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13 de nov. de 2012

Comissão do Senado aprova inclusão da disciplina cidadania moral e ética no currículo do ensino fundamental

Foto: Rios Vivos

Brasília – O currículo do ensino fundamental terá a disciplina cidadania moral e ética. A decisão, em caráter terminativo, foi aprovada em Setembro de 2012 pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. A medida também inclui no currículo do ensino médio a disciplina ética social e política.

9 de set. de 2011

Marcha contra o #GolpismoMidiático, dia 17.09, sábado, às 14 horas.



A Revista Veja, da Editora Abril, caminha longe da Ética e da democracia, não leva o jornalismo a sério e engana a população. Processo antigo que a sociedade sofre com farsa, mentira e manipulação, também de toda a grande mídia, assim denominamos como: Mídia Golpista.

Como somos indignados com esta farsa, decidimos realizar contra o #GolpismoMidiático uma Marcha que sairá do vão livre do MASP e caminhará até a Rua da Consolaçã
o para defender a verdade, a ética e a cidadania. O evento, além de reunir o movimento contra toda a Mídia Golpista, também será uma forma de exigir a regulamentação dos Meios de Comunicação.


Na tentativa de prejudicar a atual gestão do governo (momento em que o povo brasileiro aproveita uma economia estável e crescente no mercado de trabalho, na distribuição de renda, na educação, na produção interna, investimentos estrangeiros etc), alguns organizadores, patrocinados pela mídia golpista, mobilizaram marchas (frustradas) em algumas cidades do país, no dia 7 de setembro, Dia da Independência, e sua repercussão fracassou mediante a expectativa destas mobilizações. Como escreveu Altamiro Borges o objetivo destas marchas "visam utilizar a bandeira da ética para esconder sua frustração com a derrota nas eleições presidenciais de 2010. O intento é desgastar o governo Dilma."

10 de ago. de 2011

O que é política?

Polis - Grécia antiga (imagem: arquivo)

"A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta" - Platão

A palavra política tem origem no grego “ta politika” que, por sua vez, deriva da palavra grega “polis”. Mas o que é polis?

Polis é a Cidade, entendida como a comunidade organizada, formada pelos cidadãos ( no grego “politikos” ), isto é, pelos homens nascidos no solo da Cidade, livres e iguais. (Convite a Filosofia, capítulo 7, Marilena Chaui, Editora Ática).

Polis é o que chamamos, ao estudarmos a Grécia Antiga, de Cidades-Estado. Os moradores dasPolis eram os “politikos” (cidadãos), aqueles que exercem a civilidade.

Polis Grécia antiga (interior - VIII sec a.C) - clique na imagem para ler a história
Res Publica é a tradução latina de Ta Politika, e corresponde ao que chamamos de práticas políticas. Já a palavra Civitas (origem de: civil, cidade, cidadão e civilizado) é a tradução latina para Polis.

Esparta, Atenas, Corinto, assim como as demais cidades gregas da época, eram Cidades-Estado, portanto, eram Polis. As Polis tinham sua organização política e militar autônomas, isto é, eram independentes umas das outras.

Péricles fala ao povo Ateniense (séc V a.C ) - clique na imagem para ler a história
Ok, mas afinal... O que é política?


A afirmação “não gosto de política”, pode ser verdadeira, mas na maioria das vezes demonstra desconhecimento do que quer dizer política. Na verdade “o homem é um ser político” como afirma a aluna Vanessa Dias.


Por desconhecimento, “a maioria das pessoas afirma não gostar de política, mas na verdade estes não gostam das pessoas que exercem a profissão ‘política’”, afirma Fernanda Sommer. “Política, hoje, é confundida com as ações dos políticos profissionais, principalmente os maus políticos”, reforça Vanessa e completa “... não podemos confundir política com o ato de votar ou ser votado, na verdade fazemos política quando tomamos atitudes em nosso trabalho, escola etc ...”.


Ana Raniele exemplifica política como “o momento em que duas ou mais pessoas divergem sobre um determinado assunto e, estas para defender suas idéias, se lançam em uma discussão”. “Quando pessoas conversam e uma não concorda com a outra, gera uma discussão”, isso é política, afirma Mariana Nunes.


Política também é:

“a arte de governar” (1);

 “um certo diálogo” (2);
 “quando exigimos nossos direitos” (3);
 “alguém se opõe às idéias do outro” (4);
 “a exposição de nossas idéias a outros” (5)


Mas, para você, o que é política?

Fonte: Estudos de um grupo do 3o ano do ensino médio - baseado em livros didáticos: Grécia antiga - História antiga

9 de dez. de 2010

Liderança: novas perspectivas de ascensão profissional

O mercado de trabalho exige cada vez mais profissionais com espírito de liderança, proativos, democráticos e que vestem a “camisa da empresa”, pois o foco está na produtividade e na garantia de espaço no mercado de trabalho.

Vivemos num mundo globalizado onde a concorrência exige vários diferenciais para competir no mercado global. Longe de avaliar se este modelo é o ideal, é o que temos e precisamos nos adaptar para garantir a empregabilidade, mas isso não é o mesmo que deixar de exigir um ambiente saudável e propicio a saúde física e emocional.

Neste sentido, poucas organizações mantêm o foco no humano, não percebem que o trabalhador motivado trabalha feliz e mantém um clima de parceria e maior produtividade. Não podemos ser ingênuos, a crença dessas empresas não está na mudança qualitativa de vida, no bem estar ou na distribuição de renda. O empregador tem a visão de lucro enquanto o empregado que "carrega o piano", muitas vezes se cala ao ver seus direitos desrespeitados pela questão de sobrevivência.
O mundo mudou e o capitalismo teve que aliar seus interesses moldando as novas demandas do cliente, porque este deixou de ser um mero consumidor receptivo para interagir; um ser mais exigente que vem aprendendo a se impor e cobrar seus direitos pois quer ser respeitado como cidadão e consumidor que tem outros leques de opções. Não se adaptar a esta perspectiva significa correr o risco de perder clientes para uma concorrência pronta a oferecer melhores (?) produtos.

Desta forma, o modelo de gestão foi obrigado a abrir mão do autocontrole e repensar suas estratégias, isso significou delegar competências e criar lideranças que nada tem a ver com o modelo de “chefia” controladora que por falta de referencial, desmotivava a equipe e mantinha o poder centrado nela mesma.

Para não perder o mercado e fechar suas fábricas tiveram que adaptar a novas tecnologias, a complexidade das privatizações e o acúmulo de informações de onde e como formar alianças produtivas. Isto vale até abraçar a consciência ecológica como meio de se tornar moralmente corretos.

É importante observar a mudança de paradigma de um passado onde a economia era baseada no consumo de massa, as mercadorias tinham que ter durabilidade, o ciclo passava de geração a geração e a procura era maior que a oferta. Mas, com as novas demandas dos séculos 20 e 21 o cenário ficou instável, o marketing mudou rapidamente o foco das necessidades e vemos maior fluidez tecnológica.

Para tanto, as empresas que querem manter-se no mercado tiveram que investir em lideranças que passaram a ser preparadas para incentivar e manter um clima organizacional de parceria, abandonando aquela figura de “chefe” arcaico que durante anos serviu de espião, manipulador, controlador, adestrador, que punia, disciplinava, cobrava, temente de perder o “respeito” adotando uma postura fria e distante.

O certo é que para sobreviver numa empresa ou quem pensa em evoluir na carreira, tem que aprender a exercer a liderança. Há quem nasça líder, vemos crianças que desde a infância são líderes natos, mas há muitas formas de aprimorar esta habilidade com esforço e aprendizado.

De tudo exposto até aqui, o positivo está no movimento questionador onde o dinheiro não se configura o início, o meio e o fim, por isso assistimos grandes economias que se quebraram. Ainda vivemos numa panela de pressão mundial e  quem ocupa algum cargo de comando tem de conviver de perto com as cobranças por resultados. Mas, quem escolheu estar nesta posição tem a árdua tarefa de ser interlocutor entre empregado e empregador, jogo de cintura com econômia mundial, talvez engolindo muitos sapos para manter uma performace efetiva nos momentos de crise.

O que acredito compor uma liderança comprometida, solidária e positiva está resumidamente nestes tópicos:

1. Valorização das pessoas e do talento humano: entender as limitações e dar o foco no que o empregado sabe e pode fazer de melhor, deve ser um canalizador de talentos.

2. Desenvolver equipes de trabalho: alternar as diferenças, valorizando as afinidades incentivando a equipe a trabalhar em grupo.

3. Desenvolver as competências visando os resultados de acordo com que cada um pode oferecer, se possível remanejar o funcionário até que encontre a melhor opção e aptidão de sua habilidade.

4. Estabelece uma parceria, mas isto não significa propriamente ser amigo, mas cúmplice da equipe, sempre aberto a desenvolver valores pessoais.

5. Acompanhar e orientar como as pessoas estão naquela atividade.

6. Gerar comprometimento e estar aberto a ensinar, influenciar, desenvolver inteligência emocional - exemplo disso é sua própria postura no trabalho que tem que ser ética e honesta, muito além do que apregoa.

7. Ser honesto e franco com seus próprios erros e os da equipe.

8. Ter compaixão e amar o ser humano mesmo diante de uma falha, mas se valendo diálogo até a compreensão e um consenso.

9. Ter polidez, pois ninguém tolera um líder mal educado e desrespeitoso que não sabe ouvir.

10. Contar com a lealdade de um líder que contempla a equipe e defenda o funcionário se este estiver correto.

11. Ser ético e fazer o que é certo, muito diferente de beneficiar A ou B, simplesmente porque é amigo de alguém importante.

12. Ter visão de futuro e se libertar dos resquícios daquela chefia autoritária, para estar antenado com a criatividade e possibilidades que sua equipe possa oferecer.
  

Quem pretende construir uma carreira sólida e estável, cada passo pode influenciar o cotidiano com ações e projetos que melhore seu desempenho e a produtividade de todos os envolvidos. A oferta ainda é grande, e provavelmente, você será substituido por alguém mais competente que se esforça para melhorar o currículo, desenvolver maiores competências e  ser uma liderança sábia e comprometida. Pense nisso antes de manter uma postura fechada para o novo se acomodando atrás de uma mesa feliz por dar ordens.

O VERDADEIRO LIDER SE COMPROMETE COM O CRESCIMENTO PROFISSIONAL DE CADA INDIVÍDUO DE SUA EQUIPE!

Termino com um ditado Samurai:

AS PALAVRAS DE UM HOMEM SÃO COM SUAS PEGADAS....
VOCÊ PODE SEGUI-LAS AONDE ELE FOR
PORTANTO TOME CUIDADO ONDE PISAR!

Se você quer se aprimorar nestes conceitos, podemos agendar uma consulta, escreva-me: valeria.psc13@hotmail.com

Contribuição do consultor de empresas e psicólogo, Luciano Cippini, no qual proferiu uma palestra intitulada, "O líder nos dias de hoje".
Por Valéria F. da Rocha - Psicoterapeuta - Do Blog Reflexões sobre os principais dilemas humanos

3 de dez. de 2010

Utopia e barbárie



Por Roberto Saturnino Braga -  Fundação Perseu Abramo - 02.12.2010


UTOPIA E BARBÁRIE é um filme de cultura, não é um filme de entretenimento; é um filme de História e de Política; é um filme de Filosofia. Devia ser passado nas escolas de nível médio de todo o País. Sim, porque, se é realmente importante ter computador para os alunos nas escolas, é importante também passar filmes de cultura seguidos de comentários e debates sobre o conteúdo, enriquecer a consciência crítica dos jovens.

Acho que essa é uma função de responsabilidade da ANCINE no capítulo da formação cultural de platéias. Acho que é também uma responsabilidade do Ministério da Cultura no capítulo da formação cultural da nossa juventude.

UTOPIA E BARBÁRIE, este excelente documentário de Silvio Tendler, foi passado recentemente na ASA, uma associação cultural e recreativa de judeus esquerdistas que fica na rua São Clemente; foi aplaudido de pé por um auditório cheio e seguido de um debate de quase duas horas que teve de ser interrompido pelo horário da sala, porque a platéia queria mais. O próprio diretor, Silvio Tendler, participava do debate.

Meu sentimento aponta para uma carência profunda em nossa sociedade, que imagino seja de outras também do mundo de hoje. É a carência de filosofia, de pensamento e discussão em profundidade sobre a vida, o modo de vida atual, a ética e o ser do homem de hoje.

Penso que o próprio conceito corrente de cultura (e de política cultural, por conseguinte) está quase exclusivamente ligado ao conjunto das artes, música, cinema, teatro, artes plásticas, literatura. Ninguém argüirá nada contra as artes, evidentemente, pelo que elas têm de essencial na constituição do ser humano.

Mas acho que é necessário, urgentemente necessário, dentro deste conceito de cultura, abrir um espaço próprio para a Filosofia, a História, a Cultura Política. A propósito, esta é a característica principal do projeto do Instituto Cultural Casa Grande, que um grupo de pessoas ligadas à tradição daquele grande teatro está procurando desenvolver, até agora sem nenhuma compreensão ou interesse dos poderes públicos.

A Utopia é necessária, imprescindível mesmo à Humanidade, como farol iluminador de objetivos de longo prazo, e nunca foi desprezada ao longo da História, senão nas últimas décadas, quando o realismo exigente no dia a dia das sociedades contemporâneas dissolveu não só o espírito religioso do passado mas os sonhos utópicos do futuro.

 A meu juízo, é indispensável recompor a idéia e a formulação de utopias, como algo constituinte da própria humanidade do ser humano. E esta recomposição da utopia não virá da Ciência, cujo desenvolvimento, e cujo culto, constituem talvez as causa maior deste realismo radical das sociedades atuais. 

Só poderá vir da Filosofia esta recomposição; da Filosofia iluminada pela História e trabalhada pela razão comunicativa proposta por Habermas.

Fonte: Correio Saturnino 141

31 de ago. de 2010

Pesquisa da PUC: "a Veja e o anti-jornalismo".

A obsessão da revista: derrubar Lula
Juliana Sada - Do Escrevinhador - 31.08.2010


Criada em setembro de 1968, a revista “Veja” é a publicação semanal brasileira de maior tiragem, teoricamente com cerca de um milhão e duzentos mil exemplares. Criada por Mino Carta, atualmente diretor de redação da Carta Capital, e Victor Civita – estadunidense filho de italianos, fundador do Grupo Abril – a revista foi por um longo período paradigma para o jornalismo brasileiro. Por sua redação, passaram nomes importantes da profissão; e, por suas páginas, grandes personagens da história – entre seus entrevistados estão Vinícius de Moraes, Yasser Arafat, Salvador Dalí, Tarsila do Amaral e Sérgio Buarque de Holanda.

Mas, em anos recentes, a revista tornou-se alvo de intensas críticas. Na internet, disseminam-se pequenas e grandes iniciativas de informação e contraponto ao tipo de jornalismo feito por lá. Esse mesmo Escrevinhador denunciou a entrevista que nunca existiu, mas que a revista publicou; e mostrou a história do professor que foi alvo de manipulação pelo veículo, além da peculiar análise do semanário sobre a Bolívia .

O jornalista Fábio Jammal Makhoul decidiu debruçar-se sobre a revista Veja para formular sua tese de mestrado em Ciência Política para a PUC de São Paulo. A dissertação analisou a publicação durante o primeiro mandato de Lula , de janeiro de 2003 a dezembro de 2006. Fábio constatou que houve, de modo deliberado, uma cobertura tendenciosa com o objetivo de desestabilizar o governo. Os números são impressionantes: “40,6% da cobertura de Veja sobre o primeiro governo petista noticiou os escândalos do Planalto e, conseqüentemente, Lula e o PT de forma negativa”. O governo ocupou “54 capas de Veja, das 206 publicadas no período”, destas “32 tratavam de escândalos, segundo classificação da própria Veja, ou seja, 59,3% do total”.

Segundo Fábio, esse sistemático ataque levou ao surgimento de inúmeras críticas que “abalaram a própria revista, que se sentiu na obrigação de reafirmar sua ‘imparcialidade e independência’ a todo o tempo em 2005 e 2006”.

O Escrevinhador entrevistou Fábio Jammal Makhoul para expor e debater seu estudo e o papel desempenhado pela revista. Confira a seguir.

Como surgiu a ideia de estudar a revista Veja?
O principal motivo que me levou a pesquisar a revista Veja é jornalístico. A degradação do jornalismo da revista nos últimos anos foi assustadora. Veja é a maior revista semanal de informação do Brasil, com tiragem superior a 1,2 milhão de exemplares. Um número muito maior que o das demais publicações do segmento. Veja é a quarta maior revista de informação do mundo e seu jornalismo já foi referência para toda mídia impressa brasileira. Mas, nos últimos anos, o semanário também se transformou no maior fenômeno de anti-jornalismo do país.

De 2005 para cá, a revista se perdeu completamente em reportagens baseadas em ilações e xingamentos, que ignoraram as regras mais básicas do jornalismo e rasgaram todos os códigos de ética da profissão. Virou um verdadeiro pasquim, com matérias que se revelaram fantasiosas e recheadas de ataques e manipulações da informação. Isso não quer dizer que o PT e o governo Lula sejam os bonzinhos da história e nem as vítimas da grande imprensa. Pelo contrário, houve erros gravíssimos na administração federal, que precisavam ser apurados e divulgados pela mídia.

Entretanto, o jornalismo da grande imprensa conseguiu ser mais antiético que os próprios políticos que eram acusados, com erros grosseiros que comprometeram a imagem desses veículos, principalmente a da revista Veja, que foi a mais engajada na tentativa frustrada de derrubar o presidente da República em 2005 e 2006.


Muito se fala sobre cobertura parcial da Veja. Por meio da sua pesquisa, foi possível constatar a veracidade dessas observações?

Sim, e nem precisava de uma pesquisa acadêmica ou mais aprofundada. Basta uma leitura simples da revista para constatar que Veja tem um lado quando o assunto é política. Hoje temos uma bipolarização partidária no Brasil, com PT e PSDB monopolizando a disputa eleitoral. E a revista Veja está claramente do lado do PSDB e completamente contra o PT. Se você pesquisar a revista desde o início dos anos de 1980 vai constatar que o Partido dos Trabalhadores e o próprio Lula nunca tiveram um tratamento positivo nas páginas de Veja.

Essa história de imparcialidade da imprensa não existe. Os veículos de comunicação são empresas e têm seus interesses e preferências políticas. O jornal O Estado de S. Paulo, por exemplo, sempre foi conservador e nunca escondeu isso. Assumir uma posição ideológica ou política não é ruim. É até saudável e democrático, os grandes jornais da Europa e dos Estados Unidos fazem isso. Pelo menos, o leitor sabe claramente qual é a orientação editorial da publicação. O problema é quando se abandona o jornalismo para se transformar num panfleto político-partidário. E foi o que aconteceu com Veja de 2005 para cá.
Nos dois primeiros anos do primeiro mandato de Lula, o semanário ainda fez jornalismo, mas, ao apostar que poderia derrubar o presidente da República em 2005, perdeu a aposta e a credibilidade. Com o escândalo do “mensalão”, Veja captou o antilulismo e o antipetismo da chamada classe média que lê a revista e iniciou sua campanha pelo impeachment do presidente. Só que a questão política serviu para que Veja se sentisse à vontade para cometer os abusos que quisesse. Uma coisa é a crítica política que se viu no Estadão e n’ O Globo, por exemplo. Outra coisa é partir para o xingamento, como fez Veja.

Você poderia citar capas e matérias que seguramente continham distorções, inverdades, ataques ou parcialidade?

Há muitos exemplos, principalmente em 2005 e 2006. Uma das capas que mais me chamou a atenção foi a da edição de 16 de março de 2005. A revista tentou fabricar uma crise para os petistas, com uma reportagem que prometia ser “bombástica”. A manchete da capa era: “Tentáculos das Farc no Brasil”. Em letras menores, a revista diz que “espiões da Abin gravaram representantes da narcoguerrilha colombiana anunciando doação de 5 milhões de dólares para candidatos petistas na campanha de 2002”.

A capa é chamativa, cheia de dólares ao fundo e uma foto do militante petista que teria recebido dinheiro das Farc. Embora a revista tenha considerado a reportagem forte o suficiente para ser a capa da edição, no corpo da matéria há três ressalvas de que o semanário não tinha como comprovar as acusações. O tema foi repercutido por um mês até sumir das páginas de Veja. O Ministério Público e o Congresso Nacional investigaram e não acharam nada e a revista sequer se desmentiu o publicou o final da história. Capa parecida foi a de 2 de novembro de 2005, que dizia que a campanha de Lula recebeu dólares de Cuba. A matéria é toda fantasiosa e com denúncias em off que nunca se confirmaram.

Levantamento e classificação das capas. Clique na imagem para vê-la maior.


Uma das partes da sua dissertação se intitula “O discurso político das capas”. Você poderia explicitar qual é este discurso?

Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT foram os principais temas da capa de Veja, ocupando mais de um quarto das manchetes do período. Com 49 capas negativas, a revista lançou mão de uma estratégia discursiva que visava claramente dar a Lula o mesmo destino de Collor: o impeachment. Sem sucesso neste intento, o semanário passou a trabalhar para evitar a reeleição do petista. A revista não foinada sutil em sua estratégia, pelo contrário, foi arrogante, agressiva, preconceituosa. O preconceito, aliás, foi uma das modalizações discursivas contra o governo mais utilizadas pela publicação, principalmente na capa. Desde o primeiro ano do mandato, em 2003, a revista procurou tematizar sobre a ética no PT. O enunciador sempre deixou claro que ela não passava de discurso para chegar ao poder, mas, assim que os escândalos começaram, Veja tratou de provar que o PT era pior que os demais partidos neste quesito. Entre os muitos preconceitos despejados pelo enunciador na capa está a associação entre o PT e bandidos; de traficantes a assassinos.

A suposta falta de escolaridade e de atenção dos petistas com a educação também foram bastante exploradas, sendo que o enunciador não se intimidou para fazer alusão ao animal burro em diversas ocasiões. O esquerdismo do PT também foi apresentado negativamente e de forma preconceituosa. Veja mostrou aos leitores que a máquina pública foi tomada pelos petistas, que aparelharam o Estado como fizeram os soviéticos. Aliás, autoritarismo foi outro tema explorado, que procurou mostrar um PT stalinista e ditador.

A corrupção, entretanto, foi o tema mais explorado nas capas que retrataram o PT e o governo Lula. Com uma série de escândalos em pauta, a revista usou uma das estratégias mais controversas e criticáveis: a comparação entre Lula e Collor. Comparações são sempre complicadas, mas o enunciador de Veja, posicionado e ideológico, relacionou os dois presidentes de forma simplista e forçada.

Com esta modalização discursiva, Veja pôde finalmente trabalhar pelo impeachment de um Lula sem moral, sem ética, corrupto, chefe de quadrilha, despreparado e que fez um primeiro mandato pífio, segundo as capas do semanário. Assim, a revista ousou também decretar o fim do PT. Errou em todas as apostas. Para justificar suas derrotas, Veja encontrou uma explicação baseada e mais preconceitos. Na edição de 16 de agosto de 2006, quando as pesquisas apontavam vitória fácil de Lula na disputa pela reeleição, Veja veiculou uma capa com a foto de uma jovem negra segurando o título de eleitor. A manchete era: “Ela pode decidir a eleição”. O subtítulo explica quem é ela: “nordestina, 27 anos, educação média, 450 reais por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro”. Ou seja, ela é o retrato do Brasil e não dos leitores da revista, que são das classes A e B. Para esses, que o enunciador de Veja aposta que sabem votar, resta a resignação, já que os negros, pobres, analfabetos e nordestinos vão decidir as eleições.

Na introdução do seu trabalho, você apresenta a revista Veja como protagonista de escândalos. Ao que você se refere ao chamar a Veja de protagonista?

Podemos dizer que praticamente toda a chamada grande imprensa aproveitou os erros e desmandos do PT na primeira gestão do Lula para denegrir a imagem do partido e impedir a reeleição do presidente. Mas a revista Veja foi protagonista porque foi a mais enfática na campanha contra os petista e a que mais cometeu erros do ponto de vista jornalístico. Além disso, suas reportagens serviram tanto para iniciar um escândalo como para mantê-lo na pauta da mídia. Em muitos momentos, principalmente durante o escândalo “mensalão”, as reportagens de Veja alimentaram os jornais diários e a própria TV.

Você afirma que “ao todo, Veja publicou 206 edições entre 1° de janeiro de 2003 e o dia 31 de dezembro de 2006. Neste período, a revista produziu 621 reportagens sobre o primeiro governo do PT. Dessas, 252 trataram dos escândalos.” Isso quer dizer que, na média, havia três matérias sobre o governo por edição e sempre uma sobre algum escândalo?

Sim, e mesmo quando a matéria não era sobre escândalos, o enfoque que era dado ao Lula e ao PT era negativo. No meu trabalho deixo claro que o Partido dos Trabalhadores, uma vez no poder, cometeu uma série de irregularidades que deveria sim ser apurada e noticiada. Mas a forma com que a grande imprensa fez a cobertura, principalmente a Veja, visava apenas derrubar o PT do poder e não denunciar as mazelas do nosso sistemas político e eleitoral brasileiro, que estão no cerne do “mensalão” e de vários outros escândalos e que continuaram intactos. Muitos desses problemas que geram toda sorte de abuso de poder são antigos e foram mostrados por diversos autores.

Talvez o melhor lugar para se buscar conhecimento sobre o funcionamento da política seja na obra de Nicolau Maquiavel. Não é à toa que sua bibliografia é chamada de realismo político. Lá se encontra a pura realidade sobre a política. Para divagar um pouco, me arrisco a fazer um paralelo entre Maquiavel e o governo Lula. O PT sempre empunhou a bandeira da ética e bradou que é possível ter “pureza” dentro do jogo político e eleitoral brasileiro. Mas, para chegar ao poder, teve de lançar mão das mesmas práticas que condenava em outros partidos, assim como fez para governar o país. Um jornalismo investigativo sério e isento poderia constatar isso e denunciar de forma séria e isenta. Assim, o PT mostraria o realismo político, que desnudaria os problemas que assolam nossos sistemas político e eleitoral.

Uma cobertura sóbria, que não fosse tendenciosa ao ponto de mostrar que o governo do PSDB sim foi puro, poderia causar uma indignação suficiente para que o Brasil finalmente fizesse uma reforma que melhorasse efetivamente os nossos sistemas político e eleitoral. Mas, ao fazer uma cobertura parcial e tendenciosa, o jornalismo chamou mais a atenção do que os escândalos que noticiava, não contribuindo em nada com o país.


As capas analisadas, de 2003 a 2006, seguiram sempre o mesmo tom ao tratar do PT? É possível delimitar períodos de maiores ofensivas ou recuos?

Veja só se manteve recuada nos ataques no primeiro ano do mandato de Lula, 2003. Em 2004, começou sua ofensiva, embora de forma meio tímida. Mas em 2005 e 2006, Lula e o PT foram os principais temas da capa. Em 2005, das 52 edições, Lula e o PT aparecem de forma negativa em 24 capas, sendo 18 delas classificadas pela própria Veja no tema escândalo. Ou seja, quase a metade das edições abordaram o presidente negativamente. Em 2006, último ano de governo, Veja publicou 15 capas sobre Lula e o PT, todas desfavoráveis em pleno ano eleitoral.

Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT foram os principais temas da capa de Veja, ocupando mais de um quarto das manchetes do período. Foram 49 capas negativas, sendo 39 só em 2005 e 2006. Comparativamente à atuação de governos passados, o tratamento da imprensa e de Veja à gestão Lula foi muito desigual. Durante a era tucana, por exemplo, as denúncias contra o governo federal não tiveram muito destaque. Em 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso foi acusado de comprar votos para a aprovação da emenda que permitiu sua reeleição, havia denúncias sobre as privatizações e corrupção em vários órgãos ligados ao governo federal, como a Sudam e a Sudene. Naquele ano, apenas uma capa foi feita sobre as acusações, com a foto de Sérgio Motta, então ministro-chefe da Casa Civil, e a chamada da capa era: “Reeleição”.

Já em 2005, com Lula na presidência, forma dezoito capas sequenciais durante quatro meses de puro bombardeio. Veja chegou a defender o fim do PT e que isso seria benéfico para a política brasileira, já que até na oposição sua atuação foi prejudicial para o país. Veja nunca havia defendido o fim de nenhum partido e nem usado tantos adjetivos negativos como usou para falar sobre os petistas.

Em 2006, em pleno período eleitoral, a revista veiculou cinco capas negativas para o governo, entre 23 de agosto e 25 de outubro. Isto quer dizer que as capas de metade das edições de Veja que circularam enquanto as eleições se definiam eram ruins para Lula. Enquanto isso, Geraldo Alckmin (PSDB), seu principal adversário, não apareceu negativamente em nenhuma capa de Veja neste período. Pelo contrário, neste período o candidato do PSDB era mostrado de maneira positiva. Só no período do segundo turno das eleições, Lula foi alvo de quatro reportagens de Veja e em todas elas ele aparece de forma negativa. Já Geraldo Alckmin aparece em duas matérias neste período. Ambas com abordagens positivas para o tucano.


As manchetes veiculadas nas capas estavam de acordo com a reportagem produzida ou havia discrepâncias com o intuito de chamar a atenção do leitor?

As manchetes eram mais sensacionalistas, mas as reportagens também seguiam a mesma linha. Ainda assim, é possível perceber muitas discrepâncias, como aquela capa das Farc que eu já citei. Na capa, Veja afirma que o PT recebeu dinheiro das Farc e na matéria há três ressalvas de que o repórter não conseguiu nenhuma prova. Outra capa que chama a atenção é aquela que eu também citei sobre a nordestina, negra e pobre que iria decidir a eleição em favor de Lula. O subtítulo diz que Gilmara Cerqueira tinha 27 anos. Mas na foto é possível observar a data de seu nascimento no título de eleitor e pode-se ver que ela tinha 30 anos na época e não 27 como rebaixou Veja para enquadrá-la ao perfil do eleitor médio. Ou seja, vale até mentir a idade da moça para montar um perfil da qual ela não se enquadra totalmente.

Além das capas, você analisou também os editorais da Veja. Foi possível encontrar correspondência entre a posição oficial da revista e o conteúdo por ela produzido, que em tese é independente?

As críticas que a revista Veja recebeu durante o primeiro governo Lula, principalmente nos dois últimos anos, abalaram a própria revista, que se sentiu na obrigação de reafirmar sua “imparcialidade e independência” a todo o tempo em 2005 e 2006. Durante a crise do “mensalão”, Veja usou a maior parte dos editoriais de junho a dezembro de 2005 para justificar a matéria da semana anterior e ratificar seu compromisso com um jornalismo sério. Logo no primeiro editorial do início da crise do mensalão, em 1º de junho de 2005, Veja garante que “não escolhe suas reportagens investigativas com base em preferências partidárias ou ideológicas”. E o curioso é que todos os editoriais das edições seguintes eram para justificar suas reportagens, sempre reafirmando uma imparcialidade que não se via nas reportagens.

Você discute o paradigma da imparcialidade e neutralidade no qual é baseado o discurso dos meios de comunicação entretanto você apresenta argumentos sobre a inviabilidade destes paradigmas se concretizarem. A partir da sua pesquisa, é possível concluir se a parcialidade da revista Veja é fruto de uma política deliberada ou consequência da inviabilidade de se fazer um jornalismo imparcial?

É fruto de uma politica deliberada. É claro que é quase impossível fazer um jornalismo totalmente isento. Mas você pode pelo menos buscar a isenção, ouvindo os dois lados, dando o mesmo peso para as diferentes versões e não utilizando adjetivos, por exemplo. Veja nem tentou ser imparcial, pelo contrário. Ela tinha uma estratégia discursiva e a seguiu até o fim com um objetivo bem claro: derrubar Lula da presidência.

Ao se contrapor ao governo Lula e ao PT, a revista Veja apresentava qual projeto para o Brasil apoiava ou qual setor o representava?

A primeira edição após a reeleição de Lula, publicada em 8 de novembro de 2006, é a que mostra mais claramente a posição da revista. A matéria de capa defende que é preciso deixar para trás a “visão tacanha” de que a miséria pode ser superada pelo “princípio bolchevique” de tirar dos ricos e dar aos pobres.

Para Veja, a miséria só será superada pela produção de riqueza e para isso “o gênio humano não concebeu nada mais eficiente do que o velho e bom capitalismo, com seus mercados livres, empreendedores ambiciosos e empresas inovadoras”. Veja aconselha Lula a “aposentar para sempre a ideia de palanque de que o Brasil é como um sobrado – em que só há andar de cima e andar de baixo e, portanto, o único trabalho é fazer com que todos passem a habitar o pedaço de cima. Isso é uma interpretação tão tosca da sociedade brasileira que, na sua estupidez simplificadora, neutraliza o papel crucial e dinamizador exercido pela classe média”.

Veja diz que falta ao presidente maior clareza sobre como promover de maneira mais vigorosa as condições para que a iniciativa privada produza mais conhecimento tecnológico de ponta, inove mais e multiplique seus índices de produtividade. E acrescenta: “Para fazer o país avançar, produzir riqueza e gerar justiça, o presidente Lula tem muitos desafios para superar – e um deles começa em casa. O Partido dos Trabalhadores, que se transformou numa usina de escândalos, divulgou uma nota oficial cobrando que no novo mandato Lula faça um ‘governo de esquerda’. Ninguém sabe exatamente o que isso quer dizer, mas é certo que significa mandar às favas o equilíbrio fiscal e o controle da inflação em troca de um crescimento econômico tão duradouro quanto um voo de galinha”.

Essa é a primeira vez na cobertura do governo Lula que Veja assume com todas as letras que fala em nome das classes mais abastadas e que defende uma política e um projeto de Estado mais à direita do que voltados para o social. Sua intenção é proteger o capital como fica claro neste texto. Para a revista, é preciso esquecer a ideia de que “o único trabalho é fazer com que todos passem a habitar o pedaço de cima”. Ou seja, não interessa colocar os mais pobres no mesmo patamar dos ricos é preciso “promover de maneira mais vigorosa as condições para que a iniciativa privada produza mais conhecimento tecnológico de ponta, inove mais e multiplique seus índices de produtividade”.

Por Rodrigo Vianna - O Escrevinhador - 31.08.2010

3 de nov. de 2009

Poli Grega


Polis Grega (800 a.C)
As instituições políticas do Período Homérico eram muito simples. As pequenas comunidades aldeãs, existentes no território de uma tribo, eram praticamente autônomas e independentes entre si. O chefe tribal quase não tinha autoridade. Não podia legislar nem administrar a justiça. Limitava-se a liderar as aldeias em época de guerra e a celebrar os cultos coletivos. O Basílio nada recebia por sua função e seu sustento era retirado das propriedades de seu gênios. Era conhecido como rei lavrador.


Nessas pequenas comunidades, não havia uma administração pública desenvolvida nem funcionários. O tesouro público era reduzido ao mínimo, já que as maiores despesas relacionavam-se aos cultos religiosos. O exército praticamente nada custava, porque cada homem livre equipava-se por sua própria conta. A justiça era, na maioria das vezes, realizada no interior dos gene, cujos integrantes participavam, inclusive, de vinganças, quando elementos de outros gene praticavam alguma falta contra seus membros.
O rei era auxiliado por um Conselho Consultivo, eleito ou transmitido hereditariamente entre os gerentes. Mais tarde, entre a segunda metade do século VIII a.C. e o início do século seguinte, esse conselho destronou o Basílio e tornou-se o principal órgão político das comunidades. Mesmo nos lugares onde a monarquia foi mantida, o conselho tornou-se o centro da vida política. A monarquia tribal cedeu lugar à oligarquia (domínio de poucos), isto é, à autoridade dos proprietários de terras, que iam incorporando a seus domínios as propriedades dos camponeses endividados.
Nessa época, ocorreu uma explosão demográfica, ao mesmo tempo que se desenvolviam o artesanato e a economia mercantil. Essas transformações políticas, econômicas e sociais possibilitaram o progresso das cidades e da vida urbana. Os laços sociais existentes nas pequenas comunidades de aldeias foram se dissolvendo. Os gene perderam aos poucos seus poderes particulares de promover acústica e foram se subordinando à coletividade. Surgiu, então, a polis ou cidade-estado  base da organização política dos povos gregos. Apesar das semelhanças culturais, os gregos jamais formaram uma nação enquanto foram independentes. Suas cidades tinham governos, sistemas políticos e leis próprias. Além disso, vi viam em conflitos, amenizados temporariamente por alianças entre os grupos dominantes das polis. Para os gregos, a polis era o lugar onde se asseguravam direitos e deveres, definindo-se, assim, a própria cidadania. Mas, mesmo rivais ou independentes entre si, as cidades gregas mantinham mecanismos de solidariedade contra o que chamavam “mundo bárbaro”, isto é, os povos não-gregos que viviam fora da Hélade, que correspondia ao território coberto pelo conjunto das cidades gregas. Essa solidariedade expressava-se nos jogos, como as Olimpíadas (que eram festivais esportivos, com fins religiosos, envolvendo todas as cidades gregas), e nas alianças militares contra os “bárbaros”. A cidade-estado grega era formada pela acrópole, a parte alta da cidade, e pelas terras em volta, utilizadas na agricultura. A cidade era o centro religioso, político e econômico do território que a cercava.
Raras cidades-estados possuíam uma área extensa. As exceções foram Esparta, que englobava a Lacônia e a Mexeria, e Atenas, que correspondia à Ativa inteira. Na maioria das vezes, uma mesma região, como a Beócia ou a Acaba, compreendia várias cidades de dimensões restritas e rivais umas das outras. As cidades-estados começaram a formar-se no Período Umedeço, mas foi no Período Arcaico que a polis se estruturou, embora seu desenvolvimento não tenha sido semelhante em toda a Grécia.
O apogeu da pólis coincidiu com o surgimento da democracia no Período Clássico, como veremos posteriormente. Nas cidades-estados que adotaram o sistema de governo democrático, os habitantes do território, exceto servos, escravos, estrangeiros e mulheres, eram cidadãos, que, coletivamente, organizavam a vida política, econômica e religiosa. Devemos nos lembrar de que a cidadania grega significava a devoção de um cidadão a sua cidade, embora houvesse laços religiosos e étnicos que davam a todos os gregos um sentimento de afinidade. No apogeu da polis, a filosofia, a poesia, a ciência, as artes, o direito, o estatuto da cidadania e o debate de idéias atingiram níveis de desenvolvimento até então inexistentes. Esse desenvolvimento foi facilitado, por
que a vida na cidade permitia que todos os cidadãos se encontrassem nas praças públicas para discutir os acontecimentos do dia e os interesses urbanos. A liberdade de debates entre os cidadãos era possível por serem os reis gregos eleitos por nobres e guerreiros. Assim, os gregos jamais caíram sob a tirania de monarcas divinizados ou sacerdotes, como aconteceu no Oriente; seus líderes e governantes eram sempre aclamados pelos cidadãos ou por seus representantes.
Para que esse costume prevalecesse, uma contribuição muito grande foi dada pela religião dos gregos. Misturando a vida dos deuses com características humanas, sua tradição religiosa encurtava a distância entre o humano e o divino, dando mais liberdade de pensamento aos homens. Porém, essa participação política era para a minoria dos cidadãos, que podiam discutir os problemas da cidade e envolver-se com questões políticas, já que havia uma outra parcela da população encarregada de produzir alimentos. Veja o que escreveu o historiador Perry Anderson: por trás de toda essa organização e cultura não há uma economia urbana de alguma forma equiparável a elas: ao contrário, a riqueza material que sustentava sua vitalidade intelectual e cívica era extraída de forma esmagadora do campo, cuja força básica era o trabalho escravo”.
Fonte: História antiga 

23 de out. de 2009

Os três poderes do PIG: o judiciário


Por Odair Rodrigues * - Portal do Vermelho - 23.10.09

As fami(g)lias marinho, frias, mesquita, civita e repetidores, doravante escritas com letras minúsculas para fazer jus à estatura de seu "jornalismo", sofrem de intensa síndrome de Luís XIV, monarca francês que proferiu a famosa frase - Eu sou a Lei, eu sou o Estado; o Estado sou eu - (Je souis la Loi, Je souis l'Etat; l'Etat c'est moi).


Arrogam-se no direito de exercer simultaneamente os três poderes da República ,usando seus mercenários da palavra ou ampliando a voz daqueles que nunca se atreveram a sair às ruas, sejam demo-tucanos, latifundiários, velha direita, nova direita, etc.

O poder judiciário do PIG tem dois nomes: Marco Aurélio de Mello e Gilmar Mendes, ambos ministros do STF.

Marco Aurélio tem no currículo a libertação do estelionatário Salvatore Cacciola, ex-dono do banco Marka, que realizou operações fraudulentas em dólar, lesando pessoas e empresas brasileiras na era FHC. Foi preso, mas o ministro do STF concedeu habeas corpus e logo depois Salvatore fugiu para Europa.

Porém, a notoriedade de Aurélio de Mello aumentou com as fami(g)lias proprietárias do PIG pela sua ferrenha oposição ao governo Lula. No momento, faz coro com o presidente do Supremo ao acusar o governo federal de abuso de poder, de usar o Estado para fazer a campanha de 2010, acusação que nunca fez a FHC e nem faz a Aécio e Serra.

Gilmar Mendes também é um conhecido por conceder habeas corpus para acusados de crime de colarinho branco; libertou Daniel Dantas, conhecido especulador, fraudador, corruptor e líder de quadrilha, segundo acusações da polícia federal e do ministério público.

Diferente de Cacciola, Dantas ficou no Brasil e usa sua influência no PIG e em cargos do governo para desmoralizar que o expõe. Vide o ex-delegado Protógenes e o juiz Fausto de Sanctis, implacavelmente perseguidos pela mídia após as duas prisões do capo do banco Oportunity.

Além de libertar um dos maiores patrocinadores dos mercenários da pena da Veja, Folha, Estadão, Globo e Isto É, Mendes também leva ao delírio a elite da Casa Grande quando este propõe a criminalização dos movimentos sociais, particularmente o MST.

Fazendeiro, praticante do coronelismo no Mato Grosso do Sul, lobista do ensino privado, segundo apuração da revista Carta Capital, o ministro Gilmar Mendes chega a irritar colegas de magistratura, como aconteceu com o ministro Joaquim Barbosa que expressou a vontade de milhões de brasileiros ao questionar a postura do presidente do Supremo, em sessão do STF de abril de 2009.

Estrelas da mídia

Marco Aurélio de Mello e Gilmar Mendes não escondem o desejo de aparecer na mídia golpista a qualquer custo. Quando não têm nada a dizer, expõem seus gostos pessoais, opiniões sobre futilidades como qualquer outra estrela instantânea de reality show, cujo cachê depende do tempo de exposição pública nos meios de comunicação. São considerados "polêmicos", quando na verdade expressam a vontade de conservadores que sonham com um golpe ao estilo hondurenho.

O PIG se utiliza do narcisismo midiático de ambos para perseguir julgar e condenar qualquer um que não esteja de acordo com seus preceitos neoliberais. Fazem mais que divulgar a voz da magistratura dos ricos - praticamente assumem-se como o próprio judiciário.

21 de out. de 2009

Blog de direita chama Serra de Nosferatu


Por Luis Mag - do Entrelinhas - 21.10.09

Este blog prometeu não mexer muito com Nivaldão Cordeiro, o direitoso do Mídia Sem Máscara que se arma de argumentos fortes no debate político. Não dá para não reproduzir, porém, o texto abaixo, está um primor, talvez seja a peça de humor político mais importante do ano. Segundo o autor, há um acordo sendo tramado para que "a esquerda" permaneça no poder com Serra na presidência e o PT no governo de São Paulo. Ademais, ele qualifica a família Moreira Salles, que publica a revista Piauí, de banqueiros que abraçaram a causa esquerdista!! Alguém já avisou os Setúbal? Enfim, realmente não dá para não ler. É de rolar de rir.

O Brasil elegerá Nosferatu?

Nivaldo Cordeiro | 17 Outubro 2009

José Serra é um desenvolvimentista marxista convicto, à moda dos anos cinqüenta e, se eleito presidente, não hesitará em pôr em prática as suas crenças. Elas são o receituário consolidado da teses do PCB, do ISEB e da CEPAL. Não por acaso a narrativa de Daniela Pinheiro registra que o único ser que ousa fumar na frente do Serra, na sala dele, é João Manuel Cardoso de Mello, aquele mesmo que concebeu o Plano Cruzado.

serra"O Serra é uma alma atormentada"
Fernando Henrique Cardoso

Meu caro leitor, confesso-lhe que fiquei fortemente impressionado com a reportagem trazida a público pelo último número da revista Piauí. Claramente na origem a matéria tinha puro objetivo propagandista eleitoral, mas a jornalista que a escreveu é demasiado talentosa e conscienciosa para se limitar a fazer um mero panfleto. Acompanhou José Serra por mais de um ano e trouxe à luz flashes valiosos, não apenas para o eleitor brasileiro, como também para quem se debruça cientifica e profissionalmente sobre a cena política brasileira.

Muita gente não conhece a revista Piauí. Eu habitualmente não a leio, pois a acho uma publicação insossa e pretensiosa, recheada de conteúdo para diletantes da esquerda tida por mais culta e sofisticada. É editada por Mario Sergio Conti, talentoso jornalista que passou por vários órgãos de imprensa e escreveu um livro magnífico (NOTÍCIAS DO PLANALTO). É propriedade de gente ligada a uma família de conhecidos banqueiros que abraçaram a causa esquerdista e transitam em meio à esquerda revolucionária brasileira e mundial com desenvoltura. Este número da revista está especialmente ótimo, com a matéria sobre José Serra e com um ensaio magnífico do peruano Mario Vargas Lllosa sobre a arte de escrever romance. A página de poesia nos apresenta uma poetisa, Rose Ausländer, que escreveu no idioma alemão. Vale conferir. Na internet os poemas estão abertos ao público não assinante, bem como seu resumo biográfico.

Mas o relevante é a matéria com o Serra. Ela traz nuances psicológicas assustadoras do governador de São Paulo e um retrato biográfico primoroso do político da Mooca. Enganam-se os que pensam que José Serra tenha qualquer vestígio do que poderíamos chamar de político de direita. Ele mesmo declarou: "O governo Lula é de esquerda? Não dá para falar nisso. Com o significado do passado, eu estaria à esquerda do PT. Desenvolvimento virou coisa de esquerda. Política econômica é quase subversiva".

Nesta frase está contida a sua psicologia e o seu dégradé político. José Serra é um desenvolvimentista marxista convicto, à moda dos anos cinqüenta e, se eleito presidente, não hesitará em pôr em prática as suas crenças. Elas são o receituário consolidado da teses do PCB, do ISEB e da CEPAL. Não por acaso a narrativa de Daniela Pinheiro registra que o único ser que ousa fumar na frente do Serra, na sala dele, é João Manuel Cardoso de Mello, aquele mesmo que concebeu o Plano Cruzado. Sarney levou a fama de ter feito explodir a inflação, mas foi este indigitado senhor, auxiliado pelo Luiz Gonzaga Belluzzo, o autor intelectual do desastre inflacionário daqueles tempos. A velha herança do PCB, do ISEB e da CEPAL, tudo somado, é o maior equívoco teórico sobre o papel do Estado e o capitalismo que se tem notícias. O Plano Cruzado é a prova histórica da alucinação teórica dessa gente. Nunca se ouviu uma palavra de mea culpa dessa gente, é como se tudo tivesse nascido da pena nefando do Sarney.

A primeira lição que a revista nos dá é que essa gente, que está fora do poder federal, desde aquela época, voltará em peso com José Serra, se eleito for. Ele mesmo é um expoente dessa corrente, que tem dominado a Unicamp desde a fundação. Lembremos que FHC teve a sensatez de pegar os brilhantes economistas da PUC-Rio para debelar a inflação criada pela Unicamp. Com Serra certamente teremos todo o arsenal intervencionista posto em marcha de uma só vez: tabelamento de câmbio e preços, estatização, controle dos salários, do comércio exterior e uma perseguição tributarista sobre as empresas e as pessoas, do que tem dado mostra Jose Serra e seu secretário da Fazenda aqui em São Paulo, destruindo setores inteiros da economia paulista na ânsia pelo esbulho tributário. Será um retrocesso enorme em matéria de política econômica. Serra considera empresários algo próximo de delinqüentes e a propriedade privada uma espécie de roubo, à moda de Rousseau. Ele declarou que seu compromisso é eliminar a pobreza e bem sabemos o que significa isso na boca de um poderoso intelectual orgânico da esquerda stalinista: a opressão do Estado sobre os que trabalham e produzem riquezas, tentando redistribuir riquezas de forma arbitrária. Essa gente acha que a lei da escassez é mito e que pobreza existe por falta da vontade política do governante. Acha também que a igualdade idealizada no plano das posses econômicas é empreendimento perfeitamente exeqüível e desejável, um imperativo moral, cabendo ao Eleito realizar a empreitada, pelo instrumento do Estado.

Não podemos esquecer que José Sarney, à época, com todos os defeitos, tinha ainda limites morais e culturais que serviam de contrapeso ao ímpeto esquerdista da gangue da Unicamp. Com Serra será bem diferente. Ele é de natureza autoritária e consolida larga experiência legislativa e executiva, o que o credencia a ser altamente eficaz na consecução dos seus objetivos. Seus auxiliares também, o que significa que nem de um período de aprendizado necessitam na sua chegada ao poder. Praticarão o mal coletivista desde a primeira hora. Um governo desse naipe pode enveredar o Brasil pela senda da tirania burocrática como jamais houve, como nem o PT ousou imaginar.

O retrato psicológico do Serra é de um homem obcecado pelo poder, incapaz de aceitar o contraditório de quem quer que seja. Bem notado que ele se relaciona bem com mulheres, mas não com homens. Mesmo Fernando Henrique relata que Serra sempre preferiu conversar com Dona Ruth a conversar com ele. Serra está sempre pronto para o enfrentamento com aqueles que ousam dizer-lhe "não" para alguma coisa. É a psicologia do ditador. Teremos um Nosferatu eleito Chanceler, como no filme V de Vingança? Uma psicologia assim é um perigo, sobretudo se obtiver o poder de mando sobre as Forças Armadas e a Polícia Federal. As dificuldades da realidade podem ser confundidas como má vontade da população ou de certas pessoas indesejadas pelo governante. A tentação de usar o poder de Estado para corrigir o mundo "rebelde" pode ser irresistível.

Devemos ter em conta também que Serra não é inimigo do PT, muito ao contrário. A estranha forma como está sendo conduzida a sucessão paulista pode esconder ações surpreendentes de bastidores: Alckmin, o favorito ao governo do Estado, está sendo rifado em favor de um principiante desconhecido, Aloysio Nunes Ferreira, talvez o único homem que conta com a confiança irrestrita de José Serra; a decisão de Gilberto Kassab de elevar de forma escandalosa o IPTU paulistano em véspera de um pleito capital e a vinda inesperada de Ciro Gomes para São Paulo, sob o patrocínio do PT, tudo somado pode indicar um acordo por cima entre grupos do PSDB de José Serra e do PT. Não devemos esquecer também que o próprio presidente da FIESP, Paulo Skaf, deve sair candidato pela legenda do PSB, o mesmo partido de Ciro Gomes agora. É de se sublinhar também que as opiniões emitidas por José Serra sobre Geraldo Alckmin não tiveram autorização para serem publicadas na matéria, por motivos óbvios.

Parece haver um acordo para a partilha prévia do poder entre as facções principais da esquerda que hoje têm o controle total da política do Brasil: Serra presidente e alguém ligado ao PT para governador do Estado de São Paulo parece ser a solução salomônica. Por isso o PT insiste na candidatura natimorta da inexpressiva Dilma. A eleição não passará assim de um mero circo grotesco com o fito de cumprir o calendário eleitoral, com tudo decidido previamente por debaixo do pano. Um engodo para com a opinião pública, que pensará que participa de um pleito sério. Ninguém dos interessados perderia com um acordo deste e todos nós seríamos feitos de tolos.

É notável a perspicácia de FHC quando disse não basta arrotar competência gerencial no comando do Estado para seduzir o eleitorado. Que uma eleição é sobretudo um processo de sedução de almas, como fez Obama nos EUA. E completou: "O Serra é um ótimo gestor e ponto final. Mas acho que ele é mais administrador e economista do que formulador. É mais pragmático que imaginativo". Disse tudo. Serra é um trator que age no mundo do imaginário político sem pensar. FHC viu o que eu vi, a alma atormentada que pode guardar a psicologia de um ditador. Estrategicamente Serra é mal formado. A declaração de FHC não foi do agrado de José Serra, que a rebateu dizendo que ele também é "teórico". Ora, FHC não se referia à cultura teórica quando falou que ele não é "formulador". O ex-presidente percebeu que em Serra há um operacional subalterno que não amadureceu ainda o suficiente para ser o primeiro mandatário, o formulador, aquele que pensa grande e que tem a capacidade de administrar e enxergar além dos conflitos passageiros dos agentes políticos do dia. É a mesma percepção minha e é aquilo que mais me apavora em pensar no day after da eventual eleição do Serra. Um sargento assumindo a posição de general.

Depois de ler a revista Piauí fiquei com a sensação de que Lula poderá deixar saudade, mesmo com seu ar estúpido e risonho de torcedor de futebol. Ao menos tem alma pacificadora, não atormentada. Não vejo bons augúrios, infelizmente, se admitirmos que não há nenhum nome capaz de derrotar José Serra para a Presidência da República.

19 de out. de 2009

Justiça cassa um quarto da Câmara de Vereadores de São Paulo

Estadão - 19.10.09

Treze vereadores e um suplente receberam doações da Associação Imobiliária Brasileira na eleição de 2008


SÃO PAULO - O juiz eleitoral Aloísio Sérgio Resende Silveira cassou e tornou inelegíveis por três anos um suplente e 13 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo que receberam, nas eleições de 2008, doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB). A entidade que diz representar os interesses do setor imobiliário ganhou notoriedade no último pleito por figurar entre os maiores financiadoras de campanha – foram R$ 2,94 milhões apenas a 26 candidatos vitoriosos da capital. Uma investigação do Ministério Público Estadual, contudo, apontou que a AIB seria um braço do Secovi (sindicato das imobiliárias e administradoras).

Em 2008, somando as doações aos candidatos derrotados e àqueles que concorreram em outras cidades – 44 políticos no total –, A AIB doou um montante que chega a R$ 4,43 milhões. Como a Lei Eleitoral (9.504/97) limita a doação das entidades a 2% de sua receita no ano anterior, a AIB teria de ter arrecadado no mínimo R$ 325 milhões em 2007, se for levado em consideração os valores doados em 2008. Segundo o MP, a entidade não mostrou ter essa capacidade financeira.

A entidade não tem funcionários registrados e a sede, na Avenida Brigadeiro Luís Antonio, é um escritório fechado, sem expediente de trabalho. Dois anos antes, em 2006, a AIB já havia caído na malha fina da Receita Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por doações irregulares.

Entre os cassados, estão Carlos Bezerra Júnior, o líder da maior bancada da Casa, o PSDB, com 13 vereadores, o principal parlamentar ligado ao setor dos transportes, Ricardo Texeira, o corregedor da Câmara, Wadih Mutran (PP), o vice-presidente da Casa, Dalton Silvano (PSDB), e o principal representante dos evangélicos e ex-presidente da Assembléia, Carlos Apolinário (DEM). A Câmara tem 55 vereadores.

CONDENADOS

linkDomingos Dissei (DEM)

linkMarcus Vinícius de Almeida Ferreira, suplente

linkMarta Costa (DEM)

linkCarlos Apolinário (DEM)

linkAdilson Amadeu (PTB)

linkGilson Barreto (PSDB)

linkDalton Silvano (PSDB)

linkAdolfo Quintas (PSDB)

linkAbou Anni (PV)

linkRicardo Teixeira (PSDB)

linkWadin Mutran (PP)

linkUshitaro Kamia (DEM)

linkCarlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB)

linkClaudinho (PSDB)

ABSOLVIDOS

linkAntonio Goulart (PMDB)

linkNoemi Nonato (DEM)

linkFloriano Pesaro (PSDB)

linkToninho Paiva (PR)