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16 de mar. de 2012

"Conversando com São Paulo", evento com a presença de Fernando Haddad, acontece neste sábado

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 São Paulo está bem na área da educação?

 Professores mal remunerados, mais de 170.000 crianças sem escola, evasão escolar, a péssima terceirização dos serviços escolares, superlotação nas salas de aula, a meritocracia (sistema que desmobiliza ações no coletivo), atraso para entrega dos materiais escolares e muito mais. Todos esses problemas na educação da cidade mais populosa do país, se agravaram com o tempo pela falta de atenção da atual gestão neste setor. São Paulo tem sofrido com a falta de responsabilidade social do atual prefeito.

O Prefeito Gilberto Kassab (antigo Democratas, agora atual PSD), que ao invés de construir mais escolas, cede terrenos para especulação imobiliária de construtoras que visam apenas lucro, deixa o serviço educacional a deriva. São Paulo está o verdadeiro caos, não apenas na educação, mas em todos os serviços sociais: transporte, saúde, mobilidade urbana, moradia, educação, infraestrutura, trânsito, limpeza urbana etc. A necessidade de avaliação e solução para os problemas, na cidade, é de extrema urgência, que entrou em colapso, e com a população abandonada.

Neste sábado o tema principal para o debate é a educação. Os palestrantes para o evento, são educadores, da USP e da PUC, especialistas em políticas educacionais, que debaterão com docentes, estudantes e pais. 

O evento, "CONVERSANDO COM SÃO PAULO", conta com a presença dos Professores Mário Sérgio Cortella e Lisete Arelaro, e com o ex-Ministro Fernando Haddad. A organização foi realizada pelo Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores e do Setorial Municipal da Educação. 

Venha,  participe e traga seus amigos. O problema na educação é de todos nós! 
Quem participará do evento:

1 - A abertura do evento será realizada pelo Vereador Antonio Donato;

2 - O Coordenador do setorial da Educação, Enéas Soares, abordará a problematização da educação no município;

3-  Mário Sérgio Cortella:
filósofo, mestre e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também é professor-titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e da pós-graduação em Educação, além de professor-convidado da Fundação Dom Cabral e  da FGV-SP;

4 - Lisete Arelaro: Professora Titular da Faculdade de Educação e Chefe do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação da USP;

5 - Fernando Haddad:
ex-Ministro da Educação, com atuação no Governo Lula, e 2011 no Governo Dilma. É bacharel em direito, mestre em economia, e doutor em filosofia, títulos conquistados pela Universidade de São Paulo (USP);

6 - Outras falas serão abertas para os seis companheiros (as) que haviam sido destacados para as problematizações iniciais.

O evento é público, e todos podem participar.

Serviço:

O quê: Conversando com São Paulo
Onde: Sindicato dos Engenheiros - Rua Genebra, 25 - Bela Vista - Capital de São Paulo.
Quando: dia 17.03, Sábado, às 14h.



Márcia Brasil - blog Brasil que eu quero - 16.03.12

9 de nov. de 2011

Crianças do mundo inteiro, uni-vos!


As crianças têm toda a infância a perder se não soltarem a imaginação e abrirem as caixas de brinquedos para libertar a Esperança como uma pandorga livre no ar. Têm um mundo a sonhar e realizar como seus.

Crianças, coloquem em primeiro lugar, como ponto fundamental, a questão de se apropriarem de todas as terras para plantar flores e grãos com suas pás, baldes e regadores. Finalmente, unam-se para que todos as entendam em todos os países.

3 de nov. de 2010

Prefeitura de São Paulo freia expansão da pré-escola


Gestão Kassab pretende ampliar ensino a crianças de 4 e 5 anos, mas diz que reduziu investimentos para reorganizar rede

Crianças de 3 anos deixarão a pré-escola e irão para creches; com isso, atendimento a bebês será reduzido

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Apesar do deficit de 41 mil vagas, a Prefeitura de SP reservou (empenhou) apenas 36% dos recursos previstos para construir pré-escolas.
A retenção de gastos ocorre justamente quando a prefeitura, seguindo recomendação federal, decidiu aumentar o atendimento a crianças de quatro e cinco anos -faixa atendida pela pré-escola. Lei de 2009 exige que essa etapa seja obrigatória em 2016.
Dos R$ 22,8 milhões previstos no Orçamento para este ano para construção de pré-escolas, a prefeitura empenhou R$ 8 milhões. No jargão administrativo, empenhar significa reservar verba para uma ação. Considerado o quanto já foi gasto (liquidado), a taxa cai para 9,8%.
A gestão Gilberto Kassab (DEM) diz que não investiu o previsto no Orçamento porque analisava a reorganização do ensino infantil (pré-escola e creches), após mudanças na legislação federal.
Conforme a Folha mostrou anteontem, para crianças de até um ano que estão na fila será mais difícil conseguir vaga em 2011. Parte desses postos será transferida às de quatro e cinco anos.
O movimento ocorre porque a prefeitura decidiu manter nas creches, em 2011, crianças de três anos. Pela regra atual, essa faixa iria para a pré-escola. A mudança é uma recomendação federal.
Assim, os lugares ocupados pelas de três anos serão ocupadas por alunos de quatro e cinco. Mas, como há deficit de 125 mil vagas nas creches, a prefeitura terá de diminuir a oferta de vagas para bebês de até um ano, para compensar a permanência de crianças de três anos.
A diminuição de vagas para bebês e o aumento para crianças de três anos na creche permitem atender mais alunos com a mesma estrutura -na faixa de zero a um ano, são sete crianças por educador; para a faixa de três anos, são 25 para um.

CRÍTICA
 
Coordenador da ONG Ação Educativa e do movimento Creche para Todos, Salomão Ximenes discorda dos critérios da prefeitura paulistana. "A justificativa de reorganização não é válida, considerando o enorme deficit de vagas que há na cidade", diz.
"A prefeitura tem levantamentos detalhados de onde está a demanda por vagas, independentemente das novas normas. Parece um caso de omissão, porque há dinheiro. O não investimento é feito de forma deliberada."
A situação das verbas para ampliação de pré-escolas é pior do que para construção de unidades: apenas 13% foram empenhados.
Para as creches, o volume gasto está mais alto: 63% do previsto para construção e 45% para ampliação.
Na campanha, Kassab prometeu zerar o deficit de vagas em creches e pré-escolas.

Educação infantil é "prioridade", afirma secretaria 

DE SÃO PAULO

A Secretaria Municipal da Educação afirmou que teve de rever seu planejamento após a homologação, em julho, de norma federal que recomendou a inclusão de crianças de três anos em creches.
Até então, em São Paulo, essa faixa etária iria para a pré-escola. "Não se trata de uma escolha da secretaria. E é também mais um dos muitos elementos que compõem o planejamento desta pasta", diz a secretaria, em nota.
Também como explicação para o gasto abaixo do previsto para a ampliação de pré-escolas, ela diz que alguns editais para construção atrasaram devido a contestações do Tribunal de Contas do Município.
A prefeitura afirma ainda que a "educação infantil [creches e pré-escolas] é prioridade para esta gestão". O texto diz que, desde 2004, o orçamento para a área foi quintuplicado (de R$ 160 milhões para R$ 810 milhões).
"O planejamento efetuado para a educação infantil prevê o atendimento da demanda da pré-escola até 2012, em turnos de seis horas. Já no ano que vem, o número de unidades ainda em três turnos de quatro horas será de apenas 13, em um universo de 507", afirma a secretaria.

27 de out. de 2010

SP corta vaga de bebês para atender criança de 4 e 5 anos



Creches abrigarão crianças de 3 anos para gestão ampliar vagas na pré-escola

Deficit na pré-escola hoje é de 41 mil vagas; lei federal obriga atendimento a alunos a partir dos 4 anos 


FÁBIO TAKAHASHI
- FSP -27.10.2010

A Prefeitura de São Paulo decidiu transferir vagas hoje oferecidas a bebês em creches para crianças de quatro e cinco anos na pré-escola.
 
A medida já valerá em 2011 e vai criar um efeito cascata. Lei federal prevê a obrigatoriedade de vagas em escolas para crianças a partir de quatro anos - hoje é aos seis. 
O prazo para cumprimento da regra acaba em 2016. Como já há deficit de 41 mil vagas na pré-escola (que hoje atende crianças de três a cinco anos), a prefeitura transferirá as de até três anos e 11 meses para as creches, onde já há 125 mil na fila de espera. 
O contingente de crianças na faixa etária de três anos a três anos e 11 meses ocupará lugares de bebês, na faixa de um ano. Para essa idade, será reduzida a oferta de vagas, hoje em 19 mil. 
O número de postos cortados para bebês e o aumento para crianças mais velhas só serão definidos após a matrícula: as escolas poderão adequar suas vagas à demanda. Reduzindo o número de bebês, as creches poderão atender, com a atual estrutura, mais crianças. Isso porque um educador é responsável por sete bebês. Mas, para crianças na faixa de três anos, as turmas podem ter até 25 alunos. 
"Precisamos nos adequar à legislação", disse ontem à Folha o secretário da Educação, Alexandre Schneider. "Acho que a maioria das mães vai ficar feliz. Haverá mais crianças na creche, que possui jornada maior." A jornada diária na creche é de dez horas. Na pré-escola, fica entre quatro e seis. 

MOMENTO

Para educadores, o problema no ensino infantil paulistano é a falta de vagas. "Como o cobertor é curto, é preciso fazer escolhas esdrúxulas", diz Salomão Ximenes, um dos coordenadores da ONG Ação Educativa e do movimento Creche para Todos. Neste momento, porém, ele entende que a decisão foi certa. "Criança de três na pré-escola é ilegal." 
Mesma opinião tem a pesquisadora da USP Tizuko Morchida Kishimoto. Para ela, no entanto, a prefeitura criou um novo problema. 
"Como o espaço é o mesmo e o dinheiro também, estão tirando as crianças pequenininhas. Estudos mostram a importância do estudo de zero a três anos." 
Cesar Callegari, do Conselho Nacional de Educação, considera a medida correta, mas diz que a prefeitura precisa "acelerar os esforços" para atender a demanda. 

Colaborou TALITA BEDINELLI

22 de out. de 2010

Tucanos admitem oferecer os benefícios a evangélicos


O oferecimento de benefícios, como parcerias governamentais com entidades ligadas a igrejas evangélicas, foi admitido pela campanha de José Serra à Presidência.
No entanto, negou que a campanha, por meio do pastor Alcides Cantóia Jr., tome a iniciativa do contato com pastores.
"A Coordenadoria de Evangélicos faz apenas a intermediação entre partido e segmento evangélico, quando somos procurados", afirma a assessoria da campanha, em resposta a perguntas enviadas por e-mail.
A campanha diz que o trabalho é semelhante ao realizado por outras coordenadorias, como de Juventude, Diversidade, Mulheres, Nordestinos, entre outras.
Segundo a campanha de Serra, "a função do pastor Alcides Cantóia é atender às demandas de ações e eventos dirigidos ao segmento dos evangélicos".
Questionada se considera legítima a negociação de benefícios em troca de apoio, a campanha nega que haja "negociação".
"Não se trata de uma negociação, mas de uma ação de atendimento a segmentos específicos", diz a assessoria.
No e-mail, a assessoria também afirma que Serra "tem reiterado em diversas ocasiões sua intenção de promover parcerias com todas as entidades e instituições religiosas e filantrópicas, em diversas áreas da gestão pública, como a Saúde."

19 de mai. de 2010

Pautas do GT Educação do Movimento Nossa São Paulo para o Plano de Educação da cidade de São Paulo


Comunidade escolar discute Plano de Educação de SP
em atividade na EMEF Flávio Rosa / Crédito: Cirena Calixto



Educação Infantil

- Zerar o déficit de creches em relação à demanda real até 2012 - considerando-se a demanda real aquela obtida em um processo de levantamento equivalente a um censo junto à população da cidade e não apenas a demanda registrada nas instituições ou Secretaria de Educação - e universalizar o acesso das crianças de 4 até 6 anos às pré-escolas até 2012, compreendendo-se que a universalização diz respeito ao direito das crianças e das famílias e ao dever do Estado, considerando que a Educação Infantil não é obrigatória. Em ambos os casos, considerar os diferentes modelos de atendimento.

- até 2021, garantir efetivamente o atendimento contínuo e integrado das crianças de 0 a 6 anos; (o que não vem se consolidando na rede municipal).

- (principalmente as EMEIs não têm atendido às necessidades das famílias dos trabalhadores, um direito constitucional): a partir de 2011, é fundamental ampliar a modalidade de atendimento no mesmo prédio e por 8 horas às crianças de 0 a 5 anos e 11meses; ampliar a modalidade de atendimento de 4 a 5 anos e 11 meses em EMEIs por 8 horas; garantir uma diversidade de horários de atendimentos em creches e EMEIs conforme as necessidades familiares em um mesmo distrito (4,6, 8 e 10 horas);

-em caráter imediato: necessidade de ampliação dos recursos destinados às creches conveniadas, para garantia do pagamento dos profissionais de educação de acordo com o Piso Salarial Nacional e para garantia da qualidade do atendimento.

Educação Inclusiva

- até 2021, garantir a formação de todas/os professoras/es da rede municipal para a inclusão das crianças com deficiências (formação para toda a rede municipal e não apenas para as/os professoras/es especialistas (os PAAIs));


- até 2021, garantir apoio no contraturno, por profissionais com formação adequada, na própria unidade educacional, de maneira integrada ao projeto lá desenvolvido, para para garantir a efetiva inclusão de todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiências;


- Ampliar o número de profissionais especializados para apoio em sala de aula, não apenas no contraturno.


- avaliação anual do processo de inclusão, nas próprias unidades educacionais, com participação das famílias.

Educação de Jovens e Adultos

- Ampliação da oferta de EJA de modo a atender à demanda e às necessidades de formatos, turnos e horários favoráveis ao público alvo, de forma a zerar o analfabetismo até 2012.

- Realização de censo para levantamento da demanda por EJA na cidade em 2011 e atitude convocatória permanente por parte do poder público.

- Currículos atualizados e compatíveis com as especificidades dos diferentes grupos de estudantes, com a realidade da dinâmica do trabalho e das inovações tecnológicas que compõem as forças produtivas da cidade e com a formação necessária para atender a demandas profissionais presentes e futuras; propiciar a estudantes e professores oportunidades para que se informem e discutam questões relacionadas à empregabilidade, às oportunidades educacionais e aos modos de vida que convivem na cidade; sejam firmados pactos de articulação entre poder público, organizações, lideranças locais, comunidades, de modo a produzir políticas que equacionem educação e trabalho e a efetivar processos de acompanhamento e avaliação das mesmas.

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23 de abr. de 2010

O jeito demo (e tucano) de governar

A propaganda da Globo, que escandalizou o Brasil por repetir o slogan da campanha de José Serra, dizia que a gente quer mais educação. É verdade, todos queremos uma educação melhor, mais estruturada, que possibilite o desenvolvimento pleno de nossas crianças e jovens. Mas é bom ver quem realmente tem essa preocupação.
Matéria da Folha de hoje diz que aumentou o número de crianças sem ensino infantil na rede pública municipal de São Paulo, administrada por Gilberto Kassab, um personagem inventado pessoalmente por Serra, que lhe entregou o mandato ao qual prometera não renunciar e apoiado à reeleição em detrimento até do próprio Geraldo Alckmin.
A fila de crianças esperando vagas em creches e pré-escolas tem 123 mil crianças esperando vaga, 22 mil a mais que no ano anterior.
É justo reconhecer que este não é um problema paulistano, apenas. Há carência de vagas deste tipo em todas as grandes cidades brasileiras. Mas não poderia haver um aumento deste tipo apenas com o crescimento da população. E olha que estamos falando da maior cidade e do maior estado do país em termos de capacidade econômica. Para o Brasil chegar a ser São Paulo em termos proporcionais de riqueza levaria uns 30 anos com o melhor governo possível.
O dramático é que o número de crianças na fila cresceu porque o governo fechou vagas em escolas com excesso de alunos. Preocupação louvável. Para funcionar bem, escolas não podem ter salas superlotadas, mas até que novas existam para absorver essa superlotação, seria recomendável uma solução intermediária e não condenar estas crianças ao abandono. Porque seus pais precisam trabalhar e não podem pagar por uma creche.
Não é a primeira vez que Kassab faz estas “melhorias” para pior no ensino pré-escolar. Em setembro passado, cortou uma refeição das creches, dizendo que seguia orientação de nutricionistas. As diretoras tinham de escolher entre dar café da manhã ou jantar. Depois da grita pública, voltou atrás.
A prefeitura anunciou ano passado que construiria 142 escolas e apenas oito estão em construção.
Mas uma coisa se pode dizer em favor de Gilberto Kassab: ele é um bom aluno. Afinal, antes de deixar o governo do estado de São Paulo para se candidatar à presidência, Serra zerou os investimentos em educação na proposta orçamentária de 2010. Todos – veja bem, TODOS – os investimentos em educação em São Paulo serão feitos com recursos federais.
É por isso que a gente diz: governar deste jeito não pode mais.

Brizola Neto - Tijolaço - 22.04.2010

19 de set. de 2009

Prefeitura corta gasto com mais de R$ 3 bilhões no banco

Kassab aumentou neste mês a verba para publicidade e em maio elevou o subsídio para viações de ônibus

Daniel Gonzales, do Jornal da Tarde - 18.09.09

SÃO PAULO - Ao mesmo tempo em que a cidade vem sofrendo cortes orçamentários em serviços essenciais, a Prefeitura de São Paulo tem mais de R$ 3 bilhões no banco. Em julho, esse era o valor depositado em contas bancárias e investido em aplicações como CDBs e cadernetas de poupança. Desde o mês passado, foram cortados 20% da verba da varrição de ruas, 10% na coleta do lixo e 12% na saúde, além de congelamentos em várias secretarias, anunciados por causa da crise financeira.

Veja também:

link Kassab recua e mantém 5 refeições por dia em creches de SP

link Prefeito diz que desconhecia corte de merenda nas creches de São Paulo

link Prefeitura de SP reduz merenda de alunos de creches

link Secretário alega redução do período letivo de 12 para 10 horas


Apesar dos cortes, o governo municipal aumentou em R$ 2,5 milhões, neste mês, a verba para publicidade (com intenção de gastar R$ 80 milhões até o fim do ano) e, em maio, já havia elevado de R$ 524 milhões para R$ 600 milhões os recursos reservados a subsídios para viações de ônibus que operam na capital, de modo a cumprir a promessa eleitoral de manter a tarifa em R$ 2,30 até dezembro. Para essa última operação, inclusive, foram usados recursos retirados das aplicações.

Apesar dos cortes, desde dezembro de 2008, último ano da gestão Serra/Kassab, a julho deste ano, sétimo mês do atual governo Kassab, o volume de dinheiro depositado em bancos aumentou mais de R$ 400 milhões - de R$ 2,6 bilhões para os atuais R$ 3 bilhões -, principalmente por causa da renda com juros das aplicações.

Esse dinheiro corresponde ao superávit (sobras) de orçamento. Foi acumulado pela Prefeitura desde o fim da gestão Marta Suplicy (PT), em 2004, e é aplicado no mercado financeiro para reforçar o cofre municipal. No início do ano passado, o volume superou R$ 5 bilhões, mas foi reduzido à metade no fim de 2008, ano eleitoral.

Os recursos acumulados servem como reserva para uso em situações emergenciais, de acordo com explicações dadas pelo secretário municipal de Planejamento, Manuelito Magalhães Jr., no fim do ano passado. Parte, segundo ele explicou à época, fica vinculada a "restos a pagar" de gestões passadas. Porém, sempre há pelo menos R$ 1 bilhão livre do total que existe nos cofres.

Na quinta-feira, 17, a reportagem solicitou à Secretaria de Planejamento uma explicação sobre o porquê de o dinheiro não ser usado para cobrir as despesas que tiveram de ser cortadas. Porém, a secretaria limitou-se a informar que o secretário não daria explicações.

O vereador Antonio Donato, do PT, cujo gabinete levantou os dados no sistema eletrônico de Orçamento Municipal (NovoSeo), informou que já fez vários questionamentos à administração municipal sobre os recursos, mas que sempre obtém uma resposta genérica de que a gestão guarda o dinheiro por "responsabilidade fiscal". Porém, especialistas dizem que o capital de giro suficiente para o funcionamento de todos os setores do governo municipal seria de R$ 2 bilhões, o equivalente a um mês de arrecadação da cidade com impostos e taxas. "Não dá para entender o porquê de, nesta crise, o caixa ficar tão alto assim", avalia o vereador.

SECRETARIAS

Sete secretarias paulistanas - Educação, Saúde, Transportes, Habitação, Subprefeituras, Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) e Serviços - também estão, desde o início do ano, com parte do orçamento contingenciado (congelado), também sob a justificativa da crise mundial. Em alguns casos, como o da Siurb, os cortes atingiam, até ontem, mais da metade (52%) do orçamento do ano, prejudicando a capacidade de investimento.

O volume de verbas congeladas dessas sete secretarias atinge mais de R$ 2,5 bilhões.

Por Professor Isaias - 18.09.09

14 de set. de 2009

PIOR ESCOLA DE SP PERDE COMPUTADORES COM CHUVA

Com o temporal, dois andares da escola recém-reformada foram tomados pela água

Colégio tem o mais baixo desempenho nos indicadores de qualidade; 93,4% dos alunos não obtiveram o nível adequado em português

TAI NALON
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 12-09-09

FABIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL

As chuvas desta semana deixaram ainda pior a situação daquela que é considerada a pior escola de São Paulo, localizada no pior bairro da cidade.
Na terça passada, dois dos três andares da escola estadual Dr. Genésio de Almeida Moura foram tomados por água. Livros didáticos e computadores foram danificados. O colégio tem o mais baixo desempenho segundo indicadores de qualidade de ensino do Estado.
A escola fica no Jardim Damasceno, em Brasilândia, zona norte. De acordo com o DNA Paulistano, o levantamento mais detalhado já realizado pelo Datafolha sobre a vida na cidade, o bairro é o que mais apresenta problemas.
O colégio estava em reforma. Uma obra no telhado havia acabado de ser concluída. Conforme relataram funcionários, telhas danificadas e calhas sujas foram as causas do incidente.
Ao todo, sete salas foram alagadas. Além da biblioteca e da sala de informática, as salas de aula da sétima série, a diretoria, a secretaria e os banheiros foram tomados pela água. As aulas foram suspensas e, segundo alunos, retomadas só ontem.
Nas salas de aula, as marcas da enchente estão no teto, de onde ainda se desprendem algumas gotas. Nas salas de informática e na biblioteca, mais marcas de infiltração. Dezenove computadores adquiridos em 2008 pelo programa Acessa Escola foram danificados. Segundo a direção do colégio, as razões do alagamento das instalações estão sendo apuradas.
A escola teve o pior desempenho de 1ª a 4ª séries da capital no indicador de qualidade do governo estadual, divulgado no início do ano. Numa escala de 0 a 10, tirou 1,08 (considera conhecimento dos alunos e taxas de reprovação); 93,4% dos alunos não obtiveram o nível adequado em língua portuguesa.
À época, pais de alunos relataram que havia ratos no local, pombos no refeitório e uso de drogas no colégio. Após a divulgação dos resultados do exame, o governo assinou contrato para a reforma da unidade, no valor de R$ 293 mil, com a empresa de engenharia Lopes Kalil.
Uma placa foi colocada no colégio para anunciar a obra. Um dos itens a serem executados foi "revisão da cobertura, com substituição de telhas [...]". Em agosto, a Folha revelou que o Tribunal de Contas do Estado apontou problemas em várias reformas de escolas estaduais.

3 de set. de 2009

Creche Restaurar abre com 6 meses de atraso

Adriana Ferraz - Agora - 02.09.09

A creche Restaurar foi inaugurada ontem com atraso de quase seis meses. A unidade, com capacidade para atender 106 crianças da região de São Miguel Paulista (zona leste da capital) passa a funcionar por meio de convênio. O contrato com a prefeitura foi assinado em 3 de março e a demora ocorreu por conta de complicações na reforma do prédio, que fica na rua Flor do Espírito Santo.

Em 27 de abril, a reportagem do Agora visitou o local e constatou que os trabalhos sequer haviam começado. Segundo a Secretaria Municipal da Educação, 83 crianças (de zero a três anos) já foram matriculadas e as demais (23) estão em processo de confirmação de matrícula. O atraso no oferecimento das vagas não será mais permitido. Segundo modelo estabelecido em nova portaria publicada pela gestão Gilberto Kassab (DEM), as entidades responsáveis pelos convênios feitos na educação infantil têm, agora, 60 dias para abrir as portas. Atualmente, 84 mil crianças aguardam vaga.