4 de dez. de 2010
Brasil reconhece Estado da Palestina com as fronteiras de 1967
2 de dez. de 2010
Desmatamento na Amazônia tem queda recorde e é o menor em 23 anos
8 de jun. de 2010
ISRAEL MATA. E A ONU PUNE O IRÃ POR PRETENDER MATAR...

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deverá votar nos próximos dias um novo pacote de sanções ao Irã por estar, SUPOSTAMENTE, pretendendo desenvolver armas nucleares.
Israel não só possui, COMPROVADAMENTE, armas nucleares, como até se dispôs a fornecê-las à África do Sul, no auge do apartheid.
O estado teocrático iraniano representa mesmo uma grande ameaça... para sua população, já que executa seres humanos por serem homossexuais, por participarem de manifestações pacíficas de protesto e outras insignificâncias que o mundo civilizado nem sequer considera crimes. Mas, não tem mostrado a mesma agressividade em relação às demais nações, salvo nas palavras que o vento leva.
Já Israel é useiro e vezeiro em cometer genocídios e atrocidades contra os outros povos, desrespeitando sistematicamente o Direito internacional, como comprova a incursão pirata da semana passada.
Retórica à parte, não há elementos que nos permitam concluir que o Irã pretenda mesmo jogar uma bomba atômica em Israel.
Da história das últimas décadas se pode concluir, sem sombra de dúvida, que Israel responderá a qualquer ataque de maior envergadura que sofra lançando quantas bombas atômicas tiver contra o inimigo. Sua norma é sempre reagir com força desmesurada, não só como retaliação, mas também para intimidá-lo e traumatizá-lo ao máximo.
Então, cabem as perguntas:
- qual desses países, a partir de sua prática concreta, tem-se demonstrado uma ameaça maior para o resto do mundo?
- que sentido faz punir o Irã por uma bomba que ainda nem fabricou, depois de não punir Israel pelas bombas que possui há décadas, sem controle internacional de nenhuma espécie?
Ou seja, o Direito não possui nenhuma força. E a força tem todos os direitos.
5 de mai. de 2010
Ó xente, que maravilha, bá! O Nordeste puxa a a fila.
O Nordeste tem 27% da população brasileira. Essa, portanto, deve ser sua participação ideal numa economia equilibrada. O avanço, que pode parecer pequeno, representa, proporcionalmente, muito. Principalmente porque tem sido enorme a expansão do crédito no país, como um todo.
Diz a matéria que o Nordeste lidera a expansão do crédito nos últimos cinco anos em termos percentuais, com alta acumulada de 331,5% até o fim de 2009. Em segundo lugar aparece o Norte, com avanço de 296%, seguido por Centro-Oeste (259%), Sul (245,7%) e Sudeste (243,6%). De olho neste potencial, os bancos estão aumentando sua rede de agências e postos na região.
Sinal que esta região historicamente injustiçada está avançando e- que bom para todos nós – tornando o Brasil um país menos desigual. Ano passado, uma matéria do Estadão mostrou que mesmo no pior da crise, no Governo Lula, o crescimento do Nordeste ficou acima da média nacional. Um carioca-gaúcho como eu só pode ficar feliz vendo nossos irmãos nordestinos, finalmente, tendo direito a um quinhão do progresso brasileiro.
O triste é que continue existindo tanto preconceito. Ao ler o jornal impresso, com a matéria correta e muito informativa do repórter Murillo Camaroto, do Recife, me deparei com um subtítulo e uma abertura que, certamente, foram acrescentados na edição, em São Paulo: “NORDESTE ROUBA FATIA DAS DEMAIS REGIÕES BRASILEIRAS NO CRÉDITO”, seguida do texto que diz que “o crescimento da oferta de crédito no Nordeste, que há pelo menos cinco anos avança em ritmo mais acelerado que o das demais regiões do país, é alimentado com recursos captados na Região Sudeste, centro financeiro do país(…) “
Dá para perceber quanto preconceito se contém nessa forma de apresentar os fatos. Um pena que existam pessoas na elite brasileira que não conseguem entender que este país não poderá ser bom para ninguém se não puder ser bom para todos. O castigo do egoísmo é o medo e o drama de ter, mais cedo ou mais tarde, sua vida invadida pela miséria que cerca sua riqueza.
17 de set. de 2009
De baixo para cima
Luis Fernando Verissimo - O Estado SP
Especulei aqui se o certo não seria chamar de pós-sal, em vez de pré-sal, o lugar de onde sairá o bendito óleo, já que as brocas virão de cima para baixo, e recebi correções de todos os lados. Quem adivinharia que entre 17 leitores houvesse tantos entendidos em geologia, em contraste com a minha completa ignorância? A explicação mais autorizada e simpática veio de um geólogo profissional, Guilherme Estrella, diretor de Exploração e Produção da Petróleo Brasileiro S.A. Segundo ele, os geólogos têm uma lógica peculiar. Estudam a história do planeta de baixo para cima, pela sedimentação das suas rochas empilhadas ininterruptamente através do que chamam de tempo geológico. As brocas retrocedem no tempo geológico. O que está por baixo é mais velho do que o que está por cima, por isso é pré. Pós-sal é tudo que está acima da camada de sal, inclusive você, eu e os peixinhos. Entendi.
DEMÔNIO
Há dias a CNN mostrou uma mãe americana chorando, preocupada com o que iria acontecer com seus filhos. E o que iria acontecer com seus filhos era terem que ouvir pela TV um discurso do presidente Barack Obama dirigido a estudantes do ensino básico de todo o país, no primeiro dia do ano escolar. Barack recomendaria a todos que fossem bons alunos e tomassem o seu leite, mas a direita histérica criou a expectativa de que ele aproveitaria a oportunidade para doutrinar as crianças sobre os seus programas nazicomunistas, talvez até recorrendo à hipnose. Muitas escolas se recusaram a mostrar a preleção presidencial. A mãe entrevistada pela CNN estava apavorada com o que o demônio negro de fala mansa poderia fazer com a mente dos seus filhos.
A demonização do Obama se deve em grande parte à sua intenção de criar um sistema universal de saúde pública como os que já existem em todos os países civilizados do mundo (e mesmo semicivilizados, não vamos citar nomes), para garantir assistência médica aos mais de 50 milhões de americanos que hoje não têm proteção alguma. As seguradoras, indústrias farmacêuticas e empresas hospitalares que já tinham liquidado com um plano similar do Clinton mobilizaram-se de novo, com a colaboração da imprensa conservadora, de políticos reacionários e de almas simples como a mãe apavorada, e transformaram a ameaça aos seus lucros numa guerra ideológica. Ainda é incerto se o Baraca conseguirá ver seu plano, ou uma versão chocha do mesmo, aprovado. Ou se chegará ao fim do seu mandato, nesse clima.
Dias depois da mãe chorosa a mesma CNN mostrou um pastor do Sul dos Estados Unidos declarando que rezava para Obama morrer de câncer e ir para o Inferno. E a congregação dizendo “Amém!”
Do Blog do Favre - 17.09.09
21 de jul. de 2009
Meio Ambiente - Depois de produção de documentário, Amazônia virou foco da BBC
Durante o processo de elaboração do programa científico da 61ª Reunião Anual da SBPC foi lançado o desafio de se colocar o tema "mídia e Amazônia" em discussão. E na última quarta-feira (15), durante a conferência "Da Amazônia para o mundo: bastidores e repercussão da série de documentários produzidos pela BBC", o jornalista e editor responsável pela América Latina e Caribe da BBC (British Broadcasting Corporation), Américo Pacheco Martins, falou sobre a experiência de coordenar a série de documentários sobre a Amazônia. Martins enfatizou que, até pouco tempo, o tema ‘Amazônia' não estava nas prioridades de cobertura internacionais na BBC. No entanto, ele teve interesse pelo tema e decidiu propor aos colegas editores o desafio de fazer uma série de documentários sobre a Amazônia. A negociação durou um ano e meio. "Então, foram enviados jornalistas para a Amazônia com um leque de opções de entrevistados, entre eles especialistas, moradores da região, empresários e habitantes das aldeias indígenas. A regra era encontrar boas e reais histórias", conta. Foi o maior projeto jornalístico da BBC e envolveu 10 línguas diferentes e 33 jornalistas. A série começou a ser vinculada em TV paga no dia 15 de meio de 2008, com transmissões ao vivo de flutuantes direto do Rio Negro. No entanto, alguns trechos podem ser acessados no site da BBC. As conclusões do trabalho - embora não tenha sido realizada nenhuma pesquisa específica sobre isso - é que o nível de debate interno na BBC, no que se refere a Amazônia, está em outra dimensão. "As discussões estão mais aprofundadas", diz Martins que acredita também na contribuição dos documentários para desmistificar o olhar estrangeiro sobre a Amazônia (assista aqui). A BBC é uma empresa pública que tem seu orçamento a partir de arrecadação do imposto de renda por residência com televisão. O imposto vai direto para a BBC o que garante maior independência financeira. A BBC está disponível em 33 línguas para o mundo inteiro. São 260 milhões de pessoas, por semana que acessam os veículos de rádio, televisão e internet. Fonte: Com Ciência - SBPC - 20.07.09 |
20 de jul. de 2009
Dilma participa de reunião com empresários brasileiros e americanos nos Estados Unidos
A 4ª Reunião do Fórum de Altos Executivos de Empresas do Brasil e dos Estados Unidos ocorre em Washington e tem na pauta temas como o acordo bilateral para evitar a dupla tributação, a facilitação na concessão de vistos e as negociações da Rodada Doha. Também devem ser discutidos projetos de infraestrutura e intercâmbio tecnológico, além de promoção e proteção do investimento, eficiência energética e meio ambiente.
Dez empresários brasileiros e dez americanos estão presentes na quarta edição do fórum, que teve início em 2007, em Brasília. Do lado brasileiro participam dirigentes das seguintes empresas: Gerdau, Vale, Embraer, Coteminas, Odebrecht, Votorantim Participações, Sucocítrico Cutrale, Camargo Côrrea, Stefanini IT Solutions e Banco Safra.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge também participa do evento.
Da Agência Brasil - 20.07.09
Leia também:
Dilma se encontra com Obama nos EUA
A fantasia da viagem à lua e a Apolo 11
As pessoas que hoje têm menos do que 40, 40 e poucos anos, talvez não tenham tido um “contato imediato de terceiro grau” com a “era espacial”. Como há o computador hoje, havia o espaço antes, e não era apenas ficção, acontecia naquele momento (notem a ausência do gerúndio).
Minha infância, sobretudo por ser paulistana, e meu pai estar trabalhando na Windsor, antiga fábrica de televisão, no ap da rua Topázio, foi vidrada em Flash Gordon, assim como na Tartaruga Touché, Wallygator, Zé Colméia, Pepe Legal, etc. A TV era “espacial”, redonda, lembrava o capacete de vidro. Era um ser enorme, parecia uma espaçonave, e a TV era novidade. Falava, cantava, dançava, fazia maravilhas. Nasci em 58, plena era do Sputinik.
Fonte: Luiz Horacio
Por Luis Nassif - 20.07.09
15 de jul. de 2009
"Bem vindo" filme Francês sobre imigração na Europa - ganhe ingressos
Da Carta Capital - 15/07/2009 16:17:19
Celso MarcondesVocê quer assistir ao filme “Bem-Vindo”, do diretor francês Philippe Lioret? Ele já está em cartaz em São Paulo e CartaCapital, em parceria com a Imovision, tem 20 pares de ingressos para distribuir entre seus leitores.
“Bem-Vindo” foi sucesso de público e crítica na França. Trata muito bem da atual e dolorosa questão da imigração na Europa, focando na relação entre um jovem iraquiano e um professor de natação francês. Lioret esteve a pouco no Brasil divulgando o filme, que também foi muito bem recebido pela crítica brasileira.
Contemplaremos os 20 primeiros leitores que escreverem no nosso espaço dedicado aos COMENTÁRIOS solicitando os ingressos. A única exigência é que ESCREVAM SEUS NOMES COMPLETOS, IDADE, OCUPAÇÃO E E-MAILS.
Os convites são válidos de 2ª a 5ª feira, exceto feriados e aceitos em todas as salas em que o filme estiver em exibição, exceto Cinemark Iguatemi, Circuito Araújo e Grupo Estação.
FAÇA SUA INSCRIÇÃO NO SITE DA CARTA CAPITAL NA ÁREA PARA OS COMENTÁRIOS
Não mais “tempo de homens partidos”
Patrus Ananias - 14.07.09 - DEBATE ABERTO - Durante muito tempo vivemos a separação: ou o desenvolvimento econômico ou políticas de inclusão e justiça social. Como se o desenvolvimento econômico fosse incompatível com as políticas de distribuição de renda. Assim, o país cresceu muito no século 20, mas não garantiu a sustentabilidade social e ambiental desse crescimento. Alceu Amoroso Lima, sempre uma inspiração para o trabalho e compromisso com os pobres, dizia que devíamos substituir a disjuntiva “ou” pela conjuntiva “e”. A disjuntiva separa: ou isto ou aquilo, como se as coisas fossem sempre opostas. O “e” une, na perspectiva da cooperação, da integração, da complementação. A experiência histórica do Brasil comprova a importância desse ensinamento do mestre Alceu. Durante muito tempo vivemos a separação: ou o desenvolvimento econômico ou políticas de inclusão e justiça social. Como se o desenvolvimento econômico fosse incompatível com as políticas de distribuição de renda e de melhoria efetiva das condições de vida das populações mais empobrecidas. Por muito tempo vivemos esse mito desagregador. Assim, o país cresceu muito no século 20, mas não garantiu a sustentabilidade social e ambiental desse crescimento exatamente porque não integrou os pobres nesse desenvolvimento, não garantiu, portanto, a inclusão dos pobres. Hoje estamos vendo que é exatamente o contrário. É preciso crescer, sim, para distribuir. O crescimento econômico é condição básica para distribuição de renda, porém não suficiente. É preciso, para distribuir renda, adotar, como estamos fazendo, vigorosas políticas sociais que devem ser cada vez mais institucionalizadas, colocadas no campo das políticas de estado, de direitos e deveres. Estamos vendo, com a experiência concreta da rede nacional de proteção e promoção social, que estamos consolidando no Brasil, especialmente por meio de políticas públicas de transferência de renda de grande alcance, como o programa Bolsa Família, que as políticas sociais têm amplos alcances. Além da dimensão ética, humanitária,de assegurar direitos e integrar pessoas, famílias e comunidades mais pobres no projeto nacional, as políticas sociais têm ainda uma dimensão prática, econômica. Os pobres estão recuperando a cidadania e também se tornando consumidores e isso aquece economias locais. O comércio vende mais e, vendendo mais, o comércio também estimula a indústria. Isso gera mais possibilidade de trabalho, emprego e renda. Estamos vendo hoje que as políticas de transferência de renda estão tendo grande impacto anti-crise no Brasil. Como disse o presidente Lula, os pobres não guardam o dinheiro. O dinheiro que eles recebem do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e dos programas de apoio à agricultura familiar por exemplo, são imediatamente colocados no mercado. Outra dicotomia que está sendo posta por terra é a que opõe o desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental. Vemos hoje que em muitas regiões do Brasil o desenvolvimento econômico e, vinculado a ele, o desenvolvimento social pressupõem o desenvolvimento ambiental. Isso porque o desenvolvimento, numa concepção mais integral e integrada, requer a promoção de todas as potencialidades de uma determinada região organizada em torno de suas características comuns do ponto de vista geográfico, econômico, histórico, cultural. O desenvolvimento dessas regiões passa sempre pela recuperação de rios e bacias hidrográficas e de ecossistemas que caracterizam essas regiões. Os estudos vão mostrando que a revitalização de rios e bacias não é questão meramente de preservação das águas, por mais sagradas que elas sejam. É também fator fundamental para indução do desenvolvimento. São importantes para viabilizar programas de irrigação racional da agricultura, para o desenvolvimento da agroindústria, da indústria, além, é claro, de outras possibilidades no campo da cultura, do turismo, e da qualidade de vida. O crescimento econômico hoje tem de ter o olhar voltado para o futuro para que a gente possa honrar nosso compromisso com as novas gerações. Temos de crescer, mas preservando a vida e os recursos fundamentais para que as pessoas possam continuar, de maneira adequada, a grande aventura humana na face da terra. Portanto, a exploração necessária dos recursos naturais pressupõe racionalidade, integração de políticas e também desenvolvimento de tecnologias que preservem esses bens para nossos filhos e netos. A implantação da rede de políticas sociais no Brasil enfrentou mesmos preconceitos do “ou”, “ou”. O principal exemplo é dado pela máxima “dar o peixe ou ensinar a pescar”. Geralmente essa é uma questão colocada por pessoas que nunca deram o peixe e nunca ensinaram a pescar. Porque as pessoas que vivem uma presença maior nas comunidades pobres sabem que as duas coisas são indissociáveis. Uma pessoa que não tenha comido bem o peixe antes não terá condições de pescar. Portanto a alimentação, que muitos veem como “dar o peixe”, não é uma questão assistencialista. É um direito, pressuposto básico da dignidade humana, do direito à vida, do desenvolvimento das potencialidades dos talentos pessoais, familiares e coletivos, comunitários. Temos cada vez mais de colocar a questão da alimentação, assim como a questão da família e da assistência social no campo dos direitos e das políticas públicas como estamos fazendo no Brasil e como já fizeram no passado os países socialmente mais desenvolvidos e equânimes. Para que uma pessoa possa pescar, e isso é um objetivo que temos também, claro, é necessário que ela tenha resguardadas as condições para isso. Da mesma forma, estamos superando a oposição entre políticas sociais e acomodamento. Essa falsa dicotomia se apresenta como se garantir alimentação, garantir condições básicas de vida, uma renda familiar básica acomodasse as pessoas. Nesse raciocínio, há um preconceito forte contra os pobres, como se eles não tivessem desejo, como se os pais pobres não quisessem futuro para seus filhos, como se não quisessem progredir na vida. O desenvolvimento pressupõe atendimento de necessidades básicas. O que acomoda as pessoas é a fome, a desnutrição e as doenças e enfermidades que daí decorrem. A história ensina que direitos respeitados com políticas sociais devidamente implementados implicam novos direitos, e também novos deveres e responsabilidade em face da coletividade. Essas reflexões me ocorrem no momento em que estamos vivendo no Brasil a integração de políticas, uma opção que vem sendo debatida internacionalmente. Estive recentemente na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e fiquei muito feliz porque estava sendo discutida exatamente a integração, com o exemplo e referência da experiência brasileira, das políticas sociais com o mundo do trabalho. Isso aponta para superação de mais uma dicotomia, a que opõe o mundo do trabalho às políticas de assistência social. Na OIT, os estudiosos do assunto partem da constatação de que não há pleno emprego. No dia que houver pleno emprego o sistema capitalista mudará seus pressupostos. E observam que além disso, as mudanças tecnológicas aumentaram mais ainda o fosso do desemprego e as políticas sociais são um vigoroso suporte para impedir que os trabalhadores resvalem para indigência e permaneçam excluídos. Estamos integrando desenvolvimento econômico com desenvolvimento social e enfrentando o desafio cada vez maior de integrar o desenvolvimento econômico e social com o desenvolvimento ambiental. Defendemos a integração das políticas sociais, atendendo aqui e a agora as pessoas nas suas necessidades mais urgentes, que são também direitos, e articulando com direitos de médio e longo prazo. Temos o compromisso de ampliar nossas políticas emancipatórias que apontam também para benefícios futuros em relação aos filhos, netos dessas pessoas e famílias que estão sendo atendidas hoje. A lição do mestre Alceu nos indica a superação de tempos difíceis, como diz Drummond, “(...) tempo de divisas, / tempo de gente cortada. / De mãos viajando sem braços, / obscenos gestos avulsos”. Sabemos que o desafio é grande e o caminho, árduo. Mas estamos vencendo, porque, lembra o poeta, “a escuridão estende-se mas não elimina / o sucedâneo da estrela nas mãos.”
Patrus Ananias - é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
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Tucanos chamavam Petrobrás de “paquiderme” para poder vendê-la
O presidente Lula, que lançava obra do PAC em Alagoas, fez ontem uma defesa veemente da Petrobras e ataques indiretos ao PSDB. Insinuou que a oposição trata a estatal com descaso e resgatou o discurso da ameaça de privatização que o PT usou na campanha de 2006, ao citar a descoberta da camada do pré-sal: Por Daniel Pearl - 15.07.09
Leia mais:
Em defesa da Petrobrás; novos atos públicos (17.05.09)
Os dez estragos de FHC na Petrobrás
Petrobrás - A greve de 1995, foi o ponto de partida dos planos privatistas de FHC.
14 de jul. de 2009
PETROBRÁS - PRÉ-SAL: o que os TUCANOS querem tomar na CPI? Professores, matéria interessante para sua aula. Temos que defender O PATRIMÕNIO do Brasil

É para isso que eles fizeram a CPI, os senadores virtuosos ...
Governo confirma estatal para o pré-sal
Por Simone Iglesias e Julian Rocha
Nova empresa vai gerenciar exploração nas áreas descobertas e dividir o óleo extraído com as ganhadoras das licitações
Marco regulatório a ser submetido ao Congresso prevê ainda criação de um fundo social com os recursos obtidos no setor de petróleo
Na proposta, há também a criação de um fundo social, sugestão de Lula, e a adoção de sistema de partilha de produção na exploração. Nesse sistema, o óleo extraído será dividido entra a futura estatal e as empresas que forem escolhidas, por meio de licitação, para desenvolver os campos.
No pré-sal, além disso, não será cobrada a participação especial (espécie de tributo) nem haverá divisão dos lucros com os Estados e os municípios -que só deverão ter acesso ao dinheiro do pré-sal por meio do fundo social a ser gerenciado pelo Ministério da Fazenda.
Segundo Lobão, o sistema de partilha valerá só para o petróleo do pré-sal e outras áreas consideradas estratégicas.
A proposta divulgada ontem acabou sendo apresentada nos moldes já previstos pelo presidente. Em agosto de 2008, logo que a comissão interministerial começou a estudar a mudança de marco regulatório, Lula pediu que os lucros do petróleo fossem usados para “eliminar a miséria”.
Por isso, a criação do fundo garantirá recursos para saúde, educação e questões sociais. E poderá ser a forma encontrada pelo governo de perpetuar o Bolsa Família. “Será um fundo trabalhista”, afirmou Lobão.”
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Paulo Henrique Amorim
Agora é que vai começar a batalha de verdade da CPI da Petrobrás.
O pré-sal é a “zona do agrião”, como dizia o João Saldanha.
O pré-sal – que a Petrobrás descobriu no Governo Lula, viu Miriam ? – vai fazer do Brasil uma potência do petróleo.
Tipo Rússia, Iraque, Venezuela …
Os tucanos queriam, primeiro, que a Petrobrás ficasse inteira, sem que se criasse uma nova estatal.
Por quê ? Porque era mais fácil vender a Petrobrás inteira, do que duas Petrobrás.
O Zé Pedágio assumia a Presidência e, numa canetada, criava a Petrobrax – uma empresa inteira, única.
E vendia a Petrobrás noutra canetada.
E junto com a Petrobrax iam o pré-sal e todas as reservas estratégicas do Brasil.
Não se perdia tempo com uma nova estatal, só para cuidar do pré-sal.
E para que um “fundo trabalhista”, para acabar com a miséria ?
Nada disso, a ONG da D. Ruth resolve o problema da miséria melhor do que ninguém …
Os tucanos querem vender a Petrobrás no sistema “porteira fechada”, “turn key” – você paga e leva tudo o que está lá dentro.
Fazer o que o Zé Pedágio iria fazer – “iria”, porque nunca será Presidente: vender o Bolsa Família à WalMart, como me disse um político mineiro.
Os tucanos do Senado (como o apoio moral dos DEMOS, esses pilares da moral e da virtude na vida pública (**)) querem concluir a obra do Farol de Alexandria, que achou que tinha quebrado o monopólio da Petrobrás na exploração.
Não conseguiu: a Petrobrás ficou com a parte do leão, porque é competente …
A segunda aspiração dos tucanos é manter no pré-sal o sistema de exploração por “concessão”.
Na concessão, a União concede – dá área ao que vencer a licitação e tem uma parcela dos resultados.
É um regime de exploração em áreas de alto risco.
No pré-sal, a concessão significaria entregar um bilhete premiado a quem recebesse a concessão.
Já se sabe que lá em baixo tem óleo, e muito.
Por isso que o Governo Lula escolheu o regime de “partilha”.
E assim será, daqui em diante, em todas as áreas estratégicas.
O petróleo é da União.
E o Governo explora com um sócio.
E fica com a parte gorda do bilhete premiado.
Para combater a miséria.
Os tucanos (com o apoio sobretudo moral dos DEMOS, esses baluartes da probidade) criaram a CPI da Petrobrás.
Como tentaram impedir que Vargas criasse a Petrobrás.
Os tucanos tiveram apoio decisivo do PiG (***).
Da mesma forma, Assis Chateaubriand, O Globo, Roberto Campos, a UDN, o Estadão – todos eles militaram fervorosamente na campanha para entregar o petróleo brasileiro aos estrangeiros.
Na época, diziam: o Brasil não tem petróleo.
Deixa a Esso explorar.
Hoje, dizem.
O Brasil tem muito petróleo.
Deixa a Exxon explorar.
Essa é uma batalha antiga.
A CPI da Petrobrás é para derrubar o Presidente Lula.
Para desconstruir a Petrobrás.
Para tomar o pré-sal.
Para vender o pré-sal aos que contratam as palestras do Farol e pagam US$ 50 mil (mais o aluguel do jatinho).
Leia também:
Oposição não pega nem resfriado na CPI da Petrobrás
Mercadante: PSDB quis CPI quando Lula resolveu mudar regime do pré-sal
(*) Folha é aquele jornal da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(**) Os DEMOS preservam a castidade especialmente quando ocupam a Secretaria Geral do Senado.
(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
Fonte: Conversa Afiada - 14.07.09Carta da Petrobrás à CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito
Clique na imagem ao lado para ler a íntegra da carta enviada pela Petrobras ao relator da Comissão Parlamentar de Inquérito.Carta do presidente da Petrobrás aos petroleiros
O blog da Petrobras compartilha com seus leitores a carta enviada pelo presidente José Sérgio Gabrielli a toda a força de trabalho da Companhia.
Gostaria de informar a todos os nossos colegas do Sistema Petrobras que foi instalada nesta tarde de terça-feira (14/07) a Comissão Parlamentar de Inquérito, no Senado Federal, para apurar os fatos relacionados com o requerimento nº 569 de 2009 referentes à Petrobras e ANP. O senador João Pedro (PT/AM) e o senador Marcelo Crivella (PL/RJ) foram eleitos como presidente e vice e o senador Romero Jucá (PMDB/RR) foi escolhido como relator. (mais…)


