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20 de mai. de 2012

No Chile, 200 mil estudantes vão às ruas pedir US$ 5 bi para educação pública

“É responsabilidade desta geração construir o verdadeiro Chile democrático”, diz líder estudantil Gabriel Boris


Efe

Victor Farinelli - Opera Mundi 

O movimento estudantil do Chile deu mais uma demonstração de força nesta quarta-feira (16/05) ao levar cerca de 200 mil estudantes às ruas do país para exigir uma reforma tributária que aumente o volume de recursos destinados à educação.

15 de abr. de 2012

Españoles manifestaron contra recortes y privatizaciones de servicios públicos

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Miembros de organizaciones sociales de España manifestaron contra las reformas en la salud y educación, porque suponen que llevará a la privatización de estos servicios. También apostaron por la instauración de una tercera República.

22 de ago. de 2011

Vladimir Lenin

Vladimir Lenin nasceu em 4 de maio de 1870 em Simbirsk, Rússia. Seu pai era um inspetor escolar na área e sua mãe era filha de um médico rico. Vladimir era um aluno inteligente na escola, mas foi muitas vezes alienados por seus colegas como um resultado. Ele leu muitos livros, embora seus favoritos foram as obras de Goethe e Turgenev.


Em 1886, seu pai morreu de uma hemorragia cerebral e seu irmão foi enforcado depois de traçar uma tentativa de assassinar o czar Alexandre III. Vladimir imediatamente renunciou ao sistema político e todas as formas de religião. Ele foi aceito na Universidade de Kazan, onde começou a estudar Direito. No entanto, ele foi expulso após um curto período de tempo para participar de um protesto e abandonada pela academia da Rússia. Ele continuou estudando direito de forma independente e conseguiu passar no exame bar em 1891, obtendo a maior pontuação dos mais de cem estudantes de direito.
Vladimir mudou-se para São Petersburgo em 1893 e começou a exercer a advocacia. Em seu tempo livre, ele encontrou outros que gostaram das idéias de Karl Marx e formou um movimento subterrâneo revolucionário. Membros de seu grupo foram colocados em seis células pessoa, que realizou investigações dos pontos fracos do governo e escreveu panfletos. Ele conheceu uma mulher chamada Nadezhda Krupskaia, que mais tarde se tornaria sua esposa, em um dos grupos.



21 de ago. de 2011

O Capitalismo não pode comprar minha vida.




Música Latinoamérica - Calle 13 
Histórico Inti Illimani de Chile e Camila Moreno Viña del Mar 2011


Soy... soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que se robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima

La revolucion es ahora.

Por Márcia Brasil - 21.08.2011


O símbolo da coroa de Cristo como repressão à liberdade humana,
imposta pela igreja, bancos e grande mídia  (*PIG)
Banqueiros, igrejas e a grande mídia tentam controlar o mundo. Irmãos acordem, saiam do sofá, de frente da TV,  a revolução já começou. Marchemos, lutemos pelo Estado Laico e contra o controle (capitalista) dos banqueiros.
Leiam os textos e vejam o vídeo, abaixo.
Clique nas imagens para ampliar



Somos todos indignados, no Brasil, no Chile, no Peru, na Inglaterra, no Egito, na Espanha, em qualquer lugar, mas tem gente que ainda não percebeu, ou não luta  contra as injustiças. Irmãos acordem, a revolução já começou.


Movimento 15M (entenda o movimento que começou na Espanha - crise econômica) 


Do Site Be Internacional - 18.05.2011



Centenas de jovens espanhóis continuam concentrados em de Madrid e mobilizados em Granada, Sevilha e outras cidades andaluzas protestando contra a situação social e política e exigindo uma verdadeira democracia em resposta a convocatórias difundidas através das redes sociais. Às oito da noite de terça-feira, uma enorme multidão encheu a praça das Puertas del Sol em Madrid. As acções integram-se no já chamado Movimento 15 M, de Maio, iniciado no domingo em mais de 50 cidades de Espanha.
A Plataforma Democracia Real Já! é a origem do movimento, que assenta em contactos e mobilizações de cidadãos, organizações cívicas, culturais e estudantis através das redes sociais. É um movimento que se afirma apartidário mas que não é contra os partidos mas sim “contra o bipartidarismo” que se instalou como sistema político em Espanha.
O movimento decorre em plena campanha eleitoral para as autonómicas e municipais que se realizam no domingo e os participantes deixaram claro que não dão indicações de voto e também não apelam à abstenção. O movimento “é pacífico e queremos despertar a consciência social” mas “demarcando-nos de qualquer partido político ou associação”, declarou um representante da Plataforma, Carlos Paredes, à imprensa espanhola.
A Plataforma afastou-se entretanto dos aspectos organizativos. “Nós só começámos o movimento, agora são os cidadãos que se organizam”, explicou Carlos Paredes.
Depois da concentração de terça-feira à noite, centenas de jovens permanecem nas Puertas del Sol, sem perturbar a actividade comum naquela zona central de Madrid.
O movimento pretende ir mantendo as mobilizações em várias cidades e promover novas grandes concentrações na sexta ou no sábado.
Em Granada a polícia dispersou terça-feira pela força centenas de manifestantes que pretendiam continuar concentrados no Passeo del Salón. Representantes do Movimento 15 M pediram entretanto autorização para voltarem a concentrar-se quarta-feira às oito horas na Plaza del Carmen. Realizaram-se também concentrações em outras cidades andaluzas e em Sevilha inicia-se na quinta-feira um acampamento na Plaza de La Encarnación.

Fonte: Site Tu Playa delas canteras 



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Bento XVI em Madrid, agosto de 2011


Manifestação contra Bento XVI em Madrid já levou à intervenção da polícia


Uma manifestação em Madrid contra a visita do Papa provocou confrontos. Os manifestantes contestam que, numa altura de crise, o governo gaste 25 milhões de euros com a visita. A confusão começou quando a Marcha dos Laicos se cruzou com um grupo de peregrinos. Sete pessoas ficaram feridas nos confrontos e outras cinco foram detidas pela polícia.






Fonte: sites Be Internacional e Tv1.rpt.pt


Marcha pelo Estado Laico, na Av. Paulista, mobilizou quase 20.000 pessoas no facebook. O encontro acontecerá às 16h na Praça dos Ciclistas, a marcha prosseguirá até o Shoping Paulista.




Mais informações acesse o site http://marchaestadolaico.wordpress.com/ 

Estado Laico


Também conhecido como Estado Secular, o Estado Laico é aquele que não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial no que se refere aos temas religiosos. Geralmente, o Estado laico favorece, através de leis e ações, a boa convivência entre os credos e religiões, combatendo o preconceito e a discriminação religiosa. 

Desta forma, no Estado laico, a princípio, todas as crenças são respeitadas. Não há perseguição religiosa.

Em alguns países laicos, o governo cria normas para dificultar manifestações religiosas em público.

O Brasil é um país com Estado laico, pois em nossa Constituição há um artigo que garante liberdade de culto religioso. Há também, em nosso país, a separação entre Estado e Igreja.

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*O significado de PIG 

19 de mai. de 2011

Com presença de Lula, Foro de SP debate novos rumos da esquerda


Do Vermelho - 19.05.2011

Desafios para a esquerda na América Latina, crise do capitalismo, guerra na Líbia, crescimento econômico da China e imperialismo dos Estados Unidos são alguns dos temas que serão abordados na 17ª edição do Foro de São Paulo. O encontro começa nesta quarta-feira (18) em Manágua, Nicarágua, e vai até sexta (20).
Um dos principais assuntos discutidos será a integração latino-americana e caribenha, já que o encontro está programado para as vésperas da criação e consolidação da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Caracas, na Venezuela. 
A reunião aproveitará o ano em que o país comemora o 32º aniversário da Revolução Sandinista – quando a oposição organizou constantes protestos contra a ditadura de Anastácio Somoza. A campanha, liderada pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), levou à derrota militar da ditadura em 1979. Com isso, os esforços da FSLN, que governou de 1979 até 1990, levaram a sociedade a uma reforma econômica, fazendo o país adotar diretrizes de esquerda no governo.
Haverá, dentro da programação, exposições de representantes do governo nicaraguense e exibição de documentários da Frente Sandinista de Libertação Nacional. Está prevista uma exposição de Iván Acosta, vice-ministro da Fazenda da Nicarágua, e de Paul Oquist Kelley, secretário privado para Políticas Nacionais da Nicarágua, sobre as realizações do governo de Reconstrução e Unidade Nacional.
No evento de três dias, que terá a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se discutirá também a crise internacional do capitalismo, o “contra-ataque” da direita na América Latina e no Caribe, e os desafios atuais das esquerdas populares na região. As informações constam no documento de base elaborado pelo Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo.
“Em relação à Líbia, embora existam diferentes opiniões sobre o conteúdo do governo (de Muamar Kadafi, é fundamental uma rejeição categórica contra a ingerência externa, intervenção militar e contra os riscos à soberania nacional líbia”, indicou o documento.
Além disso, serão discutidas as manifestações populares na Tunísia, Egito, Bahrein, Omã, Iêmen e Marrocos, que “dificultam o exercício da hegemonia dos Estados Unidos e Israel na região” e “afetam os preços do petróleo”, de acordo com o documento oficial.
Outro aspecto do debate será a crescente participação chinesa na economia européia, africana e latino-americana, e inclusive na norte-americana. O documento de trabalho indica que o crescimento da China constitui não só um fenômeno econômico, mas tem “projeções políticas e militares que o Foro deve debater com muita atenção”.
A crise internacional do capitalismo e a deterioração da política norte-americana que procura enfrentá-la “lançando mão de sua hegemonia monetária e militar” serão outro tema de discussão no encontro da esquerda continental. Além disso, serão analisados os desafios das esquerdas populares, democráticas, nacionalistas, socialistas e comunistas na América Latina, entre eles, o de “manter os espaços conquistados”, assinala o texto base do Foro.
Espera-se a presença de mais de 80 partidos e organizações de 50 países, segundo o coordenador de evento, Jacinto Suárez, secretário de Relações Internacionais da legenda governista na Nicarágua, FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional). O encontro lembra o 50º aniversário da FSLN e o 116º aniversário de nascimento do herói nacionalista Augusto César Sandino, que inspirou a Revolução Sandinista.
Entre os integrantes do foro estão partidos socialistas e comunistas de diversos países, movimentos como Frente Ampla (Uruguai e Costa Rica) e a Frente Grande (Argentina), Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (El Salvador), Polo Democrático Alternativo (Colômbia), a Frente Nacional de Resistencia Popular de Honduras, Frente Sandinista de Liberación Nacional da Nicarágua e o Partido Comunista Cubano. Do Brasil participam o PT, o PCdoB, o PCB, o PDT e o PSB.
No dia 20, na maior plenária do encontro, o debate girará em torno do tema “Construindo uma mudança de era: o projeto alternativo dos setores populares, progressistas e de esquerda latino-americana”. E na plenária final, serão apresentadas as conclusões de todos os grupos de trabalho.
Antes do evento, três secretarias regionais deverão estar reunidas para discussão, entre elas, a Andino-Amazônica, Cone Sul e Centroamérica-Caribe. Durante o evento, os participantes assistirão ao documentário sobre a história da Frente Sandinista de Liberação Nacional, de acordo com a agenda divulgada.

Do Linha Direta

14 de fev. de 2011

Pedras na direção certa

 Montagem de blog "Cracked" brinca com as "teorias" sobre alienígenas terem construído as pirâmides; Foram os egípcios quem construíram o Egito, carregando cada uma das suas pedras, e ninguém "de fora" apareceu para ajudar, só para explorar: gregos, romanos, ingleses, franceses, socialistas, estadunidenses, radicais pró-teocracia, partidos corruptos...



Opositores do governo atiram pedras em na polícia de Mubarak durante confrontos no Cairo

Leandro Cruz

“Como conseguiram construir essas pirâmides, grandiosas, que estão de pé até hoje?”. Para responder a essa pergunta já houve até quem dissesse que os egípcios antigos receberam ajuda de extraterrestres. Mais que a fé nos aliens, essas teorias fantasiosas demonstram uma enorme falta de fé na humanidade. Não. Foram humanos que construíram as pirâmides. Os humanos são capazes de realizar coisas grandiosas. Foram os egípcios que carregaram as pedras para construir os gigantescos túmulos dos faraós. Os egípcios, que são humanos, são capazes de realizar grandes coisas.

Nos últimos sete mil anos eles têm feito grandes coisas. Mas até o dia 25 de janeiro, tudo que construíram era para seus faraós, para os dominadores helênicos, romanos, otomanos e ditadores e reis que sempre viviam de maneira faraônica, subservientes a interesses da França, da Inglaterra, dos Estados Unidos e da União Soviética.

De Alexandre, o Grande, a Napoleão, o baixinho, passando por todos os outros que conquistaram ou tomaram o Egito, nenhuma se igualou à conquista do poder protagonizada pelo próprio povo. Desde a invasão napoleônica em 1798 não houve geração que não assistisse a um rompimento institucional, feito sempre por terceiros. Jamais o país escolheu seu governo, mesmo depois da independência em 1922.

Em 1952, os autodenominados oficiais livres depuseram a monarquia e colocaram uma figura popular e carismática para ser a “cara” da transição, Muhammad Naguib. Mas Naguib quis mandar, não se contentando em simplesmente seguir o que os verdadeiros governantes determinavam. Quando viram que o líder da “transição” poderia acabar se tornando governante de fato, acusações (falsas? Não sei) de falcatruas administrativas “surgiram”, ele foi preso e deposto por seus próprios colegas. Assim Gamal Abdel Nasser, o verdadeiro líder dos oficiais livres, assumiu o poder. A constituição e os partidos políticos foram abolidos. O jovem Hosni Mubarak ainda era apenas um piloto de caças nessa época.

Nasser (admiradíssimo por Jânio Quadros) era aliado da União Soviética, pois os Estados Unidos apoiavam a política expansionista de Israel. Perder Gaza e Sinai para o vizinho sionista não foi sua única tragédia, os gastos com a guerra teriam quebrado o país não fosse a ajuda dos soviéticos. Quando ele morreu, em 1970, entra em cena a dupla Anwar Sadat e Hosni Mubarak, que dão continuidade ao regime dos oficiais, mas decidem buscar outros patrocinadores para a sua ditadura.

Os Estados Unidos bancam. Até 2010, as doações anuais, oficialmente declaradas, dos Estados Unidos ao regime variavam entre dois e três bilhões de dólares, além de ceder equipamento militar (fora o que vier por fora para as contas particulares dos ditadores). Além disso conseguiram que Israel devolvesse a península do Sinai.

O interesse americano e israelense não era pequeno e por isso o nervosismo de ambos esses países sobre os últimos acontecimentos. O Egito tem a torneirinha de boa parte do gás natural que abastece Israel. Controla o mais importante rio da África, o Nilo. E o mais importante canal do mundo, Suez, e ser o porteiro do atalho entre o Mediterrâneo e o Índico não é pouca coisa. O Canal de Suez simplesmente poupa europeus e tigres asiáticos de terem que dar aquela volta que os portugueses tinham que dar 500 anos atrás, lembra?

Mubarak se tornou o número 1 do regime depois do assassinato de Sadat em 1981. Ainda há muita controvérsia quanto ao assassinato de Sadat. Oficialmente (o que no caso do Egito geralmente quer dizer “mentirosamente”) ele foi morto por extremistas islâmicos que estariam tramando repetir no Egito o que os radicais do Irã haviam feito três anos antes. Mas segundo fontes não oficiais (blogueiros egípcios) nas ruas do Cairo não é difícil de encontrar quem diga (“à boca miúda” até esse janeiro) que as mãos de Mubarak também estão sujas do sangue de seu antecessor.

Para “salvar o Egito dos radicais”, Mubarak abole direitos civis, aumenta o controle estatal sobre os veículos de comunicação e cria uma polícia secreta à paisana com carta branca para entrar na casa de qualquer “suspeito” fazendo “o que for necessário”. O problema é que os capangas do governo entendiam como “necessário” agredir, torturar, estuprar, saquear e roubar.

As “leis de emergência” duravam 30 anos. O povo aguentava, mesmo vendo que nem o dinheiro americano, nem o do canal, nem o do gás e nem mesmo o fruto do solo irrigado pelo Nilo chegava à sua mesa. A estratégia era dividir e isolar. Jogando uns contra os outros, tem-se a desculpa de estar protegendo os cristãos dos muçulmanos, os muçulmanos dos cristãos, os árabes dos sionistas, os sionistas dos radicais. O medo da guerra provocado por uma guerra constante provocada pelo governo.

Mas os jovens estavam cansados do medo e da divisão. E na World Wide Ágora passaram a “trocar ideia”. E ideias são coisas que só se multiplicam quando trocadas. No século XXI os faraós e seus escribas e sacerdotes não detêm mais o monopólio da escrita. O movimento ciberativista 6 de Abril nasceu no Facebook, sem líder nem partido. Em comum a ideia de construir um país grandioso, mas não mais para um faraó e sim para seu povo livre.

Não há paralelo na história para o que vimos nos últimos 18 dias. E vimos mesmo que o Estado tenha tentado calar e a mídia internacional tentado ignorar ou minimizar. A verdade vazou, com uma força inacreditável. Não foram as câmeras do Grande Irmão que mostraram a história, mas as pequenas câmeras nas mãos do povo unido como irmãozinhos. Vimos crianças botando tropas de choque para correr; vimos artistas grafitando tanques de guerra; vimos médicos, cozinheiros, garis e todo o resto sendo organizados de maneira voluntária para sustentar os protestos mesmo que a comida estivesse escassa; vimos cristãos defendendo muçulmanos da polícia durante as orações e muçulmanos defendendo templos coptas; vimos um regime cair.

Ainda há incerteza e medo de que militares ou radicais islâmicos tomem o poder depois do levante popular. Não há paralelo na história para arriscarmos um palpite. Mas pelo que vimos acho pouco provável que esse povo aceite daqui pra frente que alguém dite o que ou como um povo livre deve construir seu país. Egípcios, parabéns e muito obrigado. 
 
Por  Leandro Cruz - Viagem no Tempo - 12.02.2011

6 de fev. de 2011

Foto de brasileiro é usada em manifestação de apoio ao Egito

Foto do paulista Evandro Monteiro estava com manifestante no Líbano. Imagem já ganhou Esso e rodou o mundo sem autorização', diz fotógrafo.
Manifestante no Líbano exibe foto de brasileiro com
legendas em árabe (Foto: Anwar Amro/ AFP)
A foto de um menino em pose de enfrentamento contra a polícia tem tudo a ver com o contexto, mas nenhuma relação com o lugar. A imagem foi tirada há sete anos pelo fotógrafo brasileiro Evandro Monteiro, em São Paulo, e agora aparece exposta nas mãos de um manifestante no Líbano. A manifestação lá é de apoio à população do Egito, que, há quase duas semanas, ocupa as ruas do país para derrubar um governo de 30 anos. “Quando vi, levei um susto e pensei: ‘o que a minha foto está fazendo em um protesto sobre o Egito?’”, conta o profissional, de 39 anos.

No cartaz que o manifestante levanta, as frases afirmam: "Acreditem: a nação está bem” e "De hoje em diante não haverá mais governo. Eu sou o governo”. Mesmo admitindo que não teve seu crédito colocado na imagem, Monteiro não reclamou e até gostou da ideia de ter seu trabalho visto por diversos países. “Não tem meu crédito, mas tenho como provar que é minha. Para um fotógrafo, é sensacional ter sua foto no mundo todo e ainda mais se é usada em um protesto para mudar o governo.”
A imagem ganhou o Prêmio Esso de fotografia em 2005 e retrata o momento em que um garoto de rua parece querer enfrentar guardas civis metropolitanos durante um confronto com camelôs no Vale do Anhangabaú, Centro da capital paulista. “Eu tirei essa foto em outubro de 2004. Como o menino era amigo dos camelôs, começou a enfrentar a GCM (Guarda Civil Metropolitana). Fez aquela pose por apenas três segundos. Depois, um policial atirou uma pedra e o acertou”, lembra Monteiro, que atribui a esse clique a sua melhor premiação na carreira, iniciada em 1995.
Ele diz ter descoberto a foto no protesto do exterior porque um fotógrafo registrou o manifestante e essa imagem estampou a capa do jornal brasileiro "Diário do Comércio". Monteiro diz não pensar em pedir reparação por alguém ter usado seu trabalho sem autorização. “Não há esse interesse porque a foto está sendo usada para o bem de um país.”
De acordo com o fotógrafo, não é a primeira vez que essa imagem “roda o mundo”. “Já vi essa foto em e-mails de corrente, falando de força, coragem. Eu mesmo já recebi”, afirma. No entanto, quando descobriu que ela tinha sido veiculada sem permissão em um programa de televisão paga, em 2008, Monteiro buscou seus direitos. “Entramos em acordo e chegamos a um valor de indenização.”
Foto tirada por Monteiro em 2004, no Centro de SP  (Foto: Divulgação/ Evandro Monteiro)

28 de abr. de 2010

FEDERICO GARCIA LORCA – Leonard Cohen


Take this waltz – Leonard Cohen


Romance sonâmbulo

Federico Garcia Lorca

(A Gloria Giner e a
Fernando de los Rios)


Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar
e o cavalo na montanha.
Com a sombra pela cintura
ela sonha na varanda,
verde carne, tranças verdes,
com olhos de fria prata.
Verde que te quero verde.
Por sob a lua gitana,
as coisas estão mirando-a
e ela não pode mirá-las.

Verde que te quero verde.
Grandes estrelas de escarcha
nascem com o peixe de sombra
que rasga o caminho da alva.
A figueira raspa o vento
a lixá-lo com as ramas,
e o monte, gato selvagem,
eriça as piteiras ásperas.

Mas quem virá? E por onde?…
Ela fica na varanda,
verde carne, tranças verdes,
ela sonha na água amarga.
— Compadre, dou meu cavalo
em troca de sua casa,
o arreio por seu espelho,
a faca por sua manta.
Compadre, venho sangrando
desde as passagens de Cabra.
— Se pudesse, meu mocinho,
esse negócio eu fechava.
No entanto eu já não sou eu,
nem a casa é minha casa.
— Compadre, quero morrer
com decência, em minha cama.
De ferro, se for possível,
e com lençóis de cambraia.
Não vês que enorme ferida
vai de meu peito à garganta?
— Trezentas rosas morenas
traz tua camisa branca.
Ressuma teu sangue e cheira
em redor de tua faixa.
No entanto eu já não sou eu,
nem a casa é minha casa.
— Que eu possa subir ao menos
até às altas varandas.
Que eu possa subir! que o possa
até às verdes varandas.
As balaustradas da lua
por onde retumba a água.

Já sobem os dois compadres
até às altas varandas.
Deixando um rastro de sangue.
Deixando um rastro de lágrimas.
Tremiam pelos telhados
pequenos faróis de lata.
Mil pandeiros de cristal
feriam a madrugada.

Verde que te quero verde,
verde vento, verdes ramas.
Os dois compadres subiram.
O vasto vento deixava
na boca um gosto esquisito
de menta, fel e alfavaca.
— Que é dela, compadre, dize-me
que é de tua filha amarga?
— Quantas vezes te esperou!
Quantas vezes te esperara,
rosto fresco, negras tranças,
aqui na verde varanda!

Sobre a face da cisterna
balançava-se a gitana.
Verde carne, tranças verdes,
com olhos de fria prata.
Ponta gelada de lua
sustenta-a por cima da água.
A noite se fez tão íntima
como uma pequena praça.
Lá fora, à porta, golpeando,
guardas-civis na cachaça.
Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar.
E o cavalo na montanha.


Federico Garcia Lorca nasceu na região de Granada, na Espanha, em 05 de junho de 1898, e faleceu nos arredores de Granada no dia 19 de agosto de 1936, assassinado pelos “Nacionalistas”. Nessa ocasião o general Franco dava início à guerra civil espanhola. Apesar de nunca ter sido comunista – apenas um socialista convicto que havia tomado posição a favor da República – Lorca, então com 38 anos, foi preso por um deputado católico direitista que justificou sua prisão sob a alegação de que ele era “mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver.” Avesso à violência, o poeta, como homossexual que era, sabia muito bem o quanto era doloroso sentir-se ameaçado e perseguido. Nessa época, suas peças teatrais “A casa de Bernarda Alba”, “Yerma”, “Bodas de sangue”, “Dona Rosita, a solteira” e outras, eram encenadas com sucesso. Sua execução, com um tiro na nuca, teve repercussão mundial.

A poesia acima foi extraída de sua “Antologia Poética”, Editora Leitura S. A. – Rio de Janeiro, 1966, pág. 53, tradução e seleção de Afonso Felix de Sousa.

15 de set. de 2009

Péricles na Grécia



Foi durante o governo de Péricles (461 a 429 a.C.) que a democracia ateniense atingiu seu apogeu, já que a Eclésia adquiriu autoridade para propor projetos, além de manter seus poderes de rejeitar ou ratificar os projetos propostos pelo Conselho dos Quinhentos. O Conselho dos Dez Extrativos (generais), liderado por Péricles e eleito pela assembléia anualmente, assumiu boa parte da autoridade do Conselho dos Quinhentos. Esses generais, além de chefiar o exército, tornaram-se também os principais funcionários executivos e legislativos. Mesmo podendo ser reeleitos, não se transformavam em tiranos, pois estavam sujeitos à exoneração, a qualquer momento, pela assembléia, se não tivessem boa conduta.
A justiça também se democratizou ao máximo. Os tribunais populares, compostos por um júri escolhido entre os cidadãos, podiam julgar todos os tipos de causa, e suas decisões eram inapeláveis a qualquer instância superior. A democracia ateniense continuava sendo direta, com participação política apenas dos cidadãos. Para que os cidadãos pobres pudessem fazer parte das instituições políticas, foi estabelecida uma remuneração pela participação nas sessões. A escravidão fortaleceu-se, pois era o trabalho escravo que liberava os cidadãos dos trabalhos produtivos para as atividades políticas e intelectuais.
Na política externa, Péricles implantou o Império Ateniense no século V a.C. Embora encoberto pela hipocrisia, o imperialismo ateniense era duro e implacável com os habitantes das cidades submetidas. Péricles afirmava que “Atenas era a escola da Grécia”, interessada apenas no bem-estar e no progresso das cidades gregas. Mas, na realidade, os atenienses suprimiam a liberdade daquelas cidades que chamavam de aliadas e submetiam-nas, como súditas, ao peso de suas exigências militares, financeiras e políticas. Durante o governo de Péricles, Atenas foi totalmente remodelada: realizaram-se grandes construções e a cultura foi amplamente desenvolvida. O século V a.C., período de maior esplendor ateniense, ficou conhecido como Século de Ouro ou Século de Péricles.


Fonte: História antiga

18 de jul. de 2009

Livro e Vídeo: Balzac e a Costureirinha Chinesa

Sucesso literário na França, romance ambientado durante a Revolução Cultural chinesa. A história de BALZAC E A COSTUREIRINHA CHINESA, do autor Dai Sijie, se passa no fim da década de 60, quando o líder chinês Mao Tse-Tung lança uma campanha que mudaria radicalmente a vida do país: a Revolução Cultural. Entre outras medidas drásticas, o governo expurga das bibliotecas obras consideradas como símbolo da decadência ocidental. Mas, mesmo sob a opressão do Exército Vermelho, uma outra revolução explode na vida de três adolescentes chineses quando, ao abrirem uma velha e empoeirada mala, eles têm as suas vidas invadidas por Balzac, Dumas, Flaubert, Baudelaire, Rousseau, Dostoievski, Dickens... Os proibidos!

BALZAC E A COSTUREIRINHA CHINESA é uma crônica da vida na China durante a revolução de 68. Um romance sobre a felicidade da descoberta da literatura, a liberdade adquirida através dos livros e a fome insaciável pela leitura, numa época em que as universidades foram fechadas e os jovens intelectuais mandados ao campo para serem "reeducados por camponeses pobres".

Entre os que tiveram de abandonar as cidades está o narrador de BALZAC E A COSTUREIRINHA CHINESA e seu melhor amigo, Luo. O destino deles é uma aldeia escondida no topo de uma montanha. A vida não é fácil para a dupla, mas com muita coragem, senso de humor, uma forte imaginação e a companhia da Costureirinha — a menina mais bela da região — o tempo vai passando. Até que descobrem a mala repleta de livros banidos pela Revolução Cultural. As obras, sobretudo Ursule Mirouët, de Balzac, revelam aos adolescentes uma realidade que nunca haviam imaginado. E é por intermédio desse mudo novo além das fronteiras chinesas, e dos grandes mestres da literatura que o narrador, Luo e a Costureirinha compreendem que suas vidas pertencem a algo muito maior.

DAI SIJIE dirigiu três filmes de longametragem, dentre os quais Chine ma Douleur, e o BALZAC E A COSTUREIRINHA.

Fonte: Editora Objetiva