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7 de jul. de 2015

'Democracia não pode ser chantageada', diz Tsipras após vitória do 'não'; ministro de Finanças renuncia

Mobilização em frente ao Parlamento grego | Foto: Reprodução Twitter/Alexis Tsipras

"Todos da esquerda sabem como agir coletivamente, sem se importar com os privilégios de seu posto”, explicou o ministro Yanis Varoufakis; 61% da população votou a favor do “não” a um acordo com credores europeus 

Os gregos decidiram neste domingo (05) rejeitar as propostas feitas pelos credores internacionais. O "não" a um acordo nos moldes da austeridade tradicional imposta pelas instituições financeiras internacionais venceu o referendo com 61% dos votos, contra 38% do "sim", segundo dados divulgados pelo ministério do Interior do país. Após o resultado, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, declarou que a consulta popular “prova que a democracia não poder ser chantageada”. “Os gregos tomaram uma medida corajosa e é esta que irá mudar o debate na Europa”, afirmou.

10 de ago. de 2011

O que é política?

Polis - Grécia antiga (imagem: arquivo)

"A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta" - Platão

A palavra política tem origem no grego “ta politika” que, por sua vez, deriva da palavra grega “polis”. Mas o que é polis?

Polis é a Cidade, entendida como a comunidade organizada, formada pelos cidadãos ( no grego “politikos” ), isto é, pelos homens nascidos no solo da Cidade, livres e iguais. (Convite a Filosofia, capítulo 7, Marilena Chaui, Editora Ática).

Polis é o que chamamos, ao estudarmos a Grécia Antiga, de Cidades-Estado. Os moradores dasPolis eram os “politikos” (cidadãos), aqueles que exercem a civilidade.

Polis Grécia antiga (interior - VIII sec a.C) - clique na imagem para ler a história
Res Publica é a tradução latina de Ta Politika, e corresponde ao que chamamos de práticas políticas. Já a palavra Civitas (origem de: civil, cidade, cidadão e civilizado) é a tradução latina para Polis.

Esparta, Atenas, Corinto, assim como as demais cidades gregas da época, eram Cidades-Estado, portanto, eram Polis. As Polis tinham sua organização política e militar autônomas, isto é, eram independentes umas das outras.

Péricles fala ao povo Ateniense (séc V a.C ) - clique na imagem para ler a história
Ok, mas afinal... O que é política?


A afirmação “não gosto de política”, pode ser verdadeira, mas na maioria das vezes demonstra desconhecimento do que quer dizer política. Na verdade “o homem é um ser político” como afirma a aluna Vanessa Dias.


Por desconhecimento, “a maioria das pessoas afirma não gostar de política, mas na verdade estes não gostam das pessoas que exercem a profissão ‘política’”, afirma Fernanda Sommer. “Política, hoje, é confundida com as ações dos políticos profissionais, principalmente os maus políticos”, reforça Vanessa e completa “... não podemos confundir política com o ato de votar ou ser votado, na verdade fazemos política quando tomamos atitudes em nosso trabalho, escola etc ...”.


Ana Raniele exemplifica política como “o momento em que duas ou mais pessoas divergem sobre um determinado assunto e, estas para defender suas idéias, se lançam em uma discussão”. “Quando pessoas conversam e uma não concorda com a outra, gera uma discussão”, isso é política, afirma Mariana Nunes.


Política também é:

“a arte de governar” (1);

 “um certo diálogo” (2);
 “quando exigimos nossos direitos” (3);
 “alguém se opõe às idéias do outro” (4);
 “a exposição de nossas idéias a outros” (5)


Mas, para você, o que é política?

Fonte: Estudos de um grupo do 3o ano do ensino médio - baseado em livros didáticos: Grécia antiga - História antiga

3 de nov. de 2009

Poli Grega


Polis Grega (800 a.C)
As instituições políticas do Período Homérico eram muito simples. As pequenas comunidades aldeãs, existentes no território de uma tribo, eram praticamente autônomas e independentes entre si. O chefe tribal quase não tinha autoridade. Não podia legislar nem administrar a justiça. Limitava-se a liderar as aldeias em época de guerra e a celebrar os cultos coletivos. O Basílio nada recebia por sua função e seu sustento era retirado das propriedades de seu gênios. Era conhecido como rei lavrador.


Nessas pequenas comunidades, não havia uma administração pública desenvolvida nem funcionários. O tesouro público era reduzido ao mínimo, já que as maiores despesas relacionavam-se aos cultos religiosos. O exército praticamente nada custava, porque cada homem livre equipava-se por sua própria conta. A justiça era, na maioria das vezes, realizada no interior dos gene, cujos integrantes participavam, inclusive, de vinganças, quando elementos de outros gene praticavam alguma falta contra seus membros.
O rei era auxiliado por um Conselho Consultivo, eleito ou transmitido hereditariamente entre os gerentes. Mais tarde, entre a segunda metade do século VIII a.C. e o início do século seguinte, esse conselho destronou o Basílio e tornou-se o principal órgão político das comunidades. Mesmo nos lugares onde a monarquia foi mantida, o conselho tornou-se o centro da vida política. A monarquia tribal cedeu lugar à oligarquia (domínio de poucos), isto é, à autoridade dos proprietários de terras, que iam incorporando a seus domínios as propriedades dos camponeses endividados.
Nessa época, ocorreu uma explosão demográfica, ao mesmo tempo que se desenvolviam o artesanato e a economia mercantil. Essas transformações políticas, econômicas e sociais possibilitaram o progresso das cidades e da vida urbana. Os laços sociais existentes nas pequenas comunidades de aldeias foram se dissolvendo. Os gene perderam aos poucos seus poderes particulares de promover acústica e foram se subordinando à coletividade. Surgiu, então, a polis ou cidade-estado  base da organização política dos povos gregos. Apesar das semelhanças culturais, os gregos jamais formaram uma nação enquanto foram independentes. Suas cidades tinham governos, sistemas políticos e leis próprias. Além disso, vi viam em conflitos, amenizados temporariamente por alianças entre os grupos dominantes das polis. Para os gregos, a polis era o lugar onde se asseguravam direitos e deveres, definindo-se, assim, a própria cidadania. Mas, mesmo rivais ou independentes entre si, as cidades gregas mantinham mecanismos de solidariedade contra o que chamavam “mundo bárbaro”, isto é, os povos não-gregos que viviam fora da Hélade, que correspondia ao território coberto pelo conjunto das cidades gregas. Essa solidariedade expressava-se nos jogos, como as Olimpíadas (que eram festivais esportivos, com fins religiosos, envolvendo todas as cidades gregas), e nas alianças militares contra os “bárbaros”. A cidade-estado grega era formada pela acrópole, a parte alta da cidade, e pelas terras em volta, utilizadas na agricultura. A cidade era o centro religioso, político e econômico do território que a cercava.
Raras cidades-estados possuíam uma área extensa. As exceções foram Esparta, que englobava a Lacônia e a Mexeria, e Atenas, que correspondia à Ativa inteira. Na maioria das vezes, uma mesma região, como a Beócia ou a Acaba, compreendia várias cidades de dimensões restritas e rivais umas das outras. As cidades-estados começaram a formar-se no Período Umedeço, mas foi no Período Arcaico que a polis se estruturou, embora seu desenvolvimento não tenha sido semelhante em toda a Grécia.
O apogeu da pólis coincidiu com o surgimento da democracia no Período Clássico, como veremos posteriormente. Nas cidades-estados que adotaram o sistema de governo democrático, os habitantes do território, exceto servos, escravos, estrangeiros e mulheres, eram cidadãos, que, coletivamente, organizavam a vida política, econômica e religiosa. Devemos nos lembrar de que a cidadania grega significava a devoção de um cidadão a sua cidade, embora houvesse laços religiosos e étnicos que davam a todos os gregos um sentimento de afinidade. No apogeu da polis, a filosofia, a poesia, a ciência, as artes, o direito, o estatuto da cidadania e o debate de idéias atingiram níveis de desenvolvimento até então inexistentes. Esse desenvolvimento foi facilitado, por
que a vida na cidade permitia que todos os cidadãos se encontrassem nas praças públicas para discutir os acontecimentos do dia e os interesses urbanos. A liberdade de debates entre os cidadãos era possível por serem os reis gregos eleitos por nobres e guerreiros. Assim, os gregos jamais caíram sob a tirania de monarcas divinizados ou sacerdotes, como aconteceu no Oriente; seus líderes e governantes eram sempre aclamados pelos cidadãos ou por seus representantes.
Para que esse costume prevalecesse, uma contribuição muito grande foi dada pela religião dos gregos. Misturando a vida dos deuses com características humanas, sua tradição religiosa encurtava a distância entre o humano e o divino, dando mais liberdade de pensamento aos homens. Porém, essa participação política era para a minoria dos cidadãos, que podiam discutir os problemas da cidade e envolver-se com questões políticas, já que havia uma outra parcela da população encarregada de produzir alimentos. Veja o que escreveu o historiador Perry Anderson: por trás de toda essa organização e cultura não há uma economia urbana de alguma forma equiparável a elas: ao contrário, a riqueza material que sustentava sua vitalidade intelectual e cívica era extraída de forma esmagadora do campo, cuja força básica era o trabalho escravo”.
Fonte: História antiga 

15 de set. de 2009

Péricles na Grécia



Foi durante o governo de Péricles (461 a 429 a.C.) que a democracia ateniense atingiu seu apogeu, já que a Eclésia adquiriu autoridade para propor projetos, além de manter seus poderes de rejeitar ou ratificar os projetos propostos pelo Conselho dos Quinhentos. O Conselho dos Dez Extrativos (generais), liderado por Péricles e eleito pela assembléia anualmente, assumiu boa parte da autoridade do Conselho dos Quinhentos. Esses generais, além de chefiar o exército, tornaram-se também os principais funcionários executivos e legislativos. Mesmo podendo ser reeleitos, não se transformavam em tiranos, pois estavam sujeitos à exoneração, a qualquer momento, pela assembléia, se não tivessem boa conduta.
A justiça também se democratizou ao máximo. Os tribunais populares, compostos por um júri escolhido entre os cidadãos, podiam julgar todos os tipos de causa, e suas decisões eram inapeláveis a qualquer instância superior. A democracia ateniense continuava sendo direta, com participação política apenas dos cidadãos. Para que os cidadãos pobres pudessem fazer parte das instituições políticas, foi estabelecida uma remuneração pela participação nas sessões. A escravidão fortaleceu-se, pois era o trabalho escravo que liberava os cidadãos dos trabalhos produtivos para as atividades políticas e intelectuais.
Na política externa, Péricles implantou o Império Ateniense no século V a.C. Embora encoberto pela hipocrisia, o imperialismo ateniense era duro e implacável com os habitantes das cidades submetidas. Péricles afirmava que “Atenas era a escola da Grécia”, interessada apenas no bem-estar e no progresso das cidades gregas. Mas, na realidade, os atenienses suprimiam a liberdade daquelas cidades que chamavam de aliadas e submetiam-nas, como súditas, ao peso de suas exigências militares, financeiras e políticas. Durante o governo de Péricles, Atenas foi totalmente remodelada: realizaram-se grandes construções e a cultura foi amplamente desenvolvida. O século V a.C., período de maior esplendor ateniense, ficou conhecido como Século de Ouro ou Século de Péricles.


Fonte: História antiga