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6 de mai. de 2010

"No Brasil a trajetória de Lula tornou-se um símbolo contra toda a forma de exclusão e um cabal desmentido aos preconceitos culturalistas"


Por Francisco Carlos Teixeira - 05.05.2010

Lula, as elites e o vira-latas

É extremamente interessante que o brasileiro de maior destaque no mundo hoje seja um mestiço, nordestino, de origens paupérrimas e com déficit de educação formal. Para todos os segmentos das elites nacionais, nostálgicas de uma Europa que as rejeita, é como uma bofetada! E assim foi compreendida a lista do Time. Daí a resposta das elites: o silêncio!
Francisco Carlos Teixeira
Seguindo outros grandes meios de comunicação globais, a revista Time escolheu – na semana passada - o presidente Lula como o líder mais influente do mundo. A notícia repercutiu em todo o mundo, sendo matéria de primeira página, no jornalão El País.

Elite e preconceito
Na verdade a matéria o apontava como o homem mais influente do mundo, posto que nem só políticos fossem alinhados na larga lista composta pelo Time. Esta não é a primeira vez que Lula merece amplo destaque na imprensa mundial. Os jornais Le Monde, de Paris, e o El País, o mais importante meio de comunicação em língua espanhola (e muito atento aos temas latino-americanos) já haviam, na virada de 2009, destacado Lula como o “homem do ano”. O inédito desta feita, com a revista Time, foi fazer uma lista, incluindo aí homens de negócios, cientistas e artistas mundialmente conhecidos. Entre os quais está o brasileiro Luis Inácio da Silva, nascido pobre e humilde em Caetés, no interior de Pernambuco, em 1945, o presidente do Brasil aparece como o mais influente de todas as personalidades globais. Por si só, dado o ponto de partida da trajetória de Lula e as deficiências de formação notórias é um fato que merece toda a atenção. No Brasil a trajetória de Lula tornou-se um símbolo contra toda a forma de exclusão e um cabal desmentido aos preconceitos culturalistas que pouco se esforçam para disfarçar o preconceito social e de classe.

É extremamente interessante, inclusive para uma sociologia das elites nacionais, que o brasileiro de maior destaque no mundo hoje seja um mestiço, nordestino, de origens paupérrimas e com grande déficit de educação formal. Para todos os segmentos das elites nacionais, nostálgicas de uma Europa que as rejeita, é como uma bofetada! E assim foi compreendida a lista do Time. Daí a resposta das elites: o silêncio sepulcral!

Lula Líder Mundial
Desde 2007 a imprensa mundial, depois de colocá-lo ao lado de líderes cubanos e nicaraguenhos num pretenso “eixinho do mal”, teve que aceitar a importância da presença de Lula nas relações internacionais e reconhecer a existência de uma personalidade original, complexa e desprovida de complexos neocoloniais. Em 2008 a Newsweek, seguida pela Forbes, admitiam Lula como um personagem de alcance mundial. O conservador Financial Times declarava, em 2009, que Lula, “com charme e habilidade política” era um dos homens que haviam moldado a primeira década do século XXI. Suas ações, em prol da paz, das negociações e dos programas de combate à pobreza eram responsáveis pela melhor atenção dada, globalmente, aos pobres e desprovidos do mundo.

Mesmo no momento da invasão do Iraque, em busca das propaladas “armas de destruição em massa”, Lula havia proposto a continuidade das negociações e declarado que a guerra contra a fome era mais importante que sustentar o complexo industrial-militar norte-americano.

Em 2010, em meio a uma polêmica bastante desinformada no Brasil – quando alguns meios de comunicação nacionais ridicularizaram as propostas de negociação para a contínua crise no Oriente Médio – o jornal israelense Haaretz – um importante meio de comunicação marcado por sua independência – denominou Lula de “profeta da paz”, destacando sua insistência em buscar soluções negociadas para a paz. Enquanto isso, boa parte da mídia brasileira, fazendo eco à extrema-direita israelense, procurava diminuir o papel do Brasil na nova ordem mundial.

Lula, talvez mesmo sem saber, utilizando-se de sua habilidade política e de seu incrível sentido de negociações, repetia, nos mais graves dossiês internacionais, a máxima de Raymond Aron: a paz se negocia com inimigos. As exigências, descabidas e mal camufladas de recusa ás negociações, sempre baseadas em imposições, foram denunciadas pelo presidente brasileiro. Idéias pré-concebidas estabelecendo a necessidade de mudar regimes para se ter a paz ou usar as baionetas para garantir a democracia foram consideradas, como sempre, desculpas para novas guerras. Lula mostrou-se, em várias das mais espinhosas crises internacionais, um negociador permanente. Foi assim na crise do golpe de Estado na Venezuela em 2002 (quando ainda era candidato) e nas demais crises sul-americanas, como na Bolívia, com o Equador e como mediador em crises entre outros países.

Lula negociador
O mais surpreendente é que o reconhecimento internacional do presidente brasileiro não traz qualquer orgulho para a elite brasileira. Ao contrário. Lula foi ridicularizado por sua política no Oriente Médio. Enquanto isso o presidente de Israel, Shimon Perez ou o Grande-Rabino daquele país solicitavam o uso do livre trânsito do presidente para intervir junto ao irascível presidente do Irã. Dizia-se aqui que Lula ofendera Israel, enquanto o Haaretz o chamava de “profeta da paz” e a Knesset (o parlamento de Israel) o aplaudia em pé. No mesmo momento o Brasil assinava importantes acordos comerciais com Israel.

Ridicularizou-se ao extremo a atuação brasileira em Honduras, sem perceber a terrível porta que se abria com um golpe militar no continente. Lula teve a firmeza e a coragem, contra a opinião pública pessimamente informada, de dizer e que “... a época de se arrancar presidentes de pijama” do palácio do governo e expulsá-los do país pertencia, definitivamente, a noite dos tempos.

Honduras teve que arcar com o peso, e os prejuízos, de sustentar uma elite empedernida, que escrevera na constituição, após anos de domínio ditatorial, que as leis, o mundo e a vida não podem ser mudados. Nem mesmo através da expressa vontade do povo! E a elite brasileira preferiu ficar ao lado dos golpistas hondurenhos e aceitar um precedente tenebroso para todo o continente.

Brasil, país no mundo!
Também se ridicularizou a abertura das relações do Brasil com o conjunto do planeta. Em oito anos abriu-se mais de sessenta novas representações no exterior, tornando o Brasil um país global. Os nostálgicos do “circuito Helena Rubinstein” – relações privilegiadas com Nova York, Londres e Paris – choraram a “proletarização” de nossas relações. Com a crise econômica global – que desmentiu os credos fundamentalistas neoliberais – a expansão do Brasil pelo mundo, os novos acordos comerciais (ao lado de um mercado interno robusto) impediram o Brasil de cair de joelhos. Outros países, atrelados ao eixo norte-atlântico e aqueles que aceitaram uma “pequena Alca”, como o México, debatem-se no fundo de suas infelicidades. Lula foi ridicularizado quando falou em “marolhinha”. Em seguida o ex-poderoso e o ex-centro anti-povos chamado FMI, declarou as medidas do governo Lula como as mais acertadas no conjunto do arsenal anti-crise.

Mais uma vez silêncio das elites brasileiras!

Lula foi considerado fomentador da preguiça e da miséria ao ampliar, recriar, e expandir ações de redistribuição de renda no país. A miséria encolheu e mais de 91 milhões de brasileiros ascenderam para vivenciar novos patamares de dignidade social... A elite disse que era apoiar o vício da preguiça, ecoando, desta feita sabendo, as ofensas coloniais sobre “nativos” preguiçosos. Era a retro-alimentação do mito da “pereza ibérica”. Uma ajuda de meio salário, temporária, merece por parte da elite um bombardeio constante. A corrupção em larga escala, dez vezes mais cara e improdutiva ao país que o Bolsa Família, e da qual a elite nacional não é estranha, nunca foi alvo de tantos ataques.

A ONU acabou escolhendo o Programa Bolsa Família como símbolo mundial do resgate dos desfavorecidos. O ultra-conservador jornal britânico The Economist o considerou um modelo de ação para todos os países tocados pela pobreza e o Le Monde como ação modelar de inclusão social.

Mais uma vez a elite nacional manteve-se em silêncio!

Em suma, quando a influente revista, sem anúncios do governo brasileiro, Time escolhe Lula como o líder mais influente do mundo, a mídia brasileira “esquece” de noticiar. Nas páginas internas, tão encolhidas como um vira-lata em dia de chuva noticia-se que Lula “... está entre os 25 lideres mais influentes do mundo”. Errado! A lista colocava Lula como “o mais” influente do mundo.

Agora se espera o silêncio da elite brasileira!

Fonte: Carta Maior
*Francisco Carlos Teixeira é professor Titular de História Moderna e Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Leia matéria publicada em 2008:

Lula melhorou a vida dos pobres: A elite não aguenta
Paulo Henrique Amorim - Conversa Afiada - 23/06/2008
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=299


Pochmann:
A renda dos pobres cresce mais rápido que a dos ricos



. O respeitado economista Marcio Pochmann, presidente do IPEA, Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, divulgou pesquisa - clique aqui para ler - que demonstra de forma irrefutável: o Governo Lula melhorou a vida dos pobres.

. Veja só:

. Entre 2003 e 2007 - dentro do Governo Lula - o aumento da renda dos 10% mais pobres da população foi de 22%.

. Dos 10% um pouco menos pobres da população, o aumento da renda foi de 30%!

. Dos 10% acima, portanto, um pouco melhores, o aumento da renda, no Governo Lula, foi de 16%.

. Enquanto isso, o aumento da renda dos 10% mais ricos foi de 5%.

. Dos 10% um pouco menos ricos, o aumento foi de 6%.

. Quer dizer, no Governo Lula, a renda dos mais pobres cresceu muito mais do que o aumento da renda dos mais ricos.

. Embora a renda dos mais ricos tenha subido, também.

. Na verdade, a renda de todas as classes de renda - todos os 10% - subiu.

. Não faz sentido, portanto, o mito de que há um "estrangulamento" da classe média.

. O estudo do IPEA mostra também que "o retorno do crescimento econômico, marcadamente desde 2004, teve ... efeitos benéficos sobre o mercado de trabalho. Houve crescimento do pessoal empregado, ..., elevação do numero de carteiras assinadas e um bom crescimento da massa salarial real (acima da inflação)".

. "A recuperação da renda dos mais pobres é quase cinco vezes maior do que a recuperação da renda dos mais ricos".

. Por tudo isso, a renda se distribuiu melhor, no Governo Lula.

. Diminuiu a distância entre ricos e pobres.

. "Os rendimentos dos trabalhadores estão quase 7% menos desiguais".

. E até o fim do mandato do presidente Lula, o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, deve chegar ao melhor número desde 1960!

. É por isso que a elite branca (e separatista, no caso de São Paulo) está aflita.

. Por isso, ela e o PiG se unem, todos os dias, infatigavelmente, para dar o golpe no Presidente Lula.

. Porque os números do Governo Lula demonstram a fragilidade do programa dos conservadores brasileiros.

. O Farol de Alexandria (FHC) aplicou a receita dos neoliberais, quebrou o Brasil três vezes, se reelegeu porque o Presidente Clinton mandou o FMI dar uma grana para segurar a cotação do Real, e agora, no PiG, se apresenta como o iluminado que concebeu o teorema de Pitágoras e a Ciência Econômica...

. As múltiplas entrevistas que o Farol (FHC) deu a propósito da indicação de Gilberto Alckmin a prefeito foram patéticas.

. O Farol (FHC) não tem nada a declarar.

. Se ele não tem, imagine o PSDB.

. Imagine, então, o presidente eleito: afinal, "o que pensa esse rapaz?" (o Serra), perguntou certa feita, o filósofo Paulo Arantes, na Folha (da Tarde*).

. A saída para a elite e seus estafetas é bater na clave da "corrupção".

. Aquelas roubalheiras como as da Alstom e as do Detran do Rio Grande do Sul.

. Para voltar à distribuição de renda, vale a pena comentar informações do excelente "destaque diário" de 20 de junho de 2008, do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, sob a batuta de Octavio de Barros.

. A construção civil cresceu 8,8% no primeiro trimestre de 2008.

. É o maior avanço desde 2004.

. "As pesquisas mostram forte expansão do emprego ... e elevação dos salários em ritmo superior à expansão média (da economia). Em maio, foram criadas 29 mil vagas de trabalho na construção civil, com carteira assinada".

. Isso significa um acréscimo de 108%(!!!) em relação a maio de 2007.

. A construção civil é a atividade que mais cria empregos formais: nos cinco primeiros meses de 2008, a geração liquida de empregos formais na construção civil foi de 103%(!!!).

. Por tudo isso, faça como o ex-presidente de Portugal, Mario Soares: não leia o PiG.

. O Brasil não cabe na mediocridade composta pelo PiG e pela elite branca (e separatista, no caso de São Paulo).

. Clique aqui para ler "A Lei Mario Soares".

(*) Instigado pelo Azenha - clique aqui para ir ao Viomundo - acabei de ler o excelente livro "Cães de Guarda - jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989", de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir.

Em Tempo: Como diz um amigo leitor do Conversa Afiada, a elite e o PiG gritam contra "a carga tributária" exatamente porque não terem pagar os impostos que sustentam os programas sociais – como o Bolsa Família – que reforçam a renda do pobre e reduzem a desigualdade.

4 de mai. de 2010

“O Lulista Serra”

Prêmios para o Sr. José Serra buscar depois das eleições perdidas de 2010

José Serra não precisa ficar com inveja dos prêmios do presidente Lula.

O Blog do Chicão resolveu outorgar-lhe diversos prêmios.

Prêmio Inovação – gravações sugerem que delegados podem comprar vaga em delegacias.

Prêmio Determinação – Ir até a Suíça receber prêmio dado por brasileira acusada de fraude.

Prêmio Faz Pouco – pegar 14 bilhões emprestados e não conseguir concluir nem 20% das obras.

Prêmio Larga do Meu Bolso – por ter implantado em um único governo o maior conjunto de praças de pedágios do país e talves do planeta.

Prêmio Conhecimento Técnico – por ter revelado ao mundo a importância de afastar as crianças dos espirros dos porquinhos para evitar gripe suína

Prêmio Deixa Morrer – por ter desviado recursos do SUS para o mercado financeiro

Prêmio Da Lá i Lama especial – em reconhecimento por todas as ambulâncias do esquema sanguessuga.

O blog do Chicão convida todos os brasileiros a também darem prêmios pelas inestimáveis contribuições deste político que está a mais de 40 anos infesta, quer dizer, contribui para a altíssima qualidade da política no Brasil.

Fonte: Chicão dois passos

Por Jasson Andrade - Encalhe - 04.05.2010


NovaE: Dalai Lama foi “o mais”; Lula, “um dos mais”


















Por Azenha - Vi o mundo - 01.05.2010

Por Manoel Fernandes Neto/Editor da NovaE

A máscara caiu, mais um vez. As redações da mídia corporativa se movimentaram para diminuir o prêmio de lider mais Influente do mundo, concedido pela revista Time ao presidente Lula. Foram tantas as ligações para esta publicação estadunidense, até obterem a declaração de que o Presidente, não era o “mais”, mas “um dos”.

É triste a que ponto pode chegar o preconceito e os objetivos eleitoreiros de um grupo partidário, aliado a famílias donas de jornais e TVs, que pensam dominar a consciência brasileira. Pensam, porque não tardou dezenas de blogs, listas, redes e sites desmascararem a situação.

A NovaE para colaborar, foi atrás da mesma noticia, em 2008, seguindo uma dica. Naquela oportunidade, Dalai Lama foi reconhecido, sem telefonemas para a Time, como o mais influente do mundo, com a benção da mídia corporativa brasileira e dos grupos partidários da canditatura Serra, aliás, que após falsamente registrar o prêmio do Lula, com um “é bom pra o Brasil”, se revelou em um desmentido no Twitter, a provar como pode ser rasa uma personalidade pública:

Enfim, a manipulação vai continuar ocorrendo. Veja abaixo as notícias do G1, de 2008 e deste:

Dalai Lama, em 2008: o mais influente.

Lula, em 2010, “um dos mais influentes”

***

PS do Viomundo: o leitor Reinaldo foi buscar o ranking de 2008, que citou o Dalai Lama em primeiro, reproduzido abaixo.

O ranking de 2009 também enumerou os mais influentes.

A Time apenas repetiu o padrão, em 2010.

Mas alguém não gostou.

E apelou à revista (quem? como?), que manteve a lista mas retirou a numeração.

Quanta mesquinharia!


30 de abr. de 2010

Capa da Veja: Serra é “o cara”



Por Altamiro Borges - 30.04.2010

A revista Time elegeu o presidente Lula como o líder mais influente do mundo. O rejeitado FHC cortou os pulsos de inveja. José Serra, o presidenciável de FHC, teve mais uma noite de insônia e até pensou em dar “bye-bye às eleições de 2010”. E a mídia golpista, excitada nas orgias da Casa Millenium, ficou sem rumo. A TV Globo tentou relativizar o prêmio. Os jornalões oligárquicos evitaram dar destaque à seleção da Time. E a famíglia Civita até poderia dar na capa da Veja a manchete acima – a foto maquiada já tinha sido usada na sua edição da semana passada.

Tirando as gozações – afinal, é bom rir diante de uma batalha que promete ser das mais duras e sujas –, reproduzo abaixo o texto do cineasta estadunidense Michael Moore escrito para a revista Time sobre a premiação:

Luiz Inácio Lula da Silva

Quando os brasileiros primeiro elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente, em 2002, os barões do país [robber barons] checaram o tanque de combustível de seus jatos privados. Eles haviam tornado o Brasil um dos países mais desiguais da terra e então parecia ter chegado a hora da “vingança”. Lula, 64, era um filho genuíno da classe trabalhadora da América Latina — na verdade, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores — que tinha sido preso por liderar uma greve.

Quando Lula finalmente conquistou a presidência, depois de três tentativas fracassadas, ele era uma figura familiar na vida nacional. Mas o que levou à política? Foi seu conhecimento pessoal do quanto é duro para muitos brasileiros trabalhar para sobreviver? Ser forçado a deixar a escola na quinta série para ajudar a família? Trabalhar como engraxate? Ter perdido um dedo em um acidente de trabalho?

Não, foi quando aos 25 anos de idade ele viu a esposa Maria morrer durante o oitavo mês de gravidez, junto com o filho, por não poderem pagar um tratamento médico decente.

Há uma lição aqui para os bilionários do mundo: deixem as pessoas terem bom atendimento médico e elas vão causar muito menos problemas para vocês.

E aqui há uma lição para o resto de nós: a grande ironia da presidência de Lula — ele foi eleito para um segundo mandato em 2006 e vai servir até o fim do ano — é de que quando ele tenta colocar o Brasil no Primeiro Mundo com programas sociais como o Fome Zero, desenhado para acabar com a fome, e com planos para melhorar a educação disponível para os trabalhadores do Brasil, faz os Estados Unidos parecerem cada vez mais um país do velho Terceiro Mundo.

O que Lula quer para o Brasil é o que um dia chamamos de Sonho Americano. Nós, nos Estados Unidos, onde o 1% no topo da escala tem mais riqueza financeira que os 95% da base combinados, estamos vivendo em uma sociedade que está ficando rapidamente cada vez mais parecida com a do Brasil.

Da série: o pior jornalismo do mundo

Nas listas...

De: Caia Fittipaldi
Data: 29 de abril de 2010 21:22

Mando aqui, abaixo, cortado-colado, pra que todos vejam, pq, contado, ninguém acreditará [risos, muitos, muitos].

Primeiro, a revista Times publicou uma lista das pessoas mais influentes do mundo -- a qual, por si só, já seria imbecilidade suficiente.

Nessa primeira versão, a revista Times -- a qual, ela só, já é imbecilidade suficiente --, publicou um número 1, antes do nome do presidente Lula.

Aí, o UOL -- o qual, só ele, já seria imbecilidade super suficiente! -- pirô! [eu, rolando de rir].
Puseram-se a telefonar, e-malar, tuitar e o escambau, para a revista Times, provavelmente porque UOL acha-ke-não, sacomé, no 'jornalismo' do grupo Folha, que é o pior do mundo, disparado número 1, de pior jornalismo do mundo, inconteste.

Aí, a revista Times -- a qual, em matéria de imbecilidade só perde pros 'veículos' do Grupo Folha - - tirou o número 1 da frente do nome do presidente Lula.

Aí, como se alguma imbecilidade ainda faltasse, no jornalismo do UOL, do Grupo Folha e da Folha de S.Paulo inteira -- conjunto que, assim alinhado, bate qualquer competidor no concurso de mais imbecil da GALÁXIA, publicou a matéria que aí vai. (Quando eu parar de rir, voltaremos a esse assunto, porque, sinceramente, NADA pode ser mais imbecil do que o 'jornalismo' da Folha de S.Paulo, aos zurros com o 'jornalismo' da revista Times... pra conseguir tirar o número 1, do lado do nome do presidente Lula.

O mais engraçado é que, nesse festival INACREDITÁVEL de imbecilidades, nenhum desses imbecis aí lembrou-se de que, com número ou sem número EVIDENTEMENTE o nome que aparece em primeiro lugar na lista é, é claro, o número um.

Não é engraçadíssimo?! Pra 'destruir' a lista da revista Time, os imbecis do 'jornalismo' de imbecilizamento do mundo, do UOL, teria de t er conseguido que a lista fosse republicada EM ORDEM ALFABÉTICA [eu, agora, já quase desmaiando, de tanto rir!].

Isso, os imbecis-lá não conseguiram. Mas como a 'reivindicação' do Grupo UOL só tinha a ver com o número um... os imbecis-lá acharam a coisa interessantíssima e PUBLICARAM TUDO.

Quem duvidar, leia em:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/04/29/time-nega-que-tenha-escolhido-lula-o-lider-mais-influente-do-mundo.jhtm, ao lado da lista REPUBLICADA, COM O NOME DO PRESIDENTE LULA EM PRIMEIRO LUGAR (mas sem o número 1):
_________

Do UOL, às 21h21:

A revista "Time" negou no início da tarde desta quinta-feira (29) que tivesse colocado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o primeiro em uma lista de líderes mais influentes do mundo.

Pela manhã, o site da revista norte-americana divulgou uma relação com os nomes dos 25 líderes mais influentes do mundo escolhidos pela publicação. A lista era numerada de 1 a 25, não estava em ordem alfabética, e colocava o presidente brasileiro em primeiro, ao lado do número 1 (veja foto acima). Na edição eletrônica da publicação, ao clicar na sessão "líderes", o internauta era direcionado automaticamente para um perfil de Lula escrito pelo cineasta Michael Moore.

O UOL e outros sites noticiosos brasileiros e internacionais divulgaram a informação que Lula havia sido escolhido o líder mais influente do mundo. A redação do UOL Notícias entrou em contato com o departamento de Relações Públicas da revista "Time", que negou que a lista numerada era um ranking. Segundo a assessoria, "a Time não faz distinção no nível de influência das 100 pessoas que aparecem na lista."

Após os questionamentos do UOL, o site da "Time" retirou os números na lista de líderes mais influentes do mundo.

Perfil de Lula
Grupo de discussão:

Você acha que Lula é um dos líderes mais influente do mundo?
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No perfil escrito pelo cineasta Michael Moore, o programa Fome Zero (praticamente substituído pelo Bolsa Família) é citado como destaque no governo do PT como uma das conquistas para levar o Brasil ao “primeiro mundo”. A história de vida de Lula também é ressaltada por Moore, que chama o presidente brasileiro de “verdadeiro filho da classe trabalhadora da América Latina”.

A revista relembra que Lula decidiu entrar para a política quando, aos 25 anos, perdeu sua primeira esposa Maria, grávida de oito meses, pelo fato de os dois não terem acesso a um plano de saúde decente. Ironizando, Moore dá um recado aos bilionários do mundo: “Deixem os povos terem bons cuidados com a saúde, e eles causarão muito menos problemas para vocês”.

Moore afirma que quando os brasileiros elegeram Lula pela primeira vez em 2002, os "barões do roubo", que transformaram o país em um dos locais mais desiguais do planeta, nervosamente verificaram os medidores de combustível de seus jatos particulares.
Entre os líderes em destaque também estão a ex- governadora do Alasca e ex-candidata republicana à Vice-Presidência dos EUA, Sarah Palin; o diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn; os primeiros-ministros japonês e palestino, respectivamente Yukio Hatoyama e Salam Fayyad, e o chefe do Governo da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

A lista mostra os 100 nomes de pessoas mais influentes do mundo em diversas áreas –líderes da esfera pública e privada, heróis, artistas, pensadores, entre outros.

Outras posições de destaque

Lula apareceu na lista da "Time" pela primeira vez em 2004, dois anos depois de ser eleito pela primeira vez à Presidência. Na ocasião, Lula ganhou destaque pela posição na reunião da OMC (Organização Mundial do Comércio) no México, em setembro passado, quando liderou uma coalizão de nações em desenvolvimento que se recusaram a negociar novas regras de investimento estrangeiro até que os EUA e a União Europeia prometessem o fim dos subsídios agrícolas à exportação.

O perfil do presidente em 2004 afirmava que "ao contrário dos radicais contra a globalização, Lula, 58, insiste que não quer destruir a nova ordem mundial. Ele só quer que funcione de forma mais justa." O texto lembrava também os escândalos de corrupção que caíram sob seu governo, mas ressaltava que, apesar de alegações, ele havia se tornado porta-voz do novo mundo em desenvolvimento.
Líderes mais influentes do mundo:
Luiz Inácio Lula da Silva
J.T. Wang
Almirante Mike Mullen
Barack Obama
Ron Bloom
Yukio Hatoyama
Dominique Strauss-Kahn
Nancy Pelosi
Sarah Palin
Salam Fayyad
Jon Kyl
Glenn Beck
Annise Parker
Tidjane Thiam
Jenny Beth Martin
Christine Lagarde
Recep Tayyip Erdogan
General Stanley McChrystal
Manmohan Singh
Bo Xilai
Mark Carney
Irmã Carol Keehan
Xeque Khalifa bin Zayed al-Nahyan
Robin Li
Scott Brown
Ano passado, Lula ganhou destaque internacional quando foi eleito personagem do ano pelo jornal espanhol El País e pelo francês Le Monde.
Mais categorias
O ex-presidente americano Bill Clinton aparece em destaque na categoria dos “heróis” pelo trabalho realizado no Haiti depois do terremoto de 12 de janeiro por meio da ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo seu perfil, escrito pelo cantor Bono, da banda irlandesa U2, “sem ele, o universo não seria tão amigável para os seres humanos.”
Ao lado de Clinton aparecem: a sul-coreana Kim Yu-na, que conseguiu o primeiro ouro em patinação artística para seu país em Vancouver; o opositor iraniano Mir Hussein Musavi, e o ator Ben Stiller por seu trabalho na reconstrução de escolas no Haiti.
A cantora Lady Gaga aparece na categoria “artistas” e recebe elogios da colega Cyndi Lauper, que mostra sua admiração pelo trabalho da nova-iorquina de 24 anos. Lauper destaca que “a arte de Lady Gaga capta o período em que estamos agora” e rasga elogios à postura polêmica de Gaga: “ela mesma é a arte. Ela é a escultura.”
Além disso também aparecem a cantora Taylor Swift, os atores Ashton Kutcher e Neil Patrick Harris, assim como o produtor e popular juiz do programa de talentos "American Idol", Simon Cowell.
Outros que estão na lista artística são: o humorista Conan O''Brien, que abandonou seu programa na rede de televisão americana "NBC"; a cineasta Kathryn Bigelow, primeira mulher a ganhar o Oscar de melhor direção por seu filme "Guerra ao Terror" e a apresentadora Oprah Winfrey.
Ex-governador do Paraná aparece em lista
Na lista dos “pensadores”, o urbanista Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, aparece em destaque por seu “maravilhoso legado de sustentabilidade urbana", destacado pelo prefeito de Vancouver.
A revista "Time" também inclui uma análise de quem de sua lista são os mais influentes na internet, através de uma análise do número de seguidores e de conexões que essas pessoas acumulam nas redes sociais Facebook e Twitter.

Por Rizoma Beatrice - 30.04.2010

Revista Time inclui presidente Lula em lista dos mais influentes líderes de 2010

O presidente Lula foi escolhido uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2010 em edição especial da revista Time divulgada nesta quinta-feira (29/4) - ver aqui (em inglês). Essa edição anual aponta os mais influentes entre líderes, artistas, pensadores e personalidades (ou ‘heróis’, como classifica a revista).
A categoria em que o presidente brasileiro aparece em primeiro lugar inclui também o presidente americano Barack Obama (4º), o primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama (6º) e o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh (19º). Clique aqui para ver a lista completa.
O texto de apresentação do presidente Lula no site da revista Time foi feito pelo cineasta Michael Moore. Confira abaixo a tradução:

Quando os brasileiros elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente pela primeira vez, em 2002, os capitalistas selvagens do país checaram, nervosos, os medidores de combustível de seus jatos particulares. Eles tinham transformado o Brasil em um dos lugares mais desiguais do planeta e agora parecia que tinha chegado a hora da revanche. Lula, 64 anos, era um verdadeiro filho das classes trabalhadoras da América Latina – na verdade, um dos membros fundadores do Partido dos Trabalhadores – que já havia sido preso por liderar uma greve.
Quando Lula finalmente conquistou a Presidência, após três tentativas frustradas, já era uma figura conhecida na vida nacional brasileira. Mas o que o levou à política, em primeiro lugar? Foi sua experiência pessoal de como os brasileiros têm que trabalhar duro para sobreviver? Foi ter sido forçado a abandonar a escola depois da quinta série para sustentar sua família? Foi ter trabalhado como engraxate? Foi ter perdido parte de um dedo em um acidente de trabalho?
Não. Foi quando, aos 25 anos, viu sua esposa, Maria, morrer durante o oitavo mês de gravidez, junto com o filho, porque não podiam arcar com cuidados médicos decentes.
Há uma lição aqui para os bilionários do mundo: dêem ao povo boa assistência médica, e ele causará muito menos problemas.
E aqui está uma lição para o resto de nós: a grande ironia da Presidência de Lula – ele foi eleito para um segundo mandato em 2006, que se encerra no final deste ano – é que, enquanto ele tenta levar o Brasil ao Primeiro Mundo, com programas sociais como o Fome Zero, que visa acabar com a fome, e com planos para melhorar a educação oferecida aos membros da classe trabalhadora do Brasil, os EUA se parecem cada vez mais com o antigo Terceiro Mundo.
O que Lula quer para o Brasil é o que costumávamos chamar de sonho americano. Nós, nos EUA, em compensação, onde o 1% mais rico possui mais do que os 95% mais pobres somados, estamos vivendo em uma sociedade que está rapidamente se tornando mais parecida com o Brasil.
Fonte: Blog do Planalto

29 de abr. de 2010

Viva nossa elite subdesenvolvida!


Os jornais brasileiros passaram o dia diminuindo o tamanho da notícia da Time que apontava Lula como o líder mais influente, até ao ponto de criar uma confusão tal que, como me advertiu um leitor, a própria revista americana tirou a numeração de sua lista, embora o mantivesse no topo, porque a escolha é subjetiva, por parte de seus editores.

Vamos ver, porém, como são as notícias na mídia internacional, tema para o qual me chamou a atenção o comentarista Ademar Henrique, que copiou os textos em várias intervenções aqui, anexando os textos.

Vou colocar apenas os títulos e os links no Google News:

Agência France Press:
Europa Press:
Lula da Silva, líder más influyente del año

Agência EFE e Jornal ABC (Espanha)
Lula da Silva elegido la persona más influyente del mundo

E por aí vai. Veja na página de comentários do outro post, clicando aqui, o excelente clipping da imprensa intenacional que o Ademar realizou. Não preciso repetir aqui.

Mas vou colocar um que ele não vai botar, aposto. É do Bangkok News, da Tailândia:
Gaga, Clinton, Lula top Time’s influence list

Viva a imprensa brasileira, que fez o que põde para desmerecer um reconhecimento da importância, nem tanto de Lula, mas que o Brasil pode ter no mundo, se não viver de joelhos.

Por isso, como homenagem às nossas elites mentalmente subdesenvolvidas, coloco em vídeo um trechinho da Canção do Subdesenvolvido, de Carlos Lyra e Francisco de Assis, uma sátira brilhante, feita nos anos 60.

Do Brizola Neto - Tijolaço - 29.04.2010