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| A bande Rage Against the machine com o MST em 2010 |
7 de mar. de 2012
"Acorde ... você colhe o que planta", na música "Wake up"
19 de fev. de 2011
"Ação da polícia foi absurda, arbitrária e covarde", diz vereadora agredida em SP
- Vereadores são agredidos; acorrentados deixam a prefeitura de São Paulo
- Por revisão de aumento de tarifa, ativistas acorrentam-se à prefeitura de São Paulo
- Secretário adjunto dos transportes de São Paulo diz que aumento de tarifa foi 'decisão política'
- Em SP, ativistas vão às ruas pela 6ª semana consecutiva para contestar aumento do ônibus
- SP, ativistas garantem reunião para negociar a tarifa do ônibus até 5ª
- SP: aumento de tarifa de ônibus será discutido na Câmara
- Manifestações contra alta de ônibus prometem parar Salvador nesta 2ª
Para Donato, a decisão de reprimir o protesto de quinta-feira (17) foi política, já que, em outros atos, alguns manifestantes já haviam "provocado" a PM e a postura dos policiais era de diálogo. "Sempre tem algum jovem que se empolga um pouco e exagera, a serenidade tem de vir da tropa. A repressão de ontem foi articulada e não um descontrole do comando."
Movimento Passe Livre
"As imagens da detenção de Vinicius Figueira, bem como a cena de policiais militares com suas armas de fogo em punhos e a repressão que se abateu também contra a mídia, somada as agressões aos vereadores que estavam presentes no local, deixam clara a desproporcionalidade e o absurdo da ação policial. Por esse motivo, manifestamos aqui nosso repúdio à essas ações conduzidas pela Polícia Militar de São Paulo" destaca o movimento.
O Movimento Passe Livre São Paulo considera desproporcional, violenta e despreparada a ação policial ocorrida na manifestação do dia 17/2 em frente a Prefeitura.
O Comando da Operação se excedeu no uso da força, agindo violentamente contra manifestantes desarmados e em protesto contra o aumento abusivo das tarifas de ônibus em São Paulo. As imagens da detenção de Vinicius Figueira, bem como a cena de policiais militares com suas armas de fogo em punhos e a repressão que se abateu também contra a mídia, somada as agressões aos vereadores que estavam presentes no local, deixam clara a desproporcionalidade e o absurdo da ação policial. Por esse motivo, manifestamos aqui nosso repúdio à essas ações conduzidas pela Polícia Militar de São Paulo
Por fim, cabe destacar nossa preocupação com o estado de saúde atual de Vinicius. Nós, do MPL-SP, estamos sinceramente à disposição para apoiá-lo no que for preciso, desde a articulação para punir os policiais envolvidos na ação, bem como no auxílio com seus cuidados médicos. Acreditamos que a solidaredade militante se faz fundamental em momentos como esse, e é por esse motivo que estamos aqui!
Movimento Passe Livre São Paulo, 18 de fevereiro de 2011.
26 de set. de 2009
Serra é vaiado por professores no interior de São Paulo
Professores protestavam por reajuste de salários; governador tucano classificou críticas como 'trololó petista' Sandro Villar, da Agência Estado PRESIDENTE PRUDENTE, SP "É um trololó petista", reagiu o governador, referindo-se aos manifestantes. Durante seu discurso, o governador reclamou da gritaria. "É uma amolação à paciência de quem discute os problemas da região." Impedidos por uma barreira de policiais, os manifestantes, que ficaram a uma distância de 100 metros do palanque e portavam faixas com severas críticas ao sistema educacional no Estado, foram proibidos de se aproximar de Serra. Eles pretendiam entregar ao governador um documento com as reivindicações da categoria.
"Serra mentiroso, Educação já tá no poço" e "Serra sem ação, não valoriza a Educação", eram as palavras de ordem dos professores. O coordenador regional da Apeoesp, Alberto Bruschi, foi irônico. "Vamos dar as 'boas-vindas' ao governador e agradecer o mal que ele tem feito à educação e aos professores. O reajuste era para ter sido dado ontem. Nós estamos aproximadamente há 14 anos sem saber o que é reajuste salarial", atacou.
Sucessão - Durante o evento, em que inaugurou melhorias no aeroporto da região, Serra admitiu que, se fosse eleito presidente da República, sua prioridade seria o desenvolvimento. "Para ser eleito primeiro eu preciso ser candidato e isso só vai ser definido mais para a frente", ressaltou. Serra não quis comentar sobre os possíveis candidatos a vice na chapa tucana. "Discutir o vice agora seria um exagero completo", desconversou.
Inaugurações - Atrasado em mais de uma hora, Serra deixou Presidente Prudente e foi para Osvaldo Cruz, onde entregou o trecho reformado de 44 quilômetros da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, entre Iacri e Adamantina. A obra custou de R$ 43 milhões. O governador encerrou o dia em Pauliceia. Lá, ele inaugurou a ponte Mário Covas sobre o Rio Paraná, ligando São Paulo e Mato Grosso do Sul. Com extensão de 1,7 quilômetro, a ponte, que começou a ser construída em 2001, custou mais de R$ 160 milhões, sendo 80% da verba do governo federal.
Por Jussara Seixas - Blog da Dilma - 25.09.09
24 de jun. de 2009
Sindicato e usuários de fretados fazem manifestação em São Paulo. Eh! Kassab !!
Por Fábio
Nassif,
vale a pena repercutir a nova proposta da administração KASSAB em proibir a circulação de ônibus fretados de passageiros pelo centro de São Paulo, sob a alegação de poluição.
Veja que a alegação para justificar o ato é de poluição e não de melhoria do trânsito.
De qualquer forma qualquer uma das duas é absurda :
- se é por causa da poluição , existe instrumentos para exigir que os ônibus sejam vistoriados e cumpram os padrões exigidos de emissão de poluentes ;
- por causa do trânsito seria mais difícil ainda de justificar, visto que os ônibus fretados que transportam mais de 50 pessoas cada um em ida e volta de seus trabalhos todos os dias, são capazez de tirar quantos carros da rua ?
Que interesses lobbistas estarão por trás disso ? Assunto bem pouco comentado pela mídia!!!
Estimule seus leitores a comentarem e logo saberemos……….
Mais uma hipocrisia desse fulano……… divulgou o salário dos funcionários da prefeitura no site em nome da transparência, mas o mesmo não fez em relação aos contratos de licitação. Agora alega que tem que tirar os ônibus fretados, que beneficiam mais de 200 mil pessoas, em nome da poluição. E o trânsito e milhares de carros que retornarão às ruas como consequência dessas medidas, não aumentará a poluição mais ainda? Ninguém pensou nisso………
Vá lá NASSIF, acorde o pessoal para mais essa canalhice……… só você mesmo………
VEJAM A NOTÍCIA do Último Segundo (abaixo).
” No início do mês, um pacote de mudanças climáticas foi votado pela Câmara Municipal com a autorização para o Executivo editar, em portaria, regras específicas para os 5.674 ônibus fretados autorizados a circular em São Paulo.
Usados por 283 mil pessoas da Grande São Paulo e de cidades vizinhas como Jundiaí e Santos, os fretados ainda não possuem restrições de circulação. “
Do Último Segundo - 23.06
SÃO PAULO - Cerca de cem ônibus fretados circularam na avenida Paulista, na manhã desta terça-feira, em protesto contra a intenção da Secretaria Municipal de Transportes (SPTrans) de proibir a circulação dos fretados a partir de 1º de agosto na região central de São Paulo.
A manifestação, organizada por representantes de empresas e usuários de ônibus
fretados, começou no fim da manhã. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os veículos ocuparam duas faixas da via, em ambos os sentidos.
Por volta das 13h, 12 ônibus continuavam o protesto na avenida Bernardino de Campos, na altura do viaduto Santa Generosa. De acordo com a CET, eles ocupavam a faixa da direita da via, que tinha 1 quilômetro de lentidão no sentido Centro.
No início do mês, um pacote de mudanças climáticas foi votado pela Câmara Municipal com a autorização para o Executivo editar, em portaria, regras específicas para os 5.674 ônibus fretados autorizados a circular em São Paulo.
Usados por 283 mil pessoas da Grande São Paulo e de cidades vizinhas como Jundiaí e Santos, os fretados ainda não possuem restrições de circulação.
Policiais ainda não saíram do campus da USP.
Em entrevista com Paulo Henrique Amorin, no Record News, o Presidente Otaviano Marcondes Helene, da ADUSP (Associação dos docentes da USP), alegou que a polícia não havia saído do campo, conforme foi prometido.
A reitora Suely, que também era esperada para entrevista não compareceu.
Dia 30.06 haverá outra assembléia.
Enquanto aguardamos novas notícias, privilegiemos o texto (abaixo) que expressa a grande realidade de lutas de uma população (alunos, funcionários e docentes) dependentes de uma administraçao irresponsável, do Sr. Serra.
O texto não foi publicado pela imprensa golpista (PIG)
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Mas há primaveras - Do Arlesophia -15.06.09
Texto escrito pela Prof.ª Dr.ª Adma Fadul Muhana, publicado originalmente no Olha Só!
A comunidade universitária e a opinião pública têm procurado, atônitas, acompanhar os acontecimentos recentes na Universidade de São Paulo. Como acreditar que professores, alunos e funcionários da USP, em especial da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, sejam criminosos cujos atos merecem ser severamente reprimidos com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e gás pimenta? Como acreditar que querem destruir seu patrimônio, agir com violência e causar danos aos demais? quem acredita nisso? por quê?
Se se compararem as informações e declarações dos últimos dias, será possível repor a situação. Em plena negociação salarial, em 25 de maio, a Reitoria fechou as portas do prédio e não deixou parte da comissão de negociação entrar. Ao agir assim e quebrar a regra da cultura democrática instituída, não era improvável que soubesse da reação dos estudantes que, impedidos de entrar, poderiam forçar a porta e fazer uma “invasão” relâmpago. Mas, depois dos acontecimentos de 2007, havia uma resolução do Conselho Universitário autorizando a Reitoria a chamar a polícia quando julgasse necessário, a qual foi aplicada.
Docentes e estudantes sabem ensinar e estudar, principalmente. Talvez até, de um modo um tanto canhestro e desafinado, também saibam protestar. Alguns estudantes gritam e chegam a tirar cadeiras e pô-las diante das salas de aula, impedindo a entrada nelas – sinais de sua impotência, de sua insegurança e da desinformação acerca de outros canais de manifestação mais legítimos e eficazes, de que os professores (ainda) dispõem. Mas essa alegada “violência” estudantil não tem parâmetro com as armas usadas pela PM, treinadas para eliminar malfeitores, e descontentes… Inacreditavelmente, a atual reitora da Universidade de São Paulo pensa que sim!
Isto é ofender a USP e todos os seus membros. Pretextando grupelhos, radicais e sabe-se lá mais o quê, a Reitoria entregou a direção da universidade a um comandante policial. Ao ser alertada por um docente de que a presença da polícia no campus poderia causar graves danos físicos e morais a membros da comunidade, e de que as armas utilizadas pelas tropas contemplavam escopetas e metralhadoras, a reitora limitou-se a dizer que a escolha das armas adequadas à ação policial não era da sua alçada. A reitora transferiu sua responsabilidade pela vida dos estudantes, professores e funcionários, das crianças e adolescentes que estudam na Escola de Aplicação, e de todos aqueles que livremente transitam pelo campus Butantã da USP, a um coronel da PM.
Os professores da USP não estavam em greve. A campanha salarial e a carreira docente importam aos professores porque sabemos o efeito nefasto que salários aviltados causam ao ensino, como temos visto na precarização do ensino secundário. Os mais velhos se lembram de como o ensino médio público era padrão de qualidade para a escola privada, o que hoje nos parece um sonho desaparecido. A recuperação salarial nos importa para que a Universidade pública não passe a ter salários tão baixos que os melhores profissionais prefiram se afastar dela e servir apenas à iniciativa privada, com seu principal interesse no lucro, e levando ao desaparecimento das investigações independentes que interessam ao coletivo. Lutar por salários, todos sabem, é lutar por deixar uma universidade com melhor qualidade e para que a USP tenha o que comemorar daqui a 25 anos.
Os estudantes da USP não estavam em greve. O temor relativo à Univesp, ou Universidade Virtual do Estado de São Paulo, provém da convicção de que a expansão virtual da Universidade se fará à custa da qualidade do ensino e em detrimento das políticas de permanência estudantil por que vêm lutando, da construção de salas de aula presenciais, bibliotecas, laboratórios, moradias e restaurantes universitários, temor compartilhado por alguns professores que relataram desconfianças na implantação do Programa.
Todos estes são assuntos importantes para homens e mulheres que, trabalhando dentro da Universidade, abdicaram de ser meros consumidores e reprodutores de um saber para, com diversas dificuldades, se tornarem sujeitos de conhecimento, de ação e de transformação da sociedade. Requeriam, pois, que decisões dessa monta fossem tomadas com o conhecimento da ampla maioria da comunidade acadêmica, e não por decretos e resoluções. Todavia, recusando-se a negociar, a esclarecer, a Reitoria da USP teve como única resposta para a dificuldade do momento inventar uma ocupação para chamar a polícia. No dia 9 de junho os professores em assembléia, pensando em conjunto como retomar as negociações, ouviram tiros e gritos que dificilmente esqueceremos. Do prédio da Reitoria, de uma de suas janelas, umas dez cabeças assistiam ao lúgubre espetáculo de alunos e professores fugindo das bombas e sendo acuados no prédio da História. Apesar disso, e embora vários colegas tenham tentado contatos com a reitora, a fim de evitar um desfecho de proporções inimagináveis, ninguém, em momento algum, atendeu aos chamados dos docentes. Contatado, finalmente, o governador se calou: as armas já tinham falado por ele. Passado o furacão, reitoria e aliados vêm a público se manifestar e justificar atos injustificáveis.
O tecido universitário está desfeito. Todos os que defendem uma universidade pública, com direito a discussões, propostas, ações solidárias e coletivas, deixamos de reconhecer a reitora como interlocutora de nossa prática acadêmica. É verdade que, dentro e fora da Universidade, há os que aprovam a ação da polícia, alegando destruição do patrimônio público; desqualificam a decisão das assembléias em favor da greve, apelando para o direito dos que querem aula, embora não compareçam a elas; contestam os piquetes de funcionários e alunos, argumentando serem contra uma “violência generalizada”. Essas mesmas vozes recorrem a proposições vagas e metafísicas, que, descoladas de seu contexto político, ridicularizam o direito “à diferença”, “à opinião” etc.; mas se calam diante de questões materiais decisivas para a Universidade estadual, como a destruição do patrimônio público perpetrada, esta sim, pela polícia e por fundações privadas instaladas no interior da USP. Negando o direito à greve e a piquetes, propõem em seu lugar que cada um faça o que bem entender, desde que confortavelmente instalados em seus gabinetes particulares, ao abrigo do espaço coletivo e presencial de discussão. Parecem supor que a condenação das assembléias de professores e estudantes é feita ainda em favor do direito do aluno, como pagador de impostos, de ter sua mercadoria-aula. Ao sobreporem a figura do consumidor à do cidadão, transferem a cultura da universidade privada para dentro da Universidade pública, transformando os grevistas em anti-cidadãos-vendedores que não cumprem sua parte no troca-troca do mercado – como se estes não pagassem também seus impostos e não tivessem direito a forma alguma de dissidência. Certamente que, assim, esse discurso cala-se diante da destruição da Universidade pública levada a cabo por governos neoliberais e encobre sua adesão à mesma ordem de coisas, sob a capa de uma pretensa motivação pacifista.
Neste sentido, a Universidade deve se envergonhar de que uma parte do seu corpo docente e discente não condene a ação policial contra atos de caráter político: pois isso significa que essa parte não se importa com o coletivo e com o tipo de conhecimento e ética que estão sendo transmitidos nessa Universidade. A sociedade deve saber disso e querer que, na Universidade de São Paulo, os professores, os médicos, os arquitetos, os atores, os engenheiros, os biólogos, os psicólogos e todos os que aí se formam, com a contribuição de todos nós, visem mais ao bem coletivo que ao seu único e próprio lucro. E fazer parte da coletividade implica ter de olhar para além do seu escritório particular, do seu consultório e da sua sala de aula.
Agora a Universidade de São Paulo está em greve, exigindo a retirada imediata e definitiva da polícia no campus, para que retornem as condições de diálogo entre todos os envolvidos. Mas desde que a Universidade foi violentada com a permissão, ou pior, a mando de seus dirigentes, os professores requerem que a atual reitora se afaste do cargo e torne a ser algo de que possa se orgulhar: professora. Oxalá, assim, o próximo reitor compreenda que uma universidade não se faz virtualmente, nem com tropas militares, mas com docentes, estudantes e funcionários preocupados com o ensino e com a pesquisa, e sobretudo, com fazer parte de uma menos triste humanidade.
Essa carta foi enviada a diversos veículos de comunicação, mas por motivos óbvios, não foi publicada.20 de jun. de 2009
USP - 5.000 pessoas protestaram em São Paulo, 18.06.

A postura nefasta e truculenta da reitora Suely, que trocou a negociação pela invasão militar na Universidade, com agressões, bombas e gás, levantou multidões e o protesto veemente dos intelectuais mais destacados da Academia, além das entidades e movimentos populares e democráticos.
Flores na Paulista

USP - Mais de 3000 pessoas não podem estar erradas - Mídia mostra apenas o que o Serra exige (não a verdade)
"Os jornais do PIG*, jamais citam o nome do Serra, dizem que os alunos apenas querem a renuncia da reitora e da PM."
Coisa de Demotucanos, sempre existe um "bode expiatório" (professor, funcionário público, a empresa que terceirizou o serviço, coordenador, reitor, aluno, polícia, aposentado) para ser culpado pelas responsabilidades de Serra e amigos (que se fazem de vítima).
A mídia (PIG*), Folha, Jornal da Tarde entre outros, ilmitou o número de pessoas na passeata, de 3.000 para 1.200 (ou menos) alunos.
Foi uma das maiores manifestações de rua realizada pelas Universidades Estaduais Paulistas e, sem dúvida, a mais indignada e combativa da história de luta da USP, Unesp e Unicamp.
veemente dos intelectuais mais destacados da Academia (Antônico Cândido e Marilena Chaui entre outros), além das entidades e movimentos populares e democráticos.200 FIXO + 16% DE REAJUSTE SALARIAL!
ATENDIMENTO COM QUALIDADE NO HU!
ABAIXO À UNIVESP (ENSINO À DISTÂNCIA)!
REGULARIZAÇÃO DAS VAGAS PÓS 1988!
Comentário
Os jornais do PIG, jamais citam o nome do Serra, dizem que os alunos apenas querem a renuncia da reitora e da PM.
A Folha limitou o número para 1.200 alunos.
E no Jornal da Tarde, apenas mostram a divergência dos alunos que não apoiam a greve, mas também não destaca os problemas que alunos e profissionais exigem (como mostra a foto).
Falta de respeito com o os estudantes e profissionais da educação.
O PIG que apóia o governo declara fielmente sua parceria e mostra como está conivente ao governo que desmoralizou completamente a educação no Estado.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u583027.shtml
Folha
18/06/2009 - 14h36
Passeata de alunos e professores da USP chega à Brigadeiro; ovo é jogado contra grupo
O grupo protesta contra a presença da Polícia Militar no campus da USP e pede a saída da reitora da universidade, Suely Vilela.
Um pequeno tumulto foi registrado durante a manifestação. Isso porque uma pessoa lançou um ovo contra o grupo, a partir de um prédio localizado na esquina das avenidas Paulista e Brigadeiro Luís Antonio. O ovo caiu na via, sem acertar ninguém, mas gerou protestos dos participantes do ato.
A foto abaixo não mostra o nome do Serra ( o PIG esconde isto).
| Eduardo Knapp/Folha Imagem |
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| Alunos, docentes e funcionários da USP protestam em São Paulo; passeata saiu da Paulista com destino ao largo São Francisco |
Segundo avaliação preliminar da Polícia Militar, ao menos 800 pessoas participam do ato, e o número pode aumentar. Os organizadores não deram estimativas.
O trânsito é ruim na região. De acordo com a CET, a pista sentido Paraíso da Paulista tem 2 km de lentidão desde a Brigadeiro Luís Antonio. O protesto, no entanto, não causou impacto no índice de congestionamento da cidade --eram 61 km de lentidão por volta das 14h30, ou 7,3% das vias monitoradas.
Flores
Um grupo cinco professores de Letras da USP levou caixas de flores para a manifestação. O objetivo é pedir paz e mostrar que a presença da PM no campus não é compatível com o ambiente universitário;
"Nós distribuímos flores também no dia 9 de junho para demonstrar nosso repúdio à violência e pedir a retirada da PM do campus e, mesmo assim, aconteceu o confronto. Por conta disso, decidimos voltar a pedir a paz e colocar as flores presentes em todas as manifestações futuras que envolverem os professores", afirmou a professora Rosângela Sarteschi;
Mais de 200 policiais militares acompanham a passeata e outros 50 aguardam os manifestantes no destino final da passeata, segundo o sargento da PM Vanderlei Barbosa, que comanda a operação. "Não acredito em novo confronto durante a manifestação. Os grevistas querem apenas expor à sociedade os problemas que encontra na USP", afirmou.
Reivindicação
Segundo Vilela, a presença da PM no campus objetivou "o equilíbrio entre o direito de greve e o direito de ir e vir das pessoas". Ela pediu na Justiça a reintegração de posse de oito edifícios da USP, "cujos acessos estavam obstruídos".
Na segunda-feira (15), 38 dirigentes de unidades da USP (de um total de 46 dedicadas ao ensino e à pesquisa e centros e institutos especializados) subscreveram um manifesto em que reiteram "total apoio à reitora no desempenho de seu papel institucional".
Para rebater o manifesto, outros nove diretores apresentaram ontem à reitora, Suely Vilela, um documento que repudia a presença dos policiais no campus.
- Alunos e funcionários da USP deixam largo São Francisco após passeata
- Manifestação de alunos e professores da USP chega ao largo São Francisco
- Mais de 200 PMs acompanham manifestação de funcionários e alunos da USP
- Diretores rebatem colegas que apoiam PM na USP; veja manifestos
- Brasil é o país que mais desperdiça aula com bronca
- Dirigentes de ensino terão de fazer prova para manter cargo em SP
Mais de 200 PMs acompanham manifestação de funcionários e alunos da USP
Por volta das 12h45, manifestantes se concentraram no vão livre do Masp, sem prejudicar o trânsito.
Segundo o sargento da PM Vanderlei Barbosa, que comanda a operação no local, 220 PMs já estão no Masp para acompanhar a passeata e outros 50 aguardam os manifestantes no largo São Francisco.
No último dia 9, uma manifestação na USP terminou em confronto com a polícia. Nesta quinta, no entanto, o sargento diz acreditar que o protesto será pacífico.
"Não acredito em novo confronto durante a manifestação. Os grevistas querem apenas expor à sociedade os problemas que encontra na USP", afirmou.
Representantes do Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas-- conversaram com o sargento na Paulista e se comprometeram a realizar o protesto pacificamente. Também ficou acertado que, conforme o número de participantes, serão ocupadas apenas 2 das 3 faixas da avenida.
"Para mim não é surpresa essa grande quantidade de policiais, devido aos fatos dos últimos dias. Eu espero que não tenha nenhum confronto, mas promessas de passeata pacífica, como a dada pelo comandante, já haviam sido feitas no dia 9 de junho, quando PMs e grevistas se confrontaram na USP", afirmou Magno de Carvalho, diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).
De acordo com ele, ônibus com manifestantes já saíram do campus Butantã da USP e de cidades do interior para se juntarem aos manifestantes que se concentram no Masp.
Para chegar ao largo São Francisco --onde fica a Faculdade de Direito da USP--, o grupo seguirá pela Paulista e, depois, seguirá pela avenida Brigadeiro Luís Antônio.
Reivindicação
Segundo Vilela, a presença da PM no campus objetivou "o equilíbrio entre o direito de greve e o direito de ir e vir das pessoas". Ela pediu na Justiça a reintegração de posse de oito edifícios da USP, "cujos acessos estavam obstruídos".
Na segunda-feira (15), 38 dirigentes de unidades da USP (de um total de 46 dedicadas ao ensino e à pesquisa e centros e institutos especializados) subscreveram um manifesto em que reiteram "total apoio à reitora no desempenho de seu papel institucional".
Para rebater o manifesto, outros nove diretores apresentaram ontem à reitora, Suely Vilela, um documento que repudia a presença dos policiais no campus.
Negociação
Representantes do Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas-- realizaram na última terça-feira (16) com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) para discutir a retomada das negociações.
Os grevistas querem reajuste salarial de 16%, mais R$ 200 fixos, além do fim de processos administrativos contra servidores e alunos que participaram de protesto anterior --que resultou em dano ao patrimônio.
As negociações entre o Cruesp e o Fórum das Seis estão paradas desde 25 de maio. Na ocasião, um grupo de estudantes invadiu a reitoria após os reitores impedirem parte dos alunos e um sindicalista de participar da reunião.
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Diretores rebatem colegas que apoiam PM na USP; veja manifestos
Entre os signatários estão os diretores da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), da Faculdade de Educação e da ECA (Escola de Comunicações e Artes).
| Luiz Carlos Murauskas-16.jun.2009/Folha Imagem |
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| Manifestantes pedem a saída da reitora Suely Vilela e da polícia; reitoria afirma que aumento que grevista pede inviabiliza a USP |
A reitora solicitou a ação da PM por meio de um pedido judicial de reintegração de posse, para que prédios não fossem obstruídos por grevistas --uncionários de USP, Unicamp e Unesp reivindicam reajuste maior, entre outros pontos.
No dia 9, houve confronto entre policiais e manifestantes, dentro da Cidade Universitária. Os dois grupos defendem a permanência de Vilela.
Na Unicamp, a Adunicamp (associação de docentes) e o STU (sindicato dos trabalhadores) avaliaram que aumentou a adesão de funcionários e professores à greve.
Segundo o sindicato, a adesão de servidores aumentou de 40% para 50% ontem. Para a direção da Unicamp, apenas 5% dos funcionários e professores aderiram.
Os servidores estão parados há cerca de três semanas. Os professores iniciaram a paralisação na segunda-feira. Os estudantes também estão com as atividades paralisadas. Na Unesp, os funcionários estão parados em ao menos 11 campi.
Veja as íntegras dos manifestos a favor e contra a presença da PM na USP
Manifesto contra a permanência da polícia na USP
"Os dirigentes abaixo assinados apoiam a Reitora no desempenho de seu legítimo papel institucional. Repudiam a permanência da polícia no campus. Repudiam ações de constrangimentos internos que impedem a Universidade de ser um espaço plural e democrático de geração e transmissão de saber e de debate de ideias.
Apoiam e clamam por ações de diálogo e negociação entre os diferentes segmentos da comunidade USP de modo a encontrar soluções para as graves questões que enfrentamos.
São Paulo, 16 de junho de 2009.
- Sandra Margarida Nitrini Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas;
- Sonia Penin Faculdade de Educação;
- Mauro Wilton de Sousa Escola de Comunicações e Artes;
- Ana Lucia Duarte Lanna Instituto de Estudos Brasileiros;
- César Ades Instituto de Estudos Avançados;
- Cecília Helena Salles de Oliveira Museu Paulista;
- José Aquiles B. Grimoni Instituto de Energia e Eletrotécnica;
- José Luis de Moraes Museu de Arqueologia e Etnologia;
- Sergio Antonio Vanin Museu de Zoologia."
"Os Dirigentes de Unidades da Universidade de São Paulo, abaixo assinados, reafirmam sua firme convicção nos valores democráticos e éticos que devem reger a vida universitária, que incluem o convívio civilizado com o contraditório, o debate profundo de ideias e o inegociável respeito aos direitos humanos e constitucionais, bem como às leis que regem a convivência comum no Estado Democrático de Direito.
Entendemos como de fundamental importância manifestarmo-nos em defesa da Universidade, reiterando total apoio à Reitora no desempenho de seu papel institucional, na implementação dos princípios acima mencionados.
Conclamamos toda a comunidade universitária ao entendimento em torno do respeito ao direito de greve e da livre expressão de ideias, refutando qualquer tipo de violência, seja por grevistas ou por policiais. Ao mesmo tempo, enfatizamos que, nos termos da lei, as manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas devem preservar o acesso ao trabalho, sem causar ameaça ou dano às pessoas ou ao patrimônio público, como os que geraram, em primeira instância, a necessidade das ações judiciais de reintegração de posse e a subsequente presença da polícia no campus para seu cumprimento.
São Paulo, 15 de junho de 2009.
- Glaucius Oliva - Instituto de Física de São Carlos;
- Alejandro Szanto de Toledo - Instituto de Física;
- Augusto César Cropanese Spadaro - Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto;
- Luiz Fernando Pegoraro - Faculdade de Odontologia de Bauru;
- Welington Braz Carvalho Delitti - Instituto de Biociências;
- Maria do Carmo Calijuri - Escola de Engenharia de São Carlos;
- Nei Fernandes de Oliveira Júnior - Escola de Engenharia de Lorena;
- Sebastião de Sousa Almeida - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto;
- José Antonio Visintin - Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia;
- Benedito Carlos Maciel - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto;
- Maria Cristina de Souza Campos - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto;
- Luiz Roberto Giorgetti de Britto - Instituto de Ciências Biomédicas;
- Osvaldo Luiz Bezzon - Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto;
- Go Tani - Escola de Educação Física e Esporte;
- Oswaldo Baffa Filho - Centro de Informática de Ribeirão Preto;
- Paulo Domingos Cordaro - Instituto de Matemática e Estatística;
- Yolanda Dora Martinez Évora - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto;
- Ivan Gilberto Sandoval Falleiros - Escola Politécnica;
- Colombo Celso Gaeta Tassinari - Instituto de Geociências;
- Emma Otta - Instituto de Psicologia;
- Ana Maria S. Pires Vanin - Instituto Oceanográfico;
- Hans Viertler - Instituto de Química;
- José Alberto Cuminato - Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação;
- Ignácio Maria Poveda Velasco - Faculdade de Direito de Ribeirão Preto;
- Holmer Savastano Júnior - Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos;
- Chester Luiz Galvão César - Faculdade de Saúde Pública;
- João Grandino Rodas - Faculdade de Direito;
- Antonio Roque Dechen - Escola Superior de Agricultura 'Luiz de Queiroz';
- Valdir José Barbanti - Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto;
- Sylvio Barros Sawaya -Faculdade de Arquitetura e Urbanismo;
- Edson Antonio Ticianelli - Instituto de Química de São Carlos;
- Isilia Aparecida Silva - Escola de Enfermagem;
- Carlos Roberto Azzoni - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade;
- Tércio Ambrizzi - Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas;
- Dulcinéia Saes Parra Abdalla - Faculdade de Ciências Farmacêuticas;
- Marcos Boulos - Faculdade de Medicina;
- Carlos de Paula Eduardo - Faculdade de Odontologia;
- Dante De Rose Júnior - Escola de Artes, Ciências e Humanidades."
Jornal da tarde
Mais confusão na 'greve da greve
Elida Oliveira
Alunos contrários à paralisação foram impedidos de fazer manifestação ontem
Terminou em empurra-empurra a primeira manifestação de estudantes contrários à greve que paralisa parte dos serviços da Universidade de São Paulo (USP) desde 5 de maio. À noite, em outro ato, um aluno contrário à paralisação foi agredido. [br][br]Pela manhã, a intenção do grupo era fazer um piquenique em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores (Sintusp) ao meio-dia. Mas, desde as 10h30, um grupo de trabalhadores estava no local para impedir o protesto, chamado de “greve da greve”. Integrantes do sindicato acusaram os alunos que organizaram a mobilização de “fascistas” por tentar “ferir os direitos do trabalhador de paralisar suas atividades”.[br][br]Os alunos contra a greve passaram por unidades da USP para convidar colegas para o piquenique. Seis integrantes desse grupo foram expulsos aos empurrões quando atravessavam o espaço próximo ao Sintusp, dentro do bolsão da Escola de Comunicações e Artes (ECA). [br][br]O estudante de Engenharia da Computação Ivan Terng, de 24 anos, foi um deles. “Tínhamos combinado uma manifestação pacífica. Estávamos passando e eles vieram nos agredir.” O aluno de Letras Leandro Paixão, de 41 anos, estava entre os grevistas. “Nossa orientação era não tocar em ninguém. Mas eles que não venham aqui, no espaço do trabalhador, fazer uma provocação.”[br][br]Segundo o funcionário da USP Bruno Mandeli, de 25 anos, alguns alunos levantaram placas com frases agressivas dirigidas ao ex-funcionário Claudionor Brandão, demitido por processos administrativos e para quem os grevistas pedem readmissão. Para o aluno de Administração Yuri Zanoni, de 19, a luta estudantil perdeu o foco. “É a isso que se resume a pauta dos estudantes: pedir a readmissão de um funcionário.” [br][br]Durante a confusão, que durou cerca de 15 minutos, membros da diretoria do Sintusp fecharam barracas de lanche que ficam na área externa do sindicato e servem de alternativa para enquanto os bandejões estão fechados. A estudante de Economia Luciana Pires, de 19, sentiu-se prejudicada. “Quero ver para qual grevista eu mando a conta da minha alimentação e do meu transporte.”[br][br]Às 18h55, alunos contra a greve se reuniram novamente, dessa vez na Praça do Relógio, para outro ato que durou uma hora . Por volta das 20 horas, quando o grupo se dispersava, o aluno de História Rodrigo Sousa Neto, de 22 anos, foi agredido por um colega de curso na Praça dos Bancos. Ele registrou queixa na polícia.
18 de jun. de 2009
Educação - Juiz proíbe Kassab de divulgar lista de salários
Por Jussara Seixas - Do Desabafo Brasil - 18.06.09Prefeito terá de retirar do portal da Prefeitura de São Paulo relação com rendimentos dos 162 mil funcionários públicos Liminar foi concedida ontem, em benefício de federação que representa servidores municipais; lista seguia no ar até as 20h30.
SERRA QUER FAZER O MESMO QUE KASSAB
Serra analisa adoção da medida no Estado
O governo de São Paulo avalia seguir o exemplo da prefeitura e divulgar os vencimentos de servidores públicos estaduais, desde que extensiva a todos os Poderes.A intenção do governo José Serra (PSDB) é exibir os salários pagos por Judiciário, Legislativo, Ministério Público e universidades. Além disso, avalia-se que não compensaria divulgar a folha de pagamentos sem o registro das gratificações incorporadas aos salários.A lista serviria como instrumento na queda-de-braço que o governo trava com os sindicatos no Estado. Hoje, a Secretaria de Gestão disponibiliza, via internet, o salário inicial de todas as carreiras do funcionalismo público e os vencimentos da área governamental. Segundo uma nota divulgada ontem pela assessoria de imprensa, o governo paulista apoia "qualquer iniciativa que dê maior transparência aos gastos públicos"."Em relação à divulgação da lista de cargos e salários de todos os servidores estaduais, informamos que o governo de SP vai estudar a adoção da medida", conclui a nota.
Fonte: Folha de São Paulo
12 de jun. de 2009
Por favor divulguem a todos: ajudem os professores do Estado de São Paulo - precisamos dar atenção à educação do nosso País.
APEOESP e demais entidades da Educação organizam atos regionaisMais uma vez a APEOESP e o conjunto das demais entidades da Educação (Afuse, Apampesp, Apase, CPP e Udemo) organizarão atos regionais como parte da Campanha Salarial e Educacional da Educação. A unidade busca fortalecer a luta em defesa dos direitos de todas as categorias da Educação Paulista, profundamente atacada pelo governo estadual.
Reposição salarial de 27,5%, para recompor as perdas acumuladas desde 1998, incorporação de todas as gratificações com extensão aos aposentados são as principais reivindicações conjuntas.
É de suma importância que todas as subsedes da APEOESP empenhem-se na organização dos atos regionais, juntamente com as demais entidades, e na garantia de participação dos professores das macrorregiões, conforme calendário abaixo. As atividades devem ocorrer preferencialmente nas Câmaras Municipais. Em 25 de setembro acontecerá uma grande manifestação em ato na capital com presença de representantes de todas as categorias.
Atos Regionais da Educação
Dia 25 de junho – Presidente Prudente
Dia 29 de julho – São José do Rio Preto
Dia 19 de agosto – Bauru
Dia 02 de setembro – Sorocaba
Dia 25 de setembro – ATO ESTADUAL na Capital
Comandante tinha ordem para prender líderes da greve na USP
“Existe uma ordem pra prender alguns líderes que estão incitando esta greve. A juíza expediu uma ordem de reintegração de posse e liberdade de ir e vir. Eles não estão acatando.”
Como assim ordem de prisão?
A ordem de reintegração de posse tem natureza civil e, portanto, jamais ordenaria a prisão de quem quer que seja. A juíza cível, aliás, é incompetente para ordenar prisões, salvo no caso de pensão alimentícia.
Então havia duas ordens: uma da juíza (de reintegração de posse) e outra de prisão. O comandante não deixa claro quem deu a ordem de prisão e a repórter lamentavelmente perde a oportunidade de fazer a pergunta-chave: de quem foi a ordem de prisão, comandante?
Como até o momento ninguém noticiou a existência de uma ordem de prisão por parte de um juiz criminal e não há nada na lei que a justificaria, somos obrigados a concluir que esta ordem partiu dos superiores hierárquicos do comandante.
É claro que nenhum coronel da polícia militar em sã consciência daria uma ordem desta repercussão sem consultar antes o Secretário de Segurança, que por sua vez certamente consultaria o Governador do Estado.
É bom lembrar que uma eventual ordem de prisão dada por quem quer que seja na polícia ou no governo do estado para prender líderes de uma manifestação política é absolutamente ilegal, pois a Constitução da República garante em seu art.5º, LVII, que:
“ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei.”
Como não havia ordem judiciária, pois juiz cível não é competente para expedir mandado de prisão, e não se tratava de flagrante delito, pois a greve é direito garantido constitucionalmente, logo, é preciso investigar:
- quem deu a tal ordem de prisão dos líderes da greve?
- qual o fundamento jurídico da tal ordem de prisão?
- a legalidade desta ordem de prisão.
Vamos aguardar as cenas do próximo capítulo e a atuação dos “jornalistas investigativos” e do Ministério Público do Estado de São Paulo na apuração dos fatos.
10 de jun. de 2009
HOJE, 12H, PASSEATA - DIVULGUEM (Violência da PM de Serra aos professores, funcionários e estudantes da USP )
DO DCE USP - 10.06.09
Carta aberta à sociedade sobre a agressão da PM de Serra aos professores, funcionários e estudantes da USP
O ensino público no Estado de São Paulo, administrado há quase duas décadas pelo PSDB, vai de mal a pior. A realidade das escolas estaduais, que tem falta de professores e condições péssimas de infra-estrutura, é uma coisa que os pais e professores enfrentam cotidianamente. Com os salários baixos dos docentes e funcionários técnico-administrativos, a realidade da escola pública é péssima.
Com a crise econômica os ataques a educação proliferam. Sob o argumento de enxugar a máquina do Estado para reverter a crise, Serra ataca os servidores públicos e os investimentos na educação.
Esse padrão péssimo de educação do ensino básico está sendo imposto na USP e no conjunto das universidades estaduais hoje. Há mais de duas décadas a comunidade acadêmica uspiana resiste aos ataques sucessivos dos governos do PSDB que insistem em precarizar o ensino superior do Estado. Através de sucessivos cortes de verbas e medidas autoritárias na forma de decretos, o objetivo desses governos é destruir o ensino superior de qualidade, assim como fizeram com o ensino básico e médio.
A última medida autoritária do governador José Serra causou repúdio em imensa parcela de membros da comunidade da USP e das universidades estaduais. José Serra criou um programa educacional para oferecer diplomas da USP através de tele-cursos chamado Universidade Virtual do Estado de São Paulo o qual apelidou de UNIVESP.
As pessoas formadas por esse programa não terão a obrigação de assistirem aulas em sala com professores para se formarem. A maior parte do seu curso será feita assistindo fitas gravadas para TV, como tele-cursos.
Nós acreditamos que é impossível formar com qualidade os professores que ensinarão nossos filhos no futuro através de uma televisão e de um computador. Não somos contra a inclusão da tecnologia mas é muito melhor ter um professor presente em sala de aula para ensinar e responder ao aluno. A convivência escolar é indispensável para a formação acadêmica. Esse projeto foi aprovado simplesmente para desobrigar o governo a contratar novos professores universitários e construir estrutura adequada para as aulas. Serra não está interessado em aumentar as vagas da universidade pública para que os filhos dos trabalhadores possam ter um ensino público, gratuito e de qualidade. Todos sabem que quem sustenta a USP são os impostos da população. Sob o argumento da inclusão social e através de uma medida eleitoreira, Serra quer criar centenas de vagas a distância na USP. Para ele os jovens pobres teriam então acesso a universidade, só que a distância.
Nós que já estamos aqui queremos que todos tenham acesso a cursos com professores de carne e osso para que não haja diferenças. Por isso queremos acabar com esse projeto do governo e lutamos para que Serra pare de dar dinheiro para empresários e banqueiros falidos e crie mais vagas na USP para a população pobre e dê mais verbas para a educação. Se alguém tem alguma dúvida de que esse projeto da UNIVESP é ruim, perguntemos ao governador ou a esses empresários se eles colocariam seus filhos nesses tele-cursos. Temos certeza que a resposta seria não.
Por lutarmos pelo direito de todos terem educação de qualidade fizemos um ato no dia 09/06, que bloqueou uma via de trânsito para chamar a atenção da opinião pública para a implementação desses cursos a distância; contra a administração truculenta da reitora Suely Vilela; em unidade com a greve dos funcionários e professores que reivindicam aumento de salário; e contra a presença da Polícia Militar na universidade, que foi acionada pela reitora para intimidar e agredir os funcionários e estudantes grevistas.
A manifestação foi programada para ser pacífica. Nos surpreendemos com o enorme contingente policial para reprimir a manifestação que tinha apenas a presença de servidores e estudantes. Para apaziguar os ânimos jogamos flores na frente dos policiais indicando que não queríamos confusão.
Não houve jeito. A polícia atacou os manifestantes com bombas, tiros de borracha, cacetadas e gás lacrimogênio. Agrediram professores respeitados em todo o país por sua produção científica, funcionários que dedicam suas vidas a manter o funcionamento da universidade e estudantes de vários cursos. Encurralados os manifestantes recuaram para dentro da universidade ao passo que resistiam com luta à atuação violenta da tropa de choque. Uma pessoa foi hospitalizada e outras três foram presas. Desde a ditadura militar que não vemos uma agressão desse tamanho na USP.
Nós queremos afirmar que a universidade é local de produção de conhecimento e ciência, não de polícia. Ao invés de caçar os verdadeiros bandidos, inclusive muitos políticos, o governo prefere agredir manifestantes que defendem a qualidade da educação. A reitoria da USP, que acionou a polícia, deveria se envergonhar de trazê-los para dentro da universidade para agredir seus alunos e servidores, respaldada sob o argumento de desfazer os piquetes de greve aprovados em Assembléias.
Há semanas que pedimos abertura de negociações com a reitoria e ela nos tem negado. Como é possível resolver os conflitos na base do diálogo se a própria administração da universidade é contra o diálogo? E mais: como dialogar contra quem chama a Polícia sem dar ouvidos às reclamações? É assim que se administra a maior universidade da América Latina, na base do cacetete? Por isso exigimos a retirada da Polícia Militar da universidade e que as negociações sejam reabertas com as categorias.
Defendemos também a expulsão da Reitora Suely Vilela do seu cargo devido sua administração truculenta e incompetente. Exigimos a retirada de todos os processos administrativos movidos contra funcionários e estudantes, principalmente a readmissão do diretor do sindicato Brandão, demitido irregularmente.
Esses ataques aos movimentos sociais tem aumentado ultimamente para que os governos e patrões possam jogar a conta da crise sobre a classe trabalhadora. Devemos repudiá-los, assim como devemos repudiar o sensacionalismo e a parcialidade da mídia que até agora tem, na maioria dos casos, se omitido de explicar as causas dos manifestantes e defendido abertamente a violência. Nesse período de caos econômico, demissões em massa e cortes nos orçamentos das áreas sociais esses ataques querem enfraquecer a resistência de quem não se conforma em aceitar uma ordem social marcada pela desigualdade.
Conclamamos a toda a sociedade, às entidades e personalidades a apoiarem nossa luta, repudiando essas ações brutalizantes do governo Serra e da reitoria contra a comunidade acadêmica da USP. Resistiremos até o fim na defesa dos nossos direitos. Nossa luta é para que todos possam ter acesso a uma universidade gratuita, pública e de qualidade, para que os filhos dos trabalhadores tenham acesso a professores ao vivo. Com violência será difícil construir uma educação melhor. Com a palavra o governo Serra e a reitoria da USP.
São Paulo, 10 de junho de 2009.
Diretório Central de Estudantes-livre da USP "Alexandre Vannucchi Leme"







