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19 de jan. de 2013

Suicídio de Aaron Swartz reabre debate sobre ativismo digital


O suicídio do ativista digital Aaron Swartz, 26, encontrado enforcado em seu apartamento em Nova York (EUA) na última sexta, reacendeu o debate sobre a punição de crimes cometidos pela internet. 

20 de dez. de 2012

O que podemos aprender com hippies e punks


Atualmente há um determinado tipo de ideologia que conquistou grande parte da sociedade. Essa ideologia vem gerando consequências como prejuízo à saúde dos indivíduos, aumento da desigualdade social e degradação do meio ambiente. Trata-se de uma ideia sedutora e perigosa que hoje está mais difundida no mundo do que qualquer religião ou outra forma de pensamento. Essa ideologia é o consumismo.

8 de abr. de 2012

O Ovo de Páscoa, uma tradição de consumo que movimenta milhões em vários países


Foto de Karl-Josef Hildenbrand/ AFP














Uma delícia tentadora, o Ovo de Páscoa chegou até nós oriundo de tradições milenares, que estavam fortemente arraigadas nas comunidades primitivas humanas de base agrícola, visto hoje como símbolo do renascimento para os católicos.

21 de mar. de 2012

Chacina de moradores de rua; 165 mortos

Segundo a Coordenadora do Centro Nacional de Defesas dos Direitos Humanos (CNDDH), Karina Vieira Alves, em 113 destes casos as investigações policiais não avançaram e ninguém foi identificado ou punido.

O Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores (CNDDH) divulgou nesta quinta-feira (15) números chocantes sobre a barbárie que impera no país, alimentada pelo preconceito e pelo ódio elitista. De abril de 2011 até a semana passada, 165 moradores de rua foram friamente assassinados – o que representa uma morte a cada dois dias.

22 de fev. de 2012

Quais os fundamentos dessa lógica que considera mais importante salvar o mercado que vidas humanas?



* Frei Betto

O melhor Papai Noel do mundo mereceu 523 instituições financeiras europeias quatro dias antes do Natal: 489 bilhões de euros (o equivalente a R$ 1,23 trilhão), emprestados pelo Banco Central Europeu (BCE) a juros de 1% ao ano!    

3 de dez. de 2011

Crescimento do capitalismo brasileiro cria 19 milionários por dia

Imagem: 1747 - W.25th St Cleveland o USA
Reportagem publicada no site da revista atribui ao crescimento da economia a multiplicação dos milionários, que desde 2007 se expandem à razão de 19 por dia. Isso acontece graças ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e das taxas de consumo, diz o texto.

Riqueza concentrada
A estatística dos 19 milionários novos por dia foi medida considerando toda a riqueza individual, incluindo investimentos, propriedade, poupança e outros patrimônios, além de dinheiro, a reportagem explica. “70% da riqueza do país estão concentrados em São Paulo e no Rio de Janeiro”, diz.
A revista deixa, claro, entretanto, que são milionários nos termos da economia brasileira, o que equivale a pessoas com patrimônio equivalente a cerca de US$ 540 mil. “Indivíduos com patrimônio entre US$ 539 mil e US$ 2,7 milhões (R$ 1 milhão e R$ 5 milhões) formam o grupo de novos milionários”, diz a Forbes. O critério para países mais desenvolvidos, como os EUA, é outro.

11 de nov. de 2011

Enfrentando o Crack II

Enfrentamento 

A chave do sucesso

Professor colaborador do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), o psiquiatra José Manoel Bertolote ocupou, durante 20 anos, o cargo de coordenador da equipe de transtornos mentais e neurológicos da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra. Consultor da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), pesquisador e especialista na prevenção e tratamento de usuários de drogas psicotrópicas, nesta entrevista ele fala sobre as reais chances de recuperação de dependentes de crack, avalia a importância da reinserção social e mostra porque é preciso mais que a desintoxicação para reduzir o índice de recaídas. “A desintoxicação, apenas, tem seu papel, no sentido de reduzir os danos a que o usuário está sujeito, mas é uma contribuição modesta”, avalia.

7 de nov. de 2011

Noam Chomsky: se queremos mudar o mundo, vamos entendê-lo

[Noam Chomsky - La Jornada]
 O aspecto mais digno de entusiasmo do movimento Ocupa Wall Street é a construção de vínculos que estão se formando em toda parte. Karl Marx disse: a tarefa não é somente entender o mundo, mas transformá-lo. Uma variante que convém ter em conta é que, se queremos com mais força mudar o mundo, vamos entendê-lo. Isso não significa escutar uma palestra ou ler um livro, embora essas coisas às vezes ajudem. Aprende-se a participar. Aprende-se com os demais. Aprende-se com as pessoas com quem se quer organizar. O artigo é de Noam Chomsky.


Dar uma conferência Howard Zinn é uma experiência agridoce para mim. Lamento que ele não esteja aqui para tomar parte e revigorar um movimento que foi o sonho de sua vida. Com efeito, ele pôs boa parte de seus ensinamentos nisso.

22 de ago. de 2011

Vladimir Lenin

Vladimir Lenin nasceu em 4 de maio de 1870 em Simbirsk, Rússia. Seu pai era um inspetor escolar na área e sua mãe era filha de um médico rico. Vladimir era um aluno inteligente na escola, mas foi muitas vezes alienados por seus colegas como um resultado. Ele leu muitos livros, embora seus favoritos foram as obras de Goethe e Turgenev.


Em 1886, seu pai morreu de uma hemorragia cerebral e seu irmão foi enforcado depois de traçar uma tentativa de assassinar o czar Alexandre III. Vladimir imediatamente renunciou ao sistema político e todas as formas de religião. Ele foi aceito na Universidade de Kazan, onde começou a estudar Direito. No entanto, ele foi expulso após um curto período de tempo para participar de um protesto e abandonada pela academia da Rússia. Ele continuou estudando direito de forma independente e conseguiu passar no exame bar em 1891, obtendo a maior pontuação dos mais de cem estudantes de direito.
Vladimir mudou-se para São Petersburgo em 1893 e começou a exercer a advocacia. Em seu tempo livre, ele encontrou outros que gostaram das idéias de Karl Marx e formou um movimento subterrâneo revolucionário. Membros de seu grupo foram colocados em seis células pessoa, que realizou investigações dos pontos fracos do governo e escreveu panfletos. Ele conheceu uma mulher chamada Nadezhda Krupskaia, que mais tarde se tornaria sua esposa, em um dos grupos.



21 de ago. de 2011

O Capitalismo não pode comprar minha vida.




Música Latinoamérica - Calle 13 
Histórico Inti Illimani de Chile e Camila Moreno Viña del Mar 2011


Soy... soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que se robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima

La revolucion es ahora.

Por Márcia Brasil - 21.08.2011


O símbolo da coroa de Cristo como repressão à liberdade humana,
imposta pela igreja, bancos e grande mídia  (*PIG)
Banqueiros, igrejas e a grande mídia tentam controlar o mundo. Irmãos acordem, saiam do sofá, de frente da TV,  a revolução já começou. Marchemos, lutemos pelo Estado Laico e contra o controle (capitalista) dos banqueiros.
Leiam os textos e vejam o vídeo, abaixo.
Clique nas imagens para ampliar



Somos todos indignados, no Brasil, no Chile, no Peru, na Inglaterra, no Egito, na Espanha, em qualquer lugar, mas tem gente que ainda não percebeu, ou não luta  contra as injustiças. Irmãos acordem, a revolução já começou.


Movimento 15M (entenda o movimento que começou na Espanha - crise econômica) 


Do Site Be Internacional - 18.05.2011



Centenas de jovens espanhóis continuam concentrados em de Madrid e mobilizados em Granada, Sevilha e outras cidades andaluzas protestando contra a situação social e política e exigindo uma verdadeira democracia em resposta a convocatórias difundidas através das redes sociais. Às oito da noite de terça-feira, uma enorme multidão encheu a praça das Puertas del Sol em Madrid. As acções integram-se no já chamado Movimento 15 M, de Maio, iniciado no domingo em mais de 50 cidades de Espanha.
A Plataforma Democracia Real Já! é a origem do movimento, que assenta em contactos e mobilizações de cidadãos, organizações cívicas, culturais e estudantis através das redes sociais. É um movimento que se afirma apartidário mas que não é contra os partidos mas sim “contra o bipartidarismo” que se instalou como sistema político em Espanha.
O movimento decorre em plena campanha eleitoral para as autonómicas e municipais que se realizam no domingo e os participantes deixaram claro que não dão indicações de voto e também não apelam à abstenção. O movimento “é pacífico e queremos despertar a consciência social” mas “demarcando-nos de qualquer partido político ou associação”, declarou um representante da Plataforma, Carlos Paredes, à imprensa espanhola.
A Plataforma afastou-se entretanto dos aspectos organizativos. “Nós só começámos o movimento, agora são os cidadãos que se organizam”, explicou Carlos Paredes.
Depois da concentração de terça-feira à noite, centenas de jovens permanecem nas Puertas del Sol, sem perturbar a actividade comum naquela zona central de Madrid.
O movimento pretende ir mantendo as mobilizações em várias cidades e promover novas grandes concentrações na sexta ou no sábado.
Em Granada a polícia dispersou terça-feira pela força centenas de manifestantes que pretendiam continuar concentrados no Passeo del Salón. Representantes do Movimento 15 M pediram entretanto autorização para voltarem a concentrar-se quarta-feira às oito horas na Plaza del Carmen. Realizaram-se também concentrações em outras cidades andaluzas e em Sevilha inicia-se na quinta-feira um acampamento na Plaza de La Encarnación.

Fonte: Site Tu Playa delas canteras 



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Bento XVI em Madrid, agosto de 2011


Manifestação contra Bento XVI em Madrid já levou à intervenção da polícia


Uma manifestação em Madrid contra a visita do Papa provocou confrontos. Os manifestantes contestam que, numa altura de crise, o governo gaste 25 milhões de euros com a visita. A confusão começou quando a Marcha dos Laicos se cruzou com um grupo de peregrinos. Sete pessoas ficaram feridas nos confrontos e outras cinco foram detidas pela polícia.






Fonte: sites Be Internacional e Tv1.rpt.pt


Marcha pelo Estado Laico, na Av. Paulista, mobilizou quase 20.000 pessoas no facebook. O encontro acontecerá às 16h na Praça dos Ciclistas, a marcha prosseguirá até o Shoping Paulista.




Mais informações acesse o site http://marchaestadolaico.wordpress.com/ 

Estado Laico


Também conhecido como Estado Secular, o Estado Laico é aquele que não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial no que se refere aos temas religiosos. Geralmente, o Estado laico favorece, através de leis e ações, a boa convivência entre os credos e religiões, combatendo o preconceito e a discriminação religiosa. 

Desta forma, no Estado laico, a princípio, todas as crenças são respeitadas. Não há perseguição religiosa.

Em alguns países laicos, o governo cria normas para dificultar manifestações religiosas em público.

O Brasil é um país com Estado laico, pois em nossa Constituição há um artigo que garante liberdade de culto religioso. Há também, em nosso país, a separação entre Estado e Igreja.

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*O significado de PIG 

9 de ago. de 2011

Os Estados Unidos em decadência

Noam Chomsky *

A supremacia do poder corporativo sobre a política e a sociedade nos EUA chegou ao grau de que as formações políticas, que nesta etapa apenas se parecem com os partidos tradicionais, estão muito mais à direita da população nos principais temas em debate. Para o povo, a principal preocupação interna é o desemprego. Mas, para as instituições financeiras, a principal preocupação é o déficit. Ao triturar os restos da democracia política, as instituições financeiras estão lançando as bases para fazer avançar ainda mais este processo letal, enquanto suas vítimas parecem dispostas a sofrer em silêncio. O artigo é de Noam Chomsky.

É um tema comum que os Estados Unidos, que há apenas alguns anos era visto como um colosso que percorreria o mundo com um poder sem paralelo e um atrativo sem igual (...) estão em decadência, enfrentando atualmente a perspectiva de uma deterioração definitiva, assinala Giacomo Chiozza, no número atual de Political Science Quaterly.

19 de mai. de 2011

Com presença de Lula, Foro de SP debate novos rumos da esquerda


Do Vermelho - 19.05.2011

Desafios para a esquerda na América Latina, crise do capitalismo, guerra na Líbia, crescimento econômico da China e imperialismo dos Estados Unidos são alguns dos temas que serão abordados na 17ª edição do Foro de São Paulo. O encontro começa nesta quarta-feira (18) em Manágua, Nicarágua, e vai até sexta (20).
Um dos principais assuntos discutidos será a integração latino-americana e caribenha, já que o encontro está programado para as vésperas da criação e consolidação da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Caracas, na Venezuela. 
A reunião aproveitará o ano em que o país comemora o 32º aniversário da Revolução Sandinista – quando a oposição organizou constantes protestos contra a ditadura de Anastácio Somoza. A campanha, liderada pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), levou à derrota militar da ditadura em 1979. Com isso, os esforços da FSLN, que governou de 1979 até 1990, levaram a sociedade a uma reforma econômica, fazendo o país adotar diretrizes de esquerda no governo.
Haverá, dentro da programação, exposições de representantes do governo nicaraguense e exibição de documentários da Frente Sandinista de Libertação Nacional. Está prevista uma exposição de Iván Acosta, vice-ministro da Fazenda da Nicarágua, e de Paul Oquist Kelley, secretário privado para Políticas Nacionais da Nicarágua, sobre as realizações do governo de Reconstrução e Unidade Nacional.
No evento de três dias, que terá a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se discutirá também a crise internacional do capitalismo, o “contra-ataque” da direita na América Latina e no Caribe, e os desafios atuais das esquerdas populares na região. As informações constam no documento de base elaborado pelo Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo.
“Em relação à Líbia, embora existam diferentes opiniões sobre o conteúdo do governo (de Muamar Kadafi, é fundamental uma rejeição categórica contra a ingerência externa, intervenção militar e contra os riscos à soberania nacional líbia”, indicou o documento.
Além disso, serão discutidas as manifestações populares na Tunísia, Egito, Bahrein, Omã, Iêmen e Marrocos, que “dificultam o exercício da hegemonia dos Estados Unidos e Israel na região” e “afetam os preços do petróleo”, de acordo com o documento oficial.
Outro aspecto do debate será a crescente participação chinesa na economia européia, africana e latino-americana, e inclusive na norte-americana. O documento de trabalho indica que o crescimento da China constitui não só um fenômeno econômico, mas tem “projeções políticas e militares que o Foro deve debater com muita atenção”.
A crise internacional do capitalismo e a deterioração da política norte-americana que procura enfrentá-la “lançando mão de sua hegemonia monetária e militar” serão outro tema de discussão no encontro da esquerda continental. Além disso, serão analisados os desafios das esquerdas populares, democráticas, nacionalistas, socialistas e comunistas na América Latina, entre eles, o de “manter os espaços conquistados”, assinala o texto base do Foro.
Espera-se a presença de mais de 80 partidos e organizações de 50 países, segundo o coordenador de evento, Jacinto Suárez, secretário de Relações Internacionais da legenda governista na Nicarágua, FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional). O encontro lembra o 50º aniversário da FSLN e o 116º aniversário de nascimento do herói nacionalista Augusto César Sandino, que inspirou a Revolução Sandinista.
Entre os integrantes do foro estão partidos socialistas e comunistas de diversos países, movimentos como Frente Ampla (Uruguai e Costa Rica) e a Frente Grande (Argentina), Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (El Salvador), Polo Democrático Alternativo (Colômbia), a Frente Nacional de Resistencia Popular de Honduras, Frente Sandinista de Liberación Nacional da Nicarágua e o Partido Comunista Cubano. Do Brasil participam o PT, o PCdoB, o PCB, o PDT e o PSB.
No dia 20, na maior plenária do encontro, o debate girará em torno do tema “Construindo uma mudança de era: o projeto alternativo dos setores populares, progressistas e de esquerda latino-americana”. E na plenária final, serão apresentadas as conclusões de todos os grupos de trabalho.
Antes do evento, três secretarias regionais deverão estar reunidas para discussão, entre elas, a Andino-Amazônica, Cone Sul e Centroamérica-Caribe. Durante o evento, os participantes assistirão ao documentário sobre a história da Frente Sandinista de Liberação Nacional, de acordo com a agenda divulgada.

Do Linha Direta

14 de fev. de 2011

Pedras na direção certa

 Montagem de blog "Cracked" brinca com as "teorias" sobre alienígenas terem construído as pirâmides; Foram os egípcios quem construíram o Egito, carregando cada uma das suas pedras, e ninguém "de fora" apareceu para ajudar, só para explorar: gregos, romanos, ingleses, franceses, socialistas, estadunidenses, radicais pró-teocracia, partidos corruptos...



Opositores do governo atiram pedras em na polícia de Mubarak durante confrontos no Cairo

Leandro Cruz

“Como conseguiram construir essas pirâmides, grandiosas, que estão de pé até hoje?”. Para responder a essa pergunta já houve até quem dissesse que os egípcios antigos receberam ajuda de extraterrestres. Mais que a fé nos aliens, essas teorias fantasiosas demonstram uma enorme falta de fé na humanidade. Não. Foram humanos que construíram as pirâmides. Os humanos são capazes de realizar coisas grandiosas. Foram os egípcios que carregaram as pedras para construir os gigantescos túmulos dos faraós. Os egípcios, que são humanos, são capazes de realizar grandes coisas.

Nos últimos sete mil anos eles têm feito grandes coisas. Mas até o dia 25 de janeiro, tudo que construíram era para seus faraós, para os dominadores helênicos, romanos, otomanos e ditadores e reis que sempre viviam de maneira faraônica, subservientes a interesses da França, da Inglaterra, dos Estados Unidos e da União Soviética.

De Alexandre, o Grande, a Napoleão, o baixinho, passando por todos os outros que conquistaram ou tomaram o Egito, nenhuma se igualou à conquista do poder protagonizada pelo próprio povo. Desde a invasão napoleônica em 1798 não houve geração que não assistisse a um rompimento institucional, feito sempre por terceiros. Jamais o país escolheu seu governo, mesmo depois da independência em 1922.

Em 1952, os autodenominados oficiais livres depuseram a monarquia e colocaram uma figura popular e carismática para ser a “cara” da transição, Muhammad Naguib. Mas Naguib quis mandar, não se contentando em simplesmente seguir o que os verdadeiros governantes determinavam. Quando viram que o líder da “transição” poderia acabar se tornando governante de fato, acusações (falsas? Não sei) de falcatruas administrativas “surgiram”, ele foi preso e deposto por seus próprios colegas. Assim Gamal Abdel Nasser, o verdadeiro líder dos oficiais livres, assumiu o poder. A constituição e os partidos políticos foram abolidos. O jovem Hosni Mubarak ainda era apenas um piloto de caças nessa época.

Nasser (admiradíssimo por Jânio Quadros) era aliado da União Soviética, pois os Estados Unidos apoiavam a política expansionista de Israel. Perder Gaza e Sinai para o vizinho sionista não foi sua única tragédia, os gastos com a guerra teriam quebrado o país não fosse a ajuda dos soviéticos. Quando ele morreu, em 1970, entra em cena a dupla Anwar Sadat e Hosni Mubarak, que dão continuidade ao regime dos oficiais, mas decidem buscar outros patrocinadores para a sua ditadura.

Os Estados Unidos bancam. Até 2010, as doações anuais, oficialmente declaradas, dos Estados Unidos ao regime variavam entre dois e três bilhões de dólares, além de ceder equipamento militar (fora o que vier por fora para as contas particulares dos ditadores). Além disso conseguiram que Israel devolvesse a península do Sinai.

O interesse americano e israelense não era pequeno e por isso o nervosismo de ambos esses países sobre os últimos acontecimentos. O Egito tem a torneirinha de boa parte do gás natural que abastece Israel. Controla o mais importante rio da África, o Nilo. E o mais importante canal do mundo, Suez, e ser o porteiro do atalho entre o Mediterrâneo e o Índico não é pouca coisa. O Canal de Suez simplesmente poupa europeus e tigres asiáticos de terem que dar aquela volta que os portugueses tinham que dar 500 anos atrás, lembra?

Mubarak se tornou o número 1 do regime depois do assassinato de Sadat em 1981. Ainda há muita controvérsia quanto ao assassinato de Sadat. Oficialmente (o que no caso do Egito geralmente quer dizer “mentirosamente”) ele foi morto por extremistas islâmicos que estariam tramando repetir no Egito o que os radicais do Irã haviam feito três anos antes. Mas segundo fontes não oficiais (blogueiros egípcios) nas ruas do Cairo não é difícil de encontrar quem diga (“à boca miúda” até esse janeiro) que as mãos de Mubarak também estão sujas do sangue de seu antecessor.

Para “salvar o Egito dos radicais”, Mubarak abole direitos civis, aumenta o controle estatal sobre os veículos de comunicação e cria uma polícia secreta à paisana com carta branca para entrar na casa de qualquer “suspeito” fazendo “o que for necessário”. O problema é que os capangas do governo entendiam como “necessário” agredir, torturar, estuprar, saquear e roubar.

As “leis de emergência” duravam 30 anos. O povo aguentava, mesmo vendo que nem o dinheiro americano, nem o do canal, nem o do gás e nem mesmo o fruto do solo irrigado pelo Nilo chegava à sua mesa. A estratégia era dividir e isolar. Jogando uns contra os outros, tem-se a desculpa de estar protegendo os cristãos dos muçulmanos, os muçulmanos dos cristãos, os árabes dos sionistas, os sionistas dos radicais. O medo da guerra provocado por uma guerra constante provocada pelo governo.

Mas os jovens estavam cansados do medo e da divisão. E na World Wide Ágora passaram a “trocar ideia”. E ideias são coisas que só se multiplicam quando trocadas. No século XXI os faraós e seus escribas e sacerdotes não detêm mais o monopólio da escrita. O movimento ciberativista 6 de Abril nasceu no Facebook, sem líder nem partido. Em comum a ideia de construir um país grandioso, mas não mais para um faraó e sim para seu povo livre.

Não há paralelo na história para o que vimos nos últimos 18 dias. E vimos mesmo que o Estado tenha tentado calar e a mídia internacional tentado ignorar ou minimizar. A verdade vazou, com uma força inacreditável. Não foram as câmeras do Grande Irmão que mostraram a história, mas as pequenas câmeras nas mãos do povo unido como irmãozinhos. Vimos crianças botando tropas de choque para correr; vimos artistas grafitando tanques de guerra; vimos médicos, cozinheiros, garis e todo o resto sendo organizados de maneira voluntária para sustentar os protestos mesmo que a comida estivesse escassa; vimos cristãos defendendo muçulmanos da polícia durante as orações e muçulmanos defendendo templos coptas; vimos um regime cair.

Ainda há incerteza e medo de que militares ou radicais islâmicos tomem o poder depois do levante popular. Não há paralelo na história para arriscarmos um palpite. Mas pelo que vimos acho pouco provável que esse povo aceite daqui pra frente que alguém dite o que ou como um povo livre deve construir seu país. Egípcios, parabéns e muito obrigado. 
 
Por  Leandro Cruz - Viagem no Tempo - 12.02.2011

17 de dez. de 2010

Wikiliquidação do Império?

Por Boaventura de Souza Santos *

A divulgação de centenas de milhares de documentos confidenciais, diplomáticos e militares, pela Wikileaks acrescenta uma nova dimensão ao aprofundamento contraditório da globalização. A revelação, num curto período, não só de documentação que se sabia existir mas a que durante muito tempo foi negado o acesso público por parte de quem a detinha, como também de documentação que ninguém sonhava existir, dramatiza os efeitos da revolução das tecnologias de informação (RTI) e obriga a repensar a natureza dos poderes globais que nos (des)governam e as resistências que os podem desafiar. O questionamento deve ser tão profundo que incluirá a própria Wikileaks: é que nem tudo é transparente na orgia de transparência que a Wikileaks nos oferece.

A revelação é tão impressionante pela tecnologia como pelo conteúdo. A título de exemplo, ouvimos horrorizados este diálogo – Good shooting. Thank you – enquanto caem por terra jornalistas da Reuters e crianças a caminho do colégio, ou seja, enquanto se cometem crimes contra a humanidade. Ficamos a saber que o Irã é consensualmente uma ameaça nuclear para os seus vizinhos e que, portanto, está apenas por decidir quem vai atacar primeiro, se os EUA ou Israel. Que a grande multinacional famacêutica, Pfizer, com a conivência da embaixada dos EUA na Nigéria, procurou fazer chantagem com o Procurador-Geral deste país para evitar pagar indemnizações pelo uso experimental indevido de drogas que mataram crianças. Que os EUA fizeram pressões ilegítimas sobre países pobres para os obrigar a assinar a declaração não oficial da Conferência da Mudança Climática de Dezembro passado em Copenhaga, de modo a poderem continuar a dominar o mundo com base na poluição causada pela economia do petróleo barato. Que Moçambique não é um Estado-narco totalmente corrupto mas pode correr o risco de o vir a ser. Que no “plano de pacificação das favelas” do Rio de Janeiro se está a aplicar a doutrina da contra-insurgência desenhada pelos EUA para o Iraque e Afeganistão, ou seja, que se estão a usar contra um “inimigo interno” as tácticas usadas contra um “inimigo externo”. Que o irmão do “salvador” do Afeganistão, Hamid Karzai, é um importante traficante de ópio. Etc., etc, num quarto de milhão de documentos.

Irá o mundo mudar depois destas revelações? A questão é saber qual das globalizações em confronto—a globalização hegemônica do capitalismo ou a globalização contra-hegemônica dos movimentos sociais em luta por um outro mundo possível—irá beneficiar mais com as fugas de informação. É previsivel que o poder imperial dos EUA aprenda mais rapidamente as lições da Wikileaks que os movimentos e partidos que se lhe opõem em diferentes partes do mundo. Está já em marcha uma nova onda de direito penal imperial, leis “anti-terroristas” para tentar dissuadir os diferentes “piratas” informáticos (hackers), bem como novas técnicas para tornar o poder wikiseguro. Mas, à primeira vista, a Wikileaks tem maior potencial para favorecer as forças democráticas e anti-capitalistas. Para que esse potencial se concretize são necessárias duas condições: processar o novo conhecimento adequadamente e transformá-lo em novas razões para mobilização.


Quanto à primeira condição, já sabíamos que os poderes políticos e econômicos globais mentem quando fazem apelos aos direitos humanos e à democracia, pois que o seu objectivo exclusivo é consolidar o domínio que têm sobre as nossas vidas, não hesitando em usar, para isso, os métodos fascistas mais violentos. Tudo está a ser comprovado, e muito para além do que os mais avisados poderiam admitir. O maior conhecimento cria exigências novas de análise e de divulgação. Em primeiro lugar, é necessário dar a conhecer a distância que existe entre a autenticidade dos documentos e veracidade do que afirmam. Por exemplo, que o Irã seja uma ameaça nuclear só é “verdade” para os maus diplomatas que, ao contrário dos bons, informam os seus governos sobre o que estes gostam de ouvir e não sobre a realidade dos fatos. Do mesmo modo, que a táctica norte-americana da contra-insurgência esteja a ser usada nas favelas é opinião do Consulado Geral dos EUA no Rio. Compete aos cidadãos interpelar o governo nacional, estadual e municipal sobre a veracidade desta opinião. Tal como compete aos tribunais moçambicanos averiguar a alegada corrupção no país. O importante é sabermos divulgar que muitas das decisões de que pode resultar a morte de milhares de pessoas e o sofrimento de milhões são tomadas com base em mentiras e criar a revolta organizada contra tal estado de coisas.

Ainda no domínio do processamento do conhecimento, será cada vez mais crucial fazermos o que chamo uma sociologia das ausências: o que não é divulgado quando aparentemente tudo é divulgado. Por exemplo, resulta muito estranho que Israel, um dos países que mais poderia temer as revelações devido às atrocidades que tem cometido contra o povo palestiniano, esteja tão ausente dos documentos confidenciais. Há a suspeita fundada de que foram eliminados por acordo entre Israel e Julian Assange. Isto significa que vamos precisar de uma Wikileaks alternativa ainda mais transparente. Talvez já esteja em curso a sua criação.

A segunda condição (novas razões e motivações para a mobilização) é ainda mais exigente. Será necessário estabelecer uma articulação orgânica entre o fenómeno Wikileaks e os movimentos e partidos de esquerda até agora pouco inclinados a explorar as novas possibilidades criadas pela RTI. Essa articulação vai criar a maior disponibilidade para que seja revelada informação que particularmente interessa às forças democráticas anti-capitalistas. Por outro lado, será necessário que essa articulação seja feita com o Foro Social Mundial (FSM) e com os media alternativos que o integram. Curiosamente, o FSM foi a primeira novidade emancipatória da primeira década do século e a Wikileaks, se for aproveitada, pode ser a primeira novidade da segunda década. Para que a articulação se realize é necessária muita reflexão inter-movimentos que permita identificar os desígnios mais insidiosos e agressivos do imperialismo e do fascismo social globalizado, bem como as suas insuspeitadas debilidades a nível nacional, regional e global. É preciso criar uma nova energia mobilizadora a partir da verificação aparentemente contraditória de que o poder capitalista global é simultaneamente mais esmagador do que pensamos e mais frágil do que o que podemos deduzir linearmente da sua força. O FSM, que se reune em Fevereiro próximo em Dakar, está precisar de renovar-se e fortalecer-se, e esta pode ser uma via para que tal ocorra.

*Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

Do Arquivo FPA - artigos - 15.12.2010
Fonte: Carta Maior - 12.12.2010

9 de dez. de 2010

Liderança: novas perspectivas de ascensão profissional

O mercado de trabalho exige cada vez mais profissionais com espírito de liderança, proativos, democráticos e que vestem a “camisa da empresa”, pois o foco está na produtividade e na garantia de espaço no mercado de trabalho.

Vivemos num mundo globalizado onde a concorrência exige vários diferenciais para competir no mercado global. Longe de avaliar se este modelo é o ideal, é o que temos e precisamos nos adaptar para garantir a empregabilidade, mas isso não é o mesmo que deixar de exigir um ambiente saudável e propicio a saúde física e emocional.

Neste sentido, poucas organizações mantêm o foco no humano, não percebem que o trabalhador motivado trabalha feliz e mantém um clima de parceria e maior produtividade. Não podemos ser ingênuos, a crença dessas empresas não está na mudança qualitativa de vida, no bem estar ou na distribuição de renda. O empregador tem a visão de lucro enquanto o empregado que "carrega o piano", muitas vezes se cala ao ver seus direitos desrespeitados pela questão de sobrevivência.
O mundo mudou e o capitalismo teve que aliar seus interesses moldando as novas demandas do cliente, porque este deixou de ser um mero consumidor receptivo para interagir; um ser mais exigente que vem aprendendo a se impor e cobrar seus direitos pois quer ser respeitado como cidadão e consumidor que tem outros leques de opções. Não se adaptar a esta perspectiva significa correr o risco de perder clientes para uma concorrência pronta a oferecer melhores (?) produtos.

Desta forma, o modelo de gestão foi obrigado a abrir mão do autocontrole e repensar suas estratégias, isso significou delegar competências e criar lideranças que nada tem a ver com o modelo de “chefia” controladora que por falta de referencial, desmotivava a equipe e mantinha o poder centrado nela mesma.

Para não perder o mercado e fechar suas fábricas tiveram que adaptar a novas tecnologias, a complexidade das privatizações e o acúmulo de informações de onde e como formar alianças produtivas. Isto vale até abraçar a consciência ecológica como meio de se tornar moralmente corretos.

É importante observar a mudança de paradigma de um passado onde a economia era baseada no consumo de massa, as mercadorias tinham que ter durabilidade, o ciclo passava de geração a geração e a procura era maior que a oferta. Mas, com as novas demandas dos séculos 20 e 21 o cenário ficou instável, o marketing mudou rapidamente o foco das necessidades e vemos maior fluidez tecnológica.

Para tanto, as empresas que querem manter-se no mercado tiveram que investir em lideranças que passaram a ser preparadas para incentivar e manter um clima organizacional de parceria, abandonando aquela figura de “chefe” arcaico que durante anos serviu de espião, manipulador, controlador, adestrador, que punia, disciplinava, cobrava, temente de perder o “respeito” adotando uma postura fria e distante.

O certo é que para sobreviver numa empresa ou quem pensa em evoluir na carreira, tem que aprender a exercer a liderança. Há quem nasça líder, vemos crianças que desde a infância são líderes natos, mas há muitas formas de aprimorar esta habilidade com esforço e aprendizado.

De tudo exposto até aqui, o positivo está no movimento questionador onde o dinheiro não se configura o início, o meio e o fim, por isso assistimos grandes economias que se quebraram. Ainda vivemos numa panela de pressão mundial e  quem ocupa algum cargo de comando tem de conviver de perto com as cobranças por resultados. Mas, quem escolheu estar nesta posição tem a árdua tarefa de ser interlocutor entre empregado e empregador, jogo de cintura com econômia mundial, talvez engolindo muitos sapos para manter uma performace efetiva nos momentos de crise.

O que acredito compor uma liderança comprometida, solidária e positiva está resumidamente nestes tópicos:

1. Valorização das pessoas e do talento humano: entender as limitações e dar o foco no que o empregado sabe e pode fazer de melhor, deve ser um canalizador de talentos.

2. Desenvolver equipes de trabalho: alternar as diferenças, valorizando as afinidades incentivando a equipe a trabalhar em grupo.

3. Desenvolver as competências visando os resultados de acordo com que cada um pode oferecer, se possível remanejar o funcionário até que encontre a melhor opção e aptidão de sua habilidade.

4. Estabelece uma parceria, mas isto não significa propriamente ser amigo, mas cúmplice da equipe, sempre aberto a desenvolver valores pessoais.

5. Acompanhar e orientar como as pessoas estão naquela atividade.

6. Gerar comprometimento e estar aberto a ensinar, influenciar, desenvolver inteligência emocional - exemplo disso é sua própria postura no trabalho que tem que ser ética e honesta, muito além do que apregoa.

7. Ser honesto e franco com seus próprios erros e os da equipe.

8. Ter compaixão e amar o ser humano mesmo diante de uma falha, mas se valendo diálogo até a compreensão e um consenso.

9. Ter polidez, pois ninguém tolera um líder mal educado e desrespeitoso que não sabe ouvir.

10. Contar com a lealdade de um líder que contempla a equipe e defenda o funcionário se este estiver correto.

11. Ser ético e fazer o que é certo, muito diferente de beneficiar A ou B, simplesmente porque é amigo de alguém importante.

12. Ter visão de futuro e se libertar dos resquícios daquela chefia autoritária, para estar antenado com a criatividade e possibilidades que sua equipe possa oferecer.
  

Quem pretende construir uma carreira sólida e estável, cada passo pode influenciar o cotidiano com ações e projetos que melhore seu desempenho e a produtividade de todos os envolvidos. A oferta ainda é grande, e provavelmente, você será substituido por alguém mais competente que se esforça para melhorar o currículo, desenvolver maiores competências e  ser uma liderança sábia e comprometida. Pense nisso antes de manter uma postura fechada para o novo se acomodando atrás de uma mesa feliz por dar ordens.

O VERDADEIRO LIDER SE COMPROMETE COM O CRESCIMENTO PROFISSIONAL DE CADA INDIVÍDUO DE SUA EQUIPE!

Termino com um ditado Samurai:

AS PALAVRAS DE UM HOMEM SÃO COM SUAS PEGADAS....
VOCÊ PODE SEGUI-LAS AONDE ELE FOR
PORTANTO TOME CUIDADO ONDE PISAR!

Se você quer se aprimorar nestes conceitos, podemos agendar uma consulta, escreva-me: valeria.psc13@hotmail.com

Contribuição do consultor de empresas e psicólogo, Luciano Cippini, no qual proferiu uma palestra intitulada, "O líder nos dias de hoje".
Por Valéria F. da Rocha - Psicoterapeuta - Do Blog Reflexões sobre os principais dilemas humanos