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26 de set. de 2012

A privataria tucana é notícia na Itália: José Serra, o homem que quer vender o Brasil

A privataria tucana é notícia na imprensa internacional. Com tradução livre de Camille Helena Claudel, o texto a seguir foi publicado no sítio italiano Informare × Resistere. O artigo, de forma didática, mostra aos italianos o motivo de os brasileiros rejeitarem o modelo privatista e neoliberal dos tucanos.
 
Porque tantos brasileiros não querem que se realize o projeto do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), um projeto de privatização, neoliberal e subordinado a empresas estrangeiras.
O Brasil diz “não” à privatização. A privatização ocorre no momento em que o governo vende empresas do Estado – como, por exemplo, a Petrobras, a administradora brasileira de petróleo – para o setor privado, ou seja, para empresas, grupos de investimento ou multinacionais. Assim, a empresa estatal passa para as mãos de empresários da iniciativa privada.

10 de ago. de 2011

O que é política?

Polis - Grécia antiga (imagem: arquivo)

"A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta" - Platão

A palavra política tem origem no grego “ta politika” que, por sua vez, deriva da palavra grega “polis”. Mas o que é polis?

Polis é a Cidade, entendida como a comunidade organizada, formada pelos cidadãos ( no grego “politikos” ), isto é, pelos homens nascidos no solo da Cidade, livres e iguais. (Convite a Filosofia, capítulo 7, Marilena Chaui, Editora Ática).

Polis é o que chamamos, ao estudarmos a Grécia Antiga, de Cidades-Estado. Os moradores dasPolis eram os “politikos” (cidadãos), aqueles que exercem a civilidade.

Polis Grécia antiga (interior - VIII sec a.C) - clique na imagem para ler a história
Res Publica é a tradução latina de Ta Politika, e corresponde ao que chamamos de práticas políticas. Já a palavra Civitas (origem de: civil, cidade, cidadão e civilizado) é a tradução latina para Polis.

Esparta, Atenas, Corinto, assim como as demais cidades gregas da época, eram Cidades-Estado, portanto, eram Polis. As Polis tinham sua organização política e militar autônomas, isto é, eram independentes umas das outras.

Péricles fala ao povo Ateniense (séc V a.C ) - clique na imagem para ler a história
Ok, mas afinal... O que é política?


A afirmação “não gosto de política”, pode ser verdadeira, mas na maioria das vezes demonstra desconhecimento do que quer dizer política. Na verdade “o homem é um ser político” como afirma a aluna Vanessa Dias.


Por desconhecimento, “a maioria das pessoas afirma não gostar de política, mas na verdade estes não gostam das pessoas que exercem a profissão ‘política’”, afirma Fernanda Sommer. “Política, hoje, é confundida com as ações dos políticos profissionais, principalmente os maus políticos”, reforça Vanessa e completa “... não podemos confundir política com o ato de votar ou ser votado, na verdade fazemos política quando tomamos atitudes em nosso trabalho, escola etc ...”.


Ana Raniele exemplifica política como “o momento em que duas ou mais pessoas divergem sobre um determinado assunto e, estas para defender suas idéias, se lançam em uma discussão”. “Quando pessoas conversam e uma não concorda com a outra, gera uma discussão”, isso é política, afirma Mariana Nunes.


Política também é:

“a arte de governar” (1);

 “um certo diálogo” (2);
 “quando exigimos nossos direitos” (3);
 “alguém se opõe às idéias do outro” (4);
 “a exposição de nossas idéias a outros” (5)


Mas, para você, o que é política?

Fonte: Estudos de um grupo do 3o ano do ensino médio - baseado em livros didáticos: Grécia antiga - História antiga

13 de fev. de 2011

TV Cultura nas mãos do governo do PSDB: "Desmonte do patrimônio público"

Trabalhadores da TV Cultura em Assembléia, na greve de 2009

É com desgosto que o povo paulista vê como sua TV Pública é tratada nas mãos de quem deveria ter a obrigação de zelar e não desmontar um patrimônio público. A demissão efetuada pela direção da TV Cultura, seguindo a linha de raciocínio do governo de Geraldo Alckmin, demonstra não só a debilidade conceitual, a respeito de uma TV Pública, mas também o descompromisso em fazer uma TV alternativa ao seguimento comercial que se apresenta com tão baixa qualidade. A tristeza desses 150 trabalhadores, por perder seus empregos, se soma a desesperança de termos uma TV Pública perdendo sua qualidade.

Os trabalhadores da Rádio e TV Cultura devem estar atentos. Ano após ano, os governos do PSDB no Estado de SP, já demonstraram inúmeras vezes que não tem compromisso nem com os trabalhadores, nem com o povo paulista. Por acreditarem que toda solução vem do "mercado", não titubeiam em aplicar receitas conservadoras e neoliberais, no sentido de ajustar uma empresa vocacionada para o lazer, a cultura,o ensino e o entretenimento de qualidade, para a configuração de uma TV sem qualidade. Por isso é imperativo que todos os trabalhadores, sejam eles jornalistas, radialistas, além de seu núcleo administrativo e artístico, se atentem ao seu único instrumento de defesa que é o Sindicato.

Somente um Sindicato classista e comprometido com essa visão de TV Pública, é que poderá liderar o combate a ser travado com quem tem apenas o interesse de atacar o conceito de TV Púlbica. O envolvimento da sociedade organizada e da população com os trabalhadores, é que poderá retroceder os ataques perpetrados e colocados em ação à emissora, no intuito de promover seu desmonte. A diretoria do Sindicato dos Radialistas, com a presença de seus diretores João e Sérgio Ipoldo, acompanham de perto as movimentações na emissora e de prontidão orientam todos os trabalhadores a se organizarem, pois somente a organização de classe é que pode combater, eficazmente, quem dilapida e destroi um patrimônio público como a TV Cultura.

Do Blog Pimentus Ardidus - 09.02.2011
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Leia mais

Depoimento de funcionário demitido da TV Cultura

Por Paulo Eduardo Franchini Fontes, no Luis Nassif Online

Eu sou um dos 150 dispensados da última leva e trabalhava no depto de computação gráfica da emissora como prestador de serviços “autônomo”. Sou um bom profissional e, como tantos outros, estou mais que apto a trabalhar em qualquer outra emissora ou produtora de vídeo, portanto não fico tão abalado financeiramente. O que me abala de verdade é a grosseria desse senhor João Sayad e seu staff .

Imaginem um imenso barco a vela, cheio de cabos complicados, sistemas de roldanas e marinheiros especializado, gente que domina a navegação há anos, sendo pilotado por um motorista de ônibus daqueles bem xucros que sabem dois comandos: acelerar e frear. Então, esse motorista é o Sr João Sayad comandando o veleiro, que é a Tv Cultura.

Nossa querida Tv Cultura, que tem uma história brilhante, por onde passaram profissionais das mais variadas áreas e onde tanta gente famosa e de talento fez carreira, hoje é palco de escândalos, corrupção e muita sujeira, (que ainda virá a tona) principalmente dos que não possuem qualquer sensibilidade artística ou cultural. Pelo contrário, são déspotas que assumiram o controle em nome de uma pretensa “limpeza” na estrutura da emissora, mas que na verdade estão demitindo somente quem verdadeiramente trabalhava lá.

Hoje, quem comanda a Cultura, são os verdadeiros cabides de emprego. Querem todo o dinheiro pra eles e que se dane o telespectador que assiste a Tv.

A Tv Cultura é um direito do público que paga impostos para ter uma Tv digna para suas famílias. Ela foi fundada sob esses auspícios e tenho convicção que qualquer alteração em sua programação, deveria ser feita em plebiscito e não por ditadores corruptos como esse e tantos outros que por lá passaram.

E tenho dito…

Do blog Onipresente - 11.02.2011

Atualizado em 13.02.2011