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22 de mar. de 2012

Para Serra, o que faz mal é sempre o papelzinho.

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O pré-candidato a prefeito dos Estados Unidos do Brasil disse que a promessa não cumprida em 2004 era um mero "papelzinho", diferentemente do que ele achou da bolinha que jogaram em sua cabeça em 2010 e o levou para a tomografia.


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Compare as duas notícias abaixo, a 1a é do PIG (folha de São Paulo) e a 2a é de um blogueiro Sujo (pig é sujo, blogueiros são limpinhos), entenda:

8 de out. de 2011

Hoje, Santos terá encontro das redes sociais, começa às 8h da manhã. Assista a transmissão ao vivo pela internet

Arte: Roberto Locatelli
O I Encontro de Blogueiros Progressistas da Baixada Santista será marcado pela presença de blogueiros, tuiteiros, facebookeiros, comunicadores, internautas no geral. Parlamentares das cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão, São Paulo entre outras cidades, também estarão presentes no encontro.

O evento irá discutir liberdade de expressão e direito à comunicação, Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e redes sociais, com transmissão ao vivo pela TV Linha Direta, no portal do PT de São Paulo.

Parlamentares como  Telma de Souza (PT-SP) e Antonio Mentor (PT-SP), Prefeita Maria Antonieta do Guarujá e blogueiros como Conceição Oliveira, Renato Rovai, Eduardo Guimarães, Altamiro Borges, Luis Nassif e Pastor Marcos Dornell participarão deste Encontro.

O I Encontro de Blogueiros de São Paulo aconteceu em abril deste ano, ainda antes da edição nacional, em junho.



Programação 


08:00- Café da manhã-  cortesia da Comissão Regional.


09:00 – Abertura do evento- Prefeitos, vereadores e comissão.

10:00- Debate: “ Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação com Participação Popular”

Debatedores:  Deputado Antonio Mentor,  Deputada Telma de Souza , Prefeita Maria Antonieta ( Guarujá), Vereador Pedro Gouvea (São Vicente).

Mediadores: Emerson dos Santos e Vander Fagundes.

12:00 – Almoço Livre

14:00- Debate: Plano Nacional de Banda Larga, Lei dos meios de Comunicação, AI5 digital, Marco Civil da Internet.

Debatedores: Blogueiros  - Conceição Oliveira (Maria_Frô), Renato Rovai (Revista Fórum), Eduardo Guimarães (Movimento dos Sem Mídia), Altamiro Borges (BlogdoMiro), Luis Nassif (AdVivo) , Pastor Marcos Dornell (BlogueirosAT).

Mediadores: Marco Antonio de Lima (Limarco) e Sérgio Telles (Stelles_13)

16:00 - As Redes Sociais como ferramenta de mobilização social. A importância do ativismo digital”

Debatedores: Pedro Custódio (CUFA), Igor Felipe do (MST) , João Carlos Camará (Ong Camará), Rafael Ambrósio (Ong Ambienta), João Gabriel ( Ong CAC), Francisco Nogueira (Fundação Settaport).

Mediadores: Andréia Lamaison e Daniela Origuella.

Organização: 
Blogueiros Progressistas de SP e Comissão Regional: Andréia Lamaison (@lamaisonandreia) , Marco Antonio de Lima (@limarco), Kátia Figueira (@katytasv)

Apoio Cultural: Prefeitura do Guarujá,  Prefeitura de Cubatão, Fundação Settaport, SINDPT e CGTB Nacional, CUT ,UGT, TV Linha Direta, MAV-PT/SP, SEEL, Faculdade Santa Cecília, Café da Praça, Locatelli, Rede Brasil Atual, TV Santa Cecília

Serviço:

Data: 08 de outubro de 2011.

Local: Consistório da Universidade Santa Cecília

Endereço: Rua Oswaldo Cruz, 277- Boqueirão – Santos- SP

Horário: das 08:00 às 18:00 horas

22 de ago. de 2011

Emiliano José: A luta envolvendo a internet é política


por Emiliano José, na CartaCapital via Rede Castorphoto
Está em curso no Brasil uma clara luta política, envolvendo a internet.  Que ninguém se engane: é uma luta política. Há a posição dos que acreditam, como eu e vários outros deputados e deputadas, como Paulo Teixeira, Luiza Erundina, Jean Willis, Manuela D´Avila, Paulo Pimenta  e tantos outros, que primeiro é o caso de garantir a existência de um marco civil garantidor das liberdades, uma espécie de orientação básica do direito humano de acesso à internet, hoje um instrumento fundamental para o desenvolvimento da cidadania, da cultura, da educação e da própria participação política.
E a posição dos que se apressam a procurar mecanismos de criminalização dos usuários da rede, que hoje no Brasil, com todas as dificuldades de acesso, já chegam perto dos 70 milhões. Como pensar primeiro no crime face a essa multidão, e depois na liberdade de acesso? Só os conservadores, interessados em atender a evidentes interesses econômicos, podem pensar primeiro na criminalização e só então nos direitos democráticos dos usuários.
Creio que a internet, tenho dito isso com frequência, é uma espécie de marco civilizatório, que mudou a natureza da sociabilidade contemporânea, a relação entre as pessoas e os povos, mudou a própria política, impactou a própria noção de representação. Constitui um admirável mundo novo, a ser preservado sob um estatuto de liberdades, e não constrangido sob uma pletora de leis criminalizantes. Talvez seja o seu potencial revolucionário, a possibilidade que ela dá de articulação em rede, que provoque urticária nos conservadores. Talvez, não. Certamente.
Nos últimos dias, os defensores da criminalização navegam num cenário de representação terrorista, como se os últimos ataques de hackers a sites governamentais fossem uma absoluta novidade e como se uma legislação que criminalize usuários ou tente colocá-los sob o guante de um vigilantismo absoluto fosse segurança suficiente para a ação dos hackers. Os ataques aos sites governamentais não tiveram qualquer gravidade, foram coisas de amadores, como já se provou. E curioso é que só tenham sido atacados sites do governo. Não é que não haja leis ou que não deva haver. Deve. Mas, devagar com o andor que o santo é de barro.
Primeiro, vamos pensar nas liberdades. Não devemos nos apressar, como pretende o deputado Azeredo, com o projeto de criminalização de usuários, a pretender uma vigilância absurda ao acabar com a navegação anônima na rede, ao querer guardar por três anos os dados de todo mundo nos provedores, ao estabelecer uma espécie de big brother pairando sobre a multidão de navegantes, que tem o direito de liberdade de expressão e não podem estar submetidos ao grande irmão.
O governo federal se preocupou com isso, com as liberdades, e instalou uma consulta pública sobre o Marco Civil da Internet no Brasil de forma a construir democraticamente um sistema garantidor de princípios, garantias e direitos dos usuários da internet, o que é a atitude mais correta, e primeira, se quisermos tratar a sério das coisas da rede.
Entre outubro de 2009 e maio de 2010 a consulta se desenvolveu, com ampla participação, e, ao que sabemos, o marco civil foi elaborado, só faltando a assinatura do Ministério do Planejamento para voltar à Casa Civil da Presidência da República, para então, assinado pela presidenta Dilma, chegar à Câmara Federal.
Não se trata de primeiro chamar a polícia. Primeiro, vamos garantir liberdades e direitos. Depois, pensar na tipificação dos crimes. Até porque a ideia de que colocar na cadeia um bocado de jovens usuários resolve o problema é uma ilusão de bom tamanho. Os hackers, os mais competentes, os mais habituados aos segredos da rede, costumam entrar em sistemas sofisticados sem grandes dificuldades. A própria rede, no entanto, tem condições amplas de desenvolver sistemas de prevenção, de segurança, reconhecidamente eficientes, embora não se possa dizer nunca que invioláveis.
Creio que o melhor é baixar a bola, insistir junto ao governo para o envio o mais rápido possível do projeto do marco civil da internet para o Congresso, e depois disso, então pensar na tipificação dos crimes e nas punições possíveis, sem nunca mexer nas liberdades dos usuários, e sem estabelecer quaisquer medidas que visem acabar com a navegação anônima, até porque isso, sem dúvida, seria mexer com o princípio sagrado das liberdades individuais e confrontaria com a própria Constituição.
No dia 13 de julho, foi realizado um seminário na Câmara Federal, com a participação de especialistas e de setores da sociedade civil, para debater o assunto. O seminário foi resultado de uma proposta minha, com a visão que expresso aqui, e outra do deputado Sandro Alex, que tem uma visão diversa, embora, como me disse, disposto ao diálogo para chegar a um consenso. Nós juntamos as duas iniciativas, e o debate foi muito esclarecedor de que interesses estão em jogo.
De um lado, aqueles que defendem o projeto Azeredo, estiveram empresas de segurança da área da informática, escritórios de advocacia interessados nos clientes que o projeto Azeredo vai criar, e setores conservadores do Judiciário. Do outro lado, entre os que sustentam as posições que tenho defendido, os que defendem a liberdade na internet e que demonstraram o quanto de atraso poderia significar a aprovação desse projeto, que a rede dos libertários chamou com propriedade de AI-5 digital da internet.
Ficou evidente, durante o seminário, que o projeto Azeredo, além de tudo, atende aos interesses do mundo das empresas que defendem os direitos autorais no sentido mais conservador, inclusive dos grandes centros da indústria cultural dos EUA. É que o projeto pretende impedir a prática tão comum da maioria dos internautas de baixar músicas, por exemplo. Milhões de pessoas seriam criminalizadas se o AI-5 digital fosse aprovado. Os militantes digitais que se colocam contra o projeto entregaram ao presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Bruno Araújo, do PSDB, durante o seminário, por proposta minha, um abaixo-assinado com mais de 163 mil assinaturas contra o projeto, a evidenciar o quanto de revolta ele tem provocado.
Há a previsão de que o projeto seja votado logo no início de agosto deste ano. Lutamos para que não fosse votado imediatamente, como se pretendia, e justiça se faça, o deputado Azeredo concordou com o adiamento. Creio, no entanto, que o melhor seria, como já disse, aguardar a chegada do marco civil para só depois, então, pensar na tipificação de crimes. E vamos tentar isso. Na verdade, o projeto é muito ruim e não deveria ser aprovado. O importante é que todos estejam atentos para que a democracia não seja atingida, para que a liberdade na internet não seja violentada.
Emiliano José é jornalista, escritor, doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia

21 de jun. de 2011

Lula agradece blogueiros e relembra caso da 'bolinha de papel' em Serra

Enio (Blogueiro do PTrem das 13 e Lula no II Encontro Naciona de Blogueiros em Brasilia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do II Encontro de Blogueiros Progressistas, em Brasília, e criticou a atuação da mídia na América Latina, dizendo que o comportamento dela em relação a todos os países pelos quais ele viajou é “quase lamentável”.

22 de mar. de 2011

Blogueiros paulistas fazem encontro em abril

  
   Encontro é preparatório para etapa nacional (Foto: Reprodução Cartaz)  

Por Anselmo Massad - Rede Brasil Atual - 22.03.2011

São Paulo – O primeiro Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas de São Paulo tem data definida. Ocorre de 15 a 17 de abril, na Assembleia Legislativa, como etapa preparatória para o encontro nacional, previsto para Brasília, em agosto.

A programação ainda não foi confirmada, mas entre os principais temas estão a defesa do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), com garantias de direito ao acesso à internet para todos. Deputados estaduais e federais devem prestigiar o evento, além dos autores de blogues, tuiteiros e comunicadores.

Outros temas envolvem a reforma da legislação das comunicações no país, a mídia comunitária e a relação entre educação e blogosfera.

Clique aqui para acessar o blogue oficial do evento e aqui para conhecer o cartaz.

17 de jan. de 2011

O PODER DO WORDPRESS

The Power of WordPress, por Tech King

Por @Heliopaz  - 06.12.2010

É importante salientar que o WordPress é o sistema de gerenciamento de conteúdo mais robusto e utilizado no planeta. Sua base de usuários é composta por muitos desenvolvedores que vivem a filosofia e a política do Software Livre. Isso gera um círculo virtuoso, que oferece a uma base de usuários global uma infinidade de recursos, de inovações e de correções de bugs em uma escala outrora inimaginável.
Apesar de ser uma plataforma bem mais complexa do que o Blogger, o WordPress une amadores a profissionais, voluntários a profissionais de gabarito, cultura de nicho e cultura de massa.
Os impressionantes números acima representam uma adoção bastante ampla não de um mero aplicativo eficiente e bem divulgado a partir de um buzz geral: diferentemente do modismo ou da publicidade voltada ao consumismo, o WordPress significa uma necessidade constante de aprender e de colaborar em rede.

13 de dez. de 2010

Serra e a Wikileaks, blog sujo?!


Durante a campanha presidencial de 2010 o candidato tucano José Serra acusou o governo Lula de financiar blogs para atacar a oposição e os nomeou de: ‘blogs sujos’. Agora a Wikileaks mostra que Serra prometeu algo em campanha, mas acertou que não cumpriria, caso vencesse. A Wikileaks é um blog sujo?!

   Polvinhos e Polvinhas, seria esse tal de Wikileaks um blog sujo? Seria, talvez, um blog patrocinado pelo governo Lula para falar mal de seus adversários políticos?
   Fechem os olhos {{sim, amigo, é uma metáfora, por gentileza continue lendo o texto}} e imaginem comigo a seguinte situação, ou melhor, vejam se não é um plano para desestabilizar os adversários de Lula.
   O maior alvo do Wikileaks são os Estados Unidos. Não se ouviu um ‘a’ sobre a Venezuela, ou melhor, se ouviu: uma preocupação com o sucesso do programa de saúde deles.
   Agora esse tal de Wikileaks mostra que José Serra, apesar de dizer que era favorável à Petrobrás e que, na verdade, quem fazia privatização era o governo Lula / Dilma ele pretendia mudar as regras de exploração e mantê-las como eram antes da descoberta do pré-sal.
   Segundo a definição de José Serra para ‘blogs sujos’:
José Serra, acusou nesta quinta-feira o governo federal de financiar "blogs sujos" que "dão norte do patrulhamento" a jornalistas.
{{não acredite em mim}}
"A pessoa é corresponsável porque não desautoriza. E ao não desautorizar há caráter de representatividade no blog."
{{não acredite em mim}}
   Ou seja, este blog aqui, patrulheiro da imprenÇa é um blog sujo, afinal, Lula nunca disse em público que o bloguinho aqui estava desautorizado…

   A Wikileaks, por sua vez, foi incentivada pelo presidente:

Prova irrefutável de que a Wikileaks é um blog sujo…

   Logo a informação que se segue não tem a menor importância ou relevância. Vou postá-la apenas para que meus companheiros comunistas {{quando será o próximo encontro para comer criancinhas?!}} não digam que eu abandonei a luta.

   Você que agora lê, pode ter plena certeza de que nada do que será dito a partir de agora tem significância, posto que falamos de uma pessoa cuja história não traz nenhuma mentira ou engano {{falo, claro, do irrefutável José Erra}}:
Petroleiras foram contra novas regras para pré-sal
Segundo telegrama do WikiLeaks,
Serra prometeu alterar regras caso vencesse
{{não acredite em mim}}

   Considerando a total falta de credibilidade dos telegramas americanos e a total irrelevância do “CableGate” {{não sabe o que é? Descubra…}} essa notícia deve ter sido uma daquelas sem importância.

   Diz o texto da matéria em questão:
"Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava... E nós mudaremos de volta", disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron…
   Podemos logo concluir que o documento {{não acredite em mim}} não tem o menor senso de realidade, afinal, José Serra, em campanha disse que Dilma havia privatizado o petróleo e que estava mudando as regras por conta da eleição apenas. Como ele, Erra, disse que não ia privatizar nada, logo era contra as regras antigas.

   Se ele disse, quem é Wikileaks para desmentir?!

divinha quem está na mira?!
Adivinha quem será o alvo...
   Para finalizar é preciso dizer {{e agora sem ironias}} que eu, pessoalmente, não esperava outra coisa do PSDB que não a manutenção das regras anteriores de exploração do petróleo.

   Como já disse aqui, diversas vezes, não é por acaso que chamo o sujeito da foto acima de José Erra. Ao invés de afirmar claramente o que ele afirmou em reuniões privadas, ele preferiu fazer um discurso que se confundia com continuidade.

   Um discurso que não enganou quem queria continuidade e não agregou quem queria mudanças. Por essas e outras que o futuro do PSDB está nas mãos de um certo super-Aécio

Do ImprenÇa - 13.12.2010

3 de dez. de 2010

EXCLUSIVO – A TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA QUE O REPÓRTER DA FOLHA FEZ COM O SENHOR CLOACA NA SAÍDA DO PLANALTO

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 - Olá, você é o senhor Cloaca, não é?
-Você, não. Senhor.
-Hãã…o senhor é o senhor Cloaca, não é?
-Até prova em contrário. E enquanto as pragas não pegarem…
-Será que voc…o senhor poderia me dar uma palavrinha?
-Uma só? Pode ser um adjetivo?
-Na verdade, tenho algumas perguntas…
-Então, por que pediu uma palavrinha em vez de perguntar se podia fazer algumas perguntas?
-É que…,como voc…o senhor vê, sou novo nisso.
-Não vi nada. Mas vejo que você tem um crachá da Folha.
-É, pois é.
-É seu mesmo? Deixe-me ver a foto…

(Cara, crachá, cara, crachá, cara, crachá)

-Não repare muito, senhor Cloaca.
-Vem cá, você é sobrinho da Tia Lenita?
-Quem?
- Deixa para lá…
- Mas, senhor Cloaca…as perguntas…
- Ah, sim, claro!
- Voc…o senhor não acha que o Presidente Lula está querendo censurar a imprensa?
- Não, não acho. De onde você tirou essa ideia estapafúrdia?
- É que me mandaram perguntar…
- Você acha isso?
- Sabe, eu sou apenas um operário da mídia…
- Estou vendo. E vamos deixar claro que não tenho nada pessoal contra você, meu caroooo… qual é mesmo seu nome?
- (mostra o crachá) Breno. Breno Costa. E o seu?
- Senhor. Senhor Cloaca.
- Sei. Mas o seu nome verdadeiro…
- Isso não é importante. Sequer sou famoso.
- Mas agora está famoso, não é?
- Quem está famoso é o Senhor Cloaca.
- Mas, essa história de o Presidente Lula querer calar a imprensa…
- Que história, rapaz?
- O Lula atacou a imprensa, oras!
- O que o Presidente Lula fez foi manifestar suas ideias a respeito de como certa imprensa o tem tratado. Isso não é atacar a instituição Imprensa. Aliás, se você viu a entrevista que ele acabou de dar para os blogueiros…
- Uma entrevista chapa-branca, não é?
- Chapa-branca? Pode me citar algum exemplo?
- Bem…veja bem…ãããnnn…
- Escuta, não está na hora do seu Toddynho?
- Que horas são?
- Exatamente, meio-dia e quarenta.
- Então, a censura à imprensa…
- Olha, meu filho, a mesma liberdade que certa imprensa tem de publicar o que quiser contra o Lula tem o Lula de dizer o que pensa daquilo que publicaram contra ele. Ou a Imprensa não pode ser criticada?
- Não é isso…é que…
- Seu jornal, por exemplo, teve toda a liberdade de publicar que o Lula é assassino e estuprador.
- Veja bem…quer dizer…
- Seu jornal chamou a ditadura de ditabranda.
- É, isso é verdade.
- O que é verdade?
- Meu jornal chamou a ditadura de ditabranda.
- E você trabalha lá.
- Como eu disse, sou apenas um operário…
- Objetivamente, o que você saber de mim, que já não saiba?
- Voc…o senhor trabalha onde?
- Você vai publicar exatamente o que eu disser, não é?
- Sim.
- Assessoro políticos do PT-RS, mas vou evitar o assunto.
- É verdade que, na hora da foto, o Lula disse: vem cá, ô Cloaquinha”?
- Sim, é verdade, ele disse.
- E o senhor fez o quê?
- Nada. Apenas fui.
- Não vai se gabar disso?
- Vou, sim. Estou até pensando em botar uma placa no pescoço com os dizeres: O Lula me chamou depois: ‘Vem cá, ô Cloaquinha!’

(Toca o celular. “Alô, mamãe! Como? Acabou??? Tudo bem, pode ser Ovomaltine!” Desliga o celular)
 
- Bem, obrigado pela entrevista, senhor Cloaca, mas estão me esperando para o almoço. 
- Também vou indo. Até a próxima, Breno! E, olha, não aceite doces de estranhos na rua, tá?
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O diálogo acima é 85% verdadeiro. E está gravado.

WIKILEAKS, censura na Rede

Lieberman introduz uma legislação anti-WikiLeaks
 
Amazon cria polêmica ao expulsar WikiLeaks de seus servidores
Ativistas, jornalistas e blogueiros advertiram nesta quinta-feira, 2, que a decisão da Amazon de expulsar o WikiLeaks de seus servidores coloca em perigo a liberdade na Rede e pediram para a empresa americana explicar se sucumbiu a pressões políticas.
A Amazon deixou de hospedar o WikiLeaks após receber pedidos do Comitê de Segurança e Assuntos Governamentais do Senado dos EUA, presidido por Joe Lieberman, o que fez com que o site ficasse fora de serviço na maior parte do dia antes de retornar a seu provedor sueco Bahnhof.
A página do WikiLeaks foi vítima de ataques sistemáticos desde que no domingo, 28, começou
a divulgar documentos diplomáticos confidenciais americanos, que deixaram a política externa do país em péssima situação.
A organização pediu nesta quinta-feira a seus seguidores no Facebook que boicotem a Amazon mediante uma foto na rede social do senador Lieberman: "Boicotem a Amazon por ajudar Liberman a censurar o WikiLeaks", diz um texto sobre a fotografia. O senador Joseph Lieberman e outros legisladores apresentaram, também na quinta-feira uma lei que torna crime federal para qualquer um publicar o nome de uma fonte de inteligência dos EUA, em um golpe direto no site WikiLeaks. "A divulgação recente pelo Wikileaks de milhares de links do Departamento de Estado
e de outros documentos é apenas o mais recente exemplo de como os interesses de segurança nacional, os interesses de nossos aliados, e à segurança dos funcionários do governo e inúmeras outras pessoas são postas de lado pela causa da liberação ilegal de informações classificadas e sensíveis ", disse Lieberman em um comunicado por escrito. "Esta legislação vai ajudar a fazer dessas pessoas criminalmente responsáveis, que põem em perigo as fontes de informações que são vitais para proteger nossos interesses de segurança nacional", continuou ele.
A chamada Lei da SHIELD (Protegendo a Inteligência Humana e Cumprimento Legal Divulgação) iria alterar uma seção da Lei de Espionagem , que já proíbe a publicação de informações classificadas da criptografia de segredos de inteligência dos EUA ou de comunicação no exterior - isto é, das escutas telefonicas. O projeto de lei estende a proibição de informações sobre a 'HUMINT' - a inteligência humana - que torna crime a publicação de informações "sobre a identidade de uma fonte de classificados ou informante de um elemento da comunidade de inteligência dos Estados Unidos", ou "sobre a inteligência humana a cerca de atividades dos Estados Unidos ou em qualquer governo estrangeiro "se essa publicação é prejudicial aos interesses dos EUA. Vazamento de tais informações em primeiro lugar já é um crime, portanto, a medida visa diretamente para as editoras.
Lieberman ataca o WikiLeaks com uma fúria descomunal, pressionando a Amazon e fazendo as ameaças tornarem-se uma linha a mais na lista negra da organização, na sequência dos vazamentos desta semana.
Lieberman estende esta solução proposta para o WikiLeaks que pode ter implicações para os jornalistas informarem sobre algumas das práticas mais repugnantes da comunidade de inteligência. Por exemplo, o ex-ditador panamenho Manuel Noriega foi um trunfo da CIA paga. Ser informante agora será um crime?
Uma coisa que o projeto não vai fazer é colocar o WikiLeaks, ou o fundador Julian Assange, em perigo sob um novo regime jurídico sobre o "Cablegate" - a liberação de um banco de dados sobre a guerra do Afeganistão, ou a organização de outras recentes vazamentos de alto escalão. Isso porque a Constituição impõe a proibição total de post passados sobre os fatos das leis penais.
O WikiLeaks começou a ganhar visibilidade em relação às fontes de inteligência dos EUA quando publicou um registro detalhado e principalmente de classificados de 77.000 eventos na guerra liderada pelos EUA no Afeganistão em julho passado. Embora tenha tomado algumas medidas para manter sigilo sobre os nomes dos informantes, alguns dos registros publicados no entanto continha os nomes dos informantes afegãs, a quem o Pentágono e várias ONGs têm dito fazem represália potencialmente mortal do Taleban. Meses depois, porém, houve denúncias não confirmadas de que ninguém vinha a ser prejudicado por este vazamento. O WikiLeaks foi mais cauteloso com a entrada de 400.000 registros da guerra do Iraque publicados em outubro, usando um script automatizado para reter nomes do banco de dados. E com o quarto de milhão de links do Departamento de Estado, o WikiLeaks libera cerca de 80 documentos por vez, e, aparentemente, purga manualmente os nomes das fontes dos EUA. Mas nesta quinta-feira um político alemão admitiu que ele tinha passado informações confidenciais a diplomatas dos EUA , depois de um link WikiLeaks o descrevendo e colocando sob ameaça a identidade anônima deste informante, o que desencadeou uma caça de sua identidade.

30 de nov. de 2010

O DIA EM QUE O GLOBO CURVOU-SE AOS BLOGUEIROS SUJOS

 
 
Palácio do Planalto, quarta-feira, 24 de novembro de 2010, às 12:30h: o fotógrafo Gustavo Miranda, da sucursal de O Globo em Brasília, com toda a cortesia, pergunta: “Boa tarde, Senhor Cloaca! Posso fazer uma foto sua?”