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11 de ago. de 2012
Ciclo de palestras (vários temas)
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13:55
A Subsede Sudeste/Centro da Apeoesp promoverá de 4 de agosto até 1 de setembro um ciclo de palestras com temas ligados a área da Educação.Essas palestras ocorrerão sempre no período da tarde.As inscrições poderão ser feitas por telefone ou pessoalmente.
Local - Subsede Sudeste/Centro da Apeoesp
Rua Manoel de Paiva,nº224(próximo à estação de metrô Ana Rosa)
T - 55490880 e 50824522
7 de mar. de 2012
"Acorde ... você colhe o que planta", na música "Wake up"
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03:11
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| A bande Rage Against the machine com o MST em 2010 |
Rage Against the Machine, banda conhecida mundialmente como símbolo de protesto social na música.
Em 2010, a banda Rage Against the Machine consagrou a esquerda brasileira em sua turnê no festival SWU, em Itu - interior paulista. No show o vocalista Zack de La Rocha usou um boné do Movimento dos Sem Terra (MST) e dedicou a música People of the Sun para a causa.
15 de fev. de 2012
Madame condena protesto contra racismo em Higienópolis e justifica: “tá cheio de empregado negro”
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00:20
Do Pragmatismo polítco - 14.02.12
“A ciência já provou a inexistência de ‘raças’ entre seres humanos… Mas continua um mistério a estranha tendência das armas de fogo de atingirem jovens negros” – Laerte
20 de fev. de 2011
A PISADA NA BOLA DO ZIRALDO.
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22:11
Carta Aberta ao Ziraldo
Olho a triste figura de Monteiro Lobato abraçado a uma mulata, estampada nas camisetas do bloco carnavalesco carioca "Que merda é essa?" e vejo que foi obra sua. Fiquei curiosa para saber se você conhece a opinião de Lobato sobre os mestiços brasileiros e, de verdade, queria que não. Eu te respeitava, Ziraldo. Esperava que fosse o seu senso de humor falando mais alto do que a ignorância dos fatos, e por breves momentos até me senti vingada. Vingada contra o racismo do eugenista Monteiro Lobatoque, em carta ao amigo Godofredo Rangel, desabafou: "(...)Dizem que a mestiçagem liquefaz essa cristalização racial que é o caráter e dá uns produtos instáveis. Isso no moral – e no físico, que feiúra! Num desfile, à tarde, pela horrível Rua Marechal Floriano, da gente que volta para os subúrbios, que perpassam todas as degenerescências, todas as formas e má-formas humanas – todas, menos a normal. Os negros da África, caçados a tiro e trazidos à força para a escravidão, vingaram-se do português de maneira mais terrível – amulatando-o e liquefazendo-o, dando aquela coisa residual que vem dos subúrbios pela manhã e reflui para os subúrbios à tarde. E vão apinhados como sardinhas e há um desastre por dia, metade não tem braço ou não tem perna, ou falta-lhes um dedo, ou mostram uma terrível cicatriz na cara. “Que foi?” “Desastre na Central.” Como consertar essa gente? Como sermos gente, no concerto dos povos? Que problema terríveis o pobre negro da África nos criou aqui, na sua inconsciente vingança!..." (em "A barca de Gleyre". São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1944. p.133).

Ironia das ironias, Ziraldo, o nome do livro de onde foi tirado o trecho acima é inspirado em um quadro do pintor suíço Charles Gleyre (1808-1874), Ilusões Perdidas. Porque foi isso que aconteceu. Porque lendo uma matéria sobre o bloco e a sua participação, você assim o endossa : "Para acabar com a polêmica, coloquei o Monteiro Lobato sambando com uma mulata. Ele tem um conto sobre uma neguinha que é uma maravilha. Racismo tem ódio. Racismo sem ódio não é racismo. A ideia é acabar com essa brincadeira de achar que a gente é racista". A gente quem, Ziraldo? Para quem você se (auto) justifica? Quem te disse que racismo sem ódio, mesmo aquele com o "humor negro" de unir uma mulata a quem grande ódio teve por ela e pelo que ela representava, não é racismo? Monteiro Lobato, sempre que se referiu a negros e mulatos, foi com ódio, com desprezo, com a certeza absoluta da própria superioridade, fazendo uso do dom que lhe foi dado e pelo qual é admirado e defendido até hoje. Em uma das cartas que iam e vinham na barca de Gleyre (nem todas estão publicadas no livro, pois a seleção foi feita por Lobato, que as censurou, claro) com seu amigo Godofredo Rangel, Lobato confessou que sabia que a escrita "é um processo indireto de fazer eugenia, e os processos indiretos, no Brasil, 'work' muito mais eficientemente".
Lobato estava certo. Certíssimo. Até hoje, muitos dos que o leram não vêem nada de errado em seu processo de chamar negro de burro aqui, de fedorento ali, de macaco acolá, de urubu mais além. Porque os processos indiretos, ou seja, sem ódio, fazendo-se passar por gente boa e amiga das crianças e do Brasil, "work" muito bem. Lobato ficou frustradíssimo quando seu "processo" sem ódio, só na inteligência, não funcionou com os norte-americanos, quando ele tentou em vão encontrar editora que publicasse o que considerava ser sua obra prima em favor da eugenia e da eliminação, via esterilização, de todos os negros. Ele falava do livro "O presidente negro ou O choque das raças" que, ao contrário do que aconteceu nos Estados Unidos, país daquele povo que odeia negros, como você diz, Ziraldo, foi publicado no Brasil. Primeiro em capítulos no jornal carioca A Manhã, do qual Lobato era colaborador, e logo em seguida em edição da Editora Companhia Nacional, pertencente a Lobato. Tal livro foi dedicado secretamente ao amigo e médico eugenista Renato Kehl, em meio à vasta e duradoura correspondência trocada pelos dois: “Renato, tu és o pai da eugenia no Brasil e a ti devia eu dedicar meu Choque, grito de guerra pró-eugenia. Vejo que errei não te pondo lá no frontispício, mas perdoai a este estropeado amigo. (...) Precisamos lançar, vulgarizar estas idéias. A humanidade precisa de uma coisa só: póda. É como a vinha".
Impossibilitado de colher os frutos dessa poda nos EUA, Lobato desabafou com Godofredo Rangel: "Meu romance não encontra editor. [...]. Acham-no ofensivo à dignidade americana, visto admitir que depois de tantos séculos de progresso moral possa este povo, coletivamente, cometer a sangue frio o belo crime que sugeri. Errei vindo cá tão verde. Devia ter vindo no tempo em que eles linchavam os negros." Tempos depois, voltou a se animar: "Um escândalo literário equivale no mínimo a 2.000.000 dólares para o autor (...) Esse ovo de escândalo foi recusado por cinco editores conservadores e amigos de obras bem comportadas, mas acaba de encher de entusiasmo um editor judeu que quer que eu o refaça e ponha mais matéria de exasperação. Penso como ele e estou com idéias de enxertar um capítulo no qual conte a guerra donde resultou a conquista pelos Estados Unidos do México e toda essa infecção spanish da América Central. O meu judeu acha que com isso até uma proibição policial obteremos - o que vale um milhão de dólares. Um livro proibido aqui sai na Inglaterra e entra boothegued como o whisky e outras implicâncias dos puritanos". Lobato percebeu, Ziraldo, que talvez devesse apenas exasperar-se mais, ser mais claro em suas ideias, explicar melhor seu ódio e seu racismo, não importando a quem atingiria e nem por quanto tempo perduraria, e nem o quão fundo se instalaria na sociedade brasileira. Importava o dinheiro, não a exasperação dos ofendidos. 2.000.000 de dólares, ele pensava, por um ovo de escândalo. Como também foi por dinheiro que o Jeca Tatu, reabilitado, estampou as propagandas do Biotônico Fontoura.
Você sabe que isso dá dinheiro, Ziraldo, mesmo que o investimento tenha sido a longo prazo, como ironiza Ivan Lessa: "Ziraldo, o guerrilheiro do traço, está de parabéns. Finalmente o governo brasileiro tomou vergonha na cara e acabou de pagar o que devia pelo passe de Jeremias, o Bom, imortal personagem criado por aquele que também é conhecido como “o Lamarca do nanquim”. Depois do imenso sucesso do calunguinha nas páginas de diversas publicações, assim como também na venda de diversos produtos farmacêuticos, principalmente doenças da tireóide, nos idos de 70, Ziraldo, cognominado ainda nos meios esclarecidos como “o subversivo da caneta Pilot”, houve por bem (como Brutus, Ziraldo é um homem de bem; são todos uns homens de bem – e de bens também) vender a imagem de Jeremias para a loteca, ou seja, para a Caixa Econômica Federal (federal como em República Federativa do Brasil) durante o governo Médici ou Geisel (os déspotas esclarecidos em muito se assemelham, sendo por isso mesmo intercambiáveis)".
No tempo em que linchavam negros, disse Lobato, como se o linchamento ainda não fosse desse nosso tempo. Lincham-se negros nas ruas, nas portas dos shoppings e bancos, nas escolas de todos os níveis de ensino, inclusive o superior. O que é até irônico, porque Lobato nunca poderia imaginar que chegariam lá. Lincham-se negros, sem violência física, é claro, sem ódio, nos livros, nos artigos de jornais e revistas, nos cartoons e nas redes sociais, há muitos e muitos carnavais. Racismo não nasce do ódio ou amor, Ziraldo, sendo talvez a causa e não a consequência da presença daquele ou da ausência desse. Racismo nasce da relação de poder. De poder ter influência ou gerência sobre as vidas de quem é considerado inferior. "Em que estado voltaremos, Rangel," se pergunta Lobato, ao se lembrar do quadro para justificar a escolha do nome do livro de cartas trocadas, "desta nossa aventura de arte pelos mares da vida em fora? Como o velho de Gleyre? Cansados, rotos? As ilusões daquele homem eram as velas da barca – e não ficou nenhuma. Nossos dois barquinhos estão hoje cheios de velas novas e arrogantes, atadas ao mastro da nossa petulância. São as nossas ilusões". Ah, Ziraldo, quanta ilusão (ou seria petulância? arrogância; talvez? sensação de poder?) achar que impor à mulata a presença de Lobato nessa festa tipicamente negra, vá acabar com a polêmica e todos poderemos soltar as ancas e cada um que sambe como sabe e pode. Sem censura. Ou com censura, como querem os quemerdenses. Mesmo que nesse do Caçadas de Pedrinho a palavra censura não corresponda à verdade, servindo como mero pretexto para manifestação de discordância política, sem se importar com a carnavalização de um tema tão dolorido e tão caro a milhares de brasileiros. E o que torna tudo ainda mais apelativo é que o bloco aponta censura onde não existe e se submete, calado, ao pedido da prefeitura para que não use o próprio nome no desfile. Não foi assim? Você não teve que escrever "M*" porque a palavra "merda" foi censurada? Como é que se explica isso, Ziraldo? Mente-se e cala-se quando convém? Coerência é umaquestão de caráter.
A gente se acostuma, Ziraldo. Como o seu menino marrom se acostumou com as sandálias de dedo: "O menino marrom estava tão acostumado com aquelas sandálias que era capaz de jogar futebol com elas, apostar corridas, saltar obstáculos sem que as sandálias desgrudassem de seus pés. Vai ver, elas já faziam parte dele" (ZIRALDO, 1986,p. 06, em O Menino Marrom). O menino marrom, embora seja a figura simpática e esperta e bonita que você descreve, estava acostumado e fadado a ser pé-de-chinelo, em comparação ao seu amigo menino cor-de-rosa, porque "(...) um já está quase formado e o outro não estuda mais (...). Um já conseguiu um emprego, o outro foi despedido do quinto que conseguiu. Um passa seus dias lendo (...), um não lê coisa alguma, deixa tudo pra depois (...). Um pode ser diplomata ou chofer de caminhão. O outro vai ser poeta ou viver na contramão (...). Um adora um som moderno e o outro – Como é que pode? – se amarra é num pagode. (...) Um é um cara ótimo e o outro, sem qualquer duvida, é um sujeito muito bom. Um já não é mais rosado e o outro está mais marrom" (ZIRALDO, 1986, p.31). O menino marrom, ao crescer, talvez virasse marginal, fado de muito negro, como você nos mostra aqui: "(...) o menino cor-de-rosa resolveu perguntar: por que você vem todo o dia ver a velhinha atravessar a rua? E o menino marrom respondeu: Eu quero ver ela ser atropelada" (ZIRALDO, 1986, p.24), porque a própria professora tinha ensinado para ele a diferença e a (não) mistura das cores. Então ele pensou que "Ficar sozinho, às vezes, é bom: você começa a refletir, a pensar muito e consegue descobrir coisas lindas. Nessa de saber de cor e de luz (...) o menino marrom começou a entender porque é que o branco dava uma idéia de paz, de pureza e de alegria. E porque razão o preto simbolizava a angústia, a solidão, a tristeza. Ele pensava: o preto é a escuridão, o olho fechado; você não vê nada. O branco é o olho aberto, é a luz!" (ZIRALDO, 1986, p.29), e que deveria se conformar com isso e não se revoltar, não ter ódio nenhum ao ser ensinado que, daquela beleza, pureza e alegria que havia na cor branca, ele não tinha nada. O seu texto nos ensina que é assim, sem ódio, que se doma e se educa para que cada um saiba o seu lugar, com docilidade e resignação: "Meu querido amigo: Eu andava muito triste ultimamente, pois estava sentindo muito sua falta. Agora estou mais contente porque acabo de descobrir uma coisa importante: preto é, apenas, a ausência do branco" (ZIRALDO, 1986, p.30).
Olha que interessante, Ziraldo: nós que sabemos do racismo confesso de Lobato e conseguimos vê-lo em sua obra, somos acusados por você de "macaquear" (olha o termo aí) os Estados Unidos, vendo racismo em tudo. "Macaqueando" um pouco mais, será que eu poderia também acusá-lo de estar "macaqueando" Lobato, em trechos como os citados acima? Sem saber, é claro, mas como fruto da introjeção de um "processo" que ele provou que "work" com grande eficiência e ao qual podemos estar todos sujeitos, depois de sermos submetidos a ele na infância e crescermos em uma sociedade na qual não é combatido. Afinal, há quem diga que não somos racistas. Que quem vê o racismo, na maioria os negros, que o sofrem, estão apenas "macaqueando". Deveriam ficar calados e deixar dessa bobagem. Deveriam se inspirar no menino marrom e se resignarem. Como não fazem muitos meninos e meninas pretos e marrons, aqueles que são a ausência do branco, que se chateiam, que se ofendem, que sofrem preconceito nas ruas e nas escolas e ficam doídos, pensando nisso o tempo inteiro, pensando tanto nisso que perdem a vontade de ir à escola,começam a tirar notas baixas porque ficam matutando, ressentindo, a atenção guardadinha lá debaixo da dor. E como chegam à conclusão de que aquilo não vai mudar, que não vão dar em nada mesmo, que serão sempre pés-de-chinelo, saem por aí especializando-se na arte de esperar pelo atropelamento de velhinhas.
Racismo é um dos principais fatores responsáveis pela limitada participação do negro no sistema escolar, Ziraldo, porque desvia o foco, porque baixa a auto-estima, porque desvia o foco das atividades, porque a criança fica o tempo todo tendo que pensar em como não sofrer mais humilhações, e o material didático, em muitos casos, não facilita nada a vida delas. E quando alguma dessas crianças encontra um jeito de fugir a esse destino, mesmo que não tenha sido através da educação, fica insuportável e merece o linchamento público e exemplar, como o sofrido por Wilson Simonal. Como exemplo, temos a sua opinião sobre ele: "Era tolo, se achava o rei da cocada preta, coitado. E era mesmo. Era metido, insuportável". Sabe, Ziraldo, é por causa da perpetuação de estereótipos como esses que às vezes a gente nem percebe que eles estão ali, reproduzidos a partir de preconceitos adquiridos na infância, que a SEPPIR pediu que o MEC reavaliasse a adoção de Caçadas de Pedrinho. Não a censura, mas a reavaliação. Uma nota, talvez, para ser colocada junto com as outras notas que já estão lá para proteger os direitos das onças de não serem caçadas e o da ortografia, de evoluir. Já estão lá no livro essas duas notas e a SEPPIR pede mais uma apenas, para que as crianças e os adolescentes sejam "colocados a salvo de tudo que é violência e abuso", como está na cartilha que você ilustrou. Isso é um direito delas, como seres humanos. É por isso que tem gente lutando, como você também já lutou por direitos humanos e por reparação. É isso que a SEPPIR pede: reparação pelos danos causados pela escravidão e pelo racismo.
Assim você se defendeu de quem o atacou na época em que conseguiu fazer valer os seus direitos: "(…) Espero apenas que os leitores (que o criticam) não tenham sua casa invadida e, diante de seus filhos, sejam seqüestrados por componentes do exército brasileiro pelo fato de exercerem o direito de emitir sua corajosa opinião a meu respeito, eu, uma figura tão poderosa”. Ziraldo, você tem noção do que aconteceu com os, citando Lobato, "negros da África, caçados a tiro e trazidos à força para a escravidão", e do que acontece todos os dias com seus descendentes em um país que naturalizou e, paradoxalmente, nega o seu racismo? De quantos já morreram e ainda morrem todos os dias porque tem gente que não os leva a sério? Por causa do racismo é bem difícil que essa gente fadada a ser pé-de-chinelo a vida inteira, essas pessoas dos subúrbios, que perpassam todas as degenerescências, todas as formas e má-formas humanas – todas, menos a normal, - porque nelas está a ausência do branco, esse povo todo representado pela mulata dócil que você faz sorrir nos braços de um dos escritores mais racistas e perversos e interesseiros que o Brasil já teve, aquele que soube como ninguém que um país (racista) também de faz de homens e livros (racistas), por causa disso tudo, Ziraldo, é que eu ia dizendo ser quase impossível para essa gente marrom, herdeira dessa gente de cor que simboliza a angústia, a solidão, a tristeza, gerar pessoas tão importantes quanto você, dignas da reparação (que nem é financeira, no caso) que o Brasil também lhes deve: respeito. Respeito que precisou ser ancorado em lei para que tivesse validade, e cuja aplicação você chama de censura.
Junto com outros grandes nomes da literatura infantil brasileira, como Ana Maria Machado eRuth Rocha, você assinou uma carta que, em defesa de Lobato e contra a censura inventada pela imprensa, diz: "Suas criações têm formado, ao longo dos anos, gerações e gerações dos melhores escritores deste país que, a partir da leitura de suas obras, viram despertar sua vocação e sentiram-se destinados, cada um a seu modo, a repetir seu destino. (...) A maravilhosa obra de Monteiro Lobato faz parte do patrimônio cultural de todos nós – crianças, adultos, alunos, professores – brasileiros de todos os credos e raças. Nenhum de nós, nem os mais vividos, têm conhecimento de que os livros de Lobato nos tenham tornado pessoas desagregadas, intolerantes ou racistas. Pelo contrário: com ele aprendemos a amar imensamente este país e a alimentar esperança em seu futuro. Ela inaugura, nos albores do século passado, nossa confiança nos destinos do Brasil e é um dos pilares das nossas melhores conquistas culturais e sociais." É isso. Nos livros de Lobato está o racismo do racista, que ninguém vê, que vocês acham que não é problema, que é alicerce, que é necessário à formação das nossas futuras gerações, do nosso futuro. E é exatamente isso. Alicerce de uma sociedade que traz o racismo tão arraigado em sua formação que não consegue manter a necessária distância do foco, a necessário distância para enxergá-lo. Perpetuar isso parece ser patriótico, esse racismo que "faz parte do patrimônio cultural de todos nós – crianças, adultos, alunos, professores – brasileiros de todos os credos e raças." Sabe o que Lobato disse em carta ao seu amigo Poti, nos albores do século passado, em 1905? Ele chamava de patriota o brasileiro que se casasse com uma italiana ou alemã, para apurar esse povo, para acabar com essa raça degenerada que você, em sua ilustração, lhe entrega de braços abertos e sorridente. Perpetuar isso parece alimentar posições de pessoas que, mesmo não sendo ou mesmo não se achando racistas, não se percebem cometendo a atitude racista que você ilustrou tão bem: entregar essas crianças negras nos braços de quem nem queria que elas nascessem. Cada um a seu modo, a repetir seu destino. Quem é poderoso, que cobre, muito bem cobrado, seus direitos; quem não é, que sorria, entre na roda e aprenda a sambar.
Peguei-o para bode expiatório, Ziraldo? Sim, sempre tem que ter algum. E, sem ódio, espero que você não queira que eu morra por te criticar. Como faziam os racistas nos tempos em quem ainda linchavam negros. Esses abusados que não mais se calam e apelam para a lei ao serem chamados de "macaco", "carvão", "fedorento", "ladrão", "vagabundo", "coisa", "burro", e que agora querem ser tratados como gente, no concerto dos povos. Esses que, ao denunciarem e quererem se livrar do que lhes dói, tantos problemas criam aqui, nesse país do futuro. Em uma matéria do Correio Braziliense você disse que "Os americanos odeiam os negros, mas aqui nunca houve uma organização como a Ku Klux Klan. No Brasil, onde branco rico entra, preto rico também entra. Pelé nunca foi alvo de uma manifestação de ódio racial. O racismo brasileiro é de outra natureza. Nós somos afetuosos”. Se dependesse de Monteiro Lobato, o Brasil teria tido sua Ku-Klux-Klan, Ziraldo. Leia só o que ele disse em carta ao amigo Arthur Neiva, enviada de Nova Iorque em 1928, querendo macaquear os brancos norte-americanos: "Diversos amigos me dizem: Por que não escreve suas impressões? E eu respondo: Porque é inútil e seria cair no ridículo. Escrever é aparecer no tablado de um circo muito mambembe, chamado imprensa, e exibir-se diante de uma assistência de moleques feeble-minded e despidos da menos noção de seriedade. Mulatada, em suma. País de mestiços onde o branco não tem força para organizar uma Kux-Klan é país perdido para altos destinos. André Siegfred resume numa frase as duas atitudes. "Nós defendemos o front da raça branca - diz o sul - e é graças a nós que os Estados Unidos não se tornaram um segundo Brasil". Um dia se fará justiça ao Kux-Klan; tivéssemos aí uma defesa dessa ordem, que mantém o negro no seu lugar, e estaríamos hoje livres da peste da imprensa carioca - mulatinho fazendo o jogo do galego, e sempre demolidor porque a mestiçagem do negro destroem (sic) a capacidade construtiva." Fosse feita a vontade de Lobato, Ziraldo, talvez não tivéssemos a imprensa carioca, talvez não tivéssemos você. Mas temos, porque, como você também diz, "o racismo brasileiro é de outra natureza. Nós somos afetuosos." Como, para acabar com a polêmica, você nos ilustra com o desenho para o bloco quemerdense. Olho para o rosto sorridente da mulata nos braços de Monteiro Lobato e quase posso ouvi-la dizer: "Só dói quando eu rio".
Com pesar, e em retribuição ao seu afeto,
Ana Maria Gonçalves
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| Negra, escritora, autora de Um defeito de cor. |
1 de dez. de 2010
Campanha vai combater o racismo contra crianças
às
19:29
“Em um mundo de diferenças, enxergue a igualdade”. Este é o nome da campanha lançada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com o Ministério da Educação e com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Sua proposta é combater o racismo contra crianças negras e indígenas. Um dos objetivos é orientar os adultos sobre como tratar o tema da diversidade com as crianças e evitar que o preconceito se estabeleça.
“Nossa responsabilidade como adulto é trabalhar para que a situação não se perpetue.Diante de uma situação de discriminação no cotidiano, muitos não sabem como explicar de forma adequada a questão da diversidade para uma criança, seja ela branca, negra ou indígena”, explica a representante da Unicef no Brasil, Helena Oliveira Silva.
Infância marcada - A especialista afirma que o preconceito ocupa uma dimensão “muito subjetiva” no dia a dia da criança, seja na escola ou em outros ambientes, e que pela vulnerabilidade da própria idade, causa muito mais impacto neste público. “A criança vítima de preconceito, que é estereotipada, tem o desenvolvimento da sua identidade afetado. Isso marca a infância dela”, ressalta.
Já a secretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, considera a iniciativa um “puxão de orelha na sociedade em geral e nos responsáveis pelas políticas públicas para o setor”, porque chama a atenção para a criminalização da adolescência negra no país.
“Aprender a viver junto” – O secretário de Educação Continuada do MEC, André Lázaro, cita a amplitude do processo educacional como um dos motivadores da campanha. “Educação é mais do que aprender a ler, escrever e contar. É aprender a viver junto, a não se intimidar diante da opressão e encontrar na vida forças para enfrentar resistências”, entende.
Diferentes setores da sociedade civil participaram da construção da campanha, entre elas: Ação Educativa, Ceafro, Tribo Jovem, Geledés, comunidades Pataxós, Coiab e Andi. Várias organizações já anunciaram apoio à iniciativa e veicularão peças da campanha. São elas: MTV, Canal Futura, Orla Rio, EBC, Discovery Channel e Afrobras. Grupos religiosos também estão mobilizados em torno da campanha, desenvolvendo mensagens de sensibilização sobre o tema em suas comunidades.
A campanha, que divulgará dois vídeos em emissoras de televisão e na internet, contará também com o blog, onde crianças e jovens poderão contar histórias de sucesso ou de discriminações que tenham sofrido ou presenciado.
Fonte: Brasília Confidencial - 30.11.2010
25 de nov. de 2010
Lula a blogueiros: Globo e Serra vão pedir desculpas ?
às
01:08
O Conversa Afiada publica vídeo com a entrevista completa que Lula concedeu a blogueiros:
7 de nov. de 2010
Martin Luther King
às
15:13
Parafraseando o grande pastor Martin Luther King, há 15 anos – depois de passar por um câncer de mama, eu declaro que:
Eu tenho um sonho e o meu sonho faz parte do propósito de Deus para a minha vida.
Não desista de viver, não desista de você!
Pra Sandra de Andrade
Site: www.revife.com.br
Blog: www.revife.com
O pastor que tinha um sonho ousado
Por Carlos Gutemberg / Foto: Dick DeMarsico
O pastor protestante e ativista político Martin Luther King Jr. é visto como um dos maiores defensores da liberdade e igualdade. A dor de ver de perto a discriminação racial, levou esse grande pacifista a promover uma revolução em favor da justiça e da igualdade perante a lei e os costumes de sua nação. Infelizmente, a luta dele foi tragicamente interrompida na noite do dia 04 de abril de 1968, ocasião em que foi assassinado, em um hotel na cidade Memphis, nos Estados Unidos (EUA).
Como legado, King deixou sua pregação de heroísmo pacífico e pacificador, levantando uma bandeira em prol dos direitos igualitários dos negros, uma luta que continua, mas que já obteve vitórias significativas em seu país, a exemplo da vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais, tornando-o primeiro presidente negro norte-americano.
O pacifista nasceu em 15 de janeiro de 1929, na cidade de Atlanta (EUA). Ele é considerado um dos mais importantes líderes mundiais na luta pelos direitos civis, por sua campanha de não-violência e amor para com o próximo. Por conta disso, foi a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz, em 1964.
“Eu tenho um sonho”
Seu discurso mais famoso, “I have a dream” (Eu tenho um sonho), realizado no dia 28 de agosto de 1963, é lembrado até hoje. Naquele dia, cerca de 250 mil pessoas, de todas as idades, etnias, formações intelectuais e profissões marcharam na capital norte-americana, Washington, até o Lincoln Memorial, com o propósito de despertar a consciência da nação sobre a condição econômica e social do negro naquele país.
Na chamada “marcha pelo emprego e pela liberdade”, o pastor protestante foi apresentado como um “líder moral da nação”. Em seu histórico pronunciamento, não muito longo, mas bastante enfático e emocionado, King falou de um sonho que, embora não tenha tido a oportunidade de realizar, jamais será esquecido. “Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos pequenos viverão um dia numa nação em que não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!”, declarou ele naquele dia.
Seus últimos anos de vida foram marcados por muitas adversidades. Após o reconhecimento de sua luta, com a conquista do Prêmio Nobel da Paz, que trouxe visibilidade mundial ao movimento encabeçado por ele, muitos dos seus aliados até pensaram que as coisas se tornariam mais fáceis. Na prática, no entanto, não foi isso o que ocorreu.
Em fevereiro de 1965, apenas dois meses após o Nobel, um destacado líder negro, Malcom X, foi morto a tiros. Duas semanas depois, no estado do Alabama (EUA), a polícia usou cães para dispersar um grupo de eleitores negros que tentava se alistar em um prédio do legislativo local.
Distúrbios passaram a ocorrer em várias cidades dos Estados Unidos. Em agosto de 1965, em um bairro de Los Angeles, na Califórnia, deu-se início a uma onda de tumultos que tinham como origem a intolerância racial. O movimento negro passou a sofrer severas oposições, especialmente das regiões onde predominava a população branca.
Lutando por direitos básicos
Antes de morrer, King organizou e liderou inúmeras marchas com o objetivo de conseguir o direito ao voto, o fim da segregação e das discriminações no trabalho, além de outros direitos civis básicos. Mais tarde, a maior parte destes direitos foi agregada à lei norte-americana.
Por sua histórica importância, um feriado nacional nos Estados Unidos foi estabelecido em 1986, para homenageá-lo, o chamado “Dia de Martin Luther King”, celebrado na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário dele. Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi cumprido em todos os estados do país.
Confira uma parte do famoso discurso de Martin Luther King, “I have a dream” (Eu tenho um sonho):
Do Blog da Dilma
5 de nov. de 2010
“Percepções e os Novos Desafios para o Enfrentamento e Superação da Discriminação Racial e do Racismo no Mercado de Trabalho”
às
19:45
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), por intermédio da sua Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial promoverá o I Encontro Nacional da CTB no Combate ao Racismo “Percepções e os Novos Desafios para o Enfrentamento e Superação da Discriminação Racial e do Racismo no Mercado de Trabalho”. O evento que acontecerá nos dia 22, 23 e 24 de novembro de 2010, em São Paulo, terá como parceiros: a Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e a Coordenadoria dos Assuntos da População Negra da Prefeitura de São Paulo (CONE).
O Encontro de caráter nacional terá a participação de lideranças e dirigentes sindicais representantes de associações, instituições sindicais filiadas CTB, além de contar com a participação de convidados representantes de movimentos sociais, ativistas do movimento negro e representante de instituições públicas e privadas que atuam, afirmativamente, junto à população negra e que tem como objetivo refletir, avaliar e contribuir para a agenda dos movimentos sociais no enfrentamento, combate e a conseqüente superação do racismo a partir das novas configurações do mercado de trabalho e, também, que tenham como principal instrumento o Estatuto da Igualdade Racial, que depois de tramitar por quase uma década na Câmara e no Senado, foi sancionado pelo Presidente Lula e entrou e esta em vigor desde 20 de outubro.
Com dois pilares fundamentais “Trabalho, Globalização e Racismo” e o “Estatuto da Igualdade Racial: Limites e Possibilidades” o Encontro será um espaço de reflexão e análise dos avanços obtidos pela militância sindical anti-racismo e pelo Movimento Negro na luta pela promoção da igualdade racial e os desafios para garantir a criação de oportunidades e garantia de eqüidade social para os afrodescendentes brasileiros por meio de ações como a promoção da igualdade de oportunidades e de tratamento, em dispositivos e clausulas a serem incluídos em acordos e convenções coletivas e mesmo do tratamento dos casos de discriminação e demais direitos garantidos e ratificados pelo Estatuto da Igualdade Racial ao lado da ampliação das políticas públicas ditas generalistas.
Serviço
· Tema: “Percepções e os Novos Desafios para o Enfrentamento e Superação da Discriminação Racial e do Racismo no Mercado de Trabalho”
· Data: 22, 23 e 24 de Novembro de 2010
· Local: Espaço da Cidadania André Franco Montoro – Pateo do Colégio, 184 – Centro – São Paulo/SP
· Mais informações: (11) 3106-0700 begin_of_the_skype_highlighting (11) 3106-0700 end_of_the_skype_highlighting ou katiajackson@portalctb.org.br
Programação
Dia 22 de Novembro – Segunda
19h00 ABERTURA SOLENE – Saudação de lideranças e organizações convidadas
20h00 Conferência 1 - “Percepções sobre a Globalização e Racismo no Mercado de Trabalho”
21h30 Coquetel
Dia 23 de Novembro – Terça
9h00 Conferênca 2 - “Estatuto da Igualdade Racial - Capítulo V, Do Trabalho: Limites e Possibilidades”.
12h00 Almoço
14h00 Conferênca 3 – “A Ação Sindical no Combate ao Racismo: Avanços e Desafios”
20h Atividade Cultural
Dia 24 de Novembro – Quarta
9h00 Plenária Final
17h00 Encerramento do Encontro
Portal CTB
3 de nov. de 2010
Internauta responderá por racismo e incitação pública de prática de crime
às
21:54
Do Vi o mundo - 03.11.2010
OAB-PE vai à Justiça contra ofensas a nordestinos no Twitter
03/11/2010
A seção Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrar com uma representação criminal na Justiça de São Paulo contra a onda de ataques aos nordestinos divulgada por meio do Twitter após a eleição de Dilma Rousseff.
No domingo à noite — logo após o anúncio da vitória de Dilma, sobre o candidato demo-tucano, José Serra — usuários da rede de microblogs começaram a postar mensagens ofensivas aos nordestinos, relacionando o resultado à boa votação de Dilma no Nordeste.
A representação da OAB-PE é contra a estudante de Direito Mayara Petruso, de São Paulo, uma das responsáveis pelo início dos ataques.
Segundo o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, Mayara deverá responder por crime de racismo (pena de dois a cinco anos de prisão, mais multa) e incitação pública de prática de crime (cuja pena é detenção de três a seis meses, ou multa), no caso, homicídio.
Entre as mensagens postadas pela universitária, há frases como: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.
“São mensagens absolutamente preconceituosas. Além disso, é inadmissível que uma estudante de Direito tenha atitudes contrárias à função social da sua profissão. Como alguém com esse comportamento vai se tornar um profissional que precisa defender a Justiça e os direitos humanos?”, diz Mariano.
Xenofobia na rede
Em julho deste ano, a seção pernambucana da Ordem já havia prestado queixa à Polícia Federal contra pelo menos dez usuários do Twitter, por mensagens ofensivas aos nordestinos após as enchentes na região.
“Essas redes sociais são meios de comunicação de alcance nacional, e crimes que ocorram nelas são de ordem federal. São ofensas que atingem a todos os nordestinos, existe um direito difuso aí sendo desrespeitado” completa Mariano, para quem o nível agressivo da campanha pela internet este ano, apesar de não justificar os ataques, pode tê-los estimulado.
No domingo, usuários do Twitter insatisfeitos com a vitória de Dilma começaram a postar frases como “Tinham que separar o Nordeste e os bolsas vadio do Brasil” e “Construindo câmara de gás no Nordeste matando geral”.
Como reação, outros usuários passaram a gerar uma onda de mensagens com “#orgulhodesernordestino”, hashtag que ficou entre os primeiros lugares no ranking mundial de temas mais citados no Twitter.
Com agências
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A assessoria do escritório se nega a dizer quando e o motivo pelo qual a jovem deixou o emprego.
"O Peixoto e Cury Advogados confirma que a estudante de Direito, Mayara Petruso foi sua estagiária, porém, não faz mais parte dos quadros do escritório. Com muito pesar e indignação, lamenta a infeliz opinião pessoal emitida, em rede social, pela mesma, da qual apenas tomou conhecimento pela mídia e que veemente é contrário, deixando, assim, ao crivo das autoridades competentes as providências cabíveis", afirmou, em nota, o escritório.
Ela é apontada como autora de uma série de comentários racistas no Twitter, feitos logo após as eleições, responsabilizando os nordestinos pela vitória de Dilma Rousseff (PT).
"Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!", teria escrito a estudante no microblog.
A declaração provocou reações dos internautas, que se posicionaram contra e, alguns, a favor. Mais tarde, ela cancelou seu perfil no Twitter, Facebook e Orkut.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Pernambuco afirmou que irá pedir amanhã ao Ministério Público Federal, em São Paulo, a abertura de uma ação penal contra a estudante.
A estudante ainda não foi encontrada pela reportagem.
FSP - 03.11.2010
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Escritório de advocacia diz lamentar 'infeliz opinião' de ex-estagiária acusada de racismo
O escritório Peixoto e Cury Advogados, de São Paulo, confirmou hoje que a estagiária e estudante de Direito Mayara Petruso não faz mais parte de seu quadro de funcionários.
A assessoria do escritório se nega a dizer quando e o motivo pelo qual a jovem deixou o emprego.
"O Peixoto e Cury Advogados confirma que a estudante de Direito, Mayara Petruso foi sua estagiária, porém, não faz mais parte dos quadros do escritório. Com muito pesar e indignação, lamenta a infeliz opinião pessoal emitida, em rede social, pela mesma, da qual apenas tomou conhecimento pela mídia e que veemente é contrário, deixando, assim, ao crivo das autoridades competentes as providências cabíveis", afirmou, em nota, o escritório.
Ela é apontada como autora de uma série de comentários racistas no Twitter, feitos logo após as eleições, responsabilizando os nordestinos pela vitória de Dilma Rousseff (PT).
"Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!", teria escrito a estudante no microblog.
A declaração provocou reações dos internautas, que se posicionaram contra e, alguns, a favor. Mais tarde, ela cancelou seu perfil no Twitter, Facebook e Orkut.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Pernambuco afirmou que irá pedir amanhã ao Ministério Público Federal, em São Paulo, a abertura de uma ação penal contra a estudante.
A estudante ainda não foi encontrada pela reportagem.
FSP - 03.11.2010
2 de nov. de 2010
Ataques ao Nordeste surgem na web após vitória de Dilma, que venceria sem região
às
22:50
Preconceito chega ao topo dos assuntos mais comentados do Twitter
| Divulgação |
Dilma em carreata em Minas Gerais, onde ela abriu 1,7 milhão de votos sobre o tucano José Serra
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Wanderley Preite Sobrinho e Amanda Polato, do R7
A vitória da petista Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de domingo (31) desencadeou uma onda de preconceito contra nordestinos na internet. O que os responsáveis por transformar esses ataques no assunto mais comentado no Twitter não sabiam é que Dilma venceria o candidato do PSDB, José Serra, mesmo sem os votos das regiões Norte e Nordeste. Os comentários preconceituosos partiram principalmente de eleitores do Sul e do Sudeste, que acreditavam que a vitória de Dilma só foi possível porque o Nordeste votou em peso na petista. De fato, ela venceu com folga na região: 18,4 milhões de votos, contra 7,7 milhões de Serra.
Em um Estado nordestino e em dois da região Norte, Dilma ganhou em todas as cidades. No Piauí, Serra só levou em dois municípios; no Ceará, em apenas um.
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Mesmo assim, em pouco tempo um grande volume de internautas repassou a mensagem e começou a manifestar opiniões parecidas. A reação, no entanto, não demorou a chegar.
Ainda no domingo foi criada a tag "#orgulhodesernordestino", responsável por tornar o assunto o mais comentado do microblog. Logo em seguida, um site foi criado para reunir as mensagens preconceituosas, o Diga Não à Xenofobia.
O que os preconceituosos não sabiam é que, segundo dados TSE (Tribunal Superior Eleitoral), se os votos das regiões Norte e Nordeste fossem cancelados, Dilma seria eleita com uma diferença de 275 mil votos. Somando-se o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ela foi escolhida por 33,2 milhões de pessoas, enquanto o tucano recebeu os votos de 32,9 milhões de eleitores.
Dilma não teria vencido se não fossem os votos de dois Estados justamente do Sudeste, Minas Gerais e Rio de Janeiro – segundo e terceiro maiores colégios eleitorais do Brasil. A decepção dos tucanos foi maior em Minas, do ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB), onde a petista venceu com uma diferença de 1,7 milhão de votos, a mesma vantagem conseguida no Rio de Janeiro, diminuindo o impacto da vitória de Serra em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.
Ao recolocar o Norte e Nordeste no mapa do Brasil, Dilma teve mais de 55 milhões de votos contra 43 milhões de Serra.
Veja, abaixo, como ficou a divisão dos votos nos Estados :
Não basta punir apenas os playboyzinhos escrotos de São Paulo, é preciso ir atrás dos grandes disseminadores do preconceito no país
às
20:45
Os babacas antinordestismos no twitter nada mais fazem do que reproduzir os preconceitos que observam diariamente no PIG. Programas humorísticos de gosto duvidoso, tanto na TV quanto no rádio; programas de debates políticos e culturais, novelas, reportagens, editoriais... Todo um batalhão de publicistas do racismo, munidos de arsenal de conceitos esteriotipados que só prestam para perpetuar preconceitos de cor, classe, regionais, estéticos, culturais, linguísticos. Os escrotos do twitter provavelmente sofrerão algum tipo de sanção, e as hienas do PIG, quem cala?
Segue abaixo uma lista dos maiores divulgadores do preconceito no Brasil:
Ali Kamel, eminência parda do Brasil colonial
Eliane Cantanhede, a musa da massa cheirosa
Reinaldo Azevedo, paraninfo da elite fascistóide
Diogo Mainardi, porta voz da direita delinquente
Otávio Frias, herdeiro do DOI-CODI
Victor Civita, o publicitário do fascismo
Danilo Gentili, o herói da direita descolada e modernosa
Boris Casoy, o último dos CCC
Como esses, há muitos outros, estão por aí a galvanizar as centelhas do fascismo, não admitem que a classe trabalhadora tenha acesso a cidadania. Como cada vez mais perdem espaço no poder, querem botar fogo no país. Suas crias, por enquanto, agem apenas nas redes sociais de elite da internet. É preciso barrar essa corja e todos os seus seguidores.
PS: Quero ver essa playboyzada destilar seu fascismo na quebrada, relinchar em frente do computador é fácil. Aqui o chicote estrala burguesada de merda!
Do Blog do CApacete - 02.11.2010
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