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2 de out. de 2009

Fora golpistas - Dia 02, sexta feira, vão do MASP – Paulista - Concentração à partir das 17 h

MST, Conlutas, PT, CTB, CUT, Intersindical, MTST, ANEL, PCB, PSOL, PSTU, Consulta Popular, Assembléia Popular, Circulo Palmarino, Esquerda Marxista, CDR - 30 de setembro de 2009

O Golpe Militar em Honduras tem que ser derrotado nas ruas em Honduras e em todo o mundo. Nos últimos dias os golpistas de Honduras não deixaram nenhuma dúvida aos trabalhadores e povos de todo o mundo de sua verdadeira face fascista: toque de recolher, estado de sitio, prisões, repressão brutal com centenas de feridos e assassinatos. As imagens de estádios sendo usados como “prisões” para as centenas de detenções realizadas de maneira arbitrária e violenta trazem na memória as imagens do golpe de Pinochet no Chile e as prisões e execuções no Estádio Nacional tão simbólicas, para todo os povos de nosso continente, do significado das ditaduras.

De outro lado as manifestações e resistência do povo hondurenho para derrotar o golpe continuam heróicas e fortes. As organizações sindicais, populares e políticas brasileiras fazem um chamado a construirmos um amplo movimento de solidariedade ao povo de Honduras. Realizaremos todos nossos esforços de mobilização e apoio político e material para a luta organizada a partir da Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Honduras que luta por : fim da repressão e restabelecimento das liberdades democráticas, recondução do presidente eleito Manoel Zelaya ao governo, punição aos golpistas e pela convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte. Repudiamos qualquer tentativa de acordo feito nos gabinetes que vise livrar os golpistas de qualquer punição e negar o direito ao povo hondurenho de decidir livremente seu destino em uma Assembléia Nacional Constituinte. Nos colocamos na defesa da embaixada do Brasil contra qualquer ataque ao presidente eleito Manoel Zelaya os ativistas e dirigentes que o acompanham bem como contra qualquer funcionário da embaixada.

Para isso estaremos organizando :

1. Manifestação em São Paulo, no dia 02 de outubro no vão do MASP, na av. Paulista, concentração à partir das 17 h;

2. Uma delegação unitária das organizações brasileiras para levar nosso apoio e solidariedade, nos próximos dias, ao povo hondurenho;

3. Uma campanha de arrecadação de recursos para o apoio à resistência organizada pela Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado.

MST, Conlutas, PT, CTB, CUT, Intersindical, MTST, ANEL, PCdoB, PSOL, PSTU, Consulta Popular, Assembléia Popular, Circulo Palmarino, Esquerda Marxista, CDR

Estas são as primeiras entidades que assinam a convocatória. Chamamos a adesão de todas que se colocam contra o golpe. Contatos di.di@uol.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ou com alguma das entidades acima.

22 de set. de 2009

Entenda a crise política em Honduras

Manuel Zelaya foi derrubado por um golpe militar em 28 de junho.
Governo interino o acusa de tentar reeleição, mas ele nega.
Foto e matéria (G1/Arte) - 22.09.09

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, que voltou ao país na última segunda-feira (21), havia sido derrubado por um golpe militar em 28 de junho e obrigado a deixar o país rumo à Costa Rica.

Ele governava desde 2006 e, segundo os golpistas, pretendia incluir nas clausulas das eleições presidenciais de novembro deste ano uma consulta sobre a possibilidade de mudar a Constituição do país para poder se reeleger. Isso foi usado como argumento para o golpe.

Zelaya foi prontamente substituído no poder pelo presidente do Congresso e seu inimigo político, Roberto Micheletti, que teve o apoio de setores conservadores. O governo interino tem uma ordem de prisão contra ele por "traição" e prometia prendê-lo caso ele voltasse ao país.

Os golpistas também acusam Zelaya de corrupção, o que o presidente deposto nega.

O golpe criou uma grave crise política em Honduras, com manifestações de rua e embates entre partidários pró e contra Zelaya.

A atitude dos militares foi condenada pela comunidade internacional, liderada pelo presidente norte-americano, Barack Obama, pela União Europeia e por governos latino-americanos, representados pela OEA - que suspendeu o novo governo de Honduras, negando sua legitimidade. Vários fundos de ajuda econômica ao país, que é um dos mais pobres da América Latina, foram cortados.

Foto: AFP

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, cercado de partidários, em frente à Embaixada do Brasil, em Tegucigalpa, na segunda-feira (21). (Foto: AFP)

O Departamento de Estado dos EUA "bancou" o presidente da Costa Rica, Óscar Arias, como mediador para tentar uma saída negociada para a crise. Mas as negociações empacaram.

Leia mais notícias sobre a crise em Honduras

Apesar de Washington ter defendido a volta de Zelaya ao poder e a restituição da normalidade democrática, alguns governos esquerdistas latino-americanos, como o de Cuba, acusam Obama de não ter se mostrado suficientemente crítico ao golpe.

Zelaya, um populista de esquerda aliado ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mantém seu tom desafiador desde sua derrubada e se refugiou a maior parte do tempo na Nicarágua.

Enquanto isso, o governo de facto que apoiou sua derrocada se fortificou no poder, desafiando pedidos e pressões internacionais para que permitisse a volta do presidente deposto.

Micheletti confirmou as eleições para o dia 29, mas não admite que Zelaya concorra.

Em 24 de julho, Zelaya já havia tentado voltar ao país para tentar retomar o poder, mas foi barrado pelo Exército na fronteira e teve de recuar.

Ele acabou conseguindo seu intento em 21 de setembro, aparecendo de surpresa em Tegucigalpa e buscando refúgio na Embaixada do Brasil, onde está abrigado desde então.

Tropas leais ao governo interino cercaram o prédio, o que abriu uma crise diplomática entre o Brasil e Honduras. Confrontos de rua provocaram pelo menos duas mortes no país.

Várias frentes diplomáticas foram abertas contra o governo interino, mas as negociações não avançaram.

No domingo (27), Micheletti baixou um decreto que institui o estado de sítio no país. Novamente pressionado pela comunidade internacional, ele disse, na noite de segunda-feira, que pode recuar, depois de consultar seu conselho de ministros.

21 de set. de 2009

Zelaya, de volta, agradece ao povo hondurenho e a Lula


21 de Setembro de 2009


O presidente de Honduras, que voltou ao país nesta segunda-feira (21), surpreendendo o governo golpista, agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por o ter acolhido na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Ele também anunciou que o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza chega amanhã ao país para apoiar seu regresso ao poder. Milhares de pessoas se concentraram diante da embaixada, em apoio a Zelaya.

O presidente de Honduras, que voltou ao país nesta segunda-feira (21), surpreendendo o governo golpista, agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por o ter acolhido na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Ele também anunciou que o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza chega amanhã ao país para apoiar seu regresso ao poder. Milhares de pessoas se concentraram diante da embaixada, em apoio a Zelaya.

Zelaya conclamou o povo hondurenho a se reunir em frente à embaixada e acompanhá-lo "na recuperação do fio constitucional da nação", rompido há 86 dias com o golpe militar de 28 de junho. Zelaya chamou as Forças Armadas de Honduras a "manter a cordura". "As pessoas estão desarmadas, gritando pacificamente lemas, com alegria", observou. Ele se reuniu com sindicalistas do magistério e outros representantes de organizações sociais.

A manifestação popular começou por concentrar milhares de pessoas diante da sede das Nações Unidas na capital hondurenha, Tegucigalpa. Em seguida a multidão se deslocou para a rua da legação diplomática brasileira.

O presidente deposto relatou as peripécias de seu regresso à pátria.Disse que percorreu "quase meia Honduras", ao longo de "15 horas em diferentes transportes". "Tive colaboração, porém não posso revelá-la para que não incomodem a ninguém", comentou.

A primeira dama hondurenha, Xiomara Castro de Zelaya, falou de sua alegria pela volta do esposo e disse que os meios de comunicação, que negaram a presença do presidente no país, deveriam "se retratar e dizer a verdade". Segundo ela, o presidente retorna "para buscar a paz e o acordo" mas "temíamos um pouco quando seria a chegada".

Da redação Portal Vermelho - 20.09.09
Do Blog O Terror do Nordeste

25 de jul. de 2009

Lula defende Zelaya na abertura da cúpula do mercosul

ASSUNÇÃO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta sexta-feira o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na abertura da cúpula de líderes do Mercosul, que acontece na capital paraguaia, Assunção.

Lula disse que o mandatário deve voltar "o quanto antes" ao poder de seu país e elogiou os "esforços" da comunidade internacional em buscar a retomada da democracia em Honduras.

O presidente disse ainda que os chefes de Estado reunidos em Assunção "não podem tolerar" o golpe realizado no dia 28 de junho e não podem abrir mão da exigência de que o governo de facto de Roberto Micheletti devolva o poder a Zelaya.


Na mesma linha, a presidente argentina Cristina Kirchner pediu hoje "decisão e precisão" do Mercosul para rejeitar o golpe de Estado e exigir a restituição do poder a Manuel Zelaya, que foi expulso de seu país depois de ser deposto.

Em seu discurso na cúpula do Mercosul, a mandatária argentina disse que o bloco precisa se esforçar para impedir que golpes "cívico- militares" se consolidem na América Latina. Caso contrário, seria o mesmo que "legitimar o golpe" em Honduras, que representaria "a certidão de óbito da Carta Democrática da OEA e da cláusula democrática do Mercosul".

O comércio no interior do bloco também foi tema do discurso de Lula, que propôs a adoção das moedas locais nas transações comerciais entre os países-membros do Mercosul, como já fazem Brasil e Argentina.

Atualmente, o dólar é adotado como moeda oficial no comércio interno da região. Lula também propôs aprofundar a integração e diversificar os mercados.

Além disso, o presidente defendeu acordos sobre temas de políticas sociais, o que está em sintonia com o pedido do presidente paraguaio, Fernando Lugo, de criar uma secretaria de Saúde do Mercosul.

Lula também anunciou em seu discurso que o Brasil aumentará voluntariamente as contribuições ao Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM), para financiar obras no Paraguai e
Uruguai, países do bloco com economias menores.

Por Sugestão de Arlesophia

DCI -
25.07.09

20 de jul. de 2009

ALERTA! Orquestração contra o povo latinoamericano ...

Olá! Como bem está alertado no blog da Telesur (http://www.telesur.net/), pode estar havendo uma orquestração internacional contra o povo latinoamericano e seus governos, vide Honduras. O principal meio de comunicação deste movimento internacional, parece ser o jornal internacional El País (http://www.elpais.es). A principal função do El pais, parece ser conduzir uma mudança na opinião pública européia(não apenas espanhola) no que se refere ao apoio aos governos latinoamericanos. Tal jornal, parece ser o elo entre a europa e a América Latina, o meio de comunicação mais respeitado entre os europeus no que se refere a assuntos latinoamericanos.
Cedo ou tarde, sobrará para Dilma Rousseff e o El País a atacará com todas as forças. É absurda a cobertura dada pelo jornal ao golpe em Honduras.
Penso que deve haver uma contra propaganda por parte do PT e dos movimentos sociais em geral, tanto no Brasil como na América Latina, no sentido de reduzir os danos causados pelo El Pais na opinião pública internacional! Certamente, o protagonismo mundial atualmente desempenhado pelos governos e países da AL deve incomodar os europeus colonizadores e o El Pais encontra terreno fértil em meio à Xenofobia e ao orgulho Europeu ferido. Abraços, Jeanette jttsoares@hotmail.com

Por Daniel Pearl - 20.07.09

9 de jul. de 2009

Honduras: internet é a arma dos jovens contra a ditadura. Educadores orientem seus alunos

Se antes eram pedras e bolas de gude as "armas estudantis" em 1968, segundo glossário preparado por Mino Carta, ainda na Veja, publicado pela Revista num especial sobre o século XX nos anos 70, hoje, sem dúvida, as armas da juventude são a tecnologia.

Com câmeras de celulares, os jovens hondurenhos que resistem ao golpe contra o presidente Manuel Zelaya criaram na internet a "Tele golpe de estado", para mostrar o que as cadeias midiáticas ainda permitidas no país não exibem, como as imagens das manifestações a favor de Zelaya e condenatórias ao golpe por líderes e organismos internacionais.

Até hoje, os jovens da capital Tegucigalpa enviaram mais de 26 vídeos ao YouTube com cenas das manifestações e os protestos do mundo. O campeão de acesos é o "Nas Honduras não se passa nada"

Os internautas ligam os seus computadores na rua, para mostrar as imagens a quem passa, pois só 11%dos lares hondurenhos terem acesso à internet.
A imprensa está sobre forte censura em Honduras. Até mesmo a CNN chegou a ser tirada do ar nos dois primeiros dias após o golpe militar. A Telesur foi cortada dos pacotes de TV à Cabo.

Mas, para calar a juventude, nem que suspendam a toda a conexão com a rede mundial de computadores.

Por Leopoldo Vieira - Juventude Socialista - 07.09

7 de jul. de 2009

Jagunços encurralados no golpe em Honduras: PiG ascende uma vela pra deus e outra pro diabo!

Por André Lux - 06.07

O comportamento do PiG em relação ao golpe cívico-militar em Honduras têm sido, no mínimo, paradoxal. Ao mesmo tempo em que chama o acontecido pelo que é (golpe), tenta dar nó em pingos de água para justificar a ação dos golpistas ou diminuir a resistência da maioria do povo que apoia o presidente Zelaya, esquerdista.

Para isso apela para manipulações menos explícitas do que o de costume, como chamar de "choque" o ataque covarde do exército golpista contra cidadão indefesos, tentar colar Zelaya a Chávez, o anti-cristo da direita, e coisas semelhantes.

Mas, muitos deve estar se perguntado, por que esse comportamento dúbio do PiG? Pra mim, é fácil explicar: a posição do presidente dos EUA, Barack Obama, de condenar o golpe e exigir a restituição da democracia em Honduras deixa os jagunços do PiG encurralados. De um lado precisam prestar contas aos barões golpistas e anti-democráticos que lhes pagam os salários, ao mesmo tempo sabem que não podem ir frontalmente contra o presidente dos EUA, país ao qual são felizes capachos.

Sorte para nós. Graças à reação enérgica dos governos democráticos do mundo todo, da OEA e da ONU, os golpistas estão com os dias contados. Exceto, é claro, se Obama ceder à tentação de agradar a direita de seu país e mudar de opinião em relação ao golpe....

Quem viver, verá!

Vejam aqui o que a mídia golpista do Brasil esconde: