22 de abr de 2010

De volta ao lixo de Sampa no dia da natureza ...


Desde dezembro de 2009 venho denunciando neste blog o descaso com o qual a Prefeitura de São Paulo lida com o a limpeza pública urbana.

O meu bairro está um verdadeiro lixão a céu aberto. Vejam as primeiras fotos aqui, aqui, aqui.

Agora vejam as fotos tiradas hoje à tarde e o mail enviado ao subprefeito da região do Butantã, Regis Oliveira:

Mato na avenida Escola Politécnica entre os cruzamentos das ruas Jorge Ward e José do Patrocínio.

Mesmo quarteirão da foto anterior no sentido Marginal Pinheiros/Raposo Tavares. 22/04/2010

Como se não bastasse o matagal, o lixo também está presente:

Lixão na marginal da Politécnica, próximo ao cruzamento da rua José do Patrocínio.

Na marginal da Escola Politécnica, próximo à esquina da rua José do Patrocínio, sentido Raposo Tavares.

Lixão, na Marginal da Politécnica, próximo à esquina da José do Patrocínio, sentido Raposo Tavares.

Agora, no sentido Raposo Tavares/Marginal Pinheiros, o outro lado da Marginal da Politécnica, entre a rua Engenheiro Adolfo Graziani e a rua Raimundo de Castro Maia.

O outro lado da Marginal da Politécnica no sentido Raposo Tavares/Marginal Pinheiros, entre a rua Engenheiro Adolfo Graziani e a rua Raimundo de Castro Maia em ângulo mais aberto.

Agora, cópia do texto dirigido, via mail, aos administradores (prefeito Kassab e subprefeito da região do Butantã, Regis Oliveira)

Assunto: limpeza pública na região do Rio Pequeno, Vila Dalva e adjacências

Caro subprefeito da Regional do Butantã, Regis Oliveira

Escrevo-lhe como última tentativa de que a prefeitura do município de SP tome providências urgentes e definitivas em relação à limpeza pública das principais vias da região do Rio Pequeno, especialmente ao longo da Av. Escola Politécnica e suas marginais que viraram depósitos de lixo a céu aberto.

Insetos e roedores como baratas e ratos infestam nossas casas, apesar dos cuidados com dedetização e desratização.

Já reclamei inúmeras vezes e venho denunciando publicamente a situação em meu blog, mas absolutamente nada foi/é feito para solucionar esta situação de calamidade pública. O mato da avenida Escola Politécnica cresce a olhos vistos e o lixo se acumula nas calçadas e recuos, assim como ao longo da avenida como mostram as fotos publicadas no meu blog.

Há certamente um problema de moradores (ou não) que utilizam as vias públicas como depósito de lixo, mas a educação ambiental, assim como a fiscalização e limpeza pública são atribuições/deveres da administração municipal. Devido ao descaso na região, até mesmo enchentes já sofremos com o transbordamento do córrego da Politécnica.

Se há verbas do Estado para vigiar e punir fumantes em bares e restaurantes, por que não há verbas para educar, fiscalizar e manter limpas as vias públicas?

Nós moradores da região do Rio Pequeno e adjacências exigimos providências imediatas por parte da administração pública.

Para encerrar, reproduzo uma notícia que é no mínimo uma grande chance novamente perdida por São Paulo que poderia significar geração de empregos, assim como melhorias para a cidade e para o meio ambiente.

Por falta de terrenos, SP pode perder R$ 6 mi do PAC para coleta seletiva

Segundo cooperativas de catadores de materiais recicláveis, governo federal tem verba para construção de centrais de triagem. Recurso seria perdido caso nenhuma obra seja iniciada até julho.

A cidade de São Paulo pode perder R$ 6 milhões destinados à construção de 10 centrais de triagem de materiais recicláveis. A verba faz parte do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC) e está alocada desde 2008, aguardando a indicação de terrenos onde poderiam ser construídas. Caso nenhuma obra seja iniciada até 3 de julho, o recurso deve ficar retido.

Na segunda-feira (12), integrantes do Grupo de Trabalho da Coleta Seletiva Solidária da cidade de São Paulo cobraram celeridade da prefeitura da capital. grupos de catadores sugeriram treze áreas para a administração municipal, das quais apenas três enquadram-se nos critérios exigidos pelo Ministério das Cidades, autor do repasse, e outras dez aguardam parecer.

Segundo o site Falapovo, o diretor do Departamento de Limpeza Urbana da capital (Limpurd), Afonso Celso de Moraes, acredita que seja viável iniciar as obras de centrais na Lapa e Ipiranga, onde há terrenos aprovados. Os demais poderiam ser erguidos no segundo semestre.

Para o galpão de triagem, é necessário que o terreno tenha pelo menos 35 metros de frente e 60 metros de fundo, o que equivale a uma área mínima de 2.100 metros quadrados. A localização deve ser mista ou industrial – regiões exclusivamente residenciais são vetadas — e não ter declive acentuado.

No dia 29 de abril ocorre nova reunião do grupo de trabalho, na Câmara Municipal. Os subprefeitos de São Paulo devem apresentar propostas de terrenos onde outras centrais podem ser construídas.

A produção diária de resíduos sólidos na cidade de São Paulo é de 15 mil toneladas. Menos de 1% é recolhida pelo serviço de coleta seletiva da prefeitura, com o apoio das 17 cooperativas legalizadas. Outras 200 associações sem documentação adequada agrupam 10 mil catadores.

Enquanto as cooperativas maiores têm canais diretos de venda para empresas, os catadores individuais e cooperativas menores recorrem a ferros-velhos ou a intermediários para repassar o material. Estima-se em 2.500 toneladas a massa que deixa de ser encaminhada para aterros em função do trabalho dos catadores.

Fonte: Rede Brasil Atual


Fonte - MariaFrô- 22.04.2010

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