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7 de abr. de 2015

Governo assegura manutenção de contratos firmados com o Fies


Estudantes têm até 30 de abril para fazer novas inscrições e aditamentos em contratos já existentes. Desde 2010, Fies beneficiou 1,9 mi de alunos

1 de jun. de 2012

Bolsas de estudo no Senac

Programa Senac de Gratuidade

Divulgação
Nos seus mais de 60 anos de trabalho voltado à educação profissional e ao setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o Senac São Paulo já demonstrou a sua capacidade de se adaptar às mudanças necessárias para o crescimento do país. E mais uma vez a instituição foi chamada a colaborar aderindo ao Programa Senac de Gratuidade (PSG).

11 de mai. de 2012

USP Leste investirá R$ 96 milhões até 2014 em novos equipamentos e serviços

Imagem: Jorge Murata
O jornal Estadão divulgou matéria nesta quarta-feira (09) matéria sobre investimento que a USP Leste fará para reforçar a infraestrutura da universidade. O deputado estadual Simão Pedro teve papel importante neste assunto. Ações do seu mandato e de lideranças da sociedade civil da zona leste tiveram papel importante para retomada do projeto original da USP leste.

12 de abr. de 2012

Aluno com renda familiar superior a 20 mínimos não pode mais contratar Fies


Foto: tribuna da região

Teto foi estabelecido pelo Ministério da Educação e vale a partir desta quinta-feira


A partir desta quinta-feira, 12, apenas os universitários com renda familiar de até 20 salários mínimos (R$ 12.440,00) poderão solicitar crédito do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Antes, qualquer estudante poderia se candidatar ao programa, e o financiamento era concedido levando em consideração a porcentagem que a mensalidade da instituição significava no orçamento familiar. As novas regras foram definidas em portaria publicada no Diário Oficial da União.

18 de mar. de 2012

Governo oferece 5.800 bolsas para graduação e pós em diversos países

Imagem: Ag. Br/09.06.11 - Ex-Ministro Fernando Haddad e Mercadante (como ex-Ministro da Ciência e Tecnologia),   atual Ministro da Educação

As inscrições começam na quarta-feira, 21, e vão até 30 de abril. 

O Programa Ciência sem Fronteiras abre inscrição na próxima semana para estudantes de graduação nas áreas de ciência e de tecnologia interessados em estudar no exterior. São 5.800 bolsas, distribuídas em universidades da Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Holanda e Portugal. A bolsa pode chegar a até 12 meses de estudos, que serão depois aproveitados pela universidade brasileira de origem do estudante. Para esses países, há possibilidade de cursos de pós-graduação e graduação sanduíche.

18 de ago. de 2011

Dilma anuncia 1,2 milhão de vagas nas universidades federais

A presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo tem como meta alcançar 1,2 milhão de matrículas em universidade federais até 2014. Foi anunciada, neste mês, a criação de quatro unidades em estados do Norte e do Nordeste. Com a expansão, a rede federal passa a contar com 63 universidades.



No programa semanal Café com a Presidente, Dilma avaliou o anúncio como um passo importante na terceira fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação, formada por universidades federais e também por Institutos Federais de Educação Profissional, Ciência e Tecnologia (Ifets).

“Estamos criando condições para formar engenheiros, médicos, agrônomos, professores, dentistas e técnicos das mais diversas especializações, em municípios dos mais diferentes tamanhos, em todas as regiões”, afirmou a presidente.

Dilma lembrou que cidades com mais de 50 mil habitantes foram priorizadas na escolha dos locais para as universidades. Segundo ela, tratam-se de microrregiões onde não existiam unidades da rede federal, sobretudo no interior do país. Também foram considerados municípios com elevado percentual de pobreza e com mais de 80 mil habitantes, mas onde as prefeituras têm dificuldade de investir em educação.

“Antes, para realizar o sonho de ter uma profissão, o jovem tinha que sair de casa, viajar para estudar na capital ou nos grandes centros urbanos. Agora, o ensino universitário, o ensino tecnológico está indo onde o cidadão mora ou nas suas vizinhanças”, explicou.

Para Dilma, um salto na educação brasileira pode contribuir para o enfrentamento da crise econômica que atinge países da União Europeia e Estados Unidos.

“Temos que ter consciência de que estamos vivendo uma situação mundial de muitas turbulências lá fora. Estamos preparados para atravessar esse momento de instabilidade econômica mundial, mas não podemos descuidar. Temos que enfrentar os desafios de hoje sem tirar os olhos do amanhã.”
 
Fonte: Agência Brasil

28 de jan. de 2011

PROUNI RECEBE MAIS DE 1 MILHÃO DE INSCRIÇÕES E BATE RECORDE


O MEC (Ministério da Educação) informou nesta quarta-feira que foram registradas 1.048.631 inscrições para o ProUni (Programa Universidade para Todos) até a noite de ontem, quando foi encerrado o prazo para concorrer a uma das bolsas oferecidas.
 
Com isso, o processo deste ano é o com maior número de candidatos da história. Criado em 2004, pelo governo Lula a maior marca registrada pelo programa tinha ocorrido em 2010, quando foram recebidas 822 mil inscrições. O resultado em primeira chamada será divulgado na sexta-feira (28) no site do programa.
 
No dia 11 de fevereiro, será divulgada a lista dos pré-selecionados em segunda chamada, com prazo de comprovação de documentos até 17 de fevereiro.
 
Nesta edição estão sendo oferecidas 123.170 bolsas de estudo em 1.500 instituições privadas de ensino superior. Do total, 80.520 são integrais e 42.650 parciais, que custeiam 50% da mensalidade.
 
As bolsas integrais são destinadas aos alunos com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio. Já as bolsas parciais são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita é de até três salários mínimos.
 
Caso ainda haja bolsas disponíveis, o Ministério da Educação abrirá um novo período de inscrições entre os dias 21 e 24 de fevereiro, com divulgação da primeira lista de pré-selecionados em 27 de fevereiro. Quem já tiver conseguido uma bolsa na primeira etapa de inscrições não poderá participar da disputa.

Por Helena - Os amigos do Lula - 28.01.2011

22 de dez. de 2010

As quedas da Universidade de São Paulo

 
O NaMaria News reproduz, solenemente, matéria de Conceição Lemes, do Viomundo (em 20/12/2010).
 
Depois, há umas colocações complementares de nossa própria lavra.

Há tempos se ouvem rumores de que a qualidade de ensino das universidades estaduais paulistas está em queda. A Science Magazine, de 2 de dezembro, aumentou a suspeita. Na reportagem de seis páginas dedicada à ciência brasileira — foi a principal da edição — a Universidade de São Paulo (USP), apesar de ter grande produção científica, não teve nenhuma pesquisa destacada.

A reportagem começou e terminou por Natal (RN). Mais precisamente no município Macaíba, que sedia o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra, mais conhecido como Centro do Cérebro, implantado pelos neurocientistas Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro.

A reportagem destacou também, entre outras, as pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Petrobras e da Amazônia.

A mídia brasileira, exceto o Correio Brasiliense [leia aqui], ignorou solenemente a edição 331 da Science, que foi festejada no exterior por cientistas que torcem pelo sucesso do Brasil. Pudera. A Science é a mais prestigiosa revista de ciência do mundo, ao lado da Nature, inglesa.

Por que essa conduta, afinal a reportagem da Science foi um gol de placa da ciência brasileira?

Como o feito merecia supercobertura da mídia nativa, só restam hipóteses para o descaso com que tratou a façanha. Mesquinhez? Incompetência? Miopia jornalística? O fato de um projeto inovador de ciência estar brotando no Nordeste e não no Sul do Brasil? Façam as suas apostas.

Pior fez a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo — Fapesp. Proibiu a sua agência de divulgar a proeza brasileira na Science. Inveja pela USP não ter sido destacada? Bancar avestruz como se não houvesse ciência de ponta sendo feita no Brasil além de São Paulo?

Mas nada como um dia após o outro. A verdade aparece. Documento obtido pelo Viomundo (está abaixo) mostra que o processo de declínio na qualidade da USP é mais intenso do que até os próprios críticos da USP no mundo acadêmico imaginavam.

O documento em questão é um relatório de avaliação institucional feito pela equipe do reitor da USP, professor João Grandino Rodas, assinado pelo vice-reitor e pelos pró-reitores e enviado por e-mail a todos os docentes e funcionários.

"A antiga reitora, Suely Vilela, instituiu um prêmio de excelência acadêmica, que, na prática, é um bônus em dinheiro para a comunidade da USP", explica-nos um funcionário da universidade. "Só que este ano não foi concedido. A explicação está na insuspeita confissão da equipe do professor Rodas, demonstrando que, na atual gestão, a USP perdeu várias posições no ranking acadêmico. É o resultado da implantação dos métodos da gestão tucana na Universidade."

O e-mail enviado aos professores está abaixo. Atente. Nos diversos ranqueamentos acadêmicos de universidades importantes no mundo, a USP perdeu posições em todos, exceto no ranking HEEACT, de Taiwan. No WEBOMETRICS, a USP caiu da posição 38ª, no segundo semestre de 2009, para 122ª, no segundo semestre de 2010. Ou seja, rodou 84 posições escada abaixo.


(clique na imagem para ampliá-la)


PÉSSIMA NOTÍCIA PARA O RODAS: UNIVERSIDADE DO MÉXICO SUPERA A USP

Webometrics, como já dissemos, é um dos ranqueamentos acadêmicos de universidades no mundo. Se considerarmos apenas a América Latina, a USP está em segundo lugar. A primeira em qualidade é a Universidade Nacional Autônoma do México.


(clique na imagem para ampliá-la)
Inegavelmente, uma péssima notícia para o reitor João Grandino Rodas, ex-diretor da Faculdade de Direito da USP, o segundo colocado da lista tríplice apresentada pelo Conselho Universitário ao então governador José Serra (PSBD). Mesmo sendo o segundo, ele foi escolhido como reitor.

O professor Rodas segue à risca a filosofia do PSDB. Com avaliação institucional, a USP deixou de pagar o bônus aos professores e funcionários e ainda os chamou de incompetentes.

O professor Rodas adota também a cartilha tucana de administração, pautada pela ausência de diálogo com a comunidade acadêmica e os funcionários.

Um de seus últimos atos de 2010 foi processar 24 alunos por militância política, o que tem motivado protestos na USP, como o Ato contra a Criminalização da Política e a recente moção da Congregação da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas.

Será que a USP ainda tem jeito? Será que vai reverter esse quadro desalentador?

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PS: por NMN
O PSBD e a revolucionária metodologia pedagógica do CRÉU NELES

O Webometrics, como disse a Conceição Lemes, é um dos ranqueadores mundiais do ensino universitário, nele pode-se também ver o ranque mundial de 12 mil universidades. Na carta ilustrada acima (originalmente pode ser vista aqui), são citados outros indicadores que você pode percorrer e analisar algumas conjunturas da queda livre em que a USP está metida:
  • Academic Ranking of World Universities (ARWU) - Ranking Shangai
    • Aspectos interessantes. Ao buscar "Brazil", obtemos 4 resultados:


    • O primeiro deles refere-se à UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, de onde o futuro governador Geraldo Alckmin (PSDB) retirou o então reitor (campus Guaratinguetá) e futuro secretário de Educação do Estado de São Paulo, Sr. Herman Jacobus Cornelis Voorwald, engenheiro mecânico. A situação da UNESP não é das melhores no mundo, consta entre os lugares 301-400, porém melhorou em relação a 2009, quando estava entre 402-501. Entretanto, ainda atrás das Universidades Federais de Minas Gerais e Rio de Janeiro em alguns critérios. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul está entre as posições 401-500 do mundo. Caso queira ver os dados ARWU de 2009, entre aqui.

  • Higher Education Evaluation and Accreditation Council of Taiwan - HEEACT
    • No release de 15/setembro/2010 (abre em doc. Word), dizem na página 2:

      Among the North & Latin American universities of the 2010 top 100, the leading universities of each country are: USA’s Harvard University (1st), Canada’s University of Toronto (9th), and Brazil’s University of São Paulo (74th). In Asia/Pacific region, the leaders are: Japan’s University of Tokyo (14th), Australia’s University of Melbourne (43rd), South Korea’s Seoul National University (67th), and Singapore’s National University of Singapore (84th)
      .

    • Para confirmar os dados acima, basta entrar em 2010 Performance Ranking of Scientific Papers for World Universities, e escolher Top 100, por exemplo.
    • Além da USP na 74ª posição do mundo e 47ª nas Américas (com nota de 22.74), vê-se através do ranque Norte e América Latina a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na 419ª do mundo e 167ª regional; Rio de Janeiro na 341ª colocação e 144ª na regional. A Universidade Estadual de Campinas (SP) está na 345ª casa (146ª regional). Depois a UNESP ocupando a 424ª colocação, sendo 170ª na regional. A Universidade Federal de Minas Gerais está na 475ª (188ª regional), seguida pela Universidade Federal de São Paulo, na 483ª (189ª regional).
    • Estas são as posições das sete melhores universidades no Brasil, pelo HEEACT


    • Como são gente fina, nos dão graciosamente uma lista de links de instituiçõesnão consta qualquer uma no Brasil. (A Avalia, do Sr. Paulo Renato Costa Souza (futuro ex-secretário da Educação de SP para 2011, ainda não chegou lá.)
      que avaliam o ensino universitário pelo mundo - onde
  • Times Higher Education Supplement (THE World University Ranking)
    • O Brasil não aparece na lista das universidades Top 200 de 2010, em 2009 idem. Para nos confirmar na posição de número 232, é necessário baixar o APP para IPhone e ver as Top 400.
    • Há, entretanto, uma análise das universidades sul-americanas, incluindo brasileiras como a USP, UNICAMP (Campinas): The goals will come, de 16/setembro/2010, por Phil Baty. Diz ele, primeiro mordendo e depois soprando, que

      Unlike their football teams, South America's universities have not made a global splash. But Brazil looks likely to score some big successes soon.The continent of South America does not have a single institution in the Times Higher Education list of the world’s 200 top universities. And those institutions most likely to break into the elite list, according to one expert, are hampered by a number of obstacles in their climb to the top. (...)

      It is in the life sciences that Brazil is most impressive. Between 2003 and 2007, the country published about 85,000 papers, which accounted for 1.83 per cent of all the papers published in journals indexed by Thomson Reuters.
      But Brazil accounts for almost 19 per cent of the global share of research papers in tropical medicine, and more than 12 per cent of those in parasitology.

      In its report, Thomson Reuters warns: “Brazil is an increasingly important and competitive research economy. Its research workforce capacity and R & D investment are expanding rapidly, offering many new possibilities in a rapidly diversifying research portfolio. Brazil’s profile, improving excellence, size and interface with the rest of the international research base make it an essential partner in any future international research portfolio.

Conceição Lemes nos relembra o jeitinho tucano da meritocracia - que poderia ser realmente proveitosa, não fosse o método Créu Neles, que a transforma em punição e desonra. Tal inovadora metodologia pedago-científica consiste em primeiro fazer promessas para calar ânimos exaltados devido a tantos maus tratos profissionais de anos e anos. Professores universitários insatisfeitos, depois de muitas idas e vindas negociadoras (e pacíficas), acreditaram que um bônus lhes seria dado, não um aumento efetivo, se acalmaram. Chegou a época do pagamento e cadê a promessa cumprida? A reitoria manda a cartinha acima e dá um baita créu neles: são ineptos, não cumpriram metas internacionais, vagabundearam e, portanto, não merecem nada. Assim é fácil. A comunidade acadêmica vai ficar quietinha, concordando? Então.

Bem que poderiam criar um tipo de Saresp só para as universidades paulistas, especialmente a USP, a ser aplicado como nas escolas públicas de ensino médio e fundamental. Assim, os melhores receberiam altos bônus, se esforçariam para melhorar as aulas e tudo mais de excelente que sabemos acontecer com os participantes do Saresp. Paulo Renato comeu bola?

Luz no fim do túnel?

O pessoal otimista da USP e alhures pode e vai responder a pergunta do Viomundo "há salvação?" com um grande sim. Principalmente se eles se prenderem ao que nos mostra o Webometrics em Country Scoreboard.
Não seria justo, então, pagar o bônus prometido ao pessoal?

Ali, depois de cálculos refinados (QS SAFE National System), chega-se à conclusão de que o Brasil ocupa a décima posição mundial.

Quer dizer, dos países que têm universidades entre as primeiras 500 colocadas, o nosso Brasil fica bem na fita. Tão bem que está acima do Japão, Itália, França, China, Chile, Argentina, Índia etc., só perde para países como Estados Unidos (primeiro em todos os ranques), Alemanha, Reino Unido, Canadá, Espanha Austrália, Suécia, Holanda e Suíça. (Em análises de outras organizações, contudo, estamos em posições de maior desvantagem.)

Mais é menos

Tudo isso nos faz pensar na proliferação pesada das universidades no Brasil, graças aos hercúleos esforços do então ministro Paulo Renato, no MEC - governo Fernando Henrique Cardoso -, a fim de levar educação a quem fosse, mas deixando a qualidade em planos secundários.

Nosso próximo passo será analisar as universidades, sobretudo as privadas, começando pelas paulistas, e localizá-las nos ranques mundial e nacional, quando possível.

Logo de cara, pelo mesmo Webometrics, sabe-se que aqui há 1.494 instituições catalogadas por eles. No Top 100 Brasil, o Centro Universitário Nove de Julho (UNINOVE) é a última colocada, sendo que no mundo está na 3.628ª posição. O mote da campanha publicitária deles não poderia ser o que é - ela não é "dez", é menos cem.

Imagine as outras universidades que se multiplicaram por aí.
Imagine a fábrica de dinheiro em nome da "educação para todos".
Imagine as relações e interesses político-pessoais pelo caminho.
Imagine a qualidade profissional no mercado de trabalho.
Imagine que tudo isso poderia ser diferente.
Mas essa será outra história.

PS² - Só mais uma pergunta. Na carta temos isto:
III. – No que toca ao indicador – Avaliação e cumprimento dos planos de metas – Comissão Permanente de Avaliação – CPA
A CPA não dispõe de indicadores que possam ser utilizados para uma avaliação anual.
Então para qual finalidade serve uma Comissão Permanente de Avaliação?


Ler mais: http://namarianews.blogspot.com/2010/12/as-quedas-da-universidade-de-sao-paulo.html#ixzz18uUEXOcI

4 de dez. de 2010

O TRABALHO DE FERNANDO HADDAD



Por Stanley Burburinho 
Sobre o Haddad tenho algumas informações:   
O Método TRI: "ONU: metodologia aplicada no ENEM garante isonomia mesmo que prova seja reaplicada" - http://migre.me/2anXJ 
Em 2004, o Enem foi aplicado na Febem pela primeira vez - http://migre.me/27jKd
Haddad de 2007 a 2010, em todo o país, já fechou 20 mil vagas em cursos de Direito com avaliação ruim. Barões da educação perderam milhões. Haddad na educação superior à distância, de 2008 a 2010, fechou 3.800 pólos de apoio presenciais inadequados e suspendeu 20 mil vagas. A educação superior à distância é a mina de ouro para os barões por causa escala: baixo custo e possibilidade de aumentar nº de alunos sem precisar de grande infra-estrutura.
Os barões não se conformam com regulação na educação à distância. Eles pensavam que o Haddad não mexeria nisso.
Na gestão Haddad implantou-se o mais profícuo projeto de EAD público da história, a Universidade Aberta do Brasil (UAB)
Meta de Haddad é 50% com ensino superior nos próximos anos. Educação reduz a manipulação pela velha imprensa. 
Os barões não perdoam o Haddad por isto: "MEC mostra problemas no ensino a distância" -http://youtu.be/E-ByqHDeWK4 
Haddad revogou a DRU (Desvinculação das Receitas da União), criada por FHC e Paulo Renato, que surrupiou, desde 95, 10 bilhões da educação por ano. 
Haddad criou o FUNDEB. Fundo que financia não só a educação fundamental como no tempo do Paulo Renato, mas também à educação infantil e educação média. 
Todos os relatórios de organizações internacionais mostram que o Brasil avançou muito nesta década em educação. Isso incomoda. 
Nunca houve tantos concursos para professores das universidades federais, graças à expansão do REUNI. 
Haddad criou o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) que permite a regulação do setor. O SINAES permite fechar cursos. Sistema privado odeia o SINAES.  
Haddad fechou cursos à distância da Unicid por falta de qualidade. Deputados não gostaram. Unicid contribui PARA campanhas.  
Haddad foi o mentor do PROUNI. Foi idéia dele com a esposa quando ele ainda era Secretário Executivo (Vice) do Tarso Genro. 
Em 2002, as receitas brutas da maior empresa de bebidas do Brasil (AMBEV), e da 2º mineradora do mundo (VALE), estavam pouco abaixo das receitas obtidas no setor de educação privada. 
Em 2002, as quatro maiores empresas de transporte aéreo juntas, na época, (VARIG, TAM, GOL, VASP), tiveram receita bruta inferior à receita do setor privado de educação superior. 
Na era FHC, Paulo Renato causou atraso de uma década na educação, diz deputado -http://migre.me/25NeO 
Paulo Renato distorceu a Lei Darcy Ribeiro. Confundiu "progressão continuada" com "formação de analfabetos" 
Em 1995, FHC assume e cria a "aprovação automática". Menos repetentes, mais vagas sem gastar nada. 
Sessenta países membros da OCDE submetem os estudantes ao ENEM – lá conhecido como teste PISA. 
Na gestão Haddad, o FIES passou a dispensar fiador. E, se o aluno cursar Medicina ou se tornar professor de escola pública não paga o financiamento – o Estado paga tudo -http://migre.me/26s39 
Para o ano que vem, o Haddad estabeleceu que o ENEM também será critério para receber financiamento do FIES- http://migre.me/24vxA 
Institutos federais também usam o ENEM. Previsão de 83 mil vagas públicas para este ano. 
Com avaliação mais rigorosa, Haddad fechou milhares de vagas de faculdades particulares. Faculdades particulares odeiam o Haddad. 
Haddad fez o IDEB que deu transpararência à avaliação da educação básica. Cada município tem IDEB. Tem prefeito que odeia Haddad por conta dessa transparência. 
Haddad fechou cursos à distância da universidade Castello Branco por falta de qualidade. 
Um dos mais recentes embates de Haddad, contra a mercantilização da educação, foi com o todo poderoso Di Genio, do Objetivo. 
Haddad criou a universidade aberta do Brasil com mais de 200 mil alunos estudando graduação à distância de graça  
Haddad foi quem começou a distribuição de livros didáticos para o ensino médio em 2005. Antes era só para o ensino fundamental 
Haddad criou 214 escolas técnicas e as transformou em institutos federais com cursos de graduação e pós-graduação. Especialmente licenciaturas para formar professores. 
Haddad aumentou o orçamento do MEC de 19 bilhões para 70 bilhões em 2011. 
Haddad estendeu o ensino obrigatório para nove anos e agora é obrigatório dos quatro aos dezessete anos. Emenda Constitucional. 
Haddad criou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) com compromisso de metas de qualidade até 2022, firmado por todos os prefeitos e governadores do Brasil. Acordo histórico. 
Haddad melhorou o IDEB do Brasil de 3.8 para 4.6 em quatro anos. Objetivo é chegar a seis em 2022 (média dos países da OCDE: mais ricos). 
Haddad mais que dobrou o nº de vagas de ingresso nas universidades federais. De 113 mil para 270 mil.  
Em 2009, número de novos alunos aumentou 17% em relação a 2008. E os formandos até 2008 são reflexos dos ingressos nas Federais até 2002. 
A aprovação automática do Paulo Renato inflou índices na Educação Básica, esvaziou salas e dispensou novos investimentos. 
Análise do Fernando Rodrigues da Folha de São Paulo: “Após Enem, chance de Haddad ficar no governo Dilma é quase zero” - http://migre.me/27HdT
OBS: O Haddad não ficará como Ministro da Educação nos próximos quatro anos do governo da Dilma porque em 2013 ele será o Prefeito de São Paulo
A quinta, aumento e melhoria da gestão do investimento em educação.

30 de nov. de 2010

Fuvest 2011


28/11 - Candidatos fazem a prova da primeira fase do vestibular 2011 da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de São Paulo (USP). Nesta edição mais de 130 mil inscritos concorrem a 10.652 vagas na USP e 100 na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. 


Texto e imagem: MSN notícias - 29.11.2010

26 de nov. de 2010

Comissão Especial aprova Estatuto da Juventude

A Comissão Especial de Juventude aprovou terça-feira (23), o Estatuto da Juventude.

Projeto de Lei 4529/04 além de criar o Estatuto da Juventude, regulando os direitos específicos dos jovens e estabelecendo diretrizes para elaboração de políticas de juventude, cria também a Rede e o Sistema Nacionais de Juventude.

Na Câmara, a deputada Manuela D’ávila (PCdoB/RS), relatora do PL, comemorou a aprovação e ressaltou que a aprovação do texto é resultado de um “grande esforço para incluir todas as sugestões dos parlamentares e das entidades representativas dos jovens”, com o objetivo de criar um marco legal na área.

Em seu relatório Manuela destaca que o PL tem origem no debate com jovens, gestores públicos e especialistas nas questões de juventude em todo o país.  “Este Projeto é fruto do conhecimento produzido pelos coletivos de jovens ao longo dos últimos 20 anos, incluindo as últimas conferências de juventude, a participação da sociedade pelo Portal e-Democracia da Câmara dos Deputados e os recentes trabalhos de audiências públicas desta Comissão nesta Casa e nos Estados”, escreve a parlamentar.

Agora o Projeto de Lei segue para votação em plenário. Danilo Moreira, presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), comemorou a aprovação. “É mais um passo na constituição dos marcos legais para a juventude. Será importante também porque teremos um texto base para ser discutido e aprovado na 2ª Conferência Nacional de Juventude, que acontecerá no primeiro semestre do ano que vem”, argumenta.

Para Marcela Rodrigues, coordenadora da Comissão de Parlamento do Conjuve, este foi um ano de vitórias. “Aprovamos a PEC da Juventude e agora conseguimos a primeira aprovação do Estatuto da Juventude”, explica Marcela, “agora precisamos da mobilização da juventude brasileira para seguir cobrando dos parlamentares a aprovação da matéria em plenário”, conclui.

Por Ana Cristina Santos - JPT Mauá - 26.11.2010

24 de nov. de 2010

Marcelo Tas cala a boca é pouco !

Tas o que foi que você não entendeu ? 

    Sempre fui muito cortês e educado com qualquer "serrista" que já existiu na face da Terra. Mas hoje o cidadão Marcelo Tas foi demais. 
Hoje tínhamos uma entrevista que seria concedida aos blogueiros progressistas, a pedido dos próprios blogueiros. É claro que nessa entrevista não estariam os "limpinhos" Não era um debate , ERA UMA EXCLUSIVA! Deu pra entender ?
   Cansamos de ser massacrados pela velha imprensa, de ter notícias distorcidas, de ver a realidade contaminada. Chega disso! 
     O único espaço que temos é a NET, e vamos nos aproveitar disso. Nós os que buscamos a verdade não temos um programa semanal para ficar metendo o pau na vida dos outros (tudo bem que alguma coisa ali se aproveita). 

    Marcelo Tas teve a capacidade de comparar a primeira entrevista do Presidente da República  com o seu programinha CQC 2.0  (deve ser isso), (ja me corrigiram 3.0, kkk) que acontece na NET após o final do seu programa CQC. 

    Marcelo Tas, com todo respeito ao teu trabalho cara, CUSTE O QUE CUSTAR, nós não ficaremos quietos. Lula já deu o recado ao PIG, Dilma também quando deu sua primeira entrevista como eleita a Rede Record.  A grande massa não é mais controlada pela velha mídia. E sei muito bem o teu grande interesse nisso. Sei o grande colaborador que é desse novo "movimento. Já estive ali, frente a frente em uma das suas palestras sobre as Redes Sociais ( em Belo Horizonte - ao Colegiado Nacional da Rede Pitágoras). 

    Portanto Marcelo Tas, não fique enciumado se "não te convidaram pra essa festa pobre". (hahaha Serristas já me atormentaram que é festa podre). Pena que não tem lugar para os "limpinhos".  

Tas, companheiro que é companheiro, apoia Lula e Dilma, não o coiso !
Viva a Rede Liberdade ! 
@geisongunnar 

A quem interessar aí vai os TT de @marcelotas hoje durante a entrevista. 


Marcelo Tas

@marcelotas Sao Paulo
 
 
Do Professor Geison Gunnar - 24.11.2010

20 de nov. de 2010

A Educação tucana em São Paulo

Governo de SP: Seu filho doutor em pornografia 
 
TJ manda suspender livro da rede pública
 
Durante o governo Serra dois casos vieram a tona, livros para crianças com apelo pornográfico e contendo dezenas de palavrões. E continua no governo de Alberto Goldman, o ex-vice de Serra.
Primeiro foram os livros contendo expressões como "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha" foram distribuídos pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo como material de apoio a alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos), o livro contém 11 histórias em quadrinhos produzidas por Caco Galhardo - também quadrinista da Folha. Uma das histórias mais criticadas por especialistas traz uma caricatura de um programa de mesa-redonda de futebol na TV.
Enquanto o comentarista faz perguntas sobre sexo, jogadores e treinadores respondem com clichês de programas esportivos, como "o atleta tem de se adaptar a qualquer posição".
Depois foi o caso de um livro de inglês distribuídos pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo a alunos do ensino médio sugeria um link de um site pornográfico para que os alunos “ampliassem” seus conhecimentos da língua.
O endereço (http://www.newsonline.com/), quando digitado, leva a uma página na qual apresentadoras de telejornais tiram a roupa enquanto apresentam as notícias. Ele não é registrado no Brasil.
Agora segundo o tribunal, outra obra distribuída para alunos tem "elevado conteúdo sexual, com descrição de atos obscenos".
Um novo livro é distribuído nas escolas paulistas e o Tribunal de Justiça de São Paulo ordenou que o governo paulista deixe de distribuir aos alunos das escolas estaduais o livro "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século" (ed. Objetiva).
No entender do tribunal, três contos contêm "elevado conteúdo sexual, com descrições de atos obscenos, erotismo e referências a incestos" - inadequados para alunos que têm entre 11 e 17 anos.
O conto "Flor de Cerrado", de Maria Amélia Mello, por exemplo, contém o seguinte trecho: "Ele passava a mão, esfregava o peito contra o meu, forçava a perna, mordia meu ombro, babava meu rosto todo e me chamava de puta, vaca, vagabunda...".
Famílias de estudantes que não gostaram do conteúdo procuraram o Inadec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor), que levou a ação à Justiça, como informou ontem o jornal "O Estado de S.Paulo".
Segundo o Inadec, "Flor de Cerrado" é o menos agressivo dos três contos. Os outros são "Olho", de Myriam Campello, e "Obscenidades para uma Dona de Casa", de Ignácio de Loyola Brandão.
O livro, segundo a ação, é distribuído no ensino médio e nos anos finais do ensino fundamental como parte do programa Apoio ao Saber.
A Secretaria de Estado da Educação disse que o livro se destina ao terceiro ano do ensino médio."Não tem nada a ver com censura, mas com classificação indicativa. É uma obra excelente, mas não serve para crianças e adolescentes", afirma o advogado do Inadec, Renato Menezello.
A Secretaria da Educação discorda: "Uma obra de arte considerada por críticos e educadores adequada para determinada faixa etária na rede privada não tem motivo para não ser oferecida aos alunos da escola pública da mesma faixa etária".
A secretaria disse ontem à tarde que ainda não havia sido notificada pelo Tribunal de Justiça. A editora Objetiva não comentou. A decisão é liminar (provisória) e o livro não pode ser distribuído até que o caso seja definitivamente julgado. Os livros já distribuídos não serão recolhidos.
 
 
 
Você votou no Alckmin? Agora aguenta: Alunos da rede estadual ficam até 6 meses sem professor em SP
 
Alunos de escolas da rede estadual de São Paulo ficam até seis meses sem professor porque o governo não consegue contratar docentes para cobrir licenças temporárias.
A falta de professores é consequência de uma lei estadual, de 2009, que determina que funcionários contratados sem concurso podem trabalhar por no máximo um ano. Depois, eles devem ficar afastados por 200 dias para evitar vínculo empregatício.
Por isso, poucos professores não estáveis (cerca de 10% da categoria) aceitam cobrir licenças temporárias. Preferem esperar por vagas com mais tempo de trabalho ou até desistem da profissão.
A situação deve piorar no próximo ano, pois os professores que deram aula neste ano terão que se afastar até o início do segundo semestre.
A Secretaria Estadual da Educação reconhece o problema e diz que tentará modificar a legislação neste ano.
 
FSP
 
 
Do Com Texto Livre - 20.11.2010

18 de nov. de 2010

Estudantes protestam contra aplicação do Saresp nas escolas técnicas de SP

Cerca de 150 alunos das escolas técnicas do Estado de São Paulo fazem um protesto na manhã desta quarta-feira, em São Paulo. Os estudantes protestam contra a aplicação do Saresp --prova que avalia o desempenho escolar no Estado-- às escolas técnicas. Para eles, o exame seria uma foram de aumentar a nota geral das escolas no Estado.

Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Estudantes em frente a escola técnica durante protesto contra falta de recursos no ensino e contra o Saresp
Estudantes em frente a escola técnica durante protesto contra falta de recursos no ensino e contra o Saresp

A manifestação acontece em frente à Etesp (Escola Técnica Estadual de São Paulo), principal escola técnica de São Paulo, que fica no bairro da Luz. Além do protesto, os alunos das escolas técnicas boicotam o exame, que começou nesta quarta-feira e vai até amanhã.
De acordo com os alunos, as Etecs não são vinculadas à Secretaria de Educação, mas ao Centro Paula Souza, que é subordinado à Secretaria de Desenvolvimento. Portanto, segundo os estudantes, os resultados das provas nas Etecs não são comparáveis com as provas das escolas comuns.
Para os alunos, a aplicação da prova tem como objetivo aumentar os indicadores gerais das escolas no Estado, sem melhorar o desempenho dos alunos de fato.
A diretoria do Centro Paula Souza, responsável pelas Etecs, foi procurada, mas ainda não respondeu às perguntas da reportagem.

LAURA CAPRIGLIONE - FSP
DE SÃO PAULO

Alunos de escola top de SP boicotam Saresp

Os 200 estudantes da Etesp, considerada a melhor estadual de SP, não fizeram o exame

Os 200 alunos, 100% dos matriculados no 3º ano do ensino médio da Escola Técnica Estadual de São Paulo, Etesp, considerada a melhor escola estadual paulista, boicotaram ontem a prova do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar (Saresp).
Os estudantes fizeram uma manifestação em frente à escola, pedindo para ser atendidos pela diretoria -o que não aconteceu até o final do protesto, às 12h.
O boicote foi organizado pelo grêmio estudantil. Segundo o estudante Daniel, 16, os alunos da Etesp, no Bom Retiro (centro de SP), não são contra às avaliações periódicas. "Mas isso tem de ser acompanhado por melhorias efetivas na educação. Do jeito que está, é só uma prova sem função alguma."
A expectativa do Estado é que, nos dois dias de prova (termina hoje), 2,5 milhões de estudantes de escolas estaduais, municipais, particulares e técnicas participem da avaliação do governo. Desses, 1,7 milhão são da rede estadual de ensino.
Segundo a Secretaria da Educação, é com base nos resultados das provas que são traçadas "políticas públicas de aprimoramento da educação oferecida aos quase cinco milhões de estudantes das escolas públicas paulistas".
Bruno, 16, acredita que o Saresp "visa apenas a dar uma satisfação à opinião pública, descontente com os resultados pífios da educação pública paulista".
"É um "me engana que eu gosto". Eles fazem o Saresp ao mesmo tempo em que entregam livros didáticos que mostram o continente americano com dois Paraguais. Isso é sério?", pergunta o estudante (refere-se ao episódio ocorrido em 2009, quando a Secretaria Estadual da Educação distribuiu livro de geografia com mapa errado da América do Sul).
A Etesp é a 116ª melhor escola do país, de acordo com o último ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), e a mais bem colocada dentre todas as estaduais paulistas. O ingresso se dá por vestibulinho. 

 (LC) FSP - 18.11.2010

Falam mal do Enem, e até estimulam alunos contra, mas a mídia omite sobre o Saresp do Serra.

Aluno da rede estadual fica até 6 meses sem professor
Governo não consegue contratar profissionais para cobrir licenças temporárias

 

Docente prefere esperar vaga com tempo maior de trabalho, pois lei ordena que, após 1 ano, fique 200 dias afastado
 

TALITA BEDINELLI
FSP
RAPHAEL MARCHIORI
 
AGORA

A prova do Saresp (que avalia o aprendizado anual de alunos da rede paulista) teve um gostinho amargo para Lia, 13, nesta semana.
Apesar de boa aluna, ela não soube responder a parte das questões de português.
E não foi por falta de estudo. "Foi por falta de professor", diz Cléo, 33, mãe dela.
A professora de português de Lia na Joaquim Leme do Prado, zona norte da capital, está de licença há três meses e nenhum outro docente a substituiu. Os alunos ficam na sala ou no pátio "sem fazer nada", diz a menina. Mesmo sem aulas, ou avaliação, ela teve nota 8 no bimestre.
Lia é uma das vítimas de um problema que aconteceu em muitas escolas estaduais de SP ao longo do ano.
Folha escutou relato semelhante em outras 11 escolas, de todas as regiões da cidade e da Grande SP. Em algumas, os estudantes chegaram a ficar até seis meses sem uma determinada disciplina.
Em Araraquara, interior do Estado, alunos do 3º ano fizeram um boicote ao Saresp, pois afirmam que não tiveram aulas regulares de química, história e física desde o começo do ano.
A falta de professores é consequência de uma lei estadual, de 2009, que determina que funcionários contratados sem concurso podem trabalhar por no máximo um ano. Depois, eles devem ficar afastados por 200 dias para evitar vínculo empregatício.
Por isso, poucos professores não estáveis (cerca de 10% da categoria) aceitam cobrir licenças temporárias. Preferem esperar por vagas com mais tempo de trabalho ou até desistem da profissão.
A situação deve piorar no próximo ano, pois os professores que deram aula neste ano terão que se afastar até o início do segundo semestre.
A Secretaria Estadual da Educação reconhece o problema e diz que tentará modificar a legislação neste ano.

AULA VAGA
Os alunos dizem ainda que a ausência dos professores não costuma ser suprida por atividades escolares.
"A gente traz jogo e fica jogando dentro da sala", diz Renata, 12, aluna da escola Castro Alves, na zona norte. Ela ficou dois meses sem ter aula de história neste ano.
Na escola, estudantes do 3º ano do ensino médio também ficaram cerca de seis meses sem aula de filosofia.

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Do blog Fabiana Soler - 18.11.2010

RESULTADO DA "POLÍTICA EDUCACIONAL" DO SERRA:

Saresp 2009: 20 mil provas trocadas, “vaquinha” para xerox, amigos empacotadores…

por Conceição Lemes
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado em 1992 pelo ex-ministro Paulo Renato de Souza (PSDB), atual secretário de Educação do Estado de São Paulo.
Agora, de novo, Paulo Renato fez críticas pesadas aos erros ocorridos na prova de sábado do Enem 2010.


Paulo Renato sabe melhor do que ninguém que esses “problemas” não deveriam ocorrer, mas ocorrem. Mas parece que se “esqueceu” do que aconteceu com as provas Saresp 2009 ( Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar, da SEE_SP).
O Saresp é uma espécie de clone do Enem. Com diferenças fundamentais. No Enem, o aluno ganha, pois o resultado pode ajudá-lo a entrar na faculdade. Já o Saresp não beneficia em nada o estudante, já que ele avalia o sistema de ensino do estado de São Paulo. Como os resultados verdadeiros são pífios, acabam “manobrados” pelos tucanos que há 16 anos estão à frente da educação em São Paulo. O Saresp é uma autoavaliação do PSDB feita através dos alunos.
O Saresp também serve para a Bonificação por Resultados (BR), onde o professores a até funcionários das escolas “faturam”, conforme as notas obtidas pelos alunos.
Aliás, os números do Saresp “dizem” que a qualidade de educação pública em São Paulo vai bem, embora muitos alunos continuem saindo da escola sem saber ler. Mas isso vamos deixar para outra ocasião.
O importante aqui é que, em 2009, a mídia “comprou” a versão da Secretaria de Educação de São Paulo de que o Saresp do ano passado transcorreu maravilhosamente bem. Só que isso não é verdade.
Por exemplo, em Araraquara (273 km a noroeste de SP), no dia 18/11, 20 mil alunos perceberam, ao mesmo tempo, que as provas de português estavam misturadas com as de geografia — cujo conteúdo só poderia ser conhecido no dia seguinte, junto com a prova de história.
A assessoria de imprensa da SEE disse que o erro de empacotamento das provas foi isolado e não comprometeu a avaliação. Só as provas de geografia seriam substituídas, as demais deveriam ser guardadas.
Em alguns locais, sobraram provas. Em outros, faltaram. Os alunos tiveram de fazer “vaquinha” para xerocar o exame.
Segundo fontes da Secretaria de Educação de São Paulo, amigos dos funcionários foram convidados a ir à gráfica para ajudar a empacotar as provas do Saresp 2009 . Foi no dia em que deu apagão em vários estados brasileiros, devido a Itaipu. Todo mundo ficou no escuro.
São apenas alguns dos “problemas” do Saresp 2009, que Paulo Renato e a mídia corporativa ignoraram lá atrás. E continuaram esta semana, quando se uniram para detonar o Enem. Por que para problemas parecidos tratamentos diferentes? Cadê a isonomia tão alardeada pelos “especialistas” nos últimos dias?
Como o Viomundo defende a isonomia, reproduzimos do excelente NaMaria News dois posts sobre o Saresp 2009. O primeiro, publicado em 17 de novembro, mostra o caos e o descontamento dos alunos com a prova. O segundo, de 21 de novembro, faz um apanhado dos vários “problemas” ocorridos.
Em tempos de amnésia tucano-midiática, recomendamos que leiam para entender melhor o que está se passando. A propósito. O que aconteceu com aquela pessoa que foi pega roubando uma cópia da prova do Enem 2009 na Gráfica Plural, da Folha? Se alguém souber, por favor, nos mande informações.
*****

NaMaria News e Saresp 2009: Do caos à (pequena?) desordem – dia 1

O primeiro dia do SARESP 2009 foi realizado em SP. Um alívio, um sofrimento a menos. Uma maravilha.
Nem tanto, NaMaria, nem tanto. O que deu foi um montão de enrosco.
Confirmando as mensagens recebidas anteriormente e ampliando o quadro, tivemos o seguinte levantamento dos pequenos problemas que, para aqueles que os enfrentaram, foram verdadeiros pesadelos:
- Em 17/novembro; às 13:30 – de: —–Novaes (Vale do Ribeira)
Cara Namaria;
Finalmente as provas chegaram em nossa escola quase em cima da hora da aplicação assim quase não tivemos tempo de conferir tudo para entrega-las aos alunos. Tivemos que fazer cópias xerocadas das provas porque faltaram provas e sobravam alunos. Quer dizer que as provas não vieram em número suficiente para todos. Detalhe: nós pagamos as cópias de nosso bolso, fizemos a famosa vaquinha. Das duas uma: ou a listagem do banco de dados do CIE [Centro de Informações Educacionais, da Secretaria de Educação] está completamente furado, ou o mutirão convocado pelo secretário Paulo Renato para trabalhar lá na gráfica estava louco e não colocou a quantidade de provas suficientes nas respectivas caixas. Depois nós professores é que devemos ser avaliados e sempre somos os culpados de tudo? Assim é complicado, Namaria! Queremos só ver o que vai acontecer amanhã, manteremos você informada.

- Em 17/novembro; às 12:55 – de Sérgio—– (Litoral)
NaMaria, não apareceu nenhum fiscal aqui no período matutino. Foi uma desgraça de confusão mas no meio da desgraça ninguém sabia como resolver o problema. Você acha que merecemos tal desordem e ignorância dos nossos governantes? É melhor ser secretário ou qualquer outro burocrata do que ser professor ou aluno nesse São Paulo.

- Em 17/novembro; às 11:14 – de: Virgínia—– (Grande SP)
Olha NaMaria a coisa tah preta pro nosso lado. As provas chegaram aqui na escola parecendo uma caixa de lixo, sem o tal do lacre, faltando gabaritos, com provas rasuradas!! O pior eh que a gente deve notificar tudo para o CAED [empresa responsável pelo SARESP 2009] usando o fone 08007273112 que soh dah ocupado o tempo todo!!! Daí a gente liga para a FDE no 08007770333 e quando dah certo eles falam que eh tudo soh com o CAED. Se a gente deixar tudo errado como veio para a escola vai prejudicar todos que querem fazer o melhor. Eh para desistir? O QUE QUEREM DE NOS?

- Em 17/novembro; às 12:10 – de: José MF—– (Vale do Paraíba)
Uma desorganização tremenda, NaMaria! Nunca vimos tamanho descaso com a educação e ainda chamam isto de avaliação? Avaliar o que??? A falta de preparo, a falta de respeito deles conosco? Estamos aqui feito palhaços esperando e correndo para todos os lados para apagar os incêndios que a secretaria provocou. Essa porcaria de 0800 não atende a horas e horas. Dá vontade de largar tudo NaMaria. A gente só não abandona por causa dos alunos que não tem culpa dos nossos péssimos dirigentes. Esse saresp é uma vergonha igualzinho aqueles que o fizeram. Por favor Namaria denuncie tudo por nós. Abraços.

- Em 17/novembro; às 15:23 – de: Wellington—– (Noroeste de SP)
NaMaria as provas chegaram tudo trocadas aqui… kkkkkkkkkkkkk… a não ser que a gente passe todo mundo da 4ª para 3ª EM agora mesmo aí eles podem realizar as provas kkkkkkkkkkk Essa gente é piada. Vão ser desorganizados assim lá no Paraguai do Sul que eles inventaram naquele mapa deles … kkkkkkkkk… HELP NÓIS NAMARIA!

- Em 17/novembro; às 11:59 – de: Maria R—– (Vale do Paraíba)
Namaria vc sabe outro número diferente do 0800 do CAED? Essa droga de 0800 só dá ocupado ocupado ocupado… Como é que só dão um número de telefone para atender essa quantidade imensa de escolas? Está faltando um pedaço da prova, o que fazer? Nem a diretoria de ensino sabe.

- Comentário de La Pasionaria Ibarrure no post anterior deste NaMaria:
Pois é, depois de indas e vindas, de esquemas swuaterianos (da Swat) de segurança para evitar vazamentos, finalmente o Saresp está sendo aplicado.
Mas eu pergunto: Prá que tamanho esquema de segurança se, ao chegar a algumas escolas, os envelopes não continham provas suficientes para os alunos? Solução doméstica (ordem dos dirigentes regionais), tirem xerox das provas, a APM paga a conta, pois não há verba para xerox. Pode? (…)

Já deu para sentir o drama? Tem isto tudo e outro tanto. Pela WEB encontramos mais, como no dia anterior. Talvez dos relatos mais interessantes seja o que se lê no Professor Temporário – vale conferir a tragédia do Vazamento na prova do SARESP.
Enquanto isto a grande imprensa, a boa filha de sempre, não toca sequer numa vírgula dessas agruras. Não cita a Prova São Paulo para 350 mil estudantes municipais, justamente nos mesmos dias do SARESP. Como terá sido? Talvez muito bem, já que governo e prefeitura dão-se às maravilhas. Alunos, professores e demais podem se ajustar como for. Qualidade dos resultados? Como assim?
A mídia convencional cala-se geral, exceto pela manifestação de alunos contrários ao SARESP, na manhã de ontem (17). Mas o texto é tão pífio que não diz, por exemplo, nem de onde são os tais 300 alunos reunidos na Praça Coronel Fernando Prestes, perto da Avenida Tiradentes, como se fossem de todo e lugar nenhum. No entanto, qualquer micuim sedento sabe que em tal pracinha funciona o Centro Paula Souza, aquele que administra 167 Escolas Técnicas (ETEC’s) e 49 Faculdades de Tecnologia (FATEC’s) estaduais – as mesmas que o Governador Serra está divulgando desesperadamente nas emissoras de TV como suas pérolas mais caras e diletas.
Ali bem próximo está a Escola Técnica Estadual de São Paulo (ETESP), no Bom Retiro. O que o jornalão não diz é que foi de lá que partiu a manifestação e esta escola manteve a posição de sempre: não aderir ao SARESP. Estavam presentes outras sete ETEC’s. A Getúlio Vargas, do Ipiranga, só participou da prova porque não foi avisada em tempo. As demais entraram no barco da avaliação porque seus grêmios ainda não são tão fortes. Muitos seguranças e PM’s estavam presentes durante as quatro horas de reunião estudantil, porém apenas vigiando, ao contrário do que aprontaram na USP. Alunos faziam imagens e um deles nos disse que queriam contato com o pessoal da Carta Capital
Os alunos tem toda razão.
porque não confiam na grande mídia – que já os tachou de baderneiros.
****

NaMaria News e Saresp 2009: O rescaldo

A narrativa fecunda em incidentes do SARESP 2009, a barafunda abissal, por enquanto, pode assim ser resumida:
* Nem todas as escolas/classes/turmas, como preferir, receberam as provas corretamente. Entenda-se: no caderno de provas de português deve constar apenas questões de português e não de geografia ou matemática, que seriam em outro dia, por exemplo. Então o Miguelito está lá respondendo sobre a metafísica de uma charge sobre cortadores de cana e quando vira a página encontra gráficos, números e equações sobre venda de banana a quilo. Miguelito pensa que pirou ou as regras mudaram repentinamente ou ainda, que transformou-se em vidente. Mas não: foi erro do grosso mesmo, daquele mutirão dos 350 (ou mais) levado às pressas para a gráfica tapa-buraco do SARESP, a IGB – Indústria Gráfica Brasileira (Barueri), com os ônibus da JWA Transportadora Turística, contratada sem licitação em caráter de urgência. Problemas desta natureza aconteceram aos montes, em graus vários e diversas localidades paulistas.
* Nem todos os gabaritos das provas chegaram, quando chegaram não correspondiam com as provas. Quer dizer, a Secretaria da Educação e a FDE disseram ter criado 26 provas diferentes, com 24 questões cada, para evitar o ocorrido com o ENEM, há pouco mais de um mês. Vai daí que cada prova tem sua respectiva folha de respostas – as questões são as mesmas, o que muda é a ordem das perguntas. Se o Miguelito faz a prova modelo 24, deve ter em mãos o gabarito 24, onde assinalará as opções de respostas que julgar corretas. Acontece que Miguelito recebeu o gabarito da prova 13. Entretanto, no modelo 24 a resposta da questão 1 é C, e no modelo 13 é A. Elementar a confusão em cascata a partir disto, no momento da correção. Vale ressaltar que muitas unidades escolares receberam apenas os gabaritos, prova que é bom, necas; é a lei da compensação.
* Nem todas as questões, por sua vez, tinham uma única opção correta, como costuma acontecer em avaliações corriqueiras e universais; assim sendo, ainda que o aluno tivesse chegado à resposta correta, teria que adivinhar qual era a alternativa correta. Da mesma forma, provas de matemática pediam que os alunos analisassem determinadas figuras, entretanto as tais figuras não estavam impressas para serem analisadas.
* Nem todas as escolas receberam provas em número suficiente para os alunos inscritos, enquanto que em outras era uma loucura e sobravam para todo lado. Isto é: provas das Escolas P, R e S foram parar na Escola X, que não precisava delas, deixando as Escolas P, R e S a ver navios enquanto a outra se afogava em celulose. Resultado: onde havia miséria de provas os professores tiraram cópias na base da vaquinha e/ou dinheiro da APM. Naquelas que as tinham de sobra, só Deus sabe o que foi feito com tanto papel, talvez o mesmo fimCaderno do Aluno, dado às montanhas de tão apropriadamente impressos pela Plural (a mesma gráfica do ENEM vazado), e outras de mesmo calibre.
* Nem todas as escolas tiveram a sorte de contar com os aplicadores (R$50,00/período) e fiscais (R$100,00/dia) das provas, treinadíssimos e contratados a preço de ouro, porém muito mais em conta do que aqueles que serão designados multiplicadores no Nordeste (R$2.000,00/aula). Solução: diretores e demais responsáveis nas escolas se viraram nos trinta para tudo não se encaminhar ao brejo mais próximo. Agora só falta saber como essas pessoas serão pagas e quando, já que não tinham contrato como o dos faltosos.
* Nem todos os professores, diretores, aplicadores e fiscais ou gente com problemas sarespianos conseguiram falar com o 08007273112, número fornecido pela empresa que levou R$ 27.418.148,80 para cumprir o contrato do SARESP 2009, o CAEd. Portanto, deve ter gente que até agora não sabe o que fazer da vida.
* Nem todos os alunos que ficaram sem responder à avaliação do sistema, por um fato ou outro, perderam a chance de demonstrar o que sabem. Benevolentemente foram marcadas novas datas: 20 ou 23/11, caso dia 20 tenha sido feriado na cidade. Portanto engana-se quem pensa que o bafafá terminou.
Embora a grande imprensa tenha se mantido taciturna, o tema foi cansativamente explanado pela assessoria de imprensa da Secretaria da Educação. Vejamos:
* Para o caso do sorumbático 0800 que não atendia ninguém, a assessoria de imprensa da SEE explicou que a Embratel comeu bola ao confundir milhares de chamados de professores em pânico com um furioso ataque de hackers, mancomunados que estavam para escangalhar com o SARESP. O procedimento é normal, disse a assessoria de imprensa da SEE.
* Para o caso das escolas em Mairiporã, Caieiras, Francisco Morato, Cajamar, Atibaia e outras que receberam provas de português pela segunda vez, quando deveriam ter recebido de matemática, a assessoria de imprensa da SEE informou que a ocorrência não foi significativa o suficiente para paralisar o andamento da prova e não terão [sic] grande influência no resultado da análise.
* Da mesma forma, os 200 alunos (6 turmas) da EE Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, em Sorocaba (90 km distante de SP, Rod. Castello Branco), se estreparam. Primeiro receberam as provas de uma escola de Santa Bárbara d’Oeste (130 km de SP, pertencente à região metropolitana de Campinas, Rod. dos Bandeirantes). Quando as novas caixas finalmente chegaram a diretoria tinha ordens de só abri-las na hora de cada prova. No dia da avaliação de matemática, no momento da distribuição, souberam que estavam com a de português, de novo. Diante disto atrasou geral e só terminarão o calvário dia 23/11. A assessoria de imprensa da SEE informou que o processo de avaliação não será comprometido.
* No caso dos gabaritos trocados, a solução caseira foi simples: mandaram a gente riscar o número da folha de respostas e colocar igual ao da prova. Fala verdade, você aí não gostaria de participar dessas correções?
* Para o caso perdido de Araraquara (273 km a noroeste de SP), no dia 18/11, apenas 20 mil alunos perceberam, ao mesmo tempo, que as provas de português estavam misturadas com as de geografia – cujo conteúdo só poderia ser conhecido no dia seguinte, junto com a prova de história. A assessoria de imprensa da SEE disse que o erro de empacotamento das provas foi isolado e não comprometeu a avaliação. Só as provas de geografia seriam substituídas, as demais deveriam ser guardadas.
Resumo final: O que você pensaria sobre isto, então?
Pois saiba que a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação e seu Secretário, classificaram os problemas como “normais” para um exame do tamanho do Saresp.
Não obstante tamanha normalidade, temos algumas perguntas/pensamentos básicos:
- O SARESP é um exame para avaliar o sistema educacional do estado e serve-se dos alunos para tal fim.
- O SARESP não pode e nem deve ser usado como moeda de troca entre escolas e estudantes, ou seja: ninguém pode chegar no aluno e falar “olha, Zezão, você faz a prova e te aumentamos as notas, tá bem?” ou “em vez do provão final, a nota que vale é a que você tirar no SARESP” ou “Zezão, se tu não fizer a prova do SARESP tuas notas vão pras cucuias e você repete de ano” ou “escuta bem, se vocês forem mal no SARESP terão tanta lição, mas tanta que nunca mais conseguirão levantar nem pra ir ao banheiro”… Deu pra entender? Tudo isso não pode ser feito. Mas é.
- O SARESP funciona por adesão e não obrigação; não se pode obrigar os estudantes a participar, mesmo que a escola tenha aderido; não pode haver, em hipótese alguma, represálias aos estudantes pelo não comparecimento às provas. Mas elas existem.
- Os alunos não sabem para que serve o SARESP e ouvem explicações no mínimo furadas: vamos receber mais materiais de consumo pela participação, vamos poder contratar pessoal de limpeza, a merenda vai melhorar… Tudo engodo. Quem faz isto está mentindo.
- O SARESP, na verdade, é mais uma forma de poder dar umas migalhas aos professores, em vez de aumento real, como deveria ser. É como a coisa do bônus. É como o programa por mérito. Se tua escola for bem, se melhorar te damos um “aumento”. Daí o interesse em que alunos participem, sem eles, nada feito. Caso contrário é mais uma punição sob formas legais. Infelizmente muitas escolas por aí não revelam as reais intensões aos alunos. E quando o fazem, os alunos não estão nem aí.
- A avaliação, do jeito como é feita, não avalia nada – mesmo com todas as teorias e teóricos pedagógicos que a cercam, que fazem parte de grupos de seus estudos ou que estão metidos em suas comissões. Poderia ser séria, poderia ser uma maravilha. Mas não é.
- E já que o atual governo acredita tanto em pesquisas e estatísticas, por que não fazer o SARESP por amostragem? Seria mais barato, no mínimo. E menos estressante, com menores particularidades de logística etc..
- Está explicado porque tamanho caos é considerado completamente normal?
Agora, bacana mesmo é o que ocorreu entre as ETEC’s (Escolas Técnicas), escolas estaduais e o boicote ao SARESP no qual participaram. Você poderá acompanhar o barraco generalizado aqui, em breve. Emocionantes histórias com personagens do bem e do mal, pensadores cordatos, ativistas coerentes, acéfalos fascistas, alcaguetes inatos e outras personas mais. 

Fique ligado.

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Nota do Viomundo: Nos dias 17 e 18 de novembro, ocorrerá o Saresp 2010. Professores, pais e funcionários, por favor, nos mandem informações sobre a prova.

Fonte: viomundo.com.br