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8 de mai. de 2012

Twitaço pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo nesta terça


 Mobilização social pela aprovação da proposta incluirá ação nas redes sociais e outras manifestações em Brasília
Nesta terça-feira (8)  está prevista na Câmara dos Deputados a votação em segundo turno da Proposta de Emenda a Constituição 438/2001, a chamada PEC do Trabalho Escravo.

7 de nov. de 2011

Noam Chomsky: se queremos mudar o mundo, vamos entendê-lo

[Noam Chomsky - La Jornada]
 O aspecto mais digno de entusiasmo do movimento Ocupa Wall Street é a construção de vínculos que estão se formando em toda parte. Karl Marx disse: a tarefa não é somente entender o mundo, mas transformá-lo. Uma variante que convém ter em conta é que, se queremos com mais força mudar o mundo, vamos entendê-lo. Isso não significa escutar uma palestra ou ler um livro, embora essas coisas às vezes ajudem. Aprende-se a participar. Aprende-se com os demais. Aprende-se com as pessoas com quem se quer organizar. O artigo é de Noam Chomsky.


Dar uma conferência Howard Zinn é uma experiência agridoce para mim. Lamento que ele não esteja aqui para tomar parte e revigorar um movimento que foi o sonho de sua vida. Com efeito, ele pôs boa parte de seus ensinamentos nisso.

9 de dez. de 2010

Liderança: novas perspectivas de ascensão profissional

O mercado de trabalho exige cada vez mais profissionais com espírito de liderança, proativos, democráticos e que vestem a “camisa da empresa”, pois o foco está na produtividade e na garantia de espaço no mercado de trabalho.

Vivemos num mundo globalizado onde a concorrência exige vários diferenciais para competir no mercado global. Longe de avaliar se este modelo é o ideal, é o que temos e precisamos nos adaptar para garantir a empregabilidade, mas isso não é o mesmo que deixar de exigir um ambiente saudável e propicio a saúde física e emocional.

Neste sentido, poucas organizações mantêm o foco no humano, não percebem que o trabalhador motivado trabalha feliz e mantém um clima de parceria e maior produtividade. Não podemos ser ingênuos, a crença dessas empresas não está na mudança qualitativa de vida, no bem estar ou na distribuição de renda. O empregador tem a visão de lucro enquanto o empregado que "carrega o piano", muitas vezes se cala ao ver seus direitos desrespeitados pela questão de sobrevivência.
O mundo mudou e o capitalismo teve que aliar seus interesses moldando as novas demandas do cliente, porque este deixou de ser um mero consumidor receptivo para interagir; um ser mais exigente que vem aprendendo a se impor e cobrar seus direitos pois quer ser respeitado como cidadão e consumidor que tem outros leques de opções. Não se adaptar a esta perspectiva significa correr o risco de perder clientes para uma concorrência pronta a oferecer melhores (?) produtos.

Desta forma, o modelo de gestão foi obrigado a abrir mão do autocontrole e repensar suas estratégias, isso significou delegar competências e criar lideranças que nada tem a ver com o modelo de “chefia” controladora que por falta de referencial, desmotivava a equipe e mantinha o poder centrado nela mesma.

Para não perder o mercado e fechar suas fábricas tiveram que adaptar a novas tecnologias, a complexidade das privatizações e o acúmulo de informações de onde e como formar alianças produtivas. Isto vale até abraçar a consciência ecológica como meio de se tornar moralmente corretos.

É importante observar a mudança de paradigma de um passado onde a economia era baseada no consumo de massa, as mercadorias tinham que ter durabilidade, o ciclo passava de geração a geração e a procura era maior que a oferta. Mas, com as novas demandas dos séculos 20 e 21 o cenário ficou instável, o marketing mudou rapidamente o foco das necessidades e vemos maior fluidez tecnológica.

Para tanto, as empresas que querem manter-se no mercado tiveram que investir em lideranças que passaram a ser preparadas para incentivar e manter um clima organizacional de parceria, abandonando aquela figura de “chefe” arcaico que durante anos serviu de espião, manipulador, controlador, adestrador, que punia, disciplinava, cobrava, temente de perder o “respeito” adotando uma postura fria e distante.

O certo é que para sobreviver numa empresa ou quem pensa em evoluir na carreira, tem que aprender a exercer a liderança. Há quem nasça líder, vemos crianças que desde a infância são líderes natos, mas há muitas formas de aprimorar esta habilidade com esforço e aprendizado.

De tudo exposto até aqui, o positivo está no movimento questionador onde o dinheiro não se configura o início, o meio e o fim, por isso assistimos grandes economias que se quebraram. Ainda vivemos numa panela de pressão mundial e  quem ocupa algum cargo de comando tem de conviver de perto com as cobranças por resultados. Mas, quem escolheu estar nesta posição tem a árdua tarefa de ser interlocutor entre empregado e empregador, jogo de cintura com econômia mundial, talvez engolindo muitos sapos para manter uma performace efetiva nos momentos de crise.

O que acredito compor uma liderança comprometida, solidária e positiva está resumidamente nestes tópicos:

1. Valorização das pessoas e do talento humano: entender as limitações e dar o foco no que o empregado sabe e pode fazer de melhor, deve ser um canalizador de talentos.

2. Desenvolver equipes de trabalho: alternar as diferenças, valorizando as afinidades incentivando a equipe a trabalhar em grupo.

3. Desenvolver as competências visando os resultados de acordo com que cada um pode oferecer, se possível remanejar o funcionário até que encontre a melhor opção e aptidão de sua habilidade.

4. Estabelece uma parceria, mas isto não significa propriamente ser amigo, mas cúmplice da equipe, sempre aberto a desenvolver valores pessoais.

5. Acompanhar e orientar como as pessoas estão naquela atividade.

6. Gerar comprometimento e estar aberto a ensinar, influenciar, desenvolver inteligência emocional - exemplo disso é sua própria postura no trabalho que tem que ser ética e honesta, muito além do que apregoa.

7. Ser honesto e franco com seus próprios erros e os da equipe.

8. Ter compaixão e amar o ser humano mesmo diante de uma falha, mas se valendo diálogo até a compreensão e um consenso.

9. Ter polidez, pois ninguém tolera um líder mal educado e desrespeitoso que não sabe ouvir.

10. Contar com a lealdade de um líder que contempla a equipe e defenda o funcionário se este estiver correto.

11. Ser ético e fazer o que é certo, muito diferente de beneficiar A ou B, simplesmente porque é amigo de alguém importante.

12. Ter visão de futuro e se libertar dos resquícios daquela chefia autoritária, para estar antenado com a criatividade e possibilidades que sua equipe possa oferecer.
  

Quem pretende construir uma carreira sólida e estável, cada passo pode influenciar o cotidiano com ações e projetos que melhore seu desempenho e a produtividade de todos os envolvidos. A oferta ainda é grande, e provavelmente, você será substituido por alguém mais competente que se esforça para melhorar o currículo, desenvolver maiores competências e  ser uma liderança sábia e comprometida. Pense nisso antes de manter uma postura fechada para o novo se acomodando atrás de uma mesa feliz por dar ordens.

O VERDADEIRO LIDER SE COMPROMETE COM O CRESCIMENTO PROFISSIONAL DE CADA INDIVÍDUO DE SUA EQUIPE!

Termino com um ditado Samurai:

AS PALAVRAS DE UM HOMEM SÃO COM SUAS PEGADAS....
VOCÊ PODE SEGUI-LAS AONDE ELE FOR
PORTANTO TOME CUIDADO ONDE PISAR!

Se você quer se aprimorar nestes conceitos, podemos agendar uma consulta, escreva-me: valeria.psc13@hotmail.com

Contribuição do consultor de empresas e psicólogo, Luciano Cippini, no qual proferiu uma palestra intitulada, "O líder nos dias de hoje".
Por Valéria F. da Rocha - Psicoterapeuta - Do Blog Reflexões sobre os principais dilemas humanos

2 de dez. de 2010

Governo Lula revitaliza ferrovias

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Abandonada nas últimas décadas, a malha ferroviária brasileira se deteriorou. Nem mesmo as privatizações realizadas no final do século passado permitiram que o país contasse com o modal ferroviário para o transporte de produtos até os portos, para serem exportados. No início do governo do presidente Lula esse cenário começou a se inverter, com o Plano de Revitalização das Ferrovias.



Abaixo, entrevista concedida ao Blog do Planalto, pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, um dos auxiliares da então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff que cuidou da remodelação da malha ferroviária nacional.

Atualmente, dos 29 mil quilômetros de linha férrea existentes no País, menos de 11 mil quilômetros são explorados, diz Figueiredo. O restante está desativado ou sub-utilizado. Para melhorar esse quadro desolador, o governo decidiu aperfeiçoar os atuais contratos de concessão para melhorar a exploração das linhas concedidas. Obras em ferrovias foram incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o cronograma entrou na ordem do dia, inclusive, como prioridade do presidente Lula. Segundo Figueiredo, a fase atual leva o governo ao processo de licitação ou de construção de cinco mil quilômetros de linhas férrea. A estimativa da agência reguladora é que 1,3 mil quilômetros de ferrovias entrem em operação até o final deste ano.

Até 2012 outros 3.640 quilômetros passarão a integrar a malha ferroviária brasileira. Além disso, outros 15 mil quilômetros de linhas estão em processo de planejamento (até 2015). Isso permitirá, segundo Figueiredo, que o país conte com ferrovias integradas de norte a sul, de leste a oeste e com saída para o Oceano Pacífico. Deste modo, caminhões deixarão de circular pelas rodovias e as cargas passarão a ser transportadas por trens tendo como opções 15 portos brasileiros.

Numa outra frente, de acordo com o diretor-geral da ANTT, será preciso tornar “os marcos regulatórios mais claros para consolidar regras de convivência competitivas entre os operadores, como o direito de passagem, que permitirá a circulação de trens de uma concessão na malha ferroviária de outra concessão. Os usuários dependentes de ferrovias terão a liberdade de criar serviços dedicados, possibilitando-lhes o gerenciamento direto dos custos dos serviços. Um ambiente mais competitivo na ferrovia levará a um processo mais adequado de formação de preços dos serviços”.

A série especial sobre ferrovias continua na próxima quarta-feira (8/12) com as três grandes obras do governo no setor: as ferrovias Norte-Sul, Integração Oeste-Leste e Transnordestina. Elas serão visitadas pelo presidente Lula ainda este mês. O post contará ainda com a segunda parte da entrevista com o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, que fala sobre a importância das malhas para o desenvolvimento econômico do País e para a interligação aos portos nas regiões norte e sul. As ferrovias estão incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


Fonte: Blog do Planalto

Por Rui Zilnet - 01.12.2010 

29 de nov. de 2010

Secretaria de Educação cassa diretoria do SINDSEP

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Perseguição política: SME rasga Constituição e cassa liberação de ponto de diretoras do SINDSEP

A Constituição Federal garante: 

Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical;

Mas a Secretaria Municipal de Educação e a Procuradoria do Município de São Paulo arbitram de acordo com os interesses políticos do governo, pouco importando o que diz a Carta Magna. Já fizeram isso com o tempo de ADI e Diretor de Equipamento Social. Agora desfiguram a lei para justificar sua perseguição política. Decidiram por um parecer que profissionais do magistério não podem ser liberados para a direção do SINDSEP. A lei 14660 diz:

Art. 53. Além dos previstos em outras normas estatutárias, constituem direitos dos Profissionais de Educação:
XIV - ter assegurado o afastamento, com todos os direitos e vantagens do cargo, quando investidos em mandato sindical em entidades representativas da Educação no Município de São Paulo, na forma da legislação vigente.

Veja a “lógica” da Secretaria da “Educação” que foi “aplicada” ao Estatuto do Magistério: o SINDSEP não é representativo da Educação porque é um sindicato dos servidores municipais.
Os profissionais da educação não são servidores do município?
Talvez eles tenham interpretado a lei com um termo fantasma: entidades representativas “exclusivamente” da educação. Mas não está escrito. Nem poderia. Como diz a Constituição, é vedada ao Poder Público a interferência na organização sindical. Nem o Kassab, nem a PGM, nem Schneider, nem SME,  ninguém além dos trabalhadores, pode determinar se o SINDSEP deve ou não representar a educação.
Esse é o risco do poder na mão de personalidades que historicamente não tem compromisso com trabalhadores, seus direitos e suas lutas. Perseguição política, desrespeito às leis e arbitrariedade na condução da coisa pública. Ainda mais quando combinado a uma Secretaria que historicamente legisla como se fosse uma autarquia ou um ente federativo independente da legislação municipal, das relações intersecretariais e, pior, não subordinado aos princípios constitucionais. Sou a favor da educação emancipatória, que liberta, em oposição ao modelo reprodutor autoritário. Quando porderíamos superar os obstáculos de uma educação para a cidadania, enquanto sujeitos a uma cultura que aborta princípios democráticos e nega direitos? Aliás, cadê o plano municipal de educação? O modelo colonial, catequista, escravocrata, fabril impera na condução da educação municipal. A CF 1988 e a livre associação sindical são resultados de décadas de sucessivas lutas e não merecem o retrocesso impetrado por equivocados. É temerário. O futuro do Brasil depende de avanços na educação. São Paulo não é diferente.
Ao Prefeito cabe se ocupar em buscar saídas competentes para os problemas da educação, que é de sua obrigação e de seus quadros contratados para tanto e por tanto. Mas como não estamos falando de vassalagem e suserania, envolveria o debate com os educadores. Sei que não é do seu feitio. Ainda que o fizesse a contento: a organização sindical, essa é da conta dos trabalhadores.
O SINDSEP aguarda uma solução como divulgou no site:

EM DEFESA DA LIBERDADE E ORGANIZAÇÃO SINDICAL

Publicado em sexta-feira, 12 de novembro de 2010

PREFEITURA DE SÃO PAULO NEGA E CASSA LIBERAÇÃO DE DIRIGENTES SINDICAIS

Desde o dia 20 de outubro de 2010, em publicação no Diário Oficial da Cidade, o Sindsep vem sofrendo um ataque à liberdade de organização sindical. Foi negada uma nova liberação sindical (Avanita) e pasmem, cassada a liberação de outras 3 dirigentes que estão liberadas desde 2 de outubro de 2008 e também em outros mandatos sindicais (Nilza, Marizete e Conceição), todas elas da Secretaria Municipal da Educação.
No dia seguinte da publicação o Sindsep solicitou audiências com urgência, entendendo que foi um mal-entendido, e que a Secretaria de Gestão e a própria Secretaria da Educação, não teriam motivos para cassação. Mas passados todos esses dias, no dia de hoje (12/11/10) o  Sindsep foi informado por um assessor da Secretaria da Educação de quê de fato o despacho estava "correto", pois haviam pareceres da PGM (Procuradoria Geral do Município) contra as liberações, por entender que o Sindsep  é sindicato geral e não específico da educação. ABSURDO!
O Sindsep é reconhecidamente representante dos trabalhadores da educação, inclusive cumpriu papel importantíssimo na ida das creches para a Secretaria da Educação, bem como na transformação dos cargos das ADIs para PEIs (Professores de Educação Infantil), além de participar ativamente das negociações salariais junto a SME. Inclusive a mesa de negociação da educação se posicionou várias vezes sobre o assunto não "entendendo" o ocorrido.
O Sindsep é sim um sindicato geral e representa os servidores do município, inclusive os profissionais da educação, por isso não aceitamos esse argumento do governo. Ocorre que governo municipal, ataca assim, o direito de associação, de liberdade e autonomia sindical.
O Sindsep enviou na data de hoje, 12 de novembro, novo pedido de audiência ao Secretário da Educação, Alexandre Schneider e da Gestão, Rubem Chamas, para tratar sobre o assunto e conclamamos toda a categoria a repudiar esses ataques a liberdade sindical.
O Conselho Diretor do Sindsep reunido hoje, repudia essa atitude do governo e exige a imediata liberação das companheiras com a revogação do despacho no Díário Oficial.
EM DEFESA DA LIBERDADE SINDICAL, PELA LIBERAÇÃO SINDICAL DAS COMPANHEIRAS DIRIGENTES DO SINDSEP

Do Blog Politikei - 28.11.2010