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1 de dez. de 2010

Campanha vai combater o racismo contra crianças

“Em um mundo de diferenças, enxergue a igualdade”. Este é o nome da campanha lançada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com o Ministério da Educação e com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Sua proposta é combater o racismo contra crianças negras e indígenas. Um dos objetivos é orientar os adultos sobre como tratar o tema da diversidade com as crianças e evitar que o preconceito se estabeleça.
“Nossa responsabilidade como adulto é trabalhar para que a situação não se perpetue.Diante de uma situação de discriminação no cotidiano, muitos não sabem como explicar de forma adequada a questão da diversidade para uma criança, seja ela branca, negra ou indígena”, explica a representante da Unicef no Brasil, Helena Oliveira Silva.
Infância marcada - A especialista afirma que o preconceito ocupa uma dimensão “muito subjetiva” no dia a dia da criança, seja na escola ou em outros ambientes, e que pela vulnerabilidade da própria idade, causa muito mais impacto neste público. “A criança vítima de preconceito, que é estereotipada, tem o desenvolvimento da sua identidade afetado. Isso marca a infância dela”, ressalta.
Já a secretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, considera a iniciativa um “puxão de orelha na sociedade em geral e nos responsáveis pelas políticas públicas para o setor”, porque chama a atenção para a criminalização da adolescência negra no país.


“Aprender a viver junto” – O secretário de Educação Continuada do MEC, André Lázaro, cita a amplitude do processo educacional como um dos motivadores da campanha. “Educação é mais do que aprender a ler, escrever e contar. É aprender a viver junto, a não se intimidar diante da opressão e encontrar na vida forças para enfrentar resistências”, entende.
Diferentes setores da sociedade civil participaram da construção da campanha, entre elas: Ação Educativa, Ceafro, Tribo Jovem, Geledés, comunidades Pataxós, Coiab e Andi. Várias organizações já anunciaram apoio à iniciativa e veicularão peças da campanha. São elas: MTV, Canal Futura, Orla Rio, EBC, Discovery Channel e Afrobras. Grupos religiosos também estão mobilizados em torno da campanha, desenvolvendo mensagens de sensibilização sobre o tema em suas comunidades.
A campanha, que divulgará dois vídeos em emissoras de televisão e na internet, contará também com o blog, onde crianças e jovens poderão contar histórias de sucesso ou de discriminações que tenham sofrido ou presenciado.

Fonte: Brasília Confidencial - 30.11.2010

27 de out. de 2010

Audiência Pública - Orçamento Municipal para a Educação da cidade de São Paulo

Foto: Juvenal Pereira (câmara municipal de Sâo Paulo)
8 de novembro, 2a. feira, às 9h30 – Salão Nobre da Câmara Municipal
Viaduto Jacareí, 100, 8o. andar

A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo convocou para o próximo dia 8 de novembro, 2a. feira, às 9h30, a audiência pública destinada a debater as propostas do Executivo para o orçamento da educação municipal em 2011. A proposta encaminhada pelo Executivo aos vereadores prevê receitas e despesas no montante de aproximadamente R$ 34 bilhões, dos quais cerca de R$ 7 bilhões para Educação. 

O projeto na íntegra está no site da Câmara: 

http://www.camara.sp.gov.br/central_de_arquivos/orcamento2011/proposta2011-011010.pdf

De acordo com o Regimento Interno da Câmara, a comissão tem que realizar, no mínimo, duas audiências públicas durante a tramitação do projeto e foi aprovado um calendário de audiências temáticas e regionais. A sociedade civil pode apresentar sugestões de mudanças no texto aos vereadores, que têm até dia 31 de dezembro para aprovar a lei.

É fundamental que nós, educadoras/es, estudantes e movimentos sociais, estejamos lá, para que o debate sobre a destinação de recursos à educação municipal seja efetivamente um debate público em nossa cidade, sobre o qual possamos opinar e interferir.

GT Educação / Rede Nossa São Paulo

15 de abr. de 2010

5º Seminário pró-regulamentação do CRECE.

Neste sábado acontecerá em São Paulo, o 5º Seminário pró-regulamentação do CRECE. aA experiência de fortalecimento dos Conselhos de Escola na cidade de São Paulo foi desmontada nos últimos 5 anos. Sem Conselhos fortes, não há democratização do ensino. O desmontes dos CRECEs (Conselho de Representantes dos Conselhos de Escola) Regionais, e, portanto, dos Conselhos, enfraqueceu a participação de alunos, pais e profissionais da educação na decisão e ação sobre as políticas educacionais. Essa desmobilização reflete hoje em um debate sobre o Plano Municipal de Educação, esvaziado da participação dos principais atores da educação no Município de São Paulo. Com a organização destes Seminários podemos discutir ações para garantir o funcionamento dos CRECEs em todas as regiões. Uma delas é sua regulamentação pelo PROJETO DE LEI N.º 638, DE 2008. Assine o Abaixo-Assinado eletrônico e participe do Seminário.


Dia 17/04/2010
Das 14 às 17 horas
Na Câmara Municipal de São Paulo
Auditório Prestes Maia,
Viaduto Jacareí, 100 - 1 º andar
(Próximo ao terminal Bandeira)

A Mesa será composta por:

Denise Carreira - Ação Educativa
Raiane Assumpção - Instituto Paulo Freire
Maria Aparecida Perez - Ex-Secretária de Educação do Município de São Paulo



O que é o CRECE?

O Conselho de Representantes dos Conselhos de Escola é um colegiado que tem como fim o fortalecimento dos conselhos de escola e a busca da efetivação do processo democrático nas unidades educacionais e nas diferentes instâncias decisórias visando a maior qualidade da educação. Tem caráter deliberativo respeitando a legislação vigente.


É composto por:
I. Dois representantes da Coordenadoria de Educação;
II. Dois membros de cada Conselho de Escola, sendo um servidor público e outro membro da comunidade.

Quais os objetivos do CRECE:
Ser um espaço de fortalecimento da cidadania;
Ser uma instância auxiliar da administração;
Ser um espaço de organização da população;
Ser um canal de comunicação dos Conselhos de Escola entre si e com SME e vice-versa;
Ser um espaço de indicação de soluções para problemas educacionais da região, contribuindo para a construção da escola pública, democrática e popular

Contatos:
crecepj@yahoo.com.br
http://www.crecesp.blogspot.com/
http://redesocial.unifreire.org/crece

Por Sérgio Antiqueira - Do Blog Brasil Nova Era - 14.04.2010

Leia mais

Projeto de Lei que fortalece os Conselhos de Escolas de Luiza Erundina

8 de out. de 2009

Avaliar é necessário. AGIR também

Às vésperas do Seminário 20 Anos de Direitos de Crianças e Adolescentes surge a dúvida: qual a importância de se discutir a Convenção Sobre os Direitos da Criança e o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA?

Para as pessoas trabalham há certo tempo na defesa dos direitos de meninos e meninas essa questão pode parecer um pouco óbvia. Mas essa dúvida pode gerar uma excelente reflexão.

Passados quase 20 anos desses importantes eventos, a dúvida não é tão óbvia quanto as tantas violações de direitos que ainda existem. Tanto a Convenção quanto o ECA já atingiram sua maioridade. Assim como crianças e adolescentes, essas importantes referências também são negligenciadas.

Negligenciadas porque, absurdamente, hoje a luta por direitos não está apenas na sua efetivação, mas sim na constante batalha de evitar retrocessos de direitos já conquistados. É o caso da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 20 de 1999, que reduz a idade penal dos 18 para os 16 anos. A lógica de retirar um direito já conquistado é absurda, embora não seja um fato isolado.

O erro de “adultecer” mais cedo meninos e meninas está na gravidade da inversão de responsabilização, de valores. É arriscado demais atribuir o problema da violência, por exemplo, aos(às) jovens, que são, indiscutivelmente, mais vítimas do que agentes da violência. Admitir, por menor que seja, a nossa responsabilidade – sociedade e poder público – é compreender que os direitos não são blocos isolados, de categorias isoladas.

É necessário rever o todo, e não as partes. Porque ninguém é uma ilha, embora a gente se afogue cada vez mais com tantas incoerências.

Foto:


22 de set. de 2009

Escola estadual é interditada pela Defesa Civil do Município

Sugestão de Professor - 22.09.09

Em visita a região do Campo Limpo na tarde de sábado, 19 de setembro, o deputado Rui Falcão ouviu das mães de alunos e da comunidade do entorno da escola estadual Amador e Catharina Saporito Augusto, no parque Esmeralda, reclamações sobre o estado de total abandono das instalações da mesma.

A escola que fica na margem direita do córrego Pirajussara está totalmente sucateada, com uma das obras de contenção de cheias do córrego em sua parte interna – um dique de contenção – e seu portão de entrada principal interditado pela defesa civil devido a um vazamento de esgoto que impossibilita a passagem das crianças para o interior da escola.

O deputado Rui Falcão que já havia oficiado o Secretário de Educação do Estado, solicitando ser recebido com urgência para tratar do assunto, sugeriu a comunidade local formar uma comissão de mães e membros da comunidade para acompanhar o deputado na reunião com o secretário.

Na mesma oportunidade, Rui Falcão, que já pediu informações ao DAEE e a SIURB sobre os andamentos da obra de canalização, retificação e urbanização do córrego Pirajussara foi informado pelos moradores que as obras foram totalmente paralisadas na última semana.

Segundo informações dos funcionários da empreiteira contratada, colhidas pelos moradores, a paralisação deve-se por falta de recursos da Prefeitura de São Paulo e do Governo do Estado de São Paulo. Estas informações serão checadas e o deputado irá se pronunciar em plenário por mais este descalabro da administração pública estadual e municipal.

Do site do Dep. Rui Falcão - 22.09.09

16 de set. de 2009

Projeto de Lei que fortalece Conselhos Escolares avança na Câmara dos Deputados


A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade parecer sobre o Projeto de Lei da deputada Luiza Erundina (PSB/DF) que fortalece os Conselhos Escolares no Brasil.
O texto propõe alterações nos dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (9.349/96) que tratam da gestão democrática no ensino público.

Uma das inovações do projeto de Erundina é a introdução do Fórum de Conselhos Escolares. Trata-se uma instância que estimularia e orientaria a criação de conselhos, bem como seria o de espaço de debates de questões ligadas à educação.

Segundo Erundina, o objetivo do projeto é garantir que municípios e estados criem e mantenham em funcionamento os seus conselhos de escola e o Fórum dos Conselhos Escolares. “Os conselhos são peças fundamentais na gestão democrática e devem ser política de Estado não de governo”, defende a deputada.

A próxima etapa do projeto, de número 4.483/2008, é a apreciação da Comissão de Constituição e Justiça. Aprovado pela CCJ, a matéria seguirá diretamente para o Senado, uma vez que tem caráter conclusivo, ou seja, não precisa ser votado na Câmara dos Deputados.

18 de ago. de 2009

Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares

Do site do MEC - 18.08.09

As famílias podem se envolver ativamente nas decisões tomadas pelas escolas dos seus filhos. Candidatar-se a uma vaga no conselho escolar é uma boa maneira de acompanhar e auxiliar o trabalho dos gestores escolares.

Os conselhos escolares são constituídos por pais, representantes de alunos, professores, funcionários, membros da comunidade e diretores de escola. Cada escola deve estabelecer regras transparentes e democráticas de eleição dos membros do conselho.

Cabe ao conselho zelar pela manutenção da escola e monitorar as ações dos dirigentes escolares a fim de assegurar a qualidade do ensino. Eles têm funções deliberativas, consultivas e mobilizadoras, fundamentais para a gestão democrática das escolas públicas.

Entre as atividades dos conselheiros estão, por exemplo, fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à escola e discutir o projeto pedagógico com a direção e os professores.

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