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7 de nov. de 2010

Martin Luther King

Parafraseando o grande pastor Martin Luther King, há 15 anos – depois de passar por um câncer de mama, eu declaro que:

Eu tenho um sonho e o meu sonho faz parte do propósito de Deus para a minha vida.
Não desista de viver, não desista de você!
Pra Sandra de Andrade
Site: www.revife.com.br
Blog: www.revife.com

O pastor que tinha um sonho ousado

Por Carlos Gutemberg / Foto: Dick DeMarsico

O pastor protestante e ativista político Martin Luther King Jr. é visto como um dos maiores defensores da liberdade e igualdade. A dor de ver de perto a discriminação racial, levou esse grande pacifista a promover uma revolução em favor da justiça e da igualdade perante a lei e os costumes de sua nação. Infelizmente, a luta dele foi tragicamente interrompida na noite do dia 04 de abril de 1968, ocasião em que foi assassinado, em um hotel na cidade Memphis, nos Estados Unidos (EUA).
Como legado, King deixou sua pregação de heroísmo pacífico e pacificador, levantando uma bandeira em prol dos direitos igualitários dos negros, uma luta que continua, mas que já obteve vitórias significativas em seu país, a exemplo da vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais, tornando-o primeiro presidente negro norte-americano.
O pacifista nasceu em 15 de janeiro de 1929, na cidade de Atlanta (EUA). Ele é considerado um dos mais importantes líderes mundiais na luta pelos direitos civis, por sua campanha de não-violência e amor para com o próximo. Por conta disso, foi a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz, em 1964.
“Eu tenho um sonho”
Seu discurso mais famoso, “I have a dream” (Eu tenho um sonho), realizado no dia 28 de agosto de 1963, é lembrado até hoje. Naquele dia, cerca de 250 mil pessoas, de todas as idades, etnias, formações intelectuais e profissões marcharam na capital norte-americana, Washington, até o Lincoln Memorial, com o propósito de despertar a consciência da nação sobre a condição econômica e social do negro naquele país.
Na chamada “marcha pelo emprego e pela liberdade”, o pastor protestante foi apresentado como um “líder moral da nação”. Em seu histórico pronunciamento, não muito longo, mas bastante enfático e emocionado, King falou de um sonho que, embora não tenha tido a oportunidade de realizar, jamais será esquecido. “Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos pequenos viverão um dia numa nação em que não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!”, declarou ele naquele dia.
Seus últimos anos de vida foram marcados por muitas adversidades. Após o reconhecimento de sua luta, com a conquista do Prêmio Nobel da Paz, que trouxe visibilidade mundial ao movimento encabeçado por ele, muitos dos seus aliados até pensaram que as coisas se tornariam mais fáceis. Na prática, no entanto, não foi isso o que ocorreu.
Em fevereiro de 1965, apenas dois meses após o Nobel, um destacado líder negro, Malcom X, foi morto a tiros. Duas semanas depois, no estado do Alabama (EUA), a polícia usou cães para dispersar um grupo de eleitores negros que tentava se alistar em um prédio do legislativo local.
Distúrbios passaram a ocorrer em várias cidades dos Estados Unidos. Em agosto de 1965, em um bairro de Los Angeles, na Califórnia, deu-se início a uma onda de tumultos que tinham como origem a intolerância racial. O movimento negro passou a sofrer severas oposições, especialmente das regiões onde predominava a população branca.
Lutando por direitos básicos
Antes de morrer, King organizou e liderou inúmeras marchas com o objetivo de conseguir o direito ao voto, o fim da segregação e das discriminações no trabalho, além de outros direitos civis básicos. Mais tarde, a maior parte destes direitos foi agregada à lei norte-americana.
Por sua histórica importância, um feriado nacional nos Estados Unidos foi estabelecido em 1986, para homenageá-lo, o chamado “Dia de Martin Luther King”, celebrado na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário dele. Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi cumprido em todos os estados do país.

Confira uma parte do famoso discurso de Martin Luther King, “I have a dream” (Eu tenho um sonho):


 

Do Blog da Dilma

5 de nov. de 2010

“Percepções e os Novos Desafios para o Enfrentamento e Superação da Discriminação Racial e do Racismo no Mercado de Trabalho”


A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), por intermédio da sua Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial promoverá o I Encontro Nacional da CTB no Combate ao Racismo “Percepções e os Novos Desafios para o Enfrentamento e Superação da Discriminação Racial e do Racismo no Mercado de Trabalho”. O evento que acontecerá nos dia 22, 23 e 24 de novembro de 2010, em São Paulo, terá como parceiros: a Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e a Coordenadoria dos Assuntos da População Negra da Prefeitura de São Paulo (CONE).

O Encontro de caráter nacional terá a participação de lideranças e dirigentes sindicais representantes de associações, instituições sindicais filiadas CTB, além de contar com a participação de convidados representantes de movimentos sociais, ativistas do movimento negro e representante de instituições públicas e privadas que atuam, afirmativamente, junto à população negra e que tem como objetivo refletir, avaliar e contribuir para a agenda dos movimentos sociais no enfrentamento, combate e a conseqüente superação do racismo a partir das novas configurações do mercado de trabalho e, também, que tenham como principal instrumento o Estatuto da Igualdade Racial, que depois de tramitar por quase uma década na Câmara e no Senado, foi sancionado pelo Presidente Lula e entrou e esta em vigor desde 20 de outubro.

Com dois pilares fundamentais “Trabalho, Globalização e Racismo” e o “Estatuto da Igualdade Racial: Limites e Possibilidades” o Encontro será um espaço de reflexão e análise dos avanços obtidos pela militância sindical anti-racismo e pelo Movimento Negro na luta pela promoção da igualdade racial e os desafios para garantir a criação de oportunidades e garantia de eqüidade social para os afrodescendentes brasileiros por meio de ações como a promoção da igualdade de oportunidades e de tratamento, em dispositivos e clausulas a serem incluídos em acordos e convenções coletivas e mesmo do tratamento dos casos de discriminação e demais direitos garantidos e ratificados pelo Estatuto da Igualdade Racial ao lado da ampliação das políticas públicas ditas generalistas.

Serviço

· Tema: “Percepções e os Novos Desafios para o Enfrentamento e Superação da Discriminação Racial e do Racismo no Mercado de Trabalho”
· Data: 22, 23 e 24 de Novembro de 2010
· Local: Espaço da Cidadania André Franco Montoro – Pateo do Colégio, 184 – Centro – São Paulo/SP
· Mais informações: (11) 3106-0700 begin_of_the_skype_highlighting (11) 3106-0700 end_of_the_skype_highlighting ou katiajackson@portalctb.org.br

Programação

Dia 22 de Novembro – Segunda
19h00 ABERTURA SOLENE – Saudação de lideranças e organizações convidadas
20h00 Conferência 1 - “Percepções sobre a Globalização e Racismo no Mercado de Trabalho”
21h30 Coquetel

Dia 23 de Novembro – Terça
9h00 Conferênca 2 - “Estatuto da Igualdade Racial - Capítulo V, Do Trabalho: Limites e Possibilidades”.
12h00 Almoço
14h00 Conferênca 3 – “A Ação Sindical no Combate ao Racismo: Avanços e Desafios”
20h Atividade Cultural

Dia 24 de Novembro – Quarta
9h00 Plenária Final
17h00 Encerramento do Encontro

Portal CTB

O PSDB/UDN continua subestimando o Nordeste


Por Allan Patrick
Nordeste, uma região de "retorno duvidoso" segundo o PSDB/UDN.
Há 16 anos eu era apenas um concluinte do ensino médio, matriculado na então Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte (ETFRN, atual Instituto Federal do RN). Como aluno do curso de Eletrotécnica, participei de uma visita à Hidroelétrica de Paulo Afonso, na Bahia. E, embora fosse apenas um nerd, tinha alguma curiosidade por economia e política. Não pude deixar de notar, portanto, quando nosso guia, Seu João – profissional que demonstrava o orgulho de ser funcionário da Chesf – nos narrou as dificuldades para que a primeira usina, Paulo Afonso I, fosse construída e entrasse em operação em 1954. Apesar do empenho pessoal de Getúlio Vargas, vários membros de sua equipe econômica eram contrários à empreitada, vista como um investimento de “retorno duvidoso”. Fácil perceber que não é de hoje que as circunstâncias levam presidentes trabalhistas a comporem parte de sua equipe com economistas conservadores (naqueles tempos, ligados à UDN).
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Esses críticos afirmavam, ainda segundo o relato de Seu João, que nem em 30 anos o Nordeste teria como fazer uso da capacidade instalada de Paulo Afonso I, cerca de 180 MW. O resultado que nós vemos hoje foi bem diferente das previsões. Passados 55 anos, o complexo de Paulo Afonso gera 4.280 MW. Ou seja, a primeira usina (aquela que permaneceria “ociosa” por 30 anos) gera apenas 4,2% do total de Paulo Afonso. Se compararmos com o valor gerado ao longo do Rio São Francisco pela Chesf, de quase 10 mil MW, a usina pioneira corresponde apenas a 1,8% do total.
Todo esse preâmbulo foi para comentar a entrevista do Deputado Federal do PSDB e candidato derrotado a governador do Espírito Santo, Luiz Paulo Velloso Lucas (publicada originalmente pela Folha e reproduzida na íntegra aqui, no Vi o Mundo). Velloso critica, nessa entrevista, o modelo de partilha e sugere a volta do regime de concessão, pois na sua opinião “é uma sandice achar que a Petrobrás pode fazer tudo” e outras empresas deveriam entrar para dividir o bolo.
Mas onde eu quero chegar? Na última pergunta, o jornal questiona acerca da queda no valor das ações da Petrobrás. Qual a resposta do deputado?
A Petrobras está desviando recursos para investimentos de rentabilidade duvidosa, como as refinarias do Nordeste. A empresa contrata serviços e equipamentos pagando três, cinco vezes mais caro que as concorrentes. É isso o que o mercado olha.
Cacete! Assim, do nada, ele põe a culpa de um movimento especulativo, típico das bolsas de valores, nos nordestinos. Para ele, nós os cabeças-chatas deveríamos vender nosso petróleo (o Nordeste é o segundo maior produtor de petróleo do Brasil) em estado bruto! Construir refinarias para agregar valor à produção e gerar empregos qualificados na região? “Nham, investimento de rentabilidade duvidosa”.
Como a gente percebe desta história, a UDN pode ter mudado de nome para PSDB, mas o pensamento é o mesmo. Desdenhar de nossa capacidade intelectual (e aqui me refiro não apenas a nós os nordestinos, mas a todos os brasileiros) e de engenho para apostar na inevitabilidade de que o Brasil não passa de uma grande hacienda produtora de comodities e exportadora de pedras, esse é o pensamento da intelligentsia do PSDB.
Fonte do Caderno de Patrick
 
Do Blog Julio Miranda - 04.11.2010 

4 de nov. de 2010

SERRA NÃO CONSEGUIU IDENTIFICAR SEUS ELEITORES

Brilhante análise de Maria Inês Nassif sobre o PSDB de Serra e de como eles não conseguiram, pelo menos nas três últimas eleiçõe ultrapassar as fronteiras de São Paulo nem se afastar do discurso conservador



Uma das razões da derrota do candidato das oposições, José Serra (PSDB), foi a enorme dificuldade que teve de identificar quem eram seus eleitores. Um campanha sem debate de programa de governo favorece a situação - a administração já está lá e o eleitor identifica ideologias, intenções e opções de políticas públicas.

por Maria Inês Nassif para o Valor Econômico


Para um candidato de oposição, atirar a esmo na questão programática pode ser letal. A campanha deixa de ser debate político e passa a ser promessa. E promessa não conta para qualificar um candidato como representante de um setor social.

O PSDB e José Serra terão de decidir, definitivamente, que corneta tocam. O partido caminha para a direita desde os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-1998 e 1999-2002), ocupou esse espaço no setor social correspondente, mas tem feito um suco ideológico na hora de ir para as urnas que não se mostra muito eficiente. O ex-presidente FHC tem razão numa coisa: o PSDB, de fato, tem que assumir sua real posição no cenário político, e essa posição tem a marca indelével de oito anos de seu governo, com todas as opções que fez de política econômica, monetária e de não-políticas públicas.

Esconder os oito anos de Fernando Henrique Cardoso é quase como apagar o partido da história. Foi nesse período que o PSDB cultivou uma base social identificável, conservadora, de alta renda e alta escolaridade, muito concentrada em São Paulo, à qual se somam uma classe média paulista que sempre deu votos a Paulo Maluf com prazer, e manteve um Orestes Quércia até que o PMDB do Estado fosse reduzido à inanição. A grande maioria dos quadros tucanos, que foi criada como social-democrata, fez essa transição sem grandes crises, amortecida pela ideia de que o único progressismo vinha do neoliberalismo - o Brasil moderno passava pela redução do Estado e pela autorregulação dos mercados. Foi com essa bandeira que o partido firmou-se no Estado mais rico da Federação, São Paulo, o centro nevrálgico do partido de José Serra. Foi aqui que o tucanato conquistou empresários, banqueiros e uma classe média altamente conservadora. Aqui o PSDB amoldou o seu eleitor típico. E foi com os olhos paulistas que a campanha de Serra à Presidência foi feita.

As três derrotas do PSDB nas eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010 decorrem de uma enorme dificuldade do partido paulista atender a um eleitorado majoritariamente conservador do Estado e, ao mesmo tempo, ganhar os votos necessários no resto do país para ganhar a eleição. A tentativa de unir essas duas necessidades - manter votos conservadores e atrair votos do povão beneficiado nos governos Lula - deu um nó na campanha serrista. As promessas de aumento real do salário mínimo, 13º salário para o Bolsa Família e aumento real das aposentadorias conviveram com o uso do tema aborto para acuar a candidata petista - ao agrado da elite paulista - ou pelas lembranças do passado de Dilma - a gosto de parcelas da classe média de São Paulo, que chegavam a trocar e-mails acusando a presidente eleita de "assassina".

Esse imbróglio ideológico resultou numa campanha que fugiu do debate pelo simples fato de que o PSDB não tinha programa. Não encontrou alternativas para se contrapor a um governo que terminou popular - o que nesse país é uma coisa rara - e não encontrou nada melhor para fazer do que dizer que ia fazer o mesmo que o partido que combateu de forma tão vigorosa. O conteúdo moral aplicado à campanha foi a diferenciação proposta ao eleitor.

A hegemonia paulista do PSDB provocou mais estragos do que trouxe votos no resto do país. O partido não consegue, com esse discurso, ultrapassar uma barreira de rejeição que o PT carregou até as eleições de 2002. O "até logo" de Serra, no discurso em que reconheceu a derrota, pode ter sido a sinalização da manutenção dessas contradições internas que se originam fundamentalmente nos quadros paulistas do PSDB e que dificultam a proximidade de seu discurso com setores de menor renda e menor escolaridade, que são a maior parte do eleitorado brasileiro. O isolamento do PSDB paulista em relação ao resto do partido tem cobrado seu preço, que é pago de forma socializada pelo partido nacional.

O país tem passado por profundas transformações. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quer pela facilidade com que conversa com as classes populares, quer pelo sucesso de uma política de distribuição de renda, mudou o padrão de relacionamento da política com a população de baixa renda. Os partidos, em geral, serão obrigados a se adaptar a essa nova realidade. Essa realidade inclui também uma redução da força política relativa do Estado de São Paulo e de suas elites. Redução de concentração de renda resulta, de forma quase que automática, em uma redistribuição regional das riquezas nacionais. Um partido que não for realmente nacional, ou não tiver apoios e uma visão nacionalizada, dificilmente conseguirá angariar os votos necessários para se eleger num pleito nacional.

As três últimas eleições acirraram as divergências na base social - polarizaram a eleição entre duas forças e o PT firmou-se na posição social-democrata antes pleiteada pelo PSDB, enquanto o partido de Serra assumia o eleitorado conservador. Nos momentos de grande radicalização da campanha, o conservadorismo parece que vai tomar o eleitorado menos escolarizado. Um fato a ser lembrado, e estudado, todavia, é que essas três eleições acabaram se sobrepondo ao preconceito que é estimulado, nas bases, para favorecer um candidato conservador. O conservadorismo está fazendo mais barulho do que produzindo resultados. Como democracia é alternância de poder, isso um dia muda. Por enquanto, ficamos assim: duas eleições de um ex-metalúrgico e uma eleição de uma mulher que militou em grupos que defendiam a luta armada durante a ditadura. O preconceito, ao menos nessas vezes, não surtiu resultado.

Fonte: O Terror do Nordeste

2 de nov. de 2010

Ataques ao Nordeste surgem na web após vitória de Dilma, que venceria sem região

Preconceito chega ao topo dos assuntos mais comentados do Twitter

Divulgação

Dilma em carreata em Minas Gerais, onde ela abriu 1,7 milhão de votos sobre o tucano José Serra
Wanderley Preite Sobrinho e Amanda Polato, do R7
A vitória da petista Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de domingo (31) desencadeou uma onda de preconceito contra nordestinos na internet. O que os responsáveis por transformar esses ataques no assunto mais comentado no Twitter não sabiam é que Dilma venceria o candidato do PSDB, José Serra, mesmo sem os votos das regiões Norte e Nordeste. 

Os comentários preconceituosos partiram principalmente de eleitores do Sul e do Sudeste, que acreditavam que a vitória de Dilma só foi possível porque o Nordeste votou em peso na petista. De fato, ela venceu com folga na região: 18,4 milhões de votos, contra 7,7 milhões de Serra.
Em um Estado nordestino e em dois da região Norte, Dilma ganhou em todas as cidades. No Piauí, Serra só levou em dois municípios; no Ceará, em apenas um.
Ao notar a importância dos nordestinos na eleição da petista, uma estudante de direito postou o seguinte comentário no Twitter ainda no domingo: "nordestino não é gente, façam um favor a SP, mate um nordestino afogado!”. A responsável pelo tuite cancelou seu perfil.
Mesmo assim, em pouco tempo um grande volume de internautas repassou a mensagem e começou a manifestar opiniões parecidas. A reação, no entanto, não demorou a chegar.
Ainda no domingo foi criada a tag "#orgulhodesernordestino", responsável por tornar o assunto o mais comentado do microblog. Logo em seguida, um site foi criado para reunir as mensagens preconceituosas, o Diga Não à Xenofobia.
O que os preconceituosos não sabiam é que, segundo dados TSE (Tribunal Superior Eleitoral), se os votos das regiões Norte e Nordeste fossem cancelados, Dilma seria eleita com uma diferença de 275 mil votos. Somando-se o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ela foi escolhida por 33,2 milhões de pessoas, enquanto o tucano recebeu os votos de 32,9 milhões de eleitores.
Dilma não teria vencido se não fossem os votos de dois Estados justamente do Sudeste, Minas Gerais e Rio de Janeiro – segundo e terceiro maiores colégios eleitorais do Brasil. A decepção dos tucanos foi maior em Minas, do ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB), onde a petista venceu com uma diferença de 1,7 milhão de votos, a mesma vantagem conseguida no Rio de Janeiro, diminuindo o impacto da vitória de Serra em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.
Ao recolocar o Norte e Nordeste no mapa do Brasil, Dilma teve mais de 55 milhões de votos contra 43 milhões de Serra.

Veja, abaixo, como ficou a divisão dos votos nos Estados :

Do R7 - 02.11.2010

Não basta punir apenas os playboyzinhos escrotos de São Paulo, é preciso ir atrás dos grandes disseminadores do preconceito no país


Os babacas antinordestismos no twitter nada mais fazem do que reproduzir os preconceitos que observam diariamente no PIG. Programas humorísticos de gosto duvidoso, tanto na TV quanto no rádio; programas de debates políticos e culturais, novelas, reportagens, editoriais... Todo um batalhão de publicistas do racismo, munidos de arsenal de conceitos esteriotipados que só prestam para perpetuar preconceitos de cor, classe, regionais, estéticos, culturais, linguísticos. Os escrotos do twitter provavelmente sofrerão algum tipo de sanção, e as hienas do PIG, quem cala? 

Segue abaixo uma lista dos maiores divulgadores do preconceito no Brasil:


Ali Kamel, eminência parda do Brasil colonial

Eliane Cantanhede, a musa da massa cheirosa

Reinaldo Azevedo, paraninfo da elite fascistóide


Diogo Mainardi, porta voz da direita delinquente

Otávio Frias, herdeiro do DOI-CODI

Victor Civita, o publicitário do fascismo

Danilo Gentili, o herói da direita descolada e modernosa

Boris Casoy, o último dos CCC


Como esses, há muitos outros, estão por aí a galvanizar as centelhas do fascismo, não admitem que a classe trabalhadora tenha acesso a cidadania. Como cada vez mais perdem espaço no poder, querem botar fogo no país. Suas crias, por enquanto, agem apenas nas redes sociais de elite da internet. É preciso barrar  essa corja e todos os seus seguidores.


PS: Quero ver essa playboyzada destilar seu fascismo na quebrada, relinchar em frente do computador é fácil. Aqui o chicote estrala burguesada de merda!
 
Do Blog do CApacete - 02.11.2010

23 de abr. de 2010

Serra acha "normal" conviver com nordestino. Como seria "anormal"? Tapar o nariz?

Do Blog Terra Brasilis - 23.04.2010


ORGULHO DE SER NORDESTINO E NÃO VOTAR EM JOSÉ SERRA!

Por Paulo Henrique Amorim,

Ze Pedagio gosta tanto de Pobres e Nordestinos, que ao tentar justificar o injustificavel comete gafe. Olha a perola:

A peróla de Serra em Natal

O jornalista Heverton de Freitas que acompanhou a visita do presidenciável José Serra ao RN, na tarde desta quinta-feira 22), para o Novo Jornal, postou no twitter a observação que merece o registro.

Disse Heverton: Querendo agradar aos nordestinos, Serra foi buscar nas lembranças da Mooca em São Paulo a presença de muitos nordestinos com quem convivia. E soltou essa pérola: “Eu estava na escola pública e convivia com eles (os nordestinos) numa total normalidade”.

Grifo nosso: Certamente, o presidenciável José Serra acredita que os nordestinos são de uma espécie diferente da dele. Deve ser!

Do Blog Oni Presente