18 de nov de 2010

Versão paulista do Enem também teve gabaritos trocados

Pau que bate em Francisco também bate em Chico e pau que bate no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) do governo federal também tem de bater no Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) do governo demotucano.

Na noite de quarta-feira, dia 17, o secretário estadual da Educação, Paulo Renato de Souza (PSDB/SP), desdenhava do Ministério da Educação, querendo jactar-se de uma inexistente maior competência demo-tucana:

– Vamos mostrar que é possível aplicar uma grande prova sem ter problemas. No Saresp, são 26 cadernos de provas diferentes e não tivemos problemas. No Enem, são só quatro cadernos e deu no que deu. Ficou provado que não é possível realizar um vestibular nacional sem erros.

Hoje o tucano do bico grande teve de engolir suas palavras. A diretoria regional da cidade de Assis recebeu gabaritos de respostas trocados, incompatíveis com o caderno de perguntas.

A Secretaria de Educação atribuiu o erro à Vunesp, empresa de processos seletivos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que foi responsável pela prova.

Secretário Paulo Renato e Serra (direita)
Política de arrocho salarial e “gorjeta”
O Saresp é uma versão paulista do Enem. As diferenças é que o Saresp avalia o ensino funda-mental (além do médio) e só é usado para avaliar as escolas, não servindo ao aluno como complemento/alternativa ao vestibular. Os resultados são computados em um índice, onde os professores e demais funcionários das escolas mais bem avaliadas recebem uma “gorjeta” no salário, como forma de cala-boca, que o governo demotucano chama de bônus ou gratificação.

O problema da política de bônus paulista é que, em vez de premiar professores, na prática, castiga 80% do professorado, deixando-os sem reposição salarial, e apenas uma minoria de 20% recebe uma “gorjeta”, como se fosse um “prêmio”, mas que não é mais do que uma obrigação que deveria ser estendida para todos, de forma a aproximar de uma reposição salarial.

Em 2009, extravio de provas e fraude
Na prova do ano passado, houve denúncias de fraude e pacotes com provas chegaram com exemplares a menos em alguns colégios. A suspeita é que cadernos tenham sido extraviados e divulgados antes do teste.

Na escola Benedito Aparecido Tavares, em Franco da Rocha (Grande São Paulo), houve a denúncia de que professores passaram cola aos alunos para ganharem o bônus.

A gestão José Serra (PSDB) disse que os problemas “eram pontuais” e que, onde houvesse comprovação de fraude, o resultado da unidade seria anulado e passaria a valer a média da região para o pagamento de bônus. Não se falou em refazer a prova e com o tempo, e a complacência da imprensa paulista para não atrapalhar a eleição de Serra e Alckmin, caiu tudo no esquecimento, bem diferente do sensacionalismo que fazem com o Enem, por muito menos.

Via  Os amigos do presidente Lula

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