28 de jul de 2014

Marketing: atingir o “emocional” de eleitores e compradores

Várias situações influenciam nós consumidores e eleitores na hora da compra ou escolha d@ candidat@ ao votar. Vou refletir sobre algumas dessas “situações”, baseado no que entendi e divaguei após a leitura do livro “Estratégia de marketing”, escrito por “O.C.Ferrell e Michael D. Hartline”, além das influências do curso de marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Influências sociais e interpessoais:
No comércio: Somos influenciados pelos grupos que convivemos. Isso é fato. E numa loja? Convivemos com quem? Com quem nos acompanha e o funcionário da loja. Pois bem, se esse funcionário estiver com a cara fechada, se for “rude”, pronto! Não criamos vínculos e temos tudo para ir embora sem comprar nada, ou levar exatamente e apensas o que se tinha em mente. Já quando há simpatia, os negócios fluem.

Na política: Redes sociais, tanto da internet como as relações pessoais é que influenciam. Descubra os “cabeças”, os formadores de opinião em grupos, os líderes. Esses tem que estar convencidos e munidos de argumentos para defender o teu partido / candidat@. A palavra chave é “argumento”. E deve estar na ponta da língua dos internautas e nas rodas de conversas em igrejas, bares, sindicatos, rodas de chimarrão, etc etc etc.


Influências físicas e espaciais: O ambiente da loja, a disposição dos corredores, acessos e mesmo organização dos locais de “muvuca”. Ambientes favoráveis, confortáveis, facilitam a análise dos produtos e a compra. Já locais confusos tendem a fazer com que a pessoa compre menos, e procure sair mais rapidamente. Muitas vezes sem levar nem o que planejara ao entrar.

Na política: O que mudou na cidade, ou o que mudará se teu candidato for eleito. Deixe isso claro. As pessoas precisam “visualizar”, ter na “mente”, nos “olhos”, o que foi feito, ou o que será feito. Cite exemplos claros nos discursos e planos de governo, mas principalmente nas ações de marketing. Cite por exemplo num discurso “vamos resolver de uma vez por todas o manilhamento, a canalização do esgoto que desde sempre está aberto nas ruas tais tais e tais”. Faça as pessoas sentirem “cheiro” por meio de tuas palavras. “Aquele cheiro horrível que hoje exala desse local, será trocado por um jardim florido...”.

Influências temporais: ligadas ao “tempo”. Então se teu ponto de venda é num lugar agitado, é preciso ficar atento ao filão que isso exige, ou seja, a velocidade do bom atendimento. Já se você trabalha num local onde as pessoas frequentam com mais “tempo”, aproveite para vender produtos mais requintados, com detalhes, com especificações que você possa ”explicar” com calma.

Na política: Dificilmente os eleitores lerão grandes teses de planos de governo. Então resuma em tópicos, sempre claros, com sub-tópicos. Frases “curtas” mas explicativas sobre cada setor pode ser uma boa saída. Assim como exemplificar com casos reais, simples. A simplicidade levará a ganhar votos.

Motivo da compra: fique atento a isso, e saiba adaptar teu produto a realidade do consumidor.

Analise também os aspectos e características do ”freguês”, tipo: humor, estresse, ansiedade, medo, fadiga, envolvimento emocional. Pronto, essa última palavra “emocional” é o nosso norte. Vamos trabalhar e entender o emocional dos compradores, e fisga-l@s por seu estado de espírito.

E isso tudo serve tanto para o mercado, como para a política.

Essas dicas são apenas uma pincelada. Sugiro lerem o livro citado acima, e fazer os cursos de marketing. Sugiro o curso de marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Sou aluno la do MBA, e estou contente com o aprendizado.

Boas campanhas ! Grande abraço.
Ricardo Weg

Jornalista multimídia

Marketeiro

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