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1 de jul. de 2013

Brasil vence a Espanha por 3 a 0 e conquista a Copa das Confederações

Nilton Fukuda/ AE

Felipão dá volta por cima e recoloca a seleção no trilho

Ao ser campeão da Copa das Confederações, Luiz Felipe Scolari voltou a mostrar que é um predestinado como técnico. Demitido no ano passado pelo mesmo Palmeiras que ele ajudou a consagrar em 1999 com a conquista da Libertadores, o treinador comemorou neste domingo o seu 19.º título naquela que foi a 30.ª final da sua carreira. 

3 de fev. de 2013

Carnaval com música eletrônica

Rio Music Conference leva música eletrônica ao carnaval

Da EBC


O Rio de Janeiro recebe, às vésperas do carnaval, um dos maiores encontros de música eletrônica da América Latina. Programação terá shows, palestras e workshops.


3 de dez. de 2011

Crescimento do capitalismo brasileiro cria 19 milionários por dia

Imagem: 1747 - W.25th St Cleveland o USA
Reportagem publicada no site da revista atribui ao crescimento da economia a multiplicação dos milionários, que desde 2007 se expandem à razão de 19 por dia. Isso acontece graças ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e das taxas de consumo, diz o texto.

Riqueza concentrada
A estatística dos 19 milionários novos por dia foi medida considerando toda a riqueza individual, incluindo investimentos, propriedade, poupança e outros patrimônios, além de dinheiro, a reportagem explica. “70% da riqueza do país estão concentrados em São Paulo e no Rio de Janeiro”, diz.
A revista deixa, claro, entretanto, que são milionários nos termos da economia brasileira, o que equivale a pessoas com patrimônio equivalente a cerca de US$ 540 mil. “Indivíduos com patrimônio entre US$ 539 mil e US$ 2,7 milhões (R$ 1 milhão e R$ 5 milhões) formam o grupo de novos milionários”, diz a Forbes. O critério para países mais desenvolvidos, como os EUA, é outro.

17 de jan. de 2011

O drama da região serrana do Rio é de todos nós


É inadiável a definição e a implementação de políticas públicas que garantam o ordenamento urbano, com respeito às pessoas, ao meio ambiente, à coletividade, à vida. Claro que é trabalho para resultados a longo prazo. Mas é questão de sobrevivência humana.

Difícil manter a racionalidade diante da tragédia que atingiu a região serrana do Rio de Janeiro. As imagens são dilacerantes. A extensão do drama humano supera nossa capacidade de raciocínio. Impossível não se emocionar. Em particular ante a grandeza da gente brasileira, traduzida em solidariedade com as vítimas. E ao poder de resignação daqueles que escapam. Perderam tudo, mas estão vivos.

Muitos tiveram a família inteira levada pelas águas ou soterradas nos escombros do que um dia foi um lar. Ainda assim, mantêm aceso o espírito que dá sentido à vida: é preciso recomeçar.

De onde vem tamanha força? Talvez da fé. E quem somos nós, pretensos observadores, paladinos da consciência política, para duvidar? Sim, eles serão capazes e, talvez, seja extamente isso, a fé – que seja em si próprio – que alimente a mística do “brasileiro, profissão esperança”.

No tempo presente, resta-lhes contar e enterrar os mortos. E eles já passam dos 500 nas setes cidades devastadas, em três dias de resgate. Só em Nova Friburgo são 246, na contagem da tarde desta sexta-feira, segundo a Defesa Civil. Em Teresópolis, 229. Petrópolis, 41. Sumidouro, 20. São José do Rio Preto, dois. Areal também foi devastada, mas não há vítimas fatais conhecidas, por enquanto.

Mas, infelizmente, tudo pode ficar pior: as buscas certamente trarão mais corpos, e a meteorologia indica que os céus não darão trégua.

Outros estados do Sudeste vêm sendo castigados pelas chuvas: em Minas, 74 municípios estão sob as águas e decretaram estado de emergência; São Paulo não para de contabilizar prejuízos materiais e humanos; Espírito Santo e Goiás também sofrem com a força desvastadora das águas. Nada e em lugar nenhum, porém, se compara ao desastre no Estado do Rio. A diferença é que, desta vez, a catástrofe atinge pobres e ricos, indistintamente.

Ano após ano, verão após verão, a tragédia se repete neste pedaço do Brasil – em menor ou maior grau. Há dois anos, Santa Catarina, no Sul, sofreu devastação semelhante. O próprio estado fluminense é pródigo em exemplos: no reveillon do ano passado, Angra dos Reiscontabilizou 53 mortos nos deslizamentos de terra no Morro da Carioca e na Ilha do Bananal. As chuvas que fecham o verão levaram quase duas centenas de vidas nos deslizamentos no Morrodo Bumba, em Niterói, no início de abril de 2010; um lixão desativado há 50 anos torna-se abrigo de 200 famílias. O mesmo acontece com o Nordeste, no período de inverno.

Em junho do ano passado, as enchentes devastaram a Zona da Mata de Pernambuco e Alagoas, sobretudo. Os rastros da destruição permanecem ainda hoje. Cidades inteiras transformadas em lama e lixo. Dezenas de mortos, milhares de desabrigados. Prejuízos incalculáveis não se recuperam, assim, da noite para o dia. Para a morte, não tem retorno.

É fácil culpar as chuvas. Mas fato é que nenhuma cidade está preparada para a fúria da natureza, quando ela resolve cobrar a degradação cotidiana a que é submetida. E o agente de seu próprio infortúnio é o homem.
Tenha ele o nome que se lhe atribuir: especulação imobiliária; excesso de detritos gerado pelo consumo exarcerbado, irresponsabilidade ambiental; falta de habitação e de saneamento adequados, ausência de política urbana, leniência e descaso do poder público – tudo isso junto. Anos e anos, séculos a fio…

Choremos os nossos mortos. Lamentemos nossos prejuízos. Apontemos o dedo, também, para nós mesmos. Mas é leite derramado.

Catástrofe se previne. Por mais que existam problemas estruturais crônicos, e os há de grande monta. Por mais que as manifestações naturais possam vir a ser imponderáveis.

É inadiável a definição e a implementação de políticas públicas que garantam o ordenamento urbano, com respeito às pessoas, ao meio ambiente, à coletividade, à vida. Claro que é trabalho para resultados a longo prazo. Mas é questão de sobrevivência humana. Sim, porque o Planeta se fez, e se refez, em milhões e milhões de anos. Está em mutação permanente, e sobreviverá – com ou sem os humanos.

(*) A propósito, leia entrevista da arquiteta Ermínia Maricato à Caros Amigos a propósito do futuro das nossas cidades.

* Sulamita Esteliam é jornalista e escritoraa. Autora dos livros Estação Ferrugem, romance-reportagem que resgata a história da região operária de Belo Horizonte-Contagem, Vozes, 1998; Em Nome da Filha – A História de Mônica e Gercina, sobre violência contra mulher em Pernambuco; e o infantil Para que Serve Um Irmão, os dois últimos ainda inéditos. 
 
http://www.atalmineira.wordpress.com //sulamitaesteliam@hotmail.com
 
Por Sulamita - Carta Maior - 15.01.2011 

A dor carioca encobre os crimes paulistas


Atenção, esta matéria do Blog O que será que me dá foi postada aqui com a intenção de criticar paulistas e cariocas  que votam sempre nos mesmos  (des)governos das cidades e estados.

Do Blog O que será que me dá - 16.01.2011

As tragédias das enchentes que assistimos todos os anos e que se tornam cada vez mais dramáticas, são, antes de mais nada, as respostas que a natureza nos dá pela devastação que praticamos há mais de um século. Estamos cansados de saber disso. Mas São Paulo e Rio são afetados pela fúria das chuvas de formas bem diferentes.

O que acontece no Rio são deslisamentos de terra – fenômenos naturais causados pela chuva e pela erosão do solo em áreas de topografia irregular. A moradia imprópria no pé destes morros é a tragédia desse povo. O maior problema do Rio de Janeiro é habitacional. E este déficit, que só começou a ser enfrentado de verdade no fim do governo Lula com o “Minha Casa, Minha Vida” (e continuará com Dilma), só vai amenizar a situação a médio e longo prazos.

Já em São Paulo, são os alagamentos – causados pela mão e omissão de seus governos. O orçamento anual do estado é de R$ 140 bilhões, mas as dezenas de piscinões prometidos há 4 campanhas eleitorais jamais foram construídos (e nem serão pelo banana atual). A Sabesp é uma Torre de Babel boiando sobre o esgoto paulista. As calhas dos rios Tietê e Pinheiros não são limpas há décadas e qualquer chuvinha faz com que transbordem, lançando esgoto e resíduos tóxicos para todo lado. Principalmente para a Zona Leste. O prefeito (reeleito!) diminui as verbas do recolhimento do lixo e varreção das ruas todo ano. As empresas contratadas, por sua vez, diminuem os serviços proporcionalmente. E tudo isso resulta na porcaria de uma cidade imunda. Repare: faça um passeio a pé. Em qualquer bairro, Sampa é uma cidade coberta de lixo. Os serviços de limpeza urbana já funcionam a meio vapor há dois mandatos de prefeito. A maior cidade da América Latina e a sexta maior do mundo, que tem um orçamento anual de R$ 34,6 bilhões – não tem dinheiro para sua própria limpeza! Somando-se a tudo isso, ainda tem o fato de amanhecer cada vez mais impermeabilizada pelo cimento e asfalto – que prevalecem sobre soluções de transporte coletivo. Ano após ano, as inundações, que antes atingiam somente os bairros mais pobres e abandonados, começam a alcançar “outras alturas”. Físicas e sociais.

E o paulista sonha que é europeu, enquanto respira o perfume das marginais!

Segundo o PiG e os governantes de SP, a culpa dos alagamentos paulistas é de Deus, de São Pedro etc. Kassab reprisa o mesmo discurso – “podia ser bem pior, blá blá blá…” -, Alckmin promete verbas que serão engolidas por um esquema viciado em superfaturamento de obras licitadas na base da fraude de carta marcada. Esquema ao qual o PiG fecha os olhos, e pelo qual os sucessivos governos do PSDB entopem gavetas de CPIs. E o paulista queimador de gasolina em recordes de congestionamentos e que perde em média 3 horas diárias ao volante, não tem tempo para refletir sobre as administrações que elege e reelege. Engole o blefe ano após ano do mesmo modo em que engole os postos de assalto fantasiados de pedágio. E nas enchentes, é sempre a mesma coisa: o PiG livrando a cara dos fracassados governos do PSDB e DEM que, a meu ver, são os criminosos que já faziam o serviço na periferia habitada por nordestinos, muito antes de Mayara Petruso convocá-los pelo Twitter.

E o paulista sonha que é esperto, ao marcar o xis da questão na cabine eleitoral de dois em dois anos!

O Jornal Nacional, abarrotado de imagens impactantes e com textos repletos de fatalismos novelescos, deita e rola no drama carioca. Mesmo não sendo o padrão idiotizante habitual de suas novelas “brancas”, catalisa a emoção do telespectador pela dor alheia e empurra-lhe a idéia de que por trás de todos os males está o Lula – ops, a Dilma.

O que o PiG mais AMA é transmitir as tragédias brasileiras. Porque filmar e editar o sofrimento das perdas de entes queridos, abre a defesa racional do cidadão que assiste. E é através dessa fresta que incute o ódio e o equívoco. Fizeram o mesmo em diversas oportunidades. Como no caso do acidente da TAM. Na época, tentaram construir argumentos culpando Lula pela morte dos passageiros daquele avião. Mas só conseguiram o ódio da classe média alta que, ao contrário de hoje, era dona exclusiva dos aeroportos e dos horários dos vôos.

Depois de uma edição inteira mostrando o drama destas famílias – intercalando com os insuportáveis comerciais das Casas Bahia – a próxima atração é a droga da novela. Aquela mesma novela que regravam há 40 anos. Mas relaxa, que agora é tudo de mentirinha, todos são bonitos e perfumados. Depois do Jornal Nacional sempre tem outro “faz de conta”…

21 de dez. de 2010

Lula testa teleférico no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro

"Lula ao lado de Carlos Arthur Nuzman, Sérgio Cabral, Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira (21), do lançamento da primeira fase de testes do teleférico do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Ele pegou o transporte na estação de Bonsucesso e foi até o Morro da Baiana, percorrendo um trecho de 3,5 km de extensão. A inauguração do teleférico, primeiro transporte de massa por cabo no País, está programada para março do próximo ano.
O teleférico do Alemão tem 3.400 metros de rede de circulação, com 152 gôndolas - os chamados bondinhos, com capacidade para transportar até dez pessoas, o que permite atender 30 mil passageiros por dia. Serão seis estações: Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Fazendinha.
Na Rocinha, estão sendo inauguradas 144 moradias, e a Rua 4, com extensão de 650 metros, calçadas, baias para carga e descarga e áreas de lazer. A Rua 4 é a artéria principal da comunidade. Anteriormente uma viela de 60 centímetros de largura, a via foi transformada em um novo caminho, de até 12 metros de largura, e servirá como alternativa à Estrada da Gávea.
O empreendimento habitacional possui nove blocos com 16 unidades cada, sendo três blocos com unidades para portadores de necessidades especiais no nível térreo. Estas unidades têm acesso por meio de rampas pela Estrada da Gávea, as demais com acessos também pela Rua 4.
Os contratos de repasse das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na Rocinha com o governo do Rio de Janeiro somam R$ 272 milhões, incluídas as contrapartidas. São duas etapas que já estão com mais de 71% concluídas e beneficiam 30 mil famílias.
As obras incluem investimentos em saneamento, mobilidade urbana, habitação e equipamentos comunitários, como creche, mercado público, centros de integração, judô, cultura e saúde.

Mulheres da Paz
Aproveitando a visita ao Complexo do Alemão, o presidente Lula recebe 40 integrantes do projeto "Mulheres da Paz", do Ministério da Justiça, e lideranças comunitárias do Morro do Alemão, além de inaugurar um posto de atendimento da Caixa Econômica Federal.

Fonte: Ministério das Cidades

5 de jul. de 2010

O aumento da violência e criminalidade se agravam com a falta de incentivos culturais


Do Blog Não te calas educador

Governo de São Paulo quer acabar de vez com a cultura de arte!

CULTURA - URGENTE!!!!

NÃO AO FECHAMENTO DAS OFICINAS CULTURAIS DO ESTADO:

Vamos mostrar que podemos não ter visibilidade mas temos força!

Estamos transmitindo esse email para que você possa se manifestar, você que foi aluno, frequentador, professor, coordenador ou simplesmente é um admirador e cúmplice da Formação Cultural em nosso Estado!

Aguardamos o posicionamento da Secretaria de Cultura do Estado, mas o que nos chega, através da própria diretoria da ASSAOC, a O.S. responsável pela administração das Oficinas Culturais do Estado, é que as OFICINAS CULTURAIS DO ESTADO, fecharão as portas dia 01 de agosto de 2010. Este mês de julho seus funcionários já estarão trabalhando sob aviso prévio.

Para que melhor vocês entendam, as 22 OFICINAS CULTURAIS - sendo 06 na capital (04 na Zona Leste, 01 extremo da Zona Oeste e 02 no centro expandido), 15 no interior do Estado com 645 municípios e os Projetos Especiais e da Terceira Idade - e que prestam serviço a 25 anos à comunidade paulista, saem de circulação de um momento para o outro conforme solicitação do Exmo Sr. João Sayad, argumentando a falta de visibilidade do projeto até então.

Abaixo números importantes para que avaliem o dano que esse abrupto encerramento de atividades irá causar, inclusive o cancelamento total de todas as programações já anteriormente acordadas para o próximo semestre:

1. Empregos diretos..... ................................... .......................280

2. Empregos terceirizados. ......... ......................................... 126

3. Empregos indiretos (arte-educadores) ........................ 2.100 ano

4. Público frequentador de atividades de formação...... 66.000 ano

5. Atendimento à comunidade (Eventos diversos, como festivais, mostras, encontros de entidades, espetáculos exposições,festas comemorativas dos bairros e cidades, campanhas solidárias etc.)....... ............................. ......... 88. 000 ano

TOTAL....156 506 cidadãos sem atendimento!


AÇÃO PROPOSTA:

Vamos fazer com que chegue ao governador Alberto Goldman - governador@sp.gov.br - e ao secretário de cultura Andréa Matarazzo (secretario@cultura. sp.gov.br) emails em repúdio a essa atitude! PONHAM COMO ASSUNTO: NÃO AO FECHAMENTO DAS OFICINAS CULTURAIS DO ESTADO - PODEM NÃO TER VISIBILIDADE, MAS TEM O APOIO DA SOCIEDADE!

Por favor, assinem o email e escrevam do lado a profissão e sua relação com as Oficinas e Projetos.


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Criminalidade diminuiu no Rio e aumentou em São Paulo

24 de abr. de 2010

Os filhotes da ditadura

Emir Sader - Carta Maior - 23.04.2010

A TV Globo surgiu no auge da ditadura militar, quando assinou um acordo com a Time-Life para instaurar seu canal de televisão no Brasil, que rapidamente se tornou o órgão oficial da ditadura militar. Gozando do monopólio de fato e das graças do regime mais brutal que o país conheceu, fundado no terrorismo de Estado, conquistou a audiência que lhe permitiu consolidar-se economicamente.

Terminada a ditadura – contra as resistências da própria Globo -, a empresa foi pega em flagrante no caso da Proconsult, tentando fraudar a vitória de Brizola nas eleições para governador, em 1982, assim como tentou desconhecer a campanha das diretas e aquela pela derrubada do Collor (seu candidato). Revelava como não tinha mudado desde os tempos da ditadura.

Nascida das entranhas da ditadura militar, apoiada em um acordo com uma empresa emblemática do império estadunidense, o jornal principal da empresa, O Globo, não poderia ser outra coisa, senão o que é: um órgão sem nenhuma credibilidade. “O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo” – persegue a todos os funcionários da empresa da família Marinho. A morte do patriarca – amigo íntimo e sócio de ACM, como herança dos tempos da ditadura – tornou ainda mais grotesca a empresa, porque nenhum dos filhos revela qualquer capacidade para dirigir a empresa do pai, acelerando seu mergulho na decadência, sem nunca ter conseguido superar a falta de credibilidade. Um jornal que tem em Ali Kamel, Merval Pereira e Miriam Leitão como seus principais expoentes, não poderia mesmo nunca conquistar credibilidade alguma.

O que a empresa conseguiu foi comprar uma série de artistas, que conseguiram espaço para repetir o que os donos da empresa desejam, sem nenhuma credibilidade. Um ex-diretor de cinema tentou retomar o caminho de Paulo Francis, foi para a sede da Time-Life, mas fracassou estrepitosamente, refugiando-se na amargura de lamentar que o Brasil saiu das mãos dos seus patrões para cair nas de um retirante nordestino.

Outros funcionam como penosos escribas preenchendo lamentavelmente as páginas do jornal e os espaços da televisão, para tentar ser os lacerdistas – os corvos – de hoje. Um ex-jornalista, em fim de carreira, também se tornou assalariado dos Marinhos, que lhe dão espaço para atacar a esquerda, defendendo o ponto de vista da empresa favorita da ditadura, agora querendo posar de democrática.

E o que mais agrada os patrões do que atacar o MST, Cuba, Venezuela, Lula, a esquerda? E defender a empresa, em situação econômica periclitante, atacando a generalização da banda larga para todo o país? Ainda mais alguém especialmente desqualificado para falar de um tema tão importante para a inclusão tecnológica, a superação das desigualdades sociais e para a democratização da formação da opinião pública. Mal pode disfarçar, com agressões grosseiras, o nervosismo que medidas como essa provocam na empresa da família Marinho.

Triste fim de gente que termina suas carreiras como ventríloquos dos descendentes da família Marinho, como filhotes da ditadura, que ainda não sabem que “o povo não é bobo”, povo que sabe que “Globo e ditadura, tudo a ver”. É o desespero de continuar sem conseguir eleger seus candidatos, nem na cidade do Rio de Janeiro, nem no Estado do Rio de Janeiro, nem no Brasil, revelando como estão na contramão do povo do Rio e do povo do Brasil.

*Emir Sader. Sociólogo e cientista político

Do ContrapontoPIG - 23.04.2010

31 de jan. de 2010

Hitachi, junto com Camargo Corrêa e Odebrecht, quer o monotrilho de São Paulo

A companhia Hitachi, que construiu o monotrilho que liga a cidade de Tóquio ao aeroporto de Haneda, entre outros, já fechou parceria com as construtoras brasileiras Camargo Corrêa e Odebrecht para participar da concorrência para a construção desse transporte em São Paulo, obra prevista em mais de R$ 6 bilhões. Segundo Tetsuro Hori, gerente-geral de vendas globais da Hitachi, o consórcio tem condições de apresentar um preço bastante competitivo nos editais da cidade. As exigências de capacidade e segurança do governo e da prefeitura de São Paulo parecem se encaixar ao modelo de construção da Hitachi. Procuradas, Camargo Corrêa e Odebrecht confirmaram a formação do consórcio para São Paulo por meio de suas assessorias de imprensa.

Fora de São Paulo, a empresa japonesa também pretende concorrer no monotrilho de Manaus, que deverá ser incluído no pacote de transporte urbano com apoio do governo federal nas cidades-sede da Copa de 2014, e no Rio, onde a companhia imagina que serão necessários novos investimentos em mobilidade urbana para a Copa e a Olimpíada de 2016. Para esses, a empresa ainda não tem exclusividade com as empreiteiras.

Segundo Hori, toda a parte de construção civil do monotrilho de São Paulo deve ficar a cargo das construtoras brasileiras, o que equivale a cerca de 60% do custo da obra. Dos 40% restantes, que se relacionam principalmente ao material rodante, também uma parte da cadeia de fabricação poderá ser feita no país, deixando apenas os itens de maior tecnologia e especificidade para serem exportados do Japão.

Os transformadores elétricos, por exemplo, poderiam ser adaptados dos existentes no metrô paulista. O Metrô de São Paulo administrará o monotrilho, depois de pronto. Só o expressamente prioritário será feito no Japão, como o sistema eletrônico usado nas bifurcações, diz Hori. A possibilidade de importação quase total assusta a indústria brasileira de equipamentos, que apresentou reclamações ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo.

A Hitachi já fez mais de 80 quilômetros de linhas de monotrilho em sete diferentes obras, incluindo China, Cingapura e Dubai. Este, mais recente, terminado em agosto de 2008.

Segundo a empresa, é possível construir um monotrilho de 10 quilômetros, com dez estações e capacidade para 10 mil passageiros por dia em prazo de 28 meses. Mas os de São Paulo devem ser maiores do que esse modelo.

O consórcio Hitachi, Odebrecht e Camargo Corrêa não deve ser o único concorrente nos editais de São Paulo. Conforme publicado pelo Valor, as duas empreiteiras nacionais também se aproximam em outros empreendimentos, como o consórcio para disputar a construção da hidrelétrica de Belo Monte.

Do próprio Japão poderá surgir outro grupo competitivo, composto pela Mitsubishi, que já fez linhas em Chiba, na grande Tóquio, em Shonan e Ueno. O monotrilho da Hitachi tem uma diferença visual grande em relação ao da Mitsubishi, porque corre sobre trilhos colocados ao longo das vias. O da Mitsubishi corre sob vigas, como se estivessem pendurados. Também a francesa Alstom, a canadense Bombardier e a alemã Siemens já manifestaram interesse em concorrer no monotrilho paulista.

Atualmente, a Hitachi já disputa para construir uma linha em Bombaim, na Índia. Para São Paulo, porém, por causa da forte demanda e da falta de alternativas de transporte, seria construído um veículo com a maior capacidade já feito pela companhia, capaz de transportar até 1200 passageiros de uma só vez, ou até 600 mil pessoas por dia, em carro com velocidade máxima de 90 km/h. O projeto de São Paulo é muito desafiador, diz Hori.

São três diferentes projetos para a cidade de São Paulo. Dois estão em audiência pública. Os projetos envolvem o Metrô de São Paulo, a prefeitura e governo estadual. Um prevê 23,8 quilômetros de linha do monotrilho, ligando a estação Vila Prudente até a Cidade Tiradentes. Nesse, a prefeitura prevê orçamento de R$ 2,8 bilhões e média de 510 mil usuários por dia. Nessa linha, é exigida capacidade mínima de mil passageiros por viagem e extensão máxima de 90 metros.

O segundo edital em audiência é o do monotrilho de 21,5 quilômetros, que ligará o aeroporto de Congonhas a três diferentes linhas do metrô, previsto em R$ 3,1 bilhões. Serão 20 estações nesse sistema, que deve ter demanda menor do que o primeiro. Ele poderá ter recursos federais, se houver expansão até o estádio do Morumbi, para facilitar o acesso durante a Copa.

O terceiro projeto, em fase mais embrionária, terá 8,4 km de extensão e ligará os bairros da Cachoeirinha e Lapa, por onde passam trens da CPTM. Este tem custo estimado em R$ 1 bilhão.

Uma ação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), porém, mantem suspenso temporariamente o edital do monotrilho que vai estender a linha verde do metrô à Cidade Tiradentes. No tribunal, havia reclamação do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), que teme que grande parte dos recursos da obra vá para fora.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), já visitou o sistema de monotrilhos de Tóquio e os japoneses estiveram no Brasil em novembro. Em Tóquio, o monotrilho liga a malha do metrô ao aeroporto de Haneda, o mais antigo. O aeroporto passa por um projeto de ampliação, que deverá ser acompanhado pela expansão da linha do monotrilho até outubro.

O monotrilho japonês permite inclinação de 6% no trilho (a cada 100 metros, sobe ou desce 6 metros) e curvas de raio de até 50 metros, combinando com as exigências brasileiras. O material rodante tem suspensão a ar e rodas sólidas. Uma sala de controle monitora eletronicamente e via câmeras todas as estações.

Segundo a Hitachi, o custo de construção desse veículo é cerca de um terço da do metrô, de 5 bilhões a 15 bilhões de ienes por quilômetro (entre R$ 100 e R$ 300 milhões), em comparação ao do metrô, que é de 15 bilhões a 30 bilhões de ienes por quilômetro. Kassab estimou o custo dos monotrilhos em São Paulo em mais de R$ 100 milhões por quilômetro. O metrô, porém, tem capacidade para transportar quatro vezes mais passageiros.

Os japoneses destacam, ainda, que a emissão de CO2 do monotrilho é um quarto da feita pelos ônibus.

Os monotrilhos urbanos têm sido introduzidos no espaço das rodovias existentes e desempenham um papel suplementar no trânsito das rodovias. No Japão, o estado subsidia a obra por não cobrar pelas áreas de construção.

Os projetos japoneses costumam vir acompanhados de um investimento nos arredores das estações, para facilitar o acesso dos usuários. São instalados, por exemplo, estacionamentos para automóveis e bicicletas nas estações, além de fazer com que mais linha de ônibus passem por elas. O governo japonês também controla o desenvolvimento imobiliário nos arredores, para evitar expansão desordenada. São Paulo já prevê bicicletários nas estações do monotrilho.

A construção de uma linha de vem acompanhada, no Japão, por novos planejamentos urbanos, tanto em infraestrutura e capital humano. Na parte de infraestrutura, normalmente, são construídos hospitais, universidades e outros órgãos públicos, além de projetos para educar os cidadãos a usar mais os sistemas de transporte público no lugar do automóvel, apresentando suas vantagens particulares e sociais.

O monotrilho também foi um dos modais de transporte público adotado no planejamento da cidade de Tama, na grande Tóquio. Com o crescimento da capital, a cidade vizinha foi uma alternativa para expansão. O desenvolvimento em grande escala de Tama Newtown foi promovido pelo governo nacional e local. Com o monotrilho e outros sistemas de transporte ali, cresceram os números de condomínios e estabelecimentos comerciais na cidade, enquanto a área agrícola ficou bastante reduzida.

Falar em números crescentes no Japão costuma ser exceção, num país onde a economia, apesar de desenvolvida, está estagnada há décadas e a população tende a cair pela baixa taxa de natalidade. Ainda assim, em Tama, o número de condomínios cresceu 40% entre 1986 e 2002.

Do Site do Vereador Chico Macena - 29.01.10

Danilo Fariello, de Tóquio
29/01/2010

Fonte: Valor Online

26 de jan. de 2010

Lula assina MP que dá quase R$ 1 bi a atingidos por catástrofes no Brasil e Haiti

Eduardo Bressiani - G1 Brasília - 26.01.10

R$ 375,9 bilhões vão para país atingido pelo terremoto, diz Presidência.
Outros R$ 384,1 milhões vão para municípios por perdas com arrecadação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (26) uma medida provisória que destina R$ 989,9 milhões para atender as vítimas das chuvas no Brasil e do terremoto no Haiti, que devastou a capital do país, Porto Príncipe. Segundo a Presidência da República, R$ 614 milhões serão destinados para atender as vítimas das catástrofes no Brasil. Em relação ao Haiti, o montante liberado é de R$ 375,95 milhões.

Foto: REUTERS/Carlos Barria e Patricia Kappen/G1

Rua devastada por terremoto em Porto Príncipe, Haiti (esquerda) e deslizamento em Ilha Grande, no Rio (Fotos: Reuters e Patricia Kappen/G1)

No Brasil, o Ministério da Integração Nacional ficará com R$ 394 milhões para atender diretamente as vítimas e recuperar a infraestrutura das áreas atingidas. Outros R$ 150 milhões serão direcionados ao Ministério das Cidades para a construção e a reconstrução de casas para pessoas de baixa renda afetadas pelas enchentes e deslizamentos. A pasta da Agricultura terá ainda R$ 70 milhões para a recuperação de pequenas estradas que escoam a produção rural e foram destruídas por enchentes.

Em relação ao Haiti, o montante liberado é de R$ 375,95 milhões. A maior parte dos recursos, R$ 205 milhões, ficará com o Ministério da Defesa. Este valor, segundo a Presidência, será para reforçar a missão de paz liderada pelo Brasil no país. O dinheiro será empregado na compra de combustíveis e lubrificantes para transporte de donativos, na recuperação de uma base de fuzileiros navais, no uso de dois navios e na substituição de equipamentos destruídos pelo terremoto.

Para o ministério de Relações Exteriores, o montante reservado foi de R$ 35,3 milhões. De acordo com a Presidência, o Itamaraty usará estes recursos para conceder apoio financeiro à implementação de ações de cooperação e de projetos humanitários no Haiti. Entre esses recursos do Ministério de Relações Exteriores estão os US$ 15 milhões que serão doados ao país da América Central. Outros R$ 600 mil serão destinados à área de inteligência da Presidência da República, que coordena um gabinete de crise sobre o terremoto.

O Ministério da Saúde terá ainda R$ 135 milhões para ações no Haiti. Segundo a pasta, o dinheiro será usado para a construção de unidades de pronto-atendimento no país e auxiliar na estruturação de um sistema de saúde

Crise internacional

A MP destina ainda outros R$ 384 milhões ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para compensar perdas de arrecadação das prefeituras devido à crise econômica internacional.

4 de jul. de 2009

FLIP (Paraty - RJ) vive noite de Chico Buarque e Milton Hatoum

Na mesa mais concorrida da 7ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), dois escritores contemporâneos esmiuçaram as suas obras que têm em comum o resgate da história do Brasil a partir de memórias familiares. Chico Buarque e Milton Hatoum foram protagonistas de um encontro entre os que traduzem o Brasil por meio da literatura.

Em Leite Derramado, Chico Buarque usa a falha memória do narrador, um homem centenário, para voltar ao Brasil Colônia e caminhar, por meio das gerações, até o presente. “O filtro é a memória do velho. E é escrito de forma desordenada, porque a memória dele é desordenada”, disse.

Chico Buarque admitiu que a sua escrita depende da música. No caso de Leite Derramado, há uma forte influência de Velho Francisco, canção de sua autoria. “Se uma frase ou um parágrafo não estiver ‘cantável’ em algum lugar da minha cabeça, eu recuso. A literatura não precisa se alimentar só de literatura”, afirmou.

A memória familiar também é recorrente nas obras de Milton Hatoum. O amazonense voltou mais uma vez à terra natal para ambientar Órfãos do Eldorado. Hatoum, aliás, não rejeitou o rótulo de escritor regionalista. “Sou o mais regionalista dos escritores. E quanto mais regionalista, maior a divulgação”, brincou.

Em perfeita sintonia, os dois autores trocaram impressões bem humoradas sobre os fantasmas que acompanham a escrita, saciaram as curiosidades sobre a obra do outro e arrancaram risos da plateia ao revelar detalhes do processo criativo.

Chico descreveu, por exemplo, como chegou ao caso do parlamentar que conseguiu a concessão do Porto de Manaus por ser amigo do então presidente Campos Salles. Ao interlocutor que lhe relatava o fato, o escritor indagou: “Isso é mamata, não é?”. E arrematou: “Acontece até hoje”.

Hatoum, por sua vez, contou que, atendendo a um pedido seu, uma sobrinha foi aos arquivos públicos pesquisar duas ou três eventuais “falcatruas” que poderiam ilustrar a sua obra. “Ela encontrou 26”, disse, às gargalhadas, Hatoum.

Como não havia lugar para todos os que queriam ver e ouvir Chico Buarque e Milton Hatoum, os leitores e fãs aglomeraram-se nas grades que cercavam a tenda do telão, instalada na Praça da Matriz, centro histórico de Paraty, para reproduzir simultaneamente as mesas da tenda dos autores, palco principal da Flip.

Ao final, uma voz informou que Chico Buarque autografaria um número limitado de livros e não tiraria fotos. A última informação, o escritor prontamente tratou de corrigir. Seria impossível impedir que o público o fotografasse tão logo caminhasse pelas ruas de pedras de Paraty.

3 de jul. de 2009

Rio será primeiro estado 100% coberto por internet banda larga gratuita

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou que o estado será o primeiro totalmente coberto com internet banda larga gratuita, ao inaugurar o serviço nos bairros de Ipanema e do Leblon, acompanhado do secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso.

Os moradores de Copacabana, da Favela Dona Marta e da Cidade de Deus já tinham acesso à internet banda larga gratuita. Segundo Cabral, em pouco tempo, o serviço será estendido à Rocinha e à Baixada Fluminense.

Na avaliação do governador, o Rio vem fazendo uma revolução silenciosa, ao promover a inclusão digital gratuita. “Hoje as nossas escolas já estão quase todas com acesso gratuito ao serviço da internet banda larga e são ícones de inclusão digital”, disse durante solenidade realizada na Praia de Ipanema, na zona sul da cidade.

Segundo Cabral, o governo fluminense já dispõe dos R$ 4,5 milhões necessários para levar o serviço gratuito ao subúrbio a partir da Avenida Brasil, abrangendo todas as comunidades adjacentes.

“É uma alegria muito grande que o Rio de Janeiro possa se transformar muito rapidamente na cidade da inclusão digital. E o estado também, com a Baixada Fluminense e o interior. É uma revolução.”

A Coordenadoria dos Programas de Pós-Graduação e Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) é responsável pela parte técnica do programa Orla Digital.

por Celissa Nardocci - Do Inclusão Digital Governo Federal- 01.07.09

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

30 de jun. de 2009

Festa Literária Internacional de Paraty - 01 a 05.07


A FLIP (2009)
homenageia o escritor Manuel Bandeira.

A FLIP 2009 acontece entre os dias 1 e 5 de julho. Estarão em Paraty 34 autores, reunidos em 18 mesas que vão abordar de poesia a ciência, do jornalismo literário à crítica musical, da literatura portuguesa à história, do conto e dos quadrinhos à arte contemporânea. Como de costume, a FLIP receberá autores de destaque em suas áreas, em encontros que valorizam o intercâmbio de experiências distintas. Saiba mais.

Divulgada a lista dos participantes da Oficina Literária
A Festa Literária Internacional de Paraty escolheu, entre mais de cem inscritos, os trinta participantes da Oficina Literária. Para conferir os selecionados, clique aqui. A Oficina Literária da FLIP 2009 tem como tema a poesia e é uma extensão da homenagem prestada a Manuel Bandeira.