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21 de mar. de 2012

Chacina de moradores de rua; 165 mortos

Segundo a Coordenadora do Centro Nacional de Defesas dos Direitos Humanos (CNDDH), Karina Vieira Alves, em 113 destes casos as investigações policiais não avançaram e ninguém foi identificado ou punido.

O Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores (CNDDH) divulgou nesta quinta-feira (15) números chocantes sobre a barbárie que impera no país, alimentada pelo preconceito e pelo ódio elitista. De abril de 2011 até a semana passada, 165 moradores de rua foram friamente assassinados – o que representa uma morte a cada dois dias.

3 de mar. de 2012

Bicicleta: forma de lazer ou modo de transporte?



Do Blog da Raquel Rolnik - 01.03.12

Itaú e Bradesco estão disputando quem poderá instalar um sistema de aluguel de bicicletas na cidade de São Paulo. O Itaú já explora o serviço no Rio de Janeiro, desde outubro do ano passado, em parceria com a prefeitura. Lá o sistema conta com 600 bicicletas, espalhadas em 60 pontos de bairros da zona sul e do centro. Não é muito difícil imaginar onde serão os pontos de aluguel em São Paulo… 

27 de fev. de 2012

Proibir o uso de sacolas plásticas resolve problemas ambientais?





A recente proibição do uso de sacolas plásticas em supermercados do Estado de São Paulo gerou críticas, aplausos e controvérsias. Há quem diga que a medida faz parte de um jogo político e econômico, no qual os estabelecimentos comerciais estariam embolsando o valor referente às sacolinhas já embutido no preço das mercadorias.

9 de set. de 2011

Marcha contra o #GolpismoMidiático, dia 17.09, sábado, às 14 horas.



A Revista Veja, da Editora Abril, caminha longe da Ética e da democracia, não leva o jornalismo a sério e engana a população. Processo antigo que a sociedade sofre com farsa, mentira e manipulação, também de toda a grande mídia, assim denominamos como: Mídia Golpista.

Como somos indignados com esta farsa, decidimos realizar contra o #GolpismoMidiático uma Marcha que sairá do vão livre do MASP e caminhará até a Rua da Consolaçã
o para defender a verdade, a ética e a cidadania. O evento, além de reunir o movimento contra toda a Mídia Golpista, também será uma forma de exigir a regulamentação dos Meios de Comunicação.


Na tentativa de prejudicar a atual gestão do governo (momento em que o povo brasileiro aproveita uma economia estável e crescente no mercado de trabalho, na distribuição de renda, na educação, na produção interna, investimentos estrangeiros etc), alguns organizadores, patrocinados pela mídia golpista, mobilizaram marchas (frustradas) em algumas cidades do país, no dia 7 de setembro, Dia da Independência, e sua repercussão fracassou mediante a expectativa destas mobilizações. Como escreveu Altamiro Borges o objetivo destas marchas "visam utilizar a bandeira da ética para esconder sua frustração com a derrota nas eleições presidenciais de 2010. O intento é desgastar o governo Dilma."

10 de ago. de 2011

O que é política?

Polis - Grécia antiga (imagem: arquivo)

"A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta" - Platão

A palavra política tem origem no grego “ta politika” que, por sua vez, deriva da palavra grega “polis”. Mas o que é polis?

Polis é a Cidade, entendida como a comunidade organizada, formada pelos cidadãos ( no grego “politikos” ), isto é, pelos homens nascidos no solo da Cidade, livres e iguais. (Convite a Filosofia, capítulo 7, Marilena Chaui, Editora Ática).

Polis é o que chamamos, ao estudarmos a Grécia Antiga, de Cidades-Estado. Os moradores dasPolis eram os “politikos” (cidadãos), aqueles que exercem a civilidade.

Polis Grécia antiga (interior - VIII sec a.C) - clique na imagem para ler a história
Res Publica é a tradução latina de Ta Politika, e corresponde ao que chamamos de práticas políticas. Já a palavra Civitas (origem de: civil, cidade, cidadão e civilizado) é a tradução latina para Polis.

Esparta, Atenas, Corinto, assim como as demais cidades gregas da época, eram Cidades-Estado, portanto, eram Polis. As Polis tinham sua organização política e militar autônomas, isto é, eram independentes umas das outras.

Péricles fala ao povo Ateniense (séc V a.C ) - clique na imagem para ler a história
Ok, mas afinal... O que é política?


A afirmação “não gosto de política”, pode ser verdadeira, mas na maioria das vezes demonstra desconhecimento do que quer dizer política. Na verdade “o homem é um ser político” como afirma a aluna Vanessa Dias.


Por desconhecimento, “a maioria das pessoas afirma não gostar de política, mas na verdade estes não gostam das pessoas que exercem a profissão ‘política’”, afirma Fernanda Sommer. “Política, hoje, é confundida com as ações dos políticos profissionais, principalmente os maus políticos”, reforça Vanessa e completa “... não podemos confundir política com o ato de votar ou ser votado, na verdade fazemos política quando tomamos atitudes em nosso trabalho, escola etc ...”.


Ana Raniele exemplifica política como “o momento em que duas ou mais pessoas divergem sobre um determinado assunto e, estas para defender suas idéias, se lançam em uma discussão”. “Quando pessoas conversam e uma não concorda com a outra, gera uma discussão”, isso é política, afirma Mariana Nunes.


Política também é:

“a arte de governar” (1);

 “um certo diálogo” (2);
 “quando exigimos nossos direitos” (3);
 “alguém se opõe às idéias do outro” (4);
 “a exposição de nossas idéias a outros” (5)


Mas, para você, o que é política?

Fonte: Estudos de um grupo do 3o ano do ensino médio - baseado em livros didáticos: Grécia antiga - História antiga

3 de dez. de 2010

Utopia e barbárie



Por Roberto Saturnino Braga -  Fundação Perseu Abramo - 02.12.2010


UTOPIA E BARBÁRIE é um filme de cultura, não é um filme de entretenimento; é um filme de História e de Política; é um filme de Filosofia. Devia ser passado nas escolas de nível médio de todo o País. Sim, porque, se é realmente importante ter computador para os alunos nas escolas, é importante também passar filmes de cultura seguidos de comentários e debates sobre o conteúdo, enriquecer a consciência crítica dos jovens.

Acho que essa é uma função de responsabilidade da ANCINE no capítulo da formação cultural de platéias. Acho que é também uma responsabilidade do Ministério da Cultura no capítulo da formação cultural da nossa juventude.

UTOPIA E BARBÁRIE, este excelente documentário de Silvio Tendler, foi passado recentemente na ASA, uma associação cultural e recreativa de judeus esquerdistas que fica na rua São Clemente; foi aplaudido de pé por um auditório cheio e seguido de um debate de quase duas horas que teve de ser interrompido pelo horário da sala, porque a platéia queria mais. O próprio diretor, Silvio Tendler, participava do debate.

Meu sentimento aponta para uma carência profunda em nossa sociedade, que imagino seja de outras também do mundo de hoje. É a carência de filosofia, de pensamento e discussão em profundidade sobre a vida, o modo de vida atual, a ética e o ser do homem de hoje.

Penso que o próprio conceito corrente de cultura (e de política cultural, por conseguinte) está quase exclusivamente ligado ao conjunto das artes, música, cinema, teatro, artes plásticas, literatura. Ninguém argüirá nada contra as artes, evidentemente, pelo que elas têm de essencial na constituição do ser humano.

Mas acho que é necessário, urgentemente necessário, dentro deste conceito de cultura, abrir um espaço próprio para a Filosofia, a História, a Cultura Política. A propósito, esta é a característica principal do projeto do Instituto Cultural Casa Grande, que um grupo de pessoas ligadas à tradição daquele grande teatro está procurando desenvolver, até agora sem nenhuma compreensão ou interesse dos poderes públicos.

A Utopia é necessária, imprescindível mesmo à Humanidade, como farol iluminador de objetivos de longo prazo, e nunca foi desprezada ao longo da História, senão nas últimas décadas, quando o realismo exigente no dia a dia das sociedades contemporâneas dissolveu não só o espírito religioso do passado mas os sonhos utópicos do futuro.

 A meu juízo, é indispensável recompor a idéia e a formulação de utopias, como algo constituinte da própria humanidade do ser humano. E esta recomposição da utopia não virá da Ciência, cujo desenvolvimento, e cujo culto, constituem talvez as causa maior deste realismo radical das sociedades atuais. 

Só poderá vir da Filosofia esta recomposição; da Filosofia iluminada pela História e trabalhada pela razão comunicativa proposta por Habermas.

Fonte: Correio Saturnino 141

1 de jun. de 2010

Violência faz parte de cotidiano de moradores de rua de São Paulo

Por Vinicius Konchinski* - 01.06.2010 - Fazendo Média

Na madrugada do dia 11 de maio, cinco moradores de rua foram assassinados enquanto dormiam no bairro do Jaçanã, região norte de São Paulo. Segundo investigações da Polícia Civil, eles foram mortos a tiros por duas pessoas ainda não identificadas, que fugiram em uma moto.

O caso emblemático chama a atenção para a violência contra a população que vive nas ruas da capital paulista. Apesar da chacina ser um fato isolado nas estatísticas, atos como agressões, maus-tratos e intimidações são rotina na vida dos moradores de rua da cidade. E, segundo as vítimas, grande parte dos autores é agentes de segurança.

Os moradores de rua ouvidos pela Agência Brasil durante as últimas duas semanas afirmaram já terem sido agredidos ou, no mínimo, destratados enquanto caminhavam ou dormiam em bairros de São Paulo. Todos disseram, também, que os policiais militares e os guardas-civis metropolitanos são os maiores agressores.

“[Os policiais e guardas metropolitanos] tratam a gente como animais. Para eles, somos um lixo”, afirma Katia Cristina da Silva, 29 anos, há cinco anos dormindo na Praça da Sé com seu companheiro e a filha de 6 anos. “Chegam com ignorância, acordando a gente com chutes e água.” “Eu tenho medo”, complementa Marcelo de Castro, 28 anos, há 11 anos vivendo em albergues. “Quando eu vejo a viatura, atravesso a rua e não fico olhando. Se você olha, eles levam isso como afronta”, afirmou.

Atila Pinheiro, coordenador do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, classifica a situação da violência policial contra moradores de rua em São Paulo como “caótica”. “Se a polícia sabe que existem 8 mil pessoas nos albergues, e outras 8 mil sem vagas, porque bater em quem está dormindo na rua?”

Pinheiro disse que as agressões são cotidianas há muito tempo. Porém, ressalta que vêm se tornando cada vez mais frequentes, principalmente depois que a prefeitura de São Paulo autorizou a Guarda-Civil Metropolitana (GCM) a abordar moradores de rua sem acompanhamento de assistentes sociais, no início de abril.

A Promotoria de Inclusão Social do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou, também em abril, um inquérito civil para investigar a atuação da GCM no tratamento aos moradores de rua. O promotor Eduardo Valério, responsável pelo caso, disse que há indícios de irregularidades na portaria. “Morador de rua não é caso de polícia, é caso de assistência social”, afirmou ele.

A prefeitura, em nota, informou que a portaria sobre a GCM visa “ao melhor atendimento às pessoas em situação de risco”. Segundo ela, os casos de violência de membros da guarda devem ser denunciados.

A PM também pediu que a população denuncie os casos de agressões de policiais a moradores de rua. Em nota, a corporação informou que “não compactua com atitudes que não estejam apoiadas na legislação e que a atuação dos policiais obedece a regras criadas com o objetivo de tornar técnica toda intervenção”

*Colaborou Bruno Bocchini. Edição: Aécio Amado.

(*) Reportagem publicada originalmente na Agência Brasil.

31 de dez. de 2009

Estréia do Filme 'Lula, O Filho do Brasil'


O longa-metragem Lula – O filho do Brasil, que narra a trajetória do atual presidente da república, entra em cartaz dia 1o de janeiro de 2010, mostra a história de Lula, presidente do Brasil, desde sua infância até o episódio da morte de sua mãe.

O filme tem roteiro de Denise Paraná, antiga assessora de Lula e escritora do livro Lula, o Filho do Brasil, direção de Fábio Barreto e no elenco os atores Rui Ricardo Dias como Lula, Glória Pires como a mãe de Lula, Milhem Cortaz é o pai de Lula, Cléo Pires a primeira esposa de Lula e ainda Juliana Baroni vivendo a atual esposa, Marisa Letícia.


Vejam o trailer:



20 de dez. de 2009

Governo Serra e Kassab trabalhando por você - Bairros têm suspeita de leptospirose

http://www.jt.com.br/editorias/2009/12/19/4.13.imagem_leptospirose.jpg


As unidades de saúde registram ainda pacientes com diarreia, dor de cabeça, febre e vômitos

Renato Machado, Eduardo Reina

Casa de Rosalina está infestada de larvas, que aparecem na água suja

Além dos transtornos provocados pelas ruas alagadas há duas semanas, os moradores da região do Jardim Romano e de bairros vizinhos na zona leste de São Paulo começam a sofrer com as doenças transmitidas pela água, como leptospirose e diarreias. A Secretaria Municipal de Saúde contabilizou pelo menos nove casos suspeitos de leptospirose, transmitida pela urina de ratos. A doença pode ser fatal, caso não seja adequadamente tratada. As sete unidades de saúde da região registram ainda grande demanda de pacientes com diarreia, dor de cabeça, febre e vômitos.

A casa da aposentada Rosalina dos Santos, de 63 anos, como muitas outras, está infestada de larvas que nasceram na água suja que inundou o local. “Estou morrendo de medo porque não sei se é dengue ou algo pior. Minha casa e de todos os meus vizinhos estão cercadas por essas coisas”, diz Rosalina.

O perigo de infecção por doenças transmitidas pela água contaminada “é imediato”, de acordo com o infectologista Artur Timerman, do Albert Einstein. “Essa população precisaria de antibióticos para evitar a leptospirose. O correto seria tomar vacina também contra hepatite e febre tifoide.”

Todos os casos suspeitos de leptospirose são de moradores com dor no corpo, febre alta e mal-estar. As primeiras suspeitas provocaram uma corrida em busca de atendimento e, por isso, a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) registrou grande movimento. “Comecei a sentir fortes dores no corpo e febre alta. Fiquei preocupada porque todo mundo só fala nessa leptospirose”, diz Alda Rosânia Almeida, de 42 anos. Seu filho teve os mesmos sintomas na madrugada do dia 16. Um exame de sangue foi feito e não apontou nada. “Hoje (ontem) eu vim e não me pediram exame. Só me deram injeções de dramin e dipirona. E me disseram para voltar se continuar os sintomas. Aí não pode ser tarde?”

Um segurança da AMA e duas atendentes confirmaram que houve um aumento no movimento. Mesmo assim, a Secretaria de Saúde informou que houve somente 158 atendimentos até as 17 horas de ontem, ante uma média diária de 180

http://www.jt.com.br/editorias/2009/12/19/4.1.imagem_lixo1.jpg

Após a crise da varrição, lixo de feira deixa de ser recolhido

Nas zonas oeste, norte e leste, os resíduos de 63 feiras de quinta não foram retirados das ruas. Empresa afirma que cumpre contrato, que prevê o recolhimento apenas do que estiver ensacado. Prefeitura diz que multou empreiteira

Felipe Oda, felipe.oda@grupoestado.com.br

Lixo da feira de quinta na Rua Aimberê, em Perdizes, zona oeste da capital


Os moradores das regiões de 13 das 31 subprefeituras da capital amanheceram ontem com o lixo de 63 feiras livres realizadas na quinta-feira esparramado pelas ruas e calçadas. Os resíduos, espalhadas pelas chuvas e carros, deveriam ser recolhidos pela Loga, Logística Ambiental de São Paulo S/A, concessionária que presta serviço de coleta para a Prefeitura. Entre as áreas afetadas estão Lapa, Pinheiros, Sé e Mooca.

Em agosto, o corte dos gastos com varrição prejudicou o serviço de limpeza urbana. A queda de braço entre a administração e as empresas contratadas para o serviço foi agravado por uma forte chuva, situação que pode se repetir agora (leia texto abaixo).

A coleta do lixo das feiras só foi executada por volta das 16h de ontem, com quase 24 horas de atraso, pela própria Prefeitura. Normalmente, o serviço deve ser feito logo após o término das feiras. A administração municipal afirma que multará a Loga. O valor pode chegar a R$ 100 mil.

A Secretaria Municipal de Serviços afirma que a varrição das ruas foi mantida e creditou o problema à Loga, que não teria feito a coleta dos resíduos varridos. Porém, o presidente da empresa, Luiz Gonzaga, afirma que cumpre o contrato, que prevê que apenas o lixo ensacado pelos feirantes deve ser retirado. “Em nenhum momento a Loga deixou de cumprir suas responsabilidades contratuais”, afirmou (leia abaixo).

Moradores das ruas onde são realizadas as feiras livres confirmam que os caminhões e funcionários da empresa estiveram, anteontem, recolhendo apenas o lixo ensacado. “Eles costumam atrasar, mas nunca deixaram de recolher o lixo no mesmo dia. E pela primeira vez não levaram o lixo que não estava ensacado”, conta o segurança Wendell Correia Barbosa, de 23 anos, que trabalha na Rua Aimberê, em Perdizes, zona oeste. “A feira acabou e os garis juntaram o lixo em ‘montinhos’. O caminhão passou e só pegou os sacos, o resto ficou na rua”, diz a aposentada Nadir das Chagas Batista, de 63, que mora na Rua Augusto Gil, na Vila Dionisia, zona norte da capital.

Gonzaga afirma que a concessionária recolheu apenas o lixo ensacado para conscientizar a população. “A população precisa aprender a fazer a sua parte. É cômodo deixar para a empresa recolher todo o lixo. É uma forma de conscientizar as pessoas. Todos os resíduos que se encontravam ensacados foram coletados, transportados”, afirmou.

A Prefeitura e a Associação dos Feirantes de São Paulo culparam os feirantes irregulares por descumprirem as regras de ensacar o lixo produzido. “É uma questão antiga: os feirantes regulares cumprem o decreto, mas os irregulares, não. Eles não respeitam e não ensacam o lixo”, afirma Jorge Okawa, administrador da associação.

Em nota, a Secretaria de Serviços informou que a situação foi resolvida depois que “as subprefeituras providenciaram, emergencialmente, a limpeza para evitar que os resíduos se espalhassem e causassem problemas à população”. Na região sudeste, atendida pela Ecourbis, os serviços foram executados normalmente.

3 de nov. de 2009

Poli Grega


Polis Grega (800 a.C)
As instituições políticas do Período Homérico eram muito simples. As pequenas comunidades aldeãs, existentes no território de uma tribo, eram praticamente autônomas e independentes entre si. O chefe tribal quase não tinha autoridade. Não podia legislar nem administrar a justiça. Limitava-se a liderar as aldeias em época de guerra e a celebrar os cultos coletivos. O Basílio nada recebia por sua função e seu sustento era retirado das propriedades de seu gênios. Era conhecido como rei lavrador.


Nessas pequenas comunidades, não havia uma administração pública desenvolvida nem funcionários. O tesouro público era reduzido ao mínimo, já que as maiores despesas relacionavam-se aos cultos religiosos. O exército praticamente nada custava, porque cada homem livre equipava-se por sua própria conta. A justiça era, na maioria das vezes, realizada no interior dos gene, cujos integrantes participavam, inclusive, de vinganças, quando elementos de outros gene praticavam alguma falta contra seus membros.
O rei era auxiliado por um Conselho Consultivo, eleito ou transmitido hereditariamente entre os gerentes. Mais tarde, entre a segunda metade do século VIII a.C. e o início do século seguinte, esse conselho destronou o Basílio e tornou-se o principal órgão político das comunidades. Mesmo nos lugares onde a monarquia foi mantida, o conselho tornou-se o centro da vida política. A monarquia tribal cedeu lugar à oligarquia (domínio de poucos), isto é, à autoridade dos proprietários de terras, que iam incorporando a seus domínios as propriedades dos camponeses endividados.
Nessa época, ocorreu uma explosão demográfica, ao mesmo tempo que se desenvolviam o artesanato e a economia mercantil. Essas transformações políticas, econômicas e sociais possibilitaram o progresso das cidades e da vida urbana. Os laços sociais existentes nas pequenas comunidades de aldeias foram se dissolvendo. Os gene perderam aos poucos seus poderes particulares de promover acústica e foram se subordinando à coletividade. Surgiu, então, a polis ou cidade-estado  base da organização política dos povos gregos. Apesar das semelhanças culturais, os gregos jamais formaram uma nação enquanto foram independentes. Suas cidades tinham governos, sistemas políticos e leis próprias. Além disso, vi viam em conflitos, amenizados temporariamente por alianças entre os grupos dominantes das polis. Para os gregos, a polis era o lugar onde se asseguravam direitos e deveres, definindo-se, assim, a própria cidadania. Mas, mesmo rivais ou independentes entre si, as cidades gregas mantinham mecanismos de solidariedade contra o que chamavam “mundo bárbaro”, isto é, os povos não-gregos que viviam fora da Hélade, que correspondia ao território coberto pelo conjunto das cidades gregas. Essa solidariedade expressava-se nos jogos, como as Olimpíadas (que eram festivais esportivos, com fins religiosos, envolvendo todas as cidades gregas), e nas alianças militares contra os “bárbaros”. A cidade-estado grega era formada pela acrópole, a parte alta da cidade, e pelas terras em volta, utilizadas na agricultura. A cidade era o centro religioso, político e econômico do território que a cercava.
Raras cidades-estados possuíam uma área extensa. As exceções foram Esparta, que englobava a Lacônia e a Mexeria, e Atenas, que correspondia à Ativa inteira. Na maioria das vezes, uma mesma região, como a Beócia ou a Acaba, compreendia várias cidades de dimensões restritas e rivais umas das outras. As cidades-estados começaram a formar-se no Período Umedeço, mas foi no Período Arcaico que a polis se estruturou, embora seu desenvolvimento não tenha sido semelhante em toda a Grécia.
O apogeu da pólis coincidiu com o surgimento da democracia no Período Clássico, como veremos posteriormente. Nas cidades-estados que adotaram o sistema de governo democrático, os habitantes do território, exceto servos, escravos, estrangeiros e mulheres, eram cidadãos, que, coletivamente, organizavam a vida política, econômica e religiosa. Devemos nos lembrar de que a cidadania grega significava a devoção de um cidadão a sua cidade, embora houvesse laços religiosos e étnicos que davam a todos os gregos um sentimento de afinidade. No apogeu da polis, a filosofia, a poesia, a ciência, as artes, o direito, o estatuto da cidadania e o debate de idéias atingiram níveis de desenvolvimento até então inexistentes. Esse desenvolvimento foi facilitado, por
que a vida na cidade permitia que todos os cidadãos se encontrassem nas praças públicas para discutir os acontecimentos do dia e os interesses urbanos. A liberdade de debates entre os cidadãos era possível por serem os reis gregos eleitos por nobres e guerreiros. Assim, os gregos jamais caíram sob a tirania de monarcas divinizados ou sacerdotes, como aconteceu no Oriente; seus líderes e governantes eram sempre aclamados pelos cidadãos ou por seus representantes.
Para que esse costume prevalecesse, uma contribuição muito grande foi dada pela religião dos gregos. Misturando a vida dos deuses com características humanas, sua tradição religiosa encurtava a distância entre o humano e o divino, dando mais liberdade de pensamento aos homens. Porém, essa participação política era para a minoria dos cidadãos, que podiam discutir os problemas da cidade e envolver-se com questões políticas, já que havia uma outra parcela da população encarregada de produzir alimentos. Veja o que escreveu o historiador Perry Anderson: por trás de toda essa organização e cultura não há uma economia urbana de alguma forma equiparável a elas: ao contrário, a riqueza material que sustentava sua vitalidade intelectual e cívica era extraída de forma esmagadora do campo, cuja força básica era o trabalho escravo”.
Fonte: História antiga 

23 de out. de 2009

Os três poderes do PIG: o judiciário


Por Odair Rodrigues * - Portal do Vermelho - 23.10.09

As fami(g)lias marinho, frias, mesquita, civita e repetidores, doravante escritas com letras minúsculas para fazer jus à estatura de seu "jornalismo", sofrem de intensa síndrome de Luís XIV, monarca francês que proferiu a famosa frase - Eu sou a Lei, eu sou o Estado; o Estado sou eu - (Je souis la Loi, Je souis l'Etat; l'Etat c'est moi).


Arrogam-se no direito de exercer simultaneamente os três poderes da República ,usando seus mercenários da palavra ou ampliando a voz daqueles que nunca se atreveram a sair às ruas, sejam demo-tucanos, latifundiários, velha direita, nova direita, etc.

O poder judiciário do PIG tem dois nomes: Marco Aurélio de Mello e Gilmar Mendes, ambos ministros do STF.

Marco Aurélio tem no currículo a libertação do estelionatário Salvatore Cacciola, ex-dono do banco Marka, que realizou operações fraudulentas em dólar, lesando pessoas e empresas brasileiras na era FHC. Foi preso, mas o ministro do STF concedeu habeas corpus e logo depois Salvatore fugiu para Europa.

Porém, a notoriedade de Aurélio de Mello aumentou com as fami(g)lias proprietárias do PIG pela sua ferrenha oposição ao governo Lula. No momento, faz coro com o presidente do Supremo ao acusar o governo federal de abuso de poder, de usar o Estado para fazer a campanha de 2010, acusação que nunca fez a FHC e nem faz a Aécio e Serra.

Gilmar Mendes também é um conhecido por conceder habeas corpus para acusados de crime de colarinho branco; libertou Daniel Dantas, conhecido especulador, fraudador, corruptor e líder de quadrilha, segundo acusações da polícia federal e do ministério público.

Diferente de Cacciola, Dantas ficou no Brasil e usa sua influência no PIG e em cargos do governo para desmoralizar que o expõe. Vide o ex-delegado Protógenes e o juiz Fausto de Sanctis, implacavelmente perseguidos pela mídia após as duas prisões do capo do banco Oportunity.

Além de libertar um dos maiores patrocinadores dos mercenários da pena da Veja, Folha, Estadão, Globo e Isto É, Mendes também leva ao delírio a elite da Casa Grande quando este propõe a criminalização dos movimentos sociais, particularmente o MST.

Fazendeiro, praticante do coronelismo no Mato Grosso do Sul, lobista do ensino privado, segundo apuração da revista Carta Capital, o ministro Gilmar Mendes chega a irritar colegas de magistratura, como aconteceu com o ministro Joaquim Barbosa que expressou a vontade de milhões de brasileiros ao questionar a postura do presidente do Supremo, em sessão do STF de abril de 2009.

Estrelas da mídia

Marco Aurélio de Mello e Gilmar Mendes não escondem o desejo de aparecer na mídia golpista a qualquer custo. Quando não têm nada a dizer, expõem seus gostos pessoais, opiniões sobre futilidades como qualquer outra estrela instantânea de reality show, cujo cachê depende do tempo de exposição pública nos meios de comunicação. São considerados "polêmicos", quando na verdade expressam a vontade de conservadores que sonham com um golpe ao estilo hondurenho.

O PIG se utiliza do narcisismo midiático de ambos para perseguir julgar e condenar qualquer um que não esteja de acordo com seus preceitos neoliberais. Fazem mais que divulgar a voz da magistratura dos ricos - praticamente assumem-se como o próprio judiciário.

21 de out. de 2009

Pesquisar na internet faz bem para cerébros idosos

Estudo foi feito na Universidade da Califórnia com 24 voluntários.
Entre os mais acostumados com a internet, atividade cerebral foi maior.

Cientistas americanos comprovaram que o uso da internet pode ajudar o funcionamento do cérebro em pessoas da terceira idade e em pouco tempo.

É um mundo desconhecido para esses senhores de cabeças brancas, mas o desafio de pesquisar na internet pode ser um grande aliado contra a demência.

O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia com 24 voluntários, com idades entre 55 anos e 78 anos. Os grupos foram divididos entre novatos e experientes em internet.

Logo depois do primeiro contato com o computador, a ressonância magnética mostrou que a atividade nas áreas cerebrais que controlam a linguagem, a leitura, a memória e a capacidade visual nos dois grupos. Mas os experientes em internet trabalharam uma área do cérebro muito mais extensa do que a dos novatos.

Depois desse exame, os grupos foram orientados a passar duas semanas fazendo pesquisas na internet durante uma hora por dia e voltaram para um novo teste no laboratório. Submetidos a uma segunda ressonância magnética, os resultados foram bem diferentes.

Além de toda a área que já tinha sido ativada no primeiro contato com a rede, os novatos também trabalharam a parte frontal do cérebro, uma região que controla a memória e a tomada de decisões.

Numa nova comparação, os cientistas perceberam que, depois de um tempo navegando na internet, a diferença entre novatos e experientes diminuiu, deixando a extensão da área ativada praticamente igual nos dois grupos.

A conclusão é que a internet, se usada diariamente, pode ser um treinamento, assim como palavras cruzadas, quebra-cabeças, um trabalho para não deixar o cérebro perder a capacidade de raciocínio.

Fonte> G1

19 de out. de 2009

Justiça cassa um quarto da Câmara de Vereadores de São Paulo

Estadão - 19.10.09

Treze vereadores e um suplente receberam doações da Associação Imobiliária Brasileira na eleição de 2008


SÃO PAULO - O juiz eleitoral Aloísio Sérgio Resende Silveira cassou e tornou inelegíveis por três anos um suplente e 13 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo que receberam, nas eleições de 2008, doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB). A entidade que diz representar os interesses do setor imobiliário ganhou notoriedade no último pleito por figurar entre os maiores financiadoras de campanha – foram R$ 2,94 milhões apenas a 26 candidatos vitoriosos da capital. Uma investigação do Ministério Público Estadual, contudo, apontou que a AIB seria um braço do Secovi (sindicato das imobiliárias e administradoras).

Em 2008, somando as doações aos candidatos derrotados e àqueles que concorreram em outras cidades – 44 políticos no total –, A AIB doou um montante que chega a R$ 4,43 milhões. Como a Lei Eleitoral (9.504/97) limita a doação das entidades a 2% de sua receita no ano anterior, a AIB teria de ter arrecadado no mínimo R$ 325 milhões em 2007, se for levado em consideração os valores doados em 2008. Segundo o MP, a entidade não mostrou ter essa capacidade financeira.

A entidade não tem funcionários registrados e a sede, na Avenida Brigadeiro Luís Antonio, é um escritório fechado, sem expediente de trabalho. Dois anos antes, em 2006, a AIB já havia caído na malha fina da Receita Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por doações irregulares.

Entre os cassados, estão Carlos Bezerra Júnior, o líder da maior bancada da Casa, o PSDB, com 13 vereadores, o principal parlamentar ligado ao setor dos transportes, Ricardo Texeira, o corregedor da Câmara, Wadih Mutran (PP), o vice-presidente da Casa, Dalton Silvano (PSDB), e o principal representante dos evangélicos e ex-presidente da Assembléia, Carlos Apolinário (DEM). A Câmara tem 55 vereadores.

CONDENADOS

linkDomingos Dissei (DEM)

linkMarcus Vinícius de Almeida Ferreira, suplente

linkMarta Costa (DEM)

linkCarlos Apolinário (DEM)

linkAdilson Amadeu (PTB)

linkGilson Barreto (PSDB)

linkDalton Silvano (PSDB)

linkAdolfo Quintas (PSDB)

linkAbou Anni (PV)

linkRicardo Teixeira (PSDB)

linkWadin Mutran (PP)

linkUshitaro Kamia (DEM)

linkCarlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB)

linkClaudinho (PSDB)

ABSOLVIDOS

linkAntonio Goulart (PMDB)

linkNoemi Nonato (DEM)

linkFloriano Pesaro (PSDB)

linkToninho Paiva (PR)

8 de out. de 2009

Educação e Meio Ambiente - Como o governo Serra (PSDB) cuida dos animais e do povo de São Paulo.

Descaso ambiental: o governo de São Paulo “trabalhando (sic) por você

Por Paulo Henrique Amorim - Conversa Afiada - 06.10.09


 A capivara no Horto Florestal

Fotos: Márcia Brasil (março/2009)


O Conversa Afiada traz à tona a preocupação de Zé Pedágio em relação ao meio ambiente. Apesar de o Roboanel – empreendimento modelo do governo tucano – estar encalacrado há 15 anos por conta de desrespeito ao meio ambiente, Zé Pedágio aparece como o salvador da pátria para mais essa questão.

Amigo navegante vamos explorar um pouco o tema:


Primeiro clique no link abaixo para ouvir o programa “Conversa com o governador” . Aqui, Zé Pedágio discorre sobre a importância de uma política ambiental e das medidas que tomou até agora. Segundo o Zé, ele está “salvando (sic) a área de lazer, a área de produção de água e a área de produção de bom meio ambiente”.
Agora a parte dois. Veja o vídeo enviado pela amiga navegante Luisa Scioli. É da Unidade de Conservação- no conhecido Horto Florestal. Repare, amigo, a situação do local e como repercutiram as “importantes medidas” de Zé Pedágio.

Luisa Scioli
Enviado em 05/10/2009 às 10:36
Bom dia leitores e bom dia Paulo Henrique,
PUXARAM A CAPIVARA DO MEIO AMBIENTE EM SÃO PAULO
VEJA ESTE VIDEO
Vendo este abuso do governador, gostaria que vissem aqui no link que vou disponibilizar. Trata-se de imagens da morte de animais dentro de uma Unidade de Conservação- no conhecido Horto Florestal - o cartão postal da cidade.
São imagens fortes que comprovam a falta de atenção deste governo que só faz propaganda mas que no fim não cuida nem de capivaras. Do lado do palácio de vereneio.

6 de out. de 2009

ESCOLA LIVRE DE TEATRO DE SANTO ANDRÉ SOB AMEAÇA

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Escola Livre de Teatro de Santo André sob ameaça

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Integrantes da Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT), projeto artístico-pedagógico que se firmou como referência para a formação de atores no Brasil e que se aproxima agora dos seus 20 anos de enraizamento na cidade, denunciam que seu projeto pedagógico está seriamente ameaçado. No dia 8 de setembro, a prefeitura da cidade demitiu, sem justificativas, o coordedenador pedagógico da escola, o ator Edgar Castro.

Aprendizes da comunidade da Escola Livre de Teatro de Santo André, apoiados por artistas dos principais grupos do ABC e de São Paulo fizeram um grande movimento na Câmara Municipal de Santo André, nesta quinta-feira, durante a Sessão Plenária. Os aprendizes fizeram uso da Tribuna Livre para defender a Continuidade do Projeto Artístico-Pedagógico Original da Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT)

O movimento busca sensibilizar os representantes do Poder Legislativo para que eles sejam interlocutores junto ao Poder Executivo, que vem negando todas as reivindicações da comunidade e descumprindo os prazos de resposta acordados em reunião.

A Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT), projeto artístico-pedagógico que se firmou como referência para a formação de atores no Brasil e que se aproxima agora dos seus 20 anos de enraizamento na cidade, está com seu projeto pedagógico seriamente ameaçado.

No dia 8 de setembro de 2009, o coordenador pedagógico da ELT, o ator Edgar Castro – professor da escola há 11 anos e escolhido como coordenador pelo corpo de mestres, foi demitido sem justificativas.

Desde janeiro de 2009 a comunidade da ELT tem se reunido para conhecer o projeto cultural da atual gestão para a cidade de Santo André. No dia 28 de novembro de 2008 organizou um ato público: o Encontro Cultural da Cidade, quando se esperava como convidado principal o então candidato Aidan Ravin (PTB), que acabou sendo eleito prefeito. Ravin não compareceu, mas fez-se representar por assessores e pelo vereador recém eleito Gilberto do Primavera (PTB), que firmou publicamente seu compromisso com a cultura da cidade e com a manutenção do projeto original da ELT.

No entanto designaram para a Escola, como primeira medida, uma nova coordenadora não pertencente ao quadro de mestres e desconhecedora do projeto em curso. Em três de fevereiro de 2009 uma assembléia foi realizada com a presença de toda comunidade ELT, da nova coordenadora - Eliana Gonçalves - e do atual Secretário de Cultura, Edson Salvo Melo, que reiterou a afirmação anterior sobre a continuidade do projeto artístico-pedagógico.

Passados quase nove meses da nova gestão e de contínuas tentativas de diálogo entre a comunidade e a coordenadora Eliana Gonçalves, a comunidade foi surpreendida pela repentina e não justificada demissão do mestre Edgar Castro, feita pelo Diretor de Cultura, Pedro Botaro, no dia 8 de setembro de 2009.

No dia 11 de setembro, mais de trezentos artistas representantes dos principais coletivos de artes cênicas das cidades de Santo André e São Paulo - entre eles as atrizes Maria Alice Vergueiro, Leona Cavalli, Georgete Fadel, o ator Antônio Petrim, a diretora Cibele Forjaz – fizeram uma passeata da Praça Rui Barbosa, sede da Escola, até o Paço Municipal, onde foi entregue uma carta de reivindicações ao Secretário de Cultura do município.

No dia 14 de setembro uma comissão formada por mestres e aprendizes representantes da ELT, esteve com o Secretário de Cultura de Santo André, em reunião sugerida por ele, para obter a resposta sobre o ato realizado na semana anterior. O secretário discutiu cada ponto da carta entregue pelo Coletivo, mas negou as duas principais reivindicações, firmando a decisão de afastar Edgar Castro, tanto de sua função de coordenador quanto de mestre da escola, e de manter Eliana Gonçalves como coordenadora.

A comissão deixou claro que não aceitaria essa decisão - uma ameaça ao projeto pedagógico original, que tem a autogestão e a definição da coordenação pedagógica pela comunidade como principais características. Após três horas e meia de reunião, o Secretário prometeu encaminhar uma carta pública à comunidade nesta quinta-feira promessa não cumprida. Como estratégia de desmobilização o Secretário pediu dois a três dias para responder às reivindicações.

Por fim, no dia 17 de setembro, foi dada a resposta final: negaram todas as reivindicações. Ainda não entregaram nenhum documento oficial respondendo ou justificando nenhuma das atitudes tomadas pela prefeitura.

Dessa forma a comunidade decidiu ir em peso, à Câmara, pedir o apoio dos representantes do Poder Legislativo para a manutenção do projeto artístico-pedagógico original da Escola Livre de Teatro de Santo André, junto ao Poder Executivo do município.

"O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da TRAVESSIA"

João Guimarães Rosa - Grandes Sertões: Veredas

Por Antonio


5 de out. de 2009

Sobre o #ENEM. Polícia Federal pega laranja, funcionário da gráfica da Folha

A Polícia Federal indiciou ontem dois suspeitos de fraudarem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): o empresário e publicitário Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid. A PF está convencida do envolvimento de ambos na trama do vazamento das provas.

A Folha:

Gregory Craid e Felipe Pradella ofereceram a jornalistas do Grupo Estado duas provas do exame que seria feito este fim de semana:Felipe Pradella é um funcionário temporário, admitido apenas para atuar na Plural Gráfica e Editora(Gráfica da Folha de S.Paulo) durante a impressão das provas do Enem. A Plural, contratada pelo consórcio para realizar a impressão, é uma parceria do Grupo Folha e da Quad Graphics.Felipe Pradella, estava com Gregory no encontro com o Estado. Ele já foi localizado pela Polícia Federal.

Segundo um funcionário da Gráfica Plural,da Folha de SP, onde foi rodado o gabarito do Enem, a empresa que presta serviço de vigilância para a empresa foi trocada há pouco mais de um mês. “É muito estranho tudo isso: trocarem a segurança há um mês do exame do Enem”, afirmou um profissional da editora ao jornal da tarde.

Pelo menos quatro funcionários disseram que Pradella fazia parte da equipe da segurança da editora. Não souberam dizer, no entanto, qual função ele exercia

Na noite de sexta-feira, a equipe do delegado Marcelo Sabadin, que conduz a apuração, começou a procurar Gregory. Primeiro os agentes foram a uma danceteria em Osasco. Depois, bateram à porta da MySpace, balada no Itaim. O DJ atua rotineiramente nesses endereços.

Às 3 horas de ontem, a PF fez contato com o advogado Antônio José Craid, pai de Gregory. Os dois estavam reunidos na casa do advogado, em Barueri. "Estou me inteirando dos fatos", disse ele à PF. O delegado convenceu Craid a apresentar o rapaz. Também foi antecipado o depoimento de Luciano Rodrigues, inicialmente marcado para amanhã. O empresário foi à PF acompanhado de seu advogado, Luiz Vicente Bezinelli.Gregory Camillo,seu perfil numa rede social da internet destaca que Gregory é DJ fixo na Moon Disco, no Itaim, zona sul. Já trabalhou como residente do Club A e na The Week, casas badaladas de São Paulo. Tinha participação programada no dia 28 na Daslu Fashion Night. Jovem de classe média, passou em segunda chamada, num vestibular de Direito. Tem 26 anos. Por que precisava de 500 reais?

Quem é quem

Gregory Camillo de Oliveira Craid: Tentou vender o Enem à reportagem do Estado e fez os contatos telefônicos. Trabalha como DJ em casas noturnas, como Moon Disco e The Week, e organizava uma festa na Daslu para este mês. Tem seu perfil e foto em vários sites de relacionamento e costuma arrumar convites vips para boates. O pai, advogado, é diretor jurídico da Câmara Municipal de Barueri. O DJ tem 26 anos . Alega que não se envolveu com o roubo da prova e que Felipe a trouxe para que os dois negociassem.

O pai de Gregory Camillo de Oliveira Craid,Antônio José Craid, é advogado, diretor jurídico da Câmara Municipal de Barueri. O prefeito de Barueri é Rubens Furlan (PMDB), apoiado por Quércia, que apóia o governador tucano José Serra, e o prefeito paulista Gilberto Kassab (DEM)

Felipe Pradella: Estava com Gregory no encontro com o Estado. Segundo o DJ, seria Felipe quem teria tirado a prova da gráfica, já que trabalharia como segurança da empresa contratada para supervisionar o processo. Ainda não foi localizado pela polícia. Aparenta ter 30 anos e tinha comportamento mais truculento

Luciano Rodrigues: Publicitário e dono de uma pizzaria nos Jardins. Tem 39 anos, grandes tatuagens no braço direito, cabeça raspada. Foi quem forneceu nomes de jornalistas e deu telefones para que a dupla fizesse contato. Ele alega que não sabia que Gregory e Felipe pretendiam vender a prova do Enem. Diz apenas que viu um timbre oficial no material que um deles levou à pizzaria e acreditava estar somente contribuindo para um "furo jornalístico" ao indicar pessoas da imprensa

A PF investiga se Pradella é segurança do consórcio contratado para aplicação e logística do exame ou se coordenava o manuseio dos cadernos de questões. Ele ainda não foi localizado. Se até amanhã ele não se apresentar, a PF vai pedir à Justiça Federal sua prisão.(O Estado de S.Paulo)

Nós descobrimos mais um trecho da história mal contada

Quem é o advogado de Luciano Rodrigues, o dono da pizzaria

Pelo menos até 2008, o advogado Luiz Vicente Bezinelli, era o Presidente do Tribunal Regional de Arbitragem e Mediação do Município de São Paulo e ex diretor do PROCON de Guarulhos.O advogado também é (ou era) professor e diretor da Faculdade Eduvale

E mais;

É também, presidente da BZ3EDITORA – Bezinelli Editorial & Gráficos Ltda., e ex-Assessor do Presidente e Diretor da VASP – Viação Aérea São Paulo S. A. Vasp

Estranha coincidência

Luiz Vicente Benzinell, advogado, Professor universitário, ex-assessor da presidência da falida VASP, ex-diretor do PROCON de Guarulhos

É dono de uma editora de livros didáticos, educacionais e culturais que também realiza revisão gráfica e de texto para outras gráficas e editoras e foi professor da PUC-SP.

Por que o Enem ganhou tanta importância neste ano?

A prova será adotada como parte do processo seletivo em 42 das 55 universidades federais (24 utilizarão o exame como prova única). A prova, que tinha 63 questões, passou a ter 180 e o modelo de correção também mudou, cada questão terá um peso.

Por Helena - Site Os amigos do Lula - 05.10.09

A educação (conhecimento) se constrói, também, com a informação da imprensa, baseada na ética e cidadania.

A ideologia uniforme da mídia

Por Venício A. de Lima - Observatório da Imprensa - 29/9/2009

Um brasileiro de classe média alta que leia diariamente os três jornalões nacionais (Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e O Globo), leia também um jornal local – se residente em Brasília, digamos, o Correio Braziliense –, tenha o rádio de seu carro sintonizado na CBN ou na Band, e frequentemente assista ao Jornal Nacional da Rede Globo, recebe a informação "plural e diversa" necessária à formação de uma "opinião pública independente" no "mercado livre de idéias", fundamento da democracia?

Será que esse brasileiro sente seus diferentes pontos de vista "refletidos e emulados" na "esfera pública"? Seria ele um membro padrão da "esfera pública" ou apenas parte da "esfera pública" composta por leitores/ouvintes/telespectadores destes veículos? Será que existe uma "esfera pública" ou existem muitas e até excludentes "esferas públicas"?

Será que esse brasileiro sabe o que realmente se passa no país? Sua opinião é a "opinião pública" dominante ou é apenas a opinião dos leitores/ouvintes/telespectadores do que esses jornais, emissoras de rádio e TV, uniformemente, decidem transformar em "notícia"?

Afinal, quantas "esferas públicas" podem coexistir num país das dimensões e com as desigualdades sociais do nosso? Quantas "esferas públicas" existem onde a influência da grande mídia impressa, por exemplo, não é determinante ou é inexistente (o que dizer dos cerca de 10 milhões de leitores da Folha Universal o jornal – gratuito – de maior tiragem no país, acima de 2,3 milhões por edição semanal?

Da mesma forma, haverá uma "opinião pública" ou coexistem muitas e variadas "opiniões publicas", "fotografadas" estatisticamente por meio de intervenções (pesquisas) pautadas por interesses e questões alheios a ela ou a elas?

Essas (e muitas outras) questões, que em geral não são discutidas pelos colunistas da grande mídia, além de fundamentais escondem os pressupostos básicos sempre implícitos na definição do papel da "imprensa" nas democracias liberais.

O supra-editor

Bernardo Kucinski tem afirmado que a grande mídia brasileira funciona como se fosse diariamente editada por um "supra-editor". Esse fictício editor único faz com que ela "seja a favor das mesmas posições e contra as mesmas posições". Os exemplos são inúmeros:

"A grande mídia é a favor das privatizações, da contenção dos gastos públicos, da redução de impostos; da obtenção de um maior superávit primário, da adesão do Brasil à Alca. E é contra a criação de um fundo soberano, ao controle na entrada de capitais, ao Bolsa Família, à política de cotas nas universidades para negros, índios e alunos oriundos da escola pública, à entrada de Venezuela no Mercosul e ao próprio Mercosul" (cf. Diálogos da Perplexidade; Editora Fundação Perseu Abramo, 2009).

Mais recentemente, poderíamos acrescentar: a unanimidade da grande mídia na defesa de uma CPI para investigar a Petrobras e contrária à proposta do governo de exploração do pré-sal, contrária à política externa brasileira, além da unanimidade em relação ao tratamento da corrupção no Parlamento.

Sobre esse último ponto, o sociólogo Jessé de Souza, em artigo publicado no caderno "Aliás" do Estado de S.Paulo (6/9/2009) – um jornalão, é verdade – sob o título "O Estado de todas as culpas", comenta a "estrutura invisível e profunda" do debate que a mídia propõe e afirma:

"O Estado é sempre suspeito de `politicagem´ e de `aparelhamento´ por indicações políticas e o mercado é definido como instância `técnica´, ou seja, reflexo da `racionalidade pura´ e do `cálculo técnico´. Um é a esfera do `privilégio inconfessável´ e o outro o reflexo da `razão técnica´ supostamente no interesse de todos. É isso que explica o foco constante e diário na `corrupção política´ como a lembrar ao público onde está o mal e onde está o bem.

Como tudo no mundo social, essa é uma realidade `construída´, fruto de uma leitura seletiva e interessada do mundo."

Papel da mídia nas democracias

Poderá haver alguma dúvida de que a grande mídia brasileira, apesar de rusgas ocasionais, funciona de maneira ideologicamente uniforme? Funcionando assim, como justificar-se a si mesma como "mediadora" dos debates de interesse coletivo numa (única?) "esfera pública" ou formadora de opiniões independentes no "mercado livre de idéias"?

Um aspecto interessante sobre essa uniformidade é que a metodologia de pesquisa usualmente utilizada para acompanhamento das coberturas da mídia não dá conta de apreendê-la. Limitando-se, quase exclusivamente, àquilo que é publicado e, na melhor das hipóteses, à comparação intra-mídia das coberturas, a uniformidade ideológica escapa às análises convencionais. Esse fato apenas reforça a necessidade de que ela seja identificada e tornada pública.

Em tempos de 1ª Conferência Nacional de Comunicação, os pressupostos implícitos sobre o papel que a grande mídia desempenha nas democracias liberais e sua uniformidade ideológica precisam ser debatidos. Afinal, todos queremos o aprimoramento democrático. Ou não?

Azenha: a solução está na educação. Sem educação o Brasil não vai a lugar algum.

Até o Próximo oportunismo

Por Luiz Carlos Azenha* - 03.10.09

Eu ouço isso desde os anos 50, quando ainda nem tinha nascido: a solução está na educação. Sem educação o Brasil não vai a lugar algum. Concordo.

Mas também já ouvi esse argumento usado para tentar desmerecer outros investimentos.

Escrevendo em O Globo, a Miriam Leitão traz de volta o "há quem diga" que o dinheiro a ser gasto com as Olimpíadas do Rio de Janeiro seria melhor gasto se investido em educação.

Da mesma forma que o Ali Kamel, no discurso contra as cotas raciais, diz que em vez de promovê-las o governo federal deveria investir em educação básica que beneficiasse tanto negros quanto brancos.

À primeira vista parecem argumentos louváveis. Até que alguém, na prática, tenta fazer alguma coisa em favor da educação. Leonel Brizola no Rio de Janeiro, por exemplo, se esforçou para expandir o ensino básico de qualidade a todas as crianças. Foi ferozmente combatido pelas Organizações Globo. O governo Lula, que promoveu uma notável expansão das escolas técnicas e universidades federais, foi ferozmente combatido pelas Organizações Globo. Só escapou de maiores críticas por ter financiado o PróUni, que é uma tremenda transferência de renda do Estado para as universidades privadas patrocinadoras das Organizações Globo.

Todos os avanços sociais patrocinados pelos governos trabalhistas brasileiros foram ferozmente combatidos pela elite: das leis trabalhistas de Getúlio ao Bolsa Família. As leis de Getúlio eram "inspiradas em Mussolini". O Bolsa Família, arma eleitoral para sustentar vagabundo.

Eu aceito que usem o argumento da "prioridade na educação", sim. Desde que seja vinculado à origem do dinheiro: que tal um imposto sobre as fortunas ou sobre o faturamento dos bancos exclusivamente investido em educação?

Ah, mas aí não vale. Aí eles escondem o argumento em defesa da educação básica de qualidade. Até o próximo "oportunismo".

Azenha (jornalista) escreve no site Vi o mundo

1 de out. de 2009

“Quem tem medo da internet?” Por Emir Sader.

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Imagem de uma rede social da web

Os grãos-tucanos, entre eles o próprio presidente, fizeram tudo o que puderam para censurar a internet. Um colunista da empresa dos Frias vem perguntar “como me livro da internet livre”? Fica clara a resposta: terminando com a internet livre – isso o que pedem e outros.

Mas quem tem medo da internet? Por que tem gente com medo da internet? É uma pergunta que todos nos devemos fazer, para entendermos o tipo de “democracia” que eles pregam.

A isso haveria que acrescentar a perguntar que, nem por ter vindo de Sarney, deixa de ser pertinente: Quem elegeu os donos das empresas monopolistas da mídia? Quem escolheu Otavio Frias Filho, foi seu pai. Da mesma forma as famílias Mesquita, Marinho e Civitas fazem passar de pai para filho. Quem votou por eles? O dinheiro, que permitiu a essas famílias montar uma empresa de mídia, situação que está vedada ao resto dos brasileiros. Aceitariam eles se submeter a um referendo público?

Medo da internet – que os fez torcer, calados, para não aparecer publicamente como estavam a favor da aprovação da censura na internet – tem os que detêm e goza dos privilégios do monopólio. São afetados pelas noticias semanais não somente sobre a crise financeira da mídia tradicional – a receita de publicidade dos jornais norteamericanos caiu 29% só na primeira metade deste ano -, mas também da sua credibilidade: quase dois terços dos nortemaericanos desconfiam das noticias divulgadas pelo jornalismo, o índice de credibilidade mais baixo desde que o Pewe Research Center começou a fazer esse tipo de pesquisa, em 1985.

Respondamos cancelando a assinatura dos seus jornais, deixando de ver seus programas de rádio e televisão. Mostrando como a internet nos permite informar-nos de maneira muito mais pluralista. Na internet se pode ler aos jornais que nos interessam, de qualquer lugar do mundo, interagindo, opinando, criando novos espaços.

Tenhamos claro que os que têm medo da internet são os que usufruem dos monopólios, os que se submetem aos patrões que lhes pagam salários e lhes garantem espaços de que eles acreditavam que dependeríamos para conhecer o Brasil e o mundo. São os que acusam governos, partidos, movimentos sociais, de não serem democráticos, mas estão a favor da censura e da ditadura, como agora fica claro.

Quem têm medo da internet, têm medo da democracia, têm medo da cidadania, têm medo do povo. Têm medo de ser derrotado de novo nas urnas. Têm medo de que o povo, uma vez mais, como declarou um deles, “derrote a opinião pública”. Opinião pública que, nas palavras do Millor, quando não era empregado dos Civita e tinha graça: “Opinião pública é a opinião que se publica”. Prezam uma falta opinião pública. Têm medo da internet, porque ela faz com que o que se publique não seja apenas o que eles decidem. Viva a internet, viva a democracia, viva o pluralismo.

Do blog Brasil Auto Gestionário - 01.10.09