13 de abr de 2010

Dilma: “Eu não traio a nação, não fujo, não entrego o país”

A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, deixou claro seus princípios neste sábado (10) durante o Encontro em Defesa do Trabalho Decente no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

Aos trabalhadores reunidos pelas seis maiores centrais sindicais do país, Dilma afirmou que não tem medo de luta e não foge das dificuldades, não esmorece nem entrega os pontos. E assegurou que não apelará para baixarias durante o embate político.

“Vocês não verão Dilma Rousseff usando métodos desonestos e eticamente condenáveis para ganhar ou vencer. Não me verão usando mercenários para caluniar e difamar adversários. Não me verão fazendo ou permitindo que meus seguidores cometam ataques pessoais a ninguém”.

A pré-candidata do PT garantiu também que não entregará o patrimônio e a riqueza da nação.

“Eu não entrego o meu país. Não vou destruir o estado, diminuindo seu papel a ponto de tornar-se omisso e inexistente. Não permitirei (…) que o patrimônio nacional (…) seja dilapidado e partido em pedaços”.

Dilma assegurou ainda que respeitará os movimentos sociais e condenou o uso de força policial, recentemente adotado contra professores grevistas pelo então governador de São Paulo José Serra, para reprimir manifestantes.

” Democrata que se preza não agride os movimentos sociais. Não trata grevistas como caso de polícia. Não bate em manifestantes que estejam lutando pacificamente pelos seus interesses legítimos. Isso é covardia”.

A pré-candidata petista fez questão de frisar cada um desses pontos e disse que acabou o tempo dos exterminadores do futuro e daquele país triste e deprimido dos tempos de FHC.

“Aquele país triste, deprimido e do desemprego ficou pra trás com Lula. Esse país pode mais e nós criamos as condições pra que ele pudesse mais, o Brasil não quer mais a estagnação. Acabou o tempo dos exterminadores do emprego e dos exterminadores do futuro”, discursou.

Dilma não foge

“Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, como cheguei a ser, mas estou sempre firme com minhas convicções. Em cada época da minha vida, fiz o que fiz por acreditar no que fazia. Só segui o que a minha alma e o meu coração mandavam”.

Dilma não esmorece

“Eu não sou de esmorecer. Vocês não me verão entregando os pontos, desistindo, jogando a toalha. Vou lutar até o fim por aquilo que acredito. Estarei velhinha, ao lado dos meus netos, mas lutando sempre pelos meus princípios. Por um País desenvolvido com oportunidades para todos, com renda e mobilidade social, soberano e democrático”.

Dilma não apela

“Eu não apelo. Vocês não verão Dilma Rousseff usando métodos desonestos e eticamente condenáveis para ganhar ou vencer. Não me verão usando mercenários para caluniar e difamar adversários. Não me verão fazendo ou permitindo que meus seguidores cometam ataques pessoais a ninguém. Minhas críticas serão duras, mas serão políticas e civilizadas. Mesmo que eu seja alvo de ataques difamantes”.

Dilma não trai

“Eu não traio o povo brasileiro. Tudo o que eu fiz em política sempre foi em defesa do povo brasileiro. Eu nunca traí os interesses e os direitos do povo. E nunca trairei. Vocês não me verão por aí pedindo que esqueçam o que afirmei ou escrevi. O povo brasileiro é a minha bússola. A eles dedico meu maior esforço. É por eles que qualquer sacrifício vale a pena”.

Dilma não é entreguista

“Eu não entrego o meu país. Tenham certeza de que nunca, jamais me verão tomando decisões ou assumindo posições que signifiquem a entrega das riquezas nacionais a quem quer que seja. Não vou destruir o estado, diminuindo seu papel a ponto de tornar-se omisso e inexistente. Não permitirei, se tiver forças para isto, que o patrimônio nacional, representado por suas riquezas naturais e suas empresas públicas, seja dilapidado e partido em pedaços. O estado deve estar a serviço do interesse nacional e da emancipação do povo brasileiro.”

Dilma respeita os movimentos sociais

“Eu respeito os movimentos sociais. Esteja onde estiver, respeitarei sempre os movimentos sociais, o movimento sindical, as organizações independentes do povo. Farei isso porque entendo que os movimentos sociais são a base de uma sociedade verdadeiramente democrática. Defendo com unhas e dentes a democracia representativa e vejo nela uma das mais importantes conquistas da humanidade. Tendo passado tudo o que passei justamente pela falta de liberdade e por estar lutando pela liberdade, valorizo e defenderei a democracia. Defendo também que democracia é voto, é opinião. Mas democracia é também conquista de direitos e oportunidades. É participação, é distribuição de renda, é divisão de poder. Democrata que se preza não agride os movimentos sociais. Não trata grevistas como caso de polícia. Não bate em manifestantes que estejam lutando pacificamente pelos seus interesses legítimos”.

Do blog parceiro Galera da Dilma

por Mulheres com Dilma

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