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12 de jul. de 2013

Concurso para Educação do Estado de São Paulo: edital publica mais de 60 mil vagas

Divulgação

Foram publicadas, na edição desta segunda-feira (8) do Diário Oficial do Estado de São Paulo, as autorizações para os concursos da Secretaria de Educação que vão preencher um total de 60.032 oportunidades.

4 de jan. de 2013

Cozinha improvisada gera livro de receitas em escola gaúcha


Um livro digital, com as melhores receitas: bolo de cenoura, pé-de-moleque, pudim de sorvete, bolinho de chuva, milk shake, sonho, pastelão de mandioca, biscoito integral de goiaba. Ele foi escrito por crianças do quarto ao sexto ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental 25 de Julho, no município gaúcho de Picada Café.

11 de ago. de 2012

Ciclo de palestras (vários temas)


A Subsede Sudeste/Centro da Apeoesp promoverá de 4 de agosto até 1 de setembro um ciclo de palestras com temas ligados a área da Educação.Essas palestras ocorrerão sempre no período da tarde.As inscrições poderão ser feitas por telefone ou pessoalmente.
Local - Subsede Sudeste/Centro da Apeoesp
Rua Manoel de Paiva,nº224(próximo à estação de metrô Ana Rosa)
T - 55490880 e 50824522


14 de mar. de 2012

Professores fazem paralisação de três dias para cobrar piso salarial

Categoria dá a resposta aos governantes sobre o descumprimento da lei do piso do magistério e reivindica plano de carreira e maior investimento para educação

Do SpressoSP - 13.03.12

Professores de São Paulo, em assembleia no ano passado (Foto: Fernando Cardozo/Chroma/ Apeoesp)
Professores da rede pública devem parar as atividades em escolas de todo o país de quarta a sexta-feira desta semana para chamar a atenção quanto ao cumprimento da lei do piso nacional do magistério, ainda desrespeitada por municípios e estados, apesar do último reajuste, anunciado em fevereiro pelo Ministério da Educação. O valor do piso passou de R$ 1.187,97 para R$ 1.451 para jornadas de 40 horas semanais, após reajuste de 22%. Também são reivindicados o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no Plano Nacional da Educação – em trâmite no Congresso –, o fim das terceirizações na área da educação e plano de carreira dos docentes.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convocou suas 44 entidades para mobilizar a categoria nas regiões. Amanhã (13), os sindicatos filiados à confederação organizam também um “tuitaço” para aumentar a pressão antes da paralisação. De acordo com o presidente da entidade, Roberto Franklin de Leão, a greve é uma resposta da categoria aos estados que ainda descumprem a Lei 11.738, sancionada em 2008 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nossa greve é justa, vamos dar uma resposta aos governadores e prefeitos que não pagam o piso salarial do magistério, achatam a carreira dos trabalhadores, e se negam a ampliar a jornada de atividades extraclasse”, explicou.

Segundo ele, não há argumentos para descumprir a lei. Em 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou o pagamento do piso salarial legítimo, após Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada um por grupo de governadores. Eles alegavam restrições orçamentárias dos municípios para o pagamento previsto aos docentes. “Neste ano de eleições municipais, vamos fazer mural denunciando os inimigos da educação”, afirmou Leão. A CNTE pede aos professores que denunciem prefeitos que se recusam a pagar a quantia, enviando fotos do governante e informem o partido.

No caso do Rio Grande do Sul, a Justiça determinou no início de março que o governador Tarso Genro (PT) cumprisse a lei. Os professores gaúchos ganham atualmente R$ 791 por 40 horas semanais, quase metade do valor estabelecido pelo MEC neste ano para a mesma carga horária. O governo argumenta que terá de recorrer da decisão por conta do impacto nos cofres – segundo as contas de Genro, cerca de R$ 3 bilhões anuais. Uma proposta, rejeitada pelos sindicalistas, prevê o reajuste do salário mais básico para R$ 1.260 em 2014, quando o valor do piso estaria, graças ao reajuste anual, ainda maior do que a quantia atual.
Os professores também são contrários à articulação de governadores na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados para a mudança no critério de reajuste do piso do magistério. Atualmente, o índice tem como base a variação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de dois anos anteriores. No projeto contrário, o reajuste seria baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

“Não vamos aceitar só a inflação como política de reajuste. Exigimos valorização de verdade. Queremos carreira atraente, salário decente, que incentive os estudantes a escolherem a carreira de professor, que tanto nos orgulhamos”, disse o sindicalista. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), anunciou no início do mês que criará uma comissão para discutir o piso e tentar um acordo para o impasse.

11 de nov. de 2011

Enfrentando o Crack II

Enfrentamento 

A chave do sucesso

Professor colaborador do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), o psiquiatra José Manoel Bertolote ocupou, durante 20 anos, o cargo de coordenador da equipe de transtornos mentais e neurológicos da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra. Consultor da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), pesquisador e especialista na prevenção e tratamento de usuários de drogas psicotrópicas, nesta entrevista ele fala sobre as reais chances de recuperação de dependentes de crack, avalia a importância da reinserção social e mostra porque é preciso mais que a desintoxicação para reduzir o índice de recaídas. “A desintoxicação, apenas, tem seu papel, no sentido de reduzir os danos a que o usuário está sujeito, mas é uma contribuição modesta”, avalia.

6 de ago. de 2011

Estudantes chilenos protestam contra o desmonte da educação pública no país.


Fotos (EFE): megamanifestação estudantil em Santiago (14.07.2011), mais de 80.000 pessoas.
Protestos no Chile são constantes por estudantes que se mobilizam há meses contra o desmonte (privatização) da educação e por maiores investimentos públicos, quando são recebidos com violência pela polícia do atual presidente do pais Sebastian Piñera.


Na quinta-feira (4), na tentativa de realizar marchas em diversas cidades, estimam-se que 800 pessoas foram detidas em todos país, sendo cerca de 230 apenas em Santiago, capital do Chile, sofreram forte repressão da tropa de choque, com bombas de gás, balas de borracha, gás de pimenta etc.


Márcia Brasil 

9 de dez. de 2010

Liderança: novas perspectivas de ascensão profissional

O mercado de trabalho exige cada vez mais profissionais com espírito de liderança, proativos, democráticos e que vestem a “camisa da empresa”, pois o foco está na produtividade e na garantia de espaço no mercado de trabalho.

Vivemos num mundo globalizado onde a concorrência exige vários diferenciais para competir no mercado global. Longe de avaliar se este modelo é o ideal, é o que temos e precisamos nos adaptar para garantir a empregabilidade, mas isso não é o mesmo que deixar de exigir um ambiente saudável e propicio a saúde física e emocional.

Neste sentido, poucas organizações mantêm o foco no humano, não percebem que o trabalhador motivado trabalha feliz e mantém um clima de parceria e maior produtividade. Não podemos ser ingênuos, a crença dessas empresas não está na mudança qualitativa de vida, no bem estar ou na distribuição de renda. O empregador tem a visão de lucro enquanto o empregado que "carrega o piano", muitas vezes se cala ao ver seus direitos desrespeitados pela questão de sobrevivência.
O mundo mudou e o capitalismo teve que aliar seus interesses moldando as novas demandas do cliente, porque este deixou de ser um mero consumidor receptivo para interagir; um ser mais exigente que vem aprendendo a se impor e cobrar seus direitos pois quer ser respeitado como cidadão e consumidor que tem outros leques de opções. Não se adaptar a esta perspectiva significa correr o risco de perder clientes para uma concorrência pronta a oferecer melhores (?) produtos.

Desta forma, o modelo de gestão foi obrigado a abrir mão do autocontrole e repensar suas estratégias, isso significou delegar competências e criar lideranças que nada tem a ver com o modelo de “chefia” controladora que por falta de referencial, desmotivava a equipe e mantinha o poder centrado nela mesma.

Para não perder o mercado e fechar suas fábricas tiveram que adaptar a novas tecnologias, a complexidade das privatizações e o acúmulo de informações de onde e como formar alianças produtivas. Isto vale até abraçar a consciência ecológica como meio de se tornar moralmente corretos.

É importante observar a mudança de paradigma de um passado onde a economia era baseada no consumo de massa, as mercadorias tinham que ter durabilidade, o ciclo passava de geração a geração e a procura era maior que a oferta. Mas, com as novas demandas dos séculos 20 e 21 o cenário ficou instável, o marketing mudou rapidamente o foco das necessidades e vemos maior fluidez tecnológica.

Para tanto, as empresas que querem manter-se no mercado tiveram que investir em lideranças que passaram a ser preparadas para incentivar e manter um clima organizacional de parceria, abandonando aquela figura de “chefe” arcaico que durante anos serviu de espião, manipulador, controlador, adestrador, que punia, disciplinava, cobrava, temente de perder o “respeito” adotando uma postura fria e distante.

O certo é que para sobreviver numa empresa ou quem pensa em evoluir na carreira, tem que aprender a exercer a liderança. Há quem nasça líder, vemos crianças que desde a infância são líderes natos, mas há muitas formas de aprimorar esta habilidade com esforço e aprendizado.

De tudo exposto até aqui, o positivo está no movimento questionador onde o dinheiro não se configura o início, o meio e o fim, por isso assistimos grandes economias que se quebraram. Ainda vivemos numa panela de pressão mundial e  quem ocupa algum cargo de comando tem de conviver de perto com as cobranças por resultados. Mas, quem escolheu estar nesta posição tem a árdua tarefa de ser interlocutor entre empregado e empregador, jogo de cintura com econômia mundial, talvez engolindo muitos sapos para manter uma performace efetiva nos momentos de crise.

O que acredito compor uma liderança comprometida, solidária e positiva está resumidamente nestes tópicos:

1. Valorização das pessoas e do talento humano: entender as limitações e dar o foco no que o empregado sabe e pode fazer de melhor, deve ser um canalizador de talentos.

2. Desenvolver equipes de trabalho: alternar as diferenças, valorizando as afinidades incentivando a equipe a trabalhar em grupo.

3. Desenvolver as competências visando os resultados de acordo com que cada um pode oferecer, se possível remanejar o funcionário até que encontre a melhor opção e aptidão de sua habilidade.

4. Estabelece uma parceria, mas isto não significa propriamente ser amigo, mas cúmplice da equipe, sempre aberto a desenvolver valores pessoais.

5. Acompanhar e orientar como as pessoas estão naquela atividade.

6. Gerar comprometimento e estar aberto a ensinar, influenciar, desenvolver inteligência emocional - exemplo disso é sua própria postura no trabalho que tem que ser ética e honesta, muito além do que apregoa.

7. Ser honesto e franco com seus próprios erros e os da equipe.

8. Ter compaixão e amar o ser humano mesmo diante de uma falha, mas se valendo diálogo até a compreensão e um consenso.

9. Ter polidez, pois ninguém tolera um líder mal educado e desrespeitoso que não sabe ouvir.

10. Contar com a lealdade de um líder que contempla a equipe e defenda o funcionário se este estiver correto.

11. Ser ético e fazer o que é certo, muito diferente de beneficiar A ou B, simplesmente porque é amigo de alguém importante.

12. Ter visão de futuro e se libertar dos resquícios daquela chefia autoritária, para estar antenado com a criatividade e possibilidades que sua equipe possa oferecer.
  

Quem pretende construir uma carreira sólida e estável, cada passo pode influenciar o cotidiano com ações e projetos que melhore seu desempenho e a produtividade de todos os envolvidos. A oferta ainda é grande, e provavelmente, você será substituido por alguém mais competente que se esforça para melhorar o currículo, desenvolver maiores competências e  ser uma liderança sábia e comprometida. Pense nisso antes de manter uma postura fechada para o novo se acomodando atrás de uma mesa feliz por dar ordens.

O VERDADEIRO LIDER SE COMPROMETE COM O CRESCIMENTO PROFISSIONAL DE CADA INDIVÍDUO DE SUA EQUIPE!

Termino com um ditado Samurai:

AS PALAVRAS DE UM HOMEM SÃO COM SUAS PEGADAS....
VOCÊ PODE SEGUI-LAS AONDE ELE FOR
PORTANTO TOME CUIDADO ONDE PISAR!

Se você quer se aprimorar nestes conceitos, podemos agendar uma consulta, escreva-me: valeria.psc13@hotmail.com

Contribuição do consultor de empresas e psicólogo, Luciano Cippini, no qual proferiu uma palestra intitulada, "O líder nos dias de hoje".
Por Valéria F. da Rocha - Psicoterapeuta - Do Blog Reflexões sobre os principais dilemas humanos

30 de nov. de 2010

Governo quer desonerar modems e dar incentivos para baratear o acesso à internet


Do Igatu - 30.11.2010

O governo federal está trabalhando na desoneração de impostos como PIS e Cofins para aparelhos de modems e na concessão de incentivos fiscais para baratear o acesso aos serviços de internet em alta velocidade no país. As ações foram apresentadas hoje (30), durante a terceira edição do Fórum Brasil Conectado.

De acordo com Arthur Coimbra, membro do Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital (CGPID), a desoneração de impostos para os modems, proposta conhecida como “Modem para todos”, já foi aprovada pelo Ministério da Fazenda, e aguarda apenas a normatização. Já a formulação de um plano de incentivos fiscais federais e estaduais para possibilitar o acesso aos serviços de banda larga por cerca de R$ 15 já foi aprovada em reunião ministerial, mas ainda falta ser autorizada pelo Ministério da Fazenda.

Também estão sendo trabalhadas medidas para facilitar a atuação de micro e pequenas empresas prestadoras de serviço de acesso em banda larga, como o financiamento público e a desoneração de contribuições como Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).

Coimbra destacou que é preciso também discutir, no âmbito da reforma tributária, os impostos que incidem sobre serviços de telecomunicações no Brasil, que, segundo ele, estão muito acima das médias internacionais.

Outra ação necessária, segundo ele, é a liberação da faixa de frequência de 450 megahertz (Mhz) para levar a banda larga para áreas rurais e escolas públicas. De acordo com Coimbra, essa faixa atualmente é utilizada pela Polícia Federal e algumas polícias estaduais. A migração deve levar de oito meses a dois anos, a um custo de US$ 40 milhões.
Na abertura do encontro, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, disse que o conselho diretor da agência deve ter uma definição sobre a destinação da faixa de 450 Mhz na próxima semana e, até o fim do ano, sobre o Plano Geral de Metas de Universalização da telefonia fixa (PGMU 3). “Nossa meta é cumprir todos os os prazos previstos e oferecer ao Brasil um marco regulamentar tecnicamente consistente estável e duradouro.” Ele disse que espera iniciar 2011 com 50% das matérias relacionadas ao Plano Nacional de Banda Larga concluídas ou bem encaminhadas na Anatel.
O secretário especial da Presidência da República, Cezar Alvarez, avaliou que houve avanços na área de regulamentação das questões envolvendo o Plano Nacional de Banda Larga. Segundo ele, até o fim do ano, a versão final do PGMU 3 será encaminhado para aprovação final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Fórum Brasil Conectado é um comitê formado por representantes de estados e municípios, do Legislativo, de operadoras, de fabricantes de equipamentos, de desenvolvedores de software, de produtores de conteúdo digital, de entidades de representação dos usuários e da sociedade civil. O objetivo do grupo é debater a implantação do Plano Nacional de Banda Larga no país, que pretende oferecer internet rápida a preços baixos.

 Fonte: Agência Brasil

26 de nov. de 2010

Comissão Especial aprova Estatuto da Juventude

A Comissão Especial de Juventude aprovou terça-feira (23), o Estatuto da Juventude.

Projeto de Lei 4529/04 além de criar o Estatuto da Juventude, regulando os direitos específicos dos jovens e estabelecendo diretrizes para elaboração de políticas de juventude, cria também a Rede e o Sistema Nacionais de Juventude.

Na Câmara, a deputada Manuela D’ávila (PCdoB/RS), relatora do PL, comemorou a aprovação e ressaltou que a aprovação do texto é resultado de um “grande esforço para incluir todas as sugestões dos parlamentares e das entidades representativas dos jovens”, com o objetivo de criar um marco legal na área.

Em seu relatório Manuela destaca que o PL tem origem no debate com jovens, gestores públicos e especialistas nas questões de juventude em todo o país.  “Este Projeto é fruto do conhecimento produzido pelos coletivos de jovens ao longo dos últimos 20 anos, incluindo as últimas conferências de juventude, a participação da sociedade pelo Portal e-Democracia da Câmara dos Deputados e os recentes trabalhos de audiências públicas desta Comissão nesta Casa e nos Estados”, escreve a parlamentar.

Agora o Projeto de Lei segue para votação em plenário. Danilo Moreira, presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), comemorou a aprovação. “É mais um passo na constituição dos marcos legais para a juventude. Será importante também porque teremos um texto base para ser discutido e aprovado na 2ª Conferência Nacional de Juventude, que acontecerá no primeiro semestre do ano que vem”, argumenta.

Para Marcela Rodrigues, coordenadora da Comissão de Parlamento do Conjuve, este foi um ano de vitórias. “Aprovamos a PEC da Juventude e agora conseguimos a primeira aprovação do Estatuto da Juventude”, explica Marcela, “agora precisamos da mobilização da juventude brasileira para seguir cobrando dos parlamentares a aprovação da matéria em plenário”, conclui.

Por Ana Cristina Santos - JPT Mauá - 26.11.2010

18 de nov. de 2010

Falam mal do Enem, e até estimulam alunos contra, mas a mídia omite sobre o Saresp do Serra.

Aluno da rede estadual fica até 6 meses sem professor
Governo não consegue contratar profissionais para cobrir licenças temporárias

 

Docente prefere esperar vaga com tempo maior de trabalho, pois lei ordena que, após 1 ano, fique 200 dias afastado
 

TALITA BEDINELLI
FSP
RAPHAEL MARCHIORI
 
AGORA

A prova do Saresp (que avalia o aprendizado anual de alunos da rede paulista) teve um gostinho amargo para Lia, 13, nesta semana.
Apesar de boa aluna, ela não soube responder a parte das questões de português.
E não foi por falta de estudo. "Foi por falta de professor", diz Cléo, 33, mãe dela.
A professora de português de Lia na Joaquim Leme do Prado, zona norte da capital, está de licença há três meses e nenhum outro docente a substituiu. Os alunos ficam na sala ou no pátio "sem fazer nada", diz a menina. Mesmo sem aulas, ou avaliação, ela teve nota 8 no bimestre.
Lia é uma das vítimas de um problema que aconteceu em muitas escolas estaduais de SP ao longo do ano.
Folha escutou relato semelhante em outras 11 escolas, de todas as regiões da cidade e da Grande SP. Em algumas, os estudantes chegaram a ficar até seis meses sem uma determinada disciplina.
Em Araraquara, interior do Estado, alunos do 3º ano fizeram um boicote ao Saresp, pois afirmam que não tiveram aulas regulares de química, história e física desde o começo do ano.
A falta de professores é consequência de uma lei estadual, de 2009, que determina que funcionários contratados sem concurso podem trabalhar por no máximo um ano. Depois, eles devem ficar afastados por 200 dias para evitar vínculo empregatício.
Por isso, poucos professores não estáveis (cerca de 10% da categoria) aceitam cobrir licenças temporárias. Preferem esperar por vagas com mais tempo de trabalho ou até desistem da profissão.
A situação deve piorar no próximo ano, pois os professores que deram aula neste ano terão que se afastar até o início do segundo semestre.
A Secretaria Estadual da Educação reconhece o problema e diz que tentará modificar a legislação neste ano.

AULA VAGA
Os alunos dizem ainda que a ausência dos professores não costuma ser suprida por atividades escolares.
"A gente traz jogo e fica jogando dentro da sala", diz Renata, 12, aluna da escola Castro Alves, na zona norte. Ela ficou dois meses sem ter aula de história neste ano.
Na escola, estudantes do 3º ano do ensino médio também ficaram cerca de seis meses sem aula de filosofia.

Leia mais 

Do blog Fabiana Soler - 18.11.2010

RESULTADO DA "POLÍTICA EDUCACIONAL" DO SERRA:

Saresp 2009: 20 mil provas trocadas, “vaquinha” para xerox, amigos empacotadores…

por Conceição Lemes
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado em 1992 pelo ex-ministro Paulo Renato de Souza (PSDB), atual secretário de Educação do Estado de São Paulo.
Agora, de novo, Paulo Renato fez críticas pesadas aos erros ocorridos na prova de sábado do Enem 2010.


Paulo Renato sabe melhor do que ninguém que esses “problemas” não deveriam ocorrer, mas ocorrem. Mas parece que se “esqueceu” do que aconteceu com as provas Saresp 2009 ( Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar, da SEE_SP).
O Saresp é uma espécie de clone do Enem. Com diferenças fundamentais. No Enem, o aluno ganha, pois o resultado pode ajudá-lo a entrar na faculdade. Já o Saresp não beneficia em nada o estudante, já que ele avalia o sistema de ensino do estado de São Paulo. Como os resultados verdadeiros são pífios, acabam “manobrados” pelos tucanos que há 16 anos estão à frente da educação em São Paulo. O Saresp é uma autoavaliação do PSDB feita através dos alunos.
O Saresp também serve para a Bonificação por Resultados (BR), onde o professores a até funcionários das escolas “faturam”, conforme as notas obtidas pelos alunos.
Aliás, os números do Saresp “dizem” que a qualidade de educação pública em São Paulo vai bem, embora muitos alunos continuem saindo da escola sem saber ler. Mas isso vamos deixar para outra ocasião.
O importante aqui é que, em 2009, a mídia “comprou” a versão da Secretaria de Educação de São Paulo de que o Saresp do ano passado transcorreu maravilhosamente bem. Só que isso não é verdade.
Por exemplo, em Araraquara (273 km a noroeste de SP), no dia 18/11, 20 mil alunos perceberam, ao mesmo tempo, que as provas de português estavam misturadas com as de geografia — cujo conteúdo só poderia ser conhecido no dia seguinte, junto com a prova de história.
A assessoria de imprensa da SEE disse que o erro de empacotamento das provas foi isolado e não comprometeu a avaliação. Só as provas de geografia seriam substituídas, as demais deveriam ser guardadas.
Em alguns locais, sobraram provas. Em outros, faltaram. Os alunos tiveram de fazer “vaquinha” para xerocar o exame.
Segundo fontes da Secretaria de Educação de São Paulo, amigos dos funcionários foram convidados a ir à gráfica para ajudar a empacotar as provas do Saresp 2009 . Foi no dia em que deu apagão em vários estados brasileiros, devido a Itaipu. Todo mundo ficou no escuro.
São apenas alguns dos “problemas” do Saresp 2009, que Paulo Renato e a mídia corporativa ignoraram lá atrás. E continuaram esta semana, quando se uniram para detonar o Enem. Por que para problemas parecidos tratamentos diferentes? Cadê a isonomia tão alardeada pelos “especialistas” nos últimos dias?
Como o Viomundo defende a isonomia, reproduzimos do excelente NaMaria News dois posts sobre o Saresp 2009. O primeiro, publicado em 17 de novembro, mostra o caos e o descontamento dos alunos com a prova. O segundo, de 21 de novembro, faz um apanhado dos vários “problemas” ocorridos.
Em tempos de amnésia tucano-midiática, recomendamos que leiam para entender melhor o que está se passando. A propósito. O que aconteceu com aquela pessoa que foi pega roubando uma cópia da prova do Enem 2009 na Gráfica Plural, da Folha? Se alguém souber, por favor, nos mande informações.
*****

NaMaria News e Saresp 2009: Do caos à (pequena?) desordem – dia 1

O primeiro dia do SARESP 2009 foi realizado em SP. Um alívio, um sofrimento a menos. Uma maravilha.
Nem tanto, NaMaria, nem tanto. O que deu foi um montão de enrosco.
Confirmando as mensagens recebidas anteriormente e ampliando o quadro, tivemos o seguinte levantamento dos pequenos problemas que, para aqueles que os enfrentaram, foram verdadeiros pesadelos:
- Em 17/novembro; às 13:30 – de: —–Novaes (Vale do Ribeira)
Cara Namaria;
Finalmente as provas chegaram em nossa escola quase em cima da hora da aplicação assim quase não tivemos tempo de conferir tudo para entrega-las aos alunos. Tivemos que fazer cópias xerocadas das provas porque faltaram provas e sobravam alunos. Quer dizer que as provas não vieram em número suficiente para todos. Detalhe: nós pagamos as cópias de nosso bolso, fizemos a famosa vaquinha. Das duas uma: ou a listagem do banco de dados do CIE [Centro de Informações Educacionais, da Secretaria de Educação] está completamente furado, ou o mutirão convocado pelo secretário Paulo Renato para trabalhar lá na gráfica estava louco e não colocou a quantidade de provas suficientes nas respectivas caixas. Depois nós professores é que devemos ser avaliados e sempre somos os culpados de tudo? Assim é complicado, Namaria! Queremos só ver o que vai acontecer amanhã, manteremos você informada.

- Em 17/novembro; às 12:55 – de Sérgio—– (Litoral)
NaMaria, não apareceu nenhum fiscal aqui no período matutino. Foi uma desgraça de confusão mas no meio da desgraça ninguém sabia como resolver o problema. Você acha que merecemos tal desordem e ignorância dos nossos governantes? É melhor ser secretário ou qualquer outro burocrata do que ser professor ou aluno nesse São Paulo.

- Em 17/novembro; às 11:14 – de: Virgínia—– (Grande SP)
Olha NaMaria a coisa tah preta pro nosso lado. As provas chegaram aqui na escola parecendo uma caixa de lixo, sem o tal do lacre, faltando gabaritos, com provas rasuradas!! O pior eh que a gente deve notificar tudo para o CAED [empresa responsável pelo SARESP 2009] usando o fone 08007273112 que soh dah ocupado o tempo todo!!! Daí a gente liga para a FDE no 08007770333 e quando dah certo eles falam que eh tudo soh com o CAED. Se a gente deixar tudo errado como veio para a escola vai prejudicar todos que querem fazer o melhor. Eh para desistir? O QUE QUEREM DE NOS?

- Em 17/novembro; às 12:10 – de: José MF—– (Vale do Paraíba)
Uma desorganização tremenda, NaMaria! Nunca vimos tamanho descaso com a educação e ainda chamam isto de avaliação? Avaliar o que??? A falta de preparo, a falta de respeito deles conosco? Estamos aqui feito palhaços esperando e correndo para todos os lados para apagar os incêndios que a secretaria provocou. Essa porcaria de 0800 não atende a horas e horas. Dá vontade de largar tudo NaMaria. A gente só não abandona por causa dos alunos que não tem culpa dos nossos péssimos dirigentes. Esse saresp é uma vergonha igualzinho aqueles que o fizeram. Por favor Namaria denuncie tudo por nós. Abraços.

- Em 17/novembro; às 15:23 – de: Wellington—– (Noroeste de SP)
NaMaria as provas chegaram tudo trocadas aqui… kkkkkkkkkkkkk… a não ser que a gente passe todo mundo da 4ª para 3ª EM agora mesmo aí eles podem realizar as provas kkkkkkkkkkk Essa gente é piada. Vão ser desorganizados assim lá no Paraguai do Sul que eles inventaram naquele mapa deles … kkkkkkkkk… HELP NÓIS NAMARIA!

- Em 17/novembro; às 11:59 – de: Maria R—– (Vale do Paraíba)
Namaria vc sabe outro número diferente do 0800 do CAED? Essa droga de 0800 só dá ocupado ocupado ocupado… Como é que só dão um número de telefone para atender essa quantidade imensa de escolas? Está faltando um pedaço da prova, o que fazer? Nem a diretoria de ensino sabe.

- Comentário de La Pasionaria Ibarrure no post anterior deste NaMaria:
Pois é, depois de indas e vindas, de esquemas swuaterianos (da Swat) de segurança para evitar vazamentos, finalmente o Saresp está sendo aplicado.
Mas eu pergunto: Prá que tamanho esquema de segurança se, ao chegar a algumas escolas, os envelopes não continham provas suficientes para os alunos? Solução doméstica (ordem dos dirigentes regionais), tirem xerox das provas, a APM paga a conta, pois não há verba para xerox. Pode? (…)

Já deu para sentir o drama? Tem isto tudo e outro tanto. Pela WEB encontramos mais, como no dia anterior. Talvez dos relatos mais interessantes seja o que se lê no Professor Temporário – vale conferir a tragédia do Vazamento na prova do SARESP.
Enquanto isto a grande imprensa, a boa filha de sempre, não toca sequer numa vírgula dessas agruras. Não cita a Prova São Paulo para 350 mil estudantes municipais, justamente nos mesmos dias do SARESP. Como terá sido? Talvez muito bem, já que governo e prefeitura dão-se às maravilhas. Alunos, professores e demais podem se ajustar como for. Qualidade dos resultados? Como assim?
A mídia convencional cala-se geral, exceto pela manifestação de alunos contrários ao SARESP, na manhã de ontem (17). Mas o texto é tão pífio que não diz, por exemplo, nem de onde são os tais 300 alunos reunidos na Praça Coronel Fernando Prestes, perto da Avenida Tiradentes, como se fossem de todo e lugar nenhum. No entanto, qualquer micuim sedento sabe que em tal pracinha funciona o Centro Paula Souza, aquele que administra 167 Escolas Técnicas (ETEC’s) e 49 Faculdades de Tecnologia (FATEC’s) estaduais – as mesmas que o Governador Serra está divulgando desesperadamente nas emissoras de TV como suas pérolas mais caras e diletas.
Ali bem próximo está a Escola Técnica Estadual de São Paulo (ETESP), no Bom Retiro. O que o jornalão não diz é que foi de lá que partiu a manifestação e esta escola manteve a posição de sempre: não aderir ao SARESP. Estavam presentes outras sete ETEC’s. A Getúlio Vargas, do Ipiranga, só participou da prova porque não foi avisada em tempo. As demais entraram no barco da avaliação porque seus grêmios ainda não são tão fortes. Muitos seguranças e PM’s estavam presentes durante as quatro horas de reunião estudantil, porém apenas vigiando, ao contrário do que aprontaram na USP. Alunos faziam imagens e um deles nos disse que queriam contato com o pessoal da Carta Capital
Os alunos tem toda razão.
porque não confiam na grande mídia – que já os tachou de baderneiros.
****

NaMaria News e Saresp 2009: O rescaldo

A narrativa fecunda em incidentes do SARESP 2009, a barafunda abissal, por enquanto, pode assim ser resumida:
* Nem todas as escolas/classes/turmas, como preferir, receberam as provas corretamente. Entenda-se: no caderno de provas de português deve constar apenas questões de português e não de geografia ou matemática, que seriam em outro dia, por exemplo. Então o Miguelito está lá respondendo sobre a metafísica de uma charge sobre cortadores de cana e quando vira a página encontra gráficos, números e equações sobre venda de banana a quilo. Miguelito pensa que pirou ou as regras mudaram repentinamente ou ainda, que transformou-se em vidente. Mas não: foi erro do grosso mesmo, daquele mutirão dos 350 (ou mais) levado às pressas para a gráfica tapa-buraco do SARESP, a IGB – Indústria Gráfica Brasileira (Barueri), com os ônibus da JWA Transportadora Turística, contratada sem licitação em caráter de urgência. Problemas desta natureza aconteceram aos montes, em graus vários e diversas localidades paulistas.
* Nem todos os gabaritos das provas chegaram, quando chegaram não correspondiam com as provas. Quer dizer, a Secretaria da Educação e a FDE disseram ter criado 26 provas diferentes, com 24 questões cada, para evitar o ocorrido com o ENEM, há pouco mais de um mês. Vai daí que cada prova tem sua respectiva folha de respostas – as questões são as mesmas, o que muda é a ordem das perguntas. Se o Miguelito faz a prova modelo 24, deve ter em mãos o gabarito 24, onde assinalará as opções de respostas que julgar corretas. Acontece que Miguelito recebeu o gabarito da prova 13. Entretanto, no modelo 24 a resposta da questão 1 é C, e no modelo 13 é A. Elementar a confusão em cascata a partir disto, no momento da correção. Vale ressaltar que muitas unidades escolares receberam apenas os gabaritos, prova que é bom, necas; é a lei da compensação.
* Nem todas as questões, por sua vez, tinham uma única opção correta, como costuma acontecer em avaliações corriqueiras e universais; assim sendo, ainda que o aluno tivesse chegado à resposta correta, teria que adivinhar qual era a alternativa correta. Da mesma forma, provas de matemática pediam que os alunos analisassem determinadas figuras, entretanto as tais figuras não estavam impressas para serem analisadas.
* Nem todas as escolas receberam provas em número suficiente para os alunos inscritos, enquanto que em outras era uma loucura e sobravam para todo lado. Isto é: provas das Escolas P, R e S foram parar na Escola X, que não precisava delas, deixando as Escolas P, R e S a ver navios enquanto a outra se afogava em celulose. Resultado: onde havia miséria de provas os professores tiraram cópias na base da vaquinha e/ou dinheiro da APM. Naquelas que as tinham de sobra, só Deus sabe o que foi feito com tanto papel, talvez o mesmo fimCaderno do Aluno, dado às montanhas de tão apropriadamente impressos pela Plural (a mesma gráfica do ENEM vazado), e outras de mesmo calibre.
* Nem todas as escolas tiveram a sorte de contar com os aplicadores (R$50,00/período) e fiscais (R$100,00/dia) das provas, treinadíssimos e contratados a preço de ouro, porém muito mais em conta do que aqueles que serão designados multiplicadores no Nordeste (R$2.000,00/aula). Solução: diretores e demais responsáveis nas escolas se viraram nos trinta para tudo não se encaminhar ao brejo mais próximo. Agora só falta saber como essas pessoas serão pagas e quando, já que não tinham contrato como o dos faltosos.
* Nem todos os professores, diretores, aplicadores e fiscais ou gente com problemas sarespianos conseguiram falar com o 08007273112, número fornecido pela empresa que levou R$ 27.418.148,80 para cumprir o contrato do SARESP 2009, o CAEd. Portanto, deve ter gente que até agora não sabe o que fazer da vida.
* Nem todos os alunos que ficaram sem responder à avaliação do sistema, por um fato ou outro, perderam a chance de demonstrar o que sabem. Benevolentemente foram marcadas novas datas: 20 ou 23/11, caso dia 20 tenha sido feriado na cidade. Portanto engana-se quem pensa que o bafafá terminou.
Embora a grande imprensa tenha se mantido taciturna, o tema foi cansativamente explanado pela assessoria de imprensa da Secretaria da Educação. Vejamos:
* Para o caso do sorumbático 0800 que não atendia ninguém, a assessoria de imprensa da SEE explicou que a Embratel comeu bola ao confundir milhares de chamados de professores em pânico com um furioso ataque de hackers, mancomunados que estavam para escangalhar com o SARESP. O procedimento é normal, disse a assessoria de imprensa da SEE.
* Para o caso das escolas em Mairiporã, Caieiras, Francisco Morato, Cajamar, Atibaia e outras que receberam provas de português pela segunda vez, quando deveriam ter recebido de matemática, a assessoria de imprensa da SEE informou que a ocorrência não foi significativa o suficiente para paralisar o andamento da prova e não terão [sic] grande influência no resultado da análise.
* Da mesma forma, os 200 alunos (6 turmas) da EE Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, em Sorocaba (90 km distante de SP, Rod. Castello Branco), se estreparam. Primeiro receberam as provas de uma escola de Santa Bárbara d’Oeste (130 km de SP, pertencente à região metropolitana de Campinas, Rod. dos Bandeirantes). Quando as novas caixas finalmente chegaram a diretoria tinha ordens de só abri-las na hora de cada prova. No dia da avaliação de matemática, no momento da distribuição, souberam que estavam com a de português, de novo. Diante disto atrasou geral e só terminarão o calvário dia 23/11. A assessoria de imprensa da SEE informou que o processo de avaliação não será comprometido.
* No caso dos gabaritos trocados, a solução caseira foi simples: mandaram a gente riscar o número da folha de respostas e colocar igual ao da prova. Fala verdade, você aí não gostaria de participar dessas correções?
* Para o caso perdido de Araraquara (273 km a noroeste de SP), no dia 18/11, apenas 20 mil alunos perceberam, ao mesmo tempo, que as provas de português estavam misturadas com as de geografia – cujo conteúdo só poderia ser conhecido no dia seguinte, junto com a prova de história. A assessoria de imprensa da SEE disse que o erro de empacotamento das provas foi isolado e não comprometeu a avaliação. Só as provas de geografia seriam substituídas, as demais deveriam ser guardadas.
Resumo final: O que você pensaria sobre isto, então?
Pois saiba que a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação e seu Secretário, classificaram os problemas como “normais” para um exame do tamanho do Saresp.
Não obstante tamanha normalidade, temos algumas perguntas/pensamentos básicos:
- O SARESP é um exame para avaliar o sistema educacional do estado e serve-se dos alunos para tal fim.
- O SARESP não pode e nem deve ser usado como moeda de troca entre escolas e estudantes, ou seja: ninguém pode chegar no aluno e falar “olha, Zezão, você faz a prova e te aumentamos as notas, tá bem?” ou “em vez do provão final, a nota que vale é a que você tirar no SARESP” ou “Zezão, se tu não fizer a prova do SARESP tuas notas vão pras cucuias e você repete de ano” ou “escuta bem, se vocês forem mal no SARESP terão tanta lição, mas tanta que nunca mais conseguirão levantar nem pra ir ao banheiro”… Deu pra entender? Tudo isso não pode ser feito. Mas é.
- O SARESP funciona por adesão e não obrigação; não se pode obrigar os estudantes a participar, mesmo que a escola tenha aderido; não pode haver, em hipótese alguma, represálias aos estudantes pelo não comparecimento às provas. Mas elas existem.
- Os alunos não sabem para que serve o SARESP e ouvem explicações no mínimo furadas: vamos receber mais materiais de consumo pela participação, vamos poder contratar pessoal de limpeza, a merenda vai melhorar… Tudo engodo. Quem faz isto está mentindo.
- O SARESP, na verdade, é mais uma forma de poder dar umas migalhas aos professores, em vez de aumento real, como deveria ser. É como a coisa do bônus. É como o programa por mérito. Se tua escola for bem, se melhorar te damos um “aumento”. Daí o interesse em que alunos participem, sem eles, nada feito. Caso contrário é mais uma punição sob formas legais. Infelizmente muitas escolas por aí não revelam as reais intensões aos alunos. E quando o fazem, os alunos não estão nem aí.
- A avaliação, do jeito como é feita, não avalia nada – mesmo com todas as teorias e teóricos pedagógicos que a cercam, que fazem parte de grupos de seus estudos ou que estão metidos em suas comissões. Poderia ser séria, poderia ser uma maravilha. Mas não é.
- E já que o atual governo acredita tanto em pesquisas e estatísticas, por que não fazer o SARESP por amostragem? Seria mais barato, no mínimo. E menos estressante, com menores particularidades de logística etc..
- Está explicado porque tamanho caos é considerado completamente normal?
Agora, bacana mesmo é o que ocorreu entre as ETEC’s (Escolas Técnicas), escolas estaduais e o boicote ao SARESP no qual participaram. Você poderá acompanhar o barraco generalizado aqui, em breve. Emocionantes histórias com personagens do bem e do mal, pensadores cordatos, ativistas coerentes, acéfalos fascistas, alcaguetes inatos e outras personas mais. 

Fique ligado.

Ler mais
 

Nota do Viomundo: Nos dias 17 e 18 de novembro, ocorrerá o Saresp 2010. Professores, pais e funcionários, por favor, nos mandem informações sobre a prova.

Fonte: viomundo.com.br


27 de out. de 2010

Audiência Pública - Orçamento Municipal para a Educação da cidade de São Paulo

Foto: Juvenal Pereira (câmara municipal de Sâo Paulo)
8 de novembro, 2a. feira, às 9h30 – Salão Nobre da Câmara Municipal
Viaduto Jacareí, 100, 8o. andar

A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo convocou para o próximo dia 8 de novembro, 2a. feira, às 9h30, a audiência pública destinada a debater as propostas do Executivo para o orçamento da educação municipal em 2011. A proposta encaminhada pelo Executivo aos vereadores prevê receitas e despesas no montante de aproximadamente R$ 34 bilhões, dos quais cerca de R$ 7 bilhões para Educação. 

O projeto na íntegra está no site da Câmara: 

http://www.camara.sp.gov.br/central_de_arquivos/orcamento2011/proposta2011-011010.pdf

De acordo com o Regimento Interno da Câmara, a comissão tem que realizar, no mínimo, duas audiências públicas durante a tramitação do projeto e foi aprovado um calendário de audiências temáticas e regionais. A sociedade civil pode apresentar sugestões de mudanças no texto aos vereadores, que têm até dia 31 de dezembro para aprovar a lei.

É fundamental que nós, educadoras/es, estudantes e movimentos sociais, estejamos lá, para que o debate sobre a destinação de recursos à educação municipal seja efetivamente um debate público em nossa cidade, sobre o qual possamos opinar e interferir.

GT Educação / Rede Nossa São Paulo

SP corta vaga de bebês para atender criança de 4 e 5 anos



Creches abrigarão crianças de 3 anos para gestão ampliar vagas na pré-escola

Deficit na pré-escola hoje é de 41 mil vagas; lei federal obriga atendimento a alunos a partir dos 4 anos 


FÁBIO TAKAHASHI
- FSP -27.10.2010

A Prefeitura de São Paulo decidiu transferir vagas hoje oferecidas a bebês em creches para crianças de quatro e cinco anos na pré-escola.
 
A medida já valerá em 2011 e vai criar um efeito cascata. Lei federal prevê a obrigatoriedade de vagas em escolas para crianças a partir de quatro anos - hoje é aos seis. 
O prazo para cumprimento da regra acaba em 2016. Como já há deficit de 41 mil vagas na pré-escola (que hoje atende crianças de três a cinco anos), a prefeitura transferirá as de até três anos e 11 meses para as creches, onde já há 125 mil na fila de espera. 
O contingente de crianças na faixa etária de três anos a três anos e 11 meses ocupará lugares de bebês, na faixa de um ano. Para essa idade, será reduzida a oferta de vagas, hoje em 19 mil. 
O número de postos cortados para bebês e o aumento para crianças mais velhas só serão definidos após a matrícula: as escolas poderão adequar suas vagas à demanda. Reduzindo o número de bebês, as creches poderão atender, com a atual estrutura, mais crianças. Isso porque um educador é responsável por sete bebês. Mas, para crianças na faixa de três anos, as turmas podem ter até 25 alunos. 
"Precisamos nos adequar à legislação", disse ontem à Folha o secretário da Educação, Alexandre Schneider. "Acho que a maioria das mães vai ficar feliz. Haverá mais crianças na creche, que possui jornada maior." A jornada diária na creche é de dez horas. Na pré-escola, fica entre quatro e seis. 

MOMENTO

Para educadores, o problema no ensino infantil paulistano é a falta de vagas. "Como o cobertor é curto, é preciso fazer escolhas esdrúxulas", diz Salomão Ximenes, um dos coordenadores da ONG Ação Educativa e do movimento Creche para Todos. Neste momento, porém, ele entende que a decisão foi certa. "Criança de três na pré-escola é ilegal." 
Mesma opinião tem a pesquisadora da USP Tizuko Morchida Kishimoto. Para ela, no entanto, a prefeitura criou um novo problema. 
"Como o espaço é o mesmo e o dinheiro também, estão tirando as crianças pequenininhas. Estudos mostram a importância do estudo de zero a três anos." 
Cesar Callegari, do Conselho Nacional de Educação, considera a medida correta, mas diz que a prefeitura precisa "acelerar os esforços" para atender a demanda. 

Colaborou TALITA BEDINELLI

6 de out. de 2010

Bullyng eleitoral

 

Eduargo Guimarães*

Estou impressionado com um caso relatado pelo amigo Arnóbio Rocha, tuiteiro com quem dividi os corredores do hospital em que minha filha Victória e Letícia, uma das filhas dele, estiveram internadas ao mesmo tempo há alguns meses.
Esse caso dá uma idéia das barbaridades que estão sendo praticados nesta campanha eleitoral, que pode passar à história como uma das mais sujas que este país já viu depois da redemocratização.
Vale relatar que tudo se deve ao candidato da mídia, bem como a própria, não estarem aceitando limites sobre o que usar para vencer a eleição presidencial.
Arnóbio relata, via Twitter, bullying que uma de suas filhas sofreu na escola em que estuda devido aos seus pais serem eleitores declarados de Dilma Rousseff.
O caso me parece extremamente grave. Inaceitável numa democracia. Este é o primeiro relato de dois que pretendo fazer hoje sobre o clima que o candidato José Serra, o jornal Folha de São Paulo, a Rede Globo, o Estadão e a revista Veja, entre outros, estão impondo ao país.
Arnóbio começa seu relato explicando o que é bullying: “Termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully – «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender”.
Segundo Arnóbio, sua filha de 9 anos estuda em uma escola cristã de classe média de São Paulo e foi vítima de “bulliyng pesado” por “defender Dilma”. Teria sido importunada por coleguinhas cujos pais votaram em Serra, que debochavam dela alegando que o tucano teria “vencido” o primeiro turno e Dilma, “perdido”.
A garota, segundo o relato, teria revidado dizendo que havia “mais eleição” pela frente – bela resposta para uma criança de nove anos. Todavia, naquele momento os coleguinhas começaram a gritar “Dilma Assassina”, e que ela “foi presa”, que “roubava” e que “mata crianças”.
Agora a parte mais revoltante e assustadora: a filha de Arnóbio diz ter sido caçada, encurralada e recebido socos e pontabés, além de os agressores terem pisado na mochila dela enquanto gritavam insultos e deboches.
Quando a mãe da menina foi buscá-la na escola, encontrou a filha aos prantos tentando relatar a agressão que sofrera.
Ainda segundo meu companheiro de hospital – alguém que tem a filha primogênita, de doze anos, sofrendo de leucemia -, este é o perfil dos pais dos alunos da tal escola: curso superior e salários, em média, de R$12 a 15 mil.
Arnóbio ainda assevera que “Nem em 1989 Collor ousou pregar o ódio de forma tão aberta” e que “Transformaram as eleições num inferno, em São Paulo”. E conclui dizendo que “não dá mais para ficar calado”.
Na classe da vítima dessa nova forma de bullying inventada pela campanha de Serra, o “bullying eleitoral”, dos 21 alunos 4 dizem que os pais votam em Dilma e todos estão sendo vítimas dos demais.
Arnóbio não quer revelar o nome da escola, no que julgo que está certo. Mas só até o ponto em que essa instituição tomar providências. Se tal não ocorrer, penso que ele deve tomar uma atitude. Não denunciar essa barbaridade equivale a aceitar ter a sua liberdade de expressão e de opinião desrespeitada.

Aguardemos…

*Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania

Do blog do Saraiva - 06.10.2010

12 de set. de 2010

"Dois professores na sala de aula", propaganda mentirosa do governo Serra


A rede de ensino pública do Estado de São Paulo tem mais 5 mil escolas, 240 mil professores e 5 milhões de alunos.

Veja este comercial. É de 2009, quando José Serra (PSDB) era governador. O tema dois professores na sala de aula é um dos principais “pontos de venda”.

Gostaria que o esquema dos dois professores fosse implantado na escola de seus filhos, sobrinhos ou netos? E que fosse disseminado por todo o Brasil?

“Pois a história dos dois professores na sala de aula é mentira ”, denuncia o professor Fábio Moraes. “É para iludir a população dos outros estados, pois os pais, os alunos e os professores de São Paulo já sabem que é um engodo. Eu desafio o ex-governador José Serra a mostrar uma única sala de aula na rede pública estadual onde existam dois professores. Nunca houve isso.”

Fábio Moraes é secretário do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Nessa condição, percorre continuamente toda a rede pública. O esquema propagandeado dos dois professores seria para crianças aprendendo a ler e a escrever, ou seja, nas classes do atual segundo ano do primeiro grau (antigo primeiro ano primário).

Fábio explica por que considera a propaganda enganosa:

1º) O que existe em algumas salas é a presença de um professor e de um estagiário, que não é professor formado.

2º) Os estagiários são remanescentes do Projeto Escola da Família, do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que José Serra reduziu drasticamente. Por esse projeto, as escolas eram abertas nos fins de semana para a comunidade, e os estagiários atuavam como monitores. Serra alocou então parte dos estagiários do Escola da Família no Projeto Dois professores na sala de aula.

3º) Desde 1998, há crescente municipalização do ensino das primeiras séries do primeiro grau, justamente quando as crianças aprendem a ler e a escrever. O governo do Estado foi transferindo pouco a pouco essa responsabilidade para as prefeituras. Assim, hoje são poucas escolas da rede pública estadual que atuam na alfabetização. A maior parte das classes dos primeiros anos está nas mãos das prefeituras e não do Estado, como a propaganda do governo estadual pode levar muitas pessoas a acreditar.

4º) Além disso, o governo estadual coloca até 40 alunos numa sala. Mesmo que fossem dois professores de verdade em classe, do ponto de vista pedagógico é inadequado. Já está comprovado que o ideal, para a aprendizagem, são salas de 20 alunos. Por que não organizar salas de 20 alunos com um professor em cada uma? Pedagogicamente traria mais ganhos aos alunos.

“Não somos contra os estagiários, que são vítimas também desse processo”, salienta Fábio . “A questão é a propaganda enganosa. É só marketing. Os maiores interessados – alunos, pais, professores e os próprios estagiários – não foram ouvidos, para mostrar aos governantes de plantão o que realmente é necessário para melhorar o sofrível padrão de ensino no Estado de São Paulo.”

O Viomundo consultou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sobre os dois professores na sala de aula. A assessoria de imprensa respondeu por e-mail:

O segundo professor será disponibilizado em classes do 2º ano do Ensino Fundamental (antiga 1ª série no ensino de 8 anos). Temos 97 instituições de ensino superior inscritas, porém até o momento foram firmados apenas 3 convênios, que totalizam 1.235 classes/alunos-pesquisadores. Os demais convênios estão em fase de finalização. Em todo Estado, são cerca de 6 mil classes, sendo em torno de 4 mil na capital e Grande São Paulo e 2 mil no interior.

Solicitamos mais detalhes, inclusive em quantas e quais escolas o projeto está implantado. A assessoria, também por e-mail, respondeu:

Temos cerca de 6 mil classes em todo Estado que contam com o segundo professor previsto no Programa Ler e Escrever. Porém o convênio com instituições de ensino superior dentro do Programa é firmado anualmente. Os convênios para 2010 se encontram em fase de conclusão.

O segundo professor são estudantes dos cursos de Pedagogia ou de Letras, como consta no histórico do Projeto Ler e Escrever.

Geralmente são chamados de estagiários. Mas oficialmente são denominados alunos pesquisadores.

Nada contra os estagiários, insistimos. É importante que eles tenham a oportunidade de aprender com os professores já formados. Mas por que o governo paulista não diz que são estagiários ou alunos pesquisadores em vez de apresentá-los como se fossem professores?

A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação adota o mesmo discurso . Tal qual o anúncio, usa sistematicamente a expressão dois professores na sala de aula.

Não à toa Fábio Moraes arremata: “É só mais um dos ‘reinos’ do faz de conta do ex-governador José Serra e seus tucanos”.

Fonte: Vi o Mundo

Do blog Transparência São Paulo - 02.05.2010