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2 de set. de 2010

Serra perde mais uma vez para delegados na Justiça


É a terceira vez que tucano tenta barrar informações sobre a segurança pública no Estado
A corte do TER (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, por seis votos a zero, considerou improcedente, mais uma vez, a alegação de que a campanha publicitária da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) teria conteúdo eleitoral negativo. De acordo com Luís Francisco Aguilar Cortez, relator, a iniciativa da Adpesp não caracteriza conteúdo eleitoral, e sim um informativo da realidade em que se encontra a carreira de delegado de polícia em São Paulo.
A decisão da Justiça confirma a legitimidade da campanha da Adpesp, que vem informando a mídia e a sociedade. Entre outros pontos, a Associação apontou que a situação da segurança pública paulista é crítica, uma vez que faltam delegados em 30% dos municípios do interior, e os que estão em exercício têm a pior folha de pagamento do país.
 Já é a terceira negativa à Coligação Unidos Por São Paulo, que tem como maior partido o PSDB, responsável pelo atual governo paulista. Os números citados pela Adpesp são condizentes com a situação da carreira de um delegado paulista. A decisão, que contou com unanimidade dos seis desembargadores responsáveis, legitima a luta da Associação para que os interesses da classe sejam defendidos, e não os de um partido.
De acordo com Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Adpesp, os interesses da classe estão muito acima de interesses políticos. “Se eles estão tentando nos parar, é porque não querem repercutir a verdade” diz. Pinheiro ressalta, também, que a Adpesp está aberta para que todos os partidos políticos manifestem suas propostas para a área. “Somos apartidários, e estamos dispostos a ouvir as propostas de todos, inclusive a do PSDB” conclui.
A presidente acrescenta, ainda, que “as informações não envergonham só os delegados de polícia. É certo que envergonham profundamente o PSDB. Mas, em vez de conversarem com os delegados, eles vão à Justiça com uma requisição pífia. Esse é o tratamento que estamos recebendo há 16 anos, e nada mais justo que a sociedade saiba disso”.
 Veja os números divulgados:

- 31% das cidades do estado não têm delegados titulares;
- desde 1995, enquanto a população de SP cresceu 21%, o número de policiais civis se mantém o mesmo;
- são apenas 3,2 mil delegados para os 42 milhões de habitantes de SP;
- o estado mais rico da nação é o que pior remunera seus delegados de polícia.

Do Jornal ABDC Maior -02.09.10

24 de abr. de 2010

jornal nacional mostra como funciona polícia do Serra: com tortura

Na Argentina, eles não foram anistiados: foram em cana
Reportagem de Cesar Tralli abriu o jornal nacional com dois casos de tortura. 
Os torturadores, policiais da PM de José Serra, em São Paulo. 
Uma das vitimas, um negro.  
Em lugar de levar os detidos para a delegacia – como manda a lei – levaram para o quartel da policia. 
Uma advogada diz: houve tortura e cárcere privado. 
Leia, amigo navegante, o que nos enviou o amigo navegante Ricardo: 
Denúncias contra policiais de SP crescem 12,5%
O relatório anual de prestação de contas divulgado pela Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo revelou que houve aumento de 12,5% no número de denúncias contra policiais civil e militares entre 2008 e 2009. Durante o ano passado foram registradas mais de 4,5 mil queixas contra 4 mil do ano anterior. Em ambos os períodos, quase 62% das acusações estão relacionadas aos Policiais Militares (PM).
 As queixas são variadas e vão de ameaça a tortura, homicídio, corrupção a abuso de autoridade (que se divide em agressão, invasão de domicílio e constrangimento ilegal). No topo da lista destacou-se a má qualidade no atendimento, com 15,4% das reclamações registradas no Estado em 2009. As denúncias por homicídio ocuparam a quinta colocação, correspondendo a 7% das acusações.

E ele ainda só  quer tratar do pós-Lula. 
Clique aqui para ler “defenda-se dos que defendem os torturadores”. É sobre o que acontece quando os torturadores dos anos militares ficam impunes: é a institucionalização da tortura.  
Paulo Henrique Amorim

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