9 de set de 2009

Violência da polícia contra professores , que fizeram passeata antes de votação na Alerj, no Centro.

Sempre colocam a culpa no professor, que ganha mal, que não é respeitado etc.
Quer dizer que o professor não deve protestar contra o projeto do governador
Sérgio Cabral ?

E policial apontando arma para Professor! Que país é esse?
Ditadura na educação !!

Veja como o Globo manipula a notícia, quem sofre é o professor e não a polícia .
Manchete da notícia (Dois professores foram presos e PM ficou ferido.)

Foto: Marcelo Piu / Agência O Globo

Policiais e professores entram em confronto durante manifestação no Centro do Rio (Foto: Marcelo Piu / Agência O Globo)

O número de feridos durante um confronto entre policiais militares e professores, na tarde desta terça-feira (8) chega a oito, segundo o Sindicato estadual dos Profissionais de Educação (Sepe). O confronto aconteceu em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no Centro.

De acordo com o Sepe, quatro feridos foram levados para o Hospital Souza Aguiar, também no Centro, e outros quatro professores teriam sido atendidos no centro médico da Alerj. A assembleia informou que fez dez atendimentos no centro médico, e que cinco professores foram encaminhadas para o Hospital Souza Aguiar, feridos por estilhaços.

Outros três professores e dois estudantes ficaram com os olhos irritados depois de serem atingidos por spray de pimenta. Um fotógrafo, que fazia a cobertura do ato para a imprensa também foi ferido por estilhaços.

Presos

A Polícia Militar informou que dois professores foram presos por desacato, sendo levados para a 5ª DP e 1ª DP. Um policial militar foi ferido no braço e encaminhado para o Hospital Central da PM.

O Sepe informou, ainda, que o protesto é contra o projeto de lei de autoria do governador Sérgio Cabral.

Segundo o Sepe, o tumulto aconteceu na chegada da passeata às escadarias da Alerj, quando a PM utilizou de força excessiva para desocupar a rua e cortar o som do carro de som utilizado pelo Sepe para comandar a manifestação. A manifestação foi programada para ocorrer nas escadarias da Assembleia Legislativa. Na confusão, os policiais fizeram uso de bombas de efeito moral e deram tiros com balas de borracha, além de agredirem diversos manifestantes.

A PM informou que a manifestação está sendo monitorada pelos 13º BPM (Praça Tiradentes) e pelo Batalhão de Choque. Em dado momento, um manifestante teria desacatado uma guarda municipal e iniciou-se um tumulto, com pedras sendo atiradas contra os agentes de segurança.

Ainda segundo a PM, o tumulto foi controlado. A manifestação continua e está sendo monitorada pela PM.

Projeto de lei

Dentro da Assembleia, parlamentares aprovaram, em votação, a proposta do governo de incorporar o Nova Escola - programa de gratificação implantado na gestão do ex-governador Anthony Garotinho - aos salários dos professores das secretarias de Educação e de Cultura do estado. O texto segue para a sanção do governador Sérgio Cabral.

Caso aprovado pelo governador, o reajuste vai beneficiar 53.721 professores, 15.949 profissionais de apoio e mais 95 mil aposentados, pensionistas e profissionais recém-concursados. “O Governo tinha voto para vencer com o texto enviado, mas não era o sentimento da Casa ter uma vitória que não fosse a vitória da Educação”, defendeu o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB).

Rua parada por dez minutos

O projeto de lei determina que, a partir do próximo mês de outubro, a gratificação seja gradativamente absorvida pelos vencimentos dos professores das secretarias de Educação e de Cultura do estado.

Pela proposta do governo, a gratificação seria incorporada ao salário em sete parcelas. Um professor que hoje ganha pouco mais de R$ 580, passaria a ganhar quase R$ 920 a partir de 2015.

Os professores reclamam de outro ponto do projeto que reduz de 12 para 7,5% o aumento a cada cinco anos de trabalho.

A passeata saiu da Candelária e ocupou metade das avenidas Rio Branco e Almirante Barroso. A Rua Primeiro de Março ficou interditada por dez minutos para que os manifestantes pudessem chegar à assembleia.

G1 - 08.09.09

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