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11 de jan. de 2013

Drogas e religião

Frei Beto *
Frei Beto - Brasil de Fato
 
Um pouco mais de espiritualidade cultivada nas famílias, sobretudo em crianças e jovens, e não teríamos tanta vulnerabilidade à sedução das drogas 

Participei em São Paulo, em dezembro último, do simpósio sobre crack promovido pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas).

19 de jan. de 2012

Entidades divulgam nota sobre o caso BBB

Redação - Observatório do Direito à Comunicação - 18.01.2012



O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), a Rede Mulher e Mídia e outras entidades do movimento de mulheres divulgaram nota conjunta pedindo a responsabilização da Globo no caso do suposto estupro no BBB. Para as organizações, são quatro os fatos que justificam a responsabilidade da emissora: 


12 de jan. de 2012

Defensoria e Instituto Práxis denunciam agressões na Cracolândia

Paulo Cesar Malvezzi Filho, presidente do Instituto Práxis de Direitos Humanos, conta que a ação policial tem sido violenta e que essa realidade sempre fez parte da rotina das pessoas em situação de rua naquele local

Por Sâmia Gabriela Teixeira - SPressoSP - 10.01.12


A Operação Nova Luz tem sido discutida na imprensa e questionada pela opinião pública nas rodas de conversa e, sobretudo, nas redes sociais, onde são divulgadas fotos e relatos de agressões e truculência policial. A última comentada nas redes, registrada pelo fotógrafo Nilton Fukuda, para a Agência Estado, mostra o ferimento nos lábios de uma jovem de 17 anos, que teria sido obrigada por policiais a abrir a boca e receber um disparo de bala de borracha.

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14 de nov. de 2011

Para combater o crack "os adultos precisam de apoio para ajudar no desenvolvimento do menor"

Amizade (e diálogo), entre adultos e crianças e/ou adolescentes, é fundamental

Adultos responsabilizam a instituição educacional e o governo, abandonam a educação de seus filhos, transferem a educação dos menores totalmente para alheios, deixando que a escola entre outros cuidem daquilo que poderiam apoiar e acompanhar - muitos adultos são ausentes. A criança e o adolescente sentem esta falta, e buscam fora de casa aquilo que ele não tem - atenção.

Enfrentando o Crack I

Superação - Reinserção social

A presença da família é importante durante todo o processo de tratamento da pessoa que apresenta dependência e fundamental também na etapa da reinserção social do ex-usuário de crack. Após o término da fase intensiva de tratamento e com o retorno ao meio familiar, o restabelecimento das relações sociais positivas está diretamente relacionado à manutenção das transformações.

11 de nov. de 2011

Enfrentando o Crack II

Enfrentamento 

A chave do sucesso

Professor colaborador do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), o psiquiatra José Manoel Bertolote ocupou, durante 20 anos, o cargo de coordenador da equipe de transtornos mentais e neurológicos da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra. Consultor da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), pesquisador e especialista na prevenção e tratamento de usuários de drogas psicotrópicas, nesta entrevista ele fala sobre as reais chances de recuperação de dependentes de crack, avalia a importância da reinserção social e mostra porque é preciso mais que a desintoxicação para reduzir o índice de recaídas. “A desintoxicação, apenas, tem seu papel, no sentido de reduzir os danos a que o usuário está sujeito, mas é uma contribuição modesta”, avalia.

30 de nov. de 2010

Nota pública de instituições comunitárias atuantes no bairro do Complexo do Alemão

FAzendo Média - 30.11.2010

Diante dos acontecimentos recentes na Vila Cruzeiro e no Conjunto de Favelas do Alemão – formado por 14 Comunidade e com população estimada em 400 mil pessoas -, que culminaram na ocupação desta área por forças policiais do estado e das Forças Armadas, as Organizações da Sociedade Civil abaixo assinadas, com atuação há mais de 10 anos nesta região, vêm a público propor e Requerer dos governos nas esferas Federal, Estadual e Municipal um compromisso efetivo. São necessários investimentos para tirar do papel um conjunto de propostas e projetos de caráter sócio-ambiental, cultural e nas áreas de educação, saúde, mobilidade urbana, saúde ambiental, esportes, assistência social e segurança pública. Lembrando que muitas destas propostas já foram objetos de projetos não concretizados ao longo dos anos, esperamos que a partir de agora possam ser implantadas em benefício da população e da proteção deste território que historicamente foi abandonado pelos sucessivos governos e com isso ficou marcado por décadas pelo seu crônico esvaziamento econômico, pela violência, degradação urbana e como área de sacrifício ambiental.

Somos o Comitê de Desenvolvimento Local da Serra da Misericórdia, fruto de uma aliança entre diversas organizações locais já mobilizadas em torno da defesa da Serra da Misericórdia, movimento social que conquistou nos anos 90 seu reconhecimento legal como uma Unidade de Conservação da Natureza reconhecida pelo Decreto Municipal Nº 19.144 de 16 de novembro de 2000 – Área de Proteção Ambiental e de Recuperação Urbana – APARU da Serra da Misericórdia. Trata-se, portanto, de um coletivo que agrega, além das instituições do Comitê, moradores das favelas ocupadas militarmente, entidades comunitárias locais, bem como ativistas e pesquisadores, todos com longa atuação nesta região e vivência nessas comunidades.

Nosso Objetivo é aprofundar o debate com a sociedade, o poder público e a mídia para além da ocupação militar.  Para isso, queremos, através de uma AGENDA SÓCIO-AMBIENTAL PARA O TERRITÓRIO DA SERRA DA MISERICÓRDIA E OS COMPLEXOS DE COMUNIDADES DO ALEMÃO, DA VILA CRUZEIRO E DA PENHA, apresentar idéias, sugestões, projetos e propostas objetivas e viáveis que possam colaborar com o desenvolvimento humano e a melhoria das condições socioeconômicas e sanitárias desta região e dos moradores. Assim, destacamos como prioridades:

1.      Reconhecer o quão significativo é a ocupação do estado em áreas que antes eram dominadas por grupos ligados ao varejo de drogas não pode significar uma interpretação equivocada do contexto de violência e ilegalidade da cidade. Resumir a política de segurança pública a esta ocupação militar ou mesmo creditar às ações dos últimos dias uma triunfal “derrubada do tráfico” – o midiático dia “D” – apenas contribui para a criminalização das áreas de favelas e esvaziamento do debate. Essa interpretação pode gerar uma superficial e limitada cortina de fumaça sobre as causas reais que levaram a esta grave situação assim como camuflar as razões históricas que levaram ao abandono deste território e de sua população que vive há décadas em precárias condições de vida, e sem acesso a direitos elementares. Consideramos que para além das manchetes sensacionalistas que buscam induzir a sociedade e, principalmente, os moradores que vivem nas favelas cariocas a crerem que com a ação militar do Alemão o problema estaria superado e que nossa cidade estaria livre do crime de maneira definitiva, é preciso fazer uma análise profunda para comprovar que isto não se sustenta. A ação de combate ao varejo de drogas tem seus méritos, no entanto, não se pode associar toda a violência que assola a cidade apenas ao território das favelas dominadas pelo tráfico. Diversas variáveis interferem nesse contexto, muitas delas de amplo conhecimento da população e das autoridades públicas: corrupção policial, tráfico de armas, narcotráfico internacional, fortalecimento dos grupos milicianos, desigualdades sociais, ausência do Estado em grande parte da cidade, entre outras. É preciso, portanto, ressaltar os avanços presentes nos fatos dos últimos dias sem deixar de apontar as muitas frentes onde ainda precisamos atuar.
Além disso, a cobertura da grande mídia e as ações governamentais que se seguirão devem ter o cuidado de não reforçar estereótipos históricos e preconceitos sociais associados às favelas, já que os moradores dessas áreas são sempre os mais atingidos pela violência. No momento em que o estado se mostra disposto a enfrentar esta realidade é preciso todo esforço para que não se repitam condições históricas que acabam por reforçá-la. Por isso, são inaceitáveis e não podem ser visto como “mal menor”, certos acontecimentos aos quais estão sujeitos hoje os moradores do Conjunto de Favelas do Alemão, entre os quais destacamos a falta de energia elétrica; o fechamento das escolas; a entrada violenta por parte das forças policiais nas residências; o furto de objetos nestas residências. Esses fatos devem ser profundamente combatidos, prestando contas à sociedade. Por outro lado, apesar dos casos de posturas inadequadas de alguns policiais, é importante destacar que as ações dos últimos dias divergem daquilo que se viu nas últimas duas décadas no que diz respeito à ação policial, ao menos nas favelas do Alemão. É notável que a inteligência foi privilegiada em detrimento da repressão desmedida. Se há relatos de abusos, muitos são também os relatos que reconhecem uma postura por parte dos policiais da maneira que se espera deles: com respeito aos direitos dos cidadãos. Não cabe elogiar aquilo que, na verdade, é a conduta correta das forças que representam o estado, mas é forçoso destacá-la uma vez que historicamente não foi esta a realidade experimentada pela comunidade.
 
2.      Esta ação aponta para uma profunda transformação no cotidiano das favelas do Alemão, por isso, este coletivo avalia ser necessário aliar uma ampla diversidade de atores sociais para que ela possa se consolidar. A atuação conjunta entre as várias forças estatais (tanto no campo da segurança quanto no campo social), somada à participação dos moradores e das organizações locais que há anos lutam pela melhoria das condições de vida da região podem fortalecer este processo, dando-lhe transparência e legitimidade. Esta é precisamente a razão pela qual as instituições que assinam esta nota buscam agregar outros atores locais e estabelecer um diálogo amplo e duradouro com o poder público.
Para isso, propomos a construção coletiva de uma Agenda Propositiva para o Conjunto de Favelas do Alemão. As instituições que já se envolveram neste debate têm buscado contribuir nos campos nos quais já acumulam ampla experiência, principalmente com propostas de projetos nas áreas da cultura, meio-ambiente, educação e esporte. Destaca-se a longa vivência destas instituições nas diversas comunidades do Complexo do Alemão, onde há anos desenvolvem projetos sócio-ambientais, educativos e culturais em geral sem qualquer apoio dos governos ou da iniciativa privada. Da mesma forma, é necessária e deve ser urgente, por parte do poder público, a abertura de canais para o diálogo com as entidades comunitárias locais, bem como de participação no processo que envolve a Agenda.

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2010.

Assinam esta nota:

Instituto Raízes em Movimento

Verdejar – Proteção Ambiental e Humanismo

Movimento de Integração Social – Éfeta

Oca dos Curumins

Observatório de Favelas

23 de jun. de 2009

Chuíça II(*): Moradores tentam afastar dependentes com água e pedra

Mais uma obra da “jestão” Tucana: a migração da cracolândia

Mais uma obra da “jestão” Tucana: a migração da cracolândia

Deu no Estadão:

Moradores tentam afastar dependentes com água e pedra

População da Rua Guaianases está cansada de conviver com usuários

Marici Capitelli
Com água e pedras, moradores e comerciantes da Rua Guaianases, no centro de São Paulo, estão atacando - e se defendendo de - usuários de drogas que tomaram conta da via. É como guerrilha urbana: de um lado a comunidade, que se sente acuada, e de outra os dependentes, cujo número não para de crescer. Eles são migrantes da cracolândia, onde a Prefeitura desenvolve o projeto Nova Luz. O Ministério Público Estadual já foi acionado.

O presidente do Conselho Comunitário do Centro (Conseg), Antonio de Souza Neto, afirma que a população passou a reagir porque “não aguenta mais”. Ele argumenta que os moradores perceberam que os viciados não são perigosos, mas pessoas doentes que precisam de tratamento. “A população procura os órgãos competentes, como Prefeitura e polícia, mas ouve como resposta que se trata de um problema social. Só que ninguém resolve. Estão nesse impasse há um ano.”

Clique aqui para ler a reportagem na íntegra

(*) Chuíça é como o PiG (**) de São Paulo quer que o resto do Brasil pense que São Paulo é: uma combinação do dinamismo econômico da China com o IDH da Suíça.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Veja nesta matéria da Agência Brasil (março/2009) a incoerência dos administradores de São Paulo. A preferência é pelo empresário e não pelo cidadão.

16 de jun. de 2009

Tecnologia - 'Blogger' a los 95

Una mujer nacida en Muxía en 1911 es la autora de blog más anciana del mundo

ELPAIS.com - Madrid - 21/02/2007

Escribir un blog y comunicarse con otros internautas es para Maria Amelia López "una cosa simpática, una cosa bonita, una cosa entretenida". Su nieto le regaló la página el pasado mes de diciembre, por su cumpleaños, y desde entonces ha captado la atención de medios de comunicación de todo el mundo, pues a sus 95 años es la blogger activa de más edad en la Red.

Los primeros recuerdos de esta coruñesa nacida en Muxía se remontan a la Primera Guerra Mundial, según cuenta en su blog, una página en la que sobre todo, habla del pasado, de cómo ha cambiado el pueblo en que nació, el botellón, las drogas o las manifestaciones a las que ha ido.

Maria Amelia cuenta con la ayuda de su nieto para escribir en el blog. Ella habla y el nieto escribe, pero no siempre hay tiempo para la actividad creadora de esta blogger nonagenaria. “Dice que no puede estar a mis órdenes siempre. Y yo lo comprendo. Primero es el trabajo. Después, cuando tiene un ratito, me escucha”. POor ahora lo hace a menudo, pues desde el pasado 23 de diciembre se han publicado más de 100 entradas en amis95.blogspot.com, dirección de la página.

En ella puede encontrarse también una lista de otros abuelos con blog en la que el más cercano a Maria Amelia es Allan Loof (http://allanloof.blogspot.com/), un sueco nacido en 1912 que se ha propuesto plasmar en la red su autobiografía.

Pero esta coruñesa, a la que le tienen que "agrandar la letra" del ordenador para poder leer bien -"por las cataratas", explica en la página- es la mayor de todos y además recibe un buen puñado de visitas cada día. Actualmente un marcador en la web señala que ha superado las 128.000. "Todos me mandan mucho cariño, y que me vaya bien en la vida, y que cumpla muchos años más. ¡¡¡Eso será lo difícil!!!", afirma.

28 de mai. de 2009

Educação de Serra distribui mais “horror” em livro para crianças. “Horror é quem escolhe essas obras para crianças”, disse autor do poema

Do Blog do Favre - 28.05

Jornal descobre mais livros impróprios para crianças de 9 anos, distribuido pelo governo Serra.

Após “sumir” com Uruguai e Equador acrescentando dois Paraguai, de livros didáticos com palavrões, agora é poesia irônica para adolescentes erradamente entregue para quem não pode entender o sentido. Está certo o autor de responsabilizar os que assim escolhendo mostram seu despreço pela educação. “É pau no cu, mesmo”, como figurava em livro de quadrinhos também distribuídos.

Antes de cuidar “da gente”, Serra nos mostra como cuida das crianças. Um verdadeiro pedagogo. LF

Arte do jornal AGORA


Livro para adolescentes é entregue a crianças em SP

A obra, uma coletânea de poesias, tem frases como “Nunca ame ninguém. Estupre”

Volume faz parte do mesmo programa da rede estadual de ensino que teve um livro recolhido por conter palavrão e conotação sexual

FÁBIO TAKAHASHI - FOLHA SP

O governo de São Paulo enviou a alunos de terceira série (faixa etária de nove anos) um livro feito para adolescentes, que possui frases como “nunca ame ninguém. Estupre”.A coletânea de poesias faz parte do mesmo programa de melhoria da alfabetização que teve um livro recolhido por conter palavrões e expressões de conotação sexual: “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”, também distribuída para a terceira série.A nova obra, “Poesia do Dia -Poetas de Hoje para Leitores de Agora”, foi enviada às escolas há cerca de duas semanas para ser usada como material de apoio. Foram distribuídos 1.333 exemplares.“Não é para crianças de nove anos. São várias ironias, que elas não entendem”, afirmou o escritor Joca Reiners Terron, autor do poema mais criticado por professores da rede, chamado “Manual de Auto-Ajuda para Supervilões”.Alguns dos versos são “Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto”; e “Odeie. Assim, por esporte”.“Espero que o Serra [governador José Serra] não ache o texto um horror, como ele disse do outro livro. Horror é quem escolhe essas obras para crianças”, disse Terron.Em nota, a direção da Abril Educação (responsável pela Ática) afirma que o livro é recomendado para adolescentes de 13 anos, “indicação reforçada na contracapa, na apresentação e no suplemento ao professor”.Após questionamento da Folha, a Secretaria da Educação da gestão José Serra (PSDB) decidiu ontem retirar os livros das salas de aula. Os exemplares, no entanto, permanecerão nas escolas, para consulta de alunos mais velhos.O entendimento é que os assuntos do poema devem ser abordados na escola, mas com supervisão de um especialista.

A secretaria não esclareceu como é feita a escolha dos livros. A sindicância aberta para apurar o caso do outro livro ainda não foi concluída.

Críticas

Professor da Faculdade de Educação da USP, Vitor Paro afirma que a escolha do livro para crianças de nove anos “é produto da incompetência e ignorância do governo”.“Por que os livros só foram retirados após o jornalista questionar? A análise não deveria ter sido feita antes?”, diz.A coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Angela Soligo, classifica como “um horror” o poema. “Tem uma ironia que talvez só o adulto entenda. É totalmente desnecessário para uma escola.”

“Já é o segundo caso. Os professores ficam inseguros com o material”, disse ela.

27 de mai. de 2009

EDUCAÇÃO

Do blog Periafricania - 27.05

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.
7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia..

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.

20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.

Você não pode evitar que os problemas batam à sua porta, mas não há necessidade de oferecer-lhes uma cadeira"

(Joseph Joubert)

22 de mai. de 2009

Campo Limpo é a região que mais perde professores na cidade de SP

Área concentra 67% do déficit de profissionais; distância, violência e falta de faculdade são motivos do problema

Do Estadão online - Simone Iwasso - 22.05

A região do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, é a que mais perde professores todos os anos e também onde é mais difícil repô-los. Números da Secretaria Municipal da Educação mostram que no mês passado 67% da demanda por docentes no ensino fundamental estava na área, que inclui bairros como Capão Redondo, Jardim Ângela e Vila Andrade. Eles ficaram conhecidos há alguns anos pelo alto índice de violência e tráfico de drogas.Além disso, o número de professores que pedem transferência, são exonerados ou saem da rede por outros motivos nessa região tem aumentado. No ano passado, 471 docentes saíram da rede no Campo Limpo - em 2007, o número ficou em 200. Com um terço dos moradores vivendo em favelas, o distrito tem 129 mil alunos em 125 escolas de educação infantil e 70 de ensino fundamental.De acordo com o mapa comparativo das regiões da cidade, elaborado pelo Movimento Nossa São Paulo com dados do Ministério da Educação, os índices educacionais do Campo Limpo estão entre os mais baixos da capital. O Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb) da região de 5ª a 8ª série, por exemplo, foi de 3,5 - numa escala de 1 a 10. Na Mooca, região com a melhor nota da cidade, a pontuação foi de 4,8.

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27 de abr. de 2009

Polêmico. Toque de recolher em cidade de Fernandópolis ...

Enfrentamos muita autoridade no país desde quando fomos colonizados. Os índios foram quase extintos pelos europeus, na época da descoberta do território brasileiro. Vivemos épocas de perseguição, escravidão, tortura, o cala boca - repressão.

Quantas pessoas até hoje buscam seus direitos e querem justiça, viver num país digno de igualdade social. Quantos exemplos no nosso país.

Tiradentes, um líder nacional, sonha. Ao ajudante de artilharia Nunes Cardoso, proclama:
- Esta terra há ser um dia maior que a Nova Inglaterra! Mas as suas riquezas só as poderemos alcançar no dia em que nos libertarmos do jugo dos portugueses para sermos os senhores da terra que é nossa.
Nunes Cardoso empalidece. Roga-lhe que nunca mais se refira a tais assuntos…
Mas Tiradentes não desiste. Pede a várias pessoas que lhe traduzam livros políticos ingleses, também a Declaração da Independência americana. Alguns dos livros têm até referências elogiosas à República… Em Vila Rica, na casa de João Rodrigues de Macedo, chegara mesmo a exibir a lista, por ele levantada, dos habitantes da capitania e comentara:
- Têm Vossas Mercês aqui todo este povo açoitado por um só homem, e nós todos a chorarmos como negros – ai, ai... E de três em três anos vem um, e leva um milhão; e os criados levam outro tanto; e como hão-de passar os pobres filhos da América? Se fosse outra nação já se tinha levantado!
Os amigos pedem-lhe que pare. Além disso, tens estado a ser seguido por dois granadeiros, informam-no. Tiradentes primeiro pensa liquidá-los. Depois opta por regressar mais depressa a Minas, quem sabe se na mira de precipitar o golpe... Pede um bacamarte emprestado e inicia os preparativos para a fuga. Mas, vigiado como anda, logo se apercebe que é impossível fugir. Esconde-se.

Este fato temos vivido de outras formas, aqui e no mundo.
Aquele que tem mais poder e força sobre o outro, em termos intelectuais ou financeiros, quer dominar, extrair, usurpar.
Pensar que os ingleses foram os maiores ladrões da época. Uma nação rica, que roubou o Brasil entre outros países, verdadeiros piratas. E os portugueses, espanhóis ...
Se analisarmos o modo como vivemos e a nossa cultura, estamos aplicando em nosso lar e na nossa sociedade, os requicios da metade de um milênio de dominação, por termos sido sempre explorados por todos, até hoje.
Um bom antropologista poderia destacar estes fatos culturais e aplicar na nossa sociedade atual, poderia ser na psicanálise ou na sociologia.
Os brancos foram ruins e malvados com os africanos. Navios negreiros que traziam pessoas inocentes para favorecerem os brancos. Vivemos lutas armadas, ditaduras em toda a nossa existência brasileira.
Não deixando de lado, que o toque de recolher aconteceu nos locais onde a ditadura, o autoritarismo era muito maior.
Hitler com a sua perseguição e querendo na ganãncia dominar o mundo usando a manipulação, seus estudos cabalísticos e toda a sua arquitetura da destruição para saquear um povo judeu, para favorecer e hipnotizar uma nação alemã em troca da pobreza condenando um povo em nome da maior autoridade religiosa de todos os tempos.
Enfrentamos o toque de recolher, em alguns pontos do país, com o comando de locais de drogas, conforme foi mostrado na mídia.
Hoje vivemos a ditabranda, ditadura financeira, da mídia e intelectual etc.
Agora, depois de tudo isso, a cidade de Fernandópolis provou que a queda da violência em um número muito alarmante referindo-se a juventude, que teria a maior participação nos casos de violência, ocorreu por causa do toque de recolher.
Pedagogos, psicólogos e até mesmo os direitos humanos, acham que estamos voltando ao
passado.
Será que isto é legal? Estamos tão atrasados? Será que somos tão machucados, traumatizados e no inconsciente carregamos dentro de nossas condutas regras e
projetamos aquilo que sofremos na nossa história social, política e cultural?

Não pensamos, não meditamos.

Como Platão; estamos voltando talvez para o fundo da caverna, e deixando
eles dominarem.

Pensar, criticar, agir !! Três princípios básicos para a mundança.

EStamos sendo autoritários com os nossos filhos e achando que é legal prender um adolescente, fazendo dele um tigre enjaulado. Não há conversa, diálogo etc.
Chegamos a este ponto em tratar nossos filhos como animais selvagens.

As revoluções nos outros países aconteceram no século 18, 19 ou início do século 20.

Será que estamos tão atrasados, ou os pais não estão atentos com os seus filhos?

A população está distante do poder público; não se reune com os vizinhos; a mídia mascara programas estúpidos e "emburrecedores", manipulam a população e estes deixam de sentar junto com seus filhos, companheiros, parentes para conversar sobre coisas pertinentes aos seus gastos, impostos que pagam, atendimento adequado na saúde, no transporte, na educação.

Será que estamos preguiçosos, vivemos como máquinas, entorpecidos pela mídia manipuladora e deixamos que ditem a nossa vida.

O que está acontecendo?

26 de abr. de 2009

A criança e o adolescente tem que ser educado primeiro pelos pais, e não pela sociedade.

Estamos vivendo uma época muito difícil. Os pais não estão dando conta da educação dos seus filhos. Poderia acusá-los? Não. Mas, dizer que existe distração, sim.
Têm pais que precisam trabalhar em dois empregos, e muitos filhos ficam sozinhos, sendo cuidados pela vizinha, pela escola, ou ficam muitas vezes na rua, fazendo o quê? Sei que é difícil, eu lido com isto, sou mãe. Mas, não é impossível resgatar este jovem.
Ás vezes os pais se perdem porque não sabem mais o que fazer com o filho que, desde cedo, não foi orientado a respeitar o próximo.
Não existe tempo certo para educar, se o filho já está perdido, se acha que é isso; existem meios de recuperar nesta criança ou adolescente o respeito, a ética, a boa moral e principalmente a cidadania.
Uma explicação é fácil, mas a prática pode ser difícil, nunca é tarde.

Busque sempre orientação com pedagogos, programas educativos etc.
Mas, pais vamos lembrar:
converse sempre com ele (a); não o deixe dominar tudo na sua casa; ele tem que te respeitar, mas você tem que ser firme, tem que impor limites; mostre para ele a dificuldade de um adulto no trabalho e peça (convide) para que ele participe de sua rotina de forma alegre e espontânea, ele precisa dar valor as lutas na vida, o jovem que tem tudo na mão com facilidade, sem esforço, trará problemas para a sociedade, tem casos revelados há anos; não seja agressivo (bater apenas traz revolta), lembre-se que o seu filho representa tudo o que vc faz ou não faz com ele, assim dizem: seu filho tem o seu jeito, então converse - dialogue; ao invés de ficar assistindo novelas (tem gente viciada em novela) leia um livro com ele, não o abondane na frente do PC (às vezes pode ser tarde, se você distrair) ou mesmo na TV; faça as refeições junto; participe de sua vida, mostre o seu interesse pelo seu mundo juvenil; não fique distante deste jovem; evite brigas ou discussões entre adultos na frente deste jovem, ou mesmo com ele. Eu sei que vc vai conseguir, não desanime, comece agora, antes que seja muito tarde !!
As escolas, professores ou profissionais do ensino, muitas vezes, não sabem o que fazer porque o jovem chega na escola revoltado, querendo bater no amigo ou mesmo na professora, fazendo bagunça ou praticando a maior violência. Muitas vezes, estes jovens chegam na escola revoltados pela sua ausência, falta da sua amizade, ele projeta na sociedade o seu desprezo. Apenas critica, repreensão, cobrança só levam a um lugar: revolta; e muitos destes estão na febem, no presídio ou internado tentando se recuperar das drogas ou da bebida.
Assim, existem pais que dizem: o meu filho (a)está em uma escola ruim, aquela professora não sabe educar.
Além de todos os problemas que a escola vive hoje, com a falta de interesse dos nossos governos municipal e estadual pela educação, que só dispersam e manipulam a população para que ela fique cada vez menos interessada na escola, temos um problema maior - a maioria dos pais não querem nem saber da escola do seu filho, não vão às reuniões, não falam com a professora, ou até mesmo critica e não procura saber o que o professor enfrenta - a escola precisa da participação dos pais para que ela cresça, seja forte e uma continuidade do lar deste jovem. Participe da vida social, política e educacional da segunda casa do seu filho, das reuniões da APM e do Conselho de Escola.
Reflita sobre isto e tente colocar em prática.

Veja este link, do Prof. Dr. Mario Sergio Cortella,

educador:

http://www.youtube.com/watch?v=89BMhivvRFE