Mostrando postagens com marcador Folha de S. Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Folha de S. Paulo. Mostrar todas as postagens

22 de mar. de 2012

Para Serra, o que faz mal é sempre o papelzinho.

clique na imagem para ampliar

O pré-candidato a prefeito dos Estados Unidos do Brasil disse que a promessa não cumprida em 2004 era um mero "papelzinho", diferentemente do que ele achou da bolinha que jogaram em sua cabeça em 2010 e o levou para a tomografia.


clique na imagem para entender
Compare as duas notícias abaixo, a 1a é do PIG (folha de São Paulo) e a 2a é de um blogueiro Sujo (pig é sujo, blogueiros são limpinhos), entenda:

26 de nov. de 2010

SERGIO MOTTA & FRANKLIN MARTINS

Franklin Martins: ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social

  Quem é o mais radical

Por Alberto Dines em 23/11/2010

A História como piada: a telenovela da regulação da mídia deve ganhar lances sensacionais (ou patéticos, depende de quem a observa) quando se examinar com a devida atenção um projeto de lei preparado em segredo há 12 anos pelo homem forte do governo de Fernando Henrique Cardoso, seu amigo e confidente, o então ministro das Comunicações Sergio Motta (foto).

Sérgio Motta

Segredo? Em termos: na edição nº 76, de 5/10/1999, este Observatório da Imprensa comentou a quinta versão da Lei de Comunicação Eletrônica de Massa, produzida por Motta, e também a sexta versão do documento, chancelada por um de seus sucessores no ministério, Pimenta da Veiga. O material fundamentou-se em um vasto arsenal de análises e contestações encabeçado por um estudo pormenorizado de Guilherme Canela de Souza Godoi e contribuições de estudiosos ímpares como o falecido Daniel Herz, o professor Murilo Cesar Ramos, o pesquisador Gustavo Gindre e o senador Pedro Simon. Veja os links abaixo:


Sergio Motta não conseguiu terminar o seu revolucionário projeto, morreu em 1998, foi sucedido por Luiz Carlos Mendonça de Barros e, em seguida, pelo deputado federal e ex-líder do governo, Pimenta da Veiga, autor de uma nova e desastrosa versão destinada à cesta do lixo. À época, corria que fora redigida pelos consultores da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Sem comoção

A mídia acostumou-se a classificar como radical o jornalista Franklin Martins, atual ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Todas as suas iniciativas são imediatamente carimbadas como atentados à liberdade de imprensa e logo rejeitadas.

Nossa mídia tem memória curta ou simplesmente ignora quem foi o Serjão, Sergio Motta, um trator que nada fazia pela metade. A Lei de Comunicação Eletrônica de Massa concebida por ele não era radical, era revolucionária: criava uma agência reguladora, impedia a propriedade cruzada de mídia eletrônica, interferia no vicioso sistema de concessões de radiodifusão, cuidava do conteúdo da programação, criava mecanismos para proteger os assinantes da TV paga, forçava o funcionamento do Conselho de Comunicação Social e facilitava a sobrevivência da TV Pública facultando-lhe o direito de veicular publicidade comercial.

Evidentemente não previu o extraordinário crescimento da internet nem contou com o atual estágio de desenvolvimento da telefonia móvel. Convergência de conteúdos era uma noção desconhecida. O projeto era holístico, como se dizia à época, integral. Ambicioso, audacioso e, sobretudo, estatizante. Tão estatizante que o petista e democrata Daniel Herz chegou a reclamar do excesso de prerrogativas oferecidas ao Executivo.

Esta incursão na história recente carrega evidentemente algumas doses de ironia. O projeto foi recebido com absoluta naturalidade, não causou alvoroço nem comoção, não foi bombardeado pela mídia. Ao contrário, algumas matérias da Folha de S.Paulo foram até simpáticas à iniciativa do governo porque àquela altura – antes da assinatura do Tratado de Tordesilhas entre os grupos Folha e Globo – o jornal dos Frias freqüentemente se atritava com a Vênus Platinada dos Marinho. O que era extremamente salutar em matéria de oxigenação (ver, neste OI, “A chocante parceria Globo-Folha” e “Pacto Globofolha e o pacto do silêncio“)

Viés conservador

Gozação à parte, é imperioso reverter o clima fanático que está comprometendo a discussão sobre regulação da mídia. Esta inclemência e intransigência numa questão que afeta diretamente o bem-estar da população é simplesmente inadmissível. O rancor que se irradia deste debate é extremamente tóxico, e se não for atalhado pode se espalhar.

Este confronto precisa ser urgentemente despolitizado porque coloca no mesmo lado um governo taxado de neoliberal e outro, indevidamente classificado como autoritário.

A sociedade brasileira é conservadora, mas também está cansada de ser abusada pelos mercados. É, às vezes, indisciplinada, mas quer sentir-se segura e por isso gosta de regulamentos, precisa deles. Seus valores são geralmente pequeno-burgueses, mundanos, mas também é sedenta de cultura e seriedade.

* Alberto Dines é Jornalista, membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), e apresentador e diretor do Observatório da Imprensa (OI).

6 de mai. de 2010

Para não esquecer: tortura, nunca mais

Por Maria Frô

Por sugestão do leitor Flávio, publico o vídeo do R7 com depoimentos de vítimas da Ditadura Militar e reflexões sobre o episódio ‘ditabranda’ e ficha falsa de Dilma Rousseff criados pela Folha de São Paulo. Atente para questões importantes que podemos fazer ao ver esta reportagem do R7:

O que foi a tortura praticada pelo Estado Brasileiro quando esteve nas mãos dos militares?

Qual foi o papel da grande mídia (incluindo a empresa Folha) durante o período da Ditadura Militar que a Folha de São Paulo em 17/04/2009 denominou de Ditabranda?

Como a imprensa, incluindo a Folha de São Paulo, age na atualidade quando fala do Regime Militar no Brasil?

Como se dá a manipulação da informação nesta campanha eleitoral tentando colar na candidata Dilma Rousseff a pecha de ‘terrorista’?

4 de mai. de 2010

Utilidade pública: Não acredite em tudo que você vê, já existe photoshop

Por Maria Frô - 04.05.2010

*Este post é dedicado à menina meiga, garota propaganda da campanha de Serra no orkut, no twitter e da meiguice da Revista Veja, Daniela Bras Insone, ou a @dani_i no twiiter. Dedico-o a ela, pois foi quem sabiamente me mostrou este ‘documento’ e me estimulou a fazer esta campanha de utilidade pública. Vamos lá!

Primeiramente, caro leitor, cara leitora, façamos conjuntamente um exercício de imaginação.

Imagine por um momento que ao invés deste humilde blog esta blogueira que vos fala tem um grande jornal, com inúmeros anunciantes, que circula no país inteiro. Vamos dar um nome pra este jornal fictício: Folha da Maria Frô.

Agora imagine que eu tenha uma grande redação que ocupa muitos andares no centro da capital paulista, na Barão de Limeira, e que eu tenha dezenas e dezenas de repórteres, estagiários, editores, ombdsman etc ., etc.

Agora imagine que a Folha da Maria Frô tenha recebido este ‘documento’ por e-mail:

E a Folha da Maria Frô sem checar os arquivos (as fichas do Dops estão sob a guarda no Arquivo Público do Estado de São Paulo); sem fazer uma simples pesquisa na rede para apenas checar se um ‘documento’ como o que a empresa recebeu por e-mail não circula em sites de ‘petralhas’ que querem destruir o ‘meigo’ candidato José Serra, resolva publicar o dito documento. Afinal, meus repórteres foram seduzidos pelo ‘furo de reportagem’! E vocês sabem, furar os demais meios de comunicação é tudo que um jornal deseja.

Há algumas informações verossímeis neste ‘documento’: Chirico é mesmo o sobrenome da mãe de Serra, de fato ele foi líder da UNE e foi integrante da AP; a Ditadura militar nomeava todos os seus adversários de ’subversivos’, ‘terroristas’, ‘agitadores’ e de fato, Serra não foi preso pela Ditadura Militar, pois se exilou e, para os ditadores, ele foi um ‘fugitivo’.

Diante destas evidências imagine que eu, a dona da empresa Folha da Maria Frô, mobilizo meus valorosos jornalistas a ligarem para o então atual candidato e ex-governador de São Paulo, José Serra, para perguntarem a ele sobre a veracidade do documento. E imaginem que José Serra negue veementemente que o documento seja verdadeiro.

Agora imagine que toda a minha redação ignore a versão de Serra, não faça uma mínima verificação in situ no Arquivo Público do Estado de São Paulo e uma mínima pesquisa no Google. Ao contrário, a minha valorosa equipe de reportagem que vive em seu aquário inventando #tags criativas para o twitter, resolva ligar para algum ex-membro da AP e este ex-membro coadune a versão de Serra e diga em alto e bom som: “ESTE DOC NÃO É VERDADEIRO POR UMA SÉRIE DE RAZÕES”e discorra sobre elas.

E, então, eu, a proprietária da Folha da Maria Frô e minha valorosa equipe criativa não respeitamos o que esta testemunha afirme, e lembrem-se a Folha da Maria Frô já havia ignorado peremptoriamente as declarações da vítima em questão, pois o que vale é vender jornais.

Daí publicamos em matéria de capa este ‘documento’ que ‘mancharia’ seriamente a reputação de José Serra, o ‘valoroso homem bom’, como diria o professor Hariovaldo na luta contra os ‘comunistas petralhas’… especialmente diante dos demais ‘homens bons’, eleitores de Serra, que acham que participar de grupos clandestinos durante a Ditadura Militar lutando contra ela é tudo coisa de ‘terrorista’, de ‘petralha’, de ‘comunista’ e os ‘homens bons’ não votam nesta gente.

Agora, imagine que Serra faça um esforço incomensurável pra provar que o ‘documento’ que a Folha da Maria Frô já publicou em primeira capa, desmoralizando-o e legitimando o discurso dos ‘petralhas’ desocupados que primeiramente falsificaram o documento e o espalharam pela rede há muito tempo.

Imagine também que a própria fonte que utilizamos (claro que não publicamos o que ela disse), escreva-nos, de modo recorrente, negando que disse o que publicamos e consiga desmascarar este blog, ops! consiga desmascarar a Folha da Maria Frô. Imaginaram?

Pois é, parece que não contei uma história muito original, vejamos outra ficha que circula na rede desde pelo novembro de 2008:

Ficha Falsa da ex- ministra da Casa Civil, agora candidata à Presidência da República que circula na rede desde novembro de 2008 e foi publicada pela Folha de São Paulo em 25/04/2009 como se fosse um documento verdadeiro.

Já que uma boa parte da grande imprensa contribui para desinformar as pessoas, ‘bóra’ fazer serviço de utilidade pública, neste simples blog que acredita que eleitores não querem difamação, mas informação:

1) A Folha de São Paulo em 25/04/2009 não fez a lição de casa mais primária do jornalismo, ou seja, apurar uma informação (os jornalistas da Folha parecem desconhecer onde fica o Arquivo Público do Estado de São Paulo), e possivelmente o Google estava fora do ar no dia.

2) Os jornalistas da Folha de S. Paulo simplesmente desconheciam o fato de que a falsificação já circulava pela rede desde pelo menos 30 de novembro/2008, postada no site ‘terrorismo nunca mais’, site reconhecidamente formado por ‘homens bons’, como diria o professor Hariovaldo, e um dos mais combativos sites contra os ‘comunistas petralhas’.

3) A ficha falsa da candidata Dilma Rousseff, atribuída ao DOPs e publicada pela Folha de São Paulo em abril de 2009, passou a alimentar o terrorismo da campanha adversária que se aproveita do desconhecimento das pessoas sobre um dos períodos mais violentos da história do Brasil – a Ditadura Militar- que, por sinal, a Folha acredita piamente que não existiu e a quem o veículo em editorial em fevereiro de 2009 meigamente defendeu como “Ditabranda’.

4) Após este ‘furo jornalístico’ da Folha de São Paulo, muitos incautos de expressão meiga mandam dezenas de vezes o hoax (notícia falsa, espalhada pela rede) repercutido por aquele veículo de comunicação para milhares de pessoas. Esta blogueira que vos fala já recebeu dezenas deste documento falso me alertando sobre a ‘terrorista’.

5) A Folha de São Paulo à época foi desmentida por sua própria fonte! Mas com a ’seriedade’ que é peculiar a este jornalismo ‘imparcial’ depois que seu ‘erro’ foi desmascarado publicou um ‘erramos’ bem a contragosto, veja aqui no Observatório de Imprensa a análise deste episódio, vale a pena.

É para encerrar eu concluo que de fato com as notícias sobre a estratégia de campanha do candidato Serra e com o jornalismo da Folha de São Paulo, o Brasil parece poder mais: mais estímulo a uma campanha plebiscitária, quente, cheio de fichas falsas espalhadas na rede….

Só espero que os militantes da campanha de Dilma não caiam neste jogo.