempre

 
Onipresente - 03.10.2010
 
Bem gente, não foi dessa vez. O Primeiro tempo vencemos com  muita luta. Não vamos deixar nos abater por esse pequeno detalhe, um capricho: a vitória no primeiro turno. Nem Lula, o maior Presidente que esse País já teve, foi capaz de tamanha façanha. Por outro lado FHC venceu no primeiro turno e o resultado foi o que assistimos. A luta não acabou. Em 2006 também ficamos tensos e no final deu certo. Por que não haveria de dar agora?

Lembra-se que ainda podemos aplicar sobre o total de votos da Marina 32.000.000 de votos, o mesmo percentual apontado pelas pesquisas no primeiro turno e o resultado real: 46% para Dilma e 32% para Serra. O percentual final de Dilma é NOSSO É NINGUÉM TIRA!

Como disse o Brizola Neto:

Se temos mais um passo a dar, que ele nos leve mais longe

Não faz bem a nossa luta nos auto-iludirmos ou, como se diz popularmente, “tapar o sol com a peneira”. O resultado das urnas ficou muito aquém do que todos esperávamos. Como e por que isso aconteceu, em parte, sabemos.

A ofensiva da mídia, nos últimos 20 dias, explorando ou fabricando “escândalos” sobre “escândalos”, a utilização indecorosa da fé e da religiosidade da população espalhando inverdades e desumanidades sobre Dilma Rousseff em milhares de púlpitos e, finalmente, a utilização das pesquisas e da propaganda para, a partir da insegurança gerada pelos fatores que mencionei, inflarem a candidatura Marina Silva.

De outro lado, o peso do poder econômico na reta final de campanha também contribuiu para nos tirar, a todos, aquela fatia dos indecisos, que escolhe o candidato à última hora.(...)

Abre-se, diante de nós, um momento de reflexão. Não é hora de recriminações e, menos ainda, de empurrarmos as culpas uns sobre os outros, se a nossa causa é grandiosa, grande também deve ser a nossa capacidade de superação e de compreender que o nosso desafio, no segundo turno, é tornar claro aquilo que já era claro para nós.

É preciso que todo brasileiro entenda que estamos diante da decisão entre fazer o Brasil seguir mudando ou retrocedermos ao Brasil do atraso, da estagnação, da fome, da crescente marginalização de milhões de pessoas. Ao Brasil submisso, ao Brasil humilhado, ao Brasil ajoelhado diante de interesses poderosos daqui e de fora.

Em 2006, quando Lula terminou o primeiro turno com 48,6 % dos votos válidos foi o segundo turno que conseguiu esclarecer o povo brasileiro de que aquela eleição se tratava de uma decisão entre adotar uma política nacionalista ou regressarmos ao período vergonhoso de privatização e de alienação de nossas riquezas que representou o governo tucano de FHC. Pois, agora, trata-se do mesmo desafio, só que ainda mais ampliado.

O destino, com o pré-sal, nos fez um país ainda mais rico, justamente na mesma época em que descobrimos que riqueza é algo que jamais pode andar separada da justiça social.

Eles retardaram a nossa marcha. Obrigaram-nos a mais um passo. Pois, que seja. Reunamos forças para que este passo a mais seja capaz de nos levar ainda mais longe.