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13 de jul. de 2012

Canadá define que músicas baixadas na internet não devem ser pagas

A Suprema Corte do Canadá decidiu ontem que compositores e gravadoras não devem receber pelos direitos de execução de músicas baixadas na internet. A decisão contrariou os interesses de artistas e foi favorável aos de empresas de telecomunicações. 

O tribunal decidiu também que as amostras de músicas em lojas on-line --como iTunes, da Apple-- não infringem as leis de direitos autorais e não resultam no pagamento de taxas. Já a música tocada em streaming (sem necessidade de download) continua tendo de ser paga. 


As decisões são "definitivamente boas para os provedores de serviços de internet e ruins para compositores e detentores de direitos autorais", disse David Donahue, especialista em direitos autorais do escritório de advocacia Fross Zelnick Lehrman & Zissu, de Nova York, que não estava envolvido no processo. 

Fonte: Folha

21 de mar. de 2012

Ipea e Socicom lançam o 2° Panorama da Comunicação e das Telecomunicações

A obra, composta por quatro volumes, será apresentada nesta sexta-feira, em São Paulo, às 9h
 Marcio Porschman (foto), Presidente do IPEA, participou da 1a edição em 2011


O Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil 2011/2012 é resultado da parceria entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Federação Brasileira das Associações Científicas de Comunicação (Socicom). Sua segunda edição será lançada nesta sexta-feira, dia 23, às 9h, no Escritório da Presidência da República em São Paulo (Av. Paulista, 2.163, Ed. Banco do Brasil, auditório 17º andar). É necessária a confirmação de presença, enviando nome, instituição e contatos para: eventos@ipea.gov.br.

27 de jan. de 2011

Ministro das Comunicações desmente Estadão pelo Twitter


Por Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania - 27.01.2011

Logo cedo tive uma aparente má notícia, nesta quinta-feira. Matéria do jornal O Estado de São Paulo, assinada pelo chefão Ricardo Gandour, afirmava a seguinte barbaridade: “Convergência de mídias leva governo a desistir de veto à propriedade cruzada”.
Dizia a matéria:
O governo vai abandonar o debate sobre a proibição da propriedade cruzada nos meios de comunicação por estar convencido de que o desenvolvimento tecnológico tornou a discussão obsoleta. O conceito de convergência das mídias, que consolidou o tráfego simultâneo de dados e noticiários em todas as plataformas – da impressa à digital -, pôs na mesa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, um projeto de concessão única. Propriedade cruzada é o domínio, pelo mesmo grupo de comunicação, de concessões para operar diferentes plataformas ( TV, jornal e portais) (…)”
Trata-se de um absurdo. Nem os Estados Unidos permitem a propriedade cruzada. Equiparar televisão, rádio e imprensa escrita por conta da internet em um país em que a inclusão digital é tão baixa – e sem perspectiva de reversão plena da situação no curto e médio prazos – seria a virtual rendição do governo Dilma à direita midiática.
Inconformado, fui ao Twitter e fiz uma cobrança ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que me respondeu. Vejam, abaixo, o que ele disse.

21 de jan. de 2011

Campus Party: banda larga pode ter imposto zero, diz ministro

Antonio Valente (dir.), Paulo Bernardo, Mario Teza e Demi Getschko debatem acesso digital no Brasil


Foto: Ana Brambilla/Terra


Ana Brambilla (Texto e imagem) - Terra/SP - 20.01.2011
Participante da mesa Campus Debate, sobre os desafios do crescimento em tecnologia e comunicações para o Brasil, o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o Plano Nacional de Banda Larga estima um custo de mensalidade de R$ 35 reais em Estados onde houver cobrança de ICMS. O valor pode ser mais baixo em unidades federativas que não cobrarem o imposto. "Já consultei vários secretários de fazenda que têm dificuldade para diminuir imposto de maneira geral, mas que, na questão de banda larga disseram que é possível fazer redução ou até zerar o ICMS", disse nesta quinta-feira, no palco da Campus Party Brasil.
No debate, Bernardo dividiu a atenção com o Twitter. Em seu perfil pessoal, postou: "Na Campus Party, em debate. Na mesa, com Antonio Valente, @getschko e @mlteza". Os parceiros de discussão citados pelo ministro são o presidente da Telebrasil, Antonio Carlos Valente, o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Comitê Gestor da Internet, Demi Getschko e o diretor geral da Futura Networks, Mario Teza.
Entre as questões debatidas, a conectividade do brasileiro apareceu como um desafio para a nova gestão do ministério. Bernardo citou que, em 2010, 14 milhões de computadores foram vendidos no Brasil e que, para 2011, a projeção é de que este número chegue à casa dos 16 milhões. Ter computador, apenas, não basta. O ministro destacou que o brasileiro é um dos povos mais comunicativos: "A pessoa não quer computador para escrever, ela quer para se comunicar".
Demi Getschko reforçou a visão do ministro ao lembrar que 5 milhões de domicílios possuem computador sem conexão. Uma possível resposta para diminuir este índice seria o Plano Nacional de Banda Larga. Embora a administração federal esteja projetando a tecnologia no Brasil para 2025, tomando como base países como Coreia do Sul e Estados Unidos, Demi Getschko rebate ao dizer que comparar conexão do Brasil à da Coreia é inadequado e que a largura da banda não é o mais importante.
"O que importa é que o brasileiro esteja conectado de forma perene e que tenha acesso à cesta básica de serviços, que são: visitas a sites, correio eletrônico, VoIP e vídeos para assistir". Para chegar a este pacote, a disseminação plena do IPv6 é apontada como ponto fundamental pelo representante do CGI.
Para a popularização desta tecnologia que permite ampliar o acesso, o presidente da Telebrasil vê a carga tributária de 40% em serviços de telecomunicações como um dos maiores obstáculos. Reduzir impostos, aumentar a competitividade e investir na educação são elementos-chave para a ampliação da conectividade do brasileiro: "Não adianta conectar todas as escolas se não houver capacitação dos professores", pondera. Quanto ao IPv6, Valente acredita que a própria dinâmica do mercado acelerará os investimentos e, por consequência, a difusão do novo protocolo.
Visivelmente animado com o evento, Paulo Bernardo disse que tentou ser campuseiro: "Até tentei fazer reserva de uma barraca pra ficar até amanhã, mas disseram que não tem mais vaga", lamentou.

7 de dez. de 2010

Record vence mais uma vez a Globo: o controle remoto está ficando mais democrático

Apesar da Globo ser líder em quase todos os horários de exibição da TV aberta brasileira, não tem sido raro episódios com este: A Globo vem sendo derrotada, cada vez com mais frequência pela sua principal concorrente.
A "Foxilização" da Vênus platinada durante o governo do presidente Lula e a possível radicalização editorial no governo Dilma, tem tornado amarga a programação da emissora.  A Record se apresenta, oportunamente, como uma alternativa ao "pensamento único global", empurrado para dentro das casas do telespectador diariamente pela emissora do Jardim Botânico.

Não penso que a Record detendo o quase monopólio que hoje a Globo possui seja a solução para um conteúdo da TV brasileira com mais brasilidade, diverso e democrático, mas creio que a disputa acirrada pela audiência e a divisão, em condições mais equilibradas, da verba publicitária tragam benefícios à sociedade, ao mercado artístico e jornalístico televisivo e à democracia brasileira.

Record fica em primeiro no Ibope

Marcelo Rezende comandou a reportagem que colocou o Domingo Espetacular em primeiro lugar no Ibope

Cada ponto corresponde a cerca de 60 mil domicílios na Grande São Paulo, ilustração R7.
A Grande Reportagem sobre o empresário Silvio Santos, exibida pelo Domingo Espetacular, da Rede Record, neste domingo (5), deixou a emissora em primeiro lugar disparado na audiência durante os 45 minutos de exibição.
A trajetória do "homem do baú" foi mostrada pelo jornalista Marcelo Rezende desde os tempos em que o dono do SBT era apenas um jovem empreendedor nas ruas do Rio de Janeiro até os dias atuais.
Personagens famosos e anônimos, todos ligados ao apresentador, deram depoimentos exclusivos e emocionantes ao programa.
Foi a maior audiência do quadro Grande Reportagem, do Domingo Espetacular, apenas comparada à exibição de quando o astro pop Michael Jackson morreu, em junho do ano passado.

Durante a apresentação da reportagem especial, as outras emissoras passavam suas principais atrações dominicais.
A Globo transmitia o Fantástico, o SBT tinha o próprio Silvio Santos à frente da programação, e a Rede TV! tinha a principal atração da emissora, o Pânico na TV.
Mesmo assim, a Record abriu quatro pontos de vantagem para o segundo colocado, marcou quase o dobro do terceiro e registrou três vezes mais público que o Pânico.

R7


Do Blog Palavras Diversas - 07.12.2010

6 de dez. de 2010

Ministérios da Cultura e das Comunicações instalam telecentros digitais em bibliotecas públicas

Bibliotecas públicas municipais implantadas e modernizadas pelo MinC entre 2008 e 2009 recebem Telecentros Comunitários doados pelo Ministério das Comunicações.
 
Bibliotecas públicas municipais implantadas e modernizadas pelo Ministério da Cultura entre 2008 e 2009 recebem, nos próximos 60 dias, Telecentros Comunitários doados pelo Ministério das Comunicações. Em um primeiro momento serão contempladas 486 bibliotecas. Em breve será divulgada nova lista de bibliotecas a serem contempladas.
Das 486 bibliotecas contempladas, 286 foram implantadas pelo Programa Mais Cultura entre 2008 e 2009. As outras 200 bibliotecas foram contempladas no Edital Mais Cultura de Modernização de Bibliotecas Públicas Municipais, destinado a cidades com até 20 mil habitantes.

O Telecentro Comunitário é composto por 11 computadores conectados à internet banda larga. O envio dos telecentros digitais faz parte de uma parceria entre os ministérios da Cultura e das Comunicações que já apoiou outras 410 bibliotecas modernizadas pelo Programa Mais Cultura em 2009.
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendada pelo MinC, revelou que apenas 45% dos estabelecimentos possuem computador com internet. E, do total, somente 29% oferecem o serviço ao usuário. “Para nós, do Ministério da Cultura, a biblioteca tem de ser um centro cultural dinâmico, espaço para todos os suportes de leitura”, afirma o diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piúba.
A iniciativa faz parte do programa de inclusão digital do governo federal, que vem realizando um grande esforço para diminuir o número de brasileiros sem acesso à internet. Até o momento foram instalados mais de 7 mil telecentros no país. Carlos Paiva, coordenador-geral de Acompanhamento de Projetos Especiais do Ministério das Comunicações, destaca a parceria dos dois ministérios como exemplo de “otimização das políticas públicas”. Para ele, a instalação dos telecentros nas bibliotecas é “de uma importância sem precedentes, pois possibilita ao leitor geral e ao usuário do local a introdução desta tecnologia”.
Paiva diz que a prioridade do Ministério das Comunicações é o atendimento às bibliotecas do Programa Mais Cultura. Mas, além destas, o ministério cadastrou, em junho, 1.250 bibliotecas, que também serão contempladas.
Desde 2003, o MinC implantou mais de 1,6 mil bibliotecas públicas municipais e estaduais e modernizou outras 1,7 mil em todo o país.


Neila Baldi, SAI/MinC

12 de nov. de 2010

Santanna: Teles gastam mais com advogados do que engenheiros

 Por Luis Oswaldo Grossmam - Conversão Digital - 12.11.2010
 
O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, considerou “surreal” o ataque das concessionárias de telefonia à estatal, materializado na ação contra o uso das fibras ópticas públicas e a dispensa de licitação para que a empresa preste serviço de rede para a administração federal.

“Achamos muito estranho, até surreal, que uma associação de concessionárias de serviço público resolva acionar quem lhe concede por estar fazendo algo que tem o direito de fazer. É como se para construir uma nova estrada o governo tivesse que fazer uma assembléia com as concessionárias de pedágio”, disparou Santanna. Para ele, as empresas “investem mais no departamento jurídico que no de engenharia”.

As teles, através de ação movida pelo Sinditelebrasil, questionam a exclusividade da Telebrás no uso de fibras da Eletrobrás e da Petrobras. Também querem impedir que a estatal seja contratada sem licitação para implantar as redes privativas de comunicação da administração pública.

Para Santanna, o argumento das empresas, de que a preferência à Telebrás contraria a Lei de Licitações, não procede. “Demonstra um certo desconhecimento da Lei 8.666, que diz claramente que no caso de empresas criadas antes da vigência daquela lei, portanto antes de 1993, o Estado poderá contratar sem licitação”, afirma. “Não é admissível que as concessionárias pressionem o governo”, disse o presidente da Telebrás, em entrevista à CDTV do portal Convergência Digital.

Ele também entende que na questão das redes privativas da administração, a eventual substituição de contratos representará somente uma parcela dos cerca de R$ 600 milhões gastos por ano em serviços do governo com as teles. “São contratos muito inferiores ao que já foi divulgado, com valores de até R$ 20 bilhões. Portanto só posso creditar a preocupação com o grande sobrepreço que é praticado no resto do Brasil”, avalia.


9 de nov. de 2010

Mais de 14 milhões terão acesso a banda larga até fim do ano

Até o final do ano, 100 cidades brasileiras vão ter acesso à internet por meio de banda larga, beneficiando mais de 14 milhões de pessoas. A informação é da Telebrás. O leilão para contratação de equipamentos e serviços do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) foi aberto no último dia 29 e teve o resultado divulgado na última sexta-feira (5).

A empresa Padtec, única brasileira na disputa, foi a vencedora. Com isso, caberá à empresa iluminar as fibras ópticas já instaladas em diversas regiões do País para possibilitar a transmissão de dados, visando a implantação da internet de banda larga. A Padtec vai oferecer soluções baseadas na tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) para compor a rede nacional de telecomunicações da Telebrás.

Segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santana, a meta do PNBL é garantir Internet em alta velocidade e baixo preço a mais de 40 milhões de pessoas até 2014, com planos de até R$ 35 e velocidade mínima de 512 Kbps. Hoje, há no País cerca de 12 milhões de usuários de banda larga.

A escolha das primeiras localidades levou em consideração critérios como distância da linha de fibras ópticas (até 50km), Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a proporção de acessos no município.

Santana anunciou que haverá mais dois leilões neste mês. O pregão para a aquisição de programas de computador (softwares) e serviços será em 19 de novembro e o leilão para contratar enlaces de rádio digital para distribuir o sinal até a sede dos municípios contemplados pelo PNBL está marcado para 22 de novembro.

O leilão da Telebrás atende às regras da Medida Provisória 495, de 2010, que dá preferência às empresas que têm fábrica no País.

Fonte: Boletim Em Questão


Do Portal Vermelho 

Franklin Martins critica propriedade de TVs por políticos

Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social do governo federal, criticou nesta terça-feira, 9, a propriedade de canais de televisão por políticos. Ele citou principalmente as emissoras de televisão que têm senadores e deputados como donos. "Todos nós sabemos que deputados e senadores não podem ter televisão", disse. Segundo ele, o setor virou "terra de ninguém" e os parlamentares usam "subterfúgios" para comandar emissoras. "A discussão foi sendo evitada e agora é oportunidade para que se discuta tudo isso", observou. O ministro disse ainda que os "fantasmas" não podem comandar o processo de regulação de mídias no Brasil. O maior "fantasma", segundo ele, seria a tese de que o governo quer ameaçar a liberdade de imprensa ao levantar o debate sobre o tema. "Essa história de que liberdade de imprensa está ameaçada é bobagem, fantasma, é um truque. Isso não está em jogo", disse.

As declarações foram dadas durante a abertura do seminário internacional "Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias", evento organizado em Brasília pelo governo para discutir o anteprojeto de regulação do setor que o Palácio do Planalto pretende enviar ao Congresso até o fim do ano.

"Não haverá qualquer tipo de restrição. Mas vamos com calma. Isso não significa que não pode ter regulação. Isso (ameaça à liberdade) entra na discussão para não se entrar na discussão. Liberdade de imprensa não quer dizer que a imprensa não pode ser criticada, observada", afirmou Franklin Martins. "Liberdade de imprensa quer dizer que a imprensa é livre, não necessariamente boa. A imprensa erra", ressaltou. O ministro abriu o seminário. Defendeu um novo marco regulatório nos setores de radiodifusão e telecomunicações e mandou um recado aos adversários: "Nenhum grupo tem o poder de interditar a discussão. A discussão está na mesa. Terá de ser feita, num clima de enfrentamento ou entendimento".

O ministro afirmou que as críticas são frutos de "fúrias mesquinhas". "Os fantasmas passeiam por aí arrastando correntes", disse. "Os fantasmas, quando dominam nossas vidas, nos impedem de olhar de frente a realidade. Os fantasmas não podem comandar esse processo. Se comandarem, perderemos uma grande oportunidade", afirmou. Segundo ele, a intenção do governo é dar uma atenção especial ao setor de radiodifusão na discussão sobre o novo marco regulatório do setor. "O governo federal tem consciência de que nesse processo de convergência de mídia é necessário dar proteção especial à radiodifusão", afirmou.

No Contrapontopig

Comentário do blog: o jornalista e ministro Franklin Martins está corretíssimo. A concessão de canais de televisão deve ser impedida para políticos. E não apenas as TVs, as concessões de emissoras de rádio também deveriam ser vetadas. O que vemos na Paraíba, por exemplo, são grupos políticos dominando os meios de comunicação. Na verdade, trata-se de uma infeliz realidade nacional.
 Do Blog do Júnior Miranda - 09.11.2010

6 de mai. de 2010

Com saudades de FHC, empresas privadas querem barrar banda larga



Beneficiadas pelo escandaloso processo de privatização conduzido pelo governo FHC e com saudades do neoliberalismo tucano, as grandes empresas privadas de telecomunicações estão em campanha contra a Telebrás e o plano do governo Lula para universalizar o acesso à banda larga.

Após a divulgação pelo Planalto do Plano Nacional de Banda Larga, as empresas de telefonia cogitam recorrer à Justiça para tentar impedir a Telebrás de oferecer internet rápida a usuários finais.

Oligopólio

Segundo executivos ouvidos ontem pelo jornal “Folha de São Paulo”, a reativação da Telebrás uniu tradicionais concorrentes, como Embratel, Oi, Telefônica e GVT, que se sentem igualmente ameaçadas pela perspectiva de terem concorrência estatal no segmento de banda larga. A união sugere a existência de um oligopólio que dita os preços (altíssimos) cobrados pelos serviços de banda larga no mercado.

De acordo com a reportagem, as teles esperavam discussão antes do anúncio, e o plano abre a possibilidade de intervenção estatal no ramo que antes da privatização promovida por FHC era completamente operado e controlado pelo Estado.

Neoliberalismo tucano

As empresas privadas revelaram saudades do neoliberalismo tucano e alegam que a lei que criou a Telebrás estabelece que a estatal só poderia operar a rede de banda larga com autorização do Congresso Nacional, por meio de uma nova lei.

A reativação da Telebrás como prestadora de serviço, na interpretação das privadas, seria uma quebra nos compromissos assumidos pelo governo FHC por ocasião da privatização da telefonia, em 1998.

Exclusão social

O que tais empresas querem, mas não admitem publicamente, é preservar o monopólio privado da banda larga, um serviço que hoje no país sai muito caro para os consumidores e garante altos lucros aos capitalistas que exploram o ramo. Por esta razão, é um serviço acessível a uma proporção reduzida da população. Dezenas de milhões de brasileiros são simplesmente excluídos da possibilidade de acesso à banda larga em função dos baixos salários vigentes por aqui;

O plano do governo Lula é universalizar o acesso, promovendo a chamada inclusão digital. Além de garantir mais justiça social, a universalização terá efeitos muito positivos para o desenvolvimento nacional e, especialmente, para a educação popular.

Choque de interesses

Todavia, a universalização só será possível com a redução substancial do preço da banda larga, o que pressupõe a quebra do monopólio privado. Só a intervenção do Estado, através da Telebrás (que foi destruída pelos tucanos e ressuscitada agora pelo governo Lula), pode garantir banda larga a preços baixos ou gratuita para todos, conforme pretende o governo com total apoio dos movimentos sociais e dos partidos e personalidades progressistas.

A universalização contempla os interesses nacionais, mas as empresas privadas estão em franca contradição com a nação. Essas são movidas apenas por um único e exclusivo interesse: a maximização dos lucros.

Da redação Vermelho, Umberto Martins, com informações do jornal “Folha de São Paulo”

Do Terror do Nordeste - 06.05.2010

8 de set. de 2009

Os donos da mídia

As Redes (TV E RÁDIO)

No Brasil, o Sistema Central de Mídia é estruturado a partir das redes nacionais de televisão. Mais precisamente, os conglomerados que lideram as cinco maiores redes privadas (Globo, Band, SBT, Record e Rede TV!) controlam, direta e indiretamente, os principais veículos de comunicação no País. Este controle não se dá totalmente de forma explícita ou ilegal. Entretanto, se constituiu e se sustenta contrariando os princípios de qualquer sociedade democrática, que tem no pluralismo das fontes de informação um de seus pilares fundamentais.

Desde a década de 60, a configuração do sistema de redes nacionais foi sendo construída com duas características básicas: forte apoio dos recursos públicos e um modelo de negócios baseado na afiliação de grupos regionais privados a esses conglomerados nacionais. Até hoje, cerca de um terço das prefeituras municipais e outra parcela substancial de empresas públicas estaduais financiam a interiorização dos sinais das redes comerciais.

O gráfico ao lado mostra o número de veículos ligados às {num_redestv} redes nacionais de TV identificadas pelo projeto Donos da Mídia. E, por exclusão, aqueles que não possuem relação de dependência com elas. Considera-se veículos vinculados às redes nacionais todas as emissoras de TV geradoras ou retransmissoras do sinal da cabeça-de-rede. Além disso, estão incluídos todos os demais veículos controlados pelos grupos regionais afiliados. Neste último bloco, são contabilizadas as estações de rádio, jornais, revistas e operadoras de TV por assinatura.

é o número total de redes de TV no Brasil

é o total de veículos ligadas às redes de TV e a seus respectivos grupos afiliados no País.

das redes de TV

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Os grupos nacionais

O Projeto Donos da Mídia define grupos nacionais de mídia como o conjunto de empresas, fundações ou órgãos públicos que controlam mais de um veículo, independentemente de seu suporte, em mais de dois estados. Aqui se enquadram os conglomerados que atuam no núcleo do Sistema Central de Mídia do Brasil porque a maioria destes grupos controla cabeças-de-rede de televisão.

é o número de grupos de abrangência nacional no Brasil.

é o total de veículos controlados pelos grupos nacionais no Brasil.

Tabela acima indica os dez maiores grupos de mídia nacionais ligados às Redes de TV

Fonte: Donos da Mídia.com - Jul.2009

2 de ago. de 2009

CONFECOM - Vídeo desafia boicote da mídia à CONFECOM - Conferência de Comunicação

Enquanto a grande mídia ignora a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) --marcada para 1, 2 e 3 de dezembro --, aumenta o apelo social pela realização do encontro. Um vídeo do Vermelho sobre a Pré-Conferência Paulista de Comunicação, realizada em São Paulo neste sábado, 1º de agosto, fala sobre os dilemas da conferência, desafia o boicote de empresários à Confecom e constata que a população apóia a iniciativa.



O impasse sobre a conferência esquentou na última semana, quando empresários de radiodifusão, telecomunicações, mídias impressas, internet e TV por assinatura entregaram um documento ao governo. Circula que as empresas se recusam a discutir a revisão do marco regulatório e política de concessões de canais, preferindo debater novas tecnologias e seus impactos no mercado de comunicação brasileiro.


A pressão dos barões da mídia já adiou por duas vezes a reunião da Comissão Nacional de Organização sobre o regimento interno da Confecom, o que também impacta na liberação de verbas para a consulta. Três estados — Paraná, Alagoas e Piauí — já convocaram suas etapas estaduais e outros seis estão com decretos prontos para serem publicados pelo Executivo estadual. Todos aguardam, entretanto, a publicação do regimento interno.


Apesar da indefinição oficial, várias iniciativas pró-Confecom estão agendadas.



VEJA O VÍDEO AQUI do You tube :



Veja aqui no site do Vermelho


Do grupo Beatrice - 02.08.09

15 de jul. de 2009

A FAVOR DA TELEBRAS

Vivenciamos hoje um sonho de milhares de brasileiros carentes e pobres, de norte a sul do país que não possuem acesso a educação, acesso a bibliotecas ,a livros em suas pequenas e humilde escolas do interior deste imenso Brasil. Um interior lembrado apenas nos momentos de eleições. O Governo Federal tem uma grande oportunidade de demonstrar mais uma vez que esta faixa da população que não é a mas rica e neste momento a menos próspera, esquecida e marginaliza em todos os sentidos terá a oportunidade de virar a página que poderá mudar o seu futuro e o futuro do país com acesso a educação, a informações nunca imaginadas, a cultura de povos e ao conhecimento intelectual trocados em acesso compartilhados na internet. O governo melhorou a condição financeira da população pobre, com os programas de bolsa. Agora ensinará a trabalhar, a desenvolver aptidões e a mostrar que este povo com conhecimento e sabedoria poderá se desenvolver de forma independente. E isto que imagino com o surgimento da Telebrás onde um dos inúmeros papeis de sua importância, penso eu, se deve dar a inclusão digital.
Texto: Cristiano Santana Oliveira - Economista e Tecnólogo em telecomunicações.

Por Daniel Pearl - 15.07.09

Leia também:
A disputa de 2010 e a juventude - Por Leopoldo Vieira

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Do Portal Luís Nassif - 15.07.09

O caso Speedy telefônica

Sem regulação pública, Telefônica é um fracasso generalizado

Escrito por Rodrigo Mendes 09-Jul-2009

Apesar de a empresa não assumir, usuários do Speedy, o serviço de internet de banda larga da gigante Telefônica, já contam quatro panes que derrubaram o sistema somente este ano. A história é antiga: desde sua chegada ao Brasil, a empresa espanhola tem estado entre as primeiras posições - e não raro tem sido a grande campeã - de reclamações em diversos órgãos de defesa do consumidor, causando cada vez mais prejuízos aos seus usuários, especialmente na cidade de São Paulo.

Com a quarta falha, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu no dia 22 de julho a Telefônica de vender novas assinaturas de seu serviço de banda larga. A empresa, para voltar a operar normalmente, terá que apresentar à Anatel um plano de investimentos de reestruturação em suas atividades.

Continua

Leia também:

Gerência integrada de Redes e Serviços