Mostrando postagens com marcador copa do mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador copa do mundo. Mostrar todas as postagens

30 de jun. de 2013

Projeto "Andar de Novo" permitirá que paraplégico chute a bola na Copa em 2014

O Cientista Miguel Nicolelis (à direita) observa macaco caminhando em esteira durante experimento (Foto: Reprodução/TV Globo)

O projeto de dar condições para que um paraplégico caminhe e dê o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014 está 50% concluído. O balanço foi divulgado neste sábado pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, líder do grupo de pesquisadores que trabalha na construção de um esqueleto mecânico controlado por sinais cerebrais que deve ser apresentado ao mundo no dia 12 de junho, no Itaquerão.

20 de mai. de 2012

Pelé reconhece atraso, mas confia na organização do Brasil para Copa 2014

Ricardo Saibun/30.11.2011/Gazeta Press

Rei do Futebol está mais preocupado com a montagem da seleção brasileira para o Mundial

Embaixador da Copa 2014, Pelé parece está mais preocupado com a montagem da seleção brasileira para a disputa em casa do que com as obras de infraestrutura para receber o Mundial. Em entrevista publicada neste domingo (20), no jornal “O Estado de S. Paulo”, o Rei do Futebol reconhece os problemas na organização, mas cobra mesmo o técnico Mano Menezes.

21 de dez. de 2010

Lula testa teleférico no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro

"Lula ao lado de Carlos Arthur Nuzman, Sérgio Cabral, Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira (21), do lançamento da primeira fase de testes do teleférico do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Ele pegou o transporte na estação de Bonsucesso e foi até o Morro da Baiana, percorrendo um trecho de 3,5 km de extensão. A inauguração do teleférico, primeiro transporte de massa por cabo no País, está programada para março do próximo ano.
O teleférico do Alemão tem 3.400 metros de rede de circulação, com 152 gôndolas - os chamados bondinhos, com capacidade para transportar até dez pessoas, o que permite atender 30 mil passageiros por dia. Serão seis estações: Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Fazendinha.
Na Rocinha, estão sendo inauguradas 144 moradias, e a Rua 4, com extensão de 650 metros, calçadas, baias para carga e descarga e áreas de lazer. A Rua 4 é a artéria principal da comunidade. Anteriormente uma viela de 60 centímetros de largura, a via foi transformada em um novo caminho, de até 12 metros de largura, e servirá como alternativa à Estrada da Gávea.
O empreendimento habitacional possui nove blocos com 16 unidades cada, sendo três blocos com unidades para portadores de necessidades especiais no nível térreo. Estas unidades têm acesso por meio de rampas pela Estrada da Gávea, as demais com acessos também pela Rua 4.
Os contratos de repasse das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na Rocinha com o governo do Rio de Janeiro somam R$ 272 milhões, incluídas as contrapartidas. São duas etapas que já estão com mais de 71% concluídas e beneficiam 30 mil famílias.
As obras incluem investimentos em saneamento, mobilidade urbana, habitação e equipamentos comunitários, como creche, mercado público, centros de integração, judô, cultura e saúde.

Mulheres da Paz
Aproveitando a visita ao Complexo do Alemão, o presidente Lula recebe 40 integrantes do projeto "Mulheres da Paz", do Ministério da Justiça, e lideranças comunitárias do Morro do Alemão, além de inaugurar um posto de atendimento da Caixa Econômica Federal.

Fonte: Ministério das Cidades

2 de ago. de 2010

PCC ataca em São Paulo. Imprensa faz silêncio para não atrapalhar campanha dos tucanos Serra/Alckmin

A maior facção criminosa do estado de São Paulo, o PCC, que nasceu dentro dos presídios paulistas há 16 anos dentro do governo tucano está de volta e em grande estilo. (Os tucanos administram o governo de São Paulo desde 1995, sendo que cinco anos foram com Alckmin como governador.) Em 2008, o então governador tucano de São Paulo, José Serra, hoje candidato a presidente, declarou a imprensa que a organização criminosa havia acabado.




Acho que está havendo algum problema entre os tucanos e os jornais paulistas. Ainda que sem mencionar nome da facção criminosa para não prejudicar a campanha Serra/Alckimin notícias foram publicadas neste final de semana que o PCC existe e domina São Paulo. Nem o Terra Magazine teve coragem de falar a palavra PCC.

As matérias publicadas mostram como o PCC está dominando grande parte dos bairros da periferia da Capital paulista.

Entre a 0h e as 3h40 deste domingo, os Bombeiros foram acionados para combaterem as chamas em dez carros incendiados em regiões diferentes da zona leste de São Paulo.

Também nesta madrugada, o quartel da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, na Luz, região central da capital paulista, sofreu um atentado, por volta das 3h50 deste domingo.

PCC também atacou no sábado

Na manhã de sábado, outro episódio contra a Rota foi registrado. O tenente-coronel Paulo Telhada, comandante da tropa, sofreu uma tentativa de homicídio. Segundo a corporação, ele foi alvo de disparos por volta das 11h, na zona norte da capital. Nenhum tiro acertou o oficial. Leia todas as notícias do ataque ao PCC aqui neste link.
.
Fonte: Os Amigos do Presidente Lula

----------------------------------------------------------------------------------
Marina, também, critica o tucano José Serra

Segurança pública de SP sofre com "descontrole", diz Marina

Agência Estado

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, criticou hoje o governo do PSDB em São Paulo, após ser questionada sobre os recentes atentados contra as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e os incêndios provocados em pelo menos dez veículos na capital paulista neste fim de semana. Segundo Marina, é necessário "fazer uma reforma na segurança pública que está há mais de 20 anos no mesmo governo", disse, sem citar o PSDB.

----------------------------------------------------------------
Matéria relacionadas (Atualizado 19h)

"Salve geral", salve-se quem puder

Bandalheira. Serra e Alckmin deixaram o PCC crescer. Agora o PCC expande para a Bolívia.

45 motivos para não votar em Alckmin

Policiais desmentem Goldman e investigam ataques do PCC

28 de jun. de 2010

A nova era Dunga: o fim do besteirol esportivo.

Foi na Copa do Mundo de 1986, no México, com Fernando Vanucci, então apresentador da TV Globo, que a cobertura esportiva brasileira abandonou qualquer traço de jornalismo para se transformar num evento circense, onde a palhaçada, o clichê e o trocadilho infame substituíram a informação – ou pelo menos a tornaram um elemento periférico.

Vanucci, simpático e bonachão, criou um mote ("Alô, você!") para tornar leve e informal a comunicação nos programas esportivos da Globo, mas acabou por contaminar, involuntariamente, todas as gerações seguintes de jornalistas com a falsa percepção de que a reportagem esportiva é, basicamente, um encadeamento de gracinhas televisivas a serem adaptadas às demais linguagens jornalísticas, a partir do pressuposto de que o consumidor de informações de esporte é, basicamente, um retardado mental.

Por diversas razões, Vanucci deixou a Globo, mas a Globo nunca mais abandonou o estilo unidunitê-salamê-minguê nas suas coberturas esportivas, povoadas por sorridentes repórteres de camisa pólo colorida. Aliás, para ser justo, não só a Globo. Todas as demais emissoras adotaram o mesmo estilo, com igual ou menor competência, dali para frente.

Musa da Copa

Passados quase 25 anos, o estilo burlesco de se cobrir esporte no Brasil passou a ser uma regra, quando não uma doutrina, apoiado na tese de que, ao contrário das demais áreas de interesse humano, esporte é apenas uma brincadeira, no fim das contas. Pode ser, quando se fala de handebol, tênis de mesa e salto ornamental, mas não de futebol.

O futebol, dentro e fora do país, mobiliza imensos contingentes populacionais e está baseado num fluxo de negócios que envolve, no todo, bilhões de reais. Ao lado de seu caráter lúdico, caminha uma identidade cultural que, no nosso caso, confunde-se com a própria identidade nacional, a ponto de somente ele, o futebol, em tempos de Copa, conseguir agregar à sociedade brasileira um genuíno caráter patriótico. Basta ver os carros cobertos de bandeiras no capô e de bandeirolas nas janelas. É o momento em que mesmos os ricos, sempre tão envergonhados dos maus modos da brasilidade, passam a ostentar em seus carrões importados e caminhonetes motor 10.0 esse orgulho verde-e-amarelo de ocasião. Não é pouca coisa, portanto.

Na Copa de 2006, na Alemanha, essa encenação jornalística chegou ao ápice com a idolatria forçada em torno da seleção brasileira pentacampeã do mundo, então comandada pelo gentil Carlos Alberto Parreira. Naquela Copa, a dominação da TV Globo sobre o evento e o time chegou ao paroxismo. A área de concentração da seleção tornou-se uma espécie de playground particular dos serelepes repórteres globais, lá comandados pela esfuziante Fátima Bernardes, a produzir pequenos reality shows de dentro do ônibus do escrete canarinho. Na época, os repórteres da Globo eram obrigados a entrar ao vivo com um sorriso hiperplastificado no rosto, com o qual ficavam paralisados na tela, como em uma overdose de botox, durante aqueles segundos infindáveis de atraso de sinal que separam as transmissões intercontinentais. Quatro anos antes, Fátima Bernardes havia conquistado espaço semelhante na bem sucedida seleção de Felipão. Sob os olhos fraternais do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, foi eleita a musa dos jogadores, na Copa de 2002, no Japão. Dentro do ônibus da seleção. Alguém se lembra disso? Eu e a Globo lembramos: está aqui.

Fim de uma era

O estilo grosseiro e inflexível de Dunga desmoronou esse mundo colorido da Globo movido por reportagens engraçadinhas e bajulações explícitas confeitadas por patriotadas sincronizadas nos noticiários da emissora. Sem acesso direto, exclusivo e permanente aos jogadores e aos vestiários, a tropa de jornalistas enviada à África do Sul se viu obrigada a buscar informações de bastidores, a cavar fontes e fazer gelados plantões de espera com os demais colegas de outros veículos. Enfim, a fazer jornalismo. E isso, como se sabe, dá um trabalho danado.

Esse estado de coisas, ao invés de se tornar um aprendizado, gerou uma reação rançosa e desproporcional, bem ao estilo dos meninos mimados que só jogam porque são donos da bola. Assim, o sorriso plástico dos repórteres e apresentadores se transformou em carranca e, as gracinhas, em um patético editorial.

Dunga será demitido da seleção, vença ou perca o mundial. Os interesses comerciais da TV Globo e da CBF estão, é claro, muito acima de sua rabugice fronteiriça e de sua saudável disposição de não se submeter à vontade de jornalistas acostumados a abrir caminho com um crachá na mão. Mas poderá nos deixar de herança o fim de uma era medíocre da crônica esportiva, agora defrontada com um fenômeno com o qual ela pensava não mais ter que se debater: o jornalismo.

Sul 21

---------------------------------------------------------------------------

Leia mais

Cala a Boca, Globo! Dunga X Rede Golpe: Não é sobre futebol, é sobre tirania e juventude

24 de jun. de 2010

Brasil é próxima potência mundial, afirma bilionário americano




O bilionário americano Sam Zell, 68, está no Brasil, hoje e amanhã, para expandir os investimentos do grupo Equity International no país que considera a próxima "potência mundial".

"O quanto vamos investir depende das oportunidades. Até hoje, nenhuma foi maior do que o nosso apetite por capital", afirmou Zell à Folha, por telefone, de Chicago.

O grupo de private equity já tem participações em cinco empresas brasileiras, entre elas a Gafisa e a BR Malls, que tem atualmente 35 shoppings em seu portfólio.

Entusiasta do Brasil, Zell atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o reconhecimento do país como "uma das oportunidades mais atraentes do mundo".

O empresário americano minimiza o risco de superaquecimento da economia brasileira. "O país vai muito bem. Prefiro investir em um país quente demais a investir em um país frio", diz.

"Começamos a estudar o Brasil há quase 12 anos. Desde então, houve o reconhecimento [no exterior] da estabilidade fiscal do país", elogia.

"O Brasil elevou as taxas de juros antes de outros países, evitando a hiperinflação que o infestou no passado."

Para o americano, "o Brasil sempre foi reconhecido como tendo enormes recursos e oportunidades, mas, no passado, não soube tirar vantagem disso".

"Nos últimos oito, nove anos, tem havido um novo nível de disciplina, fazendo dele uma das oportunidades mais atraentes no mundo. O presidente Lula focou no crescimento enquanto manteve a disciplina fiscal, para evitar a hiperinflação."

Zell diz achar que, hoje, ""há menos obstáculos para investir no país". "O Brasil está se transformando de um país em desenvolvimento em um país desenvolvido."

A eleição tampouco o preocupa -os dois principais candidatos à Presidência, diz, manterão a política econômica atual.

Ele dá dois conselhos para que o país continue no caminho para se tornar uma potência com liderança mundial: "Manter a disciplina fiscal e continuar a desenvolver os seus recursos e a construir infraestrutura, facilitando os investimentos".

Apesar de o principal foco da sua empresa ser no setor imobiliário, Zell afirma não descartar nenhuma área. Mas, ao final da entrevista, o empresário responde com um rápido ""não" quando questionado se investiria na mídia brasileira.

Uma das grandes polêmicas que assombram sua carreira é a aquisição da Tribune Company, em 2007. No ano seguinte, o grupo, que publica o ""Los Angeles Times" e o ""Chicago Tribune", entre outros veículos, pediu falência.

Com o processo ainda em andamento, Zell recusa-se a comentar o assunto. Questionado se se arrepende de ter investido em mídia nos EUA, diz apenas: ""Não tenho arrependimento nenhum". AE

Por Terror do Nordeste - 24.06.2010

23 de jun. de 2010

Cala a Boca, Globo! Dunga X Rede Golpe: Não é sobre futebol, é sobre tirania e juventude


Por Brizola Neto - Tijolaço

Esta madrugada “bombou” no twitter a palavra de ordem #diasemglobo, que estimula as pessoas a verem o jogo entre Brasil e Portugal, sexta-feira, em qualquer emissora que não a Globo.

Não é uma campanha de “esquerdistas”, de “brizolistas”, de “intelectuais de esquerda”.

É a garotada, a juventude.

Também não é uma campanha inspirada na popularidade de Dunga, que nunca tinha sido nenhuma unanimidade nacional.

Na verdade, isso só está acontecendo porque um episódio sem nenhuma importância – um tecnico de futebol e um jornalista esportivo terem um momento de hostilidade – foi elevado pela própria Globo à condição de um “crime de insubordinação” inaceitável por ela.

As empresas Globo ontem, escandalosamente, passaram o dia pressionando a FIFA por uma “punição” a Dunga. Atônitos, os oficiais da FIFA simplesmente perguntavam: “mas, por que?”

A edição do jornal do grupo Globo, hoje, só não beira o ridículo porque mergulha nele, de cabeça.

O ódio a qualquer um que não abaixe a cabeça e diga “sim,senhor” a ela é tão grande que ela não consegue reduzir o episódio àquilo que ele realmente foi, uma bobagem insignificante.

Não, ela se levanta num arreganho autoritário e exige “punição exemplar” para técnico da seleção. Usa, logo ela, uma emissora de tanta história autoritária e tão pródiga em baixarias, a liberdade de imprensa e os “bons modos” como pretextos, como se isso ferisse seus “brios”.

Há muita gente bem mais informada do que eu em matéria de seleção que diz que isso se deve ao fato de Dunga ter cortado os privilégios globais no acesso aos jogadores.

E que isso lhe traria prejuízos, por não “alavancar” a audiência ao longo do dia.
Lembrei-me daquele famoso direito de resposta de Brizola à Globo, em 1994.

"Não reconheço à Globo autoridade em matéria de liberdade de imprensa, e basta para isso olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou o nosso país."

Todos sabem que critico há muito tempo a TV Globo, seu poder imperial e suas manipulações. Mas a ira da Globo, que se manifestou na quinta-feira, não tem nenhuma relação com posições éticas ou de princípios. É apenas o temor de perder o negócio bilionário que para ela representa a transmissão do Carnaval. Dinheiro, acima de tudo.

Pois o arreganho autoritário da Globo, mais do que qualquer discurso, evidenciou a tirania com que a emissora trata o evento esportivo que mais mobiliza os brasileiros mas que, para ela, é só um milionário negócio.

Dunga não é o melhor nem o pior técnico do mundo, nunca foi um ídolo que empolgasse multidões. A sociedade dividia-se, como era normal, entre os que o apoiavam, os que o criticavam e os que apenas torciam por ele e pela seleção.

A Globo acabou com esta normalidade. Quer apresentá-lo como um insano, um louco incontrolável. Nem mesmo se preocupa com o que isso pode fazer no ambiente, já naturalmente cheio de tensões, de uma seleção em meio a uma Copa do Mundo. Ela está se lixando para o resultado deste episódio sobre a seleção.

De agora em diante, a Globo fará com Dunga como que fez, naquela ocasião, com a Passarela do Samba, como descreveu Brizola naquele “direito de resposta”: “quando construí a passarela, a Globo sabotou, boicotou, não quis transmitir e tentou inviabilizar de todas as formas o ponto alto do Carnaval carioca.”

Vocês verão – ou não verão, se seguirem a campanha #diasemglobo – como, durante o jogo, os locutores (aquele um, sobretudo) farão de tudo para dizer que a Globo está torcendo para que o Brasil ganhe o jogo. Todo mundo sabe que, quando se procura afirmar insistentemente alguma coisa que parece óbvia, geralmente se está mentindo.

Eu disse no início que esta não é uma campanha dos políticos, dos intelectuais, da “esquerda” convencional. Não é, justamente, porque estamos, infelizmente, diante de um quadro em que a parcela políticamente mais “preparada” da sociedade desenvolveu um temor reverencial pelos meios de comunicação, Globo à frente.

Políticos, artistas, intelectuais, na maioria dos casos – ressalvo as honrosas exceções – têm medo de serem atacados na TV ou nos jornais. Alguns, para parecerem “independentes e corajosos” até atacam, mas atacam os fracos, os inimigos do sistema, os que se contrapõem ao modelo que este sistema impôs ao Brasil.

Ou ao Dunga, que acabou por se tornar um gigante que nem é, mas virou, com o que se faz contra ele.

Eu não sei se é coragem ou se é o fato de eu ser “maldito de nascença” para eles, mas não entro nessa.

O ue a juventude está fazendo é o que a juventude faz, através dos séculos: levantar-se contra a tirania, seja ela qual for.

Levantar-se da sua forma alegre, original, amalucada, libertária, irreverente e, por isso mesmo, sem direção ou bandeiras “certinhas”, comportadas, convencionais.

A maravilha do processo social aí está. Quem diria: um torneio de futebol, um técnico, uma rusga como a que centenas ou milhares de vezes já aconteceu no esporte, viram, de repente, uma “onda nacional”.

Uma bobagem? Não, nada é uma bobagem quando desperta os sentimentos de liberdade, de dignidade, quando faz as pessoas recusarem a tirania, quando faz com que elas se mobilizem contra o poder injusto. Se eu fosse poeta, veria clarins nas vuvuzelas.

Essa é a essência da juventude, um perfume que o vento dos anos pode fazer desaparecer em alguns, mas que, em outros, lhes fica impregnado por todas as suas vidas.

E a ela, a juventude, não derrotam nunca, porque ela volta, sempre, e sempre mais jovem. E é com ela que eu vou.

Do Tudo em cima e Blog do Saraiva - 22.06.2010

Leia mais


A web não se levantou de graça contra a Globo
















Por Brizola Neto - Do Tijolaço - 23.06.2010

Os amigos que acompanham o blog há mais tempo sabem que nunca “tirei onda” de imparcial. Se fosse imparcial não seria político nem faria parte de um partido, pois costumo dar valor às palavras e sei que ao ser de “partido” tenho parte tomada.

Isso, porém, não pode nem deve me transformar num fanático. Alguns, aqui, devem ter notado que, ao protestar contra a ofensiva contra os blogs pró-Dilma, defendi também o direito dos blogs pró-Serra de receberem os comentários favoráveis a seus candidatos.

Só protestei contra a montagem de blogs empresariais e sustentados pelos partidos, que não podem ir além dos limites – que são legítimos – de promoveem suas ideias. Mas os cidadãos, não, estes têm o direito de defenderem suas posições.

Esta mesma postura tenho procurado manter neste caso Dunga x Globo. No primeiro post que coloquei sobre o assunto, fiz questão de deixar claro que nunca fui fã do estilo ftebolístico do meu conterrâneo de Ijuí.

Alguns comentaristas dizem que ele é simpático ao DEM. Problema dele, direito dele ser, se é que é.

Outra coisa, bem diferente, é interferir com seu trabalho profissional. Outra coisa é pressioná-lo num momento difícil l, como é a Copa, por interesses empresariais.

A Globo deu uma nota dizendo que “torce” pelo Brasil. Nem tem a obrigação de torcer e, como telespectador, adoraria ver transmissões sem patriotadas.

Mas não é isso o que se lê nas suas matérias, como o editorial de hoje, em O Globo.

“Escolhido para técnico da seleção mais pelos dotes de disciplinador do que por qualquer talento específico na condução de um time de futebol, Dunga se notabiliza por descontrole e incivilidade no relacionamento com a imprensa. Se mesmo com as vitórias Dunga anda de mal com a vida, o que poderá acontecer se o hexa não vier? E não virá caso o técnico transmita para o time todo o seu desequilíbrio emocional. A seleção precisa ser protegida de Dunga”.

É aí que reside o problema. A Globo sabe que está pressionando, chantageando.

Isso não é jornalismo. É torcida, e contra.

A seleção precisa ser protegida da Globo. O time brasileiro e o Brasil precisam ser protegido da Globo.

Ou, então, entregar à Globo o comando do nosso selecionado, como durante tantos anos se entregou o próprio comando do país.