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30 de mai. de 2011

Gabinete Digital e Grupo Permanente são instalados


O que é o Gabinete Digital

É um novo espaço de participação que tem como objetivo estimular uma nova cultura na gestão pública, por meio do estabelecimento de canais de diálogo e colaboração com a sociedade a partir do uso das ferramentas digitais. É um órgão articulador da política de Cultura e Governança Digital, vinculado diretamente ao Gabinete do Governador e coordenado pelo Chefe de Gabinete.
O objetivo é promover a cultura democrática e o fortalecimento da cidadania promovendo a eficiência e o controle social sobre o Estado, estruturando a relação do Governador com as diversas formas de escuta e participação através das redes digitais.
A concepção do projeto foi acompanhada por uma ampla pesquisa, que analisou iniciativas do Brasil e do mundo. Fundamentamos o conceito do Gabinete dentro dos termos de Cultura e a Governança Digital.
Neste portal, são 3 ferramentas de participação.
Governador Responde: Onde as pessoas elaboram perguntas diretamente ao Governador. A pergunta mais votada será respondida diretamente em vídeo no final de cada mês.
Governo Escuta: Audiências Públicas transmitidas via internet com participação via bate papo.
Agenda Colaborativa: Contribuições poderão ser enviadas para constituir a pauta do Governador durante as visitas ao interior do Estado.
Além disso, o Gabinete Digital coordenará um Grupo de Trabalho composto por diversas secretarias e unidades de governo, com o objetiovo de produzir diretrizes para assuntos relacionados a cultura e governança digital.

Gabinete digital e grupos permanentes são instalados.

Juntamente com o Lançamento festivo do Gabinete Digital, também foi editado o Decreto que institui o próprio Gabinete e o Grupo Permanente de Cultura e Governança Digital.
O Grupo será fundamental para a discussão das temáticas relacionadas ao licenciamento de conteúdos, a utilização e desenvolvimento de software livre, as metodologias de transparência e disponibilização de dados públicos, bem como o desenvolvimento de uma outra cultura de gestão pública, o que temos chamado de Gestão 2.0.
Este decreto, muito além de representar um documento formal, é um marco para o Gabinete Digital, no sentido que dá o início a uma sére de trabalhos que vem sendo iniciados desde o dia primeiro de Janeiro.
Também gostaríamos que você se sentisse a vontade a enviar sua sugestões, pautas sobre Cultura e Governança Digital que considere fundamental para o desenvolvimento do Estado.

DECRETO No 48.056,

Institui o Gabinete Digital do Governador do Estado e a Comissão Permanente de Cultura e Governança Digital e dá outras providencias.


O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 82, incisos V e VII, da Constituição do Estado,


Considerando o compromisso do Governo do Estado do Rio Grande do Sul com a ampliação da participação popular no âmbito da Administração Pública Estadual;

Considerando que o uso das ferramentas tecnológicas disponíveis permitem o desenvolvimento da participação cidadã e promoção da transparência no exercício da atividade pública;

Considerando que estas ferramentas tecnológicas serão importantes instrumentos de Cultura e Governança Digital e que esses mecanismos ampliarão o controle público sobre o Estado;

Considerando a necessidade de elaborar, aperfeiçoar e qualificar canais colaborativos entre governo e sociedade para estabelecer uma nova cultura na gestão pública, por meio de mídias digitais e uso de novas linguagens, contribuindo assim com o desenvolvimento do “ Sistema de Participação Popular e Cidadã do Rio Grande do Sul “

Considerando a necessidade de qualificar e de promover os processos de colaboração e compartilhamento, relativos à produção e distribuição livre de conhecimento.


D E C R E T A:

Art. 1º - Fica instituído o Gabinete Digital, órgão articulador da política de Cultura e Governança Digital, vinculado ao Gabinete do Governador e coordenado por seu Chefe de Gabinete, com o objetivo de promover a cultura democrática e o fortalecimento da cidadania, visando  aumentar a eficiência e o controle social sobre o Estado, e estruturar a relação do Governador com as diversas formas de escuta e participação, por meio das novas  tecnologias de informação.

Parágrafo único. Compete ao Gabinete Digital articular a  relação do Governador do Estado com a sociedade gaúcha através das novas tecnologias de informação, assessorar o Governador do Estado nas decisões sobre Cultura e Governança Digital, fomentar políticas públicas transversais de transparência e auxiliar na disponibilização digital de dados públicos.

Art. 2º – Compete ao Gabinete Digital :
I – articular a relação do Governador do Estado com a sociedade gaúcha por intermédio das novas tecnologias de informação;
II – assessorar o Governador do Estado nas decisões sobre Cultura e Governança Digital;
III – fomentar políticas públicas transversais de transparência e governança digital; e
IV – auxiliar na disponibilização digital de dados públicos;

Art. 3º - Fica instituída Comissão Permanente de Cultura e Governança Digital, sob coordenação do Gabinete Digital do Governador, composta por representantes, titulares e suplentes, dos seguintes órgãos:

I– Gabinete do Governador;
II– Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital;
III–Secretaria do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã;
IV–Secretaria da Cultura;
V–Casa Civil;
VI–Secretaria da Educação;
VII–Secretaria da Fazenda;
VIII–Secretaria-Geral de Governo;
IX–Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico;
X–Companhia de Processamento de Dados de Estado do Rio Grande do Sul – PROCERGS; e
XI–Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado.


§ 1º Os integrantes da Comissão serão indicados pelos titulares dos respectivos órgãos e designados pelo Governador do Estado.

§ 2º O Coordenador da Comissão poderá convidar representantes de outros órgãos, entidades da administração pública ou de organizações da sociedade civil, para participar das reuniões e discussões por ele organizadas.

Art. 4º A Comissão Permanente de Cultura e Governança Digital deverá, no prazo de sessenta dias, contados da data da publicação da designação de seus membros, estabelecer as suas diretrizes de funcionamento.

Art. 5º A função de membro da Comissão será considerada prestação de serviço relevante, não remunerada.

Art. 6º  Compete à Comissão Permanente de Cultura e Governança Digital:

I– estabelecer os processos de canais de escuta nas redes digitais:

II– contribuir no processo de modernização e digitalização dos processos de gestão do Governo;

III– colaborar com o desenvolvimento das ferramentas digitais de transparência; e

IV– auxiliar no Sistema de Participação Cidadã nas suas interfaces digitais, bem com recomendar estas práticas para as outras unidades de Governo.

Art. 7º  Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.


PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 24 de maio de 2011


TARSO GENRO,
Governador do Estado

Registre-se e publique-se.
CARLOS PESTANA NETO,
Secretário Chefe da Casa Civil.           

Fonte: Gabinete Digital - Governo do Rio Grande do Sul - 24.05.2011

27 de jan. de 2011

Ministro das Comunicações desmente Estadão pelo Twitter


Por Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania - 27.01.2011

Logo cedo tive uma aparente má notícia, nesta quinta-feira. Matéria do jornal O Estado de São Paulo, assinada pelo chefão Ricardo Gandour, afirmava a seguinte barbaridade: “Convergência de mídias leva governo a desistir de veto à propriedade cruzada”.
Dizia a matéria:
O governo vai abandonar o debate sobre a proibição da propriedade cruzada nos meios de comunicação por estar convencido de que o desenvolvimento tecnológico tornou a discussão obsoleta. O conceito de convergência das mídias, que consolidou o tráfego simultâneo de dados e noticiários em todas as plataformas – da impressa à digital -, pôs na mesa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, um projeto de concessão única. Propriedade cruzada é o domínio, pelo mesmo grupo de comunicação, de concessões para operar diferentes plataformas ( TV, jornal e portais) (…)”
Trata-se de um absurdo. Nem os Estados Unidos permitem a propriedade cruzada. Equiparar televisão, rádio e imprensa escrita por conta da internet em um país em que a inclusão digital é tão baixa – e sem perspectiva de reversão plena da situação no curto e médio prazos – seria a virtual rendição do governo Dilma à direita midiática.
Inconformado, fui ao Twitter e fiz uma cobrança ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que me respondeu. Vejam, abaixo, o que ele disse.

21 de jan. de 2011

Campus Party: banda larga pode ter imposto zero, diz ministro

Antonio Valente (dir.), Paulo Bernardo, Mario Teza e Demi Getschko debatem acesso digital no Brasil


Foto: Ana Brambilla/Terra


Ana Brambilla (Texto e imagem) - Terra/SP - 20.01.2011
Participante da mesa Campus Debate, sobre os desafios do crescimento em tecnologia e comunicações para o Brasil, o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o Plano Nacional de Banda Larga estima um custo de mensalidade de R$ 35 reais em Estados onde houver cobrança de ICMS. O valor pode ser mais baixo em unidades federativas que não cobrarem o imposto. "Já consultei vários secretários de fazenda que têm dificuldade para diminuir imposto de maneira geral, mas que, na questão de banda larga disseram que é possível fazer redução ou até zerar o ICMS", disse nesta quinta-feira, no palco da Campus Party Brasil.
No debate, Bernardo dividiu a atenção com o Twitter. Em seu perfil pessoal, postou: "Na Campus Party, em debate. Na mesa, com Antonio Valente, @getschko e @mlteza". Os parceiros de discussão citados pelo ministro são o presidente da Telebrasil, Antonio Carlos Valente, o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Comitê Gestor da Internet, Demi Getschko e o diretor geral da Futura Networks, Mario Teza.
Entre as questões debatidas, a conectividade do brasileiro apareceu como um desafio para a nova gestão do ministério. Bernardo citou que, em 2010, 14 milhões de computadores foram vendidos no Brasil e que, para 2011, a projeção é de que este número chegue à casa dos 16 milhões. Ter computador, apenas, não basta. O ministro destacou que o brasileiro é um dos povos mais comunicativos: "A pessoa não quer computador para escrever, ela quer para se comunicar".
Demi Getschko reforçou a visão do ministro ao lembrar que 5 milhões de domicílios possuem computador sem conexão. Uma possível resposta para diminuir este índice seria o Plano Nacional de Banda Larga. Embora a administração federal esteja projetando a tecnologia no Brasil para 2025, tomando como base países como Coreia do Sul e Estados Unidos, Demi Getschko rebate ao dizer que comparar conexão do Brasil à da Coreia é inadequado e que a largura da banda não é o mais importante.
"O que importa é que o brasileiro esteja conectado de forma perene e que tenha acesso à cesta básica de serviços, que são: visitas a sites, correio eletrônico, VoIP e vídeos para assistir". Para chegar a este pacote, a disseminação plena do IPv6 é apontada como ponto fundamental pelo representante do CGI.
Para a popularização desta tecnologia que permite ampliar o acesso, o presidente da Telebrasil vê a carga tributária de 40% em serviços de telecomunicações como um dos maiores obstáculos. Reduzir impostos, aumentar a competitividade e investir na educação são elementos-chave para a ampliação da conectividade do brasileiro: "Não adianta conectar todas as escolas se não houver capacitação dos professores", pondera. Quanto ao IPv6, Valente acredita que a própria dinâmica do mercado acelerará os investimentos e, por consequência, a difusão do novo protocolo.
Visivelmente animado com o evento, Paulo Bernardo disse que tentou ser campuseiro: "Até tentei fazer reserva de uma barraca pra ficar até amanhã, mas disseram que não tem mais vaga", lamentou.

22 de dez. de 2010

Declaração conjunta sobre Wikileaks

RELATOR ESPECIAL DA ONU PARA A PROMOÇÃO E PROTEÇÃO
DO DIREITO À LIBERDADE DE OPINIÃO E EXPRESSÃO
COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS
RELATOR ESPECIAL PARA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

(Tradução não oficial, para simples leitura)

21 de dezembro de 2010

À luz dos desenvolvimentos correntes
relacionados à divulgação de telegramas diplomáticos pela organização
Wikileaks, e a publicação de informação contida naqueles telegramas por
organizações de imprensa, o RELATOR ESPECIAL DA ONU PARA A
PROMOÇÃO E PROTEÇÃO DO DIREITO À LIBERDADE DE OPINIÃO
E EXPRESSÃO e a COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS
HUMANOS (IACHR) vêm a público para lembrar alguns princípios da lei
internacional. Os relatores conclamam os Estados e demais atores
relevantes a manter em mente esses princípios, ao responder aos
desenvolvimentos acima referidos.
1. O direito de acesso a informações guardadas por autoridades públicas
é direito humano fundamental sujeito a estrito regime de exceções. O
direito de acesso à informação protege o direito de todas as pessoas
terem acesso a informação pública e saber o que fazem os governos em
nome das populações. É direito que recebeu especial atenção da
comunidade internacional, dada a sua importância para a consolidação, o
funcionamento e a preservação de regimes democráticos. Sem a
proteção desse direito, é impossível para os cidadãos conhecer a
verdade, exigir transparência e exercitar plenamente seu direito à
participação política. As autoridades nacionais devem tomar medidas
ativas para garantir o princípio de máxima transparência, atenta à cultura
do segredo que ainda prevalece em muitos países e aumentar a
quantidade de informação divulgada por vias rotineiras.
2. Ao mesmo tempo, o direito de acesso à informação deve ser
submetido a estrito sistema de exceções para proteger interesses
públicos e privados como a segurança nacional e os direitos e a
segurança de terceiros. As leis sobre sigilo devem definir precisamente a
segurança nacional e indicar os critérios a serem observados na
determinação de quais as informações a serem decretadas secretas.
Exceções no livre acesso a informações sobre segurança nacional ou
outros tópicos só devem ser impostas onde haja risco de dano
substancial ao interesse protegido e nos casos de esse dano ser maior
que o superior interesse público de ter acesso assegurado àquela
informação. De acordo com os padrões internacionais, informações
sobre violação de direitos humanos não devem ser consideradas
secretas ou sigilosas.
3. Compete às autoridades públicas e respectivas equipes toda a
responsabilidade por proteger a confidencialidade de informação
legitimamente secreta ou sigilosa sob sua guarda. Outros indivíduos,
inclusive jornalistas, trabalhadores da mídia e representantes da
sociedade civil, que recebam e divulguem informação sigilosa porque
creiam que o fazem em nome do interesse público, não devem ser
submetidos a restrição, a menos que cometam fraude ou outro crime para
obter a informação.
Além disso, “vazadores” nos governos que divulguem informação sobre
violações da lei ou más práticas de que tenham conhecimento nos corpos
públicos, ou relativas a grave ameaça à saúde, à segurança ou ao meio
ambiente, ou sobre violação de direitos humanos ou de lei humanitária,
devem ser protegidos contra sanções legais, administrativas ou
trabalhistas no caso de agirem de boa fé. Qualquer tentativa de impor
sanções ou pena aos que divulguem informação secreta ou sigilosa deve
estar fundamentada em lei existente e em sistemas legais independentes
que ofereçam plena garantia de cumprimento do devido processo legal,
incluído o direito de apelar.
4. Deve ser proibida por lei qualquer interferência direta ou indireta, pelo
governo, assim como qualquer pressão exercida contra qualquer
expressão ou informação transmitida por qualquer meio de comunicação
oral, escrita, artística, visual ou eletrônica, quando a interferência ou a
pressão visar a influenciar o conteúdo. Essa interferência ilegítima inclui
processos legais politicamente motivados contra jornalistas e a mídia
independente, e bloqueamento de websites e domínios na rede por
causas políticas. É inaceitável que funcionários públicos sugiram atos
ilegítimos de represália contra quem difundiu informação secreta.
5. Sistemas de filtragem não controlados pelos usuários – quando
impostos por governo ou provedor comercial de serviços – são formas
de censura prévia e não podem ser justificáveis. Empresas que forneçam
serviços de Internet devem esforçar-se por garantir pleno respeito aos
direitos de seus clientes para usar a internet sem interferência arbitrária.
6. Mecanismos de autorregulação para jornalistas têm desempenhado
função importante para ampliar a consciência sobre como reportar ou
discutir temas complexos e controversos. É necessária responsabilidade
jornalística especial nos casos em que reportem informação obtida de
fontes especiais que possam afetar interesses valiosos como o direito
fundamental à segurança de outras pessoas. Códigos de ética para
jornalistas devem portanto prever uma avaliação do interesse público na
obtenção desse tipo de informação. Esses códigos devem também
oferecer orientação útil para novas formas de comunicação e para
organizações de mídia, que devem adotar voluntariamente as melhores
práticas éticas, para assegurar que a informação oferecida seja acurada,
que seja apresentada de forma equilibrada e que não cause dano
substancial a interesses legalmente protegidos, como os direitos
humanos.
Catalina Botero Marino
Relatora Especial para Liberdade de Expressão
Comissão Interamericana de Direitos Humanos
Frank LaRue
Relator Especial da ONU para a Promoção e Proteção
do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão
marinildac
RELATOR ESPECIAL DA ONU PARA A PROMOÇÃO E PROTEÇÃO
DO DIREITO À LIBERDADE DE OPINIÃO E EXPRESSÃO
COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS
RELATOR ESPECIAL PARA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Declaração conjunta sobre Wikileaks
(Tradução não oficial, para simples leitura)
21 de dezembro de 2010 – À luz dos desenvolvimentos correntes
relacionados à divulgação de telegramas diplomáticos pela organização
Wikileaks, e a publicação de informação contida naqueles telegramas por
organizações de imprensa, o RELATOR ESPECIAL DA ONU PARA A
PROMOÇÃO E PROTEÇÃO DO DIREITO À LIBERDADE DE OPINIÃO
E EXPRESSÃO e a COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS
HUMANOS (IACHR) vêm a público para lembrar alguns princípios da lei
internacional. Os relatores conclamam os Estados e demais atores
relevantes a manter em mente esses princípios, ao responder aos
desenvolvimentos acima referidos.
1. O direito de acesso a informações guardadas por autoridades públicas
é direito humano fundamental sujeito a estrito regime de exceções. O
direito de acesso à informação protege o direito de todas as pessoas
terem acesso a informação pública e saber o que fazem os governos em
nome das populações. É direito que recebeu especial atenção da
comunidade internacional, dada a sua importância para a consolidação, o
funcionamento e a preservação de regimes democráticos. Sem a
proteção desse direito, é impossível para os cidadãos conhecer a
verdade, exigir transparência e exercitar plenamente seu direito à
participação política. As autoridades nacionais devem tomar medidas
ativas para garantir o princípio de máxima transparência, atenta à cultura
do segredo que ainda prevalece em muitos países e aumentar a
quantidade de informação divulgada por vias rotineiras.
2. Ao mesmo tempo, o direito de acesso à informação deve ser
submetido a estrito sistema de exceções para proteger interesses
públicos e privados como a segurança nacional e os direitos e a
segurança de terceiros. As leis sobre sigilo devem definir precisamente a
segurança nacional e indicar os critérios a serem observados na
determinação de quais as informações a serem decretadas secretas.
Exceções no livre acesso a informações sobre segurança nacional ou
outros tópicos só devem ser impostas onde haja risco de dano
substancial ao interesse protegido e nos casos de esse dano ser maior
que o superior interesse público de ter acesso assegurado àquela
informação. De acordo com os padrões internacionais, informações
sobre violação de direitos humanos não devem ser consideradas
secretas ou sigilosas.
3. Compete às autoridades públicas e respectivas equipes toda a
responsabilidade por proteger a confidencialidade de informação
legitimamente secreta ou sigilosa sob sua guarda. Outros indivíduos,
inclusive jornalistas, trabalhadores da mídia e representantes da
sociedade civil, que recebam e divulguem informação sigilosa porque
creiam que o fazem em nome do interesse público, não devem ser
submetidos a restrição, a menos que cometam fraude ou outro crime para
obter a informação.
Além disso, “vazadores” nos governos que divulguem informação sobre
violações da lei ou más práticas de que tenham conhecimento nos corpos
públicos, ou relativas a grave ameaça à saúde, à segurança ou ao meio
ambiente, ou sobre violação de direitos humanos ou de lei humanitária,
devem ser protegidos contra sanções legais, administrativas ou
trabalhistas no caso de agirem de boa fé. Qualquer tentativa de impor
sanções ou pena aos que divulguem informação secreta ou sigilosa deve
estar fundamentada em lei existente e em sistemas legais independentes
que ofereçam plena garantia de cumprimento do devido processo legal,
incluído o direito de apelar.
4. Deve ser proibida por lei qualquer interferência direta ou indireta, pelo
governo, assim como qualquer pressão exercida contra qualquer
expressão ou informação transmitida por qualquer meio de comunicação
oral, escrita, artística, visual ou eletrônica, quando a interferência ou a
pressão visar a influenciar o conteúdo. Essa interferência ilegítima inclui
processos legais politicamente motivados contra jornalistas e a mídia
independente, e bloqueamento de websites e domínios na rede por
causas políticas. É inaceitável que funcionários públicos sugiram atos
ilegítimos de represália contra quem difundiu informação secreta.
5. Sistemas de filtragem não controlados pelos usuários – quando
impostos por governo ou provedor comercial de serviços – são formas
de censura prévia e não podem ser justificáveis. Empresas que forneçam
serviços de Internet devem esforçar-se por garantir pleno respeito aos
direitos de seus clientes para usar a internet sem interferência arbitrária.
6. Mecanismos de autorregulação para jornalistas têm desempenhado
função importante para ampliar a consciência sobre como reportar ou
discutir temas complexos e controversos. É necessária responsabilidade
jornalística especial nos casos em que reportem informação obtida de
fontes especiais que possam afetar interesses valiosos como o direito
fundamental à segurança de outras pessoas. Códigos de ética para
jornalistas devem portanto prever uma avaliação do interesse público na
obtenção desse tipo de informação. Esses códigos devem também
oferecer orientação útil para novas formas de comunicação e para
organizações de mídia, que devem adotar voluntariamente as melhores
práticas éticas, para assegurar que a informação oferecida seja acurada,
que seja apresentada de forma equilibrada e que não cause dano
substancial a interesses legalmente protegidos, como os direitos
humanos.

Catalina Botero Marino
Relatora Especial para Liberdade de Expressão
Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Frank LaRue
Relator Especial da ONU para a Promoção e Proteção
do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão

21 de dez. de 2010

Imagine 672 Mbps no celular


Nokia

 Até há poucos meses, falar em acesso de alta velocidade sem fio, via celular, a 672 megabits por segundo (Mbps), não passaria de ficção. A partir de agora será realidade. A Nokia Siemens Networks, em conjunto com a operadora T-Mobile dos Estados Unidos, está padronizando mais um salto de velocidade da tecnologia denominada Long Term HSPA Evolution – ou seja, Evolução de Longo Prazo do Acesso de Alta Velocidade por Acesso em Pacotes (HSPA é a sigla de High Speed Packetized Access).
A nova tecnologia poderá assegurar grandes benefícios às operadoras e aos seus clientes, com a oferta de velocidades crescentes, que poderão atingir o limite teórico de 672 Mbps, permitindo que as atuais redes 3G alcancem velocidades compatíveis com as futuras redes 4G. Segundo a Nokia Siemens, uma das facilidades da HSPA Evolution será a compatibilidade com os celulares dos padrões WCDMA e HSPA hoje existentes.
As primeiras redes deverão entrar em operação comercial em 2013. Nos últimos anos, a evolução da tecnologia HSPA tem ocorrido em paralelo com a evolução da futura quarta geração (4G), conhecida pelo nome de Long Term Evolution (LTE ou Evolução de Longo Prazo), compatíveis com as tecnologias anteriores (backwards compatible), podendo ser usada com dispositivos (celulares) e circuitos de comutação de voz existentes.
A nova tecnologia Long Term HSPA Evolution permitiu, nos testes de laboratório e de campo, alcançar picos de taxas de dados da ordem de 672 Mbps, aumentando a capacidade das células. A Nokia Siemens já havia demonstrado a operabilidade de taxas de dados superiores a 100 Mbps durante o Mobile World Congress, de Barcelona, no início de 2010.

 Por Ethevaldo Siqueira - Economia e Negócios - OESP - 21.12.2010

6 de dez. de 2010

Ministérios da Cultura e das Comunicações instalam telecentros digitais em bibliotecas públicas

Bibliotecas públicas municipais implantadas e modernizadas pelo MinC entre 2008 e 2009 recebem Telecentros Comunitários doados pelo Ministério das Comunicações.
 
Bibliotecas públicas municipais implantadas e modernizadas pelo Ministério da Cultura entre 2008 e 2009 recebem, nos próximos 60 dias, Telecentros Comunitários doados pelo Ministério das Comunicações. Em um primeiro momento serão contempladas 486 bibliotecas. Em breve será divulgada nova lista de bibliotecas a serem contempladas.
Das 486 bibliotecas contempladas, 286 foram implantadas pelo Programa Mais Cultura entre 2008 e 2009. As outras 200 bibliotecas foram contempladas no Edital Mais Cultura de Modernização de Bibliotecas Públicas Municipais, destinado a cidades com até 20 mil habitantes.

O Telecentro Comunitário é composto por 11 computadores conectados à internet banda larga. O envio dos telecentros digitais faz parte de uma parceria entre os ministérios da Cultura e das Comunicações que já apoiou outras 410 bibliotecas modernizadas pelo Programa Mais Cultura em 2009.
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendada pelo MinC, revelou que apenas 45% dos estabelecimentos possuem computador com internet. E, do total, somente 29% oferecem o serviço ao usuário. “Para nós, do Ministério da Cultura, a biblioteca tem de ser um centro cultural dinâmico, espaço para todos os suportes de leitura”, afirma o diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piúba.
A iniciativa faz parte do programa de inclusão digital do governo federal, que vem realizando um grande esforço para diminuir o número de brasileiros sem acesso à internet. Até o momento foram instalados mais de 7 mil telecentros no país. Carlos Paiva, coordenador-geral de Acompanhamento de Projetos Especiais do Ministério das Comunicações, destaca a parceria dos dois ministérios como exemplo de “otimização das políticas públicas”. Para ele, a instalação dos telecentros nas bibliotecas é “de uma importância sem precedentes, pois possibilita ao leitor geral e ao usuário do local a introdução desta tecnologia”.
Paiva diz que a prioridade do Ministério das Comunicações é o atendimento às bibliotecas do Programa Mais Cultura. Mas, além destas, o ministério cadastrou, em junho, 1.250 bibliotecas, que também serão contempladas.
Desde 2003, o MinC implantou mais de 1,6 mil bibliotecas públicas municipais e estaduais e modernizou outras 1,7 mil em todo o país.


Neila Baldi, SAI/MinC

3 de dez. de 2010

Presidente Lula: Dilma vai priorizar debate sobre a regulação dos meios de comunicação



Os ativistas da comunicação no Brasil devem se preparar para um importante debate que vai ganhar corpo a partir do ano que vem: a mudança na regulação dos meios de comunicação do País. O alerta foi dado pelo presidente Lula nesta quinta-feira (2/12) no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) em entrevista coletiva a oito rádios comunitárias. Segundo informou, o Ministério das Comunicações do governo Dilma Rousseff vai priorizar esse debate, com ampla participação da sociedade, porque a legislação brasileira é ultrapassada e não reflete o mundo altamente tecnológico e conectado à internet que temos hoje. A discussão está na mesa:
O novo Ministério está diante de um novo paradigma de comunicação. Quero alertar vocês porque esse debate vai ser envolvente, tem muita gente contra e muita gente a favor. Certamente, o governo não vai ganhar 100% e quem é contra não vai ganhar 100%. Eu peço que vocês se preparem para esse debate. Se a gente fizer um bom debate conseguiremos encontrar um caminho do meio. Esse será o papel do novo Ministério de Comunicações.
Lula expressou a vontade de se dedicar às discussões a respeito do Marco Regulatório das Comunicações após o fim do mandato, já que, segundo disse, poderá ter um discurso que não podia ter na função de presidente da República. Ele disse que como militante político exercerá um papel centralizador dos debates da sociedade brasileira para politizar a questão do marco regulatório e “resolver a história das telecomunicações de uma vez”. Para isso, ΅é preciso ter força política” e embasamento, para vencer “o monopólio”que existe atualmente nas comunicações.
Na opinião do presidente, é preciso mudar urgentemente o padrão da comunicação brasileira, que não reflete a pluralidade do País e não contribui para a difusão da diversidade cultural. Lula disse que não é mais possível que uma pessoa que mora na região Norte, por exemplo, só tenha acesso à programação de São Paulo e do Rio de Janeiro. Na opinião dele, “sem querer tirar nada de ningúem”, é preciso que se dê a oportunidade para que moradores do Sudeste tenham acesso às informações de todo o País e para que todas as regiões estejam em contato com sua própria cultura.
A democracia tem uma mão para ir e uma para voltar. Por isso é que nós trabalhamos a necessidade que você tenha uma programação regional para uma interação mais forte. Acho que poderemos avancar.
Ouça aqui a íntegra da entrevista:

Durante a entrevista, que durou pouco mais de uma hora, o presidente falou sobre o preconceito que existe na política brasileira que o vitimou “a vida inteira” e que o assustou durante a campanha presidencial. Lula ressaltou, entretanto, que acredita que prevalecerá o bom senso e que está certo de que Dilma Rousseff fará mais e melhor, porque encontrou um País muito mais desenvolvido e com a economia em amplo crescimento.
O que eu vi nessa campanha me assustou. Eu sempre fui vítima de preconceito, carreguei a vida inteira, e o preconceito deixa marcas profundas, quase que incuráveis. Eu não tinha noção de que eles seriam capazes de fazer uma campanha tao preconceituosa quanto fizeram com a Dilma… apenas porque era uma mulher candidata. Mas podem ficar certos de que a Dilma não veio de onde eu vim, mas ela vai para onde eu fui.
Participaram da entrevista com o presidente Lula as rádios Maria Rosa, de Curitibanos (SC); Heliópolis, de São Paulo (SP); Líder Recanto, do Recanto das Emas (DF); Oito de Dezembro, de Vargem Grande Paulista (SP); Santa Luzia, de Santa Luzia (MG); Cidade, de Ouvidor (GO), Fercal, de Sobradinho (DF) e Comunitária Integração, de Santa Cruz do Sul (RS). A entrevista foi transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto e também por diversos outros blogs do País.

Blog do Planalto - 02.12.2010

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25 de nov. de 2010

iReader, para Firefox e Chrome, permite ler sem distrações


Meu recurso preferido do Safari, navegador da Apple, chama-se Leitor.

Funciona assim: se você estiver em uma página que contém um texto --uma reportagem, um artigo, um post de blog etc.--, ele mostra um botãozinho na barra de endereços com a inscrição "Leitor".
Ao clicar nele, a página toda é obscurecida, ocultando eventuais distrações (anúncios, barras laterais, cabeçalhos) e exibindo em destaque apenas o essencial: o texto.
Se você usa o Chrome ou o Firefox, pode ter uma experiência bem parecida com o complemento iReader, que uso diariamente e recomendo.

Por Rafael Capanema - Ddo Blog de Tec -  25.11.2010

Lula a blogueiros: Globo e Serra vão pedir desculpas ?

O Conversa Afiada publica vídeo com a entrevista completa que Lula concedeu a blogueiros:

 


18 de nov. de 2010

DEM quer impedir que Telebrás explore serviço de banda larga. Eram eles e os tucanos que queriam governar o Brasil.

Serra bate martelo na privatização da Telebrás
 
Do portal vermelho - 15.11.2010

O DEM quer impedir que o governo federal execute o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) por meio da empresa estatal Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás). O partido ajuizou nesta quinta-feira (15), no Supremo Tribunal Federal (STF), ação em que contesta o propósito do Poder Executivo de implementar diretamente os serviços de telecomunicações. O PNBL é avaliado como grande incentivo a favor da inclusão digital.

Na ação, o partido pede, em caráter liminar, até o julgamento de mérito da ação, a suspensão da eficácia dos artigos da Lei que criou a Telebrás e dos artigos do Decreto editado pelo presidente Lula em 12 de maio último que ampliou os poderes da empresa para implementar o PNBL.

O PNBL é visto por especialistas do setor como o maior incentivo que já se promoveu no Brasil a favor da inclusão digital. Passados mais de 10 anos da privatização da telefonia no país, o acesso à internet rápida ainda é um privilégio. O alto custo da banda larga é um dos fatores para o atraso brasileiro.

Dos 58 milhões de domicílios existentes no Brasil, 79% não tem acesso à internet (46 milhões), segundo Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) de 2008, do IBGE. O gasto médio com internet rápida representa 4,58% da renda mensal per capita no Brasil enquanto nos países desenvolvidos, essa mesma relação fica em torno de 0,5%, ou seja, o brasileiro gasta proporcionalmente quase dez vezes mais para ter acesso à internet rápida.

Ou seja, em pleno século 21, o principal fluxo de informações e conhecimentos à disposição da humanidade está, no Brasil, fora do alcance da grande maioria da população. Daí a importância dos investimentos governamentais no setor, já que está mais do que provado que a iniciativa privada não tem interesse em investir na inclusão digital.

Em defesa do mercado

O DEM, que defende a iniciativa privada, sustenta que os dispositivos impugnados ofendem os princípios gerais da ordem econômica, fundada nos valores da livre iniciativa, da livre concorrência e da conformação legal da participação do Estado na economia.

O DEM alega que a Emenda Constitucional de 1995, do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “aboliu a exigência de que a exploração de serviços telefônicos, telegráficos, de transmissão de dados e demais serviços públicos de telecomunicações se desse diretamente pela União, ou mediante concessão a empresas sob controle acionário estatal”.

O Democratas lembra ainda a Lei de 1997, também da era FHC, que estabeleceu o marco regulatório da prestação de serviços de telecomunicações em dois regimes jurídicos: um público, em que insere obrigatoriamente o serviço telefônico fixo destinado ao uso do público em geral, prestado mediante concessão ou permissão, com obrigações de universalização e de continuidade; e um privado, prestado após obtenção de autorização.

Foi essa mesma lei que autorizou o Poder Executivo a proceder à privatização da Telebrás e de suas subsidiárias, retirando o Estado da posição de prestador de serviços de telecomunicações. Em 1998, na esteira do processo neoliberal de privatização, foi editado o decreto 2.546 que serviu de base para a posterior desestatização do setor.

Assim, conforme o DEM, o setor de telecomunicações no Brasil “encontra-se desenhado para que empresas privadas realizem, sob regulação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a prestação dos serviços em regime público ou privado, sempre mediante uma das formas de delegação previstas, como a concessão, a permissão ou a autorização”. E, sustenta, a presença da Telebrás é incompatível com esse regime, “desenhado para instrumentar um mercado regulado e competitivo”.

De Brasília

Com informações do STF

12 de nov. de 2010

Santanna: Teles gastam mais com advogados do que engenheiros

 Por Luis Oswaldo Grossmam - Conversão Digital - 12.11.2010
 
O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, considerou “surreal” o ataque das concessionárias de telefonia à estatal, materializado na ação contra o uso das fibras ópticas públicas e a dispensa de licitação para que a empresa preste serviço de rede para a administração federal.

“Achamos muito estranho, até surreal, que uma associação de concessionárias de serviço público resolva acionar quem lhe concede por estar fazendo algo que tem o direito de fazer. É como se para construir uma nova estrada o governo tivesse que fazer uma assembléia com as concessionárias de pedágio”, disparou Santanna. Para ele, as empresas “investem mais no departamento jurídico que no de engenharia”.

As teles, através de ação movida pelo Sinditelebrasil, questionam a exclusividade da Telebrás no uso de fibras da Eletrobrás e da Petrobras. Também querem impedir que a estatal seja contratada sem licitação para implantar as redes privativas de comunicação da administração pública.

Para Santanna, o argumento das empresas, de que a preferência à Telebrás contraria a Lei de Licitações, não procede. “Demonstra um certo desconhecimento da Lei 8.666, que diz claramente que no caso de empresas criadas antes da vigência daquela lei, portanto antes de 1993, o Estado poderá contratar sem licitação”, afirma. “Não é admissível que as concessionárias pressionem o governo”, disse o presidente da Telebrás, em entrevista à CDTV do portal Convergência Digital.

Ele também entende que na questão das redes privativas da administração, a eventual substituição de contratos representará somente uma parcela dos cerca de R$ 600 milhões gastos por ano em serviços do governo com as teles. “São contratos muito inferiores ao que já foi divulgado, com valores de até R$ 20 bilhões. Portanto só posso creditar a preocupação com o grande sobrepreço que é praticado no resto do Brasil”, avalia.


9 de nov. de 2010

Mais de 14 milhões terão acesso a banda larga até fim do ano

Até o final do ano, 100 cidades brasileiras vão ter acesso à internet por meio de banda larga, beneficiando mais de 14 milhões de pessoas. A informação é da Telebrás. O leilão para contratação de equipamentos e serviços do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) foi aberto no último dia 29 e teve o resultado divulgado na última sexta-feira (5).

A empresa Padtec, única brasileira na disputa, foi a vencedora. Com isso, caberá à empresa iluminar as fibras ópticas já instaladas em diversas regiões do País para possibilitar a transmissão de dados, visando a implantação da internet de banda larga. A Padtec vai oferecer soluções baseadas na tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) para compor a rede nacional de telecomunicações da Telebrás.

Segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santana, a meta do PNBL é garantir Internet em alta velocidade e baixo preço a mais de 40 milhões de pessoas até 2014, com planos de até R$ 35 e velocidade mínima de 512 Kbps. Hoje, há no País cerca de 12 milhões de usuários de banda larga.

A escolha das primeiras localidades levou em consideração critérios como distância da linha de fibras ópticas (até 50km), Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a proporção de acessos no município.

Santana anunciou que haverá mais dois leilões neste mês. O pregão para a aquisição de programas de computador (softwares) e serviços será em 19 de novembro e o leilão para contratar enlaces de rádio digital para distribuir o sinal até a sede dos municípios contemplados pelo PNBL está marcado para 22 de novembro.

O leilão da Telebrás atende às regras da Medida Provisória 495, de 2010, que dá preferência às empresas que têm fábrica no País.

Fonte: Boletim Em Questão


Do Portal Vermelho