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20 de dez. de 2009

A opção pelas marginais: afogar os marginalizados


Por Sérgio Ricardo - Brasil Nova Era - 18.12.09

Enquanto o “avulso” exterminador do futuro, (presente e passado) “Sierra”, co
mo o chamou Schwarzenegger*, posa para as câmeras da Globo (mídia sem ética) em Copenhagen, a verdade emerge das águas pútridas que matam paulistanos pobres.
A opção foi pelas marginais (veja abaixo). Outra vez não foi pelos marginalizados. Esses, quando não são chamados de marginais, são culpados pelas enchentes. Eles e seus sofás jogados nos rios. Como explicou o penetra da COP15 quanto ao motivo do alagão. Essa é sua visão de desenvolvimento sustentável.
Os tucanos vivem um inferno zodiacal. Justo agora, quando aumentaram seus gastos publicitários, todo o dinheiro gasto perdeu o sentido. Suas obras caem, seus rios transbordam, diferente do que passa no intervalo da novela. Para piorar sua situação, o discurso da competência com moralidade, enfrentou a realidade quando o careca (do DF) foi pego com a mão na bufunfa. Justo quando Serra já o indicava como Vice p/ 2010. Como ele mesmo disse: vote num careca e ganhe 2 (veja o vídeo).
Agora, para a sujeira não colar na roupa, o PSDB renega os Demos. Azar do Taxab que deixou para agora tentae mudar seu salário de R$ 12,3 mil para R$ 22,1 mil (reajuste de quase 80%). O PSDB não quis mais brincar e o projeto de enriquecimento lícito ficou para 2010. Se o Arruda não fosse pego ... agora o Prefs, a vice e os secretários vão ter de se contentar com o 0,01% dos servidores.
Que ironia ...

Leia abaixo:

A opção paulista de inundar os pobres (Luis Nassif)


Comportas fechadas na barragem da Penha para proteger a marginal ajudaram a alagar a Zona Leste de SP


Povo Paulista desesperado, Governador de São Paulo José Serra (com Prefeito Kassab de SP) condena população ao Caos e a mídia brasileira omite informações.

Seca na Califórnia, e o encontro do governador Schwarzenegger com o Serra, muito estranho? Se o Serra gosta de privatizar (vender hospital, escola e tem intenção de vender a petrobrás) será que existe algum interesse da amazônia - promessa de venda - para os EUA caso Serra fosse eleito?


*Arnold Schwarzenegger (ator e governador da Califórnia - EUA)

Governo Serra e Kassab trabalhando por você - Bairros têm suspeita de leptospirose

http://www.jt.com.br/editorias/2009/12/19/4.13.imagem_leptospirose.jpg


As unidades de saúde registram ainda pacientes com diarreia, dor de cabeça, febre e vômitos

Renato Machado, Eduardo Reina

Casa de Rosalina está infestada de larvas, que aparecem na água suja

Além dos transtornos provocados pelas ruas alagadas há duas semanas, os moradores da região do Jardim Romano e de bairros vizinhos na zona leste de São Paulo começam a sofrer com as doenças transmitidas pela água, como leptospirose e diarreias. A Secretaria Municipal de Saúde contabilizou pelo menos nove casos suspeitos de leptospirose, transmitida pela urina de ratos. A doença pode ser fatal, caso não seja adequadamente tratada. As sete unidades de saúde da região registram ainda grande demanda de pacientes com diarreia, dor de cabeça, febre e vômitos.

A casa da aposentada Rosalina dos Santos, de 63 anos, como muitas outras, está infestada de larvas que nasceram na água suja que inundou o local. “Estou morrendo de medo porque não sei se é dengue ou algo pior. Minha casa e de todos os meus vizinhos estão cercadas por essas coisas”, diz Rosalina.

O perigo de infecção por doenças transmitidas pela água contaminada “é imediato”, de acordo com o infectologista Artur Timerman, do Albert Einstein. “Essa população precisaria de antibióticos para evitar a leptospirose. O correto seria tomar vacina também contra hepatite e febre tifoide.”

Todos os casos suspeitos de leptospirose são de moradores com dor no corpo, febre alta e mal-estar. As primeiras suspeitas provocaram uma corrida em busca de atendimento e, por isso, a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) registrou grande movimento. “Comecei a sentir fortes dores no corpo e febre alta. Fiquei preocupada porque todo mundo só fala nessa leptospirose”, diz Alda Rosânia Almeida, de 42 anos. Seu filho teve os mesmos sintomas na madrugada do dia 16. Um exame de sangue foi feito e não apontou nada. “Hoje (ontem) eu vim e não me pediram exame. Só me deram injeções de dramin e dipirona. E me disseram para voltar se continuar os sintomas. Aí não pode ser tarde?”

Um segurança da AMA e duas atendentes confirmaram que houve um aumento no movimento. Mesmo assim, a Secretaria de Saúde informou que houve somente 158 atendimentos até as 17 horas de ontem, ante uma média diária de 180

http://www.jt.com.br/editorias/2009/12/19/4.1.imagem_lixo1.jpg

Após a crise da varrição, lixo de feira deixa de ser recolhido

Nas zonas oeste, norte e leste, os resíduos de 63 feiras de quinta não foram retirados das ruas. Empresa afirma que cumpre contrato, que prevê o recolhimento apenas do que estiver ensacado. Prefeitura diz que multou empreiteira

Felipe Oda, felipe.oda@grupoestado.com.br

Lixo da feira de quinta na Rua Aimberê, em Perdizes, zona oeste da capital


Os moradores das regiões de 13 das 31 subprefeituras da capital amanheceram ontem com o lixo de 63 feiras livres realizadas na quinta-feira esparramado pelas ruas e calçadas. Os resíduos, espalhadas pelas chuvas e carros, deveriam ser recolhidos pela Loga, Logística Ambiental de São Paulo S/A, concessionária que presta serviço de coleta para a Prefeitura. Entre as áreas afetadas estão Lapa, Pinheiros, Sé e Mooca.

Em agosto, o corte dos gastos com varrição prejudicou o serviço de limpeza urbana. A queda de braço entre a administração e as empresas contratadas para o serviço foi agravado por uma forte chuva, situação que pode se repetir agora (leia texto abaixo).

A coleta do lixo das feiras só foi executada por volta das 16h de ontem, com quase 24 horas de atraso, pela própria Prefeitura. Normalmente, o serviço deve ser feito logo após o término das feiras. A administração municipal afirma que multará a Loga. O valor pode chegar a R$ 100 mil.

A Secretaria Municipal de Serviços afirma que a varrição das ruas foi mantida e creditou o problema à Loga, que não teria feito a coleta dos resíduos varridos. Porém, o presidente da empresa, Luiz Gonzaga, afirma que cumpre o contrato, que prevê que apenas o lixo ensacado pelos feirantes deve ser retirado. “Em nenhum momento a Loga deixou de cumprir suas responsabilidades contratuais”, afirmou (leia abaixo).

Moradores das ruas onde são realizadas as feiras livres confirmam que os caminhões e funcionários da empresa estiveram, anteontem, recolhendo apenas o lixo ensacado. “Eles costumam atrasar, mas nunca deixaram de recolher o lixo no mesmo dia. E pela primeira vez não levaram o lixo que não estava ensacado”, conta o segurança Wendell Correia Barbosa, de 23 anos, que trabalha na Rua Aimberê, em Perdizes, zona oeste. “A feira acabou e os garis juntaram o lixo em ‘montinhos’. O caminhão passou e só pegou os sacos, o resto ficou na rua”, diz a aposentada Nadir das Chagas Batista, de 63, que mora na Rua Augusto Gil, na Vila Dionisia, zona norte da capital.

Gonzaga afirma que a concessionária recolheu apenas o lixo ensacado para conscientizar a população. “A população precisa aprender a fazer a sua parte. É cômodo deixar para a empresa recolher todo o lixo. É uma forma de conscientizar as pessoas. Todos os resíduos que se encontravam ensacados foram coletados, transportados”, afirmou.

A Prefeitura e a Associação dos Feirantes de São Paulo culparam os feirantes irregulares por descumprirem as regras de ensacar o lixo produzido. “É uma questão antiga: os feirantes regulares cumprem o decreto, mas os irregulares, não. Eles não respeitam e não ensacam o lixo”, afirma Jorge Okawa, administrador da associação.

Em nota, a Secretaria de Serviços informou que a situação foi resolvida depois que “as subprefeituras providenciaram, emergencialmente, a limpeza para evitar que os resíduos se espalhassem e causassem problemas à população”. Na região sudeste, atendida pela Ecourbis, os serviços foram executados normalmente.

27 de set. de 2009

Emir Sader: Duas trajetórias distintas

Em que mãos você gostaria que estivesse o Brasil? Qual o verdadeiro diploma que cada um tem e que conta para construir um país justo, soberano e humanista?

Nas horas mais difíceis se revela a personalidade – as forças e as fraquezas - de cada um. Os franceses puderam fazer esse teste quando foram invadidos e tinham que se decidir entre compactuar com o governo capitulacionsista de Vichy ou participar da resistência. Os italianos podiam optar entre participar da resistência clandestina ou aderir ao regime fascista. Os alemães perguntam a seus pais onde estavam no momento do nazismo.

No Brasil também, na hora negra da ditadura militar, formos todos testados na nossa firmeza na decisão de lutar contra a ditadura, entre aderir ao regime surgido do golpe, tentar ficar alheios a todas as brutalidades que sucediam ou somar-se à resistência. Poderíamos olhar para trás, para saber onde estava cada um naquele período.

Dois personagens que aparecem como pré-candidatos à presidência são casos opostos de comportamento e daí podemos julgar seu caráter, exatamente no momento mais difícil, quando não era possível esconder seus comportamentos, sua personalidade, sua coragem para enfrentar dificuldades, seus valores.

José Serra era dirigente estudantil, tinha sido presidente do Grêmio Politécnico, da Escola de Engenharia da USP. Já com aquela ânsia de poder que seguiu caracterizando-o por toda a vida, brigou duramente até conseguir ser presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo e, com os mesmos meios de não se deter diante de nada, chegou a ser presidente da UNE.

Com esse cargo participou do comício da Central do Brasil, em março de 1964, poucas semanas antes do golpe. Nesse evento, foi mais radical do que todos os que discursaram, não apenas de Jango, mas de Miguel Arraes e mesmo de Leonel Brizola.

No dia do golpe, poucos dias depois, da mesma forma que as outras organizações de massa, a UNE, por seu presidente, decretou greve geral. Esperava-se que iria comandar o processo de resistência estudantil, a partir do cargo pelo qual havia lutado tanto e para o qual havia sido eleito.

No entanto, Serra saiu do Brasil no primeiro grupo de pessoas que abandonou o país. Deixou abandonada a UNE, abandonou a luta de resistência dos estudantes contra a ditadura, abandonou o cargo para o qual tinha sido eleito pelos estudantes. Essa a atitude de Serra diante da primeira adversidade.

Por isso sua biografia só menciona que foi presidente da UNE, mas nunca diz que não concluiu o mandato, abandonou a UNE e os estudantes brasileiros. Nunca se pronunciou sobre esse episódio vergonhoso da sua vida.

Os estudantes brasileiros foram em frente, rapidamente se reorganizaram e protagonizaram, a parir de 1965, o primeiro grande ciclo de mobilizações populares de resistência à ditadura, enquanto Serra vivia no exílio, longe da luta dos estudantes. Ficou claro o caráter de Serra, que só voltou ao Brasil quando já havia condições de trabalho legal da oposição, sem maiores riscos.

Outra personalidade que aparece como pré-candidata à presidência também teve que reagir diante das circunstâncias do golpe militar e da ditadura. Dilma Rousseff, estudante mineira, fez outra escolha. Optou por ficar no Brasil e participar ativamente da resistência à ditadura, primeiro das mobilizações estudantis, depois das organizações clandestinas, que buscavam criar as condições para uma luta armada contra a ditadura militar.

No episódio da comissão do Senado em que ela foi questionada por ter assumido que tinha dito mentido durante a ditadura – por um senador da direita, aliado dos tucanos de Serra -, Dilma mostrou todo o seu caráter, o mesmo com que tinha atuado na clandestinidade e resistido duramente às torturas. Disse que mentiu diante das torturas que sofreu, disse que o senador não tem idéia como é duro sofrer as torturas e mentir para salvar aos companheiros. Que se orgulha de ter se comportado dessa maneira, que na ditadura não há verdade, só mentira. Que ela e o senador da base tucano-demo estavam em lados opostos: ela do lado da resistência democrática, ele do lado da ditadura, do regime de terror, que sequestrada, desaparecia, fuzilava, torturava.

Dilma lutou na clandestinidade contra a ditadura, nessa luta foi presa, torturada , condenada, ficando detida quatro anos. Saiu para retomar a luta nas novas condições que a resistência à ditadura colocava. Entrou para o PDT de Brizola, mais tarde ingressou no PT, onde participou como secretária do governo do Rio Grande do Sul. Posteriormente foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-chefe da Casa Civil.

Essa trajetória, em particular aquela nas condições mais difíceis, é o grande diploma de Dilma: a dignidade, a firmeza, a coerência, para realizar os ideais que assume como seus. Quem pode revelar sua trajetória com transparência e quem tem que esconder momentos fundamentais da sua vida, porque vividos nas circunstâncias mais difíceis?

Por Emir Sader - Portal do Vermelho - 27.09.09

14 de set. de 2009

PIOR ESCOLA DE SP PERDE COMPUTADORES COM CHUVA

Com o temporal, dois andares da escola recém-reformada foram tomados pela água

Colégio tem o mais baixo desempenho nos indicadores de qualidade; 93,4% dos alunos não obtiveram o nível adequado em português

TAI NALON
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 12-09-09

FABIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL

As chuvas desta semana deixaram ainda pior a situação daquela que é considerada a pior escola de São Paulo, localizada no pior bairro da cidade.
Na terça passada, dois dos três andares da escola estadual Dr. Genésio de Almeida Moura foram tomados por água. Livros didáticos e computadores foram danificados. O colégio tem o mais baixo desempenho segundo indicadores de qualidade de ensino do Estado.
A escola fica no Jardim Damasceno, em Brasilândia, zona norte. De acordo com o DNA Paulistano, o levantamento mais detalhado já realizado pelo Datafolha sobre a vida na cidade, o bairro é o que mais apresenta problemas.
O colégio estava em reforma. Uma obra no telhado havia acabado de ser concluída. Conforme relataram funcionários, telhas danificadas e calhas sujas foram as causas do incidente.
Ao todo, sete salas foram alagadas. Além da biblioteca e da sala de informática, as salas de aula da sétima série, a diretoria, a secretaria e os banheiros foram tomados pela água. As aulas foram suspensas e, segundo alunos, retomadas só ontem.
Nas salas de aula, as marcas da enchente estão no teto, de onde ainda se desprendem algumas gotas. Nas salas de informática e na biblioteca, mais marcas de infiltração. Dezenove computadores adquiridos em 2008 pelo programa Acessa Escola foram danificados. Segundo a direção do colégio, as razões do alagamento das instalações estão sendo apuradas.
A escola teve o pior desempenho de 1ª a 4ª séries da capital no indicador de qualidade do governo estadual, divulgado no início do ano. Numa escala de 0 a 10, tirou 1,08 (considera conhecimento dos alunos e taxas de reprovação); 93,4% dos alunos não obtiveram o nível adequado em língua portuguesa.
À época, pais de alunos relataram que havia ratos no local, pombos no refeitório e uso de drogas no colégio. Após a divulgação dos resultados do exame, o governo assinou contrato para a reforma da unidade, no valor de R$ 293 mil, com a empresa de engenharia Lopes Kalil.
Uma placa foi colocada no colégio para anunciar a obra. Um dos itens a serem executados foi "revisão da cobertura, com substituição de telhas [...]". Em agosto, a Folha revelou que o Tribunal de Contas do Estado apontou problemas em várias reformas de escolas estaduais.

30 de jul. de 2009

Prefeitura infla dado positivo sobre trânsito com restrição a fretado

A gestão Gilberto Kassab (DEM) divulgou dados errados que inflaram os ganhos no trânsito após a restrição aos ônibus fretados implantada nesta semana em São Paulo. No balanço oficial, a Secretaria Municipal dos Transportes divulgou ter havido uma redução de 70%
na média de congestionamentos das 7h às 8h30 de terça-feira (28), informa reportagem de Evandro Spinelli e Alencar Izidoro publicada na edição desta quinta da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Sérgio Malbergier: Eu quero o meu busão!
Técnicos admitem que Prefeitura não mapeou rota de fretados
Prefeitura de SP libera tráfego de fretados na av. Berrini

A versão oficial divulgada à imprensa dizia que a lentidão caiu de 40 km para 12 km, quando, na verdade, a queda foi de 30% --de 16,4 km para 11,5 km. A Folha identificou a comparação superdimensionada por ter acesso a alguns números oficiais mais completos das medições do trânsito pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). A pasta dos Transportes se nega a divulgar os dados oficialmente, mas admitiu ontem a falha após ser questionada pela reportagem.

Especialistas consideram que a avaliação do impacto da restrição dos fretados no trânsito só é possível de ser feita após semanas ou até meses de medição dos congestionamentos, devido às interferências que podem elevar ou reduzir a lentidão em dias isolados.

A prefeitura também inflou outros dados positivos da restrição aos fretados --neste caso, com estatísticas corretas, mas mudando a metodologia. O balanço oficial considerou, para efeito de cálculo do impacto das medidas no período da manhã, um intervalo de apenas uma hora e meia (das 7h às 8h30), enquanto a CET sempre usou a variação das 7h às 10h como a hora de pico da manhã. Os índices de lentidão começam a subir justamente a partir das 8h30.

Do Folha Online - 30.07.09

22 de jul. de 2009

SP: Ação civil pública pode interromper obras da Nova Marginal Tietê

Após a polêmica derrubada de árvores centenárias, as obras da Freeway da Marginal Tietê voltam aos holofotes.

Desta vez, um pedido de liminar, impetrado pelo Sindicato dos Arquitetos do Estado de São Paulo com o apoio de mais cinco entidades, no dia 16 de julho de 2009, pode provocar a interrupção imediata da obra. Hoje, inclusive, expira o prazo para que o governo da capital paulista responda aos questionamentos da ação.

Entre os vários pontos abordados, está o questionamento sobre a competência para a elaboração do EIA (Estudo de Impacto Ambiental).

O estudo atual foi produzido pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do Município de São Paulo, num período de tempo considerado bastante célere (seis meses) e com a realização de apenas uma audiência pública.

O governo municipal alega que, como é uma obra de impacto apenas no município de São Paulo, caberia a prefeitura conceder o parecer.

Entretanto, a Dersa S/A, empresa de economia mista responsável pela obra, já fez uma consulta acerca desta questão à Coordenadoria de Licenciamento Ambiental e de Proteção de Recursos Naturais do Estado.

A resposta, publicada no Diário Oficial do Estado, recomenda a realização de um Estudo de Impacto Ambiental em âmbito estadual, como mostra o comunicado abaixo:

Processo SMA 13551/2007 - Município: São Paulo
Interessado: DERSA - Desenvolvimento Rodoviário S/A

Empreendimento: Consulta referente à necessidade de licenciamento ambiental para o programa de revitalização e requalificação da marginal Tietê, que através do Ofício CPRN/DAIA n° 0297/2007 de 26/03/2007 e Parecer Técnico CPRN/DAIA n° 062/2007 de 26/03/2007, conclui que o licenciamento do Projeto “Nova Marginal do Tietê” deverá ser realizado no âmbito estadual, através da apresentação de um Estudo de Impacto Ambiental, devidamente procedido da apresentação de um Plano de Trabalho ao DAIA - Departamento de Impacto Ambiental.

Para acompanhar o processo pela internet, acesse o site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e digite 053.09.025071-3 no campo “número do processo”.

As informações e fotos desta matéria foram fornecidas pelo site CicloBR, parceiro do Blog das Ruas que acompanha de perto tanto a construção da Freeway da Marginal Tietê quanto outras questões relacionadas ao presente e futuro dos deslocamentos urbanos.

Do Blog das Ruas veja os comentários - 22.06.09