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30 de jan. de 2015

O porquê dos assassinatos em Charlie Hebdo: O mais espetacular fracasso da imprensa-empresa



 [*] Shamus CookeCounterpunch
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Do Pátria Latina

Tarefa essencial do jornalismo é responder à pergunta “por quê?” É dever de todos os jornalistas explicar por que tal ou qual evento aconteceu, de modo que os leitores e telespectadores tenham chance justa de compreender o que leiam ou vejam. 

5 de jan. de 2013

Islamismo: Como surgiu a divisão entre sunitas e xiitas

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Como surgiram as diferenças entre sunitas e xiitas e como a divisão entre os muçulmanos tornou-se uma ameaça à paz mundial

Texto: Eduardo Szklarz / Design: Villas

Em 12 de março de 2012 o líder religioso xiita Abdullah Dadou morreu sufocado durante o incêndio de uma mesquita em Bruxelas, na Bélgica. Ele tinha 46 anos e era pai de 4 filhos. Segundo as autoridades, as chamas foram provocadas por um extremista sunita que entrou no templo com uma faca, um machado e um galão de combustível. Ataques desse tipo estão pipocando ao redor do mundo. Em junho, por exemplo, a explosão de uma bomba no Paquistão matou 15 peregrinos xiitas que voltavam de uma viagem ao Irã.

4 de dez. de 2010

Brasil reconhece Estado da Palestina com as fronteiras de 1967

 
O representante da Autoridade Palestina no Brasil, o embaixador Ibrahim Al Zeben, comemorou a divulgação nesta sexta-feira de uma carta pelo Itamaraty em que o governo do presidente Lula passou a reconhecer o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967. Al Zeben afirmou que este é um passo importante para aprofundar o processo de paz na região.
"É um ato soberano, que agradecemos muito por reconhecer este Estado que há 43 anos está postergado para nós. É um ato de solidariedade e justo para a causa palestina. É um passo certo para aprofundar o processo de paz e melhorar as condições para obter a paz", disse o embaixador.
Al Zeben disse também que espera uma atitude da comunidade internacional, das Organizações das Nações Unidas (ONU) e até do Conselho de Segurança da entidade a partir de agora, caso Israel continue a ocupar os territórios palestinos.
No entanto, o embaixador reiterou que os palestinos querem atingir a paz com Israel através de negociações. "Queremos retomar as negociações, pois entendemos que a negociação é o melhor caminho", completou.
 
Reconhecimento do Estado da Palestina
 
Segundo o Ministério da Relações Internacionais, o presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas mandou uma carta a Lula em 24 de novembro, solicitando o reconhecimento brasileiro de um Estado que inclua os territórios palestinos ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias (1967).
Lula, que em seu mandato fez esforço para envolver-se nas negociações de paz no Oriente Médio, respondeu a Abbas, em um carta divulgada nesta sexta-feira, que "o reconhecimento do Estado palestino é parte da convicção brasileira de que um processo negociador que resulte em dois Estados convivendo pacificamente e em segurança é o melhor caminho para a paz no Oriente Médio. (...) O Brasil estará sempre pronto a ajudar no que for necessário".
Segundo o Itamaraty, o anúncio não prejudicará as relações com Israel, "que nunca foram tão robustas". Em março, Lula fez a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro a Israel, retribuindo visita de seu par israelense, Shimon Peres.
 
 
 
Do Blog Com Texto Livre - 03.12.2010 
 

1 de dez. de 2010

Aula de imperialismo contemporâneo

Os EUA se tornaram uma potência imperial na disputa pela sucessão da Inglaterra como potência hegemônica, com a Alemanha. As duas guerras mundiais – tipicamente guerras interimperialistas, pela repartição do mundo colonial entre as grandes potências, conforme a certeira previsão de Lenin – definiram a hegemonia norteamericana à cabeça do bloco de forças imperialistas.

No final da Segunda Guerra, os EUA tiveram que compartilhar o mundo com a URSS – a outra superpotência, não por seu poderio econômico, mas militar, que lhe dava uma paridade política. Foi o período denominado de “guerra fria”, que condicionava todos os conflitos em qualquer zona do mundo, que terminavam redefinidos no seu sentido no marco do enfrentamento entre os dois grandes blocos que dominavam a cena mundial.

Nesse período os EUA consolidaram seu poderio como gendarme mundial, poder imperial que tinha se iniciado na América Latina e o Caribe e que se estendeu pela Europa, Asia e Africa. Invasões, ocupações, golpes militares, ditaduras – marcaram a trajetória imperial norteamericana. Montaram o mais gigantesco aparelho de contra inteligência, acoplado a um monstruoso aparato militar.

Terminada a guerra fria, com a desaparição de um dos campos e a vitória do outro, esses mecanismos não foram desmontados. A OTAN, nascida supostamente para deter o “expansionismo soviético”, não foi desmontada, mas reciclada para combater os novos inimigos: o “terrorismo”, o “islamismo”, o “narcotráfico”, etc.

Os documentos publicados confirmam tudo o que os aparentemente paranoicos difundiam sobre os planos e as ações dos EUA no mundo. Eles são a única potência global, aquela que tem interesses em qualquer parte do mundo e, se não os tem, os cria. Que pretende zelar pela ordem norteamericana no mundo, a todo preço – com ameaças, ataques, difusão de noticias falsas, ocupações, etc., etc.

Qualquer compreensão do mundo contemporâneo que não leve em contra, como fator central a hegemonia imperial norteamericana, não capta o essencial das relações de poder que regem o mundo. A leitura dos documentos é uma aula sobre o imperialismo contemporâneo. 

Por Emir Sader - Carta Maior - 30.11.2010