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4 de dez. de 2010

O TRABALHO DE FERNANDO HADDAD



Por Stanley Burburinho 
Sobre o Haddad tenho algumas informações:   
O Método TRI: "ONU: metodologia aplicada no ENEM garante isonomia mesmo que prova seja reaplicada" - http://migre.me/2anXJ 
Em 2004, o Enem foi aplicado na Febem pela primeira vez - http://migre.me/27jKd
Haddad de 2007 a 2010, em todo o país, já fechou 20 mil vagas em cursos de Direito com avaliação ruim. Barões da educação perderam milhões. Haddad na educação superior à distância, de 2008 a 2010, fechou 3.800 pólos de apoio presenciais inadequados e suspendeu 20 mil vagas. A educação superior à distância é a mina de ouro para os barões por causa escala: baixo custo e possibilidade de aumentar nº de alunos sem precisar de grande infra-estrutura.
Os barões não se conformam com regulação na educação à distância. Eles pensavam que o Haddad não mexeria nisso.
Na gestão Haddad implantou-se o mais profícuo projeto de EAD público da história, a Universidade Aberta do Brasil (UAB)
Meta de Haddad é 50% com ensino superior nos próximos anos. Educação reduz a manipulação pela velha imprensa. 
Os barões não perdoam o Haddad por isto: "MEC mostra problemas no ensino a distância" -http://youtu.be/E-ByqHDeWK4 
Haddad revogou a DRU (Desvinculação das Receitas da União), criada por FHC e Paulo Renato, que surrupiou, desde 95, 10 bilhões da educação por ano. 
Haddad criou o FUNDEB. Fundo que financia não só a educação fundamental como no tempo do Paulo Renato, mas também à educação infantil e educação média. 
Todos os relatórios de organizações internacionais mostram que o Brasil avançou muito nesta década em educação. Isso incomoda. 
Nunca houve tantos concursos para professores das universidades federais, graças à expansão do REUNI. 
Haddad criou o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) que permite a regulação do setor. O SINAES permite fechar cursos. Sistema privado odeia o SINAES.  
Haddad fechou cursos à distância da Unicid por falta de qualidade. Deputados não gostaram. Unicid contribui PARA campanhas.  
Haddad foi o mentor do PROUNI. Foi idéia dele com a esposa quando ele ainda era Secretário Executivo (Vice) do Tarso Genro. 
Em 2002, as receitas brutas da maior empresa de bebidas do Brasil (AMBEV), e da 2º mineradora do mundo (VALE), estavam pouco abaixo das receitas obtidas no setor de educação privada. 
Em 2002, as quatro maiores empresas de transporte aéreo juntas, na época, (VARIG, TAM, GOL, VASP), tiveram receita bruta inferior à receita do setor privado de educação superior. 
Na era FHC, Paulo Renato causou atraso de uma década na educação, diz deputado -http://migre.me/25NeO 
Paulo Renato distorceu a Lei Darcy Ribeiro. Confundiu "progressão continuada" com "formação de analfabetos" 
Em 1995, FHC assume e cria a "aprovação automática". Menos repetentes, mais vagas sem gastar nada. 
Sessenta países membros da OCDE submetem os estudantes ao ENEM – lá conhecido como teste PISA. 
Na gestão Haddad, o FIES passou a dispensar fiador. E, se o aluno cursar Medicina ou se tornar professor de escola pública não paga o financiamento – o Estado paga tudo -http://migre.me/26s39 
Para o ano que vem, o Haddad estabeleceu que o ENEM também será critério para receber financiamento do FIES- http://migre.me/24vxA 
Institutos federais também usam o ENEM. Previsão de 83 mil vagas públicas para este ano. 
Com avaliação mais rigorosa, Haddad fechou milhares de vagas de faculdades particulares. Faculdades particulares odeiam o Haddad. 
Haddad fez o IDEB que deu transpararência à avaliação da educação básica. Cada município tem IDEB. Tem prefeito que odeia Haddad por conta dessa transparência. 
Haddad fechou cursos à distância da universidade Castello Branco por falta de qualidade. 
Um dos mais recentes embates de Haddad, contra a mercantilização da educação, foi com o todo poderoso Di Genio, do Objetivo. 
Haddad criou a universidade aberta do Brasil com mais de 200 mil alunos estudando graduação à distância de graça  
Haddad foi quem começou a distribuição de livros didáticos para o ensino médio em 2005. Antes era só para o ensino fundamental 
Haddad criou 214 escolas técnicas e as transformou em institutos federais com cursos de graduação e pós-graduação. Especialmente licenciaturas para formar professores. 
Haddad aumentou o orçamento do MEC de 19 bilhões para 70 bilhões em 2011. 
Haddad estendeu o ensino obrigatório para nove anos e agora é obrigatório dos quatro aos dezessete anos. Emenda Constitucional. 
Haddad criou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) com compromisso de metas de qualidade até 2022, firmado por todos os prefeitos e governadores do Brasil. Acordo histórico. 
Haddad melhorou o IDEB do Brasil de 3.8 para 4.6 em quatro anos. Objetivo é chegar a seis em 2022 (média dos países da OCDE: mais ricos). 
Haddad mais que dobrou o nº de vagas de ingresso nas universidades federais. De 113 mil para 270 mil.  
Em 2009, número de novos alunos aumentou 17% em relação a 2008. E os formandos até 2008 são reflexos dos ingressos nas Federais até 2002. 
A aprovação automática do Paulo Renato inflou índices na Educação Básica, esvaziou salas e dispensou novos investimentos. 
Análise do Fernando Rodrigues da Folha de São Paulo: “Após Enem, chance de Haddad ficar no governo Dilma é quase zero” - http://migre.me/27HdT
OBS: O Haddad não ficará como Ministro da Educação nos próximos quatro anos do governo da Dilma porque em 2013 ele será o Prefeito de São Paulo
A quinta, aumento e melhoria da gestão do investimento em educação.

30 de mar. de 2010

CONAE - Sucesso Do Novo PNE Depende De Pacto Entre União, Estados e Municípios

Especialistas em educação afirmaram nesta segunda-feira (29) que o sucesso do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que terá vigência pelos próximos dez anos, dependerá, principalmente, do pacto federativo entre União, estados e municípios.
Segundo os especialistas, que participaram da primeira mesa de debates da Conferencia Nacional de Educação (Conae), que ocorre em Brasília, para que suas diretrizes sejam de fato implementadas, será necessário uma ampla mobilização de todos os entes federativos. Outro aspecto decisivo para o sucesso do plano, segundo os palestrantes, será a alocação de novos recursos para financiar as ações e metas que serão fixadas no PNE.
"Entre as razões pelas quais não foram cumpridas parte das metas do PNE que está se encerrando, está a ausência de articulação das responsabilidades previstas no planto entre os entes federados. Tanto é que menos um terço dos estados e pouco mais de mil dos quase seis mil municípios brasileiros confeccionaram seus planos estaduais e municipais de educação", explicou o deputado Carlos Abicalil (PT-MT), um dos palestrantes do evento. O principal pilar do novo PNE, segundo o parlamentar, deverá ser a universalização e democratização da educação no Brasil.
Financiamento - Abicalil defendeu a proposta de fixação de um percentual de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para financiar o novo PNE e disse que caberá ao Congresso fazer com o plano seja cumprido. "A fixação de um percentual é necessária. Como faremos para alcançar os 10% do PIB é um desafio que o legislativo terá que enfrentar. Se estas metas forem colocadas com clareza no PNE, teremos ferramentas no Congresso pra lidar com o novo plano", afirmou.
A fixação de um percentual mínimo de investimentos no PNE, baseado no PIB nacional, é um dos artigos da Emenda Constitucional nº 59, que foi regulamentada recentemente no país. A emenda também co-responsabilizou a União pelo financiamento da educação dos 4 aos 17 anos de idade. Anteriormente, a Constituição previa obrigatoriedade de ensino somente para o ensino fundamental.
Fontes - Para o secretário executivo - adjunto do Ministério da Educação e Coordenador-Geral da Conae, Francisco das Chagas, tão importante quanto a fixação dos 10% do PIB, será apontar as fontes de composição dos recursos. "O financiamento atual é para a educação que temos hoje. Para o novo modelo que estamos discutindo, precisamos de um novo financiamento. Essa proposta dos 10% do PIB é bastante viável, mas o mais importante é discutirmos quais serão as fontes de composição deste percentual", afirmou.
Representatividade - Representante do Conselho Nacional de Educação, a professora da Universidade de Brasília, Regina Linhares, destacou a legitimidade das decisões que serão tomadas na Conae. A professora explicou que o evento, além de contar com uma participação maciça de representantes de todos os estados e municípios brasileiros, foi precedida por uma ampla rede de debates preparatórios para a conferência atual. "Ao final desta conferência vamos trazer para a mesa de debates todas as aspirações e desejos da sociedade brasileira", afirmou.

Conae - A conferência teve início neste domingo (28) e prossegue até quinta-feira (1º). O segundo painel da conferência, que teve início às 14h desta segunda, discute a garantia do direito à educação de qualidade. Nesta terça (30), a partir das 8h, será debatida a questão da formação e valorização dos profissionais de educação.
A conferência ocorre no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no Eixo Monumental em Brasília.

Edmilson Freitas.
Enviado para o Blog da Dilma através da Assessoria do Deputado Carlos Abicalil.

http://www.carlosabicalil.com.br/

2 de out. de 2009

CONAE - 2010 - Etapa estadual começa nesta sexta-feira (02.10) por São Paulo

Do Portal do MEC - 30.09.09

Terá início em São Paulo, na sexta-feira, 2 de outubro, a série de conferências preparatórias da Conferência Nacional de Educação (Conae), que será realizada de 28 de março a 1º de abril de 2010, em Brasília. Serão realizados encontros preparatórios nas 27 unidades da Federação. O evento de São Paulo, que será aberto pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, vai reunir três mil delegados.

A conferência estadual paulista se estenderá até domingo, 4 de outubro, no Palácio de Convenções do Anhembi, no bairro Santana. Nos três dias de atividades, os delegados vão discutir os temas que constituem os eixos da Conae. Entre eles, a elaboração de um sistema articulado de educação, o novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2011 a 2020 e o papel do Estado na garantia do direito à educação.

Outra tarefa dos delegados será a escolha dos representantes de São Paulo para a conferência nacional. Serão 176 delegados da educação básica, 52 da profissional e 323 da superior, além de representantes de instituições e entidades da educação.

Estados — O calendário das 26 conferências estaduais e do Distrito Federal será cumprido até 29 de novembro. Nesse período, 23.992 delegados vão discutir os temas da Conae e eleger representantes.

Dados preliminares divulgados pelo coordenador da comissão nacional organizadora da Conae, Francisco das Chagas, também secretário-executivo adjunto do Ministério da Educação, indicam que 305,5 mil brasileiros discutiram as temáticas da conferência entre janeiro e junho deste ano. A comissão também registrou a realização de 1.820 conferências municipais preparatórias, além de debates em escolas, bairros e comunidades.

O calendário das conferências e os documentos que subsidiam os debates estão no portal do Ministério da Educação.

Ionice Lorenzoni

21 de set. de 2009

Envolvimento de pais e professores melhora ensino

Docentes com projetos de longo prazo e participação dos pais são alguns dos fatores importantes para o sucesso de colégios

Pior escola do ranking da rede estadual teve três diretores no 1º semestre; rotatividade acontece por causa da criminalidade

Filipe Redondo/Folha Imagem
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/c2109200901.jpg


Alunos da escola Rui Bloem, zona sul de São Paulo, a melhor de acordo com ranking do governo

TAI NALON
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 21-09-09

Violência, envolvimento da família e professores efetivos são alguns dos fatores que colocam os colégios Doutor Genésio de Almeida Moura e Rui Bloem em situações opostas no ranking de qualidade de ensino das escolas públicas estaduais de São Paulo.
A primeira, no Jardim Damasceno (zona norte), tem a pior avaliação da cidade -numa escala de 0 a 10 que avalia conhecimento de alunos e reprovação, tirou 1,08. A segunda, em Mirandópolis (zona sul), é referência -em 2007 e 2008, ficou em primeiro e terceiro lugar no índice do governo.
Para a diretora da escola Doutor Genésio de Almeida Moura, Cleonice da Silva, estar na lanterna dos rankings "mexeu com os brios" de funcionários e alunos. Ela diz que esse é o combustível para a ampliação de projetos pedagógicos, como o aumento do quadro de professores efetivos e de atividades extracurriculares.
"Dos 116 professores, hoje 80% são efetivos. Há cerca de três anos, eram apenas dois, com muita rotatividade."
O problema, segundo funcionários, é que as boas intenções esbarram na realidade da região. Por causa da violência, só no primeiro semestre deste ano, a escola teve três diretores -dois foram afastados por supostas ameaças.
Do outro lado da cidade, na escola Rui Bloem, as queixas são por excesso de rigidez. "Alguns dos professores que passam por aqui não gostam do controle de faltas e da obrigação de dar aulas de reposição", diz Eliana Marquezin, professora-coordenadora da escola, hoje com cerca de 2.000 alunos, 80% deles vindos de escolas públicas da região.
Na Rui Bloem são 100 professores, dos quais 60 são efetivos. Eles se reúnem semanalmente com pais de alunos. Sob a direção de Maria Cleuza Martins há seis anos, comemoram índices crescentes de aprovação em universidades públicas.
"Isso não significa que o colégio seja bom, porque nenhum que tira nota 5 em uma avaliação que vale 10 [como no último levantamento do governo] pode ser considerado de qualidade", afirma.
A diretora diz que é inevitável se adequar ao perfil dos alunos, de classe média, que procura ensino voltado para o vestibular. Para isso, fez parcerias com o grupo Objetivo, no Jabaquara (zona sul), onde funciona um plantão de dúvidas.

18 de set. de 2009

Divulguem: Conae 2010 - Convite II Roda de Conversa

Aos
Membros e Militantes de Ong’s/Entidades, e Movimentos Sociais: negro, mulheres, indígenas, LGBT, pessoas com deficiência e demais segmentos:

Os Deputados Estaduais Roberto Felício e José Candido, numa parceria com a ORIASHÉ Soc. Brás. Cultura e Arte Negra/CONEN, contam com a presença e a participação de sua entidade, na “II Roda de Conversa - CONAE 2010 EIXO VI - JUSTIÇA SOCIAL, EDUCAÇÃO E TRABALHO: INCLUSÃO, DIVERSIDADE E IGUALDADE.”, que será realizado no dia 19 de Setembro de 2009, Sábado, das 14 às 18 horas, na Quadra dos Bancários, Rua Tabatinguera,192 – Salão Verde – Metrô Sé.

Dando continuidade ao processo organizativo iniciado em Agosto de 2009 em conjunto com as/os militantes da sociedade civil envolvidos com o tema da educação, gênero, raça, diversidade sexual e pessoas com deficiência, discutiremos propostas e nossa participação.

Duvidas e/ou confirmação de presença, entrar em contato com o e-mail: oriashe@ig.com.br ou pelo fone: 2516-7765 / 7239-2263.

Roberto Felício e José Candido - Deputados Estaduais
Oriashè/CONEN - GT DE EDUCAÇÃO

Por Cida - 18.09.09

16 de set. de 2009

Projeto de Lei que fortalece Conselhos Escolares avança na Câmara dos Deputados


A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade parecer sobre o Projeto de Lei da deputada Luiza Erundina (PSB/DF) que fortalece os Conselhos Escolares no Brasil.
O texto propõe alterações nos dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (9.349/96) que tratam da gestão democrática no ensino público.

Uma das inovações do projeto de Erundina é a introdução do Fórum de Conselhos Escolares. Trata-se uma instância que estimularia e orientaria a criação de conselhos, bem como seria o de espaço de debates de questões ligadas à educação.

Segundo Erundina, o objetivo do projeto é garantir que municípios e estados criem e mantenham em funcionamento os seus conselhos de escola e o Fórum dos Conselhos Escolares. “Os conselhos são peças fundamentais na gestão democrática e devem ser política de Estado não de governo”, defende a deputada.

A próxima etapa do projeto, de número 4.483/2008, é a apreciação da Comissão de Constituição e Justiça. Aprovado pela CCJ, a matéria seguirá diretamente para o Senado, uma vez que tem caráter conclusivo, ou seja, não precisa ser votado na Câmara dos Deputados.

18 de ago. de 2009

Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares

Do site do MEC - 18.08.09

As famílias podem se envolver ativamente nas decisões tomadas pelas escolas dos seus filhos. Candidatar-se a uma vaga no conselho escolar é uma boa maneira de acompanhar e auxiliar o trabalho dos gestores escolares.

Os conselhos escolares são constituídos por pais, representantes de alunos, professores, funcionários, membros da comunidade e diretores de escola. Cada escola deve estabelecer regras transparentes e democráticas de eleição dos membros do conselho.

Cabe ao conselho zelar pela manutenção da escola e monitorar as ações dos dirigentes escolares a fim de assegurar a qualidade do ensino. Eles têm funções deliberativas, consultivas e mobilizadoras, fundamentais para a gestão democrática das escolas públicas.

Entre as atividades dos conselheiros estão, por exemplo, fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à escola e discutir o projeto pedagógico com a direção e os professores.

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23 de jun. de 2009

Educação Inclusiva de Osasco é reconhecida pelo MEC e modelo para outras cidades

O Programa de Educação Inclusiva desenvolvido pela Secretaria de Educação da Prefeitura de Osasco está se transformando em referência para todo o Brasil, além de contar com reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) por sua qualidade e seriedade.

Por suas ações para garantir o acesso e permanência de alunos com deficiência à educação, a cidade foi escolhida, pelo Ministério, para receber equipamentos e criar 23 salas de recursos multifuncionais, destinadas exclusivamente a esses estudantes. Os espaços serão dotados de computadores, scanners, televisores, impressoras a laser e também em braile, que garantirão uma educação inclusiva de ainda mais qualidade.

Das 23 salas, 3 já estão prontas, 14 entram em funcionamento até julho e as demais, até o final deste ano. Dentre os critérios adotados pelo MEC para escolha das cidades contempladas está não só a eficácia das ações de inclusão, mas também a quantidade de alunos com deficiência atendidos na rede. E Osasco foi contemplada com número de salas superior a outras cidades consideradas referências nessa área, como é o caso de Campinas, que terá 8.

Outra prova de que Osasco é modelo quando se fala em Educação Inclusiva foi a participação no III Encontro Serviço de Apoio Pedagógico Especializado – Contribuições para a Educação Inclusiva, promovido em 28 de maio pela Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo). A cidade esteve entre os três municípios paulistas (ao lado de Campinas e Guarujá) convidados para expor suas experiências nessa área.

As ações de Osasco também se aproximam das registradas em Florianópolis, capital considerada o maior modelo de educação inclusiva no País. A cidade catarinense conta com 0,6% de alunos com deficiência incluídos nas séries iniciais do Ensino Fundamental, o que equivale a 115 estudantes. Em Osasco, o índice é de 0,4%.

Rede municipal

Em toda a rede municipal de ensino são atendidos 1257 alunos com deficiência. Esse número é quase o dobro das 705 matrículas registradas em 2004. Logo no ano seguinte, quando a atual administração assumiu a prefeitura, esse número subiu para 754, apesar do sistema herdado da gestão passada estar totalmente inadequado e em desacordo com as principais normas que regem o sistema, como as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, do Conselho Nacional de Educação, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e até a Constituição Federal.

Dos mais de 1,2 mil alunos com deficiência atendidos atualmente, 318 estão matriculados na Escola Especial. Além disso, na Emef Marechal Bittencourt, são oferecidas turmas para deficientes auditivos. Todos eles recebem, inclusive, transporte escolar gratuito para estudar.

Os demais estudam em classes regulares, da própria rede, como forma de garantir a inclusão social e respeitar a legislação. E, para recebê-los, as escolas foram preparadas tanto em forma quanto em conteúdo. A maioria delas passou, desde 2005, por reformas gerais, que atenderam todos os estudantes com melhores condições de conforto e estrutura, e em especial os alunos deficientes, com rampas, banheiros adaptados e, em alguns casos, até elevadores.

Cada escola que atende alunos com deficiência conta ainda com Sala de Apoio à Inclusão (SAI), que serão transformadas nas salas de recursos multifuncionais financiadas pelo MEC.

Paralelamente, há um trabalho constante de capacitação dos profissionais da rede. Até dezembro de 2008, foram oferecidas 5449 vagas para professores, 208 para diretores e vice-diretores, 138 para coordenadores educacionais e 1149 para funcionários de unidades escolares em cursos específicos voltados à Educação Inclusiva.

Toda essa rede esta integrada ao Nei (Núcleo de Educação Inclusiva), que tem equipes multidisciplinares e os seguintes serviços e equipamentos: Setor de Assessoria Escolar e Intervenção Institucional (SAE), Setor de Avaliação e Assessoria Técnica (SAT) Escola de Educação Especial Dr. José Marques de Rezende, Escola de Educação Especial Dr. Edmundo Campanha Burjato, Salas de Apoio à Inclusão (SAI) e Sala de Recursos Multifuncionais e ainda os serviços de hidroterapia e equoterapia, como forma de tratamento complementar a alunos que necessitam de cuidados para melhoria das condições físicas, mentais e de desenvolvimento.

Mesmo comemorando os avanços já registrados, ainda há um longo caminho a ser percorrido para a plena inclusão. Por isso, o programa está em constante reformulação. A Escola Especial, por exemplo, mantém alunos com deficiência e que estão em idade acima da regular para o Ensino Fundamental. Esses estudantes, acima de 14 anos, são estimulados a ingressarem nas salas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), também oferecidas em horário diurno no DPEA (Departamento de Profissionalização e Educação de Adultos).

Atualmente, a rede municipal garante atendimento a alunos com deficiência durante todo o primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Após essa fase, o atendimento é de obrigação da rede estadual.

Audiência e conferência

Os principais dados da Educação Inclusiva em Osasco foram apresentados em audiência pública, na Câmara Municipal, em agosto do ano passado, por iniciativa da Comissão de Educação do Legislativo.

E voltaram a ser expostos durante a Conferência Intermunicipal de Educação da Região Metropolitana Oeste, que Osasco sediou nos dias 5 e 6 de junho deste ano. Cerca de 800 participantes de 16 cidades dessa área puderam conhecer essas ações dentro de um dos eixos de discussão do evento.

Inclusão de verdade

De acordo com a secretária de Educação de Osasco, professora Mazé Favarão, a cidade pratica, atualmente, a verdadeira inclusão social. “Queremos oferecer uma educação pública de qualidade a todos os alunos. E essa inclusão acontece não só quando colocamos os alunos com deficiência nas salas regulares, mas também quando entregamos a todos os estudantes, sem qualquer distinção, uniforme e material escolar gratuito, além de livros paradidáticos”, explica.

Ela afirma ainda que processo de inclusão é sempre positivo. “Certamente Osasco tem muitos resultados positivos no processo de inclusão. Há famílias que são muito diretas no reconhecimento disso. E, para os casos ainda não resolvidos, estamos sempre dialogando e buscando soluções”, completa.

Já o prefeito Emidio de Souza ressalta que a educação inclusiva é uma das marcas da rede municipal de ensino. “Ela faz parte de uma série de conquistas permanentes nessa área e que inclui também a formação continuada dos professores e participação democrática da comunidade, por meio dos conselhos de gestão compartilhada”, afirma.

Da Pref. Munic. Osasco - 18.06

Leia mais:
Fomento ao CONAE 2010 - Conferência Intermunicipal de Educação em Osasco.

Palestra do Prefeito Emídio na Assembléia Legislativa de SP, 18.06,
falou sobre a Incubadora Pública de Empresas como empreendimento de geração de renda, cidadania e inclusão social.