6 de jul de 2009

Folha insiste com ficha falsa de Dilma

Afinal, para que serve um Ombudsman num jornal que vive a soldo dos demotucanos paulistano?

Por Gilvan Freitas - 5 DE JULHO DE 2009

Em sua edição deste domingo, o jornal paulistano Folha de S.Paulo traz artigo de seu Ombudsman, Carlos Eduardo Lins da Silva, em que critica o jornal por insistir em não revelar qual foi a fonte que lhe repassou uma suposta ficha policial feita pelo regime militar da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff.

Em seu artigo, intitulado "É simples saber se ficha é falsa", Lins da Silva comenta que a Folha "sugeriu que ainda há dúvida sobre a fidedignidade do documento porque o original cuja reprodução ele publicara não foi examinado", apesar de Dilma ter enviado ao Ombudsman documentação suficiente provando que a suposta ficha criminal é falsificada.

Leia abaixo a íntegra do artigo:

Pela quarta vez, volto ao tema da reportagem de 5 de abril em que reprodução de suposta ficha criminal da ministra Dilma Rousseff dos tempos da ditadura foi publicada.

Depois de a ministra ter contestado que a ficha fosse autêntica, o jornal reconheceu não ter comprovado sua veracidade. Considerei insuficientes as justificativas para os erros cometidos e sugeri uma comissão independente para apurá-los e propor alterações de procedimentos para evitar repetição.

A Redação, no entanto, considerou a averiguação encerrada. Na semana retrasada, a ministra me enviou laudos por ela contratados que atestam a falsidade do documento.

Ao noticiar a existência dos laudos no domingo, o jornal, em termos tortuosos, sugeriu que ainda há dúvida sobre a fidedignidade do documento porque o original cuja reprodução ele publicara não foi examinado.

Se a Folha quer mesmo esclarecer o assunto, é simples: deve identificar a fonte que lhe enviou eletronicamente a ficha (assim, o público avaliará sua credibilidade) e instá-la a fornecer o documento original para exame de peritos isentos e pagos pelo jornal.

Só isso elucidará o caso, embora para leitores especializados em artes gráficas, nem seja necessário. Alguns me mandaram material convincente para comprovar a fraude.

Um deles, André Borges Lopes, diz que “trata-se de falsificação tão grosseira que qualquer técnico do departamento de arte do jornal poderia detectar os indícios de fraude em cinco minutos de análise”.
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Do site do Paulo Henrique Amorin, 08.05.09

A ficha falsa do terrorista José Serra. Atenção: a ficha é falsa.

Atenção Folha (*): essa ficha é uma fraude ! Não ouse publicá-la como se fosse verdadeira !

Atenção Folha (*): essa ficha é uma fraude ! Não ouse publicá-la

como se fosse verdadeira !

. O amigo navegante DB sugeriu que o Conversa Afiada publicasse a ficha falsa do terrorista José Serra.

. O Conversa Afiada informa que a ficha é falsa.

. É uma reles manipulação na internet.

. Informa também que a publicação da ficha não tem a pretensão de prejudicar a campanha presidencial de Serra em 2010, porque o Vesgo do Pânico tem mais chancedo que ele de ser presidente da República.

. Ainda mais agora que a blogosfera encontrou a peça acusatória contra Marin Preciado e Ricardo Sérgio de Oliveira, que são como unha, carne e gengiva (enorme !) do Serra.

. O Conversa Afiada faz tudo o que a Folha (*) não fez com a ficha de Dilma.

. A Folha (*) publicou uma ficha falsa e disse que era verdadeira.

. Com a intenção de prejudicar a candidatura dela a presidente da República – ela que tem, sim, muita chance de ser eleita.

. Numa disputa mano-a-mano com Serra, Dilma vencerá no primeiro turno.

. Leia o que o Conversa Afiada publicou sobre a ficha falsa de Dilma Rousseff na Folha e conheça como é o tratamento que o jornal dá à ministra.

. Veja também como o professor Espinosa que tentou desmentir a reportagem da Folha (*) e não conseguiu.

. E leia o que a professora Sylvia Moretzsohn escreveu no Observatório da Imprensa:

a Folha (*) não errou: a Folha (*) fraudou.

Paulo Henrique Amorim (leia os comentários desta matéria)

(*) Folha é o jornal da Ditabranda, o jornal que fraudou uma ficha de terrorista da Ministra Dilma Rousseff. Nos anos militares, Octavio Frias, o fundador da Folha, cedia os carros de reportagem do jornal à OBAN, a central de tortura em São Paulo.

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