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19 de dez. de 2012

Avatar, um espelho da transformação que buscamos?

Divulgação *

Alguns diretores de cinema são muito felizes em captar as tendências e transformações da sociedade e, algumas vezes, estimular episódios na vida real, como o triste dia de 11 de setembro, quando ocorreu a queda das torres gêmeas. É a vida imitando a arte ou a arte imitando a vida, eis uma questão de difícil dissociação. O filme Avatar encontra-se neste mix de fantasia e realidade. Ele nos proporciona mais uma oportunidade de pensarmos sobre opções e atitudes que podemos tomar em relação à sobrevivência da cultura, dos seres humanos, da ancestralidade e de um viver com respeito à natureza.

4 de out. de 2012

Cultura com Haddad foi um ato para a história de São Paulo

Poucas vezes a cidade de São Paulo foi tão a cidade desejada quanto ontem no Teatro Jaraguá.

No centro o Diretor Teatral Zé Celso Martinez, com Fernando Haddad e vários intelectuais - Foto: Paulo Pinto

Quando se fala da São Paulo cosmopolita, criativa, antenada, global, fala-se dessa São Paulo que na noite de ontem declarou apoio a Haddad.

Por Renato Rovai - Revista Forum - 03.10.12

Quando se fala da São Paulo solidária, coletiva, participativa e que recebe a todos de braços abertos, fala-se dessa São Paulo que na noite de ontem declarou apoio a Haddad.

Quando se fala da São Paulo inteligente, questionadora, inquieta e fascinante, fala-se dessa São Paulo que na noite de ontem declarou apoio a Haddad.

Quando se fala da São Paulo displicente, irreverente, antropófaga, fala-se dessa São Paulo que na noite de ontem declarou apoio a Haddad.

Quando se fala da São Paulo que estuda, que rala, que não se entrega, que defende suas ideias, fala-se da São Paulo que na noite de ontem declarou apoio a Haddad.


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14 de jun. de 2012

O cinema segundo Carlão Reichenbach


Carlos Reichenbach
Por Andre Barcinski

Sempre admirei Carlos Reichenbach à distância.

Não posso dizer que fui amigo dele, até porque só o encontrei pessoalmente umas cinco ou seis vezes. Mas foram todos encontros marcantes para mim.

11 de jun. de 2012

"Toda família é estranha, se você arranhar a superfície"

Tim Burton

Tim Burton fala de 'Sombras da Noite' e diz não sentir falta de LA, onde é tudo 'muito claro'


Pedro Cardoso 
"Toda família é estranha, se você arranhar a superfície", resume o diretor americano Tim Burton sobre seu fascínio por famílias disfuncionais. A estranheza por trás de relacionamentos familiares está presente em quase todos seus filmes, desde Edward Mãos de Tesoura, passando por Peixe Grande ou Sweeney Todd. Excêntrico é o adjetivo que melhor define o mundo de Burton, mas em seu novo filme, Sombras da Noite, ele vai além, e nos introduz na mais anormal das dinastias: o clã dos Collins. Nada a ver com a Família Adams, segundo ele. "Este é muito mais humano."

18 de abr. de 2012

A “metafísica” dos malucos-beleza

O roqueiro baiano Raul Seixas, personagem
do documentário de Walter Carvalho

Por Maria do Rosário - Brasil de Fato - 18.05.12


A estreia de Raul – o Início, o Fim e o Meio, quinto longa do festejado fotógrafo Walter Carvalho, se dá sob a expectativa de aumento dos minguados borderôs dos documentários brasileiros. 



O filme, que tem potencial para bater muitas ficções nacionais, pretende -- como brinca seu realizador -- “mexer com a metafísica” dos malucos-beleza e tocar a sensibilidade dos espectadores comuns. Há indícios de que ele possa superar os bem-sucedidos Vinícius (270 mil espectadores), Uma Noite em 67 (80 mil) e A Música Segundo Tom Jobim (70 mil).

3 de dez. de 2010

Utopia e barbárie



Por Roberto Saturnino Braga -  Fundação Perseu Abramo - 02.12.2010


UTOPIA E BARBÁRIE é um filme de cultura, não é um filme de entretenimento; é um filme de História e de Política; é um filme de Filosofia. Devia ser passado nas escolas de nível médio de todo o País. Sim, porque, se é realmente importante ter computador para os alunos nas escolas, é importante também passar filmes de cultura seguidos de comentários e debates sobre o conteúdo, enriquecer a consciência crítica dos jovens.

Acho que essa é uma função de responsabilidade da ANCINE no capítulo da formação cultural de platéias. Acho que é também uma responsabilidade do Ministério da Cultura no capítulo da formação cultural da nossa juventude.

UTOPIA E BARBÁRIE, este excelente documentário de Silvio Tendler, foi passado recentemente na ASA, uma associação cultural e recreativa de judeus esquerdistas que fica na rua São Clemente; foi aplaudido de pé por um auditório cheio e seguido de um debate de quase duas horas que teve de ser interrompido pelo horário da sala, porque a platéia queria mais. O próprio diretor, Silvio Tendler, participava do debate.

Meu sentimento aponta para uma carência profunda em nossa sociedade, que imagino seja de outras também do mundo de hoje. É a carência de filosofia, de pensamento e discussão em profundidade sobre a vida, o modo de vida atual, a ética e o ser do homem de hoje.

Penso que o próprio conceito corrente de cultura (e de política cultural, por conseguinte) está quase exclusivamente ligado ao conjunto das artes, música, cinema, teatro, artes plásticas, literatura. Ninguém argüirá nada contra as artes, evidentemente, pelo que elas têm de essencial na constituição do ser humano.

Mas acho que é necessário, urgentemente necessário, dentro deste conceito de cultura, abrir um espaço próprio para a Filosofia, a História, a Cultura Política. A propósito, esta é a característica principal do projeto do Instituto Cultural Casa Grande, que um grupo de pessoas ligadas à tradição daquele grande teatro está procurando desenvolver, até agora sem nenhuma compreensão ou interesse dos poderes públicos.

A Utopia é necessária, imprescindível mesmo à Humanidade, como farol iluminador de objetivos de longo prazo, e nunca foi desprezada ao longo da História, senão nas últimas décadas, quando o realismo exigente no dia a dia das sociedades contemporâneas dissolveu não só o espírito religioso do passado mas os sonhos utópicos do futuro.

 A meu juízo, é indispensável recompor a idéia e a formulação de utopias, como algo constituinte da própria humanidade do ser humano. E esta recomposição da utopia não virá da Ciência, cujo desenvolvimento, e cujo culto, constituem talvez as causa maior deste realismo radical das sociedades atuais. 

Só poderá vir da Filosofia esta recomposição; da Filosofia iluminada pela História e trabalhada pela razão comunicativa proposta por Habermas.

Fonte: Correio Saturnino 141

21 de set. de 2010

ARNALDO JABOR – INSPIRA PENA A “SUPERIORIDADE” DESSE SENHOR.

Acabo de ler o artigo, ou, manifesto anti-Lula, PT e povo analfabeto, que Arnaldo Jabor escreveu hoje para o Globo. Tenho por hábito ler, com a devida atenção e respeito o que escrevem os jornalistas e colaboradores de jornal (vários jornais), mesmo sabendo que a opinião de muitos deles e suas posições no campo da política, economia....., são diferentes das que possuo. Leio e reflito, fico aqui com meus “botões” apresentando as contestações ou concordâncias, objeções e réplicas, algumas delas, que acabo por tirar do plano de pensamento e transformar em matéria no meu blog.

Arnaldo Jabor com seu artigo de hoje, me inspirou um sentimento de tristeza e dó em relação a ele. Coitado do Jabor.

Jabor se considera um dos poucos brasileiros que enxerga a “verdade”, um dos poucos que não está “hipnotizado” pela “mandinga” do feiticeiro LULA. Jabor acredita piamente que a maioria esmagadora do povo brasileiro é composta por analfabetos, gente tola, medíocre, gente que não sabe de nada sobre coisa nenhuma.

“Com um povo de analfabetos manipuláveis”, diz Jabor, explicando a aprovação de governo Lula, e seu reconhecimento perante o Brasil e o mundo.

“Os comentaristas (Ah! Esses sim sabem de tudo, sabem o que é bom e melhor para o Brasil e para os brasileiros, os comentaristas sabem até quem é o único candidato em quem o povo deveria votar, mas...) ficam desorientados diante do nada que os petistas criaram com o apoio do povo analfabeto”. O nada talvez sejam os 15 milhões de empregos criados ou os 20 milhões de brasileiros que saíram da extrema pobreza. Pode ser ainda o reconhecimento da ONU / BIRD a cerca do Programa Bolsa Família, considerado um dos mais bem sucedidos no mundo (Na ONU também só deve ter analfabetos manipuláveis)

Jabor adora repetir a frase de seu grande ídolo, FHC, que fala em subperonismo, caudilhismo, acusando Lula de golpe e de “perigo”. A mesma história de sempre. Eu nem vou repetir aqui que o ídolo de Jabor, o FHC, sociólogo instruído e culto, que chamou os aposentados de vagabundo em sua sapiência, foi quem aplicou um golpe de fato na Constituição Brasileira, e se beneficiou da trapaça da reeleição.

Contestar Jabor? Bobagem! Ele já chegou naquele ponto de alucinação em que os argumentos não servem de mais nada, está isolado em sua “superioridade”, e quem não comunga com seus pensamentos e tem uma visão de Brasil diferente da sua, é “analfabeto”, manipulável, otário, ou então é um corrupto safado que está sendo beneficiado pelo lulismo.

Ficamos assim conversados, quem não concorda com o Jabor, não presta, e ponto final.

Do 007BomdeBlog - 21.09.2010 

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2 de ago. de 2010

PCC ataca em São Paulo. Imprensa faz silêncio para não atrapalhar campanha dos tucanos Serra/Alckmin

A maior facção criminosa do estado de São Paulo, o PCC, que nasceu dentro dos presídios paulistas há 16 anos dentro do governo tucano está de volta e em grande estilo. (Os tucanos administram o governo de São Paulo desde 1995, sendo que cinco anos foram com Alckmin como governador.) Em 2008, o então governador tucano de São Paulo, José Serra, hoje candidato a presidente, declarou a imprensa que a organização criminosa havia acabado.




Acho que está havendo algum problema entre os tucanos e os jornais paulistas. Ainda que sem mencionar nome da facção criminosa para não prejudicar a campanha Serra/Alckimin notícias foram publicadas neste final de semana que o PCC existe e domina São Paulo. Nem o Terra Magazine teve coragem de falar a palavra PCC.

As matérias publicadas mostram como o PCC está dominando grande parte dos bairros da periferia da Capital paulista.

Entre a 0h e as 3h40 deste domingo, os Bombeiros foram acionados para combaterem as chamas em dez carros incendiados em regiões diferentes da zona leste de São Paulo.

Também nesta madrugada, o quartel da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, na Luz, região central da capital paulista, sofreu um atentado, por volta das 3h50 deste domingo.

PCC também atacou no sábado

Na manhã de sábado, outro episódio contra a Rota foi registrado. O tenente-coronel Paulo Telhada, comandante da tropa, sofreu uma tentativa de homicídio. Segundo a corporação, ele foi alvo de disparos por volta das 11h, na zona norte da capital. Nenhum tiro acertou o oficial. Leia todas as notícias do ataque ao PCC aqui neste link.
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Fonte: Os Amigos do Presidente Lula

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Marina, também, critica o tucano José Serra

Segurança pública de SP sofre com "descontrole", diz Marina

Agência Estado

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, criticou hoje o governo do PSDB em São Paulo, após ser questionada sobre os recentes atentados contra as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e os incêndios provocados em pelo menos dez veículos na capital paulista neste fim de semana. Segundo Marina, é necessário "fazer uma reforma na segurança pública que está há mais de 20 anos no mesmo governo", disse, sem citar o PSDB.

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30 de abr. de 2010

Ciclo Orson Welles no Cine Clube MuBE

Catraca Livre - 29/04/10

divulgaçãoCidadão Kane

Cidadão Kane

“Cidadão Kane” (1941) é o filme que estreia o “Ciclo Orson Welles”, nu Museu da Casa Brasileira neste 1º de maio, a partir das 19h.

Considerado uma das obras primas do cineasta, a trama retrata a vida de um magnata da imprensa.

O Cine Clube MuBE é gratuito e ocorre sempre aos sábados, com entrada Catraca Livre.

No mesmo dia, às 21h, o público confere “Este é Orson Welles”, documentários dirigidos pelo norte-americano que relatam situações em Madri, Londres e Paris.

No sábado, 08/05, serão três atrações: “Otelo”, “F for Fake – Verdades e Mentiras” e “Mr. Arkadin”. Já no dia 29 de maio, os filmes “Estranha Compulsão” e “O Processo” mostram um pouco mais da arte e do talento de Welles, seja dirigindo ou atuando.

Sobre Welles

George Orson Welles conseguiu inspirar um grande número de admiradores a se tornar diretores de cinema. Aos 18 anos, ele já era um ator famoso no teatro experimental. Um ano depois, fez sua estréia na Broadway, na montagem de “Romeu e Julieta”. Logo se tornou amigo do diretor e produtor John Houseman, para quem fez algumas colaborações.

Em 1970, ele recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da obra. Sua filmografia, como diretor ou ator, inclui: “Cidadão Kane” (1941), ´´A Dama de Shangai´´ (1948), ´´Macbeth´´ (1948), ´´ Otelo´´ (1952), ´´A Marca da Maldade´´ (1958), “F for Fake – Verdades e Mentiras” (1973), “Verdades e Mentiras” (1974).

Programação do dia 01/05

19h
Cidadão Kane (Citizen Kane)
EUA (1941)
PB. Duração 119′. Legenda em Português.12 anos. Direção: Orson Welles

Welles revolucionou as técnicas de filmagem com recursos até então inexplorados como profundidade de campo, ação entrecortada num mesmo ambiente, planos longos, flashbacks, movimentos de câmera e edição rápida, além de utilizar uma narrativa não linear.

21h
“Este é Orson Welles” (Orson Welles and People)
EUA (1958)
Documentário. PB. Duração 139′. Legenda em Português. 12 anos. Direção: Orson Welles

Orson Welles dirigiu esta série de documentários para a televisão em 1955. Em Paris, Welles apresentou os célebres artistas Juliette Gréco e Jean Cocteau, que viviam em ‘St. Germain ês Pres’. Em Londres, conhecemos ‘Chelsea Pensioners’; na Espanha, assistimos ‘As touradas de Madrid’ e visitamos o país Basco.

23 de abr. de 2010

‘Alice’ chega aos cinemas com duas trilhas sonoras


Danny Elfman está para a música dos filmes de Tim Burton como Johnny Depp e Helena Carter para o elenco

“Alice no País das Maravilhas” chega às telas amanhã em todo o País acompanhado de duas trilhas sonoras. “Almost Alice”, oficial mas paralela, escala artistas do pop rock em faixas inspiradas nos personagens de Lewis Carroll. Já “Alice In Wonderland: Soundtrack” é assinada por Danny Elfman, que está para a música dos filmes de Tim Burton como Johnny Depp e Helena Bonham Carter estão para o elenco. Elfman é quem maquina em forma de canções as excentricidades de Burton. São dele, por exemplo, as composições de “Estranho Mundo de Jack”, “Batman”, “Edward Mãos de Tesoura” e “A Noiva Cadáver”.
A trilha original, criada para o filme, abre com “Alice’’s Theme”. Orquestrada, com vocal feminino, a faixa percorre toda a narrativa, com letra que remete ao enredo – o retorno da adulta Alice ao País das Maravilhas, ou, como é dito no filme, ao “Underland”. Usando ecos desse tema principal, Elfman constrói os climas da história em outras 23 faixas, indo da canção de contos de fadas para Alice criança à tensão de batidas primitivas nos enfrentamentos da experiência subterrânea. E vai costurando a fábula dark com coros fantasmagóricos para intensificar ações, diminuir a tensão e capturar as crises de Alice e companhia.
Quando sobem os créditos, porém, o que se ouve é o som da canadense Avril Lavigne cantando a faixa hit “Alice (Underground)”, que abre o disco “Almost Alice”. No entanto, a produção dos escoceses Franz Ferdinand, “The Lobster Quadrille”, é o momento quase único em que o álbum alcança as sombras características de Tim Burton, com o detalhe de que a letra foi escrita por Lewis Carroll em si.
No CD, também há boas peças como “Fell Down a Hole”, de Wolfmother, ou “The Poison”, do The All American Rejects. Outro destaque é “White Rabbit”, canção de Jefferson Airplane revisitada por Grace Potter and the Nocturnals, cujo único senão é praticamente repetir musicalmente o que a banda pioneira do psicodelismo já havia mostrado em 1967 na gravação original.
Ana Kátia - Agência Estado - 23.04.2010
Por Luis Favre - 23.04.2010
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Do cinema em cena - 23.04.2010

19 de mar. de 2010

Darwin no cinema

Filme retrata como Darwin criou 'A origem das espécies'

O livro "A Origem das Espécies", lançado em 1859 por Charles Darwin, foi sucesso imediato de vendas e um marco divisor na história da humanidade. Na época, a obra de Darwin foi acusada de "matar" Deus ao provar que o homem é fruto de uma evolução natural, e não de Adão, como prega a Bíblia. Durante boa parte de sua vida, o cientista seguiu os preceitos cristãos e quando morreu, em 1882, foi enterrado em uma cerimônia religiosa. É sobre essa dualidade: ciência versus religião, que fala o longa "Criação", que estreia hoje.

O Darwin que se vê na tela é bem diferente do velhinho de longas barbas que ilustra os livros de história. Aqui, ele está em seu melhor momento, após retornar da expedição ao redor do mundo a bordo do navio H.M.S Beagle. Em sua casa de campo, a Down House, no interior da Inglaterra, faz diversos experimentos com pombos na tentativa de provar sua tese sobre a evolução, ao mesmo tempo em que cria seus dez filhos.

Se antes ele era muito religioso e frequentava missas, suas convicções vão, aos poucos, diminuindo conforme avança nas descobertas. A perda completa da fé acontece quando sua filha Anne Darwin morre, com apenas 10 anos. A menina era uma das preferidas de Charles por, logo cedo, mostrar interesse em ciência.

Além disso, pressionado pelo biólogo Thomas Huxley e o botânico Joseph Hooke, Darwin entra em conflito com sua mulher e prima, Emma Darwin (Jennifer Connelly), que ainda é extremamente religiosa.

O personagem descobre que modificações genéticas acontecem mais rápido quando são feitas entre parentes próximos. A consequência é que os descendentes poderão ter a saúde mais frágil. Ao saber disso, ele passa a acreditar que sua filha tenha herdado uma estranha doença sua, por ter se casado com uma prima. Apesar de não ficar claro do que a menina morre, tudo indica que ela tenha pegado uma pneumonia. Na história, o cientista sofria com alucinações e via a todo momento sua filha morta, como se fosse um espírito a lhe rondar.

Dirigido por Jon Amiel, o filme é baseado no livro "Annie's Box", do ambientalista Randal Keynes, tataraneto de Darwin. Na obra, o autor conta a relação do cientista com sua filha e como, após a morte dela, Charles criou coragem para desafiar a igreja e publicar "A Origem das Espécies". No longa, Darwin é interpretado pelo inglês Paul Bettany, o mesmo que fez Silas, o albino, em "O Código da Vinci" (2006). Já o papel de sua filha é feito pela estreante Martha West.

Fonte: Yahoo/JT - 19.03.2010

31 de dez. de 2009

Estréia do Filme 'Lula, O Filho do Brasil'


O longa-metragem Lula – O filho do Brasil, que narra a trajetória do atual presidente da república, entra em cartaz dia 1o de janeiro de 2010, mostra a história de Lula, presidente do Brasil, desde sua infância até o episódio da morte de sua mãe.

O filme tem roteiro de Denise Paraná, antiga assessora de Lula e escritora do livro Lula, o Filho do Brasil, direção de Fábio Barreto e no elenco os atores Rui Ricardo Dias como Lula, Glória Pires como a mãe de Lula, Milhem Cortaz é o pai de Lula, Cléo Pires a primeira esposa de Lula e ainda Juliana Baroni vivendo a atual esposa, Marisa Letícia.


Vejam o trailer:



15 de jul. de 2009

"Bem vindo" filme Francês sobre imigração na Europa - ganhe ingressos

Da Carta Capital - 15/07/2009 16:17:19

Celso Marcondes

Você quer assistir ao filme “Bem-Vindo”, do diretor francês Philippe Lioret? Ele já está em cartaz em São Paulo e CartaCapital, em parceria com a Imovision, tem 20 pares de ingressos para distribuir entre seus leitores.

“Bem-Vindo” foi sucesso de público e crítica na França. Trata muito bem da atual e dolorosa questão da imigração na Europa, focando na relação entre um jovem iraquiano e um professor de natação francês. Lioret esteve a pouco no Brasil divulgando o filme, que também foi muito bem recebido pela crítica brasileira.


Contemplaremos os 20 primeiros leitores que escreverem no nosso espaço dedicado aos COMENTÁRIOS solicitando os ingressos. A única exigência é que ESCREVAM SEUS NOMES COMPLETOS, IDADE, OCUPAÇÃO E E-MAILS.

Os convites são válidos de 2ª a 5ª feira, exceto feriados e aceitos em todas as salas em que o filme estiver em exibição, exceto Cinemark Iguatemi, Circuito Araújo e Grupo Estação.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO NO SITE DA CARTA CAPITAL NA ÁREA PARA OS COMENTÁRIOS

17 de jun. de 2009

Cinema e Meio Ambiente - Festival Internacional de Cinema Ambiental é aberto em Goiás

Alto do Paraíso/Goiás -Overmundo
Por Luana Lourenço - Da Agência Brasil - 17.06.09
Cidade de Goiás (GO) - Ao som de viola caipira e versos de Cora Coralina cantados por um coral de crianças, a 11ª edição
do Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) foi aberta na noite de ontem (16) na Cidade de Goiás. Até
domingo (21), 20 mil pessoas devem passar pela cidade para assistir aos 29 filmes e vídeos da mostra competitiva e participar de atividades paralelas.

Na abertura, o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, disse que ao longo de 11 anos o festival se consolidou e comparou a solidez do evento “às pedras do chão de Goiás”. Rodrigues também defendeu a integração entre cinema e ecologia. “O Fica é um encontro amoroso entre a sétima arte e a mãe natureza”, afirmou.

A coordenadora do festival e presidente da Agência Goiana de Cultura, Linda Monteiro, lembrou a trajetória do Fica, que hoje é considerado uma das principais mostras temáticas de cinema, e destacou a exibição de filmes específicos para crianças no Fica Animado, novidade nesta edição do festival. “Já era hora de envolver as crianças nesse espaço de alerta sobre a destruição dos recursos naturais”.

O fórum internacional sobre meio ambiente, que deve reunir especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir questões ambientais diante dos desafios da crise financeira, também foi lembrado pela coordenadora. “Todas as denúncias e críticas serão livres, mas queremos principalmente apresentar soluções”.

Cerca de 400 pessoas acompanharam a abertura do festival no palco do Cine Teatro São Joaquim, onde serão exibidos os filmes da mostra competitiva e outras produções recentes do cinema brasileiro.

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*A repórter viajou a convite da organização do festival

14 de jun. de 2009

Cinema - Filme sobre Arnaldo Baptista emplaca terceiro festival seguido em Miami

Mariana Vianna/Divulgação
Depois de ganhar o prêmio do júri no Festival do Rio e na Mostra de Cinema de São Paulo, no final do ano passado, o filme "Lóki Arnaldo Baptista" venceu na categoria longa-metragem documentário do Festival de Cinema Brasileiro de Miami, cuja premiação ocorreu na noite deste sábado. O filme começa a ser exibido nas salas de cinema no Brasil no próximo dia 18.

O filme faz um resgate dos altos e baixos do músico dos Mutantes e nasceu de um programa que o diretor Paulo Fontenelle fez para o Canal Brasil.

Na sessão no Colony Theatre, na última terça-feira, "Lóki" emocionou o público. "Fiquei muito feliz de ver que aquela história tocou o coração das pessoas. Tinha gente chorando", disse Fontenelle após a exibição.

Hoje, na entrega do troféu Lente de Cristal, o diretor agradeceu a equipe que ficou no Brasil e "àqueles que se dedicam a fazer cinema no país".

Como contou Fontenelle à Folha Online, o documentário tem o objetivo de fazer justiça ao mentor da banda e não se limita a contar aventuras do artista e sua trajetória nos Mutantes. O longa revisita Arnaldo Baptista, desde a criação dos Mutantes até seu empenho atual às artes plásticas, na casa em que vive em Juiz de Fora (MG).

O filme tem 55 músicas, que ajudam a conduzir a narrativa e contar a vida do músico, que trouxe a expressão Lóki para o linguajar popular no final da década de 70 e dá o nome ao seu primeiro trabalho solo, após o fim dos Mutantes.

Concorrentes

O filme "Lóki Arnaldo Baptista" concorreu na categoria longa-metragem documentário com "Contratempo", de Malu Mader e Mini Kerti, "Palavra (En)Cantada", de Helena Solberg, "Favela On Blast", de Leandro HBL e Wesley Pentz, e "O Mistério do Samba", Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda.

O documentário "Favela On Blast", filme sobre a cultura em torno do funk carioca, ganhou nas categorias de som direto e edição de som. Ainda que as categorias fossem para longa-metragem de ficção, o júri oficial do festival, presidido pelo cineasta Bruno Barreto, decidiu dar o prêmio ao documentário.

DEISE DE OLIVEIRA
Enviada especial da Folha Online a Miami Beach- 14.06

9 de jun. de 2009

Nova Lei Rouanet provoca debate acalorado em SP

Atual legislação permite desvios e práticas ilegais, defendeu o ator Odilon Wagner

Jotabê Medeiros, do Estado de S. Paulo

Odilon Wagner, presidente da Associação de Produtores Teatrais Independentes

Odilon Wagner, presidente da Associação de Produtores Teatrais Independentes

SÃO PAULO - Cerca de 400 pessoas, entre artistas, produtores culturais, intelectuais, políticos e ministros, participaram de um debate sobre a legislação de incentivo à cultura, realizado em São Paulo, na noite da segunda-feira, 8.

Entre os participantes estiveram as atrizes Beatriz Segall, Rosi Campos, Ester Góes, o ator e produtor teatral Odilon Wagner, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), além dos ministros Juca Ferreira (Cultura) e Fernando Haddad (Educação).

O debate aconteceu na sede da Associação dos Advogados de São Paulo e foi promovido em conjunto pelos ministérios de Ferreira e Haddad, para discutir as alterações no atual texto da Lei Rouanet. Segundo o ministro da Cultura, as modificações devem ser enviadas ao Congresso até o fim deste mês e 16 pessoas, em Brasília, trabalham atualmente no aprimoramento da lei.

O debate começou às 19h30 e só terminou - depois de discussões acaloradas - por volta das 23h. A temperatura chegou a subir em alguns momentos, especialmente entre Odilon Wagner e o ministro Ferreira, quando este disse que atores e produtores que usufruem da formatação atual da Rouanet e não querem mudanças que lhes retirem privilégios.

Wagner, que preside a Associação de Produtores Teatrais Independentes (APTI) retrucou, afirmando que os estudos do Minc (Ministério da Cultura), que apontam grande concentração de recursos nas mãos de poucos produtores estariam errados.

"Não adianta buscar cabelo em ovo, é impossível defender tamanha concentração (de dinheiro)", disse o ministro. Para ele, os críticos às propostas de alteração na Lei Rouanet não souberam ler os dados sobre a distribuição de verbas para a produção artística disponibilizados pela pasta.

"Tentaram desmoralizar o novo projeto antes que fosse apresentado. Mas a atual legislação permite desvios e práticas ilegais", completou.

Durante o debate, houve momentos de grande manifestação de apoio ao ministro, mas produtores contrários à proposta se retiraram do auditório, alegando cerceamento da liberdade de expressão, entre eles, o dramaturgo, produtor de teatro e cinema, e diretor secretário da APETESP (Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo), Paulo Pélico.