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| Ag.Br |
31 de mai. de 2012
CPMI ouve Marconi Perillo em 12 de junho e Agnelo no dia 13
27 de nov. de 2011
Homem forte de José Serra está preso em Natal
João Faustino (esq.), suplente do senador Agripino Maia, foi detido na Operação Sinal Fechado, que também investiga esquema da inspeção veicular; ele despachava no Palácio dos Bandeirantes e coordenou a campanha presidencial do ex-governador tucano fora de São Paulo
24 de nov. de 2011
Suplente tucano de Agripino Maia é preso em operação da PF
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| O senador suplente João Faustino ironizou a operação dizendo que não passa em "sinal fechado" (Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado) |
19 de nov. de 2011
Conheça os malfeitos dos tucanos em SP
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| Arte: Bessinha |
23 de out. de 2010
O protegido Paulo Preto
Delegada que prendeu engenheiro por receptação de joia roubada sofreu pressões do alto escalão do governo paulista para liberar o arrecadador tucano
Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira


Nos últimos dias, integrantes do PSDB voltaram a fazer contorcionismos verbais na tentativa de reduzir a importância do engenheiro e ex-diretor do Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, personagem revelado em agosto por ISTOÉ que tem trazido constrangimento para a campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra. Até agora, era sabido que Paulo Preto, além de ex-diretor da estatal responsável pelas principais obras viárias de São Paulo, virou alvo de acusações de líderes do PSDB porque teria dado sumiço em R$ 4 milhões arrecadados de forma desconhecida para a campanha tucana. Sentindo-se abandonado, depois que o candidato do PSDB ao Planalto negou conhecê-lo, Paulo Preto fez ameaças públicas e passou a ser defendido por Serra. Todo esse enredo já seria suficiente para mostrar a influência do engenheiro, cuja força a campanha do PSDB insiste em tentar diminuir. Mas os bastidores da prisão de Paulo Preto, há quatro meses, por receptação de joia roubada, são ainda mais reveladores do peso do ex-diretor do Dersa nas hostes tucanas.

Ou seja, dois meses depois de ter sido demitido da Dersa, o ex-diretor ainda era tratado com privilégios por membros da cúpula do governo paulista. Para defendê-lo, foram capazes até de agir ao arrepio da lei, que deveria valer de maneira igualitária para todos. Mas as pressões não foram suficientes para tirar do prumo a delegada, que cumpriu suas obrigações profissionais. Nilze Baptista é conhecida no meio policial pela competência e pulso forte. Além de prender Paulo Preto, enquadrou o engenheiro como receptador de joia roubada. No boletim de ocorrência, Nilze Baptista disse que, durante a detenção, foram encontrados R$ 2.742 na calça e R$ 8.500 no bolso da jaqueta bege de Paulo Vieira de Souza. Escapou-lhe, porém, um pequeno detalhe que joga um ingrediente ainda mais peculiar no episódio. “Quando Paulo Preto foi flagrado pela polícia, também havia dinheiro nas meias”, revela Russomano. Durante a ação policial, os agentes ainda apreenderam com Paulo Preto um veículo esportivo de luxo BMW Z4 2009/2010, avaliado em R$ 250 mil. Horas depois, o veículo foi liberado. Já o engenheiro passou dois dias no xadrez.


Apesar das evidências envolvendo Paulo Preto, o PSDB e José Serra continuam a tratar o tema como um assunto de pouca importância. Embora tenha nomeado uma das filhas do ex-diretor do Dersa, Tatiana Arana Souza Cremonini, para cargo de confiança, no mês em que assumiu o governo de São Paulo, Serra disse que não teve responsabilidade pela contratação quando foi questionado sobre o indício de “nepotismo” em entrevista ao “Jornal Nacional” na terça-feira 19. Tatiana trabalha no cerimonial do Palácio dos Bandeirantes, com salário de R$ 4.595 e, segundo fontes ouvidas por ISTOÉ, era vista com frequência ao lado do então governador. Hoje, Tatiana está de férias. “Essa menina foi contratada – eu não a conhecia, não foi diretamente por mim – para trabalhar no cerimonial que faz recepções, que cuida de solenidades e tudo mais. Sempre trabalhou corretamente. Inclusive eu só vim a saber que era filha de um diretor de uma empresa muito tempo depois”, afirmou o tucano. Durante sua gestão à frente da Prefeitura de São Paulo, Serra contratou a mesma filha de Paulo Preto para um cargo de confiança na SPTuris.
As últimas revelações levaram os líderes do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo a pedir a abertura de uma CPI para apurar o caso. Em Brasília, os petistas, com o apoio de parlamentares do PDT, agiram em outra frente. Na terça-feira 19, protocolaram na Procuradoria-Geral da República representações pedindo a investigação de denúncias. A representação do PT é assinada pelos deputados Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo na Câmara, e por Fernando Ferro (PE), líder do PT. “Ele (Paulo Preto) é réu confesso. Depois das informações sobre o sumiço do dinheiro arrecadado para a campanha, ele deu entrevista dizendo que ninguém deu mais condições de as empresas apoiarem a campanha. Além disso, há sinais claros de enriquecimento ilícito, por isso pedimos a investigação dos fatos e das confissões feitas por Paulo Vieira. É dinheiro público, há evidência de corrupção”, afirmou Vaccarezza.
Colaborou: Alan Rodrigues

Celso Russomano – Foi uma coincidência. Eu tinha ido ao 15° Distrito para resolver um outro problema envolvendo um segurança particular de um condomínio, que estava determinando quem podia e não podia estacionar em um espaço público. Quando eu cheguei à delegacia, a delegada titular do distrito me contou o que estava acontecendo. Ela me disse que o Paulo Preto estava lá e vi que ela estava sofrendo uma pressão grande.
ISTOÉ – Pressão de quem?
Russomano – Ela recebeu ligação do Aloysio (Nunes Ferreira), recebeu ligação do delegado-geral, do delegado do Decap, isso tudo na minha frente, para aliviar o Paulo Preto. A pressão era para não prendê-lo em flagrante delito. E aí eu até a aconselhei, dizendo para ela agir da forma correta. Disse até que ela não poderia prevaricar, senão seria crime. Ainda perguntei para ela: “Como a senhora vai explicar para o segurança e o gerente da loja que estão aqui?”
ISTOÉ – E o que ela disse?
Russomano – Ela disse, na frente do batalhão de advogados que estava lá, que realmente não poderia fazer nada errado e que se o Paulo Preto tinha sido encontrado com joia roubada ele era mesmo receptador. Ela então me relatou que quando o Paulo Preto foi preso e conduzido para o distrito havia sido encontrado dinheiro nas meias, na calça e na jaqueta. Ou seja, em todo lugar da roupa dele tinha dinheiro.
ISTOÉ – O que aconteceu depois?
Russomano – Depois dessa história várias pessoas me procuraram dizendo “É, você estava na delegacia, tal, esse cara é um cara que você precisava conhecer...” Respondi que não precisava conhecer, não. Conhecer por quê? Aí me disseram que hoje ele tem muita força.
Isto é - 22.10.2010
21 de set. de 2010
O poder corrompe?
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| Emir Sader |
Há poderes corruptos e outros não. Absolutizar é fazer o jogo dos que querem governos e Estados fracos, como os monopólios privados da mídia. Como dizer que “político é corrupto”, que “partidos são tudo a mesma coisa”, que “as pessoas não prestam”, que “todo mundo é egoísta”, “que o mundo não tem jeito”, “que as coisas estão cada vez pior no Brasil e no mundo”.
O senso comum costuma ser a representação popular de grandes preconceitos. Aparece como “verdades” evidentes por si mesmas, que nem precisam demonstração. E camuflam valores muito reacionários. Para isso, precisam naturalizar as coisas, tirando seu caráter histórico.
O poder da ditadura, o do Collor, o do FHC e o do Lula são iguais? Basta se chegar ao poder, para alguém se tornar corrupto? O poder de uma grande potência imperialista, como os EUA, é mais ou menos corrupto que o poder de um país da periferia? O poder de um grande conglomerado econômico transnacional é maior ou menor do que o dos governos?
Uma ONG internacional publica anualmente o ranking do que seriam os governos mais corruptos do mundo. Um deles colocou o o Haiti entre os lideres. Será que o governo do Haiti é mais ou menos corrupto que o governo dos EUA?
Mas o principal problema dessa lista é que ela lista os corruptos, mas não os corruptores, que certamente estão entre as grandes corporações multinacionais. Mas se trata de uma ONG, busca criminalizar os governos e, por dedução, absolver as empresas privadas.
Essa visão criminalizadora da política e do poder sugere que as pessoas são “boas” na “sociedade civil” e quando “entram” para o Estado, para a política, se corrompem. É a visão que sustenta a opinião, tão disseminada, de “quanto menos imposto se paga, melhor”, de que “o seu imposto está sustentando aos burocratas”, etc.
Do que se trata é de historicizar o tema. Há poderes e poderes. Todos eles têm natureza de classe. Mas mesmo nesse marco, há poderes assentados diretamente em organizações populares, em dirigentes com compromisso ideológico com os processos de transformação profunda da realidade.
Senão contribuiríamos para a rejeição da política, deixando para que ela seja feita justamente pelos políticos tradicionais, acostumados a tirar proveitos do Estado e dos governos, a desmoralizar a política.
SUGESTÕES DE LEITURA
- MEXICO INSURGENTE
John Reed
Boitempo Editorial
- AS GAROTAS DA FÁBRICA
Leslie T. Chang
Editora Intrinseca
- VITÓRIA
Joseph Conrad
Editora Revan
*Emir Sader. Sociólogo e cientista político
Do Contraponto PIG
21 de fev. de 2010
A mídia está escondendo as conexões entre Arruda do DEM (Demo ou Democratas) e Serra do PSDB (tucanos)
Altamiro Borges, de São Paulo, escreve no site www.vermelho.org.br que há algumas semanas o blogueiro Luis Nassif adverte para um fato grave que continua ignorado pela mídia golpista: "Duas investigações em andamento - a Operação Castelo de Areia e o caso José Roberto Arruda - estão batendo direto no sistema de financiamento de campanha do governador José Serra... Não é nada trivial. Não se trata de denúncias de oposição, de suspeitas, mas de investigações policiais calcadas em provas, depoimentos de testemunhas, documentos".No final de dezembro, a revista "CartaCapital" confirmou a existência da "conexão Serra - Arruda", como Nassif batizou sua descoberta. Ela revelou que o administrador de empresa Ailton de Lima Ribeiro, "homem de confiança de José Serra", é um dos envolvidos no escândalo do "mensalão do DEM". Filiado ao PSDB, Ribeiro trabalhou com Serra no Ministério da Saúde e na prefeitura de São Paulo. Na sequência, prestou serviços ao prefeito demo Gilberto Kassab. Desde março de 2009, ele era um colaborador íntimo de José Roberto Arruda, o governador do Distrito Federal." Continuemos com Altamiro nas Notas Curtas.
Homem de Serra - Segundo aponta a revista, "ao desenrolar o novelo do Arrudagate, o fio das investigações aponta para um esquema formado por uma rede de empresas beneficiadas por contratos milionários no Distrito Federal e em São Paulo". Ribeiro é o principal envolvido. O gestor tucano já havia sido alvo de outras denúncias. Após ocupar vários cargos importantes no Ministério da Saúde, ele foi afastado do órgão durante as investigações da Máfia do Sangue. Em outubro de 2008, também foi citado no rastro da investigação da Operação Parasitas, que apurou a existência de um grupo de empresas que fraudava e superfaturava contratos na área de saúde com a prefeitura paulistana.
Kassab sabia - Com o estouro do escândalo do "mensalão do DEM" de Brasília, outro demo, Gilberto Kassab, decidiu suspender o contrato milionário, sem licitação, feito pela Secretaria Municipal de Saúde com o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS), no valor de R$ 15,8 milhões. "A prefeitura já havia pago, antecipadamente, R$ 2 milhões. Surpresa: Ribeiro faz parte da diretoria do Iabas. O seu nome consta do site da organização como diretor de gestão em saúde pública", relata a revista, que descreve outros casos sinistros envolvendo o versátil administrador tucano.
Ensurdecedor silêncio - Para o blogueiro Luis Nassif, não há mais dúvidas sobre a existência da conexão Serra-Arruda. A sujeira é fedorenta. Ele observa que a reportagem confirma "um novo operador de José Roberto Arruda, diretamente ligado ao governador Serra. Antes de Arruda, o operador atuou diretamente na montagem do sistema de terceirização da saúde em São Paulo. Há tempos pessoas do setor tinham me dito que o modelo era a reedição dos esquemas pesados do PAS, da gestão de Paulo Maluf. Luis Nassif é taxativo: "Ailton de Lima Ribeiro é homem de confiança de Serra".
Mais um serrista - Ele destaca ainda que "o prefeito Kassab anulou um contrato milionário, sem licitação, entre a Secretaria da Saúde do município - sob responsabilidade de Januário Montone, também ligado diretamente a Serra. Um dos sócios da empresa sob suspeita é o próprio Ailton". Outra pista é que Ailton seria "o principal responsável pela contratação, em São Paulo, das mesmas empresas de informática que integram o esquema de Arruda". Diante de tantos indícios, é muito estranho o ensurdecedor silêncio da mídia. Será que existiria também uma conexão Serra-Arruda-mídia?
Portanto - Quem vê Serra com cara de quem quer desistir de ser candidato mesmo estando ainda na liderança das pesquisas, pode deduzir que existem coisas muito mais graves que o desgaste político que o estouro do "mensalão do DEM" provocou em seu projeto presidencial, em que Arruda estava cotadíssimo para ser o vice. De repente, tem-se a impressão de que desmoronou o que se imaginava ser o sólido castelo do esquema de financiamento. Crispiniano Neto.
21 de set. de 2009
Ex-presidente do Detran diz que grupo dividia 24% de renda do DETRAN para corrupção
Desenganadamente o governo Yeda está envolvido até a cloaca com a corrupção.Nunca antes na História do Rio Grande do Sul houve um governo tão corrupto.Se Yeda fosse governadora do PT já teria caído.Um depoimento em vídeo do ex-presidente do Detran gaúcho, Sérgio Buchmann, a integrantes do Ministério Público (MPF) e da Polícia Federal (PF) que investigam denúncias de corrupção no governo estadual revela como era feita a partilha dos recursos obtidos junto à Fatec, uma das fundações que realizava as provas teóricas para exames do motorista no Rio Grande do Sul entre 2003 e 2007. O vídeo foi revelado na sessão desta segunda-feira (21) da CPI da Corrupção na Assembleia gaúcha.
O depoimento de Buchmann era conhecido pelos deputados, mas o teor das informações nunca havia sido revelado. Segundo o ex-presidente do Detran revelou no dia 17 de julho, o grupo acusado de desviar R$ 44 milhões dos cofres públicos dividia 24% de toda a receita do órgão vinculada aos exames de motorista: 12% iam diretamente para o principal operador do esquema, o empresário e lobista Lair Ferst, e os outros 12% eram divididos entre os demais integrantes do grupo.
As informações teriam sido passadas a ele pelo secretário-adjunto de Administração, Genilton Macedo Ribeiro, em julho deste ano. O secretário negou que tivesse repassado as informações.
Buchmann presidiu o Detran depois que a PF e o Ministério Público já haviam iniciado as investigações contra o grupo. Ele ficou menos de três meses no cargo e foi demitido justamente em função do depoimento que deu à Polícia Federal.
Segundo ele diz no depoimento, Ribeiro lhe telefonou e marcou uma reunião. Frente a frente, o secretário-adjunto teria pedido para Buchmann "se calar" em relação a declarações que vinha oferecendo sobre as denúncias de fraude no Detran.
Além disso, Buchmann revelou que foi informado sobre a participação da governadora Yeda Crusius (PSDB) no esquema e de que o então marido da governadora, Carlos Crusius, redistribuiu o esquema de partilha, deixando 1% para Lair e se apropriando dos 11% restantes.
A sessão da CPI, terceira sem a presença dos deputados da base governista, também apresentou um trecho de áudio em que o ex-presidente do Detran Flávio Vaz Netto ameaça voltar à CPI do Detran, ocorrida em 2007, para "delatar Délson Marini [ex-secretário de governo de Yeda] e a governadora". A conversa é com Fabiana, segundo a PF uma das inúmeras namoradas de Vaz Netto que aparecem em escutas autorizadas pela Justiça.
"Calma, gatinho, calma. Respira fundo antes", diz Fabiana. "Não, tou apanhando muito", retruca Flávio Vaz Netto. "Eu vou lá, eu vou lá dizer do que se trata", ameaça Vaz Netto, que já havia deposto na CPI e também na Polícia Federal dentro do inquérito da Operação Rodin.
Ele diz também que vai negociar seu depoimento com o PT, "já que não posso contar com os meus. O ex-presidente do Detran se refere a seus ex-aliados como "corruptos", "cretinos" e "filhos da puta". "Tu sabe que essa gente é louca. Eles querem o teu sangue de canudinho", adverte Fabiana.
Outros trechos apresentados na CPI revelam uma reunião de deputado federal José Otávio Germano (PP), supostamente com a governadora Yeda Crusius, para resolver problemas na operação do esquema. Germano também é réu na ação de improbidade administrativa do Ministério Público Federal.
"Só pra te avisar que saímos da governadora agora, eu o José Otávio", diz um interlocutor ao então presidente do Detran, Antonio Dorneu Maciel. O homem, segundo a Polícia Federal, é o deputado estadual Marco Peixoto (PP). "Foi bom?", pergunta Maciel. "Foi nota 11", informa. A reunião ocorreu no dia 29 de outubro de 2007, poucos dias antes de ser deflagrada a Operação Rodin.
Fonte Uol - 21.09.09
Por Gilvan Freitas
16 de ago. de 2009
Serra usa R$ 26 milhões dos cofres de SP em pesquisas para 2010
O governo de José Serra gastou neste ano nada menos que R$ 26 milhões em pesquisas, encomendadas por diferentes secretarias estaduais. Os dados que serão levantados por essas pesquisas são um elemento poderoso para, entre outras finalidades, montar a estratégia eleitoral para 2010.
A totalização dos valores desembolsados pelo governo se deve a um levantamento produzido pelo blog NaMaria News – e reproduzido também no Viomundo, do Luiz Carlos Azenha.
Segundo o NaMaria – que reproduz a publicações do Diário Oficial sobre essas despesas - Serra usa dinheiro público para contratar empresas que prestam serviços de “suporte para implementação de solução de gestão de conhecimento e geoprocessamento, para implantação do Programa de Avaliação pelos Usuários”. O texto parece claro e elucidativo? Não muito, segundo constata o próprio NaMaria:
Tal nome pomposo, entretanto, esconde outras idéias. O que você vai conhecer agora, é prática iniciada há dois anos pelo Governador José Serra e, claramente, foi fruto de artimanhas de seu Gabinete. Não foram fatos isolados. Nem esporádicos. Até o momento, foram gastos R$26.050.450,00 em preparação de informações para a campanha de 2010.
Pesquisas podem ser feitas a qualquer momento, são legais. Mas deixam de sê-lo quando os resultados, por exemplo, não são divulgados ou não são feitos para vir à público; são ilegais quando os resultados ficam restritos e não resultam em ações ou sequer tentativas de melhorias caso apontem problemas, mas transformam-se em estatísticas positivas numa tortura de números em favor do contratante, especialmente em períodos eleitorais. Pesquisas são ilegais quando não são isentas de interesses próprios; quando o pesquisado é obrigado a responder e colocar mais dados pessoais, além de e-mail e telefone celular. São ilegais quando pegam esses mesmos dados pessoais e os entregam à empresas privadas sem consentimento ou conhecimento do pesquisado. Quem, como eu, esperou pelas respostas e ações durante este tempo todo, mas só o que viu foi um crescimento desesperado de negócios, não pode mais ficar aguardando. Chegou a hora de contar esta história.
Leia a íntegra do texto no blog NaMaria News
Por Paulo Henrique Amorim - 06.08.09
6 de ago. de 2009
Kassab da Prefeitura de São Paulo - Escândalo da Merenda Escolar
5 de ago. de 2009
Serra usa $$$$ da educação para ... Já que a Folha não dá...
Marotagem do tucano já torrou R$ 26 milhões do contribuinte
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- Esquema finório envolve Secretarias e autarquias estaduais
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- Dados sigilosos de funcionários e usuários de seviços públicos estão sendo negociados com empresas privadas
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Uma ardilosa trama, engendrada no gabinete de José Serra, já comprometeu mais de R$ 26 milhões do Erário paulista com o único e inconfessável propósito de subsidiar a campanha eleitoral do tucano em 2010.
Disfarçada com o impenetrável e eufemístico título de "prestação de serviços de suporte para implementação de solução de gestão de conhecimento e geoprocessamento, para implantação do Programa de Avaliação pelos Usuários" de qualquer coisa, a treta consiste em contratar algumas empresas "fanáticas" e confiar-lhes as tarefas de "consolidar os mailings" fornecidos pela Secretarias e autarquias estaduais, com milhões de registros, enviar milhões de cartas assinadas por José Serra a "endereços selecionados" no Estado, com perguntas fechadas, e agradecer pelas respostas com outra carta assinada pelo governador.
Embora esta maranha de Zé Chirico tenha começado há dois anos, logo que tomou posse no governo de São Paulo, apenas nos últimos 30 dias foi possível montar o quebra-cabeça e demonstrar, com provas cabais e inquestionáveis, a ladinice do tucano.
Por Márcio Lacerda - Brasília - 05.08.09
30 de jul. de 2009
Professores - mais escândalo na educação: Governador do DEM usa FUNDEB para comprar "assinatura de 7.562 edições diárias do Correio Braziliense ..."
A sombra da mentira que atualmente persegue o governador tem começo e meio, falta-lhe apenas o fim. No ano eleitoral de 2006, ele e o empresário Paulo Octávio Pereira se meteram em uma luta intestina para definir quem seria o candidato do então PFL ao governo do Distrito Federal. Na época, Arruda passou a perna em Paulo Octávio, candidato inicial do partido, e conseguiu o apoio do ex-governador Joaquim Roriz, do PMDB. Assim, relegou o empresário à condição de candidato a vice na chapa pefelista. Para não deixar feridas abertas e, principalmente, garantir a carteira de financiadores de campanha do DF, todos muito ligados a Paulo Octávio, Arruda costurou um acordo baseado em uma fatura eleitoral cada vez mais difícil de ser cobrada.
Em troca de ser o cabeça da chapa, em 2006, ele firmou o compromisso de, em 2010, deixar a vaga a Paulo Octávio e sair candidato a senador. Trata-se de um acordo público. Na posse da dupla, na Câmara Legislativa do DF, em janeiro de 2007, Arruda, recém-eleito governador, dirigiu as seguintes palavras ao vice Paulo Octávio, obrigado a engolir em seco a inversão de papéis às vésperas das eleições: “Este é um dos gestos mais difíceis de um homem de vida pública”. Desde então, ninguém mais teve coragem de cobrar do governador a promessa. O assunto tornou-se, simplesmente, proibido no noticiário local, assim como também não é de bom tom falar da mentira de 2001.
Para recordação: naquele ano, em conluio com o falecido senador Antonio Carlos Magalhães, do ex-PFL da Bahia, José Roberto Arruda, então senador pelo PSDB, ajudou a violar o painel do Senado Federal para ter acesso à votação secreta que havia cassado o mandato do ex-senador Luiz Estevão, do PMDB de Brasília. Flagrado, não se constrangeu em negar tudo, na tribuna do plenário. Uma mentira captada em cadeia nacional de tevê. Confirmado como responsável pela violação, renunciou ao mandato para não ser cassado, justamente, por ter mentido. Não são poucas as razões, portanto, para o governador do DF temer aparecer de novo como Pinóquio no noticiário.
Em Brasília, ao menos, isso não tem sido preocupação no Palácio do Buritinga, nome dado à sede do governo instalada por Arruda em Taguatinga, principal cidade-satélite do Distrito Federal, em alusão à sede tradicional, o Palácio do Buriti. O segredo dessa tranquilidade talvez possa ser explicado pelo conteúdo de duas notas de empenho e um contrato, todos de 2009. Juntos, somam 8,3 milhões de reais despejados pelo GDF, sem licitação, nas contas do Correio Braziliense, mais importante jornal da capital federal, e de duas das maiores editoras do País, Abril e Globo.
A primeira nota de empenho, de 15 de junho, no valor de 2,9 milhões de reais, diz respeito à assinatura de 7.562 edições diárias do Correio Braziliense a serem distribuídas, ao longo de 2009, a professores e alunos de 199 escolas do Distrito Federal. O contrato com o Correio, firmado com o secretário de Educação do DF, José Valente, prevê como fonte de pagamento o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, o Fundeb. Trata-se de recurso destinado, originalmente, ao financiamento de educação básica, aí incluídos creche, pré-escola, ensino fundamental e ensino médio, além de educação de jovens e adultos.
Essa informação só foi colocada a público uma semana depois de a nota de empenho ter sido emitida pelo GDF, assim mesmo, graças a uma notícia publicada pelo principal interessado no negócio, o Correio Braziliense, em 22 de junho. Na matéria, na qual o valor do contrato não é mencionado, há uma entrevista com o secretário José Valente. Questionado sobre que utilidade daria ao jornal em sala de aula, -Valente saiu-se com uma pérola da moderna pedagogia universal. “Eu olharia o caderno de ‘Cidades’ e tentaria identificar nas notícias o que tem a ver com a cidade do aluno e o que dali é possível demandar”. E mais: “Depois de pegar o cotidiano de todo o DF, podemos (sic) analisar o do Brasil e do mundo”. Faltou, no entanto, combinar com os professores.
“Não houve nenhum planejamento pedagógico para a implantação desse tipo de programa nas escolas”, informa Antônio Lisboa, diretor de Imprensa do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF). Segundo ele, ninguém da categoria foi avisado do contrato firmado entre a Secretaria de Educação e o Correio. Foi preciso sair a nota no jornal para, então, o sindicato correr atrás do assunto. De acordo com Lisboa, só foi possível descobrir minimamente os termos do acordo graças a uma rotina de acompanhamento da execução orçamentária feita pelo gabinete do deputado distrital Chico Leite, do PT. Lá, descobriu-se, além do contrato do Correio Braziliense, a intenção de um outro, de fornecimento de revistas Veja, da Editora Abril, também para alunos e professores da rede pública de ensino do DF.
Emitida em 15 de junho pela Secretaria- de Educação do DF, a nota de empenho para a Editora Abril estampava um valor de 442,4 mil reais a serem pagos com recursos do Fundeb. Citava um contrato de vigência de um ano de “aquisição de assinatura da revista Veja na sala de aula”, mas não especificava o número de edições nem de escolas agraciadas. Coincidentemente, há duas semanas, a revista fez com José Roberto Arruda uma entrevista intitulada “Ele deu a volta por cima”, na qual o governador é pintado como um caso edificante de político pego com a boca na botija, em 2001, mas alçado depois ao sucesso nas asas do arrependimento.
De fato, Arruda deu a volta por cima, em 2002, ao ser eleito deputado federal pelo ex-PFL do DF, com mais de 300 mil votos. O curioso é isso só ter virado notícia, na Veja, sete anos depois e menos de um mês após o GDF ter destinado quase meio milhão de reais do Fundeb, sem licitação, para colocar a revista nas escolas públicas do Distrito Federal. Tanta coincidência, embora não tenha repercutido na imprensa local, acabou divulgada no site do Sinpro-DF e em blogs de jornalistas independentes de Brasília. Resultado: em 15 de julho, quatro dias depois de a entrevista de Arruda ter sido publicada, a nota de empenho foi cancelada “tendo em vista conter erro no campo fonte de recursos”.
O contrato com a Editora Globo, de 4,9 milhões de reais, nada tem a ver com a distribuição de revistas e jornais. Firmado com a Secretaria de Educação em 20 de março passado, trata da aquisição de 239,2 mil livros “com o fito de compor o acervo bibliográfico” das 620 escolas públicas do Distrito Federal, até 31 de dezembro deste ano. A fonte pagadora é o salário-educação, gerido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do governo federal – aliás, onde também está hospedado o Fundeb.
Embora procurado pela reportagem de CartaCapital, o secretário de Educação do DF, José Valente, não pôde ser encontrado porque, de folga, estava “o máximo incomunicável”, segundo a assessora de imprensa Mônica Torreão. Coube, então, à secretária-adjunta, Eunice Santos, responder aos questionamentos, por e-mail, via assessoria. Segundo Eunice, em relação ao Correio Braziliense, a proposta original veio da direção do jornal, mas foi encampada pelo GDF por conta do “contexto histórico único” do periódico que “nasceu com a capital da República e que comemorará seu cinqüentenário na mesma data da inauguração de Brasília, em abril de 2010”.
De acordo com a secretária Eunice Santos, o projeto, intitulado “Leio e escrevo meu futuro”, foi amplamente discutido internamente em dois encontros – 18 de março e 25 de junho – com gestores, coordenadores e chefes de núcleos de monitoramento pedagógico das diretorias regionais de ensino do DF. Nas ocasiões, teria sido distribuído aos presentes a íntegra do projeto, assinado por Fábio Pereira de Sousa, gerente de ensino fundamental da secretaria. À CartaCapital, o editor-chefe do Correio Braziliense, Josemar Gimenez, demonstrou surpresa ao ser informado de que o projeto é patrocinado pelo Fundeb. “Não estou sabendo disso”, afirmou. “Sei do contrato para distribuição de jornais, mas não sabia que era pago com dinheiro do Fundeb”, reforçou Gimenez.
Procurados para falar sobre o enigma da sucessão no DF em 2010, o governador José Arruda não se dispôs a falar. Segundo Paulo Octavio, o acordo dependerá das circunstâncias políticas. “Este acerto não foi feito comigo, mas com o partido. E será o partido que vai decidir”, afirma o vice.
Por Leando Fortes - Carta Capital - 30.07.09
22 de jul. de 2009
Corrupção tucana: mau uso de R$ 257 milhões na educação neoliberal de FHC
A Folha de José Serra (jornal Folha de São Paulo) deu a notícia, mas "esqueceu" de explicar que o fracasso é consequência da política educacional tucana neoliberal, executada pelo atual secretário de educação do governo José Serra (PSDB/SP), Paulo Renato de Souza, que também era ministro da educação na gestão de FHC (Fernando Henrique Cardoso).
A programa tucano desandou em corrupção de metas e desvio do dinheiro público para funções lucrativas, como cobrança de mensalidades indevidas.
Em 1998, o tucano criou o programa PROEP (Programa de Expansão da Educação Profissional). Porém, em vez de investir em escolas públicas, seguiu a cartilha neoliberal.
Um ano antes o carrasco da escola pública, havia proibido a expansão da rede pública de escolas técnicas federais, por lei.
Em 1998, o atual secretário de José Serra, resolveu repassar o dinheiro público para construção de escolas técnicas privadas, em troca da cota de 50% das vagas serem gratuítas (porém só duas escolas cumprem esta meta).
Em 2007 o MEC encerrou o programa. Os R$ 257 milhões ao longo do tempo foi aplicado em 98 entidades (teoricamente para prover 50% das vagas gratuítas). Esse valor é suficiente para construir 50 escolas técnicas federais (com 100% das vagas gratuítas).
A revogação da lei de Paulo Renato, que proibia a expansão da rede pública, custou 18 meses de tramitação no Congresso Nacional, durante o governo Lula. Mas valeu a pena, pois o programa de expansão prevê 214 novas escolas, cobrindo todas as cidades pólo do Brasil.
Auditora do MEC nas 98 escolas privadas beneficiadas pelo programa neoliberal do governo tucano, constatou mau-uso do dinheito público em diversos casos:
- A Escola Catarinense de Gastronomia, em Florianópolis, em vez de curso técnico, instalou no prédio a Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), que cobrava mensalidades de R$ 900. O MEC conseguiu reaver o prédio na justiça, em 2007, e federalizou a escola.
- O Centro de Formação do Profissional do Paulista (Pernambuco), recebeu R$ 2,7 milhões para contruir a sede, terminada em janeiro de 2003. Os cursos gratuitos só duraram três meses, e depois sumiram.
- Em São Paulo, o Centro de Educação Profissional do Sindicato dos Metalúrgicos (ligado à Força Sindical), está fechado por atraso no Habite-se, segundo o sindicato. É a prefeitura de Kassab que responde por conceder o habite-se.
- Em Capivari (135 km de SP), um prédio que consumiu R$ 3,1 milhões em obras e equipamentos está abandonado.
Apenas uma entidade cumpriu todo o contrato: a Fundação Iochpe, que atua em SP e no RS.
Outras 20 entidades abriram vagas gratuitas, mas abixo dos 50%.
Nove escolas já existiam antes do Proep. "O programa praticamente só funcionou no Sul e Sudeste, e boa parte das escolas teria funcionado sem ele", diz Gleisson Rubin, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC.
As demais entidades tiveram irregularidades como não oferecer os cursos, ou cobrança de mensalidade de 100% dos alunos.
Após a auditoria:
- 30 escolas foram federalizadas;
- 5 passarão para Estados;
- 11 estão sob a gestão do Sistema S (SENAI, SESC, etc);
- 1 escola decidiu devolver o dinheiro;
- outra foi aberto processo de tomada de contas;
- as 20 escolas que não cumprem a cota de gratuidade, estão negociando a adequação.
Corrupção tucana: mau uso de R$ 257 milhões na educação neoliberal de FHC
A Folha de José Serra (jornal Folha de São Paulo) deu a notícia, mas "esqueceu" de explicar que o fracasso é consequência da política educacional tucana neoliberal, executada pelo atual secretário de educação do governo José Serra (PSDB/SP), Paulo Renato de Souza, que também era ministro da educação na gestão de FHC (Fernando Henrique Cardoso).
A programa tucano desandou em corrupção de metas e desvio do dinheiro público para funções lucrativas, como cobrança de mensalidades indevidas.
Em 1998, o tucano criou o programa PROEP (Programa de Expansão da Educação Profissional). Porém, em vez de investir em escolas públicas, seguiu a cartilha neoliberal.
Um ano antes o carrasco da escola pública, havia proibido a expansão da rede pública de escolas técnicas federais, por lei.
Em 1998, o atual secretário de José Serra, resolveu repassar o dinheiro público para construção de escolas técnicas privadas, em troca da cota de 50% das vagas serem gratuítas (porém só duas escolas cumprem esta meta).
Em 2007 o MEC encerrou o programa. Os R$ 257 milhões ao longo do tempo foi aplicado em 98 entidades (teoricamente para prover 50% das vagas gratuítas). Esse valor é suficiente para construir 50 escolas técnicas federais (com 100% das vagas gratuítas).
A revogação da lei de Paulo Renato, que proibia a expansão da rede pública, custou 18 meses de tramitação no Congresso Nacional, durante o governo Lula. Mas valeu a pena, pois o programa de expansão prevê 214 novas escolas, cobrindo todas as cidades pólo do Brasil.
Auditora do MEC nas 98 escolas privadas beneficiadas pelo programa neoliberal do governo tucano, constatou mau-uso do dinheito público em diversos casos:
- A Escola Catarinense de Gastronomia, em Florianópolis, em vez de curso técnico, instalou no prédio a Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), que cobrava mensalidades de R$ 900. O MEC conseguiu reaver o prédio na justiça, em 2007, e federalizou a escola.
- O Centro de Formação do Profissional do Paulista (Pernambuco), recebeu R$ 2,7 milhões para contruir a sede, terminada em janeiro de 2003. Os cursos gratuitos só duraram três meses, e depois sumiram.
- Em São Paulo, o Centro de Educação Profissional do Sindicato dos Metalúrgicos (ligado à Força Sindical), está fechado por atraso no Habite-se, segundo o sindicato. É a prefeitura de Kassab que responde por conceder o habite-se.
- Em Capivari (135 km de SP), um prédio que consumiu R$ 3,1 milhões em obras e equipamentos está abandonado.
Apenas uma entidade cumpriu todo o contrato: a Fundação Iochpe, que atua em SP e no RS.
Outras 20 entidades abriram vagas gratuitas, mas abixo dos 50%.
Nove escolas já existiam antes do Proep. "O programa praticamente só funcionou no Sul e Sudeste, e boa parte das escolas teria funcionado sem ele", diz Gleisson Rubin, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC.
As demais entidades tiveram irregularidades como não oferecer os cursos, ou cobrança de mensalidade de 100% dos alunos.
Após a auditoria:
- 30 escolas foram federalizadas;
- 5 passarão para Estados;
- 11 estão sob a gestão do Sistema S (SENAI, SESC, etc);
- 1 escola decidiu devolver o dinheiro;
- outra foi aberto processo de tomada de contas;
- as 20 escolas que não cumprem a cota de gratuidade, estão negociando a adequação.
Por Zé Augusto - 20.07.09
20 de jul. de 2009
Escolas Técnicas e o desvio de verba
MEC pagou por escolas que ficaram no papel
Auditoria constatou prédios vazios ou nem construídos em entidades privadas que deveriam oferecer 50% de vagas gratuitas
Só 1 das 98 instituições que receberam, ao todo, R$ 257 milhões de programa federal de 1998 a 2007 cumpriu todo o contrato
ANGELA PINHO
SIMONE IGLESIAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Escolas técnicas financiadas com dinheiro público, que deveriam atender alunos gratuitamente, viraram prédios vazios e faculdades privadas ou até edifícios nunca construídos. A conclusão é de fiscalização do Ministério da Educação no Proep (Programa de Expansão da Educação Profissional), que funcionou de 1998 a 2007.
Em São Paulo, por exemplo, o imóvel que deveria, desde 2005, ter um centro educacional para metalúrgicos está fechado. Em Capivari (135 km de SP), um prédio que consumiu R$ 3,1 milhões em obras e equipamentos está abandonado.
Por Luís Nassif - 20.07.09
17 de jul. de 2009
A verdadeira face para 2010 - Tucanos gostam de bater em estudante e professor
A governadora tucana Yeda Crusius (RS) ao dialogar com setores públicos estaduais lembra muito a forma cortês como o Serra dialoga com estudantes universitários, professores e policiais:
16 de Julho de 2009 – 15h28
Durante protesto, Yeda chama professores de “torturadores”
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), foi alvo de um protesto de professores na manhã desta quinta-feira. Manifestantes se posicionaram em frente a sua casa no bairro Vila Jardim, em Porto Alegre, para pedir o impeachment da governadora. Yeda, que alegou que seus netos tiveram dificuldade de sair de casa devido ao protesto, apresentou cartazes ao grupo dizendo: “vocês não são professores, torturam crianças”.
De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel João Carlos Trindade Lopes, seis pessoas foram detidas durante o protesto, organizado pelo Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato). Entre os detidos, está a presidente da entidade, Rejane de Oliveira. A Polícia Militar (PM) tentou conter o grupo que, por volta das 8h30, já havia sido retirado do local.
Após a dispersão do protesto, os manifestantes seguiram em ônibus para o centro da capital, onde ocorrerá a segunda etapa da manifestação, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo estadual.
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15 de jul. de 2009
Processo investiga corrupção do DEM no Senado
Ainda segundo IstoÉ, o 1º secretário Efraim Morais (PB) recebeu R$ 300 mil/mês do esquema. Quem pagava era a empresa Ipanema, que manteve contrato no valor de R$ 30 milhões até março passado, para fornecer mão-de-obra à agência, TV e rádio Senado. Vamos aguardar o fim do processo e ver o destaque que será dado na mídia.
Por Zé Dirceu - 11/07/2009
3 de jul. de 2009
Santayana: oposição não tem autoridade para criticar Sarney
A tragédia e a farsa
Por Azenha - Do Vi o Mundo - 03.07
Elegante e moderado, enquanto viveu, o excelente médico e homem público José Aristodemo Pinotti contribuiu, com sua morte, para que arrefecessem os ânimos no Senado, na tarde de ontem. Presidindo a sessão de homenagem ao morto, o senador José Sarney pediu que os discursos se limitassem à sua memória, mas não teve êxito. O senador Arthur Virgílio quebrou o rito, ao anunciar que venderá propriedades da família, a fim de ressarcir o Tesouro do dinheiro que foi pago a um funcionário que, lotado em seu gabinete, viveu em Paris, durante mais de um ano.
Essa crise no Senado está muito distante da versão shakespeareana do complô contra César: não conseguimos ver, sob a manga da túnica de Arthur Virgílio, nem sob as dos outros que a ele se unem, o punhal de Brutus e de seus companheiros de conjura. Os punhais de hoje são metafóricos, e o senador pelo Amazonas não tem as dimensões trágicas de Marcus Brutus. O que se passa no Senado está mais para uma pantomima da commedia dell'arte do Renascimento Italiano.
Quaisquer que tenham sido os erros do senador Sarney na presidência do Senado, eles não são exclusivos do político do Maranhão. A cultura da tolerância permitiu que a representação parlamentar se degradasse a esse ponto. A longa experiência política do ex-presidente da República o devia advertir que, com os inimigos e adversários que reuniu durante décadas, devia precaver-se. Mas, pelo que vemos, quaisquer tenham sido os seus erros, ele se encontra em condições de devolver, aos honourable and wise men, todas as pedras que lhe são atiradas. Falta autoridade a Arthur Virgílio para pedir o afastamento do presidente do Senado, depois de ter confessado alguns de seus próprios pecados. Ele parece ter sido aconselhado pela astúcia jesuítica da restrição mental, quando se esqueceu, no auge de sua investida, que se valera de Agaciel Maia, a fim de socorrê-lo em Paris. Fora o senador imprevidente, ao viajar para a França sem os recursos necessários, ou perdera o controle dos gastos, o que dá no mesmo. E se esqueceu de que, na mesma Paris, estava a prova de outro descuido: o de ter, ali, recebendo vencimentos no Senado, um servidor público lotado no seu gabinete em Brasília.
Entre as muitas lições do episódio, duas se destacam. Ambas são importantes para a correção ética da vida política nacional. A primeira é que, em consequência de uma disputa menor, desencadeou-se o processo que levou à ruptura da omertà corporativa. Os debates podiam ser acesos, e eram, mas não se tocava nas coisas domésticas. Afinal, de minimis non curat praetor: dos atos secretos e dos acertos financeiros, coisa menor, cuidava o diretor-geral e seus auxiliares. Agora a cidadania sabe que uma coisa eram os discursos inflamados no plenário, outra os entendimentos fora dos holofotes e dos olhos dos repórteres.
Outra grande lição é que não pode haver República democrática sem oposição. Não temos oposição. Primeiro porque não há partidos políticos, mas, sim, grupos de interesses, que se articulam entre si, como se articulam com os “poderes de fato” exercidos pelos homens de negócios, na defesa da “estabilidade”, ou seja, da permanência da injustiça. Não há partidos políticos, salvo os pequenos, que dão testemunho ideológico no Congresso, porque não há ideias em que os grandes se sustentem. Identificam-se, vagamente, como conservadores e liberais, e dizem oscilar em torno do centro. A oposição é de faz de conta. Faltam ao Parlamento de hoje homens de ideias e de ação, como foram, em seu tempo, os oposicionistas Prado Kelly e Affonso Arinos, e os defensores do governo de Vargas, Juscelino e Jango – como Vieira de Mello, Tancredo Neves, Gustavo Capanema, Paulo Pinheiro Chagas, Almino Afonso, entre outros.
Ao presidir, com habilidade, a transição para o estado de direito, que caberia a Tancredo, o senador José Sarney prestou serviços valiosos ao povo brasileiro. Não foram fáceis aqueles anos, de 1985 a 1990, com o acúmulo de problemas, como o da inflação e o do desmonte do entulho autoritário. Embora o passado não absolva o presente, muitos dos que o acusam hoje, e são beneficiários dos desvios administrativos, nada ofereceram ao país, senão sua ambição.
Os cidadãos esperam que todos os fatos se esclareçam, e que os responsáveis pelos desmandos, ativos e passivos, paguem pelos seus erros.
2 de jul. de 2009
Objetivo do PSDB é dar golpe e desestabilizar o governo Lula. De O Globo "... PSDB não quer a cadeira de Sarney, mas sim a de Lula"
Por Daniel Pearl - 02.07
O que estamos assistindo no Senado, é uma encenação dos tucanos na sua tentativa de dar um golpe e tomar o controle da Casa. Não querem investigar nada, coisa nenhuma, apenas atingir seu presidente, senador José Sarney (PMDB-AP) pelo apoio que este tem dado ao presidente Lula, a seu governo e a pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil. Reformar o Senado, apurar as responsabilidades, mudar os procedimentos de licitações e nomeações, enxugar a máquina administrativa, por fim aos privilégios acumulados em décadas e a falta de publicidade aos atos do Senado... Nada! Ao contrário, o tempo passa e as denúncias que vem a público, como as feitas contra os senadores Artur Virgílio (PSDB-AM) e Efraim Morais (DEM-PB) já caíram no esquecimento - particularmente da mídia - mas, Sarney continua nas manchetes. Ao mesmo tempo o PSDB prossegue o seu jogo com o único objetivo, podem ter certeza, de controlar o Senado para, com CPIs - começando pela da Petrobras - procurar, com amplo apoio na mídia e de novo no tapetão, paralisar e desestabilizar o governo, para assim tentar ganhar as eleições de 2010.
Pressão por deposição de Sarney continua
A ela se uniram, agora, o PDT, e dando continuidade a seu papel de linha auxiliar da direita no país, o PSOL representou contra os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Lamentavelmente não o fizeram, não entraram com nenhuma representação contra os senadores Efraim Morais (DEM-PB) e Artur Virgilio (PSDB-AM). A proposta apresentada pelo presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) de, no caso da renúncia ou pedido de licença do presidente atual do Senado, José Sarney, nomear uma comissão para, na prática, dirigir a Casa, foi repudiada pelo seu próprio partido, pelo 1º vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (GO). Está aí a mais consistente prova do caráter oportunista e de oposição desse pedido de afastamento feito pelo PSDB. Sem falar no cinismo do DEM, cujo 1º secretário do Senado na Mesa anterior à atual, Efraim Moraes, está afundado em denúncias e tem responsabilidade em tudo o que aconteceu na Casa na gestão do diretor-geral Agaciel Maia. Sem esquecer que o DEM, de Efraim Morais, vem controlando esse cargo há anos.
Sérgio Guerra tem razão: punição para todos A rigor o presidente nacional tucano, senador Sérgio Guerra (PE) tem razão: não tem sentido o senador José Sarney se licenciar, e a atual Mesa continuar, ou a anterior não responder, também, pelos desmandos e ilegalidades. Muito menos tem sentido os 37 senadores beneficiados por atos secretos, e mais Efraim Morais e Artur Virgílio, ficarem impunes, sem sequer responder a uma representação ou processo na Comissão de Ética do Senado, ou mesmo a uma investigação pelo Ministério Público Federal no Supremo Tribunal Federal (STF). Daí a reação do 1º secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), repudiando a proposta do PSDB e propondo a renúncia coletiva de todos os atuais dirigentes do Senado.
Origem do Blog Zé Dirceu - 01.07.09
Vejam no site do Nassif - de O Globo "
Virgílio diz que PSDB não quer a cadeira de Sarney, mas sim a de Lula
O corrupto Marconi Perillo (PSDB) está querendo a cadeira de Sarney
Aprovada pela bancada do PSDB no Senado, a criação da comissão integrada por cinco senadores seria um caminho para estancar a crise. O senador Tasso Jereissati (CE) seria o integrante do PSDB indicado para a comissão
Imagine você querido leitor, até Heráclito Fortes (DEM-PI), acusou o PSDB de promover um "golpe" ao propor a criação da tal comissão. "Jamais aceitaria aplicar um golpe na atual Mesa", disse Fortes. "Intervenção, não! Grupo para controlar a Mesa, não! Bedel de secretário, não!", vociferou o primeiro-secretário.
Ele disse ainda que uma das soluções para pôr fim à crise no Senado seria a renúncia coletiva de toda a Mesa Diretora, integrada por 11 senadores - sete titulares e quatro suplentes.
Governador de Goiás entre 1998 e 2006, Perillo é alvo de vários processos, que poderão ser "desencavados" caso ele venha a assumir interinamente a presidência do Senado. Veja aqui, mais aqui Tem mais aqui neste link (mais você encontra no arquivo do blog, na busca)
O ex-presidente da República que tanto serviu ao ex-PFL, foi abandonado pelo DEM.O DEM está muito bem sentado na Primeira-Secretaria do Senado, com o senador Heráclito Fortes, do Piauí. E nesse campo, algumas dúvidas assaltam hoje os democratas: e se toda a base do governo resolve se juntar e eleger um nome novo para comandar a Casa? O que fariam os DEM e tucanos nesse barco?
Eles pensam que nos enganam
Subestimar a inteligência do eleitor tem sido a postura do PSDB e DEM desastrosamente diante do eleitorado, por exemplo: como oposição ao governo Lula, 365 dias do ano portam-se como os paladinos defensores de CPIs. Porém nas suas próprias administrações, notoriamente sabido pelo povo, mais de meia centena de CPIs foram engavetadas e abortadas pelo PSDB ante os desmandos e corrupção nos governos tucanos a exemplo de São Paulo e outras federações, como no caso do Rio Grando de Sul.
Eles pensam que são inteligentes, contudo, o povo que os julgam, tem encontrado neles a falta de inteligência, e, em cada eleição vem desmascarado o PSDB que, em arrogância, exibem-se com seus titulos e diplomas. Esses tais não enganam mais ninguém. Eles mesmos se auto-desmascaram...
Por Helena - 01.07.09
Leia outras matérias: "... querem derrubar o Sarney, mas ... o homem do castelo é absolvido."





