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5 de jan. de 2013

Islamismo: Como surgiu a divisão entre sunitas e xiitas

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Como surgiram as diferenças entre sunitas e xiitas e como a divisão entre os muçulmanos tornou-se uma ameaça à paz mundial

Texto: Eduardo Szklarz / Design: Villas

Em 12 de março de 2012 o líder religioso xiita Abdullah Dadou morreu sufocado durante o incêndio de uma mesquita em Bruxelas, na Bélgica. Ele tinha 46 anos e era pai de 4 filhos. Segundo as autoridades, as chamas foram provocadas por um extremista sunita que entrou no templo com uma faca, um machado e um galão de combustível. Ataques desse tipo estão pipocando ao redor do mundo. Em junho, por exemplo, a explosão de uma bomba no Paquistão matou 15 peregrinos xiitas que voltavam de uma viagem ao Irã.

17 de nov. de 2012

Anonymous ataca 663 páginas israelenses e declara apoio a Gaza

Grupo justificou os ataques como uma "resposta à injustiça contra o povo palestino"
Foto: EFE

O grupo de hackers conhecido como Anonymous lançou um ataque contra 663 sites israelenses durante a madrugada deste sábado como resposta à ofensiva militar realizada na Faixa de Gaza. O ataque foi precedido pela divulgação da hashtag #OpIsrael nas redes sociais. Páginas oficiais de Israel, incluindo o Ministério das Relações Exteriores e o Banco de Jerusalém, foram afetadas. O site oficial do governo permaneceu bloqueado durante vários minutos. "Israel, a sua base de dados nos pertence", escreveu uma conta do Anonymous no Twitter.

16 de nov. de 2012

Israel emplea fósforo blanco contra Franja de Gaza


Israel usa fósforo blanco en áreas palestinas pobladas por personas civiles, afirma al canal Rusia Today el activista de derechos humanos estadounidense Joe Catner, quien acaba de visitar unos hospitales en la Franja de Gaza

El fósforo blanco es una sustancia usada para causar incendios y paredes de humo capaz de quemar de gravedad a personas y reconocida por varias organizaciones como arma química.

14 de fev. de 2011

Pedras na direção certa

 Montagem de blog "Cracked" brinca com as "teorias" sobre alienígenas terem construído as pirâmides; Foram os egípcios quem construíram o Egito, carregando cada uma das suas pedras, e ninguém "de fora" apareceu para ajudar, só para explorar: gregos, romanos, ingleses, franceses, socialistas, estadunidenses, radicais pró-teocracia, partidos corruptos...



Opositores do governo atiram pedras em na polícia de Mubarak durante confrontos no Cairo

Leandro Cruz

“Como conseguiram construir essas pirâmides, grandiosas, que estão de pé até hoje?”. Para responder a essa pergunta já houve até quem dissesse que os egípcios antigos receberam ajuda de extraterrestres. Mais que a fé nos aliens, essas teorias fantasiosas demonstram uma enorme falta de fé na humanidade. Não. Foram humanos que construíram as pirâmides. Os humanos são capazes de realizar coisas grandiosas. Foram os egípcios que carregaram as pedras para construir os gigantescos túmulos dos faraós. Os egípcios, que são humanos, são capazes de realizar grandes coisas.

Nos últimos sete mil anos eles têm feito grandes coisas. Mas até o dia 25 de janeiro, tudo que construíram era para seus faraós, para os dominadores helênicos, romanos, otomanos e ditadores e reis que sempre viviam de maneira faraônica, subservientes a interesses da França, da Inglaterra, dos Estados Unidos e da União Soviética.

De Alexandre, o Grande, a Napoleão, o baixinho, passando por todos os outros que conquistaram ou tomaram o Egito, nenhuma se igualou à conquista do poder protagonizada pelo próprio povo. Desde a invasão napoleônica em 1798 não houve geração que não assistisse a um rompimento institucional, feito sempre por terceiros. Jamais o país escolheu seu governo, mesmo depois da independência em 1922.

Em 1952, os autodenominados oficiais livres depuseram a monarquia e colocaram uma figura popular e carismática para ser a “cara” da transição, Muhammad Naguib. Mas Naguib quis mandar, não se contentando em simplesmente seguir o que os verdadeiros governantes determinavam. Quando viram que o líder da “transição” poderia acabar se tornando governante de fato, acusações (falsas? Não sei) de falcatruas administrativas “surgiram”, ele foi preso e deposto por seus próprios colegas. Assim Gamal Abdel Nasser, o verdadeiro líder dos oficiais livres, assumiu o poder. A constituição e os partidos políticos foram abolidos. O jovem Hosni Mubarak ainda era apenas um piloto de caças nessa época.

Nasser (admiradíssimo por Jânio Quadros) era aliado da União Soviética, pois os Estados Unidos apoiavam a política expansionista de Israel. Perder Gaza e Sinai para o vizinho sionista não foi sua única tragédia, os gastos com a guerra teriam quebrado o país não fosse a ajuda dos soviéticos. Quando ele morreu, em 1970, entra em cena a dupla Anwar Sadat e Hosni Mubarak, que dão continuidade ao regime dos oficiais, mas decidem buscar outros patrocinadores para a sua ditadura.

Os Estados Unidos bancam. Até 2010, as doações anuais, oficialmente declaradas, dos Estados Unidos ao regime variavam entre dois e três bilhões de dólares, além de ceder equipamento militar (fora o que vier por fora para as contas particulares dos ditadores). Além disso conseguiram que Israel devolvesse a península do Sinai.

O interesse americano e israelense não era pequeno e por isso o nervosismo de ambos esses países sobre os últimos acontecimentos. O Egito tem a torneirinha de boa parte do gás natural que abastece Israel. Controla o mais importante rio da África, o Nilo. E o mais importante canal do mundo, Suez, e ser o porteiro do atalho entre o Mediterrâneo e o Índico não é pouca coisa. O Canal de Suez simplesmente poupa europeus e tigres asiáticos de terem que dar aquela volta que os portugueses tinham que dar 500 anos atrás, lembra?

Mubarak se tornou o número 1 do regime depois do assassinato de Sadat em 1981. Ainda há muita controvérsia quanto ao assassinato de Sadat. Oficialmente (o que no caso do Egito geralmente quer dizer “mentirosamente”) ele foi morto por extremistas islâmicos que estariam tramando repetir no Egito o que os radicais do Irã haviam feito três anos antes. Mas segundo fontes não oficiais (blogueiros egípcios) nas ruas do Cairo não é difícil de encontrar quem diga (“à boca miúda” até esse janeiro) que as mãos de Mubarak também estão sujas do sangue de seu antecessor.

Para “salvar o Egito dos radicais”, Mubarak abole direitos civis, aumenta o controle estatal sobre os veículos de comunicação e cria uma polícia secreta à paisana com carta branca para entrar na casa de qualquer “suspeito” fazendo “o que for necessário”. O problema é que os capangas do governo entendiam como “necessário” agredir, torturar, estuprar, saquear e roubar.

As “leis de emergência” duravam 30 anos. O povo aguentava, mesmo vendo que nem o dinheiro americano, nem o do canal, nem o do gás e nem mesmo o fruto do solo irrigado pelo Nilo chegava à sua mesa. A estratégia era dividir e isolar. Jogando uns contra os outros, tem-se a desculpa de estar protegendo os cristãos dos muçulmanos, os muçulmanos dos cristãos, os árabes dos sionistas, os sionistas dos radicais. O medo da guerra provocado por uma guerra constante provocada pelo governo.

Mas os jovens estavam cansados do medo e da divisão. E na World Wide Ágora passaram a “trocar ideia”. E ideias são coisas que só se multiplicam quando trocadas. No século XXI os faraós e seus escribas e sacerdotes não detêm mais o monopólio da escrita. O movimento ciberativista 6 de Abril nasceu no Facebook, sem líder nem partido. Em comum a ideia de construir um país grandioso, mas não mais para um faraó e sim para seu povo livre.

Não há paralelo na história para o que vimos nos últimos 18 dias. E vimos mesmo que o Estado tenha tentado calar e a mídia internacional tentado ignorar ou minimizar. A verdade vazou, com uma força inacreditável. Não foram as câmeras do Grande Irmão que mostraram a história, mas as pequenas câmeras nas mãos do povo unido como irmãozinhos. Vimos crianças botando tropas de choque para correr; vimos artistas grafitando tanques de guerra; vimos médicos, cozinheiros, garis e todo o resto sendo organizados de maneira voluntária para sustentar os protestos mesmo que a comida estivesse escassa; vimos cristãos defendendo muçulmanos da polícia durante as orações e muçulmanos defendendo templos coptas; vimos um regime cair.

Ainda há incerteza e medo de que militares ou radicais islâmicos tomem o poder depois do levante popular. Não há paralelo na história para arriscarmos um palpite. Mas pelo que vimos acho pouco provável que esse povo aceite daqui pra frente que alguém dite o que ou como um povo livre deve construir seu país. Egípcios, parabéns e muito obrigado. 
 
Por  Leandro Cruz - Viagem no Tempo - 12.02.2011

4 de dez. de 2010

Brasil reconhece Estado da Palestina com as fronteiras de 1967

 
O representante da Autoridade Palestina no Brasil, o embaixador Ibrahim Al Zeben, comemorou a divulgação nesta sexta-feira de uma carta pelo Itamaraty em que o governo do presidente Lula passou a reconhecer o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967. Al Zeben afirmou que este é um passo importante para aprofundar o processo de paz na região.
"É um ato soberano, que agradecemos muito por reconhecer este Estado que há 43 anos está postergado para nós. É um ato de solidariedade e justo para a causa palestina. É um passo certo para aprofundar o processo de paz e melhorar as condições para obter a paz", disse o embaixador.
Al Zeben disse também que espera uma atitude da comunidade internacional, das Organizações das Nações Unidas (ONU) e até do Conselho de Segurança da entidade a partir de agora, caso Israel continue a ocupar os territórios palestinos.
No entanto, o embaixador reiterou que os palestinos querem atingir a paz com Israel através de negociações. "Queremos retomar as negociações, pois entendemos que a negociação é o melhor caminho", completou.
 
Reconhecimento do Estado da Palestina
 
Segundo o Ministério da Relações Internacionais, o presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas mandou uma carta a Lula em 24 de novembro, solicitando o reconhecimento brasileiro de um Estado que inclua os territórios palestinos ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias (1967).
Lula, que em seu mandato fez esforço para envolver-se nas negociações de paz no Oriente Médio, respondeu a Abbas, em um carta divulgada nesta sexta-feira, que "o reconhecimento do Estado palestino é parte da convicção brasileira de que um processo negociador que resulte em dois Estados convivendo pacificamente e em segurança é o melhor caminho para a paz no Oriente Médio. (...) O Brasil estará sempre pronto a ajudar no que for necessário".
Segundo o Itamaraty, o anúncio não prejudicará as relações com Israel, "que nunca foram tão robustas". Em março, Lula fez a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro a Israel, retribuindo visita de seu par israelense, Shimon Peres.
 
 
 
Do Blog Com Texto Livre - 03.12.2010 
 

8 de jun. de 2010

ISRAEL MATA. E A ONU PUNE O IRÃ POR PRETENDER MATAR...

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deverá votar nos próximos dias um novo pacote de sanções ao Irã por estar, SUPOSTAMENTE, pretendendo desenvolver armas nucleares.


Israel não só possui, COMPROVADAMENTE, armas nucleares, como até se dispôs a fornecê-las à África do Sul, no auge do apartheid.

O estado teocrático iraniano representa mesmo uma grande ameaça... para sua população, já que executa seres humanos por serem homossexuais, por participarem de manifestações pacíficas de protesto e outras insignificâncias que o mundo civilizado nem sequer considera crimes. Mas, não tem mostrado a mesma agressividade em relação às demais nações, salvo nas palavras que o vento leva.

Já Israel é useiro e vezeiro em cometer genocídios e atrocidades contra os outros povos, desrespeitando sistematicamente o Direito internacional, como comprova a incursão pirata da semana passada.

Retórica à parte, não há elementos que nos permitam concluir que o Irã pretenda mesmo jogar uma bomba atômica em Israel.

Da história das últimas décadas se pode concluir, sem sombra de dúvida, que Israel responderá a qualquer ataque de maior envergadura que sofra lançando quantas bombas atômicas tiver contra o inimigo. Sua norma é sempre reagir com força desmesurada, não só como retaliação, mas também para intimidá-lo e traumatizá-lo ao máximo.

Então, cabem as perguntas:
  • qual desses países, a partir de sua prática concreta, tem-se demonstrado uma ameaça maior para o resto do mundo?
  • que sentido faz punir o Irã por uma bomba que ainda nem fabricou, depois de não punir Israel pelas bombas que possui há décadas, sem controle internacional de nenhuma espécie?
No fundo, só há um motivo: o de que os EUA vetam qualquer resolução do Conselho de Segurança da ONU contra Israel, enquanto o Irã não conta com um protetor que lhe garanta a impunidade.

Ou seja, o Direito não possui nenhuma força. E a força tem todos os direitos.

Por Celso Lungaretti - 08.06.2010