24 de abr de 2010

Com casa lotada, Moby prioriza sucessos em show em São Paulo

Caio Terreran -  G1 SP -  24.04.2010

Apresentação do norte-americano aconteceu nesta sexta-feira (23).
Repertório do show foi baseado em hits de álbuns recentes do artista.


O show que o músico norte-americano Moby fez em São Paulo na noite desta sexta-feira (23) foi, como ele mesmo havia adiantado em entrevista ao G1, repleto de hits. A apresentação fez parte da turnê de divulgação do CD "Wait for me", lançado em 2009.
Moby, um dos nomes mais famosos da música eletrônica, toca 
guitarra em show em SP.Moby, um dos nomes mais famosos da música eletrônica, canta em show em SP. (Foto: Daigo Oliva/G1)
Com a casa de shows Credicard Hall lotada - a organização do evento não divulgou números oficiais, mas a equipe de segurança do local estimava o público em mais de 7.000 pessoas -, Moby se dedicou a tocar faixas de álbuns bem-sucedidos de sua discografia da última década.
Assim, não faltaram hits de "Play" ("Porcelain", "Why does my heart feel so bad?" e "Bodyrock"), "18" ("We are all made of stars", com refrão entoado pela plateia, e "In my heart") e "Last night" (com a desavergonhadamente pop "Disco lies").
Veja imagens do show de Moby em São Paulo
Em um dos pontos altos da apresentação, Moby dedicou a faixa "Go" (seu primeiro sucesso e hino de raves no início dos anos 1990) ao "amigo Carlos Soul Sliger [DJ brasileiro de drum n'bass célebre na cena noturna de Nova York] e a todos os produtores de dance music do país". Em outro, encaixou um cover de "Walk on the wild side", de Lou Reed, em meio a suas músicas.
Pose rocker-família
No palco, Moby mostrava vontade de fazer do show uma festa. Agradeceu ao público em português por diversas vezes, empunhou a guitarra com pose de estrela rocker e atirou um pedestal de microfone em direção aos bastidores. Tudo aparentemente calculado e longe da anarquia espontânea, sempre em clima familiar.
Um baterista, uma violinista, uma tecladista e duas cantoras acompanham Moby. Durante as faixas instrumentais, em que não canta, os músicos é que sustentam a performance do artista - um dos nomes mais famosos da eletrônica mundial e com som de fácil assimilação.
Ao lado de cantora e de baixista, o músico Moby anima público
 da apresentação.Ao lado de cantora e de baixista, o músico Moby anima público da apresentação. (Foto: Daigo Oliva/G1)
Um público heterogêneo atestava a popularidade de Moby. Na plateia, o economista Marcos Fernandes, 46, que diz "não gostar de música eletrônica mas, sim, de Moby", assistia ao show junto ao filho Matheus, 15. Já a administradora Camila Carvalho, 32, mãe de duas crianças, se divertia ao lado do marido. Segundo ela, o casal "não sai muito" e aproveitou a noite a sós para prestigiar o artista.
O baterista da banda de rock Capital Inicial Fê Lemos esperava ouvir faixas do começo da carreira de Moby. "Gosto dele bem antes do 'Play' sair, em especial do disco 'I like to score'. É um bom guitarrista", elogiava. "Queria que ele tocasse uma versão de 'New dawn fades', do Joy Division, que já ouvi ele arriscando".
O show  começou com trinta minutos de atraso e teve duração aproximada de uma hora e meia, com dois bis e encerramento em ritmo acelerado, ao som da faixa "Thousand", de 1993.
Rio é próxima parada
Neste sábado, Moby chega ao Rio de Janeiro, onde faz a última parada da turnê antes de seguir rumo a Chile e Argentina.
Na capital fluminense, ele toca após discotecagem dos DJs Cobra & José Roberto Mahr, Os Ritmos Digitais e Bernardo Campos & Pedro Mezzonato.
Moby no Rio de Janeiro
Quando: 24 de abril, a partir das 22h
Onde: Citibank Hall - Av. Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca
Quanto: de R$ 100 a R$ 300, com direito a meia-entrada
Vendas pela internet: www.ticketsforfun.com.br e http://www.ticketmaster.com.br/
Informações: 4003-5588

Um comentário:

  1. Infelizmente após 1:30 de atraso no Credicard Hall Moby entrou no palco totalmente antipático, limitou-se a obrigados e dedicatórias sem graça e, abusou dos playbacks fora que a mesa de som estava estridente no começo do show. UMA PENA! Pois tenho 4 cds do Moby incluindo o mais recente e me decepcionei. Parecia que estava fazendo um favor por tocar em SP.

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